Crítica de cinema — Ópera visual nivela TPM e testosterona

Caixa de luzes

 

 

Mad Max 1

 

Mateusinho 4MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA – Desde que o mundo é mundo, especular sobre como seria seu fim (e o destino de depois) tem sido passatempo humano. Viva ou morta, toda religião fez suas próprias apostas no fim da humanidade, tanto quanto tentou explicar como esta um dia entrou no jogo da vida.

No cinema, retratar o mundo após seu “fim” não é exercício recente, num gênero derivado entre a ficção científica, a ação e o drama, que se convencionou chamar “pós-apocalíptico”. Na verdade, ele já dera o ar da graça desde 1936, quando foi lançado “Daqui a cem anos”, de William Cameron Menzies, com roteiro do famoso escritor futurista H. G. Wells.

Todavia, o gênero só seria fundamentado no cinema 32 anos depois, com  “O planeta dos macacos” (1968), de Franklin B. Shaffner. Muito embora seu caráter pós-apocalíptico só se revele em sua marcante cena final, o sucesso de público e crítica do filme foi tanto que gerou seis continuações (1970, 71, 72, 74, 2011 e 14) e um remake (2001) no cinema, além das séries de TV e animação na década de 70 do século passado. Isso sem contar sua paródia em comédia que marcou a TV brasileira por quase uma década (1976/82), no programa semanal “Planeta dos homens”, que reuniu nomes como Jô Soares, Agildo Ribeiro, Paulo Silvino, Berta Loran, Stênio Garcia e Costinha.

No rastro desse sucesso global, o gênero pós-apocalíptico seria redefinido na Austrália, com a inclusão de elementos de western e road movie (filme de estrada) à mistura, na gênese de outra franquia bastante exitosa: “Mad Max”. O primeiro deles, de 1979, catapultou não só a carreira do roteirista e diretor George Miller, como lançou ao mundo um novo astro: Mel Gibson. Na pele do ex-patrulheiro rodoviário Max, ele tenta manter a ordem num mundo que desmorona e leva junto sua família.

Se no filme inicial, o protagonista busca (e encontra) vingança, nas sequências “Mad Max 2: A caçada continua” (1981) e “Mad Max 3: Além da Cúpula do Trovão” (85), já com a civilização tão destruída quanto sua própria vida, ele deseja apenas sobreviver. É nesta condição que o personagem (res)surge na retomada da série, em “Mad Max: Estrada da fúria”, ora em cartaz nos cinemas de Campos, no qual Gibson, já aos 59 anos, é substituído pelo ator britânico Tom Hardy.

Sozinho, ele é capturado logo ao início do filme pelos War Boy, seguidores fanáticos de Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), a quem sonham servir até morrer em batalha para atingir o Valhala, paraíso viking. Controlando a água da sua população miserável, ele governa com mão de ferro a Cidadela, à qual Max é levado prisioneiro e onde gente é gado.

No comando de um comboio de guerra para conseguir munição e combustível, a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) leva escondidas as cinco “noivas” do líder tirânico e messiânico, que as guarda trancadas dentro de um cofre: Toast (Zöe Kravitz), Splendid Angharad (Rosie Huntington-Whiteley), Capable (Riley Keough), The Dag (Abbey Lee) e Fragile (Courtney Eaton), cuja única função é conceber herdeiros machos perfeitos ao patriarca.

Encolerizado pela traição, Immortan Joe comanda seus guerreiros para recuperar suas “propriedades”. Levado como bolsa de sangue viva por Nux (Nicholas Hoult), um War Boy obcecado em atingir o Valhala, Max consegue se libertar. Após se confrontar inicialmente com as mulheres em fuga, ele acaba se unindo a elas, assim como Nux, em busca de uma liberdade improvável, mas comum.

No plano de Furiosa, ela e as “noivas” só estarão divorciadas da opressão com seu próprio retorno ao clã estritamente feminino das Vuvalinis, da qual ela foi roubada ainda criança, antes de perder o braço. Quando seu oásis idílico se revela inexistente em meio à imensidão desértica, Max aponta o (único) caminho de volta às reservas de água da Cidadela, enfrentando tudo que os perseguiu até ali.

Se o quase sessentão Gibson teve que passar o bastão nesse novo “Mad Max”, o mesmo não se deu atrás das câmeras, onde George Miller provou aos 70 anos ter amadurecido como vinho. Assim como as envelhecidas Vuvalinis, que encaram o violento caminho de retorno contra as hordas de Immortan Joe, ele surpreendeu pela vitalidade. Se já tinha inovado no final dos anos 1970, ao imprimir o caráter de road movie ao gênero pós-apocalíptico, mesmo para os espectadores de 36 anos depois, já acostumados com os efeitos especiais hoje quase ilimitados da computação gráfica, impressiona o ritmo alucinante que o veterano cineasta conseguiu ditar à sua obra.

Na velocidade dos carros e ações humanas, no barroquismo de máquinas e indumentárias, o conceito estético é de uma ópera.

Mas se é o road movie que dá a forma, é o western, outro ingrediente acrescido por Miller desde o primeiro “Mad Max”, que dá o enredo à distopia pós-apocalíptica. Fundamentado desde “Os brutos também amam” (1953), de George Stevens, a figura do herói solitário, de poucas palavras, que no início do filme surge de onde ninguém sabe, define uma parada difícil em favor de uma causa justa, e parte no final para onde ninguém desconfia, é acrescido de uma revolucionária novidade: ele agora está não mais à vanguarda, mas lado a lado com mulheres, chegando a dar seu ombro como apoio passivo para uma delas acertar o tiro que errou mais de uma vez, no embate direto contra o patriarcado.

Mais do que nivelar TPM e testosterona, a grande virtude do filme é fazer isso sem forçar nenhuma barra. As feministas gostaram. Quem prefere cinema aos gêneros, também.

 

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Crítica de cinema — O sapateiro vai além dos seus sapatos

De olhos bem abertos

 

 

trocando os pés

 

Mateusinho 2TROCANDO OS PÉS — O lendário programa da NBC  Saturday Night Live  é uma enorme fábrica de comediantes. A lista realmente impressiona. Desde sua criação, em 1975, saíram dele direto para Hollywood figuras como Chevy Chase, John Belushi, Steve Martin, Bill Murray, Will Ferrell, Mike Myers, Eddie Murphy e muitíssimos outros. Muitos deles conseguiram consolidar seus trabalhos no cinema criando um estilo próprio de fazer humor, desenvolvendo em cada filme um universo pessoal.

Uma dessas figuras é Adam Sandler, que a partir da sua saída do programa, em 1995, realizou mais de 40 filmes.  Embora nunca tenha dirigido nenhum de seus trabalhos, não é difícil perceber que ele é o verdadeiro autor de suas comédias. Nelas, o personagem principal é sempre um sujeito imaturo e afável, porém propenso à irritabilidade quando contrariado. Ao seu redor, uma série de atores-amigos e atrizes muito bonitas fazem parte do elenco habitual. As  situações, não raro, costumam cair no terreno da grosseria e da escatologia.

Esta fórmula resultou em grandes comédias como “O paizão” e “A herança de Mr. Deeds”. Em paralelo, o diretor Paul Thomas Anderson conseguiu  aproveitar o arquétipo de Sandler e focá-lo desde um outro ponto de vista, mais obscuro e sentimental, na bela comédia dramática “Embriagado de amor”.

Em Trocando os Pés, porém, a tentativa de se afastar do tom pueril não deu muito certo. Sandler interpreta um sapateiro judeu, Max Simkin, que mantém a loja familiar, no Lower East Side de Nova Iorque, quase que por obrigação filial. Sua vida não é muito empolgante; divide seu tempo entre a reparação de calçados e o cuidado de sua mãe, uma idosa senil. Certo dia, ao utilizar uma velha máquina de costurar solas que se encontrava esquecida no porão da loja, descobre a possibilidade de se transformar em qualquer um de seus clientes, ao calçar os seus sapatos.

O uso do fantástico já rendeu alguns sucessos ao próprio Sandler, como por exemplo em “Click”, onde um controle remoto dava a ele a capacidade de manejar a sua vida como a estivesse reproduzindo num DVD. Ou em “Como se fosse a primeira vez”, tentando reconquistar a cada dia  a desmemoriada Drew Barrymore.

“Trocando…” pinta muito bem nos seus 20 primeiros minutos, com a descrição dos personagens e o ambiente onde estão inseridos (um bairro de classe média baixa que resiste aos embates de incorporadoras imobiliárias), e nos passa a sensação que vamos assistir uma história com certa sensibilidade melancólica. Entretanto, a partir do instante em que Sandler adquire o ‘poder’ de ser qualquer outro (desde que esses outros tenham deixado seus sapatos na loja) o roteiro adquire as características de uma trama policial com doses de comédia, que não é nem tão policial, nem tão cômica assim. Há também uma subtrama envolvendo o pai de Max, interpretado por Dustin Hoffman, que resulta completamente inverossímil e ridícula até para os padrões da filmografia de Sandler.

O filme praticamente não foi lançado nos Estados Unidos, com exceção de umas poucas salas, sendo comercializado diretamente em Blu-Ray e nos sistemas de streaming. O fato dos distribuidores brasileiros decidirem exibi-lo nos cinemas revela que existe a expectativa de que Sandler continue resultando atraente para o público local. O problema é que Sandler já não está tão simpático assim.

Post Data: Como envelheceu Steve Buscemi!

 

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Crítica de cinema — Passados, presentes e futuros: você acredita em tudo o que te contam?

Bagdá Café

 

 

O vendedor de passsados

 

Mateusinho 4O VENDEDOR DE PASSADOS — O que você faria se pudesse mudar o passado? Montar, remontar, desmontar. Unir imagens e histórias das quais você não fez parte e que, repentinamente, tornam-se suas legítimas memórias. Viver coisas ansiadas. Ter a oportunidade de modificar os caminhos, contá-los e senti-los como seus sem nunca tê-los vivenciado. O que você faria se pudesse não ser você? Esses questionamentos permeiam o longa-metragem brasileiro “O vendedor de passados”, dirigido por Lula Buarque de Hollanda (“Pierre Fatumbi Verger: o mensageiro entre dois mundos”, de 1998, e “O mistério do samba”, 2008) e baseado no livro homônimo de José Eduardo Agualusa, que estreou na última semana nos cinemas de Campos.

O filme, que traz Lázaro Ramos e Aline Moraes nos papéis principais — com boas atuações e trocas em cena —, é um momento de encontro do espectador com vontades e desejos de reformular fatos do passado. No longa-metragem, a falsa vida dos personagens se resume a dados inventados por meio de fotografias, vídeos, de acordo com a vontade de cada indivíduo. As memórias se tornam reais à medida que são contadas. Vicente é um homem que trabalha como vendedor de passados. Sua função é modificar histórias de seus clientes para auxiliá-los a alcançar o que desejam no presente. A partir de fatos idealizados e narrados pelas pessoas que atende, ele monta vidas pregressas, enquanto, paradoxalmente, tenta descobrir a história real de sua vida.

Entre seus principais clientes, estão Ernani (Anderson Müller) e Clara (Aline Moraes). O homem, que foi obeso durante grande parte de sua vida, busca juntar fatos e fotos de um passado que não lhe pertencia, até tê-lo comprado de Vicente. Com dificuldades de relacionamento, ele tenta criar, junto ao vendedor, uma imagem de seu estereótipo de mulher perfeita para ilustrá-la como ex-mulher. Em uma sutil referência ao conceito do Complexo de Édipo, criado por Sigmund Freud e originado a partir mitologia grega, Ernani, ao decidir a figura ideal para o que deveria ser a inventada ex-esposa, opta por uma mulher criada à imagem e semelhança de sua mãe – batizando-a, também, com o mesmo nome: Maria Elvira.

A outra cliente, denominada por Vicente de Clara Ortega, se recusa a revelar dados de sua vida e a dar diretrizes sobre o que almejava para seu falso passado. A mulher faz apenas um pedido: deseja ser uma assassina. O vendedor, então, cria a história da personagem a partir de seu ponto de vista, mas é surpreendido pela forma como ela a usa. Interpretada por Aline Moraes, Clara reafirma no público uma das sensações de incerteza que faz parte do cotidiano: o fato de não ser possível conhecer verdadeiramente o outro.

Em uma espécie de “Efeito Borboleta” (2004) às avessas — produção estadunidense dirigida por Eric Bress e J. Mackye Gruber que narra a vida de Evan, um jovem que herdou do pai a maldição/capacidade de retornar ao passado por meio de seus diários e, ao agir de diferentes maneiras, mudar totalmente o seu presente e o das pessoas que vivem ao seu redor —, “O vendedor de passados”, em certos momentos, remete, também, o espectador a outro longa-metragem brasileiro: “Solidões”, escrito e dirigido por Oswaldo Montenegro. Nas cenas de Vanessa Giácomo, que vive o papel de uma mulher que finge esquecer o passado para cortar vínculos com o presente. As diferentes formas de abordagem da memória — uma pelo falso esquecimento e outra por uma história montada de acordo com falsos recortes – ilustram o que, muitas vezes, todos os seres humanos buscam em sua vida: limpar, do passado, o que não convém ao presente e ao futuro.

Com fotografia e enquadramentos nada inovadores — e que, por vezes, tornam comum uma cena que poderia ser enfatizada por meio de planos mais adequados, como primeiríssimo plano ou plano detalhe, causando maior emoção e envolvimento do público —, “O vendedor de passados” é mais um filme brasileiro que reforça em quem o assiste a ideia de que o cinema do país não se resume a roteiros cômicos e, por vezes, exagerados, mas traz, também, histórias necessariamente incômodas e instigantes.

 

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Ação e reação — Oposição reage às declarações de Clarissa

PDF da página 2 de hoje da Folha da Manhã
PDF da página 2 de hoje da Folha da Manhã

 

 

Confrontada com as pesquisas mais recentes, dos institutos Pappel e Pro4 (aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), que revelam atual fase ruim do governo Rosinha Garotinho junto à população de Campos, a filha de prefeita e deputada federal Clarissa Garotinho (PR) defendeu a mãe e atacou a oposição local. Em entrevista exclusiva publicada (aqui) no último domingo na Folha, além de afirmar que Rosinha teria avaliação melhor do que a maioria dos prefeitos do Rio e do Brasil, Clarissa disse que a oposição ao garotismo em Campos é “ruim”, “irreponsável” e se opõe à própria cidade.

Ouvidos pela Folha, os vereadores da bancada de oposição externaram opiniões bem diversas da deputada, com alguns chegando a afirmar que não será a mudança de partido — o colunista Ancelmo Gois, de O Globo, afirmou que é certa a saída de Clarissa do PR — que afastará a herdeira política dos Garotinho da rejeição à maneira de fazer política dos seus pais. Sobre o que disse Clarissa, veja o que pensam Nildo Cardoso (PMDB), Marcão (PT), Rafael Diniz (PPS), Fred Machado (SD) e José Carlos (PSDC):

 

Clarissa (boneco)“Rosinha tem avaliação melhor que a maioria dos prefeitos do Rio e do país (…) A oposição da cidade é ruim, porque não é oposição responsável. Eu votei a favor do governo várias vezes quando fui deputada estadual, porque os interesses coletivos devem estar acima dos interesses pessoais. Nunca fiz oposição ao Estado, embora discordasse veementemente do Governador. Aqui misturam as coisas e acabam fazendo oposição à cidade”.

Deputada federal Clarissa Garotinho (PR)

 

 

Nildo (boneco)“Para quem não ia fazer cosquinha, a oposição agora está provocando um tsunami? A menininha-deputada quer dizer que a culpa de é da oposição? Meu amigo Sérgio Diniz dizia: ‘Casa que falta pão, to-do mundo briga, ninguém tem razão’. E é isso que está acontecendo no governo, que é ruim. Quem assina o cheque é a prefeita, quem executa as obras são as empreiteiras contratadas pela Prefeitura. Quem não deu aumento aos servidores e fez um plano de carreiras que não atende aos desejos dos servidores foram eles. Ao invés de uma Cidade da Criança não poderia ser um hospital da criança? O que se fala no interior é que tudo que eles põe a mão dá errado. Campos está mergulhado num buraco e o sofrimento que está por vir é pior”.

Nildo Cardoso (PMDB)

 

 

Marcão (boneco)“A Clarissa Garotinho sabe que não fazemos oposição sistemática e que já votei por diversas vezes em projetos do governo que entendi serem bons para a coletividade.  Mas infelizmente apelar para mentiras, invenções e boatos está no DNA dos Garotinhos, é um traço do qual a nobre deputada não consegue se separar. O mais triste é verificar que nem mesmo o sofrimento dos campistas que precisam de Saúde e Educação públicas de qualidade, que o desgoverno de sua mãe não conseguiu fazer em sete anos, é capaz de constranger o desejo de poder dos garoristas. Os números das pesquisas incomodam porque já faz tempo que a oposição saiu do estágio das cócegas para causar sensações bem menos agradáveis nos rosáceos”.

Marcão (PT)

 

 

Rafael Diniz (boneco1)“Todos temos o direito de pensar o que quisermos, mas isso não significa que sempre estaremos corretos. Ao dizer que a oposição em Campos é ruim, fica claro o quanto ela está afastada de Campos e dos campistas, pois não é esse o sentimento que vejo ao andar pelas ruas de nossa cidade. E mais, a cada afirmação da deputada, fica comprovado que realmente a ciência mais exata é o DNA: só eles são os bons e só as pesquisas favoráveis a seu grupo político são as verdadeiras. É pena que uma moça tão jovem e aparentemente inteligente não consiga admitir o quanto esse modelo político está falido e só traz o atraso para nossa cidade. Nem mesmo uma mudança brusca de partido conseguirá mascarar tamanho desgaste”.

Rafael Diniz (PPS)

 

 

Fred Machado (boneco)“Clarissa Garotinho citou que sua mãe, a prefeita Rosinha, possui avaliação melhor que a maioria dos prefeitos, não disse que ela também administra um dos maiores orçamentos do Brasil, onde em seis anos e meio de governo se arrecadou no município algo em torno de R$ 17 bilhões. Educação em penúltimo lugar do Ideb, Saúde sucateada, auditoria interna da própria Prefeitura mostrando a ausência física de R$ 110 milhões dos cofres, obras paradas, servidores insatisfeitos em todas as áreas; tudo ignorado pela filha da prefeita. Quanto à ‘independência da Câmara’, é o que menos ocorre no município. E quanto à oposição, não me importa o que ela acha. Me importa, sim, é ter orgulho de não participar de uma verdadeira ‘oligarquia’”.

Fred Machado (SD)

 

 

José Carlos (boneco)“A gente não pode duvidar da capacidade política da deputada Clarissa Garotinho, mas também não podemos esquecer que ela é filha das pessoas que mandam no Executivo. Portanto, ela se manifesta com o coração e não com a razão. A oposição está exercendo uma fiscalização que deveria ser a missão de todos vereadores eleitos. Hoje, submetido a esse desgoverno, Campos tem um farto material para denúncia através de sucessivos escândalos. Então não tem como deixar de cobrar o Executivo para o melhor atendimento dos munícipes”.

 José Carlos (PSDC)

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Mulata Globeleza lança biografia na Femac Móveis

Valéria Valenssa (2)

Por e-mail, o incansável arquiteto e empresário Edvar Júnior convida para um novo evento da Femac, de propriedade da sua família. Na próxima quinta, dia 28, às 19h, a tradicional loja de móveis campista abrigará o lançamento da biografia de um dos ícones de beleza da mulher brasileira na virada do milênio: Valéria Valenssa, mais conhecida como Mulata Globeleza.

Por 15 anos, com formas perfeitas e muito samba no pé, ela foi a estrela principal na vinheta do carnaval da Rede Globo, criado por seu marido, o suíço Hans Donner. Ele virá a Campos acompanhando a esposa, no lançamento do livro “Valéria Valenssa — Uma vida de sonhos”, escrito por Laura Bergallo e Josiane Duarte, com direito a orelha do ex-todo poderoso da Globo: José Bonifácio Oliveira Sobrinho, o Boni.

 

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Crítica de cinema — Mostra Cenário Socioambiental: Cinema propondo reflexão

Colyseu

 

 

Mostra Baldan em Macaé 26 a 28-05-15

 

Mateusinho 5O cinema socioambiental contemporâneo cumpre um papel importante nos ecossistemas midiáticos. Num cenário de luta por representações sociais, atua como oportunizador de exibição de filmes comunitários que espelham demandas sociais que não encontram espaço nas salas comerciais e nas grandes mídias.

Na VIII Feira  de Responsabilidade Social Empresarial — Bacia de Campos, de 26 a 28 de maio em Macaé/RJ, ocorrerá a  6ª edição da Mostra Cenário Socioambiental que é uma plataforma de informação e conhecimento que discute questões socioambientais importantes a partir de produções audiovisuais. Oportunidade de assistir aos filmes e um espaço para promover o debate e a reflexão sobre questões do nosso dia a dia como crise hídrica, resíduos sólidos e os problemas causados pela contaminação por descarte inadequado, cultura e direito dos povos tradicionais, consumismo e o processo de urbanização das cidades. Temas de grande importância na formação dos jovens, mais facilmente acessíveis por meio do audiovisual. Aproveita a oportunidade para divulgar a lei nº13.006/2014 – utilização, 2h/mês no mínimo,  de produção audiovisual nacional como ferramenta pedagógica nas escolas de educação básica das redes públicas e privadas.

Na Mostra Infantil,14h às 17h, curtas como “Meu amigo Nietzsche” sobre empoderamento pela leitura, “Balãozinho Azul” que, inspirado em  “Le Ballon Rouge” (1956) de Albert Lamorisse, aborda a questão do trabalho infantil e “Pajerama” que trata do avanço urbano sobre áreas  indígenas.

A partir das 17h serão exibidos médias e longas metragens. Entre eles: “Água e Cooperação — Reflexões para um novo tempo”, dirigido por João Amorim, propõe um olhar transdisciplinar para a água que sinalize caminhos para uma relação mais cooperativa e sustentável para este elemento que é base para toda a vida em nosso planeta. O filme ainda conta com músicas de Seu Jorge, Gilberto Gil, Karina Zeviani, Os Mocambo e Bené Fontelles. Como entrevistados: Leonardo Boff, Vandana Shiva, Amit Goswami, Benke Ashaninka, Dr. Vicente Andreu, Maria Alice Campos Freire, Ernst Götsch, Vera Catalão, Bené Fontéles, Masaru Emoto, Prem Baba, Nelton Friedrich, Jeanitto Gentilini entre outros. “Índio cidadão?”, com direção de Rodrigo Siqueira, realiza um paralelo entre as mobilizações indígenas na época da última Assembleia Constituinte e as de 2013, e apresenta depoimentos de várias lideranças indígenas, como o cacique Raoni Metuktire, Sônia Guajajara, Ailton Krenak, Davi Yanomami, Álvaro Tukano e Valdelice Veron, que testemunhou o assassinato do pai, cacique Marcos Veron, durante o processo de retomada de sua terra Tekoha Takuara em 2003. “Tarja branca” de Cacau Rhoden, discorre sobre a pluralidade do ato de brincar. Por meio de reflexões, o filme mostra as diferentes formas de como a brincadeira, ação tão primordial à natureza humana, pode estar interligada com o comportamento do homem contemporâneo e seu “espírito lúdico”. O título do filme, “Tarja branca”, é uma ironia aos remédios denominados “tarja preta”. O “tarja branca” representa um efeito mais natural, colocando a pessoa em contato com sua criança interior e aceitação de sua presença na vida adulta.

Também serão exibidas produções regionais realizadas a partir de projetos universitários: “Atafona em Ruínas” de Frederico Alvim (São João da Barra) e “Os bamba” de Rafael Costa e Juliette Yu-Ming (Macaé).

A Mostra Cenário Socioambiental é o cinema propondo reflexão para maior conscientização da população dos municípios da Bacia de Campos.

Até lá!

 

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Baldan promove educação socioambiental com mostra audiovisual em Macaé

VIII Feira de Responsabilidade Social

 

Parceiro do Cineclube Goitacá, toda noite de quarta na Oráculo, e na crítica de cinema da Folha, na qual escreve às segundas, o incansável (e incurável) Tonico Baldan coordena nesta semana que se inicia, em Macaé, no Clube Cidade do Sol, na praia de Cavaleiros, a 6ª edição da Mostra Cenário Socioambiental, integrada à VIII Feira de Responsabilidade Social e Empresarial da Bacia de Campos. Nas palavras de Baldan:

— Será uma plataforma de informação e conhecimento que discute questões socioambientais importantes a partir de produções audiovisuais. Oportunidade de assistir aos filmes e um espaço para promover o debate e a reflexão sobre questões do nosso dia a dia como crise hídrica, resíduos sólidos e os problemas causados pela contaminação por descarte inadequado, cultura e direito dos povos tradicionais, consumismo e o processo de urbanização das cidades.

Vale a pena conferir. Abaixo a programação completa:

 

Mostra Baldan em Macaé 26 a 28-05-15

 

Mostra Cenário Socioambiental

Programação

 

    • 26/05 Terça-feira

     

    • 14h às 17h

Mostra Cenário Socioambiental / Infantil

Curtas com viés socioambiental atendendo alunos das escolas das redes pública e privada dos municípios da Bacia de Campos.

 

  • 17h

 

Serra (6 min.)

Direção: Fernanda Abdo e Victor Alves

Sinopse: “Serra” retrata três dançarinos viventes da cultura urbana e dos aglomerados de Belo Horizonte que desenvolveram sua arte associando a riqueza cultural de suas experiências locais à pesquisa profissional em danças urbanas. A interação com a locação escolhida, o Aglomerado da Serra, não foi por acaso. Individualmente, cada dançarino carrega memórias de uma relação própria com esse lugar que ajudou a educar seus corpos para se expressarem através da dança.

 

Água e Cooperação – reflexões para um novo tempo (52 min.)

Direção: João Amorim

A água é um dos temas mais importantes da nossa atualidade. O planeta começa a dar indícios que este recurso natural está a beira do esgotamento. O filme propõe um olhar transdisciplinar para água que sinalize caminhos para uma relação mais cooperativa e sustentável  para este elemento que é base de toda vida em nosso planeta.

 

Atafona em ruínas (27 min.)

Direção: Frederico Alvim Carvalho

Sinopse: No encontro do mar com o rio, várias casas, construções e histórias estão sendo destruídas. Atafona se encontra no litoral Norte Fluminense e está vendo sua paisagem modificada rapidamente pelo avanço do mar sobre a cidade. O Rio Paraíba do Sul deságua no mar na região de Atafona, antes um local de veraneio de muitas pessoas, e hoje há uma pequena população habitando a cidade.

 

  • 19h

 

Tarja branca (80 min.)

Direção: Cacá Rhodem

Sinopse: A partir dos depoimentos de adultos de gerações, origens e profissões diferentes, o documentário discorre sobre a pluralidade do ato de brincar, e como o homem pode se relacionar com a criança que mora dentro dele. Por meio de reflexões, o filme mostra as diferentes formas de como a brincadeira, ação tão primordial à natureza humana, pode estar interligada com o comportamento do homem contemporâneo e seu “espírito lúdico”.

 

 

  • 27/05 Quarta-feira

 

  • 14h às 17h

Mostra Cenário Socioambiental / Infantil

Curtas com viés socioambiental atendendo alunos das escolas das redes pública e privada dos municípios da Bacia de Campos.

 

  • 17h

Santa Maria Madalena – RJ (19 min.)

Direção: Cardes Amâncio p/ Uenf

Sinopse: O filme transita pelo entorno do Parque Estadual do Desengano revelando artesãos e projetos industriais da cidade de Santa Maria Madalena.

 

Os bamba (18 min.)

Direção: Rafael Costa e Juliette Yu-Ming

Sinopse: Enraizados e entocados no território do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, Capitão do Mato e Dona Maria vivem um cotidiano cercado pelas luzes da natureza e pelos conflitos com as novas leis ambientais.

  •   Participação especial do diretor Rafael Costa – Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé (Nupem/UFRJ)

 

  • 19h

 

O veneno está na mesa II (70 min.)

Direção: Silvio Tendler

Sinopse: O Veneno Está Na Mesa II atualiza e avança na abordagem do modelo agrícola nacional atual e de suas consequências para a saúde pública. O filme também apresenta experiências agroecológicas empreendidas em todo o Brasil, mostrando a existência de alternativas viáveis, que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e o consumidor. Com este documentário, vem a certeza de que o país precisar tomar um posicionamento diante do dilema que se apresenta: Em qual mundo queremos viver? O mundo envenenado do agronegócio ou da liberdade e da diversidade agroecológica?

 

 

  • 28/05 Quinta-feira

 

  • 14h às 17h

Mostra Cenário Socioambiental / Infantil

Curtas com viés socioambiental atendendo alunos das escolas das redes pública e privada dos municípios da Bacia de Campos

 

  • 17h

 

Filhos da terra (29 min.)

Direção: Axel O’Mill e Patxi Uriz | Espanha

Sinopse: Filhos da terra é o testemunho de pessoas vinculadas à natureza que abrem seu coração para transmitir à humanidade a sabedoria da Mãe Natureza. Este documentário quer servir como veículo transmissor destes sábios conhecimentos e de conscientizar o espectador do que significa ser “filho da Terra”. O materialismo e o stress a que somos submetidos na sociedade atual nos impedem de ir em busca da consciência, nos afastando da natureza. Damos costas à ela sem nos importamos em explora-la incessantemente.

Filmado na Espanha, Brasil, México, Reino Unido e França.

 

ÍndioCidadão? (52 min.)

Direção: Rodrigo Siqueira

O filme resgata dois momentos-chave nesse processo: a campanha popular realizada pelos povos indígenas na Constituinte e o período de manifestações em Brasília contra os ataques legislativos do Congresso Nacional, com a ocupação da Câmara dos Deputados no “Abril Índigena” de 2013 e a mobilização nacional em outubro do mesmo ano.

 

  • 19h

 

Quando sinto que já sei (78 min.)

Direção: Antonio Sagrado Lovato

Sinopse: Levanta uma discussão sobre o atual momento da educação no Brasil. Carteiras enfileiradas, aulas de 50 minutos, provas, sinal de fábrica para indicar o intervalo, grades curriculares, conhecimento dividido em diferentes caixas. As escolas, como são hoje, oferecem os recursos necessários para que uma criança se desenvolva ou a transformam em um robô, com habilidades técnicas, mas sem senso crítico?

 

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Poema do domingo — Sobrepostos e debruçados sobre o Atlântico

Um quarto de segundo andar, debruçado sobre o Atlântico, numa tarde fria de Atafona. Dentro dele, corpos em pausa, um sobre o outro, ofegantes após imitarem à exaustão as ondas em ressaca do lado de fora. Na inevitável lembrança de quantas comungaram do mesmo lugar e situação, a certeza agradecida de que todas se bastam em quem está ali agora. Satisfação por ter chegado, sem vontade de ir embora. E isso, embora mais brando, é tão prazeroso quanto o próprio gozo.

Pela boca do príncipe de Falconeri, Tomasi di Lampeduza estava prenhe de razão: “As coisas têm que mudar para continuarem as mesmas”.

 

Manhã de Atafona, 09/08/14
Manhã de Atafona, 09/08/14 (foto de Aluysio Abreu Barbosa)

 

 

credo em cruz

(p/ mahelle)

 

louco a frio

no tempo

e o vento

lá fora

ressaca

martela

lembranças

à têmpora

do mar

 

no quarto

com corpo

aquecido

ainda dentro

do outro

a devoção

sobreposta

faz silêncio

de cruz

 

atafona, 17/05/15

 

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Crítica de cinema — Espírito zangado: do espectador

Caixa de luzes

 

 

Poltergeist

 

 

Mateusinho 2POLTERGEIST – O FENÔMENO — Há filmes capazes de influenciar o comportamento humano, mundialmente e muito além das telas. Quem, por exemplo, entrou no mar da mesma maneira após assistir “Tubarão” (1975), de Steven Spielberg? E a partir de “Poltergeist – O fenômeno” (1982), quem olhou do mesmo modo para uma tela de TV ligada em chuvisco numa madrugada insone, após o encerramento da programação da emissora?

Dirigido por Tobe Hooper, que já trazia no currículo “O massacre da serra elétrica” (1974), outro clássico do cinema de terror, “Poltergeist” se baseia numa estória de Spielberg, que a roteirizou junto a Michael Grais e Mark Victor, atuando também como produtor do longa. De fato, a ingerência do Midas de Hollywood no filme foi tanta, que Hooper até hoje nega sua direção, atribuindo-a de fato a Spielberg.

Independente da autoria, o fato é que o filme de 1982 foi um estrondoso sucesso de bilheteria, ajudando inclusive a fundamentar o próprio conceito de blockbuster (“arrasa quarteirão”). Mas esse remake de 2015, em cartaz nos cinemas de Campos, faz jus original? Sem sustos ou suspense, a resposta é simples: não!

A típica família de classe média estadunidense está lá, novamente de mudança para uma casa de subúrbio tipificada desde a Idade da Pedra, na animação “Os Flintstones”. O que mudou foram os significados.

O que era motivo de prosperidade nos anos 1980, se tornou sinônimo de decadência financeira nos dias atuais, após o estouro da bolha imobiliária nos EUA em 2007, que mergulhou o mundo inteiro numa crise econômica sentida até hoje e agravada no Brasil pelo péssimo primeiro governo Dilma Rousseff. Mas no país recolocado nos trilhos por Barack Obama, as assombrações são outras…

Desempregado, o pai Eric (o bom ator Sam Rockwell) leva para a nova casa sua família. Só que os Freeling do primeiro filme são agora substituídos pelos Bowen, compostos ainda da esposa Amy (Rosemarie DeWitt) e os três filhos: a adolescente Kendra (Saxon Sharbino), o garoto Griffin (Kyle Catlett) e a menina Madison (Kennedi Clements).

Na parapsicologia, os casos de poltergeist (em alemão: polter = desordeiro + geister = espírito) são fenômenos físicos sobrenaturais, como lançamento de objetos, barulhos e luzes surgidos do nada, lâmpadas estourando, brinquedos funcionando sem pilhas, onde o espírito via de regra faz conexão com uma criança na fase da puberdade, geralmente do sexo feminino e de grande sensibilidade.

Como sabem todos os que acompanharam o “Poltergeist” original e suas duas continuações de qualidade inferior, a menina, antes chamada Carol Anne, é Madison. No papel, a sardentinha Kennedi substitui bem a inesquecível Heather O’Rourke, falecida precocemente aos 12 anos, logo após estrelar “Poltergeist III – O capítulo final” (1988), de Gary Sherman.

E tanto no original de 1982, quanto em seu remake de 2015, não é apenas um espírito que se liga à menina, mas uma legião deles, na pretensão de usá-la como guia à Luz, da qual ela mesmo não poderá voltar. Todavia, sem isso seus novos “amigos” continuarão todos agonizando na escuridão do cemitério cujos corpos foram deixados para trás, sob a terra em que foi construído aquele subúrbio, por quem mudou apenas as lápides “para um bairro melhor” — como é dito e redito no filme atual.

Mas se a revelação desse final estragaria o filme original para quem não o viu (há alguém?), não causa nenhuma espécie ao espectador do remake, já que nele a existência do cemitério é revelada logo no início. E este é o maior problema desse novo “Poltergeist”: há muito terror, mas quase nenhum suspense.

A bem da verdade, o único susto que o filme se mostra capaz de provocar acontece no confronto entre o menino Griffin e seu palhaço “possuído”. Todavia, mesmo sem os recursos ilimitados da computação gráfica pós-“Avatar” (2009, de James Cameron), essa cena é bem melhor (e assusta muito mais) no filme de 1982.

Em outra diferença emblemática, não só na tecnologia, mas sobretudo no talento para se utilizá-la, se dá entre o carrinho de controle remoto, que abre o filme original, numa cena rasgadamente “spielberguiana”, e o drone com câmera filmadora que o substituí na versão atual, tão fora de contexto quanto pode ser um bicho desses voando materialmente entre as almas de quem já bateu as botas há muito tempo.

“Poltergeist” não foi o primeiro clássico do cinema de terror dos anos 1980 revirado na tumba pela profanadora sanha de refilmagens do cinema atual. Quem teve sua geração também marcada pelo original “A hora do espanto” (1985), de Tom Holland, e viveu para conferir seu remake homônimo de 2011, dirigido por Craig Gillespie, só pôde se espantar com a inexpressão do resultado mais recente.

Embora aproveite (ou tente) o enredo de Spielberg para o “Poltergeist” de 1982, esse de 2015 opta por seguir o ritmo narrativo da insossa série “Atividade paranormal” (2007, 10, 11 e 12), cuja paródia na comédia “Inatividade paranormal” (2013), de Michael Tiddes, dá de mil nos quatro filmes “sérios” originais.

Como os túmulos, pretender construir sobre clássicos do cinema, pode deixar muito espírito zangado.

 

Mateusinho viu

 

Publicado hoje na Folha Dois

 

Confira o trailer do filme:

 

 

 

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