Você vota em Aécio ou Dilma? Por quê?

Marcelo AmoyVoto Aécio 45 porque reconheço no PSDB a responsabilidade, a racionalidade e a credibilidade que têm faltado na atual condução da economia nacional, bem como a origem dos atuais programas sociais, que praticamente só mudaram de nome por razões de marketing. Além disso, o PSDB é um partido que: respeita as instituições democráticas; não confunde governo com Estado nem partido com governo; e que nos oferece um programa com ideias modernas para um projeto de país, não de poder. Voto Aécio 45 porque sei que, em seu governo, o Brasil jamais fechará os olhos para os ataques à democracia em nossos vizinhos ou em qualquer parte; porque ele não fará terrorismo eleitoreiro; não tentará aparelhar o Estado ou desrespeitar os demais poderes da República; e muito menos chamará corrupto de “herói”. Acredito que o Estado não deve demonizar a iniciativa privada, mas vê-la como parceira na solução dos imensos gargalos de infraestrutura que atrapalham nosso desenvolvimento e produtividade. Paralelamente, as agências reguladoras têm que ser técnicas, não políticas, para que efetivamente cumpram bem o seu papel. Sei que o PSDB fará isso, então voto Aécio 45: futuro presidente do Brasil!

(Marcelo Amoy, gerente administrativo, tradutor e militante da candidatura Aécio Neves nas redes sociais)

 

Alexis SardinhaMeu voto no segundo turno será, sem dúvidas, para Dilma Rousseff. Voto em Dilma, pois ela luta e sempre lutou em prol dos direitos fundamentais. Quando jovem, teve o desprendimento e gigantesco amor à humanidade a ponto de colocar sua própria vida em risco para combater os déspotas da Ditadura Militar. Encontrar outro político com a mesma grandeza de caráter é tarefa dificílima. Não é por acaso que os jovens a chamam de “coração valente” nas redes sociais. Além disto, voto em Dilma porque ela será a única capaz de executar o atual projeto político que combina desenvolvimento econômico, soberania (Brics) e ampla distribuição de renda. Voto Dilma porque sou cristão e, como tal, devo sempre me lembrar dos mais fracos. Tenho o que comer todos os dias, mas me importo profundamente com aqueles que não têm o pão, o que se expressa politicamente em programas como o “Bolsa Família”, elogiado e recomendado pelo Pnud da ONU. Voto em Dilma porque sou advogado e acompanhei a quantidade de boas leis que ela sancionou durante o primeiro mandato, como o marco civil da internet, a Lei de Acesso à Informação, a Lei Maria da Penha, dentre outras. Voto na competente candidata para proteger nosso povo do desemprego, da inflação e dos altos juros. Voto em Dilma para responder às dificuldades da vida com um belo grito de esperança! Dia 26 é Dilma 13.

(Alexis Sardinha, advogado, integrante do movimento “Cabruncos Livres” e militante da candidatura Dilma Rousseff nas redes sociais)

 

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Com calma, lógica e argumentos bem pensados, Aécio foi impiedoso

Dilma debate SBT

 

 

Jornalista Ricardo Noblat
Jornalista Ricardo Noblat

No debate do SBT, Aécio fez picadinho de Dilma

Por Ricardo Noblat

 

Aécio Neves deixou de ser tucano.

Na versão política, tucano é uma ave que, apesar do bico grande, bica com delicadeza. É capaz de perder a vida para não perder a elegância. Foi assim, por exemplo, com Serra no primeiro debate do 2º turno contra Dilma em 2010.

De certa forma foi assim também com Aécio no debate da última terça-feira contra Dilma na Rede Bandeirantes de Televisão.

Quem imaginou que ele, ontem, no debate do SBT, ofereceria a outra face para apanhar, enganou-se.

O instinto de sobrevivência empurrou Aécio para cima de Dilma, e dessa vez foi ela que não estava preparada para enfrentar tamanha fúria.

Marqueteiros costumam dizer que o eleitor detesta troca de ataques entre candidatos. Lorota.

O eleitor diz que detesta para aparecer bem na foto — mas ele gosta de ataques, sim.  Os ataques só não podem resultar em baixarias.

Se alguém quase se rendeu a baixarias foi Dilma quando tentou aplicar uma pegadinha em Aécio. Perguntou o que ele achava da lei que pune motoristas que dirijam bêbados ou drogados.

Uma vez, no Rio, Aécio foi surpreendido por uma blitz da Lei Seca. E se recusou a fazer o teste do bafômetro.

Se Dilma sabe que ele estava bêbado ou drogado deveria ter dito. É uma grave acusação que não pode apenas ser insinuada. Ela preferiu insinuar. Leviandade.

No debate da Band, Dilma impôs a Aécio sua agenda de discussão. Acuou-o com perguntas sobre o governo dele em Minas. Aécio saiu derrotado.

No debate do SBT, Aécio impôs sua agenda. E rebateu os ataques de Dilma com calma, lógica e argumentos bem pensados. Foi impiedoso.

Dilma voltou a perguntar pelos parentes que Aécio empregou no governo de Minas. Aécio respondeu sobre apenas um deles — sua irmã, Andrea, que trabalhou no governo sem nada ganhar.

Em seguida, Aécio perguntou a Dilma pelo irmão dela, “que ganha sem trabalhar” da prefeitura de Belo Horizonte. Dilma fugiu da resposta. E começou a falar em “dilmês”.

Aécio carimbou na testa de Dilma que ela não conhece direito Minas Gerais. Dilma passou recibo da acusação.

O debate acabou com Dilma nocauteada. Não é força de expressão.

Desorientada, como se não soubesse direito onde estava e o que lhe aconteceu, Dilma perdeu a voz ao responder à pergunta de uma repórter do SBT. Esqueceu que estava ao vivo. E, aparentemente grogue, pediu para recomeçar.

Não conseguiu. Alegou então que estava passando mal. Uma queda de pressão. Foi socorrida com um copo de água. Arranjaram-lhe uma cadeira.

Quis voltar a responder à repórter. Como seu tempo acabara, se irritou com ela. Chamou-a de “minha querida”.

Desfecho perfeito para uma luta que perdeu.

 

Publicado aqui, no Blog do Noblat

 

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Você vota em Dilma ou Aécio? Por quê?

Vitor Menezes3Faço parte de uma geração que foi educada politicamente no ambiente da redemocratização, após o longo período da Ditadura Civil-Militar brasileira. Nossa agenda era formada por necessidades urgentes como o combate ao autoritarismo, à miséria e à desigualdade. Quem me convenceu de que suas visões de mundo eram compatíveis com estas prioridades foram partidos e movimentos sociais de esquerda, como o PT.

Portanto, fazer a escolha do voto neste segundo turno, para mim (e aqui me manifesto mesmo em tom pessoal, não em nome de nenhuma entidade ou instituição que trabalho ou represento), não foi difícil. Ainda que eu tenha críticas ao governo federal, nem de longe elas poderiam me atirar para a preferência por algo que é quase o extremo oposto das políticas que têm promovido a mobilidade social de milhões de pessoas. Por isso, vou de Dilma contra as forças reacionárias representadas por Aécio.

Uma eleição e um governo não resolvem todos os problemas, mas por meio deles disputamos a forma de continuar a enfrentá-los e a quem priorizar.

 (Vitor Menezes, jornalista, professor e presidente da Associação de Imprensa Campista)

 

 

Alexandre BastosEm 2002, após oito anos com os tucanos no poder, os petistas defendiam uma alternância. Naquela época, aos 20 anos de idade, optei pelo voto em Ciro Gomes no primeiro turno e, no segundo, na disputa entre Lula e José Serra, votei no primeiro, que naquela eleição trocou o estilo agressivo pelo “Lulinha Paz e Amor”. É impossível reconhecer que o Brasil não avançou no primeiro governo Lula e, na eleição de 2006, votei novamente no Lula. Naquele momento, mesmo escrevendo diversos textos contrários aos petistas mais radicais e sendo leitor de críticos como o Diogo Mainardi, entendi que não era a hora encerrar o ciclo. O problema é que depois disso os petistas resolveram se preparar para iniciar um novo ciclo. E isso incluiu o aparelhamento do Estado e o inchaço da máquina pública, com ações que os próprios petistas condenavam quando eram oposição. Os caciques petistas têm um projeto de poder que vai muito além das discussões sobre economia, crise energética e falta de planejamento. Na ânsia de manter o poder, o PT caminhou ao lado de figuras que impediram o debate sobre temas importantes como a reforma política, por exemplo. Voto em Aécio Neves sem a ilusão de que o ex-governador de Minas Gerais será capaz de virar a mesa e mudar as regras do jogo, mas acredito que é hora de oxigenar o debate e iniciar um diálogo aberto com correntes capacitadas de todos os partidos. Por ironia do destino, 12 anos depois, a esperança precisa vencer novamente o medo.

(Alexandre Bastos, jornalista e blogueiro)

 

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Ponto final — Para ser eleito presidente ou governador, a tática é porrada

Ponto final

 

Diferença maior nos menores

Assim como só os candidatos menores a presidente tocaram em assuntos polêmicos no primeiro turno, como aborto, direitos homoafetivos e descriminalização da maconha, apenas dois institutos menores indicaram uma vantagem destacada a um candidato a presidente neste segundo turno. No caso, o Paraná e o Sensus. O primeiro, em consulta divulgada no dia 8, creditou (aqui) 54% dos votos válidos para Aécio Neves (PSDB), contra 46% de Dilma Rousseff (PT). Já o segundo, em amostragem liberada no dia 12, registrou (aqui) 58,8% para o tucano, contra 41,2% da presidente.

 

Nada muda nos grandes

Enquanto isso, Ibope e Datafolha ontem repetiram (aqui) o mesmo resultado das pesquisas divulgadas semana passada: Aécio na frente, intocado nos 51%, mas em empate técnico com Dilma, mantida nos 49%. Com os baixos índices de votos brancos e nulos (7% no Ibope e 6%, no Datafolha) ou os que não ainda não souberam responder (5% no Ibope e 6%, no Datafolha), outra diferença se deu na rejeição, na qual é Dilma quem lidera (36% no Ibope e 42%, no Datafolha), mas em novo empate técnico com Aécio (35% no Ibope e 38%, no Datafolha), na margem de erro de dois pontos para mais ou menos.

 

O que pode mudar, define

Nessa vantagem de Aécio, muito grande no Paraná e virtualmente inalcançável no Sensus, mas pequena para Ibope e Datafolha, este último instituto fez algumas interessantes perguntas sobre o que poderá definir a eleição. Indagados sobre a certeza do voto, 42% dos eleitores disseram não estar dispostos a mudar a opção já feita por Aécio, assim como por Dilma, num empate exato. No entanto, quando perguntados se talvez votassem num ou noutra, 18% disseram poder fazê-lo no tucano e apenas 15% na petista, em outro empate técnico.

 

Leve vantagem

Assim, mesmo dentro da margem de erro, o cruzamento de todos os índices de intenção de voto, rejeição e possibilidade de ainda mudar de opção, nestes menos de 10 dias que nos separam de 26 de outubro, indica claramente uma leve vantagem de Aécio, que na noite de terça foi melhor do que Dilma no debate da Band, mas não tanto quanto havia sido na Globo, no último debate do primeiro turno.

 

Evolução da rejeição

Com o nível abissal da campanha, sobretudo na internet, Aécio precisa atentar para uma coisa. Na última vez que sua rejeição foi medida no primeiro turno, ele tinha 19% no Ibope e 23%, no Datafolha, enquanto Dilma bateu 31% em ambos. No primeiro instituto, ele cresceu 16 pontos na rejeição, de 19% a 35%, enquanto a presidente só aumentou cinco, de 31% a 36%. Já no Datafolha, enquanto Dilma cresceu 11 pontos, de 31% a 42%, nos eleitores que não votariam nela sob nenhuma circunstância, o tucano subiu 15 no índice, de 23% a 38%.

 

Porrada 

Ou seja, na briga, aparentemente, Aécio perde mais eleitores do que Dilma. Muito embora se há algo claramente evidenciado desde o primeiro turno, com a caluniosa campanha petista contra Marina Silva (PSB), é que dar a outra face é suicídio para qualquer um com a pretensão de governar o Brasil a partir de 2015. Para que alguém ganhe do PT, ou para este somar mais quatro anos aos 12 nos quais está entronizado no poder, a tática parece ser uma só: porrada!

 

Mais Arnaldo, menos Garotinho

E a coisa não é diferente na disputa ao governo do Rio, entre Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB). Na tentativa de fazer chegar ao conhecimento do eleitor que Crivella é ligado pelo umbigo à Igreja Universal e sobrinho do seu fundador, o polêmico Edir Macedo, Pezão só não pode esquecer que ele talvez tenha mais jeito para Arnaldo Vianna (PDT) do que para Anthony Garotinho (PR). Se é para bancar o mau, ele certamente teria nos deputados Eduardo Cunha (federal) e Jorge Picciani (estadual), ambos do PMDB, atores bem mais aptos ao papel.

 

Mistérios

Quanto às pesquisas ao governo fluminense, entre a Gerp divulgada pela Record, também propriedade de Edir Macedo, que deu (aqui) 55% a 45% a favor de Crivella, e a GPP contratada pelo PMDB, que registrou (aqui) 54,6% a 45,4% para Pezão, só há uma certeza: alguém está mentindo grosseiramente. Saber quem, só depois que Ibope e Datafolha (aqui) também divulgarem suas primeiras pesquisas, já feitas e registradas, sobre este até aqui misterioso segundo turno ao Palácio Guanabara.

 

 

Publicado hoje na Folha

 

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Pesquisa do GPP registrada no TRE: Pezão tem 54,6% e Crivella, 45,4% dos votos válidos

Este blog e a Folha erraram. A pesquisa do GPP ao governo do Estado do Rio, publicada inicialmente no site Jornal do Brasil, na última segunda, dia 13, republicada neste blog no mesmo dia e na manchete de capa do jornal do dia seguinte, não tinha registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Pelo menos foi o que a consulta de hoje ao site do TRE mostrava, na qual uma outra pesquisa GPP aparece registrada sob o protocolo RJ-00068/2014. Nela, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) surge na frente, com 54,6% dos votos válidos, seguido pelo senador Marcelo Crivella (PRB), com 45,4%, com 2,2 pontos na margem de erro. Embora as posições tenham sido as mesmas, com pequenas diferenças nos números, a pesquisa GPP publicada no Jornal do Brasil e republicada neste blog e na Folha, foi feita nos dias 6 e 7 de outubro, enquanto a que foi divulgada ontem e aparece registrada no TRE foi apurada nos dias 11 e 12 deste mesmo mês.

Aos candidatos Pezão e Crivella, seus eleitores e sobretudo a você, leitor, o nosso pedido de desculpas.

Conheça abaixo os números da pesquisa GPP registrada no TRE:

 

GPP1

 

 

GPP2

 

 

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Você vota em Aécio ou Dilma? Por quê?

Rafael DinizEu voto em Aécio Neves para presidente da República. Em primeiro lugar é preciso destacar que não entendo como correto estigmatizar os partidos políticos, por um ou outro governo, assim como não se afigura como correta a comparação de governos que sequer fazem parte do atual pleito, motivo pelo qual a análise a ser feita é sobre os candidatos, com suas histórias políticas e suas propostas para o país.

Deste modo, o plano de governo proposto pelo Aécio Neves mostra-se mais condizente com a melhora do Brasil, onde é possível destacar a necessidade de mudança, pois a alternância do poder é imprescindível para o exercício da democracia e torna possível a melhora em todos os segmentos do governo.

Por outro lado, é preciso destacar o projeto de Aécio para a melhoria da educação, com a criação de programas que certamente trarão as crianças e adolescentes para as escolas, com um ensino de qualidade; a melhoria na economia, que se encontra com a inflação descontrolada, acima da meta (que já era alta), o que irá gerar impacto na vida de todos, principalmente com a valorização monetária e o surgimento de empregos qualificados.

Ressalte-se, por fim, que de forma contrária à desconstrução dos demais candidatos, como está sendo feito contra ele, Aécio se mostra coerente, aceitando o que deu certo nos governos anteriores, bem como aceitando sugestão dos candidatos que não estão no segundo turno, comprometendo-se com a união e melhorando as políticas sociais, educacionais e de saúde já existentes, tudo em prol de uma significativa melhoria de vida dos cidadãos brasileiros.

(Rafael Diniz, advogado e vereador pelo PPS)

 

MarcãoDefendo o voto em Dilma que representa mais mudanças e mais futuro, pois em pouco mais de uma década nosso país passou por profundas transformações econômicas e sociais que o tornaram mais justo. No decorrer de três gestões comprometidas com o direito de cidadania a todos, houve um salto inegável de melhoria nas condições de vida da população. Nenhum país conseguiu num curto espaço de tempo tirar um contingente tão grande de pessoas da miséria. O PT e os partidos aliados fizeram uma revolução social pacífica, e o mais amplo e vigoroso processo de mudança da história do país. Votar em Dilma é dizer sim para importantes programas como o Prouni, Pronatec, “Ciências Sem Fronteiras”, é dizer sim para a redução do desemprego, para as universidades federais e escolas técnicas construídas, é dizer sim para os milhões de brasileiros que não passam mais fome, para o programa “Minha Casa, Minha Vida”, luz para todos, é dizer sim para muitos outros programas que fazem com que o Brasil continue avançando. Depois dessas grandes transformações, é preciso inaugurar um novo ciclo de mudanças para superar problemas estruturais e seculares que ainda impedem o desenvolvimento pleno de um país mais justo e para garantir que não ocorrerão retrocessos nas importantes conquistas obtidas nos últimos anos.

(Marcão, advogado, contador e vereador pelo PT)

 

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Supremo abre ação contra Garotinho por crime de calúnia

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (14) abrir ação penal contra o deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) por crime de calúnia (imputar a alguém o cometimento de crime) – na condição de deputado federal, Garotinho tem prerrogativa de foro, isto é, só pode responder a processo no Supremo.

De acordo com o Ministério Público Federal, Garotinho acusou o delegado Cláudio Armando Ferraz, da Polícia Civil do RJ, de arquivar um inquérito policial contra a Prefeitura de Rio das Ostras (RJ) por pressão de políticos do PMDB, partido do então governador Sérgio Cabral.

A atuação do delegado, se confirmada, configuraria crime de prevaricação – em que o agente público, para satisfazer interesse pessoal, age ou deixa de agir conforme deveria.

De acordo com a relatora do inquérito contra Garotinho, ministra Rosa Weber, a conduta de Cláudio Armando Ferraz foi investigada, e a Justiça arquivou o inquérito por considerar que ele não cometeu qualquer irregularidade.

A ministra defendeu a abertura de ação contra Garotinho para verificar se ele agiu com intenção de prejudicar o delegado ao acusá-lo de cometer o crime de prevaricação.

“Na minha ótica, não é possível afirmar desde logo que o denunciado tenha agido sem a intenção de atingir a honra subjetiva da vítima. Quando da publicação dos fatos ofensivos, a vítima já havia sido indiciada, com inquérito arquivado pelo Poder Judiciário”, afirmou Rosa Weber.

Advogado contesta

Na sustentação oral, o advogado Nélio Machado, que defende Garotinho, argumentou que o deputado estava protegido pela imunidade parlamentar ao escrever as críticas ao delegado – a regra da imunidade impede que parlamentares sejam punidos por opiniões proferidas no exercício da função.

“Essa questão é daquelas que, talvez, não devessem bater à porta do Supremo. Com a Constituição de 1988 ficou configurado que a imunidade parlamentar não se circunscreve à tribuna do Congresso. Ele fez constar do seu blog sua manifestação crítica e fez, também, discurso na tribuna. Ele fez o que era do seu dever”, afirmou o advogado.

O ministro Dias Toffoli concordou com os argumentos da defesa e divergiu do voto da relatora. “Trata-se de uma crítica de um parlamentar. Faz parte da atividade de fiscalização do parlamentar esse tipo de crítica contundente”, disse.

No entanto, a relatora e o ministro Marco Aurélio Mello entenderam que as acusações feitas por Garotinho não estavam protegidas pela imunidade parlamentar, já que foram feitas em seu blog pessoal.

“Ele simplesmente inseriu no blog os fatos e o fez com tintas fortes, inclusive apontando o objetivo, que seria favorecer o político Picciani ou o governador Sérgio Cabral. Não enquadro o procedimento como protegido pela imunidade parlamentar e acompanho a relatora”, disse Marco Aurélio Mello.

Garotinho disputou a eleição para governador do Rio de Janeiro e ficou em terceiro lugar, com 1,5 milhão de votos (19,73% do total), atrás de Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB), que disputarão o segundo turno no próximo dia 26.

 

Publicado aqui no G1

 

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Ponto final — Coincidências nas pesquisas que deram liderança a Dilma e Crivella

Ponto final

 

Quem lidera para presidente?

Quem afinal lidera as corridas a presidente do Brasil e a governador do Rio? Segundo pesquisa da Sensus, feita entre os dias 7 e 10 deste mês, Aécio Neves (PSDB) teria aberto quase 18 pontos de vantagem sobre Dilma Rousseff (PT), com 58,8% a 41,2% dos votos válidos. Pois o Vox Populi ontem divulgou outra consulta, colhida nos dias 11 e 12 do mesmo mês, para apontar o empate técnico entre os dois presidenciáveis, com leve vantagem para Dilma, com 51% a 49% dos votos válidos.

 

E para governador?

Já na disputa ao Palácio Guanabara, enquanto a pesquisa Gerp divulgou Marcelo Crivella (PRB) na liderança, com 55% a 45% dos votos válidos, o GPP anunciou Luiz Fernando Pezão (PMDB) em dianteira folgada, com 56,8% a 43,2%. Como a primeira pesquisa foi feita entre os dias 6 e 8 de outubro, ao passo que segunda se deu nos dias 6 e 7 deste mesmo mês, como Crivella pode aparecer liderando com 10 pontos em uma, e Pezão ter 13,6 pontos de vantagem na outra?

 

Coincidências

Na certeza de que há alguém errando grosseiramente e na dúvida de quem, não é difícil imaginar a causa. Coincidentemente, tanto a Gerp que deu Crivella na frente por muito, quanto a Vox Populi na qual Dilma lidera por muito pouco, foram divulgadas pela Rede Record, que tem como proprietário o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) e tio de Crivella, ex-ministro da Pesca de um governo federal disposto a tentar caminhar sobre as águas para se reeleger.

 

A igreja e a seita

Não é difícil observar que o mesmo radicalismo com que os fieis da Iurd berram contra o Demônio em seus cultos, parece ter acometido a seita petista. Para ela a mídia, sobretudo a Globo, seria a principal causa das dificuldades eleitorais de Dilma, não a volta da recessão econômica no país, os muitos apoios que Aécio reuniu no segundo turno, com destaque ao de Marina Silva (PSB), ou os depoimentos de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e do doleiro Alberto Youssef, detalhando o esquema de corrupção que teria desviado mais de R$ 10 bilhões da maior estatal brasileira para beneficiar PT, PMDB e PP, incluindo na campanha eleitoral de 2010, que elegeu Dilma.

 

O céu é o limite

Com tantos bilhões do dinheiro público em jogo, o céu é o limite. Para se chegar a ele, crente, agnóstico ou ateu, não é difícil contar dois mais dois para enxergar a Globo montada em quatro cascos de bode como inimigo comum ao governo petista e ao misto de mídia e religião do conglomerado Record/Iurd. Assim, se para o maniqueísmo divino de uns, o universo se divide num conflito entre Bem e Mal, para outros, bem pensantes laicos, por que não continuar dividindo o Brasil como um Mar Vermelho entre pobres e ricos, sulistas e nordestinos, esquerda e direita, nós e os outros?

 

Só 26 de outubro salva

Mas, lógico, tudo pode ser só coincidência, assim como a fé e a suposta razão que se cruzam por via transversa, na cegueira do mesmo radicalismo. A certeza, o Brasil e o mundo acerca dele só terão a partir das urnas de 26 de outubro, daqui a menos de 12 dias. Até lá, veremos o que nos dizem as próximas pesquisas Datafolha, na quarta, e Ibope, na quinta, para governador e presidente.

 

 

Publicado hoje na Folha

 

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GPP: Pezão tem 56,8% e Crivella, 43,2% dos votos válidos

Pesquisa Estadual GPP de intenções de voto  para o governo do Rio de Janeiro, divulgada nesta segunda-feira (13) mostra o candidato do PMDB, Luiz Fernando Pezão, com 56,8% dos votos válidos, e o candidato do PRB, Marcelo Crivella, com 43,2%.

Com a inclusão dos votos inválidos, Pezão tem 47,8%, Crivella tem 36,3%, brancos e nulos somam 10,5%, e não sabem em quem votar, 5,4%.

No levantamento de intenções de voto por região, Pezão tem 47,2% na capital, 43,5% na região metropolitana, e 53,7% no interior. Crivella tem 33,4% na capital, 42,7% na região metropolitana, e 32,7% no interior.

A pesquisa foi realizada nos dias 6 e 7 de outubro.

 

Publicado aqui, no Jornal do Brasil

 

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A campanha da reeleição apela, mais uma vez, ao discurso do medo

Maria Antonieta por Fabiana Karla

 

 

Economista Elena Laundau
Economista Elena Laundau

Maria Antonieta

Por Elena Landau

 

Sem nenhuma criatividade, a campanha da reeleição apela, mais uma, vez para o discurso do medo. Totalmente previsível. Como o roteiro é o mesmo há anos, as ameaças não surtem mais efeito. Um governo que desmontou a Petrobras insinuar que a oposição vai privatizar a empresa chega a ser patético.

O terrorismo do momento é a volta ao passado. Mas frente à realidade da estagnação econômica e a certeza de empobrecimento da população, o presente é o verdadeiro perigo real e imediato.

Interessante que a obsessão de Dilma com o passado termina em Fernando Henrique. A memória deve ser curta. Sua fixação no ex-presidente é curiosa, explicável talvez pela enorme admiração que sente. Dilma já registrou em carta aberta seu apreço ao afirmar que FHC foi “o ministro-arquiteto de um plano duradouro e o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica”. Como candidata ignora o que disse como presidente.

Apesar da insistência da campanha, o que está em discussão nesta eleição não são os oito anos de FHC ou Lula, mas o mandato de Dilma. De qualquer forma, não há por que temer o passado. Ele traz lições que ajudam na construção do futuro. É bom retroceder para além de FHC se quisermos especular sobre a política econômica em caso de reeleição.

O modelo atual é semelhante ao dos anos de ditadura militar. Como hoje, havia intervenção na economia e subsídios para setores industriais, que eram poupados da competição externa, faltava transparência nas contas públicas e os preços eram administrados. O resultado é conhecido. Os anos 80 foram de recessão e hiperinflação, período que ficou conhecido como “a década perdida”.

Também vêm do passado os aliados de hoje. Suas políticas podem indicar o que esperar em caso de reeleição. Com Sarney o país quebrou de verdade, não é mentirinha. E, como hoje, preços foram controlados artificialmente e, quando liberados, após as eleições, é claro, a inflação voltou com força. Qualquer semelhança com a defasagem nos preços da gasolina e a intervenção no setor elétrico não é mera coincidência.

Outro aliado de peso da candidata é Collor. Esse não precisa de muitas credenciais, mas, em períodos de memória seletiva, é bom lembrar o que ele fez com nossa poupança.

Milhares de eleitores não viveram essas experiências terríveis. E isso é muito bom. Um futuro melhor é a grande herança dos anos de FHC.

Infelizmente Dilma interrompeu um ciclo de estabilidade e crescimento iniciado há 20 anos atrás. Até os vilões da inflação estão de volta. Ao invés do chuchu, a culpa agora é da carne. E como no passado, a recomendação é a mesma: “Ao povo, ovos”.

 

Publicado aqui, na Folha de São Paulo

 

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Marx advertia contra os que “têm no Estado sua principal fonte de enriquecimento”

Karl Marx

 

 

Economista Paulo Guedes
Economista Paulo Guedes

A tsunami da oposição

Por Paulo Guedes

 

O apoio de Marina Silva à candidatura presidencial de Aécio Neves ocorre em torno de propostas de seus respectivos programas de governo, confirmando sua intenção de inaugurar uma “nova política”. Enquanto isso, a ferramenta da delação premiada expõe as vísceras da “velha política”. As empreiteiras superfaturavam contratos com a Petrobras, cujos diretores eram indicados por partidos do governo que cobravam propina então repassada aos políticos. Locupletavam-se todos através dessa colossal engrenagem de corrupção.

A confluência da “onda de indignação” em que surfara Marina com a “onda da razão” que se ergueu por Aécio resultou em uma verdadeira tsunami de votos oposicionistas. As pesquisas eleitorais indicam que as intenções de voto em Aécio quase dobraram em apenas uma semana. As simulações indicam, pela primeira vez, sua vitória no segundo turno. Dilma fustiga Aécio por ter se beneficiado do “aparelhamento” da máquina pública ao ser nomeado, aos 25 anos, para uma diretoria da Caixa Econômica Federal. Mas é também fustigada como incompetente ou conivente em sua atuação no Conselho de Administração da Petrobras, diante de toda essa roubalheira. Um observador independente teria mais tolerância com o nepotismo do que com a corrupção sistêmica. Mas registraria que são duas faces de um mesmo fenômeno: a expansão descontrolada de gastos públicos sem qualquer transparência para a sociedade.

O tráfico de influência, o desvio de recursos dos contribuintes e o pagamento de propinas a políticos e partidos configuram o fenômeno da corrupção sistêmica, alimentada por essa ininterrupta escalada dos gastos públicos. O próprio Marx considerava impossível conduzir adequadamente a administração pública sem enfrentar os interesses de grupos empresariais que “governam e legislam por meio da Câmara e que têm no Estado sua principal fonte de enriquecimento”.

Essa associação entre o descontrole dos gastos públicos e a corrupção seria um tema incontornável para uma opinião pública esclarecida. Pois “as enormes somas que passavam pelas mãos do Estado davam oportunidade para fraudulentos contratos de fornecimento, corrupção, suborno, malversações e todo tipo de ladroeira entre os órgãos da administração pública e seus contratados”, fulminava Marx.

 

Publicado aqui, no Blog do Murilo

 

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