Ceciliano leva Fundo Soberano ao Noroeste Fluminense

 

Presidente da Alerj, deputado André Ceciliano hoje em Itaperuna (Foto: Divulgação)

 

Investimentos em infraestrutura para resolver os crônicos problemas de energia elétrica e das enchentes dos rios Muriaé e Pomba que castigam a região Noroeste Fluminense, além da melhoria de rodovias e estradas vicinais, são algumas das prioridades apontadas no debate sobre o Fundo Soberano, que reuniu prefeitos, vereadores, lideranças empresariais e demais representantes da sociedade civil, realizado nesta sexta-feira (03/12), no Teatro Sesi-Firjan de Itaperuna. O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado André Ceciliano (PT), destacou a importância de ouvir as demandas regionais para direcionar investimentos em projetos estruturantes que possam alavancar o desenvolvimento econômico e social numa das regiões menos populosas do estado.

Ceciliano também anunciou o compromisso com o projeto de construção de um gasoduto para levar gás natural de Macaé para o Noroeste Fluminense não só para uso veicular (GNV), mas industrial. Ele recebeu do engenheiro de petróleo Fernando Perlingeiro, diretor do Colégio Centenário, de Santo Antônio de Pádua, um projeto com esse objetivo. O apoio ao turismo rural, ao agronegócio e à agroindústria — que hoje é forte com a produção de leite, tomate e cafés especiais — é outra das prioridades apresentadas.

O presidente da Alerj falou, ainda, sobre a competição perversa com São Paulo na oferta de benefícios fiscais: “A questão do ICMS não tem sido fácil. Foi assim com o Riolog, com o metal mecânico, mas estamos enfrentando. Na semana passada, resolvemos a questão do leite, da cachaça e da água. O ICMS sobre a produção de medicamentos também está em discussão, e temos debatido a questão do café. Existe um convênio com outros estados que é muito ruim para o RJ”.

Segundo informações da Fazenda estadual, em 2020 o setor cafeeiro arrecadou menos de R$ 2 milhões e este ano já passou de R$ 4 milhões. Em todo o país, o movimento do setor é estimado em R$ 3,5 bilhões. “Saímos daqui com muitas sugestões e muita vontade de agilizar a solução dos problemas”, disse Ceciliano ao listar reuniões já articuladas entre representantes da região e de órgãos estaduais e concessionárias. “Saímos daqui com um dever de casa grande”, acrescentou o parlamentar, que foi homenageado pela Câmara Municipal de Itaperuna com uma Moção de Aplausos.

Mauro Osório, diretor-presidente da Assessoria Fiscal da Alerj, destacou a necessidade de ter um diagnóstico completo dos gargalos e potencialidades da região. “Preparei um relatório de 11 páginas, mas não sabia que energia era um gargalo fundamental. A manutenção de estradas vicinais e a formação educacional de trabalhadores e empresários também são grandes demandas”, comentou. “Temos que sair da divisão da indústria, comércio e serviços. Educação e saúde podem comprar da agroindústria. Hoje, o Brasil importa R$ 20 bilhões em equipamentos que poderia fazer aqui. Diferentemente de outros países, aqui o Fundo Soberano não é só poupança, é para investimentos. Desde os anos 70, o Rio é a economia que menos cresce no Brasil. Vamos integrar esse estado e tocar a bola para a frente”, completou.

Além da necessidade de construção de um canal extravasor, para resolver de vez o problema das enchentes e alagamentos, outro grande desafio é o tráfego pesado dentro das cidades, reflexo do crescimento do Porto do Açu. “São milhares de carretas que passam por Itaperuna. Óbvio que trouxe melhorias econômicas, mas é preciso infraestrutura”, disse o prefeito Alfredão, de Itaperuna.Anfitrião do evento, juntamente com o presidente da Firjan Regional, José Hoffmann, Alfredão ressaltou a relevância do evento: “Nós estamos vendo aqui um relacionamento forte e coeso. O presidente vai sair daqui com uma pauta firme e vamos resolver o problema da energia no Noroeste. Itaperuna tem energia boa, mas os vizinhos não. Também é preciso haver interação entre os consórcios. Os prefeitos do Noroeste estão juntos por uma melhoria e quero agradecer ao presidente da Alerj que veio até nós escutar nossas reivindicações”, acrescentou.

Nelson Rocha, coordenador do Sebrae Regional do Noroeste, disse que em parceria com o Ministério do Abastecimento e Pesca (Mapa), já foi apresentado um projeto de indicação geográfica junto ao Inpi para registro do café do Noroeste, que vem sendo trabalhado desde 2004. Ele falou que a região é carente de estradas vicinais e energia e se colocou à disposição das prefeituras para novos projetos.

Marcelo Hauaji de Sá, diretor da Água Mineral L’aqua, propôs uma parceria com universidades e institutos federais presentes na região para levar mais pesquisa e desenvolvimento às indústrias da região. Ele também destacou o forte potencial turístico da região, lembrando que o distrito de Raposo, em Itaperuna, concentra a única estância hidromineral do estado, com 15 hotéis, confecções, quatro indústrias de água mineral, e cinco mil moradores.

 

O Fundo Soberano

O Fundo Soberano foi criado pela Emenda Constitucional 86/21, de autoria original do deputado Ceciliano, teve sua regulamentação aprovada na última quarta-feira (01/12) pela Alerj. O fundo é uma espécie de reserva financeira com excedentes dos royalties e participações especiais do petróleo e do gás natural. A estimativa é de que ele já inicie com R$ 2,4 bilhões em caixa.Esses recursos serão destinados a financiar projetos estruturantes para a economia fluminense. Discutir onde os investimentos devem ser implementados é o principal objetivo da série de encontros que a Alerj vem promovendo, desde outubro, em todas as regiões do estado. Os debates anteriores sobre o fundo aconteceram em Itaguaí, Campos e Volta Redonda.

 

Da assessoria da Alerj.

 

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Rais: Campos perdeu 1.517 empregos formais em 2020

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

A divulgação dos resultados consolidados do mercado de trabalho de 2020, pelo ministério do Trabalho e Previdência, por meio da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), aponta que, no difícil ano da pandemia da Covid-19, com fechamento temporário de atividades econômicas e severas restrições à circulação social, Campos perdeu 1.517 empregos formais, tanto no setor público quanto na iniciativa privada. Com isso, o mercado de trabalho formal do município reduziu-se de 85.614 trabalhadores, em 31 de dezembro de 2019, para 84.097, em 31 e dezembro de 2020.

Na iniciativa privada, o município detinha 68.822 empregos com carteira assinada no final de 2019, passando para 68.322 no encerramento de 2020, uma perda de apenas 500 contratos de trabalho. A livre iniciativa, entretanto, mostrou-se mais resiliente que o setor público, no que diz respeito à manutenção do emprego. Entre os estatutários, o estoque de empregos no município diminuiu de 16.792 para 15.775 vínculos, uma perda de 1.071 contratos. É muito importante destacar que os números consideram apenas os empregos gerados no município de Campos e que nem todas as vagas geradas em Campos são ocupadas por campistas, já que há campistas que trabalham em outros municípios e residentes de outros municípios que trabalham em Campos.

Numa comparação de tempo mais longitudinal, contudo, os resultados são piores: Campos perdeu 14.683 empregos formais entre 2015 e 2020, saindo de 98.780 contratos para 84.097, considerando os setores público e privado. Neste caso, as maiores perdas foram registradas entre contratos com carteira assinada: foram 12.000 empregos perdidos, contra somente 2.763 vínculos estatutários. O número de empresas gerando empregos formais também diminuiu. Campos possuía, em 2015, 14.864 estabelecimentos empresariais, com 8.985 firmas assinando carteira. Em 2020, o município encerrou o ano com 14.025 empresas abertas, das quais apenas 7.982 gerando empregos.

No que diz respeito à distribuição setorial, os resultados demonstram que, mesmo considerando apenas o setor privado, Campos apresenta uma economia baseada em serviços. O ano de 2020 encerrou com o setor gerando 49.295 empregos, dos quais 33.520 na iniciativa privada e 15.775 na administração pública. O comércio, por sua vez, encerrou 2020 com 22.971 contratos formais. Na sequência, a indústria, gerou 6.985; a construção civil, 3.035,  e a agropecuária, 1.811 vagas com assinatura em carteira.

Quanto ao perfil demográfico do emprego formal campista, a maioria dos postos de trabalho gerados em 2020 foram ocupados por homens (53,01%, ou 44.583 vagas) brancos (49,34%, ou 41.497 vagas), de 30 a 39 anos (29,39%, ou 24.712 vagas) e com ensino médio completo (51,53%, ou 43.333 vagas).

William Passos, geógrafo e consultor em estatística e desenvolvimento regional

Os resultados foram divulgados na última terça (30) pelo ministério do Trabalho e Previdência. A tabulação e análise em primeira mão para o Grupo Folha foi realizada pelo geógrafo e consultor em estatística e desenvolvimento regional William Passos, que também integra a Rede Observatórios do Trabalho, do Observatório Nacional do Mercado de Trabalho do Ministério do Trabalho e Previdência, em conjunto com o corpo técnico do ministério, pesquisadores do Dieese, Ipea e IBGE e professores de importantes universidades brasileiras.

 

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Colunista da CBN, O Globo e Estadão no Folha no Ar desta 6ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta sexta (03), o convidado para fechar a semana do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é Pedro Doria, jornalista, escritor e colunista da CBN, O Globo e Estadão. Ele falará do jornalismo profissional sob ataque e em tempo de fake news. Tentará também projetar a eleição a governador do RJ e analisará a queda de braço entre Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF), por conta do bilionário Orçamento Secreto.

Por fim, Doria analisará o Brasil de 2022 entre Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PL) e a terceira via a presidente. Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Entre os melhores do blues nacional no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta quinta (02), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é Ângelo Nani, músico de Campos. Ele falará sobre o impacto da pandemia da Covid-19 na música e nas artes em geral. Falará também das suas indicações para concorrer como melhor gaitista e melhor álbum de blues no HDB Condecora, maior premiação do Brasil destinado ao gênero musical.

Por fim, Nani falará do cenário musical de Campos e região. Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Bolsonaro, Lula e Moro das pesquisas à política

 

Lula da Silva, Jair Bolsonaro e Sergio Moro (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Capitão “em casa” no Centrão

Ontem Jair Bolsonaro se filiou ao PL. Estava sem partido há dois anos. Após se eleger presidente pelo PSL em 2018, saiu em novembro de 2019, após brigar e perder as milionárias verbas públicas do fundo partidário. Afeito a metáforas conjugais, Bolsonaro fez com o PL seu 9º casamento. Antes do PSL, já tinha contraído núpcias com PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PP e PSC. São todas legendas do Centrão, como o PL. Ao se filiar a ele ontem, o capitão tocou no ombro do presidente da Câmara Federal (e do Centrão), e admitiu: “Estou me sentindo aqui, Arthur Lira (PP/AL), em casa”.

 

 

Lula e Bolsonaro lideram

Também ontem, foi divulgada a última pesquisa presidencial, do instituto Atlas. Comparada com todas as demais pesquisas do último mês, não houve novidade no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) isolado em primeiro lugar, com 42,8% das intenções de voto. Nem em Bolsonaro isolado em segundo, com 31,5%. A novidade também não foi Sergio Moro em terceiro, posição que passou a ocupar desde que foi anunciado que ele se filiaria ao Podemos. A novidade é que a Atlas foi a primeira a registrar o ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça já isolado em terceiro, com 13,7%.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Moro se isola no 3º lugar

Moro se filiou ao Podemos em 10 de novembro. Feita entre 25 e 27 de outubro, a primeira pesquisa que registrou seu nome em terceiro lugar foi a PoderData. Deu Lula com 35%, Bolsonaro com 28% e Moro com 8%, empatado tecnicamente dentro da margem de erro com Ciro Gomes (PDT), com 5%. O ex-governador do Ceará mantinha a terceira posição em todas as pesquisas presidenciais deste ano. Feita entre 27 e 29 de novembro, com 4.401 eleitores e margem de erro de um ponto percentual para mais ou menos, a Atlas ontem deu Ciro com 6,1% — menos da metade dos 13,7% de Moro.

 

Lula em alta, Bolsonaro em queda

Pesquisas não são infalíveis, mas obedecem à ciência estatística, não à irracionalidade da paixão política, e revelam claramente tendências. Na série de pesquisas Atlas durante o ano, duas são inequívocas: Bolsonaro só cai e Lula só cresce. Em janeiro deste ano, o capitão liderava com 34,5%, chegou a 37% em maio e, nos últimos seis meses, sangrou 5,5 pontos percentuais. Em janeiro deste ano, Lula estava em segundo lugar na corrida, com 22,3% das intenções de voto. E, deste então, apresentou crescimento constante. Nos últimos 10 meses, o petista ganhou nada menos que 20,5 pontos percentuais.

 

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Quem só ganha, quem só perde

Além da liderança isolada para o primeiro turno presidencial, Lula venceu em todas as simulações de segundo turno da pesquisa Atlas: 50,5% a 36% contra Bolsonaro (com 13,5% de não sei/branco/nulo); 46,4% a 29,2% contra Moro (com 24,4% de não sei/branco/nulo); e 42,3% a 21,3% contra Ciro (com 36,4% de não sei/branco/nulo). Bolsonaro perdeu todas: além de Lula, perdeu também as simulações de segundo turno para Moro (30,9% a 35,2%, com 33,9 de não sei/branco/nulo) e para Ciro (35,4% a 42,7%, com 21,9% de não sei/branco/nulo).

 

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Pouca dúvida

A pesquisa presidencial de ontem, foi a segunda etapa de um levantamento Atlas mais amplo. Entre 23 e 26 de novembro, ouvindo 4.921 eleitores, registrou que Lula tem imagem positiva para 48% da população, negativa para 49%, com 3% que não souberam responder. Bolsonaro, por sua vez, tem imagem positiva para 32% da população (17 pontos a menos que Lula), negativa para proibitivos 65%, com também só 3% que não souberam responder. Em outras palavras, sobre Lula ou Bolsonaro, a julgar pelo baixo número de indecisos, há muito pouca dúvida entre os brasileiros.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Brasil dividido e em maioria

Outras questões da pesquisa Atlas revelam que o Brasil está literalmente dividido quanto a Lula: 45% da população são a favor da sua prisão, com iguais 45% contra e 10% que não souberam responder. Dividido quanto ao petista, o mesmo eleitorado formou maioria contra Bolsonaro: 56% são hoje favoráveis ao seu impeachment, com ainda relevantes 39% contrários e 5% sem saber responder. O mesmo levantamento mostrou que o governo do capitão é considerado bom e ótimo por apenas 19% dos brasileiros. É o índice mais baixo desde que assumiu o poder em 1º de janeiro de 2019.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Dos números à política

Dos números à política, Lula disse ontem sobre a possibilidade de ter o ex-adversário Geraldo Alckmin (PSDB) como vice: “A gente está num processo de conversar. Vamos ver se é possível construir uma aliança. Quero uma chapa para ganhar”. Também ontem foi anunciado que Moro deve estar neste sábado (04) com Eduardo Leite, governador gaúcho derrotado pelo paulista, João Doria, nas prévias do PSDB a presidente. Tudo ontem, quando o senador Flávio Bolsonaro chamou Lula de “ex-presidiário”. Foi ao lado de Valdemar da Costa Neto, dono do PL, condenado e preso no Mensalão.

 

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Lula segue em alta, Bolsonaro em queda e Moro se isola em 3º

 

Lula da Silva, Jair Bolsonaro e Sergio Moro (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Como todas as demais pesquisas presidenciais, a Atlas divulgada hoje mostrou Lula (PT) e Jair Bolsonaro (que hoje se filiou ao PL) isolados, respectivamente, na primeira e segunda posições na corrida de 2022. O ex-presidente teve 42,8% de intenções de voto, contra 31,5% do atual. A novidade foi a terceira posição também isolada de Sergio Moro (Podemos), com 13,7%. Desde que sua filiação ao Podemos foi anunciada, o ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça já aparecia em terceiro lugar em todas as pesquisas. Mas foi a primeira em que já desgrudou do empate técnico, na margem de erro, do ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), que ficou em 4º, com 6,1 %.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Em 5º lugar ficou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), com 1,7%; seguido do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (0,9%); e o cientista político Felipe D’Avilla (Novo), com 0,1%; além de 3,2% que não souberam responder, ou declararam que votarão em branco ou nulo. A pesquisa foi realizada entre 27 e 29 de novembro, com consulta online a 4.401 eleitores de todas as regiões do país, e margem de erro de um ponto percentual, para mais ou menos.

Na série de pesquisa Atlas, fica claro o viés de crescimento de Lula e de queda de Bolsonaro. Em janeiro deste ano Bolsonaro liderava a corrida, com 34,5% das intenções de voto, chegou a bater 37% em maio. Para, nos últimos seis meses, sangrar 5,5 pontos percentuais de popularidade. Em janeiro deste ano, Lula estava em segundo lugar na corrida, com 22,3% das intenções de voto. E, deste então, apresenta crescimento constante. Nos últimos 10 meses, o petista cresceu nada menos que 20,5% pontos percentuais. Moro, por sua vez, já parte de 13,7%, mais que o dobro das intenções de voto de Ciro.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Além da liderança isolada para o primeiro turno presidencial, Lula venceu em todas as simulações de segundo turno: 50,5% a 36% contra Bolsonaro (com 13,5% de não sei/branco/nulo); 46,4% a 29,2% contra Moro (com 24,4% de não sei/branco/nulo); 42,3% a 21,3% contra Ciro (com 36,4% de não sei/branco/nulo); e 47,2% a 15,4% contra Doria (com 37,4% de não sei/branco/nulo).

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Já Bolsonaro perderia, além de Lula, perdeu também as simulações de segundo turno para Moro (30,9% a 35,2%, com 33,9 de não sei/branco/nulo) e para Ciro (35,4% a 42,7%, com 21,9% de não sei/branco/nulo). Hoje, o presidente só venceria o segundo turno contra Doria, mas ainda assim em empate técnico: 35,7% a 34,7%, com 29,6% de não sei/branco/nulo).

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ontem, o mesmo instituto Atlas já havia divulgado sua pesquisa sobre a avaliação do governo federal, imagem e rejeição de alguns presidenciáveis, sobre a prisão de Lula e o impeachment de Bolsonaro. Os resultados também não foram favoráveis ao capitão.

 

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Comércio, Wladimir e 2022 no Folha no Ar desta 4ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta quarta (1º), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o empresário Marcelo Mérida (PSC), secretário de Desenvolvimento Econômico de Campos. Ele falará do Fórum do Empreendedor de Campos, dentro do Plano de Retomada Econômica goitacá. Falará também da sua atuação, dividida entre a condição de líder lojista e integrante do primeiro escalão do poder público municipal.

Por fim, Mérida analisará os 11 anos do governo Wladimir Garotinho (PSD) e tentará projetar as eleições de 2022, na qual é pré-candidato a deputado federal. Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Saúde Pública de Campos não tem mais paciente de Covid

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Com a liberação hoje do último paciente de Covid na UTI do Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCC), a Saúde Pública de Campos zerou seus pacientes de Covid. Ainda há quatro internados em UTIs do município com a doença: três no hospital conveniado Álvaro Alvim e um no particular da Unimed. A notícia foi passada pelo vice-prefeito de Campos, Frederico Paes (MDB), egresso da experiência de dirigente hospitalar.

Até o presente momento, Campos registrou 1.718 mortes por Covid, com 52.118 casos confirmados. Noticiado em primeira mão por este blog, o primeiro morto da pandemia no município foi o caminhoneiro Hudisson Pinto dos Santos, de 39 anos, em 11 de abril de 2020. Ele faleceu no mesmo CCC hoje zerado de pacientes da doença. Que, desde o último dia 13, não registra nenhum óbito na cidade.

No programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, do último dia 19, Frederico já havia anunciado com exclusividade que a ocupação de leitos clínicos de Covid em toda a rede pública, conveniada e particular do município estava zerada. Sem que isso signifique o fim da pandemia ou da necessidade de cuidados como distanciamento social, higienização das mãos e uso de máscaras, o vice-prefeito fez uma projeção que hoje pode estar mais perto de se cumprir:

—  Não dá para a gente sair soltando fogos em comemoração, porque ainda existe gente internada. Mas, o fato de não haver, hoje, nenhuma pessoa internada em leito clínico é uma coisa muito importante. Raramente o paciente entra direto na UTI, ele entra através do leito comum, leito clínico. Infelizmente, quando o quadro evolui, passa para a UTI. Eu acredito que, até o final do ano, a gente possa estar com essa situação zerada.

 

Confira abaixo o vídeo de Frederico Paes sobre as boas novas de hoje sobre a pandemia:

 

 

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Comércio e política com Edvar no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta terça (30), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o empresário Edvar Júnior, novo presidente da CDL-Campos. Ele falará sobre o legado de Edvar Chagas, falecido em 7 de junho de 2018, e da nova geração do comércio de Campos. Também analisará a retomada de poder político da classe lojista no município.

Por fim, Edvar falará dos seus projetos na CDL e tentará projetar as eleições estaduais e federais de 2022. Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Dividido sobre Lula, Brasil forma maioria contra Bolsonaro

 

Lula da Silva, Jair Bolsonaro, Sergio Moro e Ciro Gomes (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) continua a sangrar. Pela primeira vez, desde que assumiu o comando do país em 1º de janeiro de 2019, a aprovação à sua gestão baixou a casa dos 20%. Hoje, apenas 19% dos brasileiros consideram o governo Bolsonaro ótimo ou bom. Foi o que mostrou a pesquisa Atlas, feita entre 23 e 26 de novembro, ouvindo online 4.921 eleitores, com margem de erro de um ponto percentual para mais ou menos.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Pelo mesmo instituto, os brasileiros que consideravam a administração Bolsonaro boa ou ótima eram 31% há um ano, em novembro de 2020. Em janeiro de 2019, quando assumiu a presidência da República, o capitão tinha 39% do bom ou ótimo. Hoje, 60% da população consideram seu governo ruim ou péssimo, enquanto outros 20% o acham regular.

 

LULA E BOLSONARO

A pesquisa Atlas não colheu intenções de voto a presidente para 2022. Mas fez outras interessantes perguntas sobre alguns dos seus principais pré-candidatos. Líder isolado em todas as pesquisas presidenciais, Lula (PT) tem imagem positiva para 48% da população, negativa para 49%, com 3% que não souberam responder.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Bolsonaro, por sua vez, tem imagem positiva para 32% da população (17 pontos a menos que Lula), negativa para proibitivos 65%, com também só 3% que não souberam responder. Em outras palavras, sobre Lula ou Bolsonaro, há muito pouca dúvida na população.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Na série Atlas, a imagem de Bolsonaro já foi positiva para 47% dos brasileiros em maio de 2019, caindo relevantes 15 pontos de lá para cá. Por outro lado, a imagem de Lula já foi negativa para 63% do eleitorado, em julho de 2020, melhorando 14 pontos de lá para cá. O que Bolsonaro perdeu é quase o mesmo que Lula se recuperou em sua imagem popular.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

PRISÃO DE LULA?

Outras perguntas específicas da pesquisa Atlas revelam que o Brasil está literalmente dividido quanto a Lula: 45% da população são a favor da sua prisão, enquanto iguais 45% são contra, com 10% que não souberam responder.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

IMPEACHMENT DE BOLSONARO?

É o mesmo eleitorado nacional que hoje formou maioria contra Bolsonaro: 56% dos brasileiros são hoje favoráveis ao seu impeachment, com ainda relevantes 39% contrários e apenas 5% que não souberam responder.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

TERCEIRA VIA: MORO E CIRO

Na disputa do terceiro lugar, e de opção mais da terceira via entre Lula e Bolsonaro, o ex-juiz federal Sergio Moro (Podemos) apareceu na Atlas com imagem positiva para 30% da população, negativa para 55% (7 pontos a mais que Lula), com 15% que não souberam responder.

Já Ciro Gomes (PDT) tem imagem positiva para 30%, negativa para 48% (quase o mesmo de Lula), com 22% que não souberam responder. Respectivamente terceiro e quarto colocados, mas em empate técnico, em todas as pesquisas, Moro e Ciro têm mais dúvidas no eleitor a explorar na campanha.

 

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Derrapada democrática de Lula em análises semelhantes

 

Já escrevi mais de uma vez que considero Elio Gaspari o maior jornalista brasileiro vivo. Em O Globo e na Folha de S. Paulo, seus artigos, publicados às quartas, e sua coluna de meia página, aos domingos, são sempre um farol sobre os fatos nacionais e do mundo. Sempre com estilo próprio, quase literário, cultura vastíssima e faro apurado dos fatos presentes.

Seus cinco livros “A Ditadura Envergonhada”, “A Ditadura Escancarada”, “A Ditadura Derrotada”, “A Ditadura Encurralada” e “A Ditadura Acabada” são, acima de qualquer historiador, a obra definitiva sobre a última ditadura militar do Brasil (1964/1985). Fruto de intensa pesquisa e da condição de jornalista de confiança, sem que isso signifique alinhamento político, de dois generais: o ex-presidente Ernesto Geisel e o ex-ministro da Casa Civil Golbery do Couto e Silva, maior teórico da ditadura e da redemocratização brasileiras.

Conseguir pensar sobre o Brasil junto com Elio Gaspari é motivo de orgulho para qualquer jornalista. Já tinha dado essa sorte antes duas vezes. A primeira, em 1º de maio de 2018, mesmo dia em que Gaspari e eu decretamos a morte, em vida, do governo Michel Temer (MDB), após prisões de nomes ligados ao então presidente na operação Skala. Previsão que foi confirmada até Temer passar a faixa presidencial a Jair Bolsonaro, em 1º de janeiro de 2019.

A segunda, mais recente, foi sobre a possibilidade de Bolsonaro se candidatar em 2022 a senador ou deputado federal, caso constate não ter chance real de reeleição, mas queira manter sua condição de foro privilegiado contra inevitáveis ações na Justiça. A possibilidade foi aventada no programa Folha no Ar de 21 de outubro deste ano. E escrita por Gaspari no dia 24 do mesmo mês.

A terceira consonância de visão com Gaspari se deu neste final de semana. O fato foi o tropeço democrático de Lula em entrevista ao jornal espanhol El Pais, quando tentou relativizar as ditaduras “companheiras” de Daniel Ortega, na Nicarágua; de Nicolás Maduro, na Venezuela; e de Miguel Días-Canel, em Cuba; chegando a comparar o primeiro à chanceler alemã Angela Merkel. Que foi tratado no artigo “De Ortega a Merkel, Lula ‘estava indo tão bem!’”, publicado no sábado (27) na Folha da Manhã e neste blog. E foi análise muito parecida a que o grande jornalista trouxe na abertura da sua coluna de hoje (28), intitulada “Os saltos altos do PT”, no Globo e Folha de S. Paulo.

Confira abaixo o texto do Gaspari sobre a derrapada democrática do “Nosso Guia”, como o mestre do jornalismo brasileiro se refere a Lula — Fernando Henrique Cardoso, em seus tempos de presidente, era tratado de “FFHH”. Na sequência, para desmontar as falsas alegações lulopetistas de que se tirou de contexto as palavras do seu “mito”, o vídeo com a íntegra da entrevista deste às jornalistas Pepa Bueno e Lucía Abellán, do espanhol El Pais.

 

Elio Gaspari, jornalista e escritor

 

Os saltos altos do PT

Por Elio Gaspari

 

O PT subiu num salto alto à sua maneira. Num pé calçou um modelo Sabrina, no outro, um Stiletto. Como eles têm alturas diferentes, incomodam pouco para quem joga sentado, mas atrapalham, e muito, quem tiver que se mover numa campanha eleitoral.

Em menos de um mês, o comissariado amarrou-se a uma incompreensível, porém deliberada, defesa de regimes ditatoriais ditos de esquerda. Primeiro, um comissário saudou a vitória de Daniel Ortega numa eleição que lhe rendeu o quarto mandato à custa da prisão de postulantes. A presidente do PT disse que o festejo não havia passado pelo crivo da direção.

Passaram-se semanas e Lula foi confrontado pelo caso nicaraguense por duas entrevistadoras do jornal El Pais. Numa resposta marota de palanque, bateu no cravo e acertou Ortega defendendo a alternância dos governantes no poder. Na ferradura, lembrou que Angela Merkel ficou 16 anos no poder. Adiante, repetiu o truque ao dizer que a democracia em Cuba depende do fim do bloqueio econômico dos Estados Unidos. Nenhuma das duas coisas tem a ver com a outra.

Nosso Guia foi prejudicado pela retórica de que se vale nos discursos. As repórteres Pepa Bueno e Lucía Abellán, contudo, eram entrevistadoras.

Dois dias depois, a ex-presidente Dilma Rousseff participava de um debate sobre o livro “China, o Socialismo do Século 21” e disse o seguinte: “A China representa uma luz nessa situação de absoluta decadência e escuridão que é atravessada pelas sociedades ocidentais”.

Internet censurada, partido comunista (o único) controlando empresas e roubalheiras sazonais iluminam pouca coisa, mas se a doutora gosta dessa penumbra, o problema é dela. Mais intrigante foi a contraposição que ela pôs na mesa: a “absoluta decadência e escuridão que é atravessada pelas sociedades ocidentais”.

Há sociedades ocidentais que passam por crises. Se algumas podem até estar em decadência, não são todas e, no conjunto, ela não é “absoluta”.

Desde que há Ocidente há quem o veja como decadente. Essa ideia popularizou-se a partir de 1918, quando o pensador alemão Oswald Spengler escreveu o seu “A Decadência do Ocidente”. Simplificando, ele previa a ascensão ao poder de partidos cesaristas. O doutor morreu em 1936, quando havia césares na Alemanha, Itália e União Soviética. Nove anos depois, viu-se no que deu. Nenhum dos partidos que produziram os césares de Spengler existe hoje.

Há no PT quem concorde com Dilma e Lula, e os dois podem dizer que governaram o Brasil por 13 anos sem agredir e nem mesmo ameaçar as instituições democráticas. O declínio do PT foi influenciado pelos episódios em que se lambuzou. Com poucas exceções, sua ala radical passou pessoalmente incólume pelas lambanças. Isso proporcionou-lhe uma autoridade moral nas discussões internas, mas não resultou numa linha que permita ao PT entrar numa campanha eleitoral com um pé num salto Sabrina e outro num Stiletto.

 

 

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CCC e eleição na Beneficência no Folha no Ar desta 2ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta segunda (29), o convidado para abrir a semana do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o empresário Renato Faria, presidente da Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos. Ele falará da importância que o Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCC), na Beneficência, teve no combate à pandemia da Covid-19 em Campos. Também falará do papel e da situação dos hospitais conveniados da Saúde Pública do município.

Por fim, Renato falará do pleito na próxima quarta (1º) à presidência da Sociedade Portuguesa, no qual disputará a reeleição. Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta segunda pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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