Líder a prefeito de Rio das Ostras no Folha no Ar desta 6ª

 

(Imagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ex-prefeito por três mandatos e pré-candidato a prefeito de Rio das Ostras, Carlos Augusto Balthazar (PL) é o convidado para fechar a semana do Folha do Ar nesta sexta (21), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele falará do protagonismo que o município passou a ter na cultura nacional a partir do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival.

Carlos Augusto também analisará o reflexo da polarização nacional entre o presidente Lula (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no eleitor rio ostrense. E tentará projetar a eleição a prefeito de Rio das Ostras em 6 de outubro, daqui a 3 meses e 16 dias, cuja pesquisa (confira aqui) ele lidera.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Ex-prefeito de Campos a vereador no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ex-prefeito de Campos, Sérgio Mendes (Cidadania) é o convidado desta quinta (20) do Folha no Ar, ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele falará das idas e vindas, suas e de outros nomes da oposição em Campos, entre pré-candidaturas a prefeito e vereador em 2024.

Sérgio também analisará o cenário após decisão unânime do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de ontem (18, confira aqui) reforçar o impedimento a prefeitos reeleitos de concorrerem a este cargo pela 3ª vez consecutiva, caso da hoje deputada estadual Carla Machado (PT). Por fim, com base nas pesquisas (confira aqui), ele tentará projetar as eleições a prefeito e vereador em 6 de outubro, daqui a exatos 3 meses e 17 dias.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Por Sérgio Arruda de Moura, novo romance de Adriano Moura

 

Adriano Moura e seu romance “A inocência dos mortos”, lançado no último dia 7 (Foto: Divulgação)

 

Sérgio Arruda de Moura, escritor, professor de Letras da Uenf e membro da Academia Campista de Letras (ACL)

A problemática do narrar

Por Sérgio Arruda de Moura

 

A estratégia de criação de um personagem que sai em busca de uma história pra contar guarda sempre muitas surpresas. Em geral, ele narra a história em primeira pessoa, mas nem sempre. O ganho mais notório de romances que vão em busca de uma poética desta natureza é a inelutável inserção do leitor na trama, a partir de fora, evidentemente. Lembro-me de vários romances, mas não é o caso discuti-los agora, mas lá para o final, se for relevante, pode ser. Ocupo-me agora do romance A inocência dos mortos (2024), do romancista, dramaturgo e poeta Adriano Moura.

Trata-se de um romance que se enovela na sua própria criação. Tem início um pouco antes de quando o protagonista chega a Campos para rever a família depois de muito tempo afastado da cidade. São tempos de crise, culminados pela pandemia recente. Logo, logo, depois de algumas lembranças que lhe tomam de assalto, fica sabendo da morte de um amigo de adolescência, que havia se transformado de Gilberto em Esther. Sua morte é atravessada de suspeita de crime de transfobia, e o protagonista Antônio Prustiano resolve investigar por conta própria, depois que lhe chega às mãos o relato por escrito de toda uma vida, o diário de Esther.

Pronto. Aí está o confronto de textos necessários para se urdir uma trama que retomará a própria trama nacional dos últimos 40 anos da nossa história política, principalmente política, com os eventos mais importantes que fez o Brasil transparecer o país que é hoje e que sempre foi: intolerante, abertamente racista, injusto, preconceituoso, homofóbico. Todo esse corolário de horror afeta os personagens de diversas maneiras e, obviamente, este é um dos efeitos da leitura e um dos trunfos d’A inocência dos mortos.

Eu poderia dizer que aí está um dos livros em trânsito no romance, precisamente o diário de Esther, testemunha do que de pior alguém tão estigmatizado pôde vivenciar, sua própria história, documento a partir do qual o protagonista Antônio Prustiano investiga tanto um assassinato transfóbico quanto os sinais da transformação do amigo e o modo como foi afetado pela história, tudo enraizado nas memórias afetivas que saltam das páginas.

Não podemos relevar o fato de que o protagonista é também o escritor que validará os fatos com intenções de ficcionalizá-los, tendo antes que anotar tudo e depois estruturar. É nesses termos que considero o metarromance um antirromance por ser um projeto em aberto e exigir uma contrapartida extra do leitor.

No caso de A inocência dos mortos, todo o trajeto romanesco funciona como um rol de anotações para um romance, que ele tem intenção de escrever, intenção que nasceu precisamente dos fatos que encontrou com seu retorno a Campos e a inevitável afloração de nomes, episódios, lugares, cheiros — memórias. A esse respeito, é bem suspeito o nome do personagem narrador, Antônio Prustiano — ou bem Proust-iano — revelador do aspecto central da trama, como o signo máximo do ato de reaver a memória a partir signos insuspeitos, tais como o cheiro e o gosto que exala de uma madeleine e uma xícara de chá, ah, desculpem, de uma broa de milho e uma xícara de café…

Também o traçado da cidade importa porque participa da trama principalmente nos endereços dados como campo de atuação e da vida pregressa dos personagens, e assim, a memória da cidade vai se estruturando e dando forma às simbologias necessárias à sustentação da narrativa, além de fornecer a Campos o status de cidade literária.

Tudo isso é muito importante e do mais alto interesse para a narrativa romanesca não fosse o dado de linguagem que se sobressai a todos esses expedientes: o ato em si de ficcionalizar, quer dizer, de fingir, que Adriano Moura conduz com mão firme, apuro, economia e elegância. O último capítulo nesse aspecto é mais que revelador do que pode e do que quer a linguagem, quando se descortina a farsa e faz o leitor exclamar: Ah, não era nada daquilo, mas outra coisa e a mesma! Mas desde sempre havia pistas encobertas sobre o processo: um texto compondo a orelha assinado por um tal Gael Fernandes, jornalista, editor, agente e amigo do protagonista-narrador Antônio Prustiano, que é nomeado na trama pelo protagonista. Também temos um certo Cláudio do Karmo Abdias, que assina um quase prefácio, o que joga ainda mais lenha na fogueira das ficcionalidades em jogo.

A trama envolve o leitor nas suas feridas participantes da história recente do Brasil, principalmente se este tiver mais de 40 anos de idade, e, se não tanto, algo lhe tocará na trama que replicará a chamada vida real, que é a luta dos pobres desta terra, dos estigmatizados pela cor, pela orientação sexual, pelas convicções políticas, principalmente as de classe, palco de tantas incompreensões e de conflitos personalistas e pouquíssimo cidadãs.

O romance, assim, se encaixa no vazio ficcional observado desde sempre dentro do conjunto da literatura contemporânea, que escanteou assombrosamente a temática racial a partir do ponto de vista da escrita do próprio autor negro. Outras questões, da mesma forma, como as de gênero, hoje um mosaico formidável ainda em processo de catalogação — e aceitação — com o massacre de que vem sendo vítima, sem que nada ou quase nada se faça para se interromper o ciclo de horror.

Neste e em muitos outros sentidos, é para ser celebrada a publicação do romance A inocência dos mortos, de um autor que vem se dividindo — para somar — entre a inquietude dos três gêneros literários, colaborando com a visibilidade de temáticas mais do que necessárias, urgentes, e ainda mais pela via da literatura.

 

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Presidente estadual do Psol no Folha no Ar desta quarta

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Sociólogo, professor da Fiocruz, deputado estadual e presidente do Psol no RJ, Flavio Serafini é o convidado do Folha no Ar desta quarta (19), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele analisará a greve nas federais desde 15 de abril, a Uenf e o ensino estadual fluminense, incluindo emenda sua de R$ 150 mil ao Colégio Estadual João Batista de Paula Barroso, em Goitacazes.

Serafini também falará sobre a mediação de conflitos ambientais pela Alerj entre o Porto do Açu e a população do 5º distrito de São João da Barra, e sobre mudanças climáticas. Por fim, o deputado estadual de 3º mandato analisará o governo Cláudio Castro (PL), a presidência do campista Rodrigo Bacellar (União) na Alerj e dirá como, do Rio, ele projeta a eleição a prefeito de Campos em 6 de outubro, daqui a exatos 3 meses e 18 dias.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook, no Instagram e no YouTube.

 

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À espera de pesquisa SJB: favoritismo de Caputi e oportunidade de Danilo

 

“O favoritismo segue com (a prefeita de São João da Barra) Carla Caputi (União), abençoada por Carla Machado (deputada estadual do PT), onde algumas políticas de inclusão lidam com cenário de uma pequena cidade que vive ainda uma herança social desoladora”. É o que apontou o cientista político George Gomes Coutinho, professor da UFF-Campos, sobre a expectativa da pesquisa eleitoral de São João da Barra pelo instituto Factum, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com previsão de divulgação na última segunda (10). Mas que, como a coluna Ponto Final de ontem (12) divulgou (confira aqui), teve sua revelação adiada ao final de semana.

Sobre o único pré-candidato a prefeito de SJB de oposição, o administrador público Danilo Barreto (Novo), George também avaliou: “Embora não tenha chances pelos dados das pesquisas até aqui, e soa realmente distante de uma vitória em 2024 aos olhos de quem acompanha a política sanjoanense, o único adversário de Caputi na disputa, Danilo Barreto, pode ver este pleito como uma excelente oportunidade (…) Danilo pode se tornar uma importante liderança local, até mesmo pela visibilidade de ser o único adversário de Caputi nestas eleições”.

Abaixo, a íntegra da análise do cientista político. Que tem se marcado pela união equilibrada entre teoria e pragmatismo em suas observações sobre o quadro regional rumo às urnas municipais de 6 de outubro, daqui a exatos 3 meses e 23 dias.

 

George Gomes Coutinho, Carla Caputi, Carla Machado e Danilo Barreto (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

“Muito importante esse acompanhamento das pesquisas (feito pela Folha). Podemos dizer que com tudo mais constante:

1) O favoritismo segue com Carla Caputi, abençoada por Carla Machado, onde algumas políticas de inclusão (o que envolve desde o transporte coletivo — afinal, falamos do direito de ir e vir — até políticas redistributivas) lidam com cenário de uma pequena cidade que vive ainda uma herança social desoladora. Contudo, as políticas públicas ali implementadas são medidas importantes. É fundamental ressaltarmos que a história política local não começa com as Carlas, o que impõe a honestidade de assumirmos que os índices sociais da cidade não foram gerados por elas e talvez precisem de gerações para termos reversão plena. De todo modo, as medidas implementadas pelas Carlas precisam de acompanhamento, teste de qualidade e análise objetiva de resultados… Mas, parece que são suficientes para gerarem satisfação do eleitorado em um cenário onde antes, provavelmente, talvez reinasse um deserto de políticas públicas. Me parece bastante racional que o eleitorado local faça este cálculo e premie a gestão em vigência que atende seus interesses imediatos. Mesmo que o patamar de exigência, digamos assim, seja baixo.

2) Embora não tenha chances pelos dados das pesquisas até aqui, e soa realmente distante de uma vitória em 2024 aos olhos de quem acompanha a política sanjoanense, o único adversário de Caputi na disputa, Danilo Barreto, pode ver este pleito como uma excelente oportunidade. Seja lá qual for seu piso de intenções de voto, sendo o único adversário ele pode angariar: a) votos com afinidade ideológica com sua proposta e seu partido; b) votos de protesto contra o governo de Caputi. Portanto, caso saiba interpretar as demandas do eleitorado e consiga propor diante dos cenários complexos que se colocam para SJB neste século, Danilo pode se tornar uma importante liderança local, até mesmo pela visibilidade de ser o único adversário de Caputi nestas eleições. Vale, evidentemente, conferir daqui até outubro suas opções, estilo de campanha e eventual conquista de capilaridade entre o eleitorado”.

 

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Felipe Fernandes — “Imaculada” desperdiça oportunidades

 

 

Felipe Fernandes, cineasta publicitário e crítico de cinema

Milagre, submissão e violência

Por Felipe Fernandes

 

Quanto tinha apenas 16 anos, a atriz Sydney Sweeney fez um teste para um papel em um filme que se passava em um misterioso convento, mas o filme não saiu do papel. Vários anos se passaram e a agora nova queridinha de Hollywood montou uma produtora e resolveu dar vida ao projeto que nunca saiu de sua cabeça.

“Imaculada” é o longa de estreia do roteirista Andrew Lobel e o segundo longa da parceria entre Sweeney e o diretor Michael Mohan (eles trabalharam juntos em “Observadores”, de 2021) e narra a história de uma jovem freira recém chegada a um convento remoto no interior da Itália, que funciona como uma espécie de retiro para freiras idosas e doentes, que são cuidadas pelas mais novas. Algumas coisas estranhas começam a acontecer, até que a protagonista Cecília descobre estar grávida. Uma situação impossível, que é tratada por todos como um verdadeiro milagre.

A primeira cena traz uma freira tentando sair do convento, mas acaba sendo atacada por um grupo de pessoas misteriosas, cobertas com uma roupa que indica que fazem parte de uma espécie de culto. Essa cena já estabelece três elementos da narrativa. Que de fato existe algo sinistro e muito perigoso naquele lugar, que o filme é um terror que vai apostar em conteúdo violento e que os efeitos especiais vão deixar a desejar.

O longa parece uma mistura de “O bebê de Rosemary” com “Suspiria”, dois longas que trabalham essa ideia da jovem chegando a um novo local, precisando lidar com as diferenças enquanto tenta se encaixar a sua nova realidade. O roteiro de Lobel carece de um certo refinamento, essa cena de abertura exemplifica bem como ao entregar de cara que algo está terrivelmente errado, o longa perde a oportunidade de trabalhar qualquer tipo de dúvida em relação a protagonista com sua nova realidade.

O filme aposta no susto barato e nos piores clichês do gênero (ninguém aguenta mais cenas de pesadelo e de pássaros se chocando aleatoriamente contra um vidro), funcionando melhor quando busca o choque, trabalhando o terror de forma mais direta. Tematicamente o longa tem temas muito atuais e interessantes, que poderiam agregar discussões religiosas e morais pertinentes sobre dogmatismo religioso, corpo feminino e aborto, temas que ficam apenas na superfície.

As implicações da gravidez e as regalias que ela passa a ter no convento, poderiam gerar uma relação de poder dela não só com as outras freiras, mas com os cardeais da igreja, uma outra ideia que é muito pouco explorada, mas traz duas das melhores cenas do longa.. As mudanças na personagem acontecem até de uma forma satisfatória. Sua mudança de mulher submissa, para um postura agressiva de sobrevivente, funciona muito devido a entrega de Sweeney, que interpreta Cecília em uma intensidade crescente.

O filme parece ter sido construído a partir de sua reviravolta e de sua cena final, o que não é necessariamente um problema, mas faz com que a narrativa flua de forma mais artificial, pois precisa se encaixar no desfecho. A cena final tem potencial para gerar muita polêmica, mas parece que o corajoso desfecho não atingiu o efeito esperado, já que as redes sociais não vêm debatendo todas as complexas questões envolvendo o clímax do longa.

“Imaculada” é um longa que poderia crescer bastante como um suspense focado em debater suas temáticas de forma direta e corajosa, trabalhando seus simbolismos em contraste com os dogmas da igreja, mas acaba seguindo pelo caminho mais básico do cinema de terror. Passa longe de ser um desastre, mas é um filme sem identidade, que parece misturar suas maiores referências na construção de uma narrativa que não assusta, nem se aprofunda em suas problemáticas. Busca uma catarse em uma impactante cena final que comprova seu potencial desperdiçado.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

Confira o trailer do filme:

 

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Morre, aos 86, Jerry West, lenda do basquete e logo da NBA

 

Jerry West imortalizado das quadras de basquete à logomarca da NBA

 

Lenda do basquete, dentro e fora das quadras, Jerry West faleceu hoje, aos 86 anos. No grupo de WhatsApp deste blog e do programa Folha no Ar, tenho acompanhado e publicado sobre a NBA, desde as finais das Conferências Leste e Oeste. Na noite da última quinta (6), logo após o Boston Celtics (campeão do Leste) derrotar com facilidade o Dallas Mavericks (campeão do Oeste), para abrir 1 a 0 na série final (já está 2 a 0, com o jogo 3 hoje, às 21h30), citei a lenda do basquete Jerry West, para falar do misticismo que existe na NBA:

— Kyrie Irving (armador do Dallas) poderia ter jurado ficar no Boston e saído, como fez. Mas não deveria, antes de chegar ao Dallas, ter pisado na cara do leprechaun, ser mítico do folclore irlandês, pintado no círculo central da quadra dos Celtas. Lenda dos Los Angeles Lakers que disputou e perdeu algumas finais contra o Boston, Jerry West já tinha advertido: “Quem não crê nesse duende sacana, que enfrente o Boston dentro da casa dele”.

Jerry West sabia bem do que estava falando. Como jogador, disputou 9 finais da NBA pelos Los Angeles Lakers, entre os anos 1960 e 1970. E foi campeão apenas em 1972. Das oito vezes em que perdeu, nada menos que seis foram para o Boston, do também lendário Bill Russell, morto em 2022 e único jogador com 11 anéis de campeão do melhor basquete do mundo.

 

Jerry West salta para o arremesso marcado por seu grande rival e algoz dentro das quadras, Bill Russell (camisa 6)

 

Ainda assim, West foi eleito em 1969 como MVP (“Most Valuable Player” ou “Jogador Mais Valioso”) das finais contra o campeão Boston. E é até hoje o único a ter conquistado esse cobiçado título individual a despeito da derrota coletiva do seu time. Depois, como coordenador técnico e dirigente, seria campeão da NBA oito vezes. Com os Lakers, em 1980, 1982, 1985, 1987, 1988 e 2000. E, com o Golden State Warriors, em 2015 e 2017.

 

Considerado o maior armador da atualidade, Stephen Curry aprende os atalhos da posição com Jerry West, no Golden State Warriors

 

Antes de estrear profissionalmente nos Lakers como jogador, West foi campeão olímpico pelos EUA em Roma-1960. Particularmente, me lembro dele nos anos 1980, já aposentado das quadras, como coordenador técnico dos Lakers. Foi quando passei a torcer pelo time e a acompanhar a NBA, então dominada pelo Showtime de Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar, em sua rivalidade hoje mítica com o Boston Celtics de Larry Bird — em reprise ao que West e Russell tinham feito nas duas décadas anteriores.

 

Com os três já aposentados como jogadores, Jerry West, Kareem Abdul-Jabbar e Magic Johnson, que conquistaram juntos cinco títulos da NBA para os Lakers

 

Não tive a sorte de ver Jerry West jogar. Assim como não pude ver dentro de quadra Bill Russel e outro lendário pivô, companheiro de West nos Lakers, Wilt Chamberlain, morto em 1999. Os três, certamente, entram na briga da sempre polêmica eleição de melhor jogador de basquete de todos os tempos. Sobre West, o armador e ala-armador era apelidado de “Mr. Clutch”, por sua habilidade de acertar arremessos difíceis e decisivos com o tempo estourando.

 

Além da logomarca da NBA, Jerry West também foi imortalizado como jogador em estátua dos Lakers

 

Sempre que um garoto de qualquer parte do mundo ganhar uma camisa de qualquer clube da NBA e for conferir a logomarca desta, verá Jerry West jovem, imortalizado com a bola na mão esquerda, driblando dentro da quadra. Ao saber hoje da sua morte, fiquei com a mesma sensação de quando soube da passagem de Garrincha, Domingos da Guia, Didi, Zizinho, Puskás, Di Stéfano, Cruyff, Beckenbauer e Pelé. Tive saudade do que não vivi.

 

Confira alguns dos melhores lances de Jerry West como jogador:

 

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Campistas que brilham no Rio de Janeiro e em Brasília

 

Campistas brilhando la fora: procurador de Justiça Cláudio Henrique da Cruz Viana, reeleito presidente da Amperj; e a nova secretária de Assuntos Federativos do Lula 3, Juliana Carneiro

 

Campista reeleito na Amperj

Campista, o procurador de Justiça Cláudio Henrique da Cruz Viana foi reeleito (confira aqui) na segunda (10) para mais um biênio (2025/2026) à presidência da Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Amperj). Será o seu terceiro mandato consecutivo, após tomar posse do primeiro em 1º de janeiro de 2021. Encabeçada por ele, a chapa União foi a única inscrita na disputa da categoria. E teve 708 entre 755 votos (94% dos válidos). Antes de atuar na capital, Cláudio Henrique teve passagem marcante no Ministério Público da sua comarca natal, ainda nos anos 1990.

 

“Fortaleza à aplicação da lei”

“Agradeço aos associados pela oportunidade de prosseguir representando os seus interesses e lutando pelos seus direitos. A responsabilidade é enorme, mas a experiência adquirida ajudará a enfrentar os desafios. As prioridades não mudam. A própria razão de existir da Amperj é lutar para assegurar os direitos dos seus associados e, simultaneamente, buscar o fortalecimento do nosso Ministério Público. Precisamos ser cada vez mais úteis à sociedade. A Amperj sempre será a fortaleza daqueles que lutam por justiça e pela aplicação da lei”, disse Cláudio Henrique, após ser reeleito presidente da Amperj pela segunda vez.

 

Campistas brilham lá fora

No último sábado, a coluna repercutiu o que o blog Opiniões, hospedado no Folha1, havia divulgado na quinta (6): a campista Juliana Carneiro havia assumido naquele dia (confira aqui) como nova secretária especial de Assuntos Federativos da Presidência da República. Ela substituiu no cargo o ex-presidente da Alerj André Ceciliano (PT), que saiu do governo Lula 3 para ser pré-candidato a vice na chapa de reeleição do prefeito carioca Eduardo Paes (PSD). Quatro dias depois, o procurador Cláudio Henrique foi eleito para o seu terceiro mandado seguido como presidente da Amperj. Independente da área, é muito bom ver campistas brilhando lá fora.

 

Músico campista Zé Rubens

Adeus a Zé Rubens

Entre a quinta com Juliana ascendendo no Governo Federal e a segunda, com a reeleição de Cláudio na Amperj, uma notícia ruim. O músico campista José Rubens Rio da Rocha, 60 anos, foi achado morto no domingo (9), por familiares, na casa em que residia sozinho. Zé Rubens, como era mais conhecido, era (confira aqui) figura egressa e querida da classe média goitacá, sobretudo por sua atuação na música. Dos anos 1980 às primeiras décadas do século 21, ele embalou com violão e voz muitas noites campistas, em bares e festas, assim como sanjoanenses, em luaus em Atafona e Grussaí. Seu corpo foi sepultado na segunda, no Cemitério do Caju.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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SJB à espera de pesquisa eleitoral entre Caputi e Danilo

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

E a pesquisa eleitoral de SJB?

No sábado (8), esta coluna anunciou (confira aqui) que uma pesquisa eleitoral de São João da Barra, feita pelo instituto Factum, estava registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ser divulgada na segunda (10). Não por conta do TSE, a previsão de divulgação acabou prorrogada para o próximo sábado (15), dia de nova edição da Folha da Manhã. Em 28 de março, uma pesquisa Factum foi divulgada no blog Opiniões, mas (confira aqui) de Silva Jardim. Que deu à prefeita daquele município, Maira do Jaime (MDB), favoritismo à reeleição: 51,2% das intenções de voto na consulta estimulada — com apresentação dos nomes dos prefeitáveis ao eleitor.

 

Caputi manteve, reduziu ou aumentou vantagem?

Aquela pesquisa de Silva Jardim foi endossada tecnicamente pelo especialista William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE: “a pesquisa da Factum foi realizada sob parâmetros de alta qualidade técnica”. Por isso, a feita pelo mesmo instituto em São João da Barra era e é esperada. Sobretudo para saber se a prefeita Carla Caputi (União) mantém, reduziu ou aumentou sua grande vantagem à reeleição. Que uma pesquisa Iguape de outubro de 2023, ainda sem necessidade de registro no TSE, registrou (confira aqui) entre 72,2% e 72,9% das intenções de voto na consulta estimulada.

 

Em 2023, contra Bruno e Elísio

Ocorre que, entre as pesquisas eleitorais de SJB de outubro de 2023 e de junho de 2024, houve relevante alteração no cenário. Nove meses atrás, a Iguape mediu as intenções de voto de dois possíveis adversários de Caputi: o deputado estadual Bruno Dauaire (União) e o vereador Elísio Rodrigues (PL). Na repercussão daquela pesquisa, Bruno disse em primeira mão (confira aqui) a esta coluna, em 8 de novembro, que não seria candidato a prefeito. Por sua vez, como também foi divulgado pela coluna (confira aqui) em 6 de março, Elísio desistiu da pré-candidatura a prefeito pela oposição para compor com Caputi como pré-candidato à reeleição de vereador.

 

Em 2024, contra Danilo

Pré-candidatos a prefeito de SJB, em dois cenários da consulta estimulada Iguape de 2023, Elísio variou de 6,8% a 7,6% de intenção de voto; e Bruno de 4,8% a 6,7%. Hoje, às vésperas das convenções partidárias de julho, o único pré-candidato a prefeito de oposição é o jovem administrador público Danilo Barreto (Novo). Candidato mais votado a vereador na sede de SJB em 2020, ele não se elegeu. Portanto, se aparecer nessa pesquisa Factum de 2024 perto ou com mais intenção de voto a prefeito do que um deputado estadual e um vereador, Danilo já sairá ganhando politicamente. Por mais improvável que seja a sua vitória eleitoral. A ver.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Campista, procurador Cláudio Henrique reeleito presidente da Amperj

 

Campista, o procurador de Justiça Cláudio Henrique da Cruz Viana foi reeleito ontem para mais um biênio (2025/2026), seu terceiro consecutivo, à frente da Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Amperj). Encabeçada por ele, a chapa União foi a única inscrita na disputa. E teve 708 dos 755 votos (94% dos válidos).

Antes de atuar na capital, Cláudio Henrique teve passagem marcante no Ministério Público goitacá, nos anos 1990. Abaixo, a transcrição da entrevista que deu, após ser reeleito pela segunda vez presidente da Amperj, publicada ainda na noite de ontem (confira aqui) no site da instituição:

 

Procurador de Justiça campista Cláudio Henrique da Cruz Viana, reeleito ontem pela 2ª vez à presidência da Amperj (Foto: Divulgação)

 

Amperj — Qual o sentimento que fica após ser três vezes consecutivas eleito para a presidência da Associação?

Cláudio Henrique — Em primeiro lugar, preciso expressar minha gratidão pela confiança reiterada da classe. Agradeço aos associados pela oportunidade de prosseguir representando os seus interesses e lutando pelos seus direitos. A responsabilidade é enorme, mas a experiência adquirida nos ajudará a enfrentar os desafios que se apresentam.

 

Amperj — quais serão as prioridades da gestão 2025-2026?

Cláudio Henrique — As prioridades não mudam. Desde o início da nossa gestão, sempre priorizamos os interesses dos associados acima de qualquer outro interesse. Acreditamos que a própria razão de existir da Amperj é lutar para assegurar e conquistar os direitos dos seus associados e, simultaneamente, buscar o fortalecimento do nosso Ministério Público. Nada é mais importante do que isso e continuaremos agindo com este propósito.

 

Amperj — Que mensagem enviaria aos associados?

Cláudio Henrique — Para alcançarmos o bem comum dos associados, precisamos ser cada vez mais úteis à própria sociedade. Precisamos continuar unidos e ser otimistas com relação ao nosso verdadeiro potencial enquanto promotores e procuradores de Justiça. O Ministério Público é composto por colegas extraordinários e somos uma instituição excepcional, muito bem projetada pela Constituição e pela persistência daqueles que defenderam os princípios que norteiam a nossa vida funcional. Sabemos que a parte mais difícil do trabalho dos membros do MP é manter a motivação elevada diante das injustiças e iniquidades que precisamos enfrentar, algumas delas realmente terríveis. Mas a Amperj sempre será a fortaleza e o porto seguro daqueles que lutam por justiça e pela aplicação da lei.

 

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Morre, aos 60 anos, o músico campista Zé Rubens

 

Zé Rubens e uma de suas paixões na música, os Beatles (Foto: Facebook)

 

Faleceu, aos 60 anos, o músico campista José Rubens Rio da Rocha. Mais conhecido por amigos e ouvintes como Zé Rubens, seu corpo foi encontrado ontem (9) por familiares, na casa em que residia sozinho, no Jardim Aeroporto. Após oração de corpo presente, ele será sepultado às 15h30 de hoje (10), na quadra R do Cemitério do Caju. Solteiro, deixa a filha Millena, de 38 anos, e três netos: Kaio, Yuri e Rayza.

Egresso da classe média goitacá, Zé Rubens era conhecido desde jovem por seu grande talento musical. Fruto de uma geração anterior à minha, o conheci no final dos anos 1980, em barzinhos e festas na noite de Campos, ou em luaus nos verões de Atafona e Grussaí. Da geração dele à minha, como as anteriores e posteriores, era figura querida, sempre muito simpático, risonho e solícito a pedidos de música entre rock, pop-rock, blues e MPB do seu vasto repertório.

Particularmente, guardo con carinho uma noite com Zé no bar que os irmãos Cacazinho e Claudinho Vianna abriram na avenida Liberdade, mais conhecida como Rua do Clube, quase em frente ao Clube de Grussaí. Era o verão de 1991. Ele, Cacazinho, Claudinho, eu e mais alguns viramos a noite tomando cerveja e papeando, com Zé tocando violão e cantando até o dia raiar.

Em dado momento daquela noite emendada com amanhecer, Zé passou o violão a outro, e começou a fazer uma percussão com duas colheres. Lembro, como se fosse agora, de ver e ouvir ele improvisar o refinamento inesperado à música, usando apenas dois talheres de metal e as mãos. E, com a convicção dos jovens, sentenciei em pensamento: “Que sujeito talentoso!”

Voltaríamos a nos encontrar, sempre nas noites, nos anos 1990 e 2000. Nossos contatos ficaram mais escassos na última década e meia, nessas coisas da vida cujo motivo nunca sabemos. Ao saber hoje da sua morte, que é também um pouco a da sua geração em Campos e tudo que ela representou em liberdade de costumes, pensei no legado da vida de Zé Rubens.

E veio à cabeça o juízo que o poeta pernambucano João Cabral de Mello Neto fazia de outro grande poeta modernista brasileiro, o carioca Dante Milano. Que, por opção, morreria recluso em Petrópolis:

— Ele vivia para a poesia no sentido de viver em poesia, e não no sentido de se dar a conhecer como poeta. Ele era sob certo ponto de vista, vamos dizer, moral, o poeta puro por excelência.

Músico, Zé Rubens viveu como poeta. Que vá em paz!

 

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