A 8 dias da urna, Lula e Bolsonaro nas pesquisas da semana

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Hoje, faltam oito dias para a urna de 2 de outubro. A dois domingos do 1º turno da eleição presidencial, todas as principais pesquisas indicam a oscilação positiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa, com o presidente Jair Bolsonaro (PL) estagnado nas intenções de voto em segundo lugar, bem à frente do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e da senadora Simone Tebet (MDB). Incomodado pelas tendências, Bolsonaro e seus apoiadores passaram a atacar os institutos de pesquisa. Muitos deles, os mesmos que projetaram em 2018 a vitória parcial do capitão no 1º turno, com Fernando Haddad (PT) em segundo lugar, e a eleição do hoje presidente no 2º turno. Projeções todas confirmadas há quatro anos pelo voto na urna.

CRESCIMENTOS DE BOLSONARO AO TETO — Antes de entrar na última semana da urna aparentando ter batido em seu teto, Bolsonaro teve três claros crescimentos nas pesquisas deste ano eleitoral. O primeiro entre abril e maio, quando herdou naturalmente os votos de centro-direita das desistências do seu ex-ministro Sergio Moro (União) e do ex-governador paulista João Doria (PSDB). Depois, entre o final de julho e agosto, sobretudo nos votos dos evangélicos, por conta dos ataques de toada neopentecostal ao PT; e da classe média baixa, com renda familiar mensal entre 2 a 5 salários mínimos, por conta da redução do preço dos combustíveis. E, o terceiro, a partir da sua superexposição na captura do bicentenário da Independência do Brasil, no 7 de setembro transformado em atos de campanha em Brasília e no Rio de Janeiro. Este último, marcado pelo “imbrochável”, se revelaria impotente para competir com a comoção mundial pela morte da rainha da Inglaterra Elizabeth II, aos 96 anos, em 8 de setembro.

ESTABILIDADE DE LULA DESDE 2018 — Lula, em contrapartida, manteve-se na estável na casa dos 40 e poucos % de intenções de voto todo o ano de 2022. A bem da verdade, ele liderava as pesquisas presidenciais desde 2018. Mesmo depois de preso por corrupção pela operação Lava Jato, em 7 de abril daquele ano. Até ter o registro da sua candidatura indeferido em 31 de agosto, pelo mesmo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) hoje atacado pelos bolsonaristas, o ex-presidente liderava com folga maior do que hoje as pesquisas presidenciais há quatro anos. Na Datafolha de 20 a 21 de agosto de 2018, Lula tinha 39% das intenções de voto, contra 19% de Bolsonaro. Na BTG/FSB de 25 e 26 de agosto de 2018, ele tinha 35%, contra 22% do capitão.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

PESQUISAS DA SEMANA — Quatro anos depois, a penúltima semana antes da urna foi aberta na manhã de segunda (19) pela pesquisa do mesmo Instituto FSB Pesquisas, contratada pelo mesmo banco de investimentos BTG Pactual, fundado pelo mesmo Paulo Guedes, hoje ministro da Economia de Bolsonaro. Feita entre a sexta (16) e o domingo (18), a nova BTG/FSB ouviu 2.000 eleitores por telefone. Na noite de segunda, saiu a nova Ipec (antigo Ibope), contratada pelo Grupo Globo e feita de sábado (17) ao dia da sua divulgação, com 3.008 eleitores ouvidos presencialmente. Na quarta (21), saíram outras duas pesquisas: a da Quaest Pesquisa e Consultoria, contratada pela Genial Investimentos Corretora, feita de sábado a terça (20), com 2.000 eleitores ouvidos presencialmente; e a PoderData realizada com recursos próprios, feita de domingo a terça, com 3.500 eleitores ouvidos por telefone.

Por fim, na noite de quinta (22), saiu a sempre aguardada Datafolha. Contratada pelos jornais Folha de S.Paulo e O Globo, foi feita com 6.754 eleitores ouvidos presencialmente, entre terça e a própria quinta.

1º TURNO — Na consulta estimulada ao 1º turno, todas essas cinco pesquisas, feitas com metodologias e em dias diferentes, registram o leve crescimento de Lula e a estagnação de Bolsonaro. Acima da margem de erro, o petista cresceu só na BTG/FSB. Onde, na comparação com a mesma pesquisa da semana anterior, ganhou 3 pontos, passando de 41% a 44% nas intenções de voto, enquanto o capitão patinou em 35%. A diferença entre os dois hoje é de 9 pontos.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Nas demais quatro pesquisas, Lula oscilou positivamente, mas dentro da margem de erro. No intervalo dos sete dias anteriores, ele subiu 1 ponto na Ipec, de 46% a 47%, enquanto Bolsonaro patinou em 31% — diferença hoje de 16 pontos. Na Quaest, o ex-presidente cresceu 2 pontos, de 42% a 44%, enquanto o atual patinou em 34% — diferença hoje de 10 pontos. Na PoderData, o petista cresceu 1 ponto, de 43% a 44%, enquanto o capitão patinou em 37% — diferença hoje de 7 pontos. Por fim, na Datafolha, Lula cresceu 2 pontos, de 45% a 47%, enquanto Bolsonaro patinou em 33% — diferença hoje de 14 pontos.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

VOTOS VÁLIDOS — Para liquidar a fatura no 1º turno, um candidato precisa nele atingir o mínimo de 50% + 1 dos votos válidos, excetuados brancos e nulos. Nas consultas estimuladas ao 1º turno, Lula entra na última semana antes da urna em tendência de crescimento. E sai de 47% dos votos válidos na BTG/FSB, de 52% na Ipec, de 49% na Quaest, de 46% na PoderData e de 50% na Datafolha. Se confirmar a tendência, pode repetir o que fez com ele duas vezes o Fernando Henrique Cardoso (PSDB), até aqui o único presidente do Brasil eleito em turno único, em 1994 e 1998, desde que o sistema de dois turnos foi adotado no país em 1989.

“VOTO ÚTIL” E ABSTENÇÃO — O feito de Fernando Henrique, creditado aos especialistas ao fato da sua eleição e reeleição presidenciais terem sido conquistadas com votação ainda em cédula de papel, mais fácil para anular o voto e reduzir o universo dos válidos, indica o quanto a tarefa de Lula hoje é difícil. Como não parece aritmeticamente impossível, dois fatores são considerados fundamentais ao objetivo petista: as campanhas pelo “voto útil” em seu candidato ainda no 1º turno e pelo comparecimento do eleitor às urnas, sobretudo o mais pobre, onde o ex-presidente sempre teve sua maior vantagem sobre o atual.

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística no IBGE

ANÁLISE DO ESPECIALISTA — “Na pesquisa PoderData de quarta, a cada 10 eleitores que declararam voto em Ciro, quatro afirmaram que poderiam escolher outro candidato até 2 de outubro. Entre os eleitores de Tebet, de cada 10 entrevistados, três consideraram mudar o voto. Esses são os mais suscetíveis ao ‘voto útil’, que a campanha, sobretudo, de Lula tentará explorar nesta reta final. A ciência política utiliza duas palavras da língua inglesa para explicar a distribuição dos votos na reta final entre os dois principais líderes das pesquisas. A primeira palavra, ‘bandwagon’, se refere ao eleitor que opta pelo líder nas pesquisas, enquanto a segunda, ‘underdog’, se refere àqueles que votam para ajudar o segundo colocado. Aplicado ao caso desta eleição presidencial de 2022, muito mais marcada pela rejeição do que pela intenção, a decisão dos eleitores que optarem pelo voto útil se dará pelo combate ao antagonista rejeitado”, analisou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE.

FHC E MEIRELLES — Aos 91 anos, FHC se posicionou na quinta e convocou no Twitter o voto a presidente em defesa da democracia. Excluiu veladamente Bolsonaro, mas não nominou Lula, por conta da aliança do seu partido com a chapa de Tebet, que tem a também senadora Mara Gabrilli (PSDB) como vice. Outro aceno da semana favorável ao petista, este explícito, veio de um ex-tucano: o banqueiro Henrique Meirelles (hoje, União), ex-presidente do Banco Central nos dois governos Lula e ex-ministro da Fazenda do governo “golpista” Michel Temer (MDB). Pode não ter trazido votos, mas sinalizou ao mercado, que respondeu imediatamente. Após o apoio de Meirelles ao favorito nas pesquisas presidenciais, junto a sete outros ex-presidenciáveis, o Ibovespa subiu 2,3% e o dólar caiu 1,8% em relação ao Real.

O PLANALTO E O PIAUÍ — Na contagem regressiva dos oito dias que restam à urna, o momento favorável a Lula se reflete na sua vantagem sobre Bolsonaro no 1º turno. Que vai de 7 pontos, na PoderData, a 16 pontos, na Ipec. Se confirmada na casa dos 10 pontos, integrantes da campanha de reeleição admitem que só restará jogar a toalha no 2º turno. Líder do Centrão e coordenador eleitoral do presidente, seu ministro da Casa Civil, o senador Ciro Nogueira (PP), chegou a pedir férias na quinta. O motivo? Deixar a disputa ao Palácio do Planalto para se dedicar à campanha eleitoral dos aliados no… Piauí. Com o clima de “barata voa” instalado em Brasília, Nogueira voltou ontem (23) ao governo e à campanha do capitão.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

2º TURNO — Na penúltima semana antes do 1º turno, Lula venceria Bolsonaro fora da margem de erro em todas as projeções de todas as principais pesquisas ao 2º turno, marcado para 30 de outubro. Por 52% a 39% na BTG/FSB, por 54% a 35% na Ipec, por 50% a 40% na Quaest, por 52% a 39% na PoderData, e por 54% a 38% na Datafolha. A vantagem do ex-presidente sobre o atual hoje seria de 10 pontos, na Quaest, a 19 pontos, na Ipec.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

REJEIÇÃO — Índice fundamental à definição do 2º turno, a rejeição é liderada por Bolsonaro em todas as principais pesquisas. Entre os brasileiros que não votariam em um ou no outro de maneira nenhuma, o capitão tem hoje 55% a 45% do petista na BTG/FSB, 50% a 33% na Ipec, 54% a 46% na Quaest, 51% a 38% na PoderData, e 52% a 39% na Datafolha. A desvantagem no índice negativo do atual presidente ao ex vai de 8 pontos, na Quaest, a 17 pontos, na Ipec.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

DE MINAS A LONDRES — Sábio político das Minas Gerais, o ex-presidente Tancredo Neves advertia: “Eleição e mineração, só depois da apuração”. O motivo real do abandono de 24h de Ciro Nogueira da campanha do capitão teria sido o racha dentro dela entre os pragmáticos do Centrão e os radicais bolsonaristas. Cujo discurso golpista, que cresce a rejeição do eleitor médio, foi retomado por Bolsonaro desde o domingo anterior, em Londres, em entrevista ao SBT: “se não ganharmos no 1º turno, com mais de 60% dos votos, algo de anormal aconteceu dentro do TSE”. No mesmo dia, ele usou a sacada da embaixada brasileira na capital inglesa para fazer um ato de campanha, cujos apoiadores foram repreendidos por cidadãos britânicos indignados pelo desrespeito de república amarela de bananas com o funeral da sua rainha. No Brasil, o eco foi a estagnação de velório nas pesquisas da semana, em que Lula apresentou leve crescimento.

 

 

LOGO ALI — Questionar previamente a apuração, quando se está atrás na disputa e com cerca de metade dos eleitores que se diz ter, talvez não fosse considerado por Tancredo como sinal de quem ainda ache possível virar no voto. Isso numa eleição até aqui mais marcada pela estabilidade do que por alterações. O resultado, saberemos daqui a apenas oito dias.

 

Página 2 da edição de hoje da Folha da Manhã

 

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Rodrigo Fernandes — Por que um educador vota em Bolsonaro?

 

 

 

Rodrigo Fernandes, engenheiro e professor de engenharia do IFF

Um voto pela liberdade

Por Rodrigo Fernandes

 

Publicar a minha opinião política numa das principais mídias da imprensa do Norte Fluminense nunca esteve no meu radar, ainda mais quando o destaque é pelo fato de eu ser professor. A realidade é que o meu voto no presidente Bolsonaro não tem uma relação direta com esse fato em si, mas sim por causa dos valores que ele defende que são os mesmos que meus pais me educaram para a vida, e que eu e minha esposa educamos nosso filho: Deus, pátria, família e liberdade.

Não voto em pessoas, mas sim nas pautas e visões de mundo que o candidato defende, até porque pessoas passam, mas nossos valores e ideais devemos defender até o último dia de nossas vidas.

Professor é uma das profissões mais nobres e antigas da humanidade e nosso senhor Jesus Cristo é o maior deles. Ele nos ensina a sempre trabalhar com a verdade, pois sem o conhecimento só nos resta a ignorância, facilmente enganados seremos e pereceremos como povo. Nessa esteira, eu vejo com pesar um professor declarar o seu voto no principal oponente do presidente Bolsonaro, depois de ter acompanhado por anos nos meios de comunicação os vários escândalos de corrupção e mentiras que ele e o seu partido de esquerda estiveram envolvidos.

Estatisticamente, eu posso parecer um ponto fora da curva quando o assunto é o voto de um professor, porém a minha experiência mostra que existem muitos professores que não declaram o voto no presidente Bolsonaro por medo de sofrerem represálias, ainda que veladas, ou ainda serem excluídos por alguns colegas de trabalho. Porém, esses votos não declarados, ali, no cantinho solitário da urna, apertarão sim o número 22 no dia 2 de outubro deste ano, ao contrário do que projeta a maioria dos institutos de pesquisa, que terão sua credibilidade abalada.

O principal motivo do meu voto no presidente Bolsonaro é pela coerência das realizações do seu governo frente às suas promessas de campanha, pois vejamos: a nomeação de ministros técnicos e competentes, sem o loteamento partidário dos ministérios; a Reforma da Previdência, importantíssima para as gerações futuras dos nossos filhos e netos; a redução de impostos (IPI e IOF), zerando tributos federais sobre gasolina, etanol e diesel, e articulando para a aprovação de um teto para o ICMS cobrado pelos estados; a PEC Emergencial, o Auxílio Brasil de R$ 400,00 e o Auxílio Emergencial de R$ 600,00, importantes medidas para ajudar a população mais necessitada nos momentos críticos da pandemia, que também contribuíram para a rápida retomada da economia brasileira, fazendo com que nossa inflação seja menor do que a de países europeus e a dos Estados Unidos;  a compra de mais de 600 milhões de doses de vacina contra a Covid-19;  a Lei da Liberdade Econômica e o Marco das Startups, promovendo um ambiente favorável para o empreendedor brasileiro inovar e gerar mais postos de trabalho e riqueza; o Marco Legal do Saneamento, que está levando dignidade e saúde para milhões de brasileiros; o leilão do 5G; mais de 5 mil obras entregues, dentre elas a tão sonhada transposição do rio São Francisco, que levou água para milhões de brasileiros do Nordeste; o Revogaço, que desburocratiza o Estado e facilita a vida do cidadão; a eficiente administração de empresas públicas, como por exemplo os Correios, gerando lucro ao invés de prejuízo. Enfim, eu poderia listar aqui mais tantas realizações que não são mostradas pela outrora grande mídia brasileira, pois esta preferiu ser um partido de oposição ao governo Bolsonaro, ao invés de cumprir o seu nobre papel de informar a população.

Esta eleição está polarizada, de fato. Por isso, nunca foi tão fácil e natural definir o seu voto para presidente da república. O oponente do presidente Bolsonaro – que só está concorrendo porque foi reabilitado politicamente pelo STF, quando anulou, por motivo técnico, os processos que o condenaram em três instâncias – já teve a oportunidade de mostrar para a população brasileira como não se deve governar uma nação. Talvez, os mais jovens não conheçam a história nefasta que foram os governos de corrupção de 2003 até 2015. Por isso, tomo a liberdade de convidar o leitor para que converse com seus filhos e netos sobre toda a história de corrupção deste período e deixá-los tirarem as suas conclusões e decidam o seu voto consciente nesta eleição histórica.

A humanidade está em constante evolução. A busca por um futuro melhor e mais justo não se dá por imposição do Estado, mas sim pela iniciativa das pessoas, preservando e melhorando o que deu já certo e evitando erros do passado. O Estado deve prover segurança pública, garantir a lei, a ordem e a soberania nacional, bem como o acesso à saúde e a educação para todos os cidadãos. Mas para que as pessoas tomem a iniciativa de empreender, inovar e transformar, gerando riqueza, é preciso haver segurança jurídica, desburocratização, liberdade econômica e de expressão.

Sobre a liberdade de expressão, que foi uma das grandes conquistas do constituinte de 1988, o jurista e constitucionalista Dr. Ives Gandra Martins discorda da interpretação dos atuais ministros do Supremo Tribunal Federal, quando colocam o regimento do STF acima da Constituição, mantendo ativo o inquérito das “Fake News” há mais 3 anos sem autorização do Ministério Público, e cerceiam a liberdade de expressão. Ele ainda afirma que: “nós estamos tendo uma democracia, não aquela que o constituinte fez, que deu liberdade de expressão para todo mundo dizer o que bem entendesse, mas ao contrário nós estamos tendo uma democracia que diz: pode-se dizer democraticamente o que nós do Supremo entendemos o que é democracia. E estamos vivendo, efetivamente, um cerceamento de defesa, fazendo com que a democracia seja, não o que os constituintes puseram na Constituição, mas estão criando uma nova doutrina”.

O medo de parlar e de expor sua opinião não é uma característica de um país democrático, ainda mais quando causado pelo Poder que deveria garanti-la, pois como já dizia Rui Barbosa: “a pior ditadura de todas é a da elite do Judiciário, porque não temos mais a quem recorrer”.

É preciso lembrar que o próximo presidente irá indicar dois novos ministros para o STF.  Portanto, reeleito, o Presidente Bolsonaro terá indicado um total de quatro nomes para o STF até o final de 2023. Mesmo assim, até 2028, ainda comporão a Corte 5 ministros indicados pelo partido do seu oponente.  A natureza é sábia e nos ensina que devemos buscar o equilíbrio. Portanto, precisamos equilibrar as visões de mundo dos ministros do STF, pois, hoje, está com a sua balança pendendo demasiadamente para o lado esquerdo, e não representa a maioria da população brasileira.

Por isso, este professor que vos escreve votará em 2022 no presidente Jair Messias Bolsonaro.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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A 9 dias da urna, pesquisas eleitorais no Folha no Ar desta 6ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Geógrafo com especialização doutoral em Estatística pelo IBGE, William Passos é o convidado para encerrar nesta sexta (23), ao vivo a partir das 7h25, a penúltima semana do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, antes da urna de 2 de outubro. Ele falará da disputa entre Garotinhos e Bacellar da Câmara Municipal de Campos à eleição à Alerj.

William também analisará a eleição a deputado federal na região e as pesquisas a senador e governador do RJ. Por fim, analisará as tendências das pesquisas ao Palácio do Planalto polarizadas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Câmara de Campos e urnas de outubro no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Cientista social de Campos que ganhou o Brasil, Marcelo Viana Estevão de Moraes é o convidado do Folha no Ar desta quinta (22), ao vivo a partir da 7h25 da manhã. Ele analisará a rixa entre Garotinhos e Bacellar na política goitacá, e a indefinição da nova Mesa Diretora da Câmara de Campos.

Marcelo também dará sua projeção à eleição de outubro a deputado estadual e federal na região, a senador e a governador do RJ. Por fim, ele analisará a eleição ao Palácio do Planalto, polarizada em todas as pesquisas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

 

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Açúcar da Coagro na rede de supermercados Guanabara

 

Produto de Campos, o açúcar extrafino da Coagro entrou e ganhou destaque na rede de supermercados Guanabara, uma das maiores do estado do Rio (Foto: Divulgação)

 

À frente da antiga usina Sapucaia e prestes a assumir a operação da usina Paraíso, que voltará a moer na próxima safra, a Coagro comemora a entrada do seu açúcar extrafino na rede de supermercados Guanabara. Com várias unidades na zona metropolitana do Grande Rio de Janeiro, entre a cidade do Rio e a Baixada Fluminense, é uma gigante do ramo varejista em território fluminense, que agora vende o produto de Campos.

— Com muito orgulho a Coagro conseguiu entrar com seu açúcar na rede Guanabara de supermercados, que é uma das maiores do estado do Rio. Além da boa resposta nas vendas que viemos obtendo do nosso produto, é muito significativo ter a nossa marca numa das mais concorridas prateleiras do Grande Rio. É a primeira marca de açúcar fluminense a entrar lá, com um produto novo e comercialmente competitivo, que é o nosso açúcar extrafino — disse o industrial, produtor rural e presidente da Coagro, Frederico Paes, também vice-prefeito de Campos.

 

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Quaest confirma: a 11 dias da urna, Lula cresce e Bolsonaro patina

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Feita de sábado (17) a terça (20) e divulgada hoje (21), com 2.000 eleitores ouvidos presencialmente, a nova pesquisa do instituto Quaest Pesquisa e Consultoria, encomendada pela Genial Investimentos Corretora, confirmou as BTG/FSB e Ipec (antigo Ibope) de segunda (19): o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresenta tendência moderada de crescimento, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) mostra estagnação nesta reta final do 1º turno. Que se consumará daqui a apenas 11 dias. Na consulta estimulada às urnas de 2 de outubro, na comparação entre as duas Genial/Quaest da última semana, o petista cresceu de 42% aos atuais 44% de intenções de voto, no limite da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, enquanto o capitão tinha e manteve 34%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

VOTOS VÁLIDOS E 2º TURNO — Nos votos válidos, excetuados dos brancos e nulos, o ex-presidente tem hoje 49% — na margem de erro, pode ter o mínimo de 50% mais 1 dos votos válidos necessários para consumar a eleição em turno único —, contra 38% do atual. Na projeção ao 2º turno de 30 de outubro, Lula também cresceu 2 pontos na última semana, indo de 48% a 50% na Genial/Quaest de hoje, enquanto Bolsonaro permaneceu estagnado em 40%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

REJEIÇÃO — A rejeição é considerada fundamental à definição ao 2º turno. Entre as principais pesquisas presidenciais da semana passada, a Genial/Quaest de 14 de setembro tinha sido a que registrou a menor diferença na rejeição entre Bolsonaro e Lula: respectivamente, 52% a 47%, apenas 5 pontos, 1 ponto acima do limite da margem de erro. A indicar outra melhora do petista na reta final da disputa, essa diferença na rejeição entre os dois líderes de todas as pesquisas cresceu na Genial/Quaest de hoje, sete dias depois, para 8 pontos: o capitão tem hoje 54% dos brasileiros que não votariam nele de maneira nenhuma, 2 pontos a mais do que na semana passada; contra 46% de Lula, que reduziu 1 ponto no índice negativo.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

“VOTO ÚTIL” A LULA E TETO DE BOLSONARO — Se a BTG/FSB de segunda pareceu indicar que a campanha petista pelo “voto útil” ainda no 1º turno vinha surtindo efeito — com o crescimento de 3 pontos de Lula (de 41% a 44%), junto com as quedas de 2 pontos do ex-ministro Ciro Gomes (PDT, de 9% a 7%) e da senadora Simone Tebet (MDB, de 7% a 5%) —, a dúvida ficou aberta com a Ipec do mesmo dia, onde Lula cresceu 1 ponto (de 46% a 47%), Ciro se manteve estável em 7% e Tebet cresceu 1 ponto (de 4% a 5%). E permaneceu aberta com a Genial/Quaest de hoje, em que Lula cresceu 2 pontos (de 42% a 44%), Ciro caiu 1 ponto (de 7% a 6%) e Tebet cresceu 1 ponto (de 4% a 5%). Em todas as três pesquisas, Bolsonaro apareceu estagnado, aparentando ter batido em seu teto: em 35% na BTG/FSB, em 31% na Ipec e em 34% da Genial/Quest.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

ONDE LULA E BOLSONARO MAIS CRESCERAM? — Na Genial/Quaest, o crescimento dentro da margem de erro de Lula no quadro geral se operou fora da margem de erro em algumas faixas do eleitorado. Na comparação das pesquisas de 14 e 21 de setembro do mesmo instituto, o ex-presidente cresceu 12 pontos (de 44% a 52%) entre os sem religião, 4 pontos (de 38% a 42%) entre os com ensino médio, e 3 pontos em outras três fatias: entre os homens (de 39% a 42%), entre eleitores de 35 a 39 anos (de 39% a 42%) e os com 60 anos ou mais (de 45% a 48%). Nestas cinco faixas do eleitorado, Bolsonaro caiu ou ficou estagnado. Mas ele também cresceu fora da margem de erro em duas fatias: 3 pontos (de 38% a 41%) entre os eleitores com ensino superior e outros 3 pontos (de 28% a 31%) entre os católicos. Nestas duas, quem ficou estagnado foi Lula.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística no IBGE

ANÁLISE DO ESPECIALISTA — “A Quaest divulgada hoje confirma o crescimento de Lula, dentro da margem de erro de 2 pontos, já apontado pela Ipec de segunda. Também confirma a interrupção do crescimento de Bolsonaro, o que pode sinalizar para o teto de intenção de voto do presidente. As duas pesquisas aplicam exatamente a mesma metodologia: entrevistas individuais face a face com os eleitores em domicílios sorteados por probabilidade matemática. Se na última Ipec, Lula passou de 46% para 47%, enquanto Bolsonaro manteve os 31% de intenção, no cenário estimulado ao 1º turno, quando os nomes de todos os candidatos são apresentados aos eleitores entrevistados, na Quaest de hoje, o ex-presidente foi de 42% para 44%, enquanto o atual manteve os 34% do levantamento anterior, divulgado em 14 de setembro. Na Quaest de hoje, as intenções de votos de Lula ainda não são suficientes para dar ao ex-presidente um terceiro mandato ainda no 1º turno. No eventual 2º turno, Lula também subiu 2 pontos percentuais dentro da margem de erro, alcançando 50%. Bolsonaro manteve os 40% do levantamento anterior”, observou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE.

 

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A 11 dias da urna, Lula cresce e Bolsonaro patina nas pesquisas

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Bolhas a dois domingos da agulha

Hoje, faltam 11 dias para a urna de 2 de outubro. Na eleição presidencial mais polarizada desde 1989, na redemocratização do país, quando passou a ser em dois turnos, a popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidente Jair Bolsonaro (PL) talvez seja melhor explicada pela paixão. Mas só pela razão o processo eleitoral pode ser entendido. Até os votos serem depositados e a apuração finalizada, as pesquisas eleitorais são a maneira mais objetiva não de adivinhar o resultado, mas de compreender as tendências do eleitorado para além das bolhas. Que, goste-se ou não, serão furadas daqui a apenas dois domingos.

 

Lula cresce e Bolsonaro patina (I)

Da planície goitacá, a Folha tem feito um esforço ao noticiar e analisar as principais pesquisas sobre quem governará o país do Planalto Central. Esta penúltima semana antes da urna, como de hábito, foi aberta ainda na manhã de segunda (19), pela pesquisa do Instituto FSB Pesquisa, contratada pelo BTG Pactual, banco de investimentos fundado por Paulo Guedes, ministro da Economia de Bolsonaro. E a tendência nela relevada, na comparação com a BTG/FSB de sete dias antes, foi de crescimento de Lula, que passou de 41% a 44% das intenções de voto na consulta estimulada ao 1º turno, enquanto Bolsonaro ficou estagnado nos 35%.

 

Lula cresce e Bolsonaro patina (II)

Fora da margem de erro de 2 pontos, a tendência de crescimento de Lula na BTG/FSB foi confirmada pela pesquisa Ipec (antigo Ibope) divulgada na noite da mesma segunda. Nela, dentro da margem de erro, Lula oscilou 1 ponto para cima, de 46% a 47% na consulta estimulada ao 1º turno; enquanto Bolsonaro confirmou sua estagnação: tinha e manteve 31% das intenções de voto. Com 47% dos votos válidos a Lula, contra 37% de Bolsonaro, a projeção da BTG/FSB foi de 2º turno, marcado para 30 de outubro. Que poderia não existir na Ipec, onde o ex-presidente teria 52% dos votos válidos já no 1º turno, contra 34% do atual.

 

2º turno e rejeição

Como a maioria das pesquisas aponta o 2º turno, essa é a tendência mais provável. Nele, pela BTG/FSB, Lula bateria Bolsonaro por 52% a 39%. E por 52% a 34% na Ipec. Na primeira, o petista levaria do 1º turno 9 pontos de vantagem, que chegariam a 16 pontos na Ipec. Dentro da campanha de Bolsonaro se comenta que se ele sair das urnas de 2 a 30 de outubro com 10 pontos atrás de Lula, a toalha será jogada. Índice fundamental à definição do 2º turno, a rejeição é liderada por Bolsonaro. Na BTG/FSB, são 55% os que não votariam nele de maneira nenhuma, contra 45% de Lula. Na Ipec, o presidente teve 50% de rejeição, contra 33% do ex.

 

“Voto útil”?    

Com tendências semelhantes, a diferença básica entre as duas pesquisas é que Lula cresceu 3 pontos (de 41% a 44%) na consulta estimulada ao 1º turno da BTG/FSB, enquanto o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) caiu 2 pontos (de 9% a 7%) e a senadora Simone Tebet caiu outros 2 pontos (de 7% a 5%). O que pode ser reflexo da campanha petista pelo “voto útil” contra Bolsonaro na tentativa de definir a eleição em turno único. Mas essa possível migração de votos de outros candidatos a Lula não foi apareceu na Ipec, onde Ciro manteve os mesmo 7% da semana anterior, enquanto Tebet cresceu de 4% para 5%.

 

Onde Lula mais cresceu (I)

Qualquer alteração do quadro geral das pesquisas tem que ser conferida nas fatias do eleitorado, para saber onde as mudanças ocorreram. No crescimento dentro da margem de erro das intenções de voto de Lula na Ipec, ele cresceu mais na última semana em quatro faixas: 6 pontos (de 46% a 52%) entre os jovens de 16 a 24 anos, 4 pontos (de 45% a 49%) entre 35 a 44 anos, 4 pontos (de 43% a 47%) no eleitor com renda familiar mensal acima de 5 salários mínimos e 4 pontos nos sem religião (de 48% a 52%). Bolsonaro caiu ou ficou estagnado em todas essas faixas.

 

Onde Lula mais cresceu (II)

Acima da margem de erro, o crescimento de Lula na BTG/FSB foi bem mais amplo na distribuição entre as fatias do eleitorado. Ele cresceu 15 pontos (de 38% a 53%) entre 16 a 24 anos, 4 pontos (de 45% a 49%) nas mulheres, 6 pontos (de 26% a 32%) nos evangélicos, 11 pontos (de 46% a 57%) nos sem religião, 8 pontos (de 48% a 56%) entre 1 a 2 salários mínimos, 6 pontos (de 25% a 31%) no eleitor acima dos 5 salários mínimos, 6 pontos (de 56% a 62%) na região Nordeste, 5 pontos (de 34% a 39%) na região Sudeste, e 6 pontos (de 41% a 47%) no voto das capitais. Em todas essas faixas, Bolsonaro também caiu ou ficou estagnado.

 

Da mentira ao choro?

Pressionado pela tendência de crescimento de Lula na reta final do 1º turno, Bolsonaro disse ontem a um jornalista em Nova York: “Se você acredita em pesquisas, não vou falar contigo”. Entre seus apoiadores menos racionais, virou moda dizer que as pesquisas erraram em 2018. É mentira! Em 24 de setembro daquele ano, a BTG/FSB deu Bolsonaro na liderança isolada, com 33%, contra 23% de Fernando Haddad (PT). No mesmo dia, o Ibope (atual Ipec) deu o futuro presidente com 28%, contra 22% de Haddad. Como foi aos lulistas em 2018 e serve aos bolsonaristas de 2022: quem questiona pesquisas, não raro, é quem depois chora com a urna.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Câmara de Campos e eleições de outubro no Folha no Ar desta 4ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Sociólogo e professor da Uenf, Roberto Dutra é o convidado do Folha no Ar desta quarta (21), ao vivo a partir das 7h25 da manhã, na Folha FM 98,3. Ele analisará a rixa entre Garotinhos e Bacellar na política goitacá, e a indefinição da nova Mesa Diretora da Câmara de Campos.

Roberto também dará sua projeção à eleição de outubro a deputado estadual e federal na região, a senador e a governador do RJ. Por fim, ele analisará a eleição ao Palácio do Planalto, polarizada em todas as pesquisas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Câmara de Campos e outubro no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ex-prefeito de Campos e ex-presidente da Câmara Municipal, Nelson Nahim (MDB) é o convidado do Folha no Ar desta terça (20), ao vivo a partir das 7h25 da manhã, na Folha FM 98,3. Irmão do ex-governador Anthony Garotinho (União), ele analisará a rixa entre Garotinhos e Bacellar, e a indefinição da nova Mesa Diretora da Câmara de Campos.

Nahim também dará sua projeção à eleição de outubro a deputado estadual e federal na região, a senador e a governador do RJ. Por fim, ele analisará a eleição ao Palácio do Planalto, polarizada em todas as pesquisas entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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BTG/FSB: a 13 dias da urna, Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Favorito em todas as pesquisas deste ano eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entra nas últimas duas semanas antes das urnas de 2 de outubro, daqui a exatos 13 dias, aumentando sua vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL). Na pesquisa semanal do instituto FSB Pesquisa, contratada pelo banco de investimentos BTG — fundado pelo ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes —, Lula cresceu 3 pontos na consulta estimulada ao 1º turno dentro dos últimos sete dias, passando de 41% aos atuais 44% das intenções de voto. É um crescimento fora da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos. Bolsonaro se manteve com os mesmos 35% que tinha em 12 de setembro e, hoje, está 9 pontos atrás (eram 6 pontos) do seu principal oponente. Como, dentro da margem de erro, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) caiu de 9% para 7%, e a senadora Simone Tebet (MDB) caiu de 7% para 5%, parece que a campanha pelo “voto útil” ao petista ainda no 1º turno vem surtindo efeito.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

ESPONTÂNEA E DEFINIÇÃO DO VOTO — Na consulta espontânea da BTG/FSB, sem a apresentação dos nomes dos candidatos, Lula também cresceu os mesmos 3 pontos. Passou de 39% a 42% de intenções de voto, enquanto Bolsonaro cresceu 1 ponto, de 33% a 34%. Feita de sexta (16) a domingo (18) e divulgada hoje, com 2.000 eleitores ouvidos por telefone, a pesquisa deu o petista com 47% dos votos válidos — para vencer a eleição em turno único, é necessário o mínimo de 50% + 1 dos votos válidos — contra 37% do capitão. Para 81% dos brasileiros, o voto a presidente já está definido, sem chance de mudar até a urna. Alta, a definição do voto sobe a 86% entre os eleitores de Lula, e a 90% entre os eleitores de Bolsonaro.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

2º TURNO E REJEIÇÃO — Na projeção ao 2º turno, marcado para 30 de outubro, Lula hoje bateria Bolsonaro por 52% a 39%. A diferença de 13 pontos se manteve da pesquisa da última segunda, que deu o ex-presidente batendo o atual no turno final por 51% a 38%. Fundamental à definição do 2º turno, a rejeição continua liderada pelo capitão, com 55% dos brasileiros que não votariam nele de maneira nenhuma, contra 45% do petista. Favorável a este, a diferença atual de 10 pontos no índice negativo cresceu 1 ponto, dentro da margem de erro. Há uma semana, Bolsonaro tinha 56% de rejeição, contra 47% de Lula, 9 pontos de diferença.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

ONDE LULA CRESCEU? — O crescimento de Lula fora da margem de erro, no quadro geral, se operou em algumas fatias do eleitorado. Entre as BTG/FSB de 12 a 19 de setembro, o voto dos jovens entre 16 a 24 anos foi onde ele mais cresceu: 15 pontos (de 38% a 53%) em uma semana. Mas o ex-presidente também ganhou 4 pontos (de 45% a 49%) no voto das mulheres, 6 pontos (de 26% a 32%) no voto dos evangélicos, 11 pontos (de 46% a 57%) no voto dos sem religião, 8 pontos (de 48% a 56%) no voto do eleitor entre 1 a 2 salários mínimos, 6 pontos (de 25% a 31%) no voto do eleitor acima dos 5 salários mínimos, 6 pontos (de 56% a 62%) na região Nordeste, 5 pontos (de 34% a 39%) na região Sudeste, e 6 pontos (de 41% a 47%) no voto das capitais. Em todas essas faixas, Bolsonaro caiu ou ficou estagnado.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística no IBGE

ANÁLISE DO ESPECIALISTA — “Tanto na pesquisa estimulada quanto na espontânea, Lula oscilou acima da margem de erro de 2 pontos. Na espontânea, o ex-presidente foi de 39% para 42%, enquanto, na estimulada, subiu de 41% para 44%. Bolsonaro oscilou de 33% para 34% na espontânea e manteve os mesmos 35% na estimulada. Com isso, Lula alcançou 47% dos votos válidos, enquanto Bolsonaro manteve os 37% da segunda passada. Num eventual 2º turno, Lula oscilou de 51% para 52% e Bolsonaro, de 38% para 39%. A oscilação das intenções dentro da margem acompanha as variações da rejeição: de 56% para 55%, no caso do atual presidente, e de 47% para 45%, no caso do ex. O cenário, portanto, é de estabilidade, mas com a sinalização da possibilidade de crescimento das intenções de Lula nesta reta final, que poderão culminar numa vitória ainda em 1º turno”, concluiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE.

 

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César Boynard — Por que um empresário vota em Lula?

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

César Boynard, engenheiro e empresário de Campos

Lula ganha, mas 2023 já está comprometido

Por César Boynard

 

Quando Aluysio me pediu para escrever este artigo, logo pensei que diante da beligerância latente desta eleição eu só teria a perder em me expor publicamente. Por outro lado, penso que, como cidadão, tenho também o direito e até o dever de me manifestar de uma forma respeitosa e democrática.

Profissionalmente, o que me afeta diretamente no atual governo é o fato do Brasil ser hoje visto como pária mundial. Ou seja, deixamos de ser um país referência para sermos um país marginal, onde os investidores internacionais não têm confiança para investir. O atual governo fechou portas em todo o mundo, dos EUA a China, passando pela Europa e América Latina. Isso é péssimo para quem tem negócios com outros países. Na minha área de negócios, a prova cabal do que falo foram os fracassados leilões de blocos de exploração de óleo e gás realizados pela ANP durante o governo Bolsonaro em 2019 e 2021. Sendo que no primeiro nenhuma operadora apresentou sequer uma oferta.

Obviamente que isso se deve à total falta de credibilidade internacional deste governo. Cujas causas são a instabilidade política, derivada dos frequentes ataques à democracia, e as políticas ambientais que vão na contramão do que hoje se considera as melhores práticas de governança internacionais conhecida pela sigla ESG (“Enviromental, Social and Governance”, ou “Ambiental, Social e Governança”).

Não há como negar que o atual presidente provou, em menos de 4 anos, ser um poço de contradições, banalizando a mentira e os descalabros cometidos. Senão vejamos: Se diz cristão, mas prega o ódio e o armamento da população. Se diz a favor da vida, mas defende a ditadura, a tortura e debocha, imitando alguém com falta de ar, das centenas de milhares de brasileiros que morreram de covid. Se diz defensor da liberdade, mas ataca jornalistas e fala em extirpar e metralhar os opositores. Se diz contra a corrupção, mas se uniu ao que há de mais podre na política, que é o Centrão de Ciro Nogueira e Artur Lira. Aparelhou a PF para que as rachadinhas da família e a relação com o Queiroz não fossem investigadas. É contra a corrupção, mas não consegue explicar os 51 imóveis comprados com dinheiro vivo pela família. Tudo isso sem falar nos vários escândalos de corrupção no seu governo, nos ministérios da Educação, do Meio Ambiente e da Saúde.

Na minha opinião, a eleição será decidida pela rejeição. A depender das pesquisas até o momento Bolsonaro tem entre 50 e 56% de rejeição, enquanto Lula tem entre 35 e 40%. A discussão é se a fatura será liquidada no primeiro ou no segundo turno.

Não foi por acaso que a partir da pesquisa Ipec divulgada na última segunda feira, dia 12, na qual Lula aumentava sua vantagem no primeiro turno, que Bolsonaro mudou radicalmente seu comportamento. Passou a falar em respeitar o resultado das urnas e entregar a faixa, em caso de derrota — como se estivesse fazendo algum favor! Uma espécie de versão Jairzinho paz e amor. Acho pouco provável que em 15 dias ele consiga alterar a imagem pública de tosco, rude e agressivo que construiu durante todos seus mais de 30 anos de vida pública, inclusive e principalmente como presidente da República.

A ver vamos… Parece-me que Lula, com a sua reconhecida habilidade política, está se cercando das mais diferentes correntes políticas, inclusive ex-opositores como Geraldo Alckmin e Marina Silva, para governar o país e isolar o bolsonarismo. No entanto, tirar o poder paralelo do Centrão é um objetivo que me parece crucial para o próximo presidente e o futuro do país. Hoje, com o absurdo Orçamento Secreto que nos foi entalado por Artur Lira, o país passou a ter, de fato, um regime de governo semipresidencialista. Onde quem executa o orçamento é o Congresso e não o presidente da República. Mais um descalabro permitido no governo Bolsonaro.

Preocupa-me também como o novo presidente vai encontrar o país. Após o derrame de dinheiro público da chamada PEC kamikaze, ao custo de R$ 41,3 bilhões, aprovada há apenas três meses para tentar ganhar a eleição, em outro descalabro deste governo. Que há muito tempo transformou o tal teto de gastos em piso. Essa conta vai chegar! E terá que ser cobrada em 2023, na forma de controle da inflação, do dólar, do rebote da queda forjada da gasolina — também com efeito eleitoreiro, a partir da intervenção na Petrobras —, dos juros que já estão altíssimos, da compensação aos estados dos impostos que foram obrigados a renunciar pelo Congresso comprado Orçamento Secreto. A bomba relógio está armada! Isso para não falar no desmonte que ocorreu, principalmente, na educação pública e nos órgãos fiscalizadores ambientais. Que, como disse acima, é condição sine qua non para a reintegração do Brasil ao mercado internacional. Não vai ser tarefa fácil!

Seja como for, o que mais espero e desejo é que esse clima péssimo de beligerância que está levando inclusive a absurdas mortes por diferenças políticas seja amenizado e o país volte a ser de todos os brasileiros. Onde todos remem para o mesmo lado.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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A 15 dias da urna, Lula e Bolsonaro nas pesquisas da semana

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) queria ganhar a eleição em turno único, o presidente Jair Bolsonaro (PL) queria ultrapassar Lula nas pesquisas antes do 1º turno, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) queria chegar aos dois dígitos de intenção de voto, e a ex-senadora Simone Tebet (MDB) queria ultrapassar Ciro. Hoje, a exatos 15 dias das urnas de 2 de outubro, as cinco principais pesquisas eleitorais da semana indicam que essas pretensões, dos quatro principais candidatos a presidente da República, terão dificuldade de ser alcançadas nos três domingos que ainda separam o Brasil do 1º turno.

VOO DE BEIJA FLOR – Em resumo da ópera deste ano eleitoral segundo todas as pesquisas, Lula bateu desde janeiro no seu teto de intenções de voto, na casa dos mesmos 40 e poucos % que manteve de lá para cá, sem nunca subir ou cair muito. Na boa imagem do jornalista Ocatvio Guedes, da Globo News, a evolução do petista lembra o voo do beija flor, estático no ar.

CRESCIMENTOS DE BOLSONARO – Bolsonaro teve três crescimentos claros durante o ano. O primeiro entre abril e maio, quando herdou naturalmente os votos de centro-direita das desistências do seu ex-ministro Sergio Moro (União) e do ex-governador paulista João Doria (PSDB). Depois, entre o final de julho e o início de agosto, sobretudo nos votos dos evangélicos, por conta dos ataques de toada neopentecostal ao PT; e da classe média baixa, com renda familiar mensal entre 2 a 5 salários mínimos, por conta da redução a fórceps do preço dos combustíveis. E, o terceiro e último, a partir da sua superexposição na captura do bicentenário da Independência do Brasil, no 7 de setembro travestido em atos de campanha em Brasília e no Rio de Janeiro.

TORCIDAS – Às tias do WhatsApp, por incapacidade, preguiça ou má fé, esses três movimentos de crescimento do seu “mito”, claros em todas as pesquisas, simplesmente inexistiram. Seriam só a readequação dos números, na reta final da campanha, à torcida bolsonarista. Tanto quanto alguns lulopetistas, na sua própria torcida pela “alma viva mais honesta neste país”, retorcem desonestamente os dados das pesquisas para tentar ignorar qualquer avanço de Bolsonaro.

VOOS DE POMBO E DE GALINHA – No mundo real, Ciro e Tebet tiveram alguma ascensão nas intenções de voto a partir das suas boas atuações nas sabatinas no Jornal Nacional e no debate da Band, ambos na última semana de agosto. Em outras imagens análogas do jornalista Octavio Guedes, o voo de Bolsonaro nas pesquisas seria o do pombo, por barulhento, atabalhoado, lento e construído em soluços no espaço. Que também parece ter batido em seu teto. Enquanto os voos de Ciro e Tebet, por curtos em alcance e teto, lembram o da galinha.

PESQUISAS DA SEMANA – A semana começou com duas pesquisas na segunda (12). De manhã, primeiro veio a BTG/FSB, feita entre sexta (9) e domingo (11), com 2.000 eleitores ouvidos por telefone. Na noite do mesmo dia, veio a Ipec (antigo Ibope), feita também entre sexta e domingo, com 2.512 eleitores ouvidos presencialmente. Na quarta (14), vieram outras duas pesquisas: a Genial/Quaest, feita entre sábado (10) e terça (13), com 2.000 eleitores ouvidos presencialmente; e a PoderData, feita entre domingo e terça, com 3.500 eleitores ouvidos por telefone. Finalmente, na noite de quinta (15), veio a sempre aguardada Datafolha, feita entre terça e a própria quinta, com 5.926 eleitores ouvidos presencialmente.

7 DE SETEMBRO x ELIZABETH II – Todas essas cinco pesquisas da semana tiveram margem de erro de 2 pontos para mais ou menos. E foram todas feitas depois do 7 de setembro, cuja repercussão na mídia e nas redes sociais foi sufocada, como todos os demais assuntos mundo afora, pela comoção com a morte da rainha da Inglaterra Elizabeth II, aos 96 anos, em 8 de setembro. Prova disso é que o próprio Bolsonaro vai deixar o Brasil e sua campanha para acompanhar o funeral da monarca britânica, nesta segunda (19), em Londres. Onde pode ter mais dificuldade para transformar o evento oficial em ato eleitoral.

1º TURNO – Do lado de cá do Equador e do oceano Atlântico, Lula continua liderando fora da margem de erro, com Bolsonaro também isolado no 2º lugar, todas as consultas estimuladas ao 1º turno. Por 41% a 35% na BTG/FSB, por 46% a 31% na Ipec, por 42% a 34% na Genial/Quaest, por 43% a 37% na PoderData, e por 45% a 33% na Datafolha. Em outras palavras e números, a 15 dias da urna, o petista hoje tem uma vantagem entre 6 (na BTG/FSB e PoderData) a 15 pontos (na Ipec) sobre o capitão.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

2º TURNO – Na projeção ao 2º turno de 30 de outubro, Lula também bateria Bolsonaro fora da margem de erro em todas as simulações. Por 51% a 38% na BTG/FSB, por 53% a 36% na Ipec, por 48% a 40% na Genial/Quaest, por 51% a 42% na PoderData, e por 54% a 38% na Datafolha. Só a Ipec manteve acesa a esperança lulopetista de definição em turno único, na margem de erro de 51% dos votos válidos. No 2º turno cada vez mais provável, daqui a 43 dias, o petista tem hoje uma vantagem entre 8 (na Genial/Quaest) a 17 pontos (na Ipec) sobre o capitão.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

REJEIÇÃO – Considerado fundamental para a definição do 2º turno, o índice negativo da rejeição é liderado fora da margem de erro por Bolsonaro em todas as pesquisas. Por 56% a 47% de Lula na BTG/FSB, por 50% a 35% na Ipec, por 52% a 47% na Genial/Quaest, por 50% a 41% na PoderData, e por 53% a 38% na Datafolha. A diferença entre os brasileiros que não votariam de maneira nenhuma em um dos dois líderes das pesquisas vai de 5 (na Genial/Quaest) a 15 pontos (na Ipec e Datafolha) desfavoráveis ao capitão.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

TENDÊNCIA? – Na comparação com as pesquisas da semana anterior de cada instituto, os números ao 1º turno revelam diminuição da vantagem de Lula sobre Bolsonaro na BTG/FSB (de 12 a 6 pontos) e na Genial/Quaest (de 12 a 8 pontos), crescimento dessa vantagem na Ipec (de 13 a 15 pontos) e Datafolha (de 11 a 12 pontos), e estabilidade da diferença na PoderData (em 6 pontos).  Na mesma comparação, as projeções ao 2º turno revelam redução da vantagem de Lula a Bolsonaro na Genial/Quaest (de 12 a 8 pontos) e na PoderData (de 12 a 9 pontos), crescimento dessa vantagem na Ipec (de 16 a 17 pontos) e na Datafolha (de 14 a 16 pontos), e de estabilidade da diferença na BTG/FSB (em 6 pontos). Qual é, então, a tendência?

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

ARTILHARIA PESADA – Na evolução dos sete dias anteriores entre as duas últimas pesquisas de cada instituto, impossível saber qual é hoje a tendência real ou a que prevalecerá nos próximos 15 dias ao 1º turno. E, tanto mais, 28 dias depois ao 2º turno. Neste, como é a rejeição que definirá o vencedor final, os veículos do Grupo Globo têm batido muito na liderança de Bolsonaro no índice negativo. Como a campanha de reeleição do presidente também já começou a bater mais pesadamente em Lula, tentando aumentar sua rejeição, a liderança do capitão nela parece assumida.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

DATAFOLHA E IPEC x QUAEST – A Globo contrata e repercute as pesquisas Datafolha e Ipec, que registraram na semana a maior diferença de Bolsonaro a Lula na rejeição: os mesmos 15 pontos a mais do capitão. Já na BTG/FSB e na PoderData, feitas por telefone, o atual presidente tem os mesmos 9 pontos a mais do que o ex-presidente no índice negativo. Feita através de entrevistas presenciais como a Datafolha e a Ipec, a Genial/Quaest registrou nesta semana sua menor diferença de Bolsonaro para Lula na rejeição: 5 pontos. Ainda a 43 dias do 2º turno, é apenas 1 ponto a mais que o limite da margem de erro.

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística pelo IBGE

ANÁLISE DO ESPECIALISTA — “A Datafolha de quinta permite a comparação entre as três pesquisas que aplicam entrevistas presenciais individuais face a face, metodologia de captação de intenção de votos com maior precisão, dentre as disponíveis. No Datafolha, Lula mantém os 45% de intenção de voto na consulta estimulada ao 1º turno. Na Ipec, divulgada segunda, o ex-presidente foi a 46%, enquanto na Quaest de ontem registrou 42%. Bolsonaro, no Datafolha, oscilou para 33%, enquanto na Ipec foi a 31% e na Quaest, seu melhor desempenho, foi a 34%. Assim, em conjunto, é possível afirmar que enquanto o Datafolha e o Ipec apontam para uma maior estabilidade do cenário eleitoral, com uma folga mais favorável a Lula, a Quaest indica um cenário mais apertado e menos desfavorável a Bolsonaro. Nos votos válidos, a Datafolha, ao contrário da pesquisa da semana passada, confirma cenário de 2º turno, ao apontar 48% destes votos para Lula, que poderia ir para 50% no limite da margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Para que uma eleição seja decidida no 1º turno, são necessários 50% mais um voto dentre os votos válidos, que excluem brancos e nulos”, concluiu William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE.

 

Página 2 da edição de hoje da Folha da Manhã

 

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