Exames de Garotinho na UPA de Bangu sem nenhuma anormalidade

Se Anthony Garotinho (PR), beneficiado agora há pouco (aqui) com a permissão de ser transferido para um hospital particular e cumprir regime de prisão domiciliar, em mais uma decisão favorável (relembre aqui) da ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o argumento usado pela defesa do réu e endossado pela magistrada não corresponde à realidade apontada pelo laudo médico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Complexo Penitenciário de Bangu.

Após a nervosa transferência na noite de ontem, do Hospital Municipal Souza Aguiar, onde houve denúncia de regalias pelos próprios funcionários, os exames de controle de glicemia capilar e eletrocardiograma de Garotinho em Bangu “não apresentaram nenhuma anormalidade”. Também ao contrário das alegações da defesa e da família, bem como do entendimento da ministra do TSE, foi atestado: “a UPA Gericinó encontra-se em plenas condições de oferecer uma assistência adequada ao interno Anthony William Garotinho Matheus de Oliveira”.

Confira abaixo a íntegra do laudo assinado pela médica Joene Castro, coordenadora da UPA do Complexo Penitenciário de Bangu:

 

UPA Garotinho

 

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Presidente do TCE, Jonas Lopes acusado de cobrar propina do esquema de Cabral

Jonas Lopes de Carvalho foi apontado como negociador da cobrança de propina (Foto: Urbano Erbiste)
Jonas Lopes de Carvalho foi apontado como negociador da cobrança de propina (Foto: Urbano Erbiste)

 

 

A Operação Calicute terá desdobramentos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que tem a atribuição para processar e julgar integrantes de tribunais de contas. Delações de executivos da Andrade Gutierrez apontam o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Jonas Lopes de Carvalho, como um dos favorecidos pelo esquema de pagamentos paralelos nas grandes obras do governo fluminense. Um dos operadores investigados seria Jorge Luiz Mendes Pereira da Silva, o Doda, que teria a função de fazer a ligação do órgão com as empreiteiras.

Para não serem incomodadas pelo TCE, órgão encarregado da fiscalizar os gastos do governo fluminense, as empreiteiras pagavam uma caixinha de 1% do valor dos contratos, supostamente repartida entre conselheiros, afirmam os delatores da investigação. Um dos delatores, Ricardo Pernambuco Júnior, acionista da Carioca Engenharia, cujo conteúdo ainda não foi compartilhado com a força-tarefa da Lava-Jato no Rio, citou nominalmente o presidente do TCE como negociador direto do pagamento da propina. Jonas Lopes Carvalho teria cobrado cinco parcelas de R$ 200 mil da empreiteira.

Em nota, o TCE afirmou repudiar “as calúnias relativas à sua atuação, feitas por executivos em delações premiadas no âmbito da Operação Lava-Jato”. Segundo o tribunal, a Corte vem sendo alvo de “maldosas especulações, que foram repelidas administrativa e judicialmente”. E diz que “as empresas envolvidas na Operação Lava-Jato vêm sendo duramente incomodadas e penalizadas pelas decisões do plenário deste tribunal”.

 

Leia aqui a matéria completa de O Globo

 

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Wladimir: “Jamais me envergonharei do meu PAI, do meu HERÓI”

Após um tempo de ausência da democracia irrefreável das redes sociais, Wladimir Garotinho (PR) voltou hoje a elas para postar um texto sobre a polêmica da nervosa transferência (aqui) do seu pai, Anthony Garotinho (PR), do Hospital Municipal Souza Aguiar  ao Complexo Penitenciário de Bangu. Acima de que qualquer manifestação política de revolta, regozijo ou indiferença, é o relato de um filho sobre um pai — e como tal merece o devido respeito.

Abaixo, a foto da postagem, feita aqui, e a transcrição do seu texto:

 

Wladimir e GarotinhoFaz tempo que tirei minha página social do ar, faz tempo que me cansei de ler tanta coisa inútil na internet.

Hoje venho aqui como FILHO expressar meu coração partido, minha indignação, mais também a minha FÉ. Meu pai não é bandido, não está preso por roubo, desvio de dinheiro, contas no exterior ou qualquer absurdo como vemos acontecendo no país da Lava-Jato. A acusação contra ele, e até agora sem provas, é de distribuição ilegal de benefício social para pessoas pobres. Existem muitas situações obscuras ao longo dessa investigação, a verdade aparecerá.

As imagens, vídeos e áudios que estão sendo divulgados e tripudiados por muitos nas redes sociais, são de uma família aflita e em pânico ao ver o seu PAI e MARIDO sendo levado a força bruta para um presídio onde ele prendeu muitos dos bandidos que lá estão, sendo assim corre risco de morte. Além disso foi levado mesmo com recomendação médica contrária pelo estado de saúde debilitado.

Obrigado pelas mensagens e manifestações de carinho, até de pessoas que são politicamente contra.

A história política do Garotinho é pautada por lutas e embates polêmicos, sempre acumulou adversários fortes e poderosos por isso. Dessa vez passaram dos limites, existem pessoas, corações e vidas destroçadas por um ato arbitrário e covarde.

Jamais me envergonharei do meu PAI, do meu HERÓI.

Nossas cabeças estarão sempre erguidas, pois Deus conhece nossos corações.

Aos meu irmãos: NÃO DESTRUIRÃO NOSSA FAMÍLIA, ELA É PROJETO DE DEUS.

#forçapai #Deuséfiel

 

Atualização às 13h48: a reprodução da postagem de Wladimir já havia sido feita aqui, no “Blog do Ralfe Reis”, e aqui, no blog “Na curva do rio”

 

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Numa palavra: DEPRIMENTE

 

 

 

Saiba mais sobre o assunto aqui, aqui, e aqui, respetivamente nos blogs “Ponto de vista”, “Na curva do rio” e “Blog do Arnaldo Neto” e na edição da Folha da Manhã de daqui a pouco

 

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Guilherme Carvalhal — Quinta-feira

Carvalhal 17-11-16

 

 

“Você vai morrer em uma quinta-feira”, dizia a mensagem dentro do bolinho da sorte.

Janaína comeu no domingo (pensou em reclamar com o ambulante que lhe vendeu, mas não o reencontrou) e ignorou a mensagem. Porém, na quarta-feira à noite se encheu de desespero. Não conseguiu dormir, faltou ao trabalho e passou essa quinta-feira reclusa em casa com medo de ser atropelada ou de um detrito de obra cair na sua cabeça:

— Isso é tudo bobagem. Deixa de ser influenciável — brincou Lívia, ignorando os reais temores da amiga.

Passada a quinta-feira, ela relaxou. Levou a vida normalmente até na quarta-feira seguinte, quando a agonia tomou conta novamente. Encheu-se de remédios para dor de cabeça, enxaqueca, pressão, depressão e desejou não passar pela mesma agonia da semana anterior.

Em vão. Todas as possibilidades de morte surgiram na sua mente. Poderia infartar, ter um AVC, uma crise renal repentina, uma hemorragia fatal, um ataque alérgico. Há relatos de combustão espontânea, quando alguém começava a pegar fogo do nada. Além dos casos exteriores, como homicídio e acidente. Bueiros explodiam, assaltantes matavam suas vítimas, gente bêbada atropelava. Pelo sim, pelo não, ficou em casa. Então o bujão de gás incendiaria ou uma bala perdida atravessaria a janela. Poderia escorregar no banheiro e bater a cabeça ou trocar por engano o tempero da comida por veneno de rato.

Ah, tem o risco de contaminação por salmonela.

Encolheu-se a um canto sem se mexer. Não comeu nada — e se morresse de congestão? — e ficou contando as horas até o dia acabar. Quando passou a meia-noite, levantou aliviada.

Os amigos começaram a se preocupar seriamente. Na primeira semana, levaram na brincadeira. Agora, constatada a gravidade da situação, se mobilizaram para ajudá-la. Fizeram uso da razão, explicando que a mensagem desses bolinhos da sorte não passa de mera brincadeira, não havendo nada oracular nisso. Alguém escreveu uma piada de péssimo gosto e ela caiu. Convenceram-na a ir ao médico para uma bateria de exames e de lá saiu com os resultados: possuía uma saúde de ferro e nos próximos tempos não havia risco de nenhum problema de saúde grave.

Assim, confiante, encarou mais uma quinta-feira. Ao contrário da expectativa, o desespero assumiu o controle. Olhava pelas janelas crente que um bandido entraria e não tomou banho receando uma descarga elétrica vinda da tubulação. Pediu a Lívia para lhe fazer companhia e a amiga saiu do trabalho aturdida para socorrê-la.

Encontrou Janaína pálida ao chão, a pressão baixa, prestes a uma síncope. Respirava com dificuldades e apertou sua mão com força quando a aconchegou entre seus braços:

— Você precisa de ajuda urgentemente.

Com extrema dificuldade e apoio de Lívia, superou mais essa quinta-feira. Procurou assistência médica e Lívia se programou para acompanhá-la nesses dias, conseguindo uma dispensa com seu chefe. E assim, por quatro semanas ela começou a tomar algumas doses de clonazepam e de mãos dadas atravessou dias agoniantes.

No que seria a quinta semana, mais precisamente na quarta-feira à noite, Lívia telefonou dizendo que se atrasaria, pois seu carro quebrou. Janaína se exasperou. Tomou muitos de seus remédios, ligou uma música relaxante e tentou se acalmar. Os minutos passavam e ela se desesperava. Precisava tomar uma atitude extrema para não admitir que aquela mensagem estava correta. Precisa provar a si mesma e ao mundo que não se deixaria vencer por tamanha bobagem.

Abriu a janela e subiu nela, apoiando na sua estrutura de alumínio. Olhou para os oito andares abaixo e contemplou a rua, sentindo o vento frio. Soltou-se e se deixou cair, seu riso satisfeito de vitória ecoando entre os prédios antes de se estabacar no chão. Seu relógio marcava 23h59 quando morreu.

 

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Wladimir sobre revelações de Beth Megafone: “Não vou dizer nada”

Citado, junto com Anthony Garotinho (PR), nos depoimentos colhidos pela Polícia Federal (PF) sobre aquilo que o Ministério Público Eleitoral (MPE) denunciou (aqui) como “escandaloso esquema”, no uso de Cheque Cidadão para compra de voto nas eleições municipais de outubro, Wladimir Garotinho (PR) hoje convocou (aqui) e comandou um protesto diante da delegacia da PF em Campos.

Com o jornalista da Folha Marcus Pinheiro, Wladimir falou sobre a prisão do pai, além da sua própria participação no alvo da investigação da PF, descrita com riqueza de detalhes no depoimento da radialista Elizabeth Gonçalves dos Santos, a Beth Megafone, a quem disse conhecer “desde pequeno”.

Confira aqui e abaixo:

 

Além de usar uma venda para cantar o hino nacional diante à delegacia da PF, Wladimir também falou sobre as denúncias (Foto: Marcus Pinheiro)
Além de usar uma venda para cantar o hino nacional diante à delegacia da PF, Wladimir também falou sobre as denúncias (Foto: Marcus Pinheiro)

 

Prisão de Garotinho — A prisão é arbitrária. Isso não sou só eu quem está dizendo, mas todo meio jurídico. Inclusive, o ex-presidente da OAB, que hoje é deputado federal (Wadih Damous, PT) e adversário político do meu pai, disse que a prisão é arbitrária.

Beth Megafone — Eu conheço Beth desde pequeno. Acho muito estranho ela primeiro ter dado um depoimento e depois uma advogada, ligada a outro político adversário nosso, ter feito ela mudar o depoimento dela, pelo que se sabe, por constrangimento. Ela entrou depois que o nosso advogado já tinha conversado com a Beth, e que já tinha dado um depoimento, a outra advogada entrou e fez ela mudar o depoimento dela. Ela me cita dizendo que eu teria vazado informação e depois cita que teria tido uma discussão com meu pai. Ela mesmo se contradiz ao dizer que eu pedi e depois que eu discuti com ele. Uma pessoa dessa não sei se merece tanta credibilidade como estão dando. Quem conhece o passado da Beth sabe a pessoa que ela é. Não quero ficar aqui entrando em detalhes e falar mal da vida de ninguém. Mas quem conhece Beth sabe da vida dela e eu preferi me manter em silêncio em relação a ela.

“Isso vai acabar com o governo da minha mãe” — Eu não vou comentar esse tipo de declaração da Beth. No próprio depoimento dela ela se contradiz. Então como ela já deu um depoimento, depois deu outro. E no próprio depoimento ela se contradiz, o que eu posso dizer? Não vou dizer nada.

 

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O bom menino não sai comprando voto

Em maio de 2006, quando Anthony Garotinho (PR) fez uma suspeita greve de fome de 11 dias, para protestar contra denúncias da imprensa sobre doações irregulares à sua campanha presidencial pelo PMDB que nunca decolou, não foram poucos os gaiatos que se manifestaram: “Até o fim!”

Com o avanço dos meios digitais nesta última década, é o mesmo tipo de gaiatice presente no vídeo abaixo, criação da charges.uol.com.br, que tem feito muita gente rir na democracia irrefreável das redes sociais, na paródia do Maurício Ricardo de uma conhecida música do saudoso palhaço Carequinha (1915/2006). Confira:

 

 

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Garotinho foi preso por não ouvir o filho, a Folha, nem ninguém

 

(Charge de Marco Antonio Rodrigues)
(Charge de Marco Antonio Rodrigues)

 

 

 

Ponto final

 

 

Qual o tamanho de Garotinho?

No dia seguinte à sua derrota, ainda no primeiro turno, da eleição de governador há dois anos, esta coluna fez (aqui) um registro e uma indagação: “Ontem (05/10/14), ao agradecer por seus mais de 1,5 milhão de votos para governador, Garotinho publicou em seu blog ser ‘melhor perder uma eleição do que a vergonha’. Pudesse ser olhado hoje pelo jovem político que em 2002 também quase chegou a um segundo turno, mas de uma eleição presidencial na qual teve mais de 15 milhões de votos, com que tamanho aquele Garotinho veria esse de agora, 10 vezes menor?”

 

Ascensão e queda

Pois ontem, como o Brasil inteiro já sabe, Garotinho foi alvo (aqui) da prisão preventiva pela Polícia Federal (PF), num apartamento do Flamengo (aqui), no Rio, acusado de chefiar aquilo que o Ministério Público Eleitoral (MPE) denunciou (aqui) como “escandaloso esquema” de compra de votos nas últimas eleições municipais de Campos — cuja Prefeitura acabaria também perdida no primeiro turno. E toda a grande mídia brasileira (aqui), com direito ao primeiro bloco do “Jornal Nacional” (reveja aqui), fez um resumo da carreira política do preso, contrastando sua rápida ascensão na juventude, nos anos 1980, com sua decadência igualmente precoce, com apenas 56 anos.

 

O tranco da prisão

Segundo sua defesa, pelo renomado criminalista Fernando Augusto Fernandes, Garotinho não foi transferido ontem mesmo a Campos, para controlar no Rio suas “alterações cardíacas apontadas em eletrocardiogramas”, após a prisão. Embora a decadência do líder rosáceo pareça não ser financeira, pois tem como advogado quem cobrou (aqui) R$ 5 milhões para defender o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa na Lava Jato, ele aparenta dificuldades físicas para aguentar o tranco. Atendido (aqui) pelo Samu, ele foi da Superintendência da PF no Rio ao Hospital Municipal Souza Aguiar e, de lá, segundo (aqui) o jornalista Ancelmo Góes, ao hospital particular Quinta D’Or.

 

Surpresa no TSE

Se não haveria espanto com uma melhora súbita de saúde, caso Garotinho fosse solto, também não chegou a surpreender que ele tivesse seu pedido de habeas corpus negado duas vezes (aqui) no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) — preventivamente, no último dia 12, e ontem, liminarmente. O que surpreendeu é que, no final da noite de ontem, a liberdade do preso tenha sido indeferida (aqui) também pela ministra Luciana Lóssio (confira seu histórico aqui), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Afinal, fora ela quem já mandara soltar (aqui) os vereadores Ozéias (PSDB) e Miguelito (PR), presos antes pela PF por envolvimento direto no mesmo “escandaloso esquema”.

 

Sem espantos

Em contrapartida, ninguém ficou espantado com as palavras firmes do juiz Glaucenir Oliveira, da 100ª Zona Eleitoral de Campos, ao decretar (aqui) a prisão de ontem, sem revisão pelas duas instâncias superiores: “Pelas interceptações, cujas degravações constam na denúncia, se vislumbra o protagonismo e comando exercidos pelo réu na cadeia da associação criminosa (…) sendo extreme de dúvidas sua dominação inclusive no parlamento municipal”. Assim como ninguém se surpreendeu com a constatação, na mesma decisão judicial, de que Garotinho é o “prefeito de fato” de Campos, além de proprietário da rádio e jornal “O Diário”.

 

Advertência da Folha

Em relação à utilização do Cheque Cidadão para compra de voto, tampouco alguém pode se espantar que tenha sido ignorada a advertência feita por esta coluna (aqui) desde 30 de agosto, na analogia do casal Garotinho com o antes formado pelos ex-presidentes Lula e Dilma: “Se Campos está (aqui) no buraco, o que não dá para fazer diferente é eximir de responsabilidade seu casal de governantes na m(…) buarqueana na qual enfiaram a terra dos sambistas Wilson Batista (1913/68) e Geraldo Gamboa (1930/2016). E quem acha que a reversão desse quadro é possível com a prática que foi alvo das ações da Justiça Eleitoral (…) talvez valha a pena observar o rigor da lei com Lula e Dilma para saber que m(…) muito maior ainda pode estar por vir”.

 

Advertência do filho

O que talvez espante nisso tudo, é saber que Garotinho ignorou as advertências do próprio filho, Wladimir, pela gerência desastrosa do “escandaloso esquema”. No bombástico depoimento da radialista Elizabeth Gonçalves dos Santos, a Beth Megafone, repórter do programa “Fala Garotinho”, considerado fundamental (aqui) à prisão do líder, além de admitir a destruição de provas dos crimes eleitorais cometidos, ela revelou (aqui) “que chegou a ouvir uma discussão entre Garotinho e Wladimir; que Wladimir dizia: isso não vai dar certo, isso vai acabar com o governo da minha mãe”. Famoso por jamais ouvir ninguém, o pai ignorou. E deu no que deu.

 

 

Publicado hoje (17) na Folha da Manhã

 

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Wladimir avisou a Garotinho: “isso vai acabar com o governo da minha mãe”

Considerado (aqui) fundamental na prisão preventiva hoje do secretário municipal de Governo Anthony Garotinho (PR), conheça abaixo trechos do bombástico depoimento dado à Polícia Federal (PF) de Campos, no último dia 31, pela radialista Elizabeth Gonçalves dos Santos, a Beth Megafone, repórter do programa “Fala Garotinho”:

 

Radialista Beth Megafone
Radialista Beth Megafone

 

 

“que assim que soube da prisão de Ana Alice e Gisele, a reinquirida (Beth) ateou fogo em todos os comprovantes de recebimento de cartões do Cheque Cidadão que ainda não haviam sido entregues pela reinquerida a Gisele”.

“que ateou fogo também em listas com nomes de pessoas beneficiárias por intermédio de Linda Mara”.

“que ao saber do plano de GAROTINHO, seu filho WLADIMIR vazou a informação para outros candidatos da sua predileção, a saber: Jorge Rangel, Carlinhos Canaã, Duda de Ururaí, Thiago Virgílio, Albertinho, Leo do Turf, Roberto Pinto e Vinicius Madureira; que a ideia de WLADIMIR era que o plano de GAROTINHO alcançasse também esses outros candidatos, de forma que a distribuição do Cheque Cidadão os beneficiassem; que esses candidatos então procuraram por GAROTINHO para pressioná-lo a receber eles também os cheques prometidos a Kellinho, Linda Mara e Thiago Ferrugem”.

“que então GAROTINHO realizou uma reunião com Kelinho, Linda Mara, Thiago Ferrugem e os candidatos de interesse de WLADIMIR para tratar da distribuição do Cheque Cidadão”.

“que sabe de todas essas coisas porque o próprio GAROTINHO contou para a reinquirida num encontro que teve um dia após as últimas eleições”.

“que chegou a ouvir uma discussão entre GAROTINHO e WLADIMIR; que WLADIMIR dizia: isso não vai dar certo, isso vai acabar com o governo da minha mãe”.

 

Confira a cobertura completa na edição de amanhã da Folha da Manhã

 

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Pergunta e resposta — Quem é o chefe do “escandaloso esquema”?

 

Pergunta do vereadir Marcão feita e ecoada neste “Opiniões”, há cinco dias (Reprodução)
Pergunta do vereador Marcão feita e ecoada neste “Opiniões”, há cinco dias (Reprodução)

 

Aqui, em entrevista ao blog há apenas cinco dias, o vereador Marcão (rede) perguntou: “quem seria o chefe do ‘escandaloso esquema’?”. O edil se referia à denúncia original (aqui) do Ministério Público Eleitoral (MPE) de Campos, sobre a troca de Cheque Cidadão por voto, em favor das candidaturas rosáceas a prefeito e vereador.

Pois hoje, com a prisão preventiva do marido e secretário de Governo da prefeita Rosinha Garotinho (PR), por compra de voto e coação de testemunhas, se ficou sabendo: a pergunta de Marcão foi respondida na nova denúncia assinada por oito promotores eleitorais de Campos, que gerou decisão do juízo da 100ª Zona Eleitoral (ZE).

Na dúvida confira aqui e aqui, no blog “Na curva do Rio”, da jornalista Suzy Monteiro.

 

No blog “Na cirva do rio”, a resposta do Ministério Público Eleitoral (MPE) conhecida apenas hoje com a prisão que gerou, na decisão do juízo da 100ª Zona Eleitoral (Reprodução)
No blog “Na curva do rio”, a resposta do Ministério Público Eleitoral (MPE), conhecida apenas hoje com a prisão dela gerada, na decisão do juízo da 100ª Zona Eleitoral (Reprodução)

 

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Resposta de megafone

Garotinho, hoje, na sede da Polícia Federal (PF) no Rio, após ser preso no bairro caioca do Flamengo (Foto: Reprodução/William Côrrea/GloboNews)
Garotinho, hoje, na sede da Polícia Federal (PF) no Rio, após ser preso no bairro caioca do Flamengo (Foto: Reprodução/William Côrrea/GloboNews)

 

E para quem achava que com o juiz Glaucenir Oliveira assumindo a 100ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos, nas férias do titular Raph Manhães, as investigações do “escandaloso esquema” iriam entrar em banho maria, a resposta veio hoje… de megafone.

 

Atualização às 13h38: Confira aqui, no “Blog do Bastos”, primeiro na Folha Online a noticiar a mais nova prisão da operação “Chequinho”, da Polícia Federal (PF).

 

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Carol Poesia — Gênesis poética

 

Poeta 2

 

 

 

Gênesis poética

 

Poeta é aquele

que convive com a dualidade:

a dor de toda frieza e morte

a paz no coração quente de amor.

 

Poeta nunca vive bem

porque enxerga com dois olhos:

vê sujeira preta no branco vazio

vê colorido-vermelho de sorriso infantil.

 

Um coração carrega toda a dor-mundo

outro sofre a felicidade simples de quintal.

 

O poeta, meio palhaço, chora enquanto sorri…

 

Um poeta não vive bem

porque são dois

e viver por mais de um não cabe a ser humano.

 

O destino é ser um só,

 

mas poeta nasce em mais,

leva no corpo a alma de vários,

transforma em belo a solidão de cada um.

 

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