Lula e Bolsonaro nas pesquisas após Roberto Jefferson

 

Lula e Roberto Jefferson abraçado a Bolsonaro (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Lula bem ou pouco à frente?

Três das quatro pesquisas eleitorais de segunda (24) e terça (25) indicam que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) largou bem nesta última semana antes da urna de 30 de outubro, daqui a apenas quatro dias. Nos votos válidos (excetuados os brancos e nulos), o petista apareceu com os mesmos 53% a 47% do presidente Jair Bolsonaro (PL), nas pesquisas AtlasIntel de segunda e na Ipespe de terça. A vantagem de 6 pontos chegou a 8 na pesquisa Ipec (antigo Ibope) de segunda: 54% a 46%. Só na pesquisa Paraná de terça, os dois candidatos apareceram com diferença desprezível: Lula 50,2% a 49,8% Bolsonaro, apenas 0,4 ponto.

 

0,4 ponto = R$ 2,7 milhões?

Pelas pesquisas AtlasIntel, Ipec e Ipespe, o favoritismo de Lula parece claro. Pela Paraná, não há favoritos. Pesa a favor da Paraná o fato de ter sido o terceiro instituto que mais acertou no 1º turno, quando errou o resultado geral da urna por 2,3 pontos. Mas ficou atrás do AtlasIntel, segundo instituto que mais acertou no 1º turno, apenas 2 pontos distante do resultado geral. E a vantagem de Lula a Bolsonaro foi a mesma na AtlasIntel e na Ipespe: 6 pontos. Ficou 2 pontos atrás dos 8 registrados da Ipec. Ademais, pesam contra a Paraná e sua diferença de 0,4 ponto os R$ 2,7 milhões que o instituto recebeu este ano do PL, partido de Bolsonaro.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Roberto Jefferson (I)

Além das pesquisas, cuja vantagem de Lula só é desprezível no instituto que fechou contrato milionário com a legenda do presidente, a campanha deste abriu a semana derradeira à urna com um fato muito negativo. A conversão do regime domiciliar ao fechado na prisão do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) parecia certa depois que ele rompeu as proibições do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou na sexta (21) um vídeo nas redes sociais. E nele proferiu os ataques mais sórdidos contra a ministra do STF Cármen Lúcia. Advogado criminalista, Jefferson sabia melhor que ninguém a consequência: seu retorno à cadeia.

 

Roberto Jefferson (II)

Jefferson ganhou fama nacional em 2005, quando denunciou o Mensalão do PT, do qual confessamente participou. Cassado naquele ano do seu sexto mandato de deputado federal pelo RJ, sobreviveu da função de presidente do PTB, partido protagonista do país nos anos 1940 e 1950, com o ex-presidente Getúlio Vargas. Após descobrir um câncer no pâncreas em 2012, Jefferson entrou em processo de depressão. Ressurgiu ao gravar uma live de apoio a Bolsonaro, em 2020. Desde então, representava a face mais tresloucada do bolsonarismo, em aparições virtuais armado de fuzil e estimulando abertamente a violência política.

 

Roberto Jefferson (III)

Por conta de suas violentas ameaças contra as instituições democráticas e seus representantes, Jefferson foi preso em agosto 2021, por decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, no inquérito das milícias digitais. Em 24 de janeiro deste ano, Moraes relaxou o regime em prisão domiciliar, para tratamento de saúde. Amante de ópera, Jefferson parece ter armado o seu ato final ao atacar Cármen Lúcia como ministra do STF e em sua honra de mulher na sexta. Para depois atirar três granadas e 50 tiros de fuzil contra os quatro policias federais que foram prendê-lo no domingo, ferindo dois, uma mulher entre eles.

 

Roberto Jefferson (IV)

A Polícia Federal não reagiu segundo o lema bolsonarista “bandido bom é bandido morto”. E negociou por oito horas a rendição. Para tanto, chegou a permitir a inusitada intermediação do Padre Kelmon, “padre de festa junina” na definição da senadora Soraya Thronicke (União/MS), quando substituiu Jefferson como candidato a presidente do PTB no 1º turno, em apoio a Bolsonaro. Apoiadores igualmente radicais, como os deputados federais Daniel Silveira (PTB) e Otoni de Paula (MDB), chegaram a convocar militantes bolsonaristas para apoiar como “herói” e “patriota” quem tentou matar quatro policiais federais no cumprimento do dever.

 

Roberto Jefferson (V)

Como prova de que a desvantagem do presidente nas pesquisas começa a se refletir nas redes sociais que antes monopolizava, a reprovação popular nelas fez com que o circo fosse desarmado. O sinal amarelo também viria com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP/AL). O poderoso aliado de Bolsonaro condenou publicamente a tentativa de homicídio de quatro agentes da Polícia Federal pelo bolsonarista. Só depois de derrotado na guerra virtual e da política real, mesmo após mandar seu ministro da Justiça tentar resolver os 50 tiros pela culatra de Jefferson em sua campanha, o capitão capitulou: “Quem atira em policial é bandido”.

 

Bolsonaro em Campos, RJ, MG e SP

Pelo que ser viu nas redes sociais de Campos, o episódio Jefferson não deve tirar eleitores que já eram de Bolsonaro. Muitos estarão presentes na carreata bolsonarista na manhã de hoje pela cidade, na qual o prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) recebe o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o governador Cláudio Castro (PL). Este, mais Romeu Zema (Novo) em MG e Rodrigo Garcia (PSDB), em SP, receberam ontem a missão do capitão: tentar virar 1 milhão de votos em cada um dos três principais estados da União. Como cada voto virado no 2º turno vale por dois, o objetivo é neutralizar os 6 milhões de votos da vantagem de Lula no 1º turno.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Atlas: Lula abre última semana com 6 pontos sobre Bolsonaro

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Segundo instituto com maior índice de acerto no 1º turno, cujo resultado geral se distanciou por apenas 2 pontos, a pesquisa AtlasIntel divulgada hoje, a exatos 6 dias da urna do 2º tuno, revela que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abre esta última semana com tendência de leve crescimento da sua vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL). Nos votos válidos (descontados os brancos e nulos), o petista oscilou 1 ponto para cima, de 52% a 53%, entre as pesquisas Atlas de 13 e 24 de outubro, período no qual o capitão ficou estagnado em 47%. A diferença entre os dois candidatos, hoje, é de 6 pontos. A margem de erro é de 1 ponto para mais ou menos.

REJEIÇÃO — Índice considerado fundamental à definição de qualquer eleição em dois turnos, a rejeição segue sendo liderada por Bolsonaro. Nos últimos 11 dias, ele cresceu 2 pontos entre os brasileiros que têm dele imagem negativa: de 52% aos atuais 54%, contra 45% que têm imagem positiva e 1º que não soube responder. Por sua vez, Lula caiu 1 ponto entre os brasileiros que têm dele imagem negativa: de 49% aos atuais 48%, contra 51% que fazem dele uma imagem positiva e 2% que não souberam responder. A pesquisa foi feita da última terça (18) ao sábado (22), com 4.500 eleitores ouvidos por recrutamento digital aleatório (Atlas RDR).

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística no IBGE

ANÁLISE DO ESPECIALISTA — “O Instituto Atlas já atua com pesquisas eleitorais em outros países e está entrando no mercado brasileiro nesta eleição. O instituto trabalha com websurvey, que consiste na coleta aleatória das intenções de votos dos eleitores via questionário eletrônico através da Internet. No 1º turno, pelo método da discrepância média, a diferença entre as urnas e as últimas projeções de cada pesquisa, o Atlas teve a segunda maior taxa de acerto, só atrás do Instituto MDA Pesquisa. Pelo levantamento divulgado hoje, com margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou menos, a seis dias das urnas, Lula subiu 0,9 ponto em relação à pesquisa do dia 13 de outubro, oscilando positivamente de 51,1% para 52,0%. Bolsonaro, por sua vez, perdeu 0,3 ponto, oscilando negativamente de 46,5% para 46,2%. Nos votos válidos, a vantagem de Lula foi ampliada para 53% a 47%. A estabilização das intenções de voto em Bolsonaro e o pequeno crescimeno de Lula seria explicado pela melhora do desempenho deste nas regiões Norte e Centro-Oeste”, explicou o geógrafo William Passos, com especialização doutoral em Estatística no IBGE.

 

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Wladimir e voto em Bolsonaro no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (sem partido) é o convidado do Folha no Ar desta terça (25), ao vivo a partir das 7h10 da manhã, na Folha FM 98,3. Ele analisará as eleições de 2 de outubro a deputados na região, a disputa particular em Campos nas reeleições à Alerj do seu aliado Bruno Dauaire (União) e do seu opositor Rodrigo Bacellar (PL), e a eleição na Mesa Diretora da Câmara de Campos, que tem que ser marcada até 15 de dezembro.

Wladimir também falará da sua declaração de voto na tentativa de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), da liberação política para que seus secretários e vereadores simpáticos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) façam campanha para ele, e da carreata bolsonarista que o prefeito comandará nesta quarta (26) em Campos, com a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho 01 do capitão.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Lula lidera por pouco e sangra no empréstimo consignado

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

A definição do presidente do Brasil se dará em 30 de outubro, daqui a exatos oito dias. Diante da disputa polarizada entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL), para tentar driblar a paixão muitas vezes irracional dos seus eleitores, a opção da Folha da Manhã durante todo este ano eleitoral foi acompanhá-lo, semana a semana, pela objetividade dos números das pesquisas. E, pela primeira vez, duas divulgadas esta semana indicaram a possibilidade real de Bolsonaro superar o favoritismo de Lula ainda apontado por todos os institutos sérios, todos próximos ou já em empate técnico. No qual a abstenção dos eleitores daqui a dois domingos, de acordo com as duas campanhas, definirá o vencedor final.

QUAEST E DATAFOLHA — Ambos divulgadas na quarta (19) e com margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, a pesquisa do instituto Quaest Pesquisa e Consultoria, contratada pelo banco Genial, foi feita de domingo (16) à terça, com 2.000 eleitores ouvidos presencialmente; enquanto a pesquisa Datafolha, contratada pela TV Globo e o jornal Folha de S.Paulo, foi feita de segunda (17) à própria quarta, com 2.912 eleitores ouvidos presencialmente. Nos resultados gerais de intenção de voto, em que costumam focar a população e até os veículos de mídias, as duas confirmaram o favoritismo de Lula, mas com sua menor diferença sobre Bolsonaro na série histórica de cada instituto.

VANTAGEM DE LULA A BOLSONARO — Primeiro instituto do Brasil a adotar o filtro do “likely voter”, no qual a certeza no ato de votar conta sobre a intenção de voto, na tentativa de projetar a abstenção que deve definir a eleição, a Quaest de 19 de outubro confirmou a liderança de Lula com 53% dos votos válidos, contra 47% de Bolsonaro. Essa diferença de 6 pontos é a mesma da Quaest de 13 de outubro, revelando tendência de estabilidade nos seis dias seguintes. Por sua vez, a Datafolha de 19 de outubro deu a Lula 52% dos votos válidos, contra 48% de Bolsonaro. Empate técnico no limite da margem de erro, essa diferença de 4 pontos caiu dos 6 pontos (53% a 47%) da Datafolha de 14 de outubro, revelando tendência de redução nos cinco dias seguintes.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

OUTRAS PESQUISAS, NÚMEROS PARECIDOS — Comparadas com outras pesquisas sérias divulgadas na semana, de institutos e metodologias diferentes, os resultados são muito parecidos. Instituto que mais acertou no 1º turno, com média de erro desprezível de 1,8 ponto no resultado geral, o MDA na segunda deu Lula com 53% dos votos válidos, contra 47% de Bolsonaro. Na terça, o Ipespe deu Lula com os mesmos 53% dos votos válidos, contra os mesmos 47% de Bolsonaro. Na mesma quarta do Quaest e Datafolha, o PoderData deu Lula com 52% dos votos válidos, contra 48% de Bolsonaro. Na quinta (20), o Ideia deu Lula com os mesmos 52% dos votos válidos, contra os mesmos 48% de Bolsonaro. Em resumo, nos levantamentos MDA e Ipespe deram 6 pontos de vantagem de Lula para Bolsonaro, reduzida a 4 pontos no PoderData e Ideia.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Christian Lynch, cientista político e professor da Uerj

VIRADA IMPROVÁVEL? — “Com esses resultados, não é possível concluir nada por enquanto. Seria preciso esperar as pesquisas da semana que vem para ver se existe uma tendência de queda de Lula e crescimento de Bolsonaro. Se houver, ainda é tão molecular, tão mínima, que nem dá para ser detectada. Se esse movimento molecular existir, nessa velocidade, Bolsonaro passaria Lula daqui a dois meses. Por ora, o que se vê no panorama geral oferecido pelo conjunto das pesquisas é um quadro de intenções de voto estagnado nos mesmos termos do 1º turno. Lula pode perder? Pode. A derrota hoje é possível, mas improvável”, analisou as pesquisas da semana o cientista político Christian Lynch, professor da Uerj e referência brasileira na sua área, apesar do nome inglês.

ONDE É MAIS PROVÁVEL — Mas se, a partir dos resultados gerais, a análise parece estar correta, quais dados específicos das pesquisas Quaest e Datafolha de quarta poderiam indicar possibilidade de Bolsonaro virar a expectativa de vitória de Lula em 30 de outubro? Em primeiro lugar, o índice que define qualquer eleição de 2º turno do mundo: a rejeição.

EMPATE TÉCNICO NA REJEIÇÃO — Comparadas as Quaest de 13 e 19 de outubro, Bolsonaro reduziu 4 pontos em apenas seis dias: de 50% a 46%. No mesmo período, Lula oscilou 1 pontos para cima: de 42% a 43%. Hoje a diferença entre os brasileiros que não votariam de maneira nenhuma em um ou no outro, é de apenas 3 pontos: Bolsonaro 46% x 43% Lula. Comparadas as Datafolha de 14 e 19 de outubro, Bolsonaro oscilou 1 ponto para baixo: de 51% a 50%. No mesmo período de cinco dias, Lula manteve 46%. Hoje a diferença entre os brasileiros que não votariam de maneira nenhuma em um ou no outro, é de apenas 4 pontos: Bolsonaro 50% x 46% Lula.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

QUALQUER RESULTADO É POSSÍVEL — O fato é que, no limite da margem de erro, Lula e Bolsonaro estão tecnicamente empatados na rejeição das duas pesquisas. E, com a mesma rejeição, qualquer resultado final na urna de 30 de outubro passa a ser aritmeticamente possível.

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística no IBGE

CENÁRIO ABERTO — “Os números divulgados pela Quaest de quarta, antepenúltima pesquisa do instituto, acedem o sinal de alerta para a campanha lulista e depositam esperança nos corações bolsonaristas. Hoje a apenas oito dias para o segundo turno, Bolsonaro conseguiu reduzir a rejeição para dentro da margem de erro de 2 pontos para mais ou menos, passando a empatar tecnicamente com Lula. Agora a desvantagem da rejeição é apenas numérica, de 3 pontos: 43% a 46%, ainda em favor de Lula. Com a rejeição reduzida a 4 pontos na Datafolha e também empatada tecnicamente dentro da margem de erro, 50% dos eleitores não votariam de jeito nenhum no atual presidente, contra 46% que não votariam no ex-presidente. O cenário eleitoral vai se tornando cada vez mais aberto e indefinido”, concluiu o geógrafo William Passos, com doutorado em Estatística no IBGE.

EMPRÉSTIMO CONSIGNADO — Não medido na última pesquisa Quaest, há ainda outro recorte da Datafolha extremamente preocupante para Lula. Aumentado desde agosto com os R$ 41,25 bilhões da PEC Kamikaze, o novo Auxílio Brasil de R$ 600,00 vinha demonstrando a resiliência do brasileiro pobre, que sempre foi e se mantinha o eleitor majoritário de Lula. Mas, no último dia 11, o governo Bolsonaro passou a liberar também o empréstimo consignado a quem recebe o benefício federal, pago na Caixa Econômica Federal e outras 11 instituições financeiras. A que muitas famílias recorreram, aprofundando seu endividamento.

BOLSONARO CRESCE 7 PONTOS LULA CAI 7 PONTOS — O resultado imediato ao empréstimo consignado? Entre as Datafolha de 14 e 19 de novembro, Bolsonaro cresceu 7 pontos, de 35% a 42% nas intenções dos votos válidos dos eleitores que recebem o Auxílio Brasil. Junto ao mesmo eleitor, Lula perdeu os mesmos 7 pontos nas intenções de votos válidos, de 65% a 58%, no mesmo período de apenas cinco dias.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

TCU RECOMENDA, MAS NÃO CORTA — O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou ontem, em parecer técnico, que o empréstimo consignado do Auxílio Brasil seja suspenso. A recomendação se deve ao uso do consignado do benefício para “interferir politicamente nas eleições presidenciais”. Mas, a oito dias da urna, ainda não foi suspenso. E, enquanto estiver sendo pago e endividando brasileiros pobres, sangrará Lula em seu eleitor majoritário e que vinha sendo o mais fiel.

 

Página 2 de hoje da Folha da Manhã

 

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Castro, Flávio, Wladimir e Clarissa em carreata por Bolsonaro

 

Cláudio Castro, Flávio Bolsonaro, Wladimir e Clarissa Garotinho promovem carreata em Campos de apoio à reeleição de Jair Bolsonaro na próxima quarta (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Após ter revelado hoje seu voto no presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno de 30 de outubro, o prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) não só confirmou sua participação na carreata em Campos de apoio à reeleição do capitão, às 11h da manhã da próxima quarta (26). Ele anunciou agora à noite que, além do senador Flávio Bolsonaro (PL), convidado pela deputada federal Clarissa Garotinho (União), o governador reeleito Cláudio Castro (PL) também virá à cidade participar do evento.

A carreata sairá da avenida José Carlos Pereira Pinto, passará pelo HGG, pelas avenidas Zuza Mota e Tancredo Neves, subirá a Ponte Rosinha e seguirá pelas ruas Formosa, 13 de Maio, Saldanha Marinho até a avenida Pelinca, onde para na praça Gil Vianna, para discursos em apoio a Bolsonaro de um trio elétrico. Idealizadora do evento, programado para durar duas horas, Clarissa convida todos os apoiadores do presidente na cidade para participarem. Caso Bolsonaro se reeleja, a parlamentar em fim de mandato trabalha politicamente para integrar o Governo Federal.

CARREATA DE LULA — Neste sábado (22), quem virá a Campos participar de outra carreata, mas em apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), será o ex-senador Lindbergh Farias, deputado federal eleito mais votado pelo PT no RJ em 2 de outubro. Organizado pelo diretório do PT em Campos, o ato tem saída marcada para às 10h da manhã, na praça da Igreja Santo Antônio, em Guarus.

O evento em apoio a Lula em Campos contará com a presença também de lideranças políticas locais, como a deputada estadual eleita pelo PT e vice-prefeita de São João da Barra, Carla Machado. Além de secretários e vereadores do governo Wladimir, liberados para apoiarem o petista no 2º turno presidencial.

 

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Lula e Bolsonaro: Lindbergh e Flávio em Campos no sábado e quarta

 

Lindbergh, por Lula; Clarissa e Flávio, por Bolsonaro; farão carreatas em Campos no sábado e quarta (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Em frase atribuída ao ex-presidente Getúlio Vargas: “Campos é o espelho do Brasil”. E o país dividido entre o ex-presidente Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) será refletido em duas carreatas na cidade, antes da urna de 30 de outubro. Neste sábado (22), a partir das 10h da manhã, será a vez do evento petista, com a presença do ex-senador e deputado federal eleito Lindbergh Farias, mais votado do PT no RJ. Na quarta (26), a partir das 11h da manhã, será a vez do evento bolsonarista, com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL), mais votado no RJ em 2018 e filho 01 do capitão.

Organizada pelo PT de Campos, a carreata de Lula em Campos amanhã terá, além de Lindbergh, a participação de lideranças políticas locais, como a deputada estadual eleita e ex-prefeita de SJB, Carla Machado (PT). Organizada pela deputada federal Clarissa Garotinho (União), que convidou e hoje confirmou a presença de Flávio, a carreata de Bolsonaro em Campos na quarta tem a presença prevista do prefeito Wladimir Garotinho (sem partido). Clarissa, sua irmã, disse que ele vai liderar o evento.

Apesar de hoje ter declarado seu voto em Bolsonaro no 2º turno, Wladimir ainda não confirmou a participação no evento da próxima quarta. Assim que der a sua posição, ela será atualizada.

 

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Wladimir declara voto em Jair Bolsonaro no 2º turno

 

Wladimir, com Clarissa entre eles, recebe Bolsonaro na pista do aeroporto Bartolomeu Lisandro, em 31 de janeiro deste ano, em visita a Campos e região do presidente, a quem o prefeito declarou hoje seu voto no 2º turno de 30 de outubro (Foto: Supcom)

 

Acabou o suspense: o prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) declarou hoje seu voto ao presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno de 30 de outubro. Cobrado em faixas pela população nas ruas de Campos, após a cidade dar ao capitão 58,01% dos seus votos válidos no 1º turno de 2 de outubro, Wladimir admitiu que essa vontade majoritária do campista pesou na sua definição. Como o pedido pessoal do governador reeleito Cláudio Castro (PL), seu aliado político e em obras importantes no município, para que apoiasse Bolsonaro. Além do apoio ao presidente por parte da sua irmã, a deputada federal Clarissa Garotinho (União), que também trouxe recursos a Campos.

Embora tenha declarado seu voto, pode ser que Wladimir não chegue a votar em 30 de outubro. Ele pode não voltar a Campos a tempo da viagem que fará a Guayaquil, no Equador, onde assistirá a final da Libertadores entre Flamengo e Atlético Paranaense, no sábado (29), que começará às 17h de Brasília. Sua declaração de voto em Bolsonaro não atende ao pedido de neutralidade no 2º turno presidencial, feito por outros aliados políticos, como o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT). O prefeito, no entanto, confirmou o que o blog havia adiantado desde terça (18): vai liberar seus secretários e vereadores da base simpáticos a Lula a apoiarem quem quiserem.

— O governador Cláudio Castro me pediu para manifestar meu voto em Bolsonaro no 2º turno. Ele foi parceiro de Campos desde os primeiros meses da nossa administração, quando aportou recursos estaduais para que honrássemos a folha de pagamento do servidor, deixada em atraso pelo governo passado, sem dinheiro no caixa. Foi com essa parceria que reabrimos também o Restaurante Popular em Campos, fizemos a reforma do HGG, retomamos as obras no Parque Saraiva e na Vila dos Pescadores no Farol. E temos obras já licitadas, que ainda terão início, no Bairro Legal na Vila Manhães, Vila Menezes, Parque Novo Mundo, Santa Clara e Rio Branco. Não posso também ignorar que mais de 58% dos campistas deram seus votos a Bolsonaro no 1º turno, no qual ele já estaria eleito presidente pela cidade. Minha irmã Clarissa, como deputada, consegui trazer junto ao governo Bolsonaro, com emendas dela e do Orçamento quase R$ 100 milhões de recursos ao município, com o qual custeamos o novo Hemocentro. Mas sou um democrata e os secretários e vereadores do governo que pensam diferente e votarão em Lula, estarão livres para se manifestarem — disse Wladimir.

 

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Carla Machado, SJB, Lula e Bolsonaro no Folha no Ar desta 6ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Deputada estadual eleita pelo PT e ex-prefeita por quatro mandatos em São João da Barra, Carla Machado é a convidada para fechar a semana do Folha no Ar desta sexta (21), ao vivo a partir das 7h10, na Folha FM 98,3. Ela falará da sua renúncia como prefeita de SJB, da sua relação com a Câmara Municipal com maioria de oposição e avaliará a atuação da sucessora, a prefeita Carla Caputi (sem partido).

Carla Machado também analisará as eleições a deputados, que participou e venceu à Alerj, senador e governador do RJ, assim como o cenário político de Campos, que tem seu irmão Fred Machado (Cidadania) como vereador. Por fim, a parlamentar petista projetará o 2º turno de 30 de outubro, no Norte Fluminense e no país, entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

 

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Quaest: Lula 53% x 47% Bolsonaro, que diminui rejeição

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Se a abstenção deve definir o 2º turno de 30 de outubro, daqui a exatos 11 dias, a instituto Quaest Pesquisa e Consultoria foi o primeiro no Brasil a projetar as eleições presidenciais a partir da introdução do modelo “likely voter” (“provável eleitor”), no qual o compromisso com o ato de votar conta sobre a intenção de voto. A partir deste filtro, a pesquisa Quaest divulgada hoje deu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 53% das intenções de votos válidos, contra 47% do presidente Jair Bolsonaro (PL). São os mesmos números da Quaest de 13 de outubro, o que revela tendência de estabilidade nos últimos sete dias. A não ser na rejeição, onde Bolsonaro conseguiu tirar 4 pontos na última semana.

A diferença de 6 pontos de Lula para Bolsonaro nos votos válidos filtrados pelo “likely voter” cai para 5 pontos na consulta estimulada. Na qual o ex-presidente tem 47% de intenções de voto, contra 42% do capitão, com 6% de branco e nulo e 5% de indecisos. Mas com tendência de oscilação para baixo em 2 pontos de Lula, que tinha 49% na consulta estimulada da Quaest em 13 de outubro, e de oscilação para cima em 1 ponto de Bolsonaro, que tinha 41% há sete dias. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos para mais ou menos.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

DEFINIÇÃO DO VOTO — Além da abstenção, o que deve definir a eleição são os 11% de eleitores (6% de branco e nulo + 5% de indecisos) que até aqui não optaram por Lula ou Bolsonaro. Que terão muita dificuldade de tirar votos um do outro. Segundo a Quaest, a intenção de voto é definitiva para 93% dos brasileiros cadastrados a votar em 30 de outubro, índice que sobe a 94% entre os eleitores do petista e para 97% entre os eleitores do capitão.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

POR QUE VOTAR EM LULA OU BOLSONARO? — Apesar de muito cristalizados, os motivos do eleitor para votar em Lula e Bolsonaro são diferentes. Para os que votarão no petista, o principal motivo para 54% é elegê-lo presidente, enquanto para 41% é tirar o atual presidente do poder. Já para os que votarão no capitão, há um empate exato no principal motivo: para 48% é reelegê-lo, enquanto para outros iguais 48% é impedir que o PT volte ao poder.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

ELEIÇÃO DO MEDO — Segundo a nova pesquisa Quaest, 52% dos brasileiros acreditam que Lula merece voltar a ser presidente, enquanto 44% acham que não. Já 49% acham que Bolsonaro merece um segundo mandato de presidente, enquanto 48% acreditam que não. Confirmando os analistas que veem o medo como sentimento definidor desta eleição, 43% dos eleitores têm mais medo da continuidade do capitão, enquanto outros iguais 43% têm mais medo da volta do PT ao poder.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

BOLSONARO MELHORA NA REJEIÇÃO — Qualquer eleição de 2º turno no mundo é definida pela rejeição. E, embora Bolsonaro ainda a lidere, com 46% dos brasileiros que não votariam nele de maneira nenhuma, ele tinha 50% na Quaest de 13 de outubro. Em outras palavras, conseguiu diminuir 4 pontos no índice negativo só nos últimos sete dias. Lula tem hoje 43% de brasileiros que não votaraiam nele de maneira nenhuma. Após oscilar 1 ponto para cima sobre os 42% que tinha há uma semana, o petista está hoje em empate técnico com o capitão na rejeição. O que, artimeticamente, torna qualquer resultado final possível.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Contratada pelo banco Genial, a pesquisa Quaest foi feita entre domingo (16), dia do debate da Band, e terça (18). E ouviu 2.000 eleitores presencialmente.

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatística no IBGE

ANÁLISE DO ESPECIALISTA — “Os números divulgados pela Quaest de hoje, a antepenúltima pesquisa do instituto antes da urna, acedem o sinal de alerta para a campanha lulista e depositam esperança nos corações bolsonaristas. Faltando apenas 11 dias para o 2º turno, Bolsonaro conseguiu reduzir a rejeição para dentro da margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos, passando a empatar tecnicamente com Lula. Agora a desvantagem da rejeição é apenas numérica, de 3 pontos: 43% a 46%, ainda em favor de Lula. Na estimulada, o atual presidente também conseguiu reduzir a desvantagem para apenas 5 pontos. Lula, que vem liderando as pesquisas de intenção de ponta a ponta desde o ano passado, e já liderava em 2018, vê, neste momento, sua vantagem reduzida a apenas 5 pontos na consulta estimulada: 47% a 42%. E a apenas 6 pontos nos votos válidos no filtro do ‘likely voter’, de 53% a 47% entre os eleitores com maior probabilidade de irem às urnas”, advertiu geógrafo William Passos, com especialização doutoral em Estatística do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE.

 

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Votos de juristas em Lula e Bolsonaro no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Eleitores declarados, respectivamente, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno de 30 de outubro, os advogados Carlos Alexandre de Azevedo Campos e Fábio Bastos são os convidados do Folha no Ar desta quinta, ao vivo a partir das 7h10 da manhã, na Folha FM 98,3. Eles analisarão as eleições a deputados da região, senador e governador do RJ, assim como sua correlação ao pleito da nova Mesa Diretora da Câmara de Campos, que tem que ser realizada até 15 de dezembro.

Carlos Alexandre e Fábio também projetarão a disputa presidencial entre Lula e Bolsonaro nas urnas presidenciais daqui a dois domingos, entre pesquisas, debates, ameaças ao Poder Judiciário e a disputa pelo apoio do prefeito Wladimir. Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Wladimir e Lindbergh negam o encontro no sábado

 

Prefeito Wladimir disse hoje que não vai se encontrar com o deputado federal mais votado do PT no RJ, Lindbergh Farias, que vem à cidade no sábado para carreata de Lula (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

O prefeito Wladimir Garotinho (sem partido) não vai se encontrar neste sábado (22) com o deputado federal eleito Lindbergh Farias, mais votado do PT no estado do Rio em 2 de outubro. A informação vinha sendo aventada pelos partidos de esquerda locais, que pediram em carta o apoio de Wladimir a Lula, mas foi negada hoje de manhã pelo próprio prefeito. E, no início da tarde, pelo prórpio Lindbergh, que disse ao blog: “Se ele negou o encontro, negou um encontro que eu não pedi”. O prefeito ainda não explicitou seu apoio no 2º turno presidencial de 30 de outubro, que é disputado dentro do seu grupo entre apoiadores de Bolsonaro e Lula.

Lindbergh tem viagem programada a Campos no próximo sábado, quando comandará uma carreata em apoio a Lula nas ruas da cidade que deu a Bolsonaro, nas urnas do 1º turno, 58,01% dos votos válidos. O encontro do deputado petista com Wladimir, negado hoje por ambos, vinha sendo costurado entre a presidente do PT em Campos, a professora e ex-vereadora Odisséia Carvalho, e o secretário municipal de Educação, professor Marcelo Feres.

Segundo Feres informou ao blog, pelo fato dele ter manifestado nas redes sociais seu voto no 1º turno presidencial em Lula, Odisséia o procurou na manhã de ontem (18). E pediu que ele intermediasse um encontro do prefeito com representantes da Frente Ampla de Partidos Progressistas de Campos dos Goytacazes, que assinam a carta pedindo o apoio a Lula. Mas como a carta ainda não estaria pronta, ele não chegou a falar com Wladimir. Mesmo que este venha a manifestar apoio a Bolsonaro, seus secretários e vereadores que apoiam Lula terão liberdade para fazê-lo.

 

Atualizado às 12h35.

 

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Clarissa cobra Wladimir por Bolsonaro e Wainer é Lula

 

Bolsonaro, Clarissa, Wladimir, Wainer e Lula (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Quem o prefeito Wladimir Garotinho vai apoiar, daqui a exatos 11 dias, no 2º turno presidencial de 30 de outubro? O presidente Jair Bolsonaro (PL) ou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)? Ou ficará oficialmente neutro? Enquanto o próprio Wladimir não se posiciona, nomes de peso do seu grupo político se manifestam. Foram os casos da deputada federal Clarissa Garotinho (União), irmã do prefeito e apoiadora de Bolsonaro; e do secretário municipal de Administração, professor Wainer Teixeira, apoiador de Lula.

Enquanto a manifestação de Wladimir não vem, confira abaixo as manifestações que Clarissa e Wainer enviaram ao blog:

 

Deputada federal Clarissa Garotinho

Clarissa Garotinho — “É importante Wladimir declarar apoio ao Bolsonaro. Até por uma questão de justiça! Campos recebeu a visita de seis ministros de Estado. O governo federal liberou quase R$ 100 milhões em emendas parlamentares minhas, que estão possibilitando investimentos importantes, como o novo pronto socorro do hospital Ferreira Machado, o novo hemocentro da cidade, a reforma do Camelódromo, o mutirão da saúde, reformas de creches e UBS. Isso, além de obras de infraestrutura importantes que estão sendo liberadas. Já passou o tempo em que as pessoas se satisfaziam com a neutralidade. A política hoje exige posicionamento. E espero que Wladimir tenha. A população está cobrando”.

Secretário de Administração Wainer Teixeira

Wainer Teixeira — “Votarei em Lula e participarei ativamente da campanha nesses últimos dias. A minha escolha se deu com análise distante do acirramento das posições que marcaram estas eleições, tendo me norteado por parâmetros objetivos, por avaliação dos perfis dos candidatos, e o que sustentaram em campanha. É uma decisão amadurecida após o 1º turno, sob muita reflexão, pesando aspectos de uma candidatura e outra, cruzando esses pontos com valores que defendo. Minha trajetória é a do humanismo solidário, do cuidar de pessoas, da inclusão, atenção e emancipação social. Defendo a valorização da Educação como uma força formadora de cidadãos e transformadora da sociedade. Respeito e incentivo a Ciência, Inovação e Tecnologia, ao fazer e saber acadêmico. Entendo como inegociáveis a democracia, a independência dos Poderes e a Constituição Federal e rejeito toda e qualquer agressão a esse princípio. Por isso, o meu voto é Lula para presidente, desejando que o processo eleitoral se conclua de forma democrática, que o resultado das urnas seja respeitado, e que o Brasil possa seguir em frente, convivendo com posições divergentes de forma republicana e civilizada”.

 

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