Manobra rosácea não cala debate: “quem é o chefe do ‘escandaloso esquema’?”

Quem seria o chefe daquilo que o Ministério Público Eleitoral (MPE) de Campos denunciou (aqui) como “escandaloso esquema”? É a pergunta que faz o vereador Marcão Gomes (Rede), reeleito nas urnas com a maior votação legislativa de Campos (5.552 votos) e candidato à presidência da Câmara Municipal no próximo mandato. Marcão quebrou o silêncio no qual o Legislativo goitacá foi mergulhado nesta semana, com as manobras da base governista e do atual presidente Edson Batista (PTB), que não realizou as sessões previstas para evitar o debate sobre a Operação “Chequinho”, da Polícia Federal (PF), e seus resultados no início dos julgamentos (aqui e aqui) dos envolvidos pelo juízo da 99ª Zona Eleitoral (ZE) do município:
— Considerando o direito de fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, inclusive os da administração indireta, nos termos da Lei Orgânica do município de Campos dos Goytacazes; e, principalmente devido ao “recesso branco” imposto pela base do governo Rosinha junto à Câmara, para evitar que as mazelas que estão assolando o nosso município sejam denunciadas, é meu dever, no exercício estrito da vereança, me manifestar, pois as inverdades elencadas pelo ditador enrustido deste município chegaram a um limite absurdo.
Ao criticar de maneira velada o marido e secretário de Governo da prefeita Rosinha Garotinho (PR), o vereador foi bem direto ao lembrar de um caso de maio de 2013, quando o líder rosáceo ainda era deputado federal e foi enquadrado publicamente pelo também deputado, hoje senador, Ronald Caidado (DEM):
— Caiado (DEM) já chamou (aqui) Garotinho (PR), na cara dele, em pleno Congresso Nacional, de chefe de quadrilha e frouxo.
Após lembrar o fato passado, que alcançou repercussão nacional, Marcão falou sobre o quadro presente e local:
— O que se vê hoje no grupo deste desgoverno, que felizmente acaba no final do ano, é gente de cabeça baixa, escondida, até chorando, com medo de ser presa pela PF. Alguém em Campos acredita que a ex-secretária (de Desenvolvimento Humano e Social Ana Alice Ribeiro) e a coordenadora do Cheque Cidadão (Gisele Koch Soares, ambas presas aqui pela PF, em 23 de setembro) tenham armado o esquema sem a autorização do chefe? Aliás, quem seria o chefe do “escandoloso esquema”? A ordem para desembolsar R$ 3,6 milhões/mês com 18 mil Cheques Cidadão, que seriam trocados por voto, como denunciou o MPE, partiu de quem?

Publicado hoje (12) na Folha da Manhã














