Ameaça a Rui Falcão deve fazer PT anular aliança em Campos com Caio

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Já estaria decidido: pressionado pelo marido e secretário da prefeita Rosinha Garotinho (PR), o PT nacional vai anular a convenção de ontem (3) do PT de Campos que decidiu apoiar a candidatura de Caio Vianna (PDT) a prefeito.

Ontem à tarde, antes mesmo que a convenção dos petistas locais se realizasse à noite, seu resultado foi antecipado (aqui) por este “Opiniões” na postagem abaixo.

Buscou-se explicar porque o PT de Campos daria seu apoio a Caio na majoritária, em troca da aliança na proporcional com PMN e PEN.

Junto aos dois partidos da base de Caio, os petistas ganhariam a chance de tentar eleger um candidato a vereador, possibilidade inexistente se corressem sozinhos, numa candidatura própria de Hélio Anonal a prefeito.

Mas isso foi o jogo jogado em nível municipal, pois em nível nacional, desde ontem o secretário de Rosinha entrou em campo para derrubar, por cima, a aliança do PT de Campos com Caio.

Como fez em 19 de julho, em contato revelado (aqui) na coluna “Ponto Final”, o líder rosáceo voltou a ligar para o presidente nacional do PT, Rui Falcão.

Segundo fontes garotistas, o líder do grupo cobrou a Falcão um acordo que teria sido fechado há seis meses, com o presidente estadual  do PT e prefeito de Maricá, o folclórico Washington Quaquá, quando este perdeu o Pros e pediu o apoio do PR em seu município para as eleições de outubro.

Em troca desse apoio do PR pedido por Quaquá, teria sido então acordado que o PT caminharia junto com o PR em Campos, ou então lançaria candidatura própria à sucessão de Rosinha — opções cobradas pelo líder rosáceo a Rui Falcão, tanto no dia 19, quanto ontem.

Como a aliança com o PR é inaceitável aos petistas locais, Quaquá teria ficado de arrumar um partido que desse alguma chance na eleição proporcional, para poder viabilizar a candidatura própria majoritária.

Antevendo as dificuldades, o secretário de Rosinha teria oferecido um partido a Quaquá, que recusou, dizendo contar em fazer a aliança do PT em Campos com o PC do B — cuja presidente municipal e candidata a vereadora, professora Odete Rocha, levou para apoiar a candidatura de Rogério Matoso (PPL) a prefeito.

Diferente do que teria prometido ao líder rosáceo, e de fato prometeu aos petistas de Campos que chegaram a defender a candidatura própria, o tal partido aliado para dar chance ao PT de eleger um vereador nunca veio.

Além de cobrar o que teria acordado com Quaquá, ontem o líder rosáceo e presidente estadual do PR ameaçou Rui Falcão de quebrar a aliança do PR em todos os municípios do Estado do Rio nos quais as duas legendas caminhariam juntos às eleições de outubro.

Não só em Maricá, isso atrapalharia muito o PT, por exemplo, também em Japeri, onde o deputado estadual petista André Siciliano conta com o apoio do PR para se eleger prefeito daquele município.

No momento de maior fragilidade do partido da estrela vermelha em toda sua história, Rui Falcão teria se intimidado com a ameaça e se comprometido rever a aliança com a candidatura a prefeito de Caio pelo PDT, aliado histórico do PT, anulando a convenção municipal de ontem da legenda.

Com o prazo das convenções se encerrando amanhã (05) e o de registro de candidaturas até o dia 15, as próximas horas e dias prometem ser tensas para petistas e pedetistas de Campos.

 

Atualizado às 16h24

 

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No jogo jogado, PT vai para Caio, que define suas nominatas de apoio

jogo jogado

 

 

Antecipada desde ontem (aqui) pelo militante petista André Cruz, o PT de Campos vai mesmo formalizar o apoio à candidatura de Caio Vianna (PDT) a prefeito, na sua convenção de logo mais, às 19h.

Na eleição proporcional, como o jornalista Alexandre Bastos adiantou aqui, os petistas se coligarão o PMN da ex-petista Alessandra Faez e o PEN, legenda que Caio tirou (aqui) do controle do seu pai, o ex-prefeito Arnaldo Vianna.

Entre os demais partidos que apoiam Caio, se tinha a promessa anterior da coligação com o PMN, o vereador Genário terá que fazer a aliança proporcional do seu PSC com o PDT do cabeça da chapa majoritária.

Já o PSB do vereador Gil Vianna, vice de Caio, e o PSDC do deputado estadual João Peixoto concorrerão sozinhos ao Legislativo.

O PSB tem em Igor Pereira, ex-diretor da Campos Luz, e no Apóstolo Luciano, ligado à igreja evangélica Semear, e em Renatinho da Construferro seus mais fortes candidatos à Câmara Municipal.

Já o PSDC tem dois vereadores eleitos, Zé Carlos e Dayvison Miranda, além do advogado e blogueiro Cláudio Andrade.

No PT, a partir da coligação com PMN e PEN, os nomes à vereança mais fortes são o dos professores Odisséia Carvalho e Alexandre Lourenço, seguidos do advogado e estreante em eleições Alexis Sardinha.

Em troca da chance de tentar eleger um deles, o que seria impossível com a candidatura própria a prefeito de Hélio Anomal, Caio passa a ter em troca mais um minuto de propaganda à tarde e noite, mais oito spots de TV de 30 segundos, todo dia dos 35 de campanha, de próximo dia 27 a 30 de setembro — o que equivale a 10% do tempo total.

No aparente pleonasmo do jogo jogado, como a coluna “Ponto Final” vem alertando na Folha da Manhã desde 2 de julho, é isso (aqui) que interessa.

 

Atualização às 17h40: A única possibilidade de mudança nas nominatas em torno da majoritária do PDT é se o PP do suplente de deputado estadual Papinha, que se lançou hoje a prefeito, resolver até sexta (05) apoiar Caio. Cogita-se que Papinha também possa ser vice na chapa de Rafael Diniz (PPS), ou na de Nildo Cardoso (DEM).

 

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Nildo e Papinha: convenções no mesmo dia, hora e local, mas ainda sem acordo

Nildo e Papinha (montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Nildo e Papinha (montagem de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Se chegou a ser combinado no mesmo dia, horário e local para selar daqui a alguns minutos, na Câmara Municipal de Campos, a aliança entre o vereador Nildo Cardoso (DEM) e o suplente a deputado estadual Papinha (PP) numa chapa conjunta para disputar a sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR), isso não acontecerá hoje.

Nildo garantiu agora há pouco ao blog que não será vice “nem seu meu pai que morreu há 21 anos aparecer e me pedir”, mas ressalvou que só fecha a chapa da sua candidatura a prefeito amanhã, quando for registrá-la no cartório.

Na memória póstuma do pai para garantir sua paraticipação na sucessão de Rosinha, o político da Baixada Campista mantém a lembrança viva da candidatura do filho, José Leandro (DEM), a quem tentará eleger como seu sucessor na Câmara Municipal.

Já Papinha, com quem o blog não conseguiu falar antes da convenção de daqui a pouco, em outro local do mesmo prédio da Câmara e no mesmo horário de Nildo, tem mantido conversas também com o vereador Rafael Diniz, candidato a prefeito pelo PPS, mas ainda sem vice.

Por outro lado, não custa lembrar que foi com o grande padrinho político de Papinha, o governador em exercício Francisco Dornelles (PP), com quem Rosinha ontem (02) se encontrou (aqui) no Rio. Embora a pauta tenha sido Segurança Pública, alguém duvida que a sucessão da prefeita tenha entrado na conversa?

 

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PT de Campos pró-Caio assume sua posição para convenção de hoje

Com a defesa pela aliança com a candidatura de Caio Vianna (PDT) a prefeito publicamente assumida (aqui) desde ontem (02), na democracia irrefreável das redes sociais, pela corrente “Democracia Socialista” do militante André Cruz, o PT de Campos hoje faz sua convenção na divisão anunciada aqui e aqui pela coluna Ponto Final.

Se apostar na candidatura majoritária própria, sem apoio de nenhuma outra legenda, os petistas de Campos condenarão todas suas pré-candidaturas a vereador à mesma impossibilidade da de Hélio Anomal a prefeito.

E, numa coligação proporcional com PMN, ou PSC, ou PEN, partidos que apoiam Caio, algumas candidaturas legislativas do PT de maior potencial, como a dos professores Odisséia Carvalho e Alexandre Lourenço, passariam a ter alguma chance.

Como disse Caio Júlio César (100 a.C./ 44 a.C.) ao atravessar o rio Rubicão: “Alea jacta est” (“A sorte está lançada).

Abaixo, a manifestação pública pró-Caio, no final da noite de ontem, do petista André Cruz:

 

André Cruz

 

Atualização às 11h55: Quem hoje falou sobre mesmo tema aqui e aqui, respectivamente, foram os jornalistas Alexandre Bastos e Suzy Monteiro.

 

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Ibope: Dr. Aluízio se reelegeria com folgas a prefeito de Macaé

(Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Se a eleição de 2 de outubro fosse hoje, quem comandou a Prefeitura de Macaé nos últimos quatro anos continuaria a fazê-lo por mais quatro, a partir de 1º de janeiro de 2017. Foi o que apontou o Ibope, um dos mais conceituados institutos de pesquisa do país, que ouviu 602 eleitores macaenses entre 25 e 27 de julho. Com margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou menos, Dr. Aluízio (PMDB) mostrou considerável vantagem sobre quem deseja seu cargo, tanto na consulta induzida, quanto na espontânea. Na primeira, o prefeito ficou com 44% das intenções de voto, seguido dos vereadores Chico Machado (PDT), com 25%; Igor Sardinha (PRB), com 8%; do vice-prefeito Danilo Funke (Rede Sustentabilidade), com 4%; e do empresário André Longobardi (PR), com 2%.

Já na pesquisa espontânea, Aluízio liderou com 23%, seguido de Chico (9%), de Igor (2%) e Danilo (1%), que empatou com os ex-prefeitos Riverton Mussi (PEN) e Silvio Lopes (PSDB), ambos fora da disputa. Já no quesito negativo da rejeição, menos importante numa eleição em turno único como Macaé, mas fundamental para delimitar a capacidade de crescimento até as urnas daqui a menos de dois meses, o líder foi Chico Machado (33%), seguido de Dr. Aluízio (31%), André Longobardi (23%), Danilo Funke (22%) e Igor Sardinha (21%).

 

(Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Infográfico de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A liderança do prefeito na disputa parece ser proporcional à aprovação do seu governo. Indagados “O (A) sr(a) aprova ou desaprova a forma como o prefeito Dr. Aluízio vem administrando a cidade de Macaé?”, a maioria exata de 51% disseram aprovar — contra 42% que desaprovam e 6% não souberam ou quiseram responder. Se foi julgada ótima por apenas 8% da população, a atual administração municipal foi considerada boa, para 26%; e regular, para 42%. Apenas 5% a classificaram como ruim, enquanto 18%, como péssima.

Mas, mesmo que confirme a pesquisa do final de julho e seja reeleito no início de outubro, Aluízio pode ter que mudar coisas em sua administração: 33% do eleitorado queria que as mudanças fossem totais, enquanto 26%, preferiam mudar muito; 16%, mudar pouco. Já os que queriam a total continuidade ao atual modelo de gestão foram 23%.

Favorito na pesquisa Ibope encomendada pelo jornal “Diário da Costa do Sol” e registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob número 08849/2016, Aluizio terá sua candidatura à reeleição oficializada hoje na convenção do PMDB de Macaé, marcada para às 18h, na Sociedade Musical Beneficente Lyra dos Conspiradores. Ontem, no mesmo horário, foi a vez da convenção do PR, realizada na Câmara Municipal, que oficializou André Longobardi candidato. Danilo Funke e Igor Sardinha fizerem as suas no último sábado, dia 30, enquanto Chico Machado abriu as convenções em Macaé, no dia 23.

 

Publicado hoje (03) na Folha da Manhã

 

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Chicão comemora diminuição da dengue e oposição fecha convenções

Ponto final

 

 

Resultados concretos (I)

Comandado pessoalmente pelo vice-prefeito Chicão Oliveira (PR), o mutirão contra a dengue alcançou resultados concretos — e em setores diversos. Em termos políticos, beneficiou o então pré-candidato governista a prefeito com uma exposição positiva, nas ruas e na mídia, que seus demais concorrentes internos não tiveram. E, depois de confirmada (aqui) sua candidatura na convenção do PR, Chicão comemorou o resultado mais importante: segundo Levantamento do Índice Rápido de Infestação do Mosquito Aedes aegypti (Liraa), o município não apresenta um caso de dengue há três meses, nem zika ou chikungunya há um mês.

 

Resultados concretos (II)

Ontem (02), o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) liberou o resultado do 3º Liraa deste ano. O balanço mostrou que o Índice de Infestação Predial (IIP) do município de Campos caiu ainda mais, chegando a 0,8%, atualmente, o que aponta para um quadro de baixo risco. Segundo o governo Rosinha Garotinho (PR), esse é o resultado de um trabalho sistemático de prevenção, através dos mutirões que foram comandados por Chicão.

 

Rafael espera Nildo e Papinha

Enquanto o governo municipal tem chapa pronta, com Chicão e o vereador Mauro Silva (PSDB) de vice, a oposição desfaz suas últimas dúvidas sobre o tamanho da sua divisão. Hoje, o vereador Nildo Cardoso (DEM) e o suplente de deputado estadual Papinha (PP) dirão porque marcaram (aqui) suas convenções para o mesmo horário e local: às 15h desta quarta, na Câmara Municipal de Campos. O vereador Rafael Diniz, que teve sua candidatura a prefeito lançada (aqui) pelo PPS, conversou em separado com Nildo e Papinha, mas ainda não revelou seu vice, espera a definição de ambos.

 

E o PT?

Também hoje, quem realiza sua convenção municipal é o PT de Campos. Como antecipado ontem (aqui) pela coluna, vai para ela dividido: candidatura própria na majoritária com Hélio Anomal, ou apoiar Caio Vianna (PDT) a prefeito. Na primeira hipótese, sem apoio de nenhuma outra legenda, não conseguirá eleger nenhum vereador. Na segunda, contrária aos interesses rosáceos, cujo líder negociou pessoalmente (aqui) sobre Campos com o presidente nacional petista, Rui Falcão, o objetivo seria uma coligação proporcional com o PMN e, talvez, o PSC do vereador Genásio, partidos que apoiam Caio.

 

Últimos movimentos

Desejado por alguns petistas locais, o apoio a Rafael se tornou difícil por conta das diferenças nacionais com o PPS. Quem ainda pode correr por fora na disputa pelo tempo de propaganda do PT é o ex-vereador e também pré-candidato a prefeito Rogério Matoso (PPL). Ele já tinha o apoio do PC do B da candidata a vereadora Odete Rocha, e ainda tirou (aqui) de Caio o apoio do Pros — que o deputado estadual João Peixoto (PSDC) tentou retomar por cima, mas até ontem sem sucesso. Amanhã (04), Rogério fecha a temporada campista das convenções para outubro.

 

Sem gastança

A Prefeitura de Campos divulgou ontem a programação da 364ª Festa do Santíssimo Salvador. Na próxima sexta-feira, a partir das 22h, quem se apresenta é o Grupo Os Mulekes e, no sábado, dia do Padroeiro, o Padre Max leva o melhor do louvor e da adoração ao público. Como são muitos eventos este mês (Padroeiro, Bienal e Carnaval). A Prefeitura optou por economizar na Festa de São Salvador. Vale lembrar que, em 2013, nos tempos de vacas gordas, só o show do sertanejo Michel Teló, o governo Rosinha gastou R$ 158 mil.

 

Respirando

Após muitos meses de crise, que deixaram comerciantes desesperados, o ritmo começa a voltar ao normal. Além disso, como muitos empresários aproveitaram a crise para enxugar receitas e fazer economias, a retomada será ainda mais rápida. Em julho, Índice de Confiança do Comércio (Icom) do Brasil avançou pela terceira vez seguida, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV).

 

Com a colaboração do jornalista Alexandre Bastos

 

Publicado na edição de hoje (03) da Folha da Manhã

 

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Ibope: Dr. Aluízio se reelegeria com 53% dos votos válidos em Macaé

Ibope 1

 

 

A eleição majoritária em Macaé é em turno único. Mas se fosse em dois, segundo pesquisa Ibope feita entre 25 e 27 de junho, o prefeito Dr. Aluízio (PMDB) se reelegeria já no primeiro turno, com 53% dos votos válidos. Considerados os 17% de intenções de votos brancos, nulos e indecisos, o prefeito teve 44% na consulta espontânea, contra 25% de Chico Machado (PDT), 8% de Igor Sardinha (PRB), 4% de Danilo Funke (Rede Sustentabilidade) e 2% de André Longorbardi (PR).

Com margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou menos, Aluízio também liderou com folga a consulta espontânea, com Chico Machado ficando à frente na rejeição, entre os cinco prefeitáveis. Um dos mais conhecidos institutos de pesquisa do país, o Ibope fez a pesquisa sob encomenda do jornal “Diario da Costa do Sol”, registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com o número 00849/2016. Além da corrida eleitoral, também avaliada a aprovação do governo municipal e o desejo de mudança do macaense.

 

Atualizado à 0h52 de 03/08: Daqui a pouco, bem cedo nas bancas, confira os dados completos da pesquisa Ibope na edição da Folha da Manhã

 

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Diferente de Édipo, Caio tem reagido com elegância às deselegâncias do pai

Já havia escrito desde o sábado (30) o artigo que iria publicar (aqui) na Folha da Manhã do útimo domingo (31) — mesmo espaço que, em dias de mais sorte, era preenchido pelos textos de Aluysio Barbosa, o Bom.

Mas desde que este “Opiniões” foi buscado pelo próprio ex-prefeito Arnaldo Vianna (PEN), no início da semana passada, para ser o primeiro a divulgar (aqui) questionamentos públicos ao seu filho Caio, candidato a prefeito pelo PDT, que a analogia dessa nova novela política goitacá foi se montando naturalmente na cabeça, por seus vários pontos semelhantes com a clássica tragédia grega “Édipo Rei”, de Sófocles (497 a.C./406 a.C.).

Nessa colagem natural entre leituras passadas, inevitável se juntar também Sigmund Freud (1856/1939), a partir dos conceitos da psiquiatria que buscou fundamentar na dramaturgia de Sófocles.

Posto para fora em escrita, na própria manhã de domingo, o que se montara na cabeça durante todo o correr da semana anterior gerou um artigo inicialmente feito só para o blog, onde alcançou uma popularidade inesperada, a partir da viralização do seu link na democracia irrefreáel das redes sociais.

Talvez por usar elementos da cultura universal para tocar em temas delicados, não só políticos, mas familiares, o texto alcançou repercussão também entre quem milita na grande mídia do Rio, onde ganhou (aqui) analogias com a popular teledramaturgia brasileira.

Não por outro motivo, intitulado “Só Freud explica — Tragédia grega na novela política de Campos”, o artigo feito inicialmente apenas para o blog foi republicado hoje (02), na edição impressa da Folha.

 

Página 3 da edição de hoje (02) da Folha da Manhã
Página 3 da edição de hoje (02) da Folha da Manhã

 

Mas diferente de Édipo, o filho da peça que se arrepende do ato cometido mesmo sem dolo contra o pai, Caio tem reagido com extrema elegância, na vida real, às deselegâncias públicas vindas de Arnaldo.

Como bem ressaltou o jornalista político Saulo Pessanha, logo na nota de abertura da sua coluna “Painel Político”, publicada ontem na Folha (01) e corretamente intitulada “Sem ódio”:

— Otimista, Caio mando o recado: “Serei prefeito, continuarei sendo um bom filho, e terei o compromisso de resgatar todo o legado de Arnaldo Vianna”

 

Saulo 01-08-16
Página 3 da edição de ontem (01) da Folha da Manhã

 

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Da agresão a Letícia Sabatella e do valor das fontes

Por que, mesmo na democracia irrefreável das redes sociais, é fundamental saber o valor das fontes, antes de aceitarmos passivamente a narrativa. Pois, mesmo no mundo da informação instantânea, é muito bom saber primeiro da notícia por alguém que pensa:

 

Ricardo Rangel 1

 

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Nildo e Papinha ensaiam aliança, Rogério tira Pros de Caio, enquanto PT espera

Ponto final

 

 

Segunda-feira agitada

Com o prazo final para convenção até sexta-feira (05), a semana ontem começou agitada nas últimas articulações para as eleições de 2 outubro, daqui a exatos dois meses. Primeiro, foi (aqui) o fato de dois prefeitáveis, o vereador Nildo Cardoso (DEM) e o suplente de deputado estadual Papinha (PP), anunciarem as convenções de seus partidos para o mesmo dia, local e horário: às 15h de amanhã, dia 3, na Câmara Municipal de Campos. Depois, foi (aqui) a notícia de que o Pros, até então contabilizado na aliança do candidato a prefeito Caio Vianna (PDT), migrou à pré-candidatura a prefeito de Rogério Matoso (PPL).

 

Nildo e Papinha

Embora não confirmem, até porque ambos andaram conversando em separado com o vereador Rafael Diniz, candidato a prefeito do PPS ainda sem vice, o fato é que tudo indica que Nildo e Papinha devem formalizar uma aliança. Ainda que até às 15h de amanhã muita coisa possa acontecer — como tem acontecido —, o que se imagina é uma chapa com o vereador como candidato a prefeito e o suplente de deputado, como vice.

 

Pros de Caio a Matoso

Já o apoio do Pros a Matoso, se for consumado, pode fazer com que Caio perca não um só partido, mas dois. Também na noite de ontem, a executiva municipal do PT fez sua última reunião antes da convenção de amanhã. E vai para ela dividida em dois caminhos: bancar Hélio Anomal como candidato a prefeito, ou apoiar a candidatura de Caio, pelo aliado histórico PDT, na majoritária. Ocorre, para apoiar o filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna, o PT contava justamente em fazer uma aliança na proporcional com o Pros, mais o PMN de Alessandra Faez. Muito embora, conste que este partido já estivesse prometido por Caio ao PSC do vereador Genásio.

 

O impossível e o difícil

Como nem Anomal, nem a executiva estadual petista conseguiram atrair nenhuma outra legenda para apoiar o partido em Campos, e com as opções ficando cada vez mais limitadas, se lançar uma candidatura a prefeito prórpia e sem chance real, o PT se condena a não eleger também nenhum vereador. E tem pré-candidatos com potencial, como os professores Odisséia Carvalho e Alexandre Lourenço, além do advogado Alexis Sardinha. Numa aliança majoritária com Caio, se coligando na proporcional com Pros e PMN, o impossível se tornaria apenas difícil. E qual eleição não é?

 

Com Pros, PT olha Rogério

Bem verdade que, se conseguir segurar o Pros, sem passar o papelão de Arnaldo — que anunciou (aqui) o apoio ao deputado estadual Geraldo Pudim à Prefeitura, para perder o controle do seu PEN (aqui) logo depois —, Rogério pode também passar a ser uma opção ao próprio PT. Na verdade, o ex-vereador, assim como Caio e Rafael, foram os únicos prefeitáveis que os petistas locais aceitaram sabatinar e cogitar apoiar. Mantido o Pros, Matoso teria ainda o PC do B, com a professora Odete Rocha em pré-candidatura de expressão a vereadora. E ela já condicionou (aqui) a aliança proporcional com o PT ao apoio deste na majoritária a Rogério.

 

“Nas mãos de Deus”

O maior problema para Rogério segurar o Pros é que o deputado estadual João Peixoto (PSDC), aliado de Caio, já estava ciente do movimento do presidente municipal do partido, Robinho Pitangueira. E o contato de Peixoto é direto com o presidente estadual do Pros, o deputado federal Felipe Bornier. Filho do prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier (PMDB), Felipe pediu a João, e conseguiu, o apoio do PSDC ao Pros em municípios da populosa Baixada Fluminense. Indagado sobre essa possibilidade ontem, logo após fechar o apoio a Matoso, Pitangueira disse: “Entrego nas mãos de Deus!”.

 

Publicado hoje (02) na Folha da Manhã

 

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Ocinei Trindade — A tocha, a loucura, as eleições e o complexo de Isaura

Ocinei 02-08-16

 

 

Por que apagar a tocha olímpica? Por que não aproveitar o fogo sagrado e incendiar todos os canaviais restantes de Campos e cercar a cidade em fornalha eterna, e assim, virarmos todos o pó dos deuses? Por que acreditar em todos os candidatos à Prefeitura de Campos depois de nomes vulgares e alianças tão suspeitas e mal-ajambradas (para vereador nem comento)? Por que sentir inveja dos Estados Unidos se eles têm candidatos a presidente da República tão ruins e tragicômicos como os nossos? Por que não ingressar no Estado Islâmico se todos nós de algum modo estamos aterrorizados ou aterrorizando alguém ou alguma coisa? Por que não admitir que somos escravizados e escravizantes e que nossa descendência de Isaura, a escrava heroína, não passa de um delírio literário? Falar mal de Campos ou do Brasil é uma coisa ridícula e muito feia. Admito minha ridicularidade. Ruim ser bosta. Basta ser.

Coisa de maluco sair por aí falando coisas toscas e se expondo. Deveriam censurar. Calar a voz de todos. Menos dos tiranos e déspotas, pensam os descendentes de Leôncio. Me identifico mais com Isaura, a vítima oprimida (embora tenho, e todos nós temos, algum traço do carrasco também). Em trecho de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa (não confundir com Bernardo Guimarães), um personagem diz: “O que mais penso, testo e explico: todo mundo é louco. O senhor, eu, nós, as pessoas todas. Por isso é que se carece, principalmente, de religião: para se desendoidecer, desdoidar. Reza é que sara da loucura. No geral. Isso é que é salvação da alma”. Tem dias que baixa um jagunço sanguinário na gente que nem se sabe como vem e nem como vai. Uma pirofagia atroz dá em nós campistas. Nossos políticos órfãos ou exterminadores da nação dos goytacazes são altamente pirofágicos ou incendiários, legítimos representantes de seu povo que não sabe viver sem fuligem preta e fogo. É uma espécie de neve do inferno. Pode ser de Dante, de dantes e de sempre. Somos assim, grafou Esdras Pereira.

Falar mal de político pode ser motivo de enforcamento ou fogueira canavieira. Por isso resolvi falar bem deles neste parágrafo. Defendo Angela Merkel no governo. Qual governo? De Campos, ora, ora. Loucura, né. A Dilma quis ser Angela. O Temer também quer ser, já que não dá para ser Abraham Lincoln. Lula quer ser Papa Francisco II. Já Garotinho, talvez, queria ser Zeus, haja vista a chama sagrada vinda de Olímpia passeando pelas ruas da cidade. Rosinha não precisa querer ser ninguém. Já basta ser a primeira em tudo. Linda a nossa ex-governadora.

Quem disse que a Grécia também não é aqui? Falidos já estamos e estamos quase falando grego, pois a gente não se entende. Até Pudim e Arnaldo são aliados agora. Até Chicão e Mauro são candidatos a prefeito. Até tu, Caio, quer cair dentro da arena platônica com aval de Lupi e do PDT? Tragédia e fim dos tempos. Brizola deve estar ardendo em brasas e fúria no túmulo. Parece uma coisa russa também essas campanhas políticas daqui. Tipo assim, Vladimir Putin que não deixa de governar, mesmo quando não é eleito, não larga o osso que ferve dentro do samovar. Por isso que defendo a Angela Merkel. Talvez, alguém me sentencie: “vá para a Alemanha, caramba, suma daqui”. Mas se Maomé não vai à montanha, a Alemanha não pode vir para Campos ou Brasil? Não foi justo o placar de 7 a 1? Um pouco de rigor e austeridade não fazem mal quando existe vontade da boa e justa política (se é que isto existe).

A louca Dilma ia revolucionar na nova era Merkel tupi-guarani-goitacá estocando vento e saudando a mandioca, e matando de raiva Marina Silva e os outros ambientalistas com a solução definitiva para a crise energética. O louco Temer poderia escrever cartas melhores para a presidente. O Lula louco poderia fazer uma coalizão mais bem-sucedida para ser primeiro-ministro da Merkel. Até lá, quem sabe, o juiz Sérgio Moro chegue à presidência da ONU e o louco Donald Trump se torne o novo Nero ou Napoleão do milênio. Trump sabe incendiar tão bem quanto Garotinho (ambos são fogo, competentes comunicadores, mais que carismáticos,  legendários como Rasputin). Tudo bem, se não tem a amiga louca da Angela Merkel, pode servir a louca genial Angela Rô Rô para assumir o governo municipal, quem sabe. Fogo temos sobrando. Garotinhos também abundam e se reproduzem, graçazadeus. Viva a nova monarquia republicana do melado (chuvisco dá muito trabalho e está caríssimo, tempos de crise, poupemos)! Imperialistas: ser ou não ser? Eis a questão.

A história confirma as necessidades do povo que vez por outra carece de um rei ou de um messias. Não vou botar os judeus e nem Jesus nessa prosa, pois sabemos o que aconteceu. Mataram-no com aval romano. Líderes políticos com grandes chances de revolução e transformação também são eliminados mundo afora. Kennedy, Luther King, Malcom X, Gandhi, Allende, Jango, Chico Mendes (inexplicavelmente, Fidel Castro sobreviveu)… Garotinho também já foi messiânico e inspirador depois do período Zezé Barbosa, associado ao coronelismo e ao método “antigo de governar” em tempos de ditadura militar. Depois de Garotinho, o que temos de melhor (ou pior, dependendo do ponto de vista e de voto)?  Haja tocha para acender o fogo dos adversários que querem eliminá-lo e vice-versa! Acho ele muito odiado e invejado, apesar de admirado. Quem tem medo de Virginia Woolf e de Anthony Matheus? Salvem a poesia e a tragédia greco-moura, por favor. Parece jogo de xadrez ou novelinha das seis dos anos 1970, mas a escravidão nos persegue. Somos reféns de um jeito ou de outro, a abolição foi e é uma farsa.

Afinal, Isaura e seus filhos todos, quem irá nos libertar das garras do mal? Por que Sergio Moro e seus pares não desembarcam de suas naves poderosas por todo município, estado do Rio de Janeiro e Brasil depois que Joaquim Barbosa saiu de cena, ninguém sabe, ninguém viu? Chicotearam as melhores esperanças e nos fazem sangrar banhados em mediocridade, mentiras e falácias (Trump e Hillary não ficam atrás). Por que mentimos tanto? Aliás, por que mentimos tanto para nós mesmos quando votamos ou quando nos envolvemos com alguém se dizendo por amor? Aliás, os políticos dizem que nos amam e nós dizemos o mesmo para eles. Por que não amar a música de Dorival Caymmi que introduz com o lerê, lerê, lerê e nos associa à escravidão diária? Somos assim, grafou Esdras. Ah, o Brasil e os brasileiros! Quanta malandragem e espertezas !!!

Eu quero botar fogo na pasmaceira enlouquecidamente, purificar os corações corrompidos e cruéis. Não sei se quero votar em descendentes de Isaura arruinados como o Solar dos Ayrizes, local onde ela teria vivido. Não sei se quero me comprometer mais do que já estamos todos nós, cúmplices de arruinamentos disfarçados de melhorias pagas por milhões e bilhões visivelmente superfaturados (embora não sei se poderemos mais roubar dinheiro público como antes no futuro próximo, pois fontes andam secando, assim como os nossos rios, lagoas e nascentes).

Dilapidamos o máximo que podemos para nos satisfazer sem pensar no próximo, no amigo e no futuro. Aliás, vendemos nosso futuro e nossa alma para o demônio e nem nos importamos com isto. Lembro em uma das eleições mais acirradas de Campos, na década passada, escrevi um texto para o extinto Monitor Campista utilizando os números das siglas dos partidos, comparando-os com as cartas do tarô, promovendo um jogo de trocadilhos. O número 12 (PDT) era a carta do Enforcado, já o número 15 (PMDB) era a carta do Diabo. Atualmente, o número 22 (PR) estaria associado à carta do Louco. O número 45 (PSDB) é a carta da Regeneração. Já o 13 do PT é o número da carta da Morte. Ou seja, todos sabem jogar muito bem. E nós eleitores sabemos?

E para não dizer que não falei de coisa boa, assistam quando puderem, a entrevista da cantora Olivia Byington ao jornalista Roberto D´Ávila na Globonews ou Internet. Ela é mãe de quatro filhos, um deles vítima da síndrome de Apert, doença rara e degenerativa da cabeça e rosto. Ela acabou de escrever um livro comovente e divide a dor e a coragem de enfrentar o preconceito e a discriminação. Um exemplo de amor e humanidade que deve servir a todos nós loucos e irresponsáveis, políticos ardilosos, religiosos ardentes ou não. Não deixem a chama da vida e do respeito apagar. Não sou contra os políticos (ao contrário), nem a Tocha Olímpica em Campos, nem contra as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Não vejo a hora de assistir a abertura e as competições dos deuses. É uma das coisas mais lindas que inventaram (apesar de ficar triste com a corrupção, mentiras, obras superfaturadas, truques e dopings desleais que roubam o pódio dos verdadeiros atletas, vencedores e heróis).  Viver livremente é bom, mas é fogo.

 

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Contabilizado para Caio Vianna, Pros vai para Rogério Matoso

Robinho Pitangueira e Rogério Matoso contra Caio Vianna e João Peixoto pelo Pros (arte de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Robinho Pitangueira e Rogério Matoso contra Caio Vianna e João Peixoto pelo Pros (arte de Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Como antecipado (aqui) na postagem abaixo, prometem ser tensos esses próximos dias, no fechamento do prazo das convenções e alianças partidárias para a eleição de outubro. Contabilizado na aliança pela candidatura de Caio Vianna (PDT) a prefeito, o Pros do presidente municipal Robinho Pitangueira fechou aliança na majoritária e proporcional com o PPL e o PC do B. Aliados, o primeiro tem Rogério Matoso como pré-candidato a prefeito, enquanto os comunistas tem em Odete Rocha sua principal pré-candidatura a vereadora.

Aliado de Caio, o deputado estadual João Peixoto (PSDC) deve tentar reverter por cima o movimento municipal do Pros. Seu contato direto é com o próprio presidente estadual do partido, o deputado federal Felipe Bornier. Filho do prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier, Felipe teve e recebeu de Peixoto o apoio do PSDC ao Pros em municípis da Baixada Fluminense.

 

Leia a íntregra dos fatos na edição impressa de amanhã (02) da Folha da Manhã

 

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