Escrita do Brasil contra fase da Colômbia por uma vaga à semifinal da Copa

Daniel Alves e Neymar apertam a marcação sobre James Rodríguez, no último jogo entre Brasil e Colômbia, em 15 de novembro de 2012, em Nova Jersey (EUA), que terminou empatado em 1 a 1. Os gols foram de Cuadrado e Neymar, que depois perdeu um pênalti
Daniel Alves e Neymar apertam a marcação sobre James Rodríguez, no último jogo entre Brasil e Colômbia, em 15 de novembro de 2012, em Nova Jersey (EUA), que terminou empatado em 1 a 1. Os gols foram de Cuadrado e Neymar, que depois perdeu um pênalti

 

Os únicos números que ganham um jogo de futebol são aqueles marcados no placar final. No caso de jogo eliminatório, como o que Brasil e Colômbia disputa hoje por uma vaga a semifinal da Copa do Mundo, eles podem ser definidos após os 90 minutos, ou mais 30 de prorrogação ou ainda disputa de pênaltis. Mas antes da bola começar rolar, a partir das 17h, na arena Castelão, em Fortaleza, todos os números indicam um confronto clássico entre uma seleção que atravessa um momento melhor, contra outra de mais tradição e vantagem esmagadora nos confrontos diretos.

Entre os oito times que chegaram às quartas de final deste Mundial, a Colômbia tem o maior número de vitórias (4, junto com a Holanda), o segundo melhor ataque (11 gols, atrás da mesma Holanda, com 12), o melhor saldo de gols (9), a defesa menos vazada (apenas 2 gols sofridos, junto com França, Bélgica e Costa Rica), o artilheiro isolado (James Rodríguez, com 5 gols) e o melhor passador (Juan Cuadrado, com 4 assistências a gol) da competição. Por sua vez, com uma campanha irregular e gerando dúvidas sobre sua própria estabilidade emocional, a Seleção Brasileira ostenta na sua história diante dos colombianos um cartel de 14 vitórias, cinco empates e apenas duas derrotas. Destas, nenhuma dentro de casa. E nesse total de 21 jogos, nunca por Copa do Mundo.

Sem o primeiro volante Luiz Gustavo, suspenso pelo segundo cartão amarelo, é quase certo que o treinador Luiz Felipe Scolari vá promover a volta de Paulinho ao time titular, como segundo volante. Fernandinho, que havia roubado na Seleção a vaga do jogador do Tottenham, será recuado para primeiro volante, posição em que atua no Manchester City. Embora, no treino coletivo de quarta-feira, Felipão tenha também a opção de jogar sem centroavante, dada a péssima fase do titular Fred e a incapacidade do reserva Jô de fazer-lhe sombra, isso só deve ser usado como opção no correr do jogo, caso o atacante do Fluminense seja novamente figura nula em campo.

Nesse esquema tático alternativo, que o técnico brasileiro só deixou para treinar às vésperas da quarta de final da Copa, o reserva Henrique seria adaptado à função executada por Edmilson em 2002, num misto de primeiro volante e terceiro zagueiro, quando o Brasil foi pentacampeão com o mesmo Felipão. Todavia, diferente de 12 anos atrás, quando tinha Ronaldo Fenômeno como centroavante, além de Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho também em grande fase, a possível novidade tática só seria adotada para que a Seleção de hoje jogasse sem homem fixo de área.  Neymar, craque solitário do presente, atuaria como falso 9.

Outras duas possibilidades testadas no coletivo da Granja Comary foram a entrada do volante Ramires e do lateral Maicon. O primeiro, seria uma opção mais defensiva pela direita, para o lugar do atacante do atacante Hulk, alteração já testada sem grande êxito no empate sem gols contra o México. Já a substituição de Daniel Alves por Maicon é uma mudança que já havia sido cogitada para o jogo com o Chile, por conta do baixo rendimento do titular da lateral direita, mas até agora não se consumou.

Bom, e a Colômbia? Apontado como um dos craques da Copa, o artilheiro James Rodríguez costuma habitar a faixa de campo entre as linhas de defesa e meio campo, justamente onde o Brasil tem apresentado problemas crônicos na saída de bola, como no gol de empate do Chile. Foi nesse espaço que o camisa 10 da Colômbia recebeu o passe pelo alto e de costas para o gol, nas quartas de final contra o Uruguai, matou no peito, girou o corpo e, sem deixar a bola cair, emendou de canhota o chute certeiro.

Um dos mais belos gols da Copa, o que a maioria talvez não tenha notado é que, antes de chegar a Rodríguez, o time da Colômbia já tinha contabilizado 15 trocas de passe, numa posse de bola de 50 segundos. Esse trabalho coletivo revela a mão do treinador argentino José Pékerman, que chega pela segunda vez às quartas de final de uma Copa do Mundo. Em 2006, no comando da seleção de seu país, ele empatou no tempo normal e na prorrogação contra a Alemanha, antes de perder na disputa de pênaltis.

Para tentar melhor sorte no jogo de hoje, outra das armas de Pékerman é o habilidoso Juan Cuadrado, que nesta Copa já empatou em número de passes a gol com legendas como Tostão (1970), Zico (1982) e Riquelme (2006, naquele time de Pékerman). Meia que joga como ala pelos lados do campo, preferencialmente pela direita, deve dar grande trabalho aos laterais Daniel Alves e sobretudo Marcelo, que não são conhecidos por suas virtudes defensivas e precisarão da cobertura dos volantes e zagueiros.

Diante do Brasil, a Colômbia deverá ceder a posse de bola, mas diferente da sua brilhante geração de 1994, de Freddy Rincón, Carlos Valderrama e Faustino Asprilla, hoje não faz questão de mantê-la, explorando os contra-ataques com rapidez e objetividade, concluindo até pouco a gol, mas com excelente pontaria até aqui. O Brasil, cujo meio de campo parece incapaz de fazer a bola chegar ao ataque, abastecido apenas na ligação direta dos chutões desde a defesa, tem na retomada de bola no seu setor ofensivo a melhor maneira de tentar surpreender os colombianos, cuja defesa, embora pouco vazada, não inspira assim tanta confiança.

Apesar da boa campanha, inclusive diante de um Uruguai combalido pela suspensão do atacante Luisito Suárez, a Colômbia não teve ainda um teste de peso. Se não tremer hoje, continuar jogando bem e bater pela primeira vez o Brasil, dentro do Brasil, dará um passo fundamental à construção de uma tradição no futebol mundial. Não só para manter a sua, como para evitar o que todo o mundo considerará um vexame dentro da sua própria casa, ao Brasil não resta alternativa se não vencer os colombianos hoje — o que não consegue fazer desde 7 de setembro de 2003, há mais de 10 anos.

Depois, que venha Alemanha ou França!

 

Brasil x Colômbia

 

 

Publicado hoje, na edição impressa da Folha.

 

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Nas Copas (e na rima) com Cafu, brasileiros respondem provocação argentina

Brasil x Argentina

 

Aqui, na postagem sobre origem do hit da Copa “Brasil decime que se siente”, criado pela inflamada torcida argentina a partir do canto das suas rivalidades internas entre o Boca Juniors e o River Plate, o blog divulgou também a resposta brasileira, ainda tímida em suas próprias ruas e arquibancadas, parodiando a provocação de los hermanos. Pois em comentário, o leitor Alexandre enviou aqui um link contendo a segunda estrofe da versão brasileira ao cântico argentino, com uma rima, digamos, bem mais suja, com o nome do ex-capitão brasileiro Cafu.

Assim, a resposta brasileira à provocação argentina ficaria:

 

“Se você é argentino

Então me diga como é

ter somente duas Copas

Uma a menos que Pelé

 

Se você é argentino

Então vá tomar no c(…)

Tem apenas duas Copas

Igualzinho ao Cafu”

 

Confira abaixo o vídeo enviado pelo leitor:

 

 

 

 

Bem, pelo visto, se os argentinos conseguirem passar pela promissora seleção belga, em seu jogo pelas quartas de final, no sábado, emblematicamente em Brasília, poderão encontrar motivos no Brasil, além das semelhanças entre kirchnerismo e petismo, para se solidarizarem com a presidente brasileira Dilma Rousseff.

No mais, como há que se separar a brincadeira da coisa séria, e no futebol, à parte o que se decide no campo, sempre vai prevalecer a gozação capaz de tirar o rival do sério, não deixe também de conferir a criativa e hilária contestação do Luciano Potter e do Duda Garbi ao hit argentino “Brasil decime que se siente”. Verso a verso, confira:

 

 

 

 

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Legado da Copa: Obra inacabada em viaduto desaba, mata dois e fere 19 em Belo Horizonte

Foto: Estado de Minas
Foto: Estado de Minas

 

Por Camilla Matoso, de Belo Horizonte

Uma parte do Viaduto Guararapes, na Avenida Pedro I ao lado do acesso com a Olímpio Mourão Filho, em Belo Horizonte, que estava em construção entre as obras do Projeto Copa, desabou na tarde desta quinta-feira. Segundo informações iniciais divulgadas pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais, ao menos duas pessoas morreram e 19 ficaram feridas. Um ônibus, um carro e dois caminhões foram atingidos pela queda do bloco de cimento.

A Polícia Militar e os Bombeiros chegaram prontamente com mais de 10 viaturas ao local, no Bairro São João Batista, para socorrer os feridos atingdos pela tragédia. Segundo a PM, dez funcionários da construção foram atingidos, mas o número de vítimas fatais pode ser alto. Uma equipe da Sudecap foi acionada e um helicóptero também ajuda na ocorrência.

A estrutura seria inaugurada nos próximos dias, começou a ser construída há um ano e faz parte do complexo de obras para o alargamento da avenida. A construção já estava em fase final de acabamento, com a retirada das vigas de sustentação.

Outra parte da mesma obra já tinha sido interditada há alguns meses por problemas na estrutura, quando uma alça que estava sendo erguida na Rua Montese, no Bairro Santa Branca, havia cedido trinta centímetros.

O Viaduto está sendo construído sobre a Avenida Dom Pedro I, no processo de duplicação de via para a implantação do Move. O ponto do acidente fica a cerca de quatro quilômetros do Estádio do Mineirão, sede de diversas partidas da Copa do Mundo.

 

Fonte: ESPN

 

Confira abaixo o vídeo do momento do desabamento:

 

 

 

 

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O que as estatísticas revelam para o duelo entre Neymar e James Rodríguez

Pelos números do que produziram em campo, jogando pelas seleções de seus países e nesta Copa do Mundo, o que se pode esperar do confronto amanhã, a partir das 17h, em Fortaleza, entre os craques Neymar e James Rodríguez, quando Brasil e Colômbia se enfrentarão na disputa por uma vaga as semifinais?

Então confira abaixo nos números levantados pelo blog e reunidos na infografia do Eliabe de Souza, o Cássio Jr:

 

Neymar x James Rodríguez

 

 

 

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Neymar Jr. usa redes sociais para defender Neymar pai e atacar jornalistas

Em Fortaleza com a Seleção Brasileira desde ontem, concentrado para o jogo de amanhã, pelas quartas de final contra a Colômbia, Neymar mostrou estar virtualmente bem atento ao mundo real que o cerca, através da democracia irrefreável das redes sociais. Foi através delas que o craque brasileiro  se manifestou sobre a investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que apura o suposto envolvimento do seu pai, Neymar da Silva, entre vários jogadores, ex-jogadores, empresários e dirigentes do mundo da bola, com uma máfia de cambistas de ingressos que atua em Copas do Mundo desde 2002, no Japão e Coréia do Sul.

Confira abaixo, no Instragram e no Twitter as respostas de Neymar à matéria dos jornalistas Diana Brito e Marco Antônio Martins, da  Folha de São Paulo (confira aqui), sobre o envolvimento do nome do seu pai no caso:

 

Detalhe da resposta de Neymar no Instagram
Detalhe da resposta de Neymar no Instagram

 

Print screen da matéria da Folha de São Paulo feito por Neymar no Instagram
Print screen da matéria da Folha de São Paulo feito por Neymar no Instagram

 

Neymar também usou o Twitter para chamar à sua postagem no Instagram
Neymar também usou o Twitter para chamar à sua postagem no Instagram

 

 

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Pai de Neymar investigado pela Polícia brasileira por envolvimento com máfia de ingressos

Neymar da Silva, pai de Neymar Jr.
Neymar da Silva, pai de Neymar Jr.

 

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga os ex-jogadores Dunga e Júnior Baiano, o irmão de Ronaldinho Gaúcho e o pai do atleta Neymar Jr sobre a rede internacional de cambistas que atua na Copa do Mundo. Eles serão chamados para prestar depoimento para esclarecer se têm envolvimento na máfia dos ingressos.

A suspeita surgiu porque um dos 11 presos no esquema ilegal, o franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, 57, tem relação com os ex-jogadores. Fofana, que é apontado como chefe do grupo, fechou um bar na zona sul carioca no último 17 para realizar uma festa em homenagem aos ex-jogadores da campanha de 1970. Dunga, Jairzinho e Carlos Alberto Torres foram convidados.

Já Júnior Baiano alugou um apartamento para o argelino por R$ 12 mil na Barra, no Rio de Janeiro. Escuta telefônica também indica que Fofana negociou ingressos com Roberto de Assis Moreira, irmão e empresário de Ronaldinho Gaúcho. Assis também será chamado para prestar esclarecimentos.

A polícia ainda investiga se o pai e empresário de Neymar tem envolvimento no esquema. Isso porque em uma conversa telefônica grampeada, um dos suspeitos de envolvimento na máfia, Alexandre Vieira, diz que assistia o jogo entre Brasil e Chile ao lado do pai de Neymar em um dos lugares mais caro do Mineirão. A assessoria do craque negou que Neymar da Silva conheça o argelino.

A investigação também aponta envolvimento de membros da CBF e das federações de Argentina e Espanha. O grupo faturava até R$ 1 milhão por jogo. Eles atuam nos Mundiais desde 2002.

 

Fonte: A Tarde

 

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Blog escala sua seleção das oitavas de final da Copa

Aqui, o blog já havia eleito sua seleção entre o que as 32 apresentaram na fase de grupos. Agora, encerrada a segunda fase, conheça os 11 melhores jogadores apresentados pelas 16 seleções que disputaram as oitavas de final. Entre eles, com 14 defesas, a maior média da história das Copas, o craque da rodada foi o veterano goleiro estadunidense Tim Howard, que abre a lista:

 

Goleiro: Tim Howard (EUA)
Goleiro: Tim Howard (EUA)

 

Lateral-direito: Juan Cuadrado (Colômbia)
Lateral-direito: Juan Cuadrado (Colômbia)

 

Zagueiro:  Vincent Company (Bélgica)
Zagueiro: Vincent Company (Bélgica)

 

Zagueiro: Essaïd Belkalem (Argélia)
Zagueiro: Essaïd Belkalem (Argélia)

 

Lateral esquerdo: Marcos Rojo (Argentina)
Lateral esquerdo: Marcos Rojo (Argentina)

 

Aranguíz
Volante: Charles Aranguíz (Chile)

 

Volante: Paul Pobga (França)
Volante: Paul Pobga (França)

 

Meia: James Rodríguez (Colômbia)
Meia: James Rodríguez (Colômbia)

 

Meia: Lionel Messi (Argentina)
Meia: Lionel Messi (Argentina)

 

Atacante: Arjen Robben (Holanda)
Atacante: Arjen Robben (Holanda)

 

Atacante: Alexis Sánchez (Chile)
Atacante: Alexis Sánchez (Chile)

 

Quanto ao gol mais bonito nas oitavas, além de candidato ao mais belo de toda a Copa, confira abaixo a obra prima de James Rodríguez, que abriu o placar na vitória de 2 a 0 sobre o Uruguai:

 

 

 

 

Quem quiser conhecer a seleção da Fifa, teoricamente montada sobre o conjunto das duas fases da Copa, mas sob sabe-se quais critérios, pode conferir aqui a matéria do jornalista Arnaldo Neto, na Folha Online. Mas, modéstia à parte, as seleções do blog concedem a vantagem do empate em campo àquela escalada pela Fifa. David Luiz tem se mostrado um excelente zagueiro, a ponto de realmente brigar para estar em qualquer seleção mundial do que foi até aqui a Copa, mas considerá-lo o melhor jogador do Mundial, só pode ser o mesmo tipo de piada que elegeu outro bom zagueiro, o italiano Fabio Canavarro, o melhor da Copa de 2006. Sobre a eleição de Claudio Bravo (Chile), Jan Vertonghen (Bélgica), Johan Djourou (Suíça) e Phillip Lahm (Alemanha) nessa suposta seleção da Fifa, é melhor nem comentar.

 

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Para psicóloga e craque da Seleção, nervos do time estão sob controle

Confira abaixo o depoimento da psicóloga e a entrevista coletiva do craque da Seleção Brasileira, respectivamente Regina Brandão e Neymar. A primeira disse ontem em visita aos jogadores na Granja Comary, divulgada na CBF TV, que tudo está correndo conforme o planejamento inicial. Já o segundo, numa coletiva dada hoje, antes da Seleção sair de Teresópolis para Fortaleza, onde Brasil e Colômbia se enfrentam pelas quartas de final de depois de amanhã, disse que não há nenhum problema emocional com os jogadores brasileiros.

Se os nervos estão sob controle, só o comportamento jogo de sexta dirá, muito mais que no eventual choro de um jogador, pela capacidade da equipe de não desmoronar psicológica, técnica e taticamente no caso de uma eventual infelicidade, como foi o da saída de bola brasileira que gerou o gol de empate do Chile.

Confira abaixo o depoimento da psicóloga e a entrevista do craque:

 

 

 

 

 

 

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Vandalismo: Black blocs protestam na Suíça contra eliminação na Copa do Mundo

Seja para quem não consegue discernir “pátria de chuteiras” de “complexo de vira latas”, as cenas do vídeo abaixo, divulgadas aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, não são recomendáveis às pessoas mais sensíveis, tampouco àquelas que acham que coxinha, em terra de fondue ou feijoada, é quem se nega a ser farinha do mesmo quibe:

 

 

 

 

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“Se o Brasil jogar o que jogou contra o Chile, perde da Colômbia”

Francisco Maurana
Francisco Maurana

Do jornalista Paulo Vinícius Coelho, que acompanha o dia a dia da Seleção Brasileira em todos os treinos e jogos, e  hoje entrevistou por telefone o Francisco Maturana, técnico da seleção da Colômbia na Copa de 1994, com craques como Freddy Rincón, Carlos Valderrama e Faustino Asprilla, considerada a melhor de todos os tempos já produzida naquele país, até a atual, que disputará as quartas de final contra o Brasil, depois de amanhã, em Fortaleza:

— Para resumir, ele (Maturana) disse algo que todo mundo sabe, inclusive a Seleção Brasileira: se o Brasil jogar o que jogou contra o Chile, perde da Colômbia.  Como todo mundo sabe, todo mundo sabe que o Brasil tem que jogar bem. E repito: não tem nenhum  motivo palpável para achar que vai jogar bem. Mas eu acho que vai.

Confira aqui a íntegra da entrevista do colombiano Maturana ao jornalista brasileiro.

 

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Líder de assistências na Copa, Cuadrado se iguala a Tostão, Zico e Riquelme

Maior passador desta Copa, o colombiano Cuadrado se igualou a legendas do futebol
Maior passador desta Copa, o colombiano Cuadrado se igualou a legendas do futebol

Líder de assistências (passes para gol) da Colômbia e de toda a Copa do Mundo, o ala direita Juan Cuadrado já contabiliza quatro. Independente dos destinos colombianos contra o Brasil, o jogador já integra uma seleta lista dos melhores “garçons” sul-americanos desde a Copa de 1970. Neste Mundial, Pelé teve 6 assistências, enquanto Tostão, 4. Em 1982, Zico deu 4 passes para gol, sendo superado por Maradona (5), em 1986, e igualado por outro argentino, Riquelme (4), em 2006, quando este tinha como técnico o mesmo José Pekérman que hoje treina a Colômbia.

Ou seja, com apenas quatro jogos nesta Copa de 2014, Cuadrado já se igualou a Tostão (seis partidas em 1970), Zico (cinco jogos em 82) e Riquelme (cinco confrontos em 2006) em passes que resultaram em gols para sua equipe. Com a possibilidade de ainda ultrapassar Maradona e Pelé, mesmo que não consiga, que ninguém duvide: se há alguma lógica no dito popular “diga-me com quem anda e lhe direi quem és”, a bola do camisa 11 da Colômbia, ao contrário do que seu nome possa sugerir, é a mais redonda possível.

 

 

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Nas arquibancadas e ruas, as origens da provocação argentina e a resposta brasileira

Brasil x Argentina

 

Postado aqui no vídeo em que foi entoada em coro pelos próprios jogadores da seleção argentina, o hit “Brasil diceme que se siente” foi uma adaptação de um cântico criado pela torcida do Boca Juniors para provocar seu arquirrival River Plate, após este ter sido rebaixado em 2011 à Segunda Divisão do Campeonato Argentino. A letra original diz:

 

“River decime que se siente

haber jugado el Nacional. 

Te juro que aunque pasen los años,

nunca lo vamos a olvidar. 

Que te fuiste a la B,

quemaste el Monumental,

esa mancha no se Borra nunca mas!

Che gallina sos cagon,

le pegaste a un jugador,

que cobardes los Borrachos del tablón”

 

“River, me diz como se sente

Ter jogado a B Nacional.

Mesmo que se passem os anos,

Nunca vamos nos esquecer.

Que foram à B,

Queimaram no Monumental (estádio do River),

Essa mancha não se apaga nunca mais

Vocês galinhas (torcedores do River) são cagões

Bateram em um jogador

Que covardes os ‘Bêbados da Arquibancada’ (torcida organizada do River)”

 

Confira no vídeo abaixo o cântico original:

 

 

 

 

Mas para provocar os brasileiros durante a Copa, os torcedores do Boca, do River e de outros clubes argentinos se uniram para cantar nas ruas e arquibancadas do Rio de Janeiro (Argentina 2 x 1 Bósnia), Belo Horizonte (Argentina 1 x o Irã), Porto Alegre (Argentina 3 x 2 Nigéria) e São Paulo (Argentina 1 x 0 Suíça):

 

“Brasil decime que se siente

Tener en casa a tu papá

Te juro que aunque passen los años

Nunca nos vamos a olvidar

Que el Diego te gambeteó

Que Cani te vacunó

Que está llorando desde Itália hasta hoy

A Messi lo vas a ver

La Copa nos va a trazer

Maradona es más grande que Pelé”

 

“Brasil, me diga o que sente

Ter em casa seu papai

Te juro que mesmo que passem os anos

Nunca vamos nos esquecer

Que Diego (Maradona) os driblou

Que Caniggia os espetou (autor do gol argentino que eliminou o Brasil na Copa de 1990, na Itália)

Estão chorando desde a Itália até hoje

A Messi vocês vão ver

A Copa ele vai nos trazer”

 

Confira no vídeo abaixo, o canto entoado em coro pelos próprios jogadores da seleção argentina, nos vestiários do Itaquerão, para comemorarem sua classificação às quartas de final:

 

 

 

 

Diante da provocação, desde Belo Horizonte os brasileiros também fizeram sua própria adaptação do coro, cantando para lembrar a los hermanos que só Pelé, vencedor de três Copas do Mundo (1958, 62 e 70) das quatro que disputou (também 66), conquistou como jogador uma a mais que todo a história do futebol da Argentina, vencedor apenas dos Mundiais de 1978 e 86. É uma versão reduzida, que ficou assim:

 

“Se você é argentino

Então me diga como é

ter somente duas Copas

Uma a menos que Pelé”

 

Enquanto a mesma força da provocação argentina nas ruas e arquibancadas do Brasil, mais ou menos como o “chororô” que os flamenguistas adaptaram para ironizar no Rio o “amor” dos botafoguenses, confira a resposta brasileira, em vídeo do jornal O Estado de Minas:

 

 

 

 

Bem, para que isso seja enfim definido dentro do campo, na final da Copa no Maracanã, dia 13, só falta combinar com colombianos, belgas, alemães ou franceses e holandeses ou costarriquenhos. Veremos quem cantará por último; e em que língua…

 

 

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