Guiomar Valdez — Brasil entre o freio civilizatório e a esperança

 

 

 

Nesta era ‘acelerada’, de vínculos frágeis, de ‘just in time’, de unidades fragmentadas, etc, etc, oriunda do ‘jeito de ser e de estar’ das demandas do sistema produtivo do capital e sua necessidade de auto sobrevivência, não está sendo fácil de viver na ‘compressão espaço/tempo’. Como consequência, é visível nas sociedades, a angústia, a ansiedade, o desânimo, a histeria, dominando nossas mentes e corações, bloqueando nossa capacidade de refletir e de agir de maneira mais ampliada, profunda e articulada. Atingindo elementos fundantes da natureza humana, como, por exemplo, a capacidade de desenvolver a razão crítica e a necessidade ontológica de se relacionar, de se integrar, de desenvolver o afeto, a liberdade, o respeito, o crescimento em conjunto. Porque é ‘do humano’, ser único, ser uma unidade na diversidade.

Daí, vivenciarmos uma era que me parece ‘anti-humanista’, portanto, um estado de barbárie, de torpeza, de estupidez e de aberração à vida e unidade humanas. Esse ‘fio condutor’ presente na interpretação das relações humanas nos faz concluir, mesmo que provisoriamente, que a saída para esse quadro, consciente, ou não, tem sido a competição e o individualismo exacerbados como premissa e ação, desdobrando-se na também exacerbação do fundamentalismo, da intolerância, da polaridade, do desrespeito ao que é humano e de suas relações. Paz, solidariedade, bem-comum, bem-querer, respeito, verdade, etc, passam a ser vividos apenas como retórica.

É um ‘freio civilizatório’, é um ‘brake nas utopias e esperanças’. É a vitória do conformismo, do enquadramento, do ‘salve-se quem puder’, para que se realize a perpetuação do sistema capital como ‘ordem e progresso’ na vida societária. Na verdade, não só a ‘história acabou’, como também, ‘a história nunca existiu’, é o ‘presente contínuo’ que vale, não há passado nem futuro. Há o ser humano sufocado e inerte, uma mercadoria à deriva.

Entretanto, e, muito, entretanto, o ‘freio civilizatório’ que passamos não é natural. Ele é histórico, é movimento, é movimento contraditório em suas faces. Essa tem sido uma das grandes dificuldades que temos hoje – enfrentar respeitosamente a dialética em nossas vidas! Chegamos ao fim, pensamos assim. Buscamos argumentos muitas vezes fundamentalistas para desesperadamente termos respostas. Mergulhamos numa insanidade social, numa culpa sem sentido, respondendo de forma messiânica os desafios colocados.

É neste contexto, ou ‘pano de fundo’ que percebo o meu país. Reconheço que os tempos estão sombrios. Parece que desmoronou tudo ou quase tudo no ‘universo brasileiro’ em todas as suas dimensões. Parece que a nossa História perdeu sentido como caminho hermenêutico. Inundamos nosso trajeto de correria, de pressa por respostas e proposições. Parece que não há espaço para o desenvolvimento de uma razão crítica, portanto, não passional; que não há espaço para o contraditório, para a autocrítica, para (re)construção de laços marcados pela lealdade, capazes de formular um projeto de nação. Reconheço que mergulhamos bem fundo nos elementos do ‘freio civilizatório’.

Como vivemos num ‘presente contínuo’, esquecemos completamente que em 517 anos predominaram o arbítrio, o clientelismo, o paternalismo, o patrimonialismo, a mão-de-obra escrava, a cultura exógena/subalterna, a economia dependente primário/exportadora. Pensando em democracia, tivemos um ‘ensaio geral’ de 19 anos (1945-1964), intermediado por 21 anos de Ditadura Civil-Militar, para retomarmos a vivência deste ‘modo de vida’ e seus símbolos, que não chegaram ainda aos 30 anos: 29 anos da Constituição Cidadã (1988), 28 anos da 1ª eleição direta à presidência da República (1989)! Assimilando, na nova síntese histórica, elementos conservadores ou reacionários, vivenciados e acordados na ‘transição lenta e gradual’. Esquecemos que nos 517 anos sempre tivemos um lugar periférico no sistema/mundo!

Pensamos o quê? Que vivíamos numa democracia plena e longeva? Que a corrupção terminaria por si só, ou com as leis? Ou que não seria tão grande? Que os conquistados direitos do trabalho, direitos sociais e direitos humanos, estariam seguros? E que por tudo isso, diante desta profunda e ampliada crise estrutural, a ditadura seria melhor? Ou que só temos o ‘caminho único’ para solucionar nossos problemas?

Pensamos o quê? Que éramos uma economia urbano/industrial autônoma? Que atingimos a equidade na distribuição da riqueza, da terra, do fruto do trabalho? Que construímos, diante da nossa diversidade, uma cultura em síntese? Que reconhecemos a diferença como elemento fundante da unidade? Que o trabalho foi valorizado como a atividade humanizadora? Que teríamos ultrapassado o tripalium? Que, se tudo isso fosse verdadeiro, teríamos extirpado a intolerância, o preconceito e a discriminação?

Poderia continuar fazendo perguntas simples, como essas. Mas não precisa. Elas nos ajudam a reafirmar que o ‘freio civilizatório’ é construção em todas as suas facetas, não é destino, nem o fim. Ele é ‘projeto de classe’ desnudado, que aliena e impõe o medo, o desespero e o conformismo, porque ainda não foi construído uma alternativa visível e robusta para combatê-lo. Vivemos em tempos de ‘interregno’. Por isso está valendo tudo, até o inimaginável!

Um exemplo desta ‘crise de alternativa’ de caráter civilizatório, são as eleições de 2018! Para o campo conservador e reacionário, está tudo compreendido, pensado a curto, médio e longo prazos. Eles vão à luta buscando sua consolidação. Para o campo progressista, infelizmente só pensado a ‘curto prazo’ (bem ao gosto hegemônico), apresenta-se o ‘caminho único’, sem autocrítica, sem generosidade, sem projeto de nação. O ‘presidencialismo de coalisão’ e a enganosa e frágil ‘conciliação de classes’ já se apresentam superados, tiveram seu sentido histórico ao chegar ao poder, mesmo considerando todas as críticas e devaneios.

Devemos enfrentar esta realidade, não fugir dela. Não buscar argumentos que acalentam mais o coração individualizado, do que a esperança de construção de um projeto de nação que busque o bem-comum. Não devemos aprisionar o ‘tempo’ e seu fardo, nem mesmo a História, ao nosso desejo. Não ao ‘messianismo’, não ao ‘populismo’, não ao ‘presente contínuo’, não à alienação tão desejada pelos conservadores e reacionários como elemento forte de continuidade!

Daí que precisamos retomar com altivez e esperança equilibrista, de onde partimos, nas origens da extinta Nova República, tão cheia de sonhos e de viabilidade para nosso país. Mas, também, encharcadas do ‘velho travestido de novo’, de perpetuidades, que bloquearam e podaram o amadurecimento das forças progressistas. Por isso o final dessa etapa histórica, é melancólico. Mas não é o fim da História.

Para esta retomada exige-se tempo, não o tempo acelerado, promíscuo e de vínculos frágeis. No período de ‘interregno’ é fundamental aprendermos e exercitarmos a dialética enquanto possibilidade interpretativa de formulações, de mudanças e de novas sínteses. O ‘freio civilizatório’ e o que vier das eleições de 2018 não deverão congelar ou abalar a nossa esperança. Pelo contrário, muitas vezes, quando há um brake, perdemos a estabilidade, encontramos obstáculos, rodopiamos, mas podemos, dependendo do condottiere coletivo, voltar à estrada rumo a um ‘destino’ construído por homens e mulheres generosos, solidários, pacientes, tolerantes e sem preconceitos!

 

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Guiomar Valdez e Alexandre Bastos estreiam nestas sexta e sábado no Opiniões

 

Nos últimos meses, alguns colaboradores foram deixando o blog, cada qual por sua demanda. E já passou da hora deste “Opiniões” recompor seu time. Não por outro motivo, quem pessa a escrever amanhã (22), quinzenalmente, é a historiadora e professora do Instituto Federal Fluminense (IFF) Guiomar Valdez. No sábado seguinte (23), quem estreará neste espaço, também em colaboração quinzenal, é o Alexandre Bastos, chefe de gabinete do governo Rafael Diniz (PPS), mas que ficou mais conhecido na cidade como jornalista e blogueiro.

As novidades não param por aí. A próxima semana trará mais novidades, assim como o mês seguinte de outubro. Mas elas serão anunciadas no tempo devido. Por ora, vamos saber, em palavras próprias, um pouco mais do que são e do que pretendem trazer a você, leitor do blog, a Guiomar e o Bastos:

 

Guiomar Valdez e Alexandre Bastos (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Guiomar Valdez —  Em primeiro lugar agradeço o convite feito e aceito. Pretendo contribuir neste espaço jornalístico, virtual e em rede, com opiniões, proposições e debates, em temas livres ou consensuais que tenham relevância para desnudar os males que assolam o nosso mundo/país/região. Meu objetivo é ajudar mediar pensamentos e ações que busquem consolidar uma outra maneira de ‘ver o mundo’, em escalas e tempos diferenciados, portanto, menos desigual, mais democrático, alimentador da liberdade, da solidariedade e do bem-comum. Graduada em Hisótria na Faculdade de Filosofia de Campos (Uniflu), é mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com especialização em História Moderna e Contemporânea (PUC/MG) e História do Brasil (Uniflu/Faculdade de Filosofia de Campos). Docente do IFF na pós-graduação lato sensu, nas licenciaturas e na educação básica. Docente coordenadora de disciplina em EaD na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) na graduação em pedagogia. . Tem experiência no ensino, pesquisa e extensão nas áreas de história contemporânea, educação brasileira, educação profissional e tecnológica, educação de jovens e edultos, gênero, cultura brasileira e regional, sindicalismo docente, agroecologia e direitos humanos. Possui artigos/capítulos publicados em livros, revistas e jornais. Possui experiências de gestora acadêmica e institucional:  pró-reitoria de Desenvolvimento Institucional, Coordenações de Área e Níveis de Ensino (superior e Mmdio), em formulação, gestão e execução de Cursos, de Projetos, de Programas Institucionais e Plano de MetasAcumula experiência em movimentos sociais e sindicais.

 

Alexandre Bastos —  Já são quase 15 anos no jornalismo. As primeiras matérias publicadas foram na revista Caraca, depois passei a ser articulista da Folha durante a tumultuada eleição de 2004. No início de 2005 comecei a trabalhar como repórter da Folha Dois. Sete meses depois já estava na editoria de política, como repórter. Em agosto de 2006 deixei o jornal para atuar como assessor de imprensa. Em 2007 voltei ao jornal como editor da Folha Dois. Fiquei até o fim daquele ano e voltei a atuar como assessor de imprensa. Em novembro de 2008 retornei à Folha. Entre 2008 e 2016 fui repórter de política, editor, blogueiro, colaborador do Ponto Final e colunista. Durante as três passagens pela Folha fui articulista, blogueiro, repórter e editor da Folha Dois, repórter de política, crítico de cinema, colaborador do Ponto Final, editor de política, colunista e participei de coberturas no Esporte. No final de 2016 deixei o jornal para participar da transição entre a gestão Rosinha e o atual governo municipal. Já atuei como assessor de Comunicação da Câmara de Campos, da Fundação Estadual do Norte Fluminense e, atualmente, exerço a função de chefe de gabinete do prefeito Rafael Diniz. Neste espaço, assim como tenho feito no Blog do Bastos, irei comentar sobre temas que envolvem o cenário político de Campos e da região. Além disso, neste ambiente virtual cada vez mais democrático, muitas vezes um texto gera comentários que servem como bússola para auxiliar na condução de importantes ações. A ideia é estimular debates sobre o cenário local, sobretudo neste momento em que a participação de todos os segmentos é fundamental no processo de reconstrução da cidade.

 

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Guilherme Carvalhal — Promessa de amor

 

 

 

Poucos dias após a morte de meu avô, a vovó chamou-me ao canto. Não demonstrava sinais de abalo, pelo contrário: diria agora mais lívida, em um respirar folgado após os meses de luta do marido contra o câncer de próstata. E me disse em uma confissão levemente envergonhada:

— Seu avô nunca me amou.

De imediato não captei sentido dela dizer um despautério desses. Vovô fazia de tudo para agradá-la. Jamais a deixou na mão nem por um instante. Por que agora dizia algo assim?

— Ele amou outra mulher. Uma certa Jurema. Namoraram na juventude, mas o pai dela a obrigou a casar com outro. Seu avô se conformou comigo, mas no fundo jamais deixou de amá-la.

Toda a dedicação de vovô, então, nascia não do amor, mas do sentimento de culpa. Por isso ele se levantava cedo para colocar o pão na mesa e sempre a abordava com um sorriso nos lábios, pelo seu incômodo consigo mesmo por trazer no peito a lembrança constante daquela com quem primeiramente pretendeu casar.

Pareceu-me algo um tanto quanto perturbador saber disso, e, mais ainda, a única pessoa a quem ela contou isso fui eu, em um estranho voto de confiança para quebrar em mim toda a crença na beleza da estrutura familiar. Como olhar os almoços de domingo sem mais imaginar o clima de amor e companheirismo antes reinante?

Vovó então, levando mais além essa revelação de segredos do passado, mostrou-me uma carta antiga, de papel bem amarelado, onde em letras apagadas os dois jovens amantes impunham os termos de sua paixão por toda vida. Infelizmente não se poderia ler o final, de tão apagada estava.

Duas semanas depois recebi uma ligação de uma moça chamada Ana Maria. Parecia aturdida e desejava encontrar com alguém da família de meu avô. Afirmava tratar de algo referente a ele e que preferia falar comigo, contanto que distante da minha avó.

Concordei em reunir-me com ela em uma lanchonete em local público, temendo cair em algum tipo de armadilha. Ela chegou e sentou na minha mesa, como se houvesse entre nós dois alguma intimidade. Não tirou os óculos escuros, como se escondesse marcas de choro.

Contou-me sobre as últimas vontades de sua vó, falecida há duas semanas. Disse que relembrou de uma aventura da juventude, e pediu que suas palavras de amor chegassem a seu antigo amante, em uma transmutação derradeira de sentimentos. E, ao procurar saber, se assustou ao descobrir o óbito de meu avô pouco antes.

Lamentei pelo ocorrido, contei a versão de minha avó acerca dos fatos e disse não entender o porquê dela querer abordar tal assunto. Tratava-se de um caso de amor pretérito, algo enterrado nas suas sepulturas, que não precisava vir à tona.

Eis então que ela sacou uma carta, a mesma carta que eu possuía, a cópia de sua avó, bem mais conservada. Consegui ler até o fim e me espantei e compreendi a expressão desgastada de Ana Maria: os últimos termos daquele documento firmavam um pacto de morte juramentado por ambos há mais de cinquenta anos. Prometeram um ao outro morrerem juntos e, da forma mais absurda e funesta, cumpriram com suas palavras.

Jamais compreendi ao certo como aquilo poderia acontecer, nem nunca comentei com mais ninguém minha descoberta. E, portador de um segredo inexplicável, me perdi em pensamentos, imaginando a união desse casal apaixonado no mundo dos mortos.

 

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Feminicídio usado politicamente para matar de vergonha o jornalismo

 

Mônica Gomes Rangel, morta com tiros de 12 pelas costas, aos 29 anos

Em qualquer lida humana há profissionais ótimos, bons, regulares, ruins e péssimos. E, abaixo destes, há os canalhas. São aqueles cuja ausência de ética transcende a profissão para atentar contra a própria humanidade que deveria referenciar todas.

O jornalismo, infelizmente, não é execeção. Não por outro motivo, revira o estômago a maneira sórdida como alguns tentaram e ainda tentam tirar proveito político ao noticiar o feminicídio da jovem Mônica Gomes Rangel, de 29 anos. Ela foi morta no distrito campista de Vila Nova, em 10 de março, com tiros de espingarda calibre 12 nas costas, pelo ex-marido: José Amaro de Souza Cabral.

Conhecido como Zé Baianinho, o executor foi preso e apresentado ontem (19) em Campos, após sofrer uma tentativa de homicídio no município de Silva Jardim. Segundo a Polícia Civil, ele teria confessado o crime, contando como a ex-esposa ainda chegou a suplicar pela vida, após ser atingida pelo primeiro tiro no braço. A filha de ambos, de 13 anos, presente na cena do crime, ainda pediu para o pai não matar a mãe.

Sugerir, a partir de uma despretensiosa foto de campanha, que o crime tenha algum ingrediente político para se tirar proveito, é pretender supor que infidelidade possa ser motivo para se tirar a vida de quem quer que seja. Consegue ser premissa tão vil e covarde quanto matar friamente uma mulher, diante da própria filha, com tiros de espingarda e pelas costas.

Mesmo para o responsável pela vexatória manchete “Pânico em Carapebus” (relembre aqui), no dia seguinte ao atentado terrorista contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, é descer baixo demais. Se o primeiro exemplo de “jornalismo” pelo menos é capaz de gerar risos pelo ridículo, o segundo, 16 anos depois, só provoca nojo.

Fruto desse sentimento de asco, como se diante daquilo verde preso às reentrâncias da sola da sandália com a qual se esmagou a barata, a jornalista Daniela Abreu, da Folha da Manhã, publicou (aqui) um texto no Facebook que o blog pede licença para reproduzir abaixo, não sem endossar a sua pergunta: “Que espécie de animal é essa?”

 

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UFF-Campos traz convidado para aula inaugural aberta ao público nesta quinta

 

O professor José Luiz Vianna da Cruz enviou ao blog o convite da aula inaugural do segundo semestre no curso de mestrado em Desenvolvimento Regional, Ambiente e Políticas Públicas, da Universidade Federal Fluminense (UFF) de Campos. Com o título “Cidades, regiões e a colonialidade do pensamento urbano e regional”, o convidado especial  é o professor Carlos Bernardo Vainer, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Ufrj), que já deu palestras na Universidade de Harvard.

Aberto ao público, o evento está programado para começar às 14h30 desta quinta, no auditório da UFF. Confira abaixo:

 

 

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Gustavo Alejandro Oviedo — Veep

 

 

 

Presidente Meyer:  Dá pra colocar a culpa num outro país por uma coisa que ele não fez?

Assessor:  Tem sido a pedra angular da nossa política externa desde a guerra hispano-americana.

 

Esse é um típico diálogo do seriado Veep, do canal HBO, estrelado por Julia Louis Dreyfus, que no último domingo ganhou o seu sexto Emmy consecutivo como melhor atriz de comédia. Dreyfus obteve um Emmy por cada temporada do programa, um fato inédito na história da televisão norte-americana.

Veep mostra os bastidores da alta política dos Estados Unidos, com humor, cinismo e uma alta dose de palavrões e obscenidades. Sua personagem principal é Selina Meyer (Dreyfus), uma ex-senadora que, após perder a eleição interna do seu partido, vira vice-presidente da nação – daí o título do seriado.

Selina Meyer é ambiciosa, inescrupulosa, egocêntrica e um pouco libertina. Isto é, tem todos os atributos de um grande estadista. No entanto, o caminho até o seu objetivo final, a presidência, está atravessado de obstáculos. Não bastasse se encontrar num dos cargos mais irrelevantes da democracia, a vice-presidência, Meyer convive com um grupo de assessores e subordinados que costumam atrapalhar os seus planos. A entourage da vice-presidente se compõe de um assistente pessoal (Gary) cujo servilismo e submissão nunca é apreciado pela chefa; um diretor de comunicações (Mike) que sempre se atrapalha na hora de explicar as declarações ‘fora de contexto’;  uma chefa de gabinete (Amy) que pouco tem de ser humano; e um jovem assessor (Dan) tão ousado e interesseiro quanto a sua superiora.

O leque da fauna política de Veep oferece outros interessantes e divertidíssimos estereótipos da política universal, como um deputado desbocado que não consegue elaborar uma frase sem dizer uma grosseria, mas que diante das câmeras se comporta como uma princesa. Ou o estrategista chato, obcecado pelas pesquisas, incapaz de tomar uma decisão que não esteja respaldada pelos ‘números’ – segundo este personagem “um decimal mal colocado pode matar um diabético”.

Contemporânea de House of Cards – apenas um ano mais velha – Veep conta praticamente a mesma história: a do político maquiavélico que faz o impensado para escalar até o topo do poder executivo. No entanto, enquanto House of Cards é muitas vezes solene e esquemática (tudo o que Frank Underwood planeja, dá certo) Veep é desenfadada, caótica e vertiginosa. Selina Meyer está constantemente ganhando e perdendo, e são seus respectivos surtos de euforia e de fúria, sempre adereçados com frases incorretíssimas, que fazem da personagem uma figura inédita na TV. Uma das minhas linhas favoritas é aquela em que Meyer, em plena campanha, deve se posicionar a favor ou contra do aborto: “se os homens engravidassem, os abortos seriam feitos no caixa eletrônico”.

O sucesso do seriado é indissociável do talento da sua protagonista, Julia Louis Dreyfus, uma atriz que conseguiu derrubar vários mitos televisivos. O primeiro deles diz respeito à ‘maldição Seinfeld’ que teriam sofrido os protagonistas daquela sitcom, e pela qual nenhum dos seus ex-integrantes conseguiram emplacar outro sucesso. Os seis Emmys ganhos põem fim ao assunto. Outra lenda abatida por Dreyfus é a da suposta inferioridade feminina para a comédia. E, finalmente, aquele mito que é mais cruel para as mulheres: a de que o passar dos anos é inimigo da beleza. A Selina Meyer é uma Milf muito mais bonita, e interessante, do que a fofinha Elaine Benes.

 

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Chequinho: histórico da disputa jurídica até a última esperança de Garotinho no TSE

 

Charge do José Renato publicada hoje (20) na Folha
Charge do José Renato publicada hoje (20) na Folha

 

 

Ponto final

 

 

Esperança no TSE

Ontem, no blog “Opiniões”, hospedado no Folha1, um leitor perguntou (aqui) se Luciana Lóssio, conhecida dos campistas por suas decisões pró-réu nos recursos da Chequinho, ainda estava no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela era a relatora do caso na instância máxima da Justiça Eleitoral, na qual os Garotinho depositam sua última esperança para que o chefe do clã consiga sair da prisão domiciliar na “casinha da Lapa que papai deixou”. Só que Lóssio deu adeus ao TSE em 4 de maio. Ela foi substituída cinco dias depois pelo ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, que também assumiu a relatoria do caso da compra de voto em Campos.

 

Caminhos de Brasília

Ainda em 2016, diante da robustez das provas colhidas nas investigações da Chequinho pela Polícia Federal (PF) e Ministério Público Eleitoral (MPE) de Campos, o ex-governador Anthony Garotinho (PR) começou a bater ponto em Brasília, na busca de uma saída jurídica. Por aconselhamento do PT federal, do qual havia se aproximado ao negociar (aqui) a ausência da filha Clarissa na votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Garotinho contratou o advogado criminalista Fernando Augusto Fernandes. Este, então, já defendia o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, na Lava Jato.

 

“Pica das Galáxias”

Pelo módico valor de R$ 5 milhões, Fernando Fernandes também havia representado o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa, primeiro delator de peso da Lava Jato. Sua aquisição por Garotinho, em valores não revelados, foi anunciada (aqui) com pompa e circunstância pelo extinto jornal O Diário, em matéria de 25 de outubro de 2016. Mas, dois dias antes, era a ele que a vereadora eleita Linda Mara (PTC) se referiu, numa ligação grampeada pela PF, como “o advogado Pica das Galáxias”. Quem conhecia a órbita de Brasília, creditava a Fernandes um bom trânsito com a então ministra Luciana Lóssio.

 

Substituto de Lóssio

Substituto de Lóssio no TSE e na relatoria da Chequinho, Tarcísio Vieira de Carvalho é conhecido dos Garotinho. Como a coluna informou ontem (aqui), ele integrou a defesa de Rosinha, em sua segunda cassação do cargo de prefeita, em 2011. Ainda assim, ele não só negou (aqui), na sexta (15), a reclamação feita no TSE contra a prisão domiciliar de Garotinho, como já deu outras decisões desfavoráveis aos réus da Chequinho. Em 30 de junho, por exemplo, ele emitiu (aqui) parecer contrário aos pedidos de habeas corpus dos ex-secretários rosáceos Ana Alice Alvarenga e Alcimar Avelino, como dos vereadores Miguelito (PSL) e Ozéias (PSDB).

 

Histórico de Tarcísio

Na verdade, os pedidos dos quatro rosáceos tinham perdido objeto, depois que o juízo da 100ª ZE converteu suas prisões temporárias em medidas cautelares. Mas Tarcísio acrescentou que caberia ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Estado do Rio examinar eventuais recursos dos atingidos por medidas cautelares, antes do TSE. E foi o TRE-RJ que decidiu (aqui) na última segunda (18), por unanimidade, manter a prisão domiciliar de Garotinho e todas as medidas cautelares impostas, como tornozeleira eletrônica e incomunicabilidade, à exceção da família e advogados, de quem foi condenado (aqui) no dia 13 a nove anos e 11 meses de prisão.

 

Pagando para ver

As decisões do relator no TSE, desfavoráveis ao garotismo, não pararam aí. Em 21 de agosto, Tarcísio negou (aqui) o pedido de um escrevente suspeito de coação na Chequinho e manteve a ação penal deste na 100ª ZE de Campos. No dia 28 do mesmo mês, ele negou (aqui) um recurso de Garotinho contra a operação de busca e apreensão para investigar a suposta participação do ex-deputado estadual e ex-chefe de Polícia Civil Álvaro Lins no caso de Campos. Ex-chefe deste, quando governadora, Rosinha pode estar correndo algum risco ao apostar tanto no TSE para reverter a atual situação do seu marido. Mas só os próximos dias irão dizer.

 

Histórico das apostas

O fato é que Lóssio não está mais no TSE. Nem Fernandes na defesa de Garotinho, que chegou (aqui) a demitir o advogado, na frente de todos, numa tensa audiência de 27 de junho. Portanto, atacar a tudo e a todos, da PF, ao MPE, à Justiça, passando por adversários políticos que nada têm a ver com o caso, como Rosinha fez na segunda (aqui), diante à “casinha da Lapa”, e ontem (aqui), num programa da Record, pode não ser tática inteligente. Ela repete confiar “em Deus e em Brasília”. Como, antes de ser preso, seu marido repetia que a eleição a prefeito de Campos seria anulada em maio. Pois ontem, no mesmo dia em que Garotinho foi alvo (aqui) de mais medidas cautelares, a ação contra Rafael Diniz (PPS) foi julgada improcedente (aqui) pela 76ª ZE de Campos.

 

Publicado hoje (20) na Folha da Manhã

 

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Rafael Diniz participa de debate da ANP sobre campos maduros

 

Rafael Diniz hoje na ANP (Foto: Divulgação)

 

 

O prefeito Rafael Diniz participou nesta terça-feira (19) de uma reunião com a Agência Nacional de Petróleo, Gás natural e Biocombustíveis (ANP), no Rio de Janeiro,  com o objetivo de debater alternativas para melhorar os investimentos nos campos maduros da Bacia de Campos.  O debate foi uma solicitação dos municípios produtores de petróleo e visa a discussão de alternativas, antes que qualquer operação seja realizada.

Acompanhado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Victor Aquino; pelo superintendente de Ciência, Tecnologia e Inovação, Romeu e Silva Neto; e pelo diretor de Petróleo, Diogo Manhães; o prefeito falou sobre a importância de manter o diálogo, um debate transparente e uma ampla discussão sobre o assunto.

— A nossa solicitação com definição de estudos em relação aos campos maduros e, efetivamente, o impacto financeiro sobre os municípios produtores de petróleo da Bacia de Campos, para que possamos estar preparados e buscando um debate voltado para mais investimentos para o nosso município — explica Diniz, que falou após exposição dos técnicos.

O prefeito deixou clara a posição do município, que é contra qualquer movimentação de menos royalties. “A própria ANP já se manifestou contrária a essa redução, como já fizeram de forma irresponsável. Foi uma tarde muito proveitosa, com debate transparente e técnico para discutir o que é melhor para o município, buscando mais royalties e mais investimentos para nosso município”.

 

Da Assessoria

 

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Carol Poesia — Encalacramento sexual

 

“Cruzando Jesus com a deusa Shiva”, de Fernando Baril, uma das obras que geraram mais polêmica da mostra “Queermuseu: Cartografias da diferença na arte brasileira”

 

 

Na semana passada, a exposição Querrmuseu foi cancelada, censurada por “conter obras inadequadas”.

Essa semana mais uma bomba: Justiça concede liminar que permite tratar homossexualidade como doença.

Jesus…

Enquanto isso, na micro-esfera da minha humilde vidinha, uma aluna se recusa a ler o livro do semestre, segundo ela “pesado demais”. “Então você leu o livro?”. “Não, estou falando do título”. O livro é Inferno, de Patrícia Melo (prêmio Jabuti).

Fico aqui pensando… “Senhor… Senhor… Por que me abandonaste?…”

Qual é a lógica desse retrocesso conservador generalizado?

Pois então não leram a Bíblia? Lá tem inferno, tem irmão que mata irmão, incesto, genocídio, estupro, traição, assassinato e mais um monte de coisa pesada à beça. Mas oh, vale a pena a leitura! Super indico, apesar das cenas fortes. É que às vezes, no meio do sangue, a moral da história é honesta.

Pois então nunca ouviram falar do Vaticano? Em 2010, a ala de Arte Contemporânea já exibia um enorme Cristo de terno. E tinha um corredor muito assustador, com tapetes bordados contando as passagens de terror do livro sagrado. E tem também a Capela Sistina, com um alvoroço no teto: Deus e Adão retratados do mesmo tamanho, seminus e quase se tocando, pintados por Michelangelo, entre 1508 e 1512.

Mil quinhentos e oito e mil quinhentos e doze e não foram censurados. Nunca antes Deus e Homem haviam sido, publicamente, do mesmo tamanho, retratados. E não é que estão lá até hoje? Uma exuberância inigualável, da arte renascentista.

Por falar em Renascimento, que povo pra frente! O que dizer de François Boucher (1703 – 1770), em Leda y El Cisne?

 

 

Ah me poupem!!! Não somos obrigados! Quanta ignorância! Quanta perda de tempo! Quem não quer ser confrontado com arte provocativa não vá à exposição, simples assim. Mas também não liga a televisão não! Nem internet heim! Tem um/uma tal de Pablo Vittar aí ó arrebatando a nação. Eu não curto o som que ele/ela faz, mas diante de tanto conservadorismo e retrocesso, entendo o seu grito! Um grito em falsete mas… honesto.

Também não achei belos os quadros da exposição Queermuseu, que vi pela internet, mas acho ótimo que vivamos em uma época em que essa exposição possa acontecer (Vivemos?). Além disso, nem toda arte é pra ser agradável; se eu me informar um pouco a respeito das obras talvez eu as veja com outros olhos.

Enfim, é aquela velha ignorância, aquele medo da liberdade, aquela força conservadora que, parafraseando (vulgarmente) Freud, deve ter explicação a partir de algum encalacramento sexual.

 

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Rosinha defende Garotinho e ataca a todos em programa da Record

 

Diante do apresentador e ex-vereador Alexandre Tadeu (PRB) visivelmente constrangido, sem oportunidade de fazer perguntas, a ex-prefeita Rosinha Garotinho (PR) ecoou hoje, no programa “Balanço Geral”, da Rede Record, seu comício de ontem (aqui), sobre a manutenção por unanimidade (aqui) no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da prisão domiciliar do ex-governador Anthony Gartinho (PR). Ele está em prisão domiciliar, na famosa “casinha da Lapa que papai deixou”, desde que foi condenado, na última quarta (13), a nove anos e 11 meses de prisão pelos crimes de corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documentos e coação no curso do processo da Chequinho.

Na tentativa de defender seu marido, Rosinha atacou a todos, da Polícia Federal (PF), ao Ministério Público Eleitoral (MPE), à Justiça Eleitoral, aos adversários políticos de Garotinho. Confira abaixo:

 

 

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TRE mantém Garotinho preso, enquanto Rosinha apela para Deus e Brasília

 

Charge do José Renato publicada hoje (19) na Folha

 

 

 

 

TRE unânime: Garotinho preso

O juiz da 100ª Zona Eleitoral de Campos, Ralph Manhães, parecia saber o que estava falando quando afirmou (aqui) à revista Veja na última sexta (15): “Tenho mais de cem depoimentos que mostram como a Prefeitura de Campos (na gestão Rosinha Garotinho) usou o programa Cheque Cidadão para comprar votos”. Ontem, por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) negou habeas corpus ao ex-governador Anthony Garotinho (PR), em prisão domiciliar desde quarta (13), quando foi condenado a nove anos e 11 meses por corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documentos e coação no curso do processo da Chequinho.

 

“Justiça de Deus” (e de Brasília)

Logo após a decisão unânime do TRE, Rosinha fez (aqui) um pequeno comício na noite de ontem, diante à “casinha na Lapa que papai deixou”, transformada em mantra durante a carreira política de Garotinho, e que agora lhe serve de cárcere. Falando para cerca de 100 militantes, a ex-prefeita tentou manter acesa a esperança de uma decisão favorável, numa mistura entre apelo religioso e fé na instância máxima da Justiça Eleitoral: “Mas a justiça de Deus vai vir. Vamos recorrer em Brasília (ao Tribunal Superior Eleitoral, TSE), aonde sempre se fez justiça nos casos em que o Garotinho vem perdendo em Campos e no TRE”.

 

Campos vai quebrar?

Rosinha aproveitou a chance para fazer ataques diretos ao juiz Ralph Manhães, ao promotor eleitoral Leandro Manhães e ao delegado federal Paulo Cassiano, que estiveram à frente da Chequinho. Após fazer críticas também ao governo municipal Rafael Diniz (PPS), a esposa de Garotinho chegou a prever o caos à cidade que deixou com uma dívida (aqui) de R$ 2,4 bilhões, após governar por oito anos: “Ele (Rafael), sim, vai quebrar a Prefeitura. Porque na hora que a Caixa (Econômica Federal) assumir, porque ele vai perder a liminar que ele ganhou, e a Caixa vai cobrar os juros dos meses que ele não paga”.

 

Recordar é viver

O que Rosinha não disse é que sua transação (aqui) com a Caixa, mais conhecida como “venda do futuro”, no apagar das luzes do governo federal Dilma Rousseff (PT), foi feita (aqui) em troca da ausência da deputada federal Clarissa (PR) na votação do impeachment da ex-presidente. Não fosse a liminar favorável a Campos conseguida (aqui) no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF 2), a Caixa poderia cobrar acima dos 10% de royalties do petróleo, estabelecidos pela lei municipal 8273/2015 e pela Resolução Modificativa 002/2015, do Senado. E se vingassem os termos pactuados pelos Garotinho, a cidade não teria dinheiro nem para pagar o servidor.

 

A esperança

A ex-prefeita também não explicou porque reside em Brasília a esperança maior do seu marido em conseguir sair da prisão domiciliar, onde é monitorado por tornozeleira eletrônica e está impedido de qualquer contato pessoal além da família e advogados. O relator da Chequinho no TSE é o ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto. Ele já atuou na defesa de Rosinha, na segunda de suas duas cassações como prefeita, em 2011. Ainda assim, ele já deu decisões contrárias aos interesses dos condenados na Chequinho, inclusive ao julgar incorreta, na última sexta (15), a reclamação feita no TSE contra a prisão de Garotinho.

 

Dúvida e certeza

O que existe, por enquanto, é a condenação da 100ª ZE de Campos, referendada por unanimidade na segunda instância. “A sentença expõe minuciosamente os motivos concretos do juízo de periculosidade, pelo qual o paciente (Garotinho), caso permaneça em liberdade, poderá cometer novos crimes”, afirmou ontem (aqui) a desembargadora Cristina Feijó, relatora do processo no TRE. Rosinha, no entanto, atribuiu a decisão a “um sujeito todo poderoso da toga preta”. E profetizou: “Uma hora a casa dele vai cair”. Na dúvida se a casa já não caiu, e para que lado, fica a certeza: Garotinho segue confinado à “casinha da Lapa que papai deixou”.

 

Uenf ainda em greve

A Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf) anunciou, ontem, que a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vai realizar uma audiência pública específica para tratar sobre o orçamento destinado à universidade que está em greve há 47 dias. A Aduenf também informou que realizará uma nova assembleia da categoria na quinta-feira (21), às 15h, no auditório P5.

 

Com a colaboração do jornalista Aldir Sales

 

Publicado hoje na Folha da Manhã

 

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