Neymar vai torcer pela Argentina na final com a Alemanha. E você?

Capa da Folha de ontem da Folha, com edição de Rodrigo Gonçalves e Aluysio Abreu Barbosa, e diagramação de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Capa da Folha de ontem da Folha, com edição de Rodrigo Gonçalves e Aluysio Abreu Barbosa, e diagramação de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.

 

Jornalismo, como futebol, é trabalho coletivo. Na quarta (09/07), após o jogo em que Messi, Romero, Masquerano e cia. ganharam nos pênaltis sua vaga às finais, conversando com o editor geral da Folha, Rodrigo Gonçalves, e com o hit argentino “Brasil, decime que se siente” (conheça aqui suas origens, na rivalidade entre o Boca Juniors e  o River Plate) ainda ecoando nos ouvidos desde as sonoras arquibancadas do Itaquerão, saiu a manchete da capa do jornal impresso de ontem: “Brasil me diz o que sente/ em ver a Argentina na final?”.

Não se sabe se Neymar leu a Folha ontem, antes de aparecer ontem na Granja Comary, em Teresópolis. Mas o fato é que o craque brasileiro usou sua entrevista coletiva surpresa para responder, entre outras coisas, à pergunta dos versos do cântico argentino adaptados em manchete, quando declarou aqui:

— Eu tenho dois companheiros na Argentina: Messi e o Mascherano. E eu acho que pro futebol, pela história que o Messi tem, de ter conquistado muita coisa, de ter conquistado quase tudo em sua carreira, eu acho que ele merece, sim, ser campeão. Estou torcendo, sim, por ele (…) Você parar para pensar e falar assim: “Pô, um brasileiro torcendo para a Argentina”. Não, eu não estou torcendo para a Argentina; estou torcendo por dois companheiros, para uma pessoa que eu aprendi a admirar ainda mais, estando ao lado dele todos os dias. Um jogador que eu tinha como espelho, como ídolo, que admirava de longe, pelas suas qualidades dentro de campo. E ali (no Barcelona), eu passei a admirá-lo como pessoa, como jogador, e ver que nos treinos ele é tão ou mais especial do que nos jogos. Então, por isso que a minha torcida é sempre pro Messi. Se você falar que eu sou Messi Futebol Clube, eu sou.

Se o fato de jogar junto no Barcelona com os dois principais jogadores argentinos definiu o apoio público de Neymar, a rivalidade no futebol entre os maiores países sul-americanos não impediu que, testada aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, como resposta aos versos/manchete “Brasil, me diga como se sente/ Em ver a Argentina na final?”, a torcida por los hermanos na final da Copa desse uma goleada tão impiedosa nos alemães, quanto os 7 a 1 que estes aplicaram na semifinal contra o Brasil. Das 28 manifestações em comentários, nada menos que 17 se declararam a favor da Argentina, com 10 para Alemanha e uma neutralidade ao estilo da Suíça — cuja seleção, aliás, foi eliminada nas oitavas de final pelos argentinos, por 1 a 0, no segundo tempo da prorrogação, após uma jogada genial de Messi finalizada pelo craque Ángel Di María, cuja recuperação é esperada ainda a tempo da final de domingo.

No tira-teima entre duas potências do futebol mundial que já decidiram duas finais de Copa consecutivas, em 1986 e 1990, com uma vitória para cada lado, passados os tempos saudosos nos campos de Diego Maradona e Lothar Matthäus (hoje comentarista da SporTV), o que se pode dizer com certeza sobre a final do próximo domingo no Maracanã, é que ela será disputada entre a melhor seleção (a Alemanha) e o maior craque (Messi) do mundo, ambos à altura coletiva e individual daquilo que de melhor já foi produzido na história do futebol. Se vencer a primeira, será uma injustiça com um dos maiores gênios que já vi com a bola no pé. Se vencer o segundo, estará injustiçada uma das mais brilhantes gerações que pude assistir no trato com a bola.

O futebol, como a vida, não é um ato de justiça. E é nisto que reside seu maior encanto.

Danke, Deutschland! Gracias, Messi!

 

Uma das mais brilhantes gerações que um país já produziu para jogar futebol. Em pé: Neuer, Kroos, Klose, Hummels, Khedira e Boateng. Agachados: Lahm, Müller, Höwedes, Schweinsteiger e Özil
Uma das mais brilhantes gerações que um país já produziu para jogar futebol. Em pé: Neuer, Kroos, Klose, Hummels, Khedira e Boateng. Agachados: Lahm, Müller, Höwedes, Schweinsteiger e Özil

 

Ao lado de Maradona, Zico e Zidane, o maior jogador que já vi jogar: Lionel Messi
Ao lado de Maradona, Zico e Zidane, o maior gênio que vi no futebol: Lionel Messi

 

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Após passar Ronaldo na artilharia das Copas, Klose convida outros a fazê-lo

Klose comemora seu 16º gol em Mundiais, marcado contra o Brasil, dentro do Brasil, para superar o ídolo brasileiro Ronaldo como o maior goleador da história das Copas
Klose comemora seu 16º gol em Mundiais, marcado contra o Brasil, dentro do Brasil, para superar o ídolo brasileiro Ronaldo como o maior goleador da história das Copas

 

“Acredito que foi um pouco amargo para ele quando eu quebrei seu recorde. Quando eu marquei o 15º gol, o Ronaldo me parabenizou por entrar no clube. Agora estou no clube dos 16 e convido a todos que entrem também”

 

(Miroslav Klose, na coletiva de ontem, em provocação sutil como um tanque Panzer)

 

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“Pátria de chuteiras” — Presidente tenta explicar ao mundo humilhação do Brasil no futebol

Não foi só Neymar quem apareceu para dar entrevista (confira aqui e aqui). Depois da tragédia do futebol brasileiro nos 7 a 1 da semifinal contra a Alemanha, na qual foi novamente xingada pela torcida brasileira (leia aqui), mesmo sem estar presente, como já havia sido pessoalmente na abertura da Copa (relembre aqui), a presidente Dilma Rousseff (PT) também deu uma entrevista. Diferente do craque da bola, em sua coletiva de ontem, a da política em ano de eleição foi exclusiva à jornalista Christiane Amanpour, do canal de TV estadunidense CNN, gravada ainda na manhã de quarta-feira. Nela, Dilma tentou explicar ao mundo a humilhação do Brasil, dizendo não acreditar que ela vá afetar o humor nacional. “Além de saber ganhar, tem que saber perder”, disse a presidente.

Questionada pela repórter, Dilma tentou justificar os gastos públicos com a construção de estádios para a Copa, garantiu ter tolerância zero no combate à corrupção e falou até da sua militância armada na guerrilha, da prisão e da tortura nos tempos da ditadura militar no Brasil. Confira abaixo a íntegra da entrevista:

 

 

 

 

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Chico de Aguiar — Breve história do futebol do Brasil

Jornalista Chico de Aguiar
Jornalista Chico de Aguiar

Subsídio para um bate-papo com as crianças

Por Chico de Aguiar

O que escrevo foi pensando na decepção das crianças que acompanharam a Copa do Mundo pela primeira vez. Pensei nelas e naquele “joga pra mim, Brasil”, mostrado em alguns canais da TV. A nossa seleção é a maior vencedora de Copas do Mundo, com cinco conquistas, mas também nos deu frustrações como o Maracanazo de 1950; o vexame de 1966; as decepções de 1982 e 1998. Em 1978, na Argentina, o Brasil declarou-se campeão moral porque terminou invicto — com quatro vitórias e três empates. Houve até a acusação de que a anfitriã fez jogo de compadre e arrumou um resultado que a favorecesse contra o Peru.

Sempre torci para a Seleção do Brasil. Sou brasileiro e amante do nosso futebol, porque desde cedo aprendi que somos os melhores. Na ocasião da morte do grande zagueiro Hideraldo Luís Bellini – em 20 de março deste ano —, capitão da seleção campeã do mundo em 1958, na Suécia, falei de minha paixão iniciada naquela conquista. Tínhamos alguns craques fora de série, inigualáveis, como Garrincha, Didi, Nilton Santos e o estreante Pelé, além de coadjuvantes de altíssima qualidade como Vavá, Zito, Djalma Santos, Bellini, Orlando, o goleiro Gilmar e Zagallo. Sem falar nos reservas que fariam sucesso em quaisquer escalações.

O grupo campeão na Suécia foi também, com pouquíssimas alterações, bicampeão, em 1962, no Chile. Uma das mudanças no time foi a entrada do campista Amarildo no lugar de Pelé, que, contundido no segundo jogo, ficou fora do Mundial. Amarildo entrou com vontade de vencer, sabendo que teria ao lado dele gigantes como Garrincha, o melhor daquela competição; Didi, o melhor da Copa anterior; e Nilton Santos que, por motivos óbvios, já era conhecido por Enciclopédia do Futebol. Embora zagueiro — jogava de lateral esquerdo —, Nilton Santos conhecia todos os atalhos do campo para facilitar a performance tanto na defesa quanto no ataque.

Nosso terceiro título mundial foi conquistado em 1970, no México. Pelé, que já era o Rei do Futebol, ganhou as excelentes companhias de Gerson, Tostão e Rivelino que, como se diz entre os experts, sabiam tudo de bola. De quebra, o Brasil tricampeão tinha ainda o capitão Carlos Alberto Torres, Jairzinho, o goleiro Félix, Brito, Piazza, Everaldo e Clodoaldo. O elenco era tão sofisticado em qualidade técnica que o técnico Zagallo se deu ao luxo de ter no banco um supercraque como Paulo Cesar Caju. Jairzinho fez gol em todos os jogos e foi eleito o craque da competição. O Brasil sobrou na turma e venceu os seis jogos disputados.

Depois de 24 anos sem título de Copa do Mundo, o Brasil voltou a vencer em 1994, nos Estados Unidos. O tetracampeonato foi a conquista da geração de Romário — o craque da Copa — e Bebeto, chamada de Era Dunga pela adoção de uma postura defensiva e de poucos gols. Surgiu após o fracasso do estilo vistoso e de técnica apurada dos times que encantaram o mundo, mas perderam duas copas em 1982 e 1986. Dunga era o capitão e símbolo daquela filosofia de jogar. O jogo final, contra a Itália, terminou empatado em 0x0 e foi decidido nos pênaltis. O goleiro Tafarel foi um dos heróis do título.

Por fim conquistamos, em 2002, no Japão e na Coréia do Sul, o pentacampeonato. Tivemos novamente uma geração brilhante com um trio de craques da melhor estirpe, de uma linhagem que honrou a história do futebol do Brasil: Rivaldo, Ronaldo Fenômeno — artilheiro com oito gols — e Ronaldinho Gaúcho. Que trio! Dirigidos por Luiz Felipe Scolari, nossos atletas venceram todos os sete jogos disputados, fazendo a final contra a Alemanha: 2×0. Afora os três atacantes, o time titular jogou com Marcos, Cafu, Lúcio, Roque Júnior, Edmilson, Roberto Carlos, Gilberto Silva e Kléberson.

Isso posto, penso que é natural a derrota de nossa seleção nesse jogo da fase semifinal da copa que promovemos. É resultado de um processo cíclico que permite aos países participantes a possibilidade de mostrar os ingredientes novos como esquemas táticos ou outra geração de craques que fazem a diferença. Por isso o ranking das seleções são sempre alterados. O Brasil que já foi líder por tantas vezes percebe ainda agora o rebaixamento da Espanha, cantada como maravilha pela conquista de 2010. O que não entendemos ainda foi o placar dessa derrota que nos envergonha. Um futebol com a história e tradição do Brasil, não pode admitir normalidade numa derrota tão acachapante. O 7×1 foi um vexame que deve, merece e precisa ter uma reflexão.

 

Publicado hoje na edição impressa da Folha

 

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Fala, Peixe: “Dilma vai entregar a taça da vergonha!”

Presidentes da CBF, José Maria Marin, e a do Brasil, Dima Rousseff
Presidentes da CBF, José Maria Marin, e a do Brasil, Dima Rousseff

 

 

“Dilma tem sim que entregar a taça para outra seleção. Este gesto será o retrato do valor que ela deu ao nosso futebol nos últimos anos! Eles levarão a taça e nós ficaremos com nossos estádios superfaturados e nenhum legado material, porque imaterial, mostramos para o mundo que com toda nossa dificuldade, somos um povo feliz.

Essa será a taça da vergonha.”

 

Romário (deputado federal do PPS, candidato a senador na chapa do petista Lindberg Farias a governador e ex-craque tetracampeão mundial em 1994)

 

O fato de apoiar Lindberg a governador não tem feito Romário poupar a presidente Dilma e seu governo de pesadas críticas e cobranças públicas nas questões do futebol brasileiro
O fato de apoiar Lindberg a governador não tem feito Romário poupar a presidente Dilma e seu governo de pesadas críticas e cobranças públicas nas questões do futebol brasileiro

 

Confira aqui e aqui a íntegra das cobranças do Peixe, feitas publicamente à presidente Dilma Rousseff (PT) e ao seu ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (PC do B), com graves acusações aos dirigentes da CBF José Maria Marin e Marco Polo Del Nero.

 

Vergonha - futebol

 

 

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“Pátria de chuteiras” — Governo agora ameaça intervir no futebol brasileiro

Ministro Aldo Rebelo e o presidente da Fifa, Joseph Blater
Ministro Aldo Rebelo e o presidente da Fifa, Joseph Blater

 

Que a derrota por 7 a 1 da Seleção Brasileira para a Alemanha, nas semifinais de uma Copa do Mundo dentro do Brasil, na última terça (08/07) deixou marcas tão profundas quanto precisam ser as mudanças necessárias à reformulação do futebol brasileiro, ninguém duvida. Mas se alguma incerteza ainda havia sobre intenção do atual governo Dilma Rousseff (PT) em intervir diretamente no futebol da Seleção e dos clubes, numa estatização real do conceito “pátria de chuteiras”, criado pelo jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues (1912/80), o ministro dos Esportes Aldo Rebelo (PC do B) esclareceu as coisas na manhã desta quinta-feira, no briefing diário organizado pela Fifa durante a Copa, no Rio de Janeiro. Comparando a derrota por 7 a 1 em 2014 com o vice-campeonato mundial em 1950, mas ignorando qualquer utilização da Copa e da Seleção para fins políticos neste ano de eleição presidencial, o ministro de Dilma defendeu uma presença maior do governo na gestão do esporte:

— Já manifestei mais de uma vez a minha opinião e volto a repeti-la: o futebol brasileiro precisa de mudanças. A derrota para a Alemanha evidencia ainda mais essa necessidade. Depois da redemocratização do país, surgiu um clamor contra a presença do Estado dentro do mundo do esporte e principalmente do futebol. Era coisa do regime militar, que promovia intervenção na antiga CBD. E surgiu uma legislação que tirou completamente o Estado e entregou o futebol praticamente ao mercado, aos grandes empresários e aos dirigentes, que passaram a gerir o futebol sem qualquer interferência do Estado. Na época, fui contra por considerar que o esporte é matéria de interesse público e nacional e hoje estamos promovendo um esforço para rediscutir esse tema e retomar o protagonismo do esporte brasileiro. Temos pouca ingerência na regulamentação principalmente da gestão do clubes e acho que precisamos ter alguma presença. Não para nomear dirigente, interventor, mas para que em determinadas situações o Estado possa preservar o interesse nacional e público.

Sem explicar como um governo envolvido em várias denúncias de corrupção, incluindo o superfaturamento dos gastos na construção e reforma de estádios para a Copa, ao custo de R$ 9 bilhões, 95% deles custeados pelo dinheiro público, num gasto superior ao que África do Sul (2010) e Alemanha (2006) investiram juntas para realizar seus Mundiais, assim mesmo teria capacidade para sanear o esporte brasileiro, Aldo rechaçou uma caça às bruxas neste momento:

— Não sou a pessoa mais indicada a promover um clima de caça às bruxas em um momento de dificuldade. Para todo grande problema geralmente aparece uma solução óbvia, fácil e geralmente errada. Então creio que é preciso ter a consciência de que as mudanças no futebol brasileiro precisam ser feitas, mas é preciso encontrar a eficiência em promovê-las. E que isso não se faça somente pela dor da derrota sofrida para a Alemanha. É preciso que as mudanças tenham sentido de continuidade e erradiquem as causas mais profundas daquilo que conduziu a esse vexame. Nosso futebol tem problemas que precisam ser enfrentados.

Na Nigéria

Enquanto isso, ontem (09/07), a Fifa suspendeu a Federação Nigeriana de Futebol (NFF, em inglês) por causa de ingerências governamentais na entidade. Conforme o Artigo 13, do Estatuto da Fifa, os membros associados estão obrigados a administrar os assuntos de forma independente e sem interferência de terceiros. Antes de aplicar a punição, a entidade havia encaminhado uma carta à federação, no dia 4 de julho, em que expressava preocupação com o processo judicial contra a federação e a ordem judicial do Alto Tribunal da República Federal da Nigéria, que impedia o presidente, os membros do comitê executivo e o congresso da NFF de administrar o futebol do país africano.

Com a suspensão, nem as seleções e nem clubes nigerianos podem participar de torneios regionais, continentais ou internacionais. A punição inclui as partidas amistosas e determina que nenhum membro ou integrante da NFF participe de programas de desenvolvimento ou cursos promovidos pela Fifa e a CAF durante o período de vigência da suspensão. Se a medida permanecer até o dia 15 de julho, a Nigéria ficará fora da próxima Copa Mundial Feminina Sub-20 da Fifa, que será disputada entre 5 e 24 de agosto.

 

Com informações da Globo.com e Agência Brasil

 

 

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Neymar é Messi F.C. na final, lamenta injustiça de Barbosa e fala de Zúñiga

Companheiros no Barcelona, Neymar vai torcer por Messi e sua Argentina da final da Copa
Companheiros no Barcelona, Neymar vai torcer por Messi e sua Argentina na final da Copa

 

Argentina na final — O merecimento de Alemanha e Argentina por terem chegado à final, vem sendo muito grande. Eu desejo sorte às duas equipes. Mas espero que vençam meus companheiros. Eu tenho dois companheiros na Argentina: Messi e o Mascherano. E eu acho que pro futebol, pela história que o Messi tem, de ter conquista muita coisa, de ter conquistado quase tudo em sua carreira, eu acho que ele merece, sim, ser campeão. Estou torcendo, sim, por ele. Porque é um amigo, é um companheiro e desejo muita sorte.

Lembrança de Barbosa — Não é por causa de um derrota, de uma goleada que sofremos, que essa história vai ser terminada. Eu acho que isso é uma continuidade da história que a gente tem para estar traçando pela Seleção Brasileira neste século. Na minha história, eu já fui vaiado, fui aplaudido e estou fazendo essa história. Infelizmente, vamos ficar marcados por uma goleada. Mas eu acho um pouco de injustiça se a gente ficar marcado por isso, como ocorreu em 1950, com Barbosa, que meu pai me contou a história e eu também concordei que foi uma injustiça. E a gente tem que dar a volta por cima de tudo isso que está acontecendo. Temos que voltar a sorrir. Não podemos ficar de cara feia, não podemos ficar chorando todos os dias. Já passou, já sofremos e já choramos o que tínhamos que chorar. E agora é voltar a sorria novamente. Tem que treinar, temos que nos dedicar e entrar sábado (na disputa do 3º lugar, contra a Holanda) em campo para vencer a partida; para nós! Para nós, para os nosso torcedores, para nossas famílias.

Lance da contusão — Foi um lance que eu não concordo, eu não aceito. Não vou falar que foi desleal, que ele (o lateral direito colombiano Juan Zúñiga) foi me machucar, que ele veio na maldade, porque eu não estou na cabeça dele para pensar e para saber disso. Mas todo mundo que entende de futebol, todo mundo sabe que uma entrada daquela não é normal vcê fazer. Quando você quer fazer uma falta para parar o jogo, para quebrar o contra-ataque, principalmente quando o cara está de costas. você chuta o tornozelo, segura, empurra, mas da forma que ele veio e da forma que a bola tava chegando, foi uma entrada que não é situação de jogo;não tem como. E muitos de vocês (imprensa) falam que eu sou cai-cai. E eu nem ligo para o que falam disso. Porque quando eu estou de frente, quando eu tenho a visão periférica, eu consigo me defender; como eu venho me defendendo até hoje. Mas de costas eu não consigo me defender. A única coisa que pode me defender de costas é a regra. E quando se tem a regra você tem estar protegido dentro de campo. E foi um lance que eu não tinha como me proteger e acabei me machucando. E por muito pouco; acho que Deus me abençoou naquele lance também. Se fosse dois centímetros pra dentro, eu, hoje.. (chora)… eu hoje poderia estar de cadeira de rodas. É complicado você falar de um lance, num momento tão importante da minha carreira, e acabar sofrendo. Mas faz parte, aconteceu e faz parte. Vida que segue. “Vãobora”! (Choro)

Desculpas de Zúñiga — Desculparia, sim, eu perdoaria. Eu não tenho rancor, não sinto rancor dele, não sinto ódio, não sinto nada. Ele até me ligou no dia seguinte, pedindo desculpas, falando que não queria me machucar,  que sentiria muito e tudo mais; falou um bocado de coisa legal. Tanto que eu não sinto rancor dele, não sinto ódio. Desejo que Deus o abençoe, que ele tenha sucesso na carreira dele, enfim tudo de melhor.

Messi Futebol Clube — Você parar para pensar e falar assim: “Pô, um brasileiro torcendo para a Argentina”. Não, eu não estou torcendo para a Argentina; estou torcendo por dois companheiros, para uma pessoa que eu aprendi a admirar ainda mais, estando ao lado dele todos os dias. Um jogador que eu tinha como espelho, como ídolo, que admirava de longe, pelas suas qualidades dentro de campo. E ali (no Barcelona), eu passei a admirá-lo como pessoa, com o jogador, e ver que nos treinos ele é tão ou mais especial do que nos jogos. Então, por isso que a minha torcida é sempre pro Messi. Se você falar que eu sou Messi Futebol Clube, eu sou; eu torço por ele. Só que eu tinha brincado com ele, tinha brincado com ele que queria a Argentina na final, porque o Brasil iria chegar na final. Mas infelizmente não chegou e eu desejo toda a sorte do mundo para ele, para o Mascherano, que são dois companheiros, duas grande pessoas, que pela história que têm no futebol, eles merecem.

 

(Neymar, em coletiva neste momento na Granja Comary)

 

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Neymar: “Falhamos, erramos, não demonstramos um futebol de Seleção Brasileira”

Após a coletiva na tarde de hoje, na Granja Comary, Neymar foi aplaudido pelos jornalistas  (foto de Heuler Andrey / Mowa Press)
Após a coletiva na tarde de hoje, na Granja Comary, Neymar foi aplaudido pelos jornalistas (foto de Heuler Andrey / Mowa Press)

 

“A gente teve a oportunidade e fizemos de tudo para conseguir, para ter a oportunidade de sermos campeões no nosso país, de marcarmos nossos nomes na história de forma positiva. E falhamos, erramos, deixamos a desejar. Sabemos que não fizemos um campanha boa, que não demonstramos o nosso melhor futebol, um futebol de Seleção Brasileira. Demonstramos um futebol regular, por isso é que chegamos às semifinais. Mas não demonstramos um futebol de Seleção Brasileira, que é superior, que encanta a todos”.

“Eu admiro cada um desses caras que estão aí (na Seleção). Todos eu vi jogar, quando era menor. E são pessoas que eu passo a admirar ainda mais. Depois dessa derrota que a gente tomou, a gente se sente humilhado, a gente se sente envergonhado. Porque a gente não queria isso, porque a gente tem família, a gente tem um povo que torcia pela gente. Ninguém precisa dizer pra gente: ‘Ah, vocês são a vergonha do Brasil!’.  Eu não tenho vergonha de ser brasileiro. Eu não tenho vergonha que fiz parte dessa equipe que tomou de 7 a 1. Eu não tenho vergonha nenhuma! A única coisa que eu tenho para falar é que eu sinto orgulhos dos meus companheiros, de falar que eu joguei com Thiago Silva, de falar que eu joguei com Fred, de falar que eu joguei com Júlio César”.

 

(Neymar, em coletiva que ocorre neste momento na Granja Comary)

 

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Blog escala sua seleção das semifinais

Definidos Alemanha e Argentina como os finalistas do Mundial, no tira-teima das que disputaram em 1986 e 1990, conheça abaixo a seleção das semifinais, incluindo time, técnico e gol mais bonito da rodada, que certamente será lembrada para sempre na história do futebol, pela tragédia das tragédias na Copa das Copas:

 

Goleiro: Sergio Romero (Argentina)
Goleiro: Sergio Romero (Argentina)

 

Lateral direito: Philipp Lahm (Alemanha)
Lateral direito: Philipp Lahm (Alemanha)

 

Zagueiro: Ron Vlaar (Holanda)
Zagueiro: Ron Vlaar (Holanda)

 

Zagueiro: Ezequiel Garay (Argentina)
Zagueiro: Ezequiel Garay (Argentina)

 

Lateral esquerdo: Dirk Kuyt (Holanda)
Lateral esquerdo: Dirk Kuyt (Holanda)

 

Volante: Sami Khedira (Alemanha)
Volante: Sami Khedira (Alemanha)

 

Volante: Javier Mascherano (Argentina)
Volante: Javier Mascherano (Argentina)

 

Meia: Toni Kroos (Alemanha)
Meia: Toni Kroos (Alemanha)

 

Lionel Messi

 

Atacante: Thomas Müller (Alemanha)
Atacante: Thomas Müller (Alemanha)

 

Atacante: Miroslav Klose (Alemanha)
Atacante: Miroslav Klose (Alemanha)

 

 

Técnico: Joachim Löw (Alemanha)
Técnico: Joachim Löw (Alemanha)

 

 

Na linha de passe que colocou o Brasil na roda de bobo dentro do Brasil e diante do mundo, o gol do brilho coletivo com cara de pelada de uma brilhante geração germânica, segundo do craque Toni Kroos — destaque individual da rodada, ao lado do volante argentino Javier Mascherano — e quarto da Alemanha nos históricos 7 a 1 de 8 de julho de 2014:

 

 

 

 

Conheça aqui, aqui e aqui, respectivamente, as seleções da fase de grupos, das oitavas e quartas de final.

 

 

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Jogador alemão declara amor ao Brasil e pede: “Respeite a AMARELINHA e sua história”

Além do belo futebol de toque de bola e rapidez, com que ontem derrotaram o Brasil por 7 a 0, os alemães têm conquistado fãs neste Mundial pelo respeito e a simpatia com que têm se relacionado com o país da Copa e seu povo. O atacante Lukas Podolski nem jogou ontem, como tem sido pouco aproveitado pelo técnico Joachim Löw. Mas confira abaixo o que o jogador alemão postou aqui, após a partida, em português e na democracia irrefreável das redes sociais:

 

Podolski com os índios Pataxós no litoral sul da Bahia, onde a seleção da Alemanha buscou sua sede na Copa
Podolski com os índios Pataxós no litoral sul da Bahia, onde a seleção da Alemanha buscou sua sede na Copa

 

“Respeite a AMARELINHA com sua história e tradição. O mundo do futebol deve muito ao futebol brasileiro, que é e sempre será o país do futebol.

A vitória é consequência do trabalho, viemos determinados, todos nós crescemos vendo o Brasil jogar, nossos heróis que nos inspiraram são todos daqui.

Brigas nas ruas, confusões, protestos não irão resolver ou mudar nada. Quando a Copa acabar e nós formos embora, tudo voltará ao normal então muita paz e amor para esse povo maravilhoso, um povo humilde, batalhador e honesto. Um país que eu aprendi a amar”.

 

Podolski

 

 

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Daniel Alves: “Sei que um monte de babacas vão fazer chacota”

Depois de mobilizar o mundo contra o racismo ao comer uma banana atirada em sua direção no campo, enquanto defendia a camisa do Barcelona, o lateral direito Daniel Alves não teve papas na língua ao voltar a entrar firme em outra polêmica, em defesa do grupo eliminado ontem por 7 a 1 pela Alemanha, utilizando mais uma vez a democracia irrefreável das redes sociais, mas desta vez gerando reações mais variadas. Acompanhe aqui a polêmica em tempo real e confira abaixo a transcrição do desabafo do jogador brasileiro:

 

Eu quero aproveitar esse momento duro, difícil, complicado para todos nós que escolhemos o futebol como profissão e que fomos escolhidos, para representar nosso país, nessa copa do mundo. Gostaria de dizer que, Para mim poder compartilhar todos esse tempo com vocês foi prazer inigualável, sei que um monte de babacas vão fazer chacota, sei que um monte de perdedores do jogo mais importante do mundo, que é o da vida, vão se alegrar por isso, mas, gostaria de dizer publicamente que vocês são fodas, que sou um privilegiado de formar parte desse grupo, que vocês são os melhores, que vocês são campeões, onde todos esses babacas nunca serão, pois vocês se superaram e conseguiram vencer na vida, vocês hoje são respeitados, aqui pode que não, mas, no resto do mundo tenho certeza que sim. Dias ruins, vem nas nossas vidas, para aprendermos a valorizar os dias bons de uma maneira que somente quando temos os dias ruins nos damos conta disso!

 

 

Seleção grupo

 

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