Mais perto de Caio, PT deve dividir seu apoio com Rafael para outubro

“Criança” encomendada?
O que significa de fato a foto tirada e postada ontem, (aqui) nas redes sociais, por Caio Vianna, pré-candidato do PDT à Prefeitura de Campos, de mãos dadas com o folclórico Washington Quaquá, prefeito de Maricá (RJ) e presidente estadual do PT? Pode até significar (aqui) que, além do namoro assumido, as núpcias foram previamente consumadas. Fruto dessa união, a “criança” já pode ter sido até encomendada. Mas as alianças ainda não foram trocadas diante do padre, pastor ou juiz de paz.
Sem dança de maluco
Como esta coluna havia adiantado (aqui) desde o dia 2 deste mês, apesar do seu tremendo desgaste junto ao eleitor e da previsão de debandada interna em novembro, o PT ainda é desejado para disputar as eleições de outubro, por seu generoso tempo de propaganda. Em Campos, vinha sendo cortejado por três pré-candidaturas a prefeito: a de Caio, a do vereador Rafael Diniz (PPS) e a de quem quer que seja o escolhido pelo governo Rosinha Garotinho (PR) — disputa que, excetuado quem bate palma para maluco dançar, sempre esteve restrita (aqui) ao vice-prefeito Dr. Chicão (PR) e aos vereadores Paulo Hirano (PR) e Mauro Silva (PSDB).
Planalto na planície
Mesmo que Mauro hoje talvez tenha chance real (aqui) apenas como vice, a necessidade de ter o tempo de propaganda também generoso do seu PSDB na chapa governista, acabou fazendo os rosáceos desistirem do PT por exigência tucana. E esses reflexos da intestina conjuntura nacional, a partir do afastamento da presidente Dilma Rousseff, passaram também a afetar diretamente os demais pretendentes locais. Rafael, do PPS, partido desde o início à vanguarda do impeachment, foi prejudicado. Em contrapartida, Caio saiu beneficiado por pertencer ao PDT, um dos últimos aliados que restaram à estrela cadente petista.
PT tem Anomal, mas…
Bem verdade que o PT tem pré-candidato à sucessão de Rosinha. Mas Hélio Anomal teria ainda menos chance a prefeito do que Dilma de voltar à presidência. Presidente municipal da legenda, André Oliveira defende, no entanto, a candidatura própria, para marcar uma posição com vistas a 2018, na esperança do improvável retorno messiânico de Lula. Mas admite que as negociações presentes com o PDT, que reserva o intempestivo Ciro Gomes como opção presidencial para daqui a dois anos, estão bastante avançadas em nível regional, a favor da aliança com Caio para 2016.
De novo 2004?
Como esta coluna também revelou (aqui), tanto Rafael quanto Caio foram sabatinados pela executiva municipal do PT, respectivamente, nos dois últimos sábados (02 e 09). E embora o segundo impressione pela articulação em alguém que nunca exerceu cargo público, o desempenho do vereador chegou a fazer muita petista goitacá lamentar sua pré-candidatura ser pelo PPS. Ainda assim, é quase certo que, prevalecendo a tendência de aliança oficial com Caio, vá se repetir entre ele e Rafael a mesma divisão do PT no pleito municipal de 2004, quando parte do partido apoiou Carlos Alberto Campista e a outra, caminhou com Paulo Feijó.
HGG em choque
Fundado para ser a referência no atendimento de quem vive na margem esquerda do rio Paraíba do Sul, o Hospital Geral de Guarus (HGG) há anos passa por um processo de sucateamento e é alvo constante de denúncias, tanto de quem frequenta o local, como de quem trabalha. São inúmeros os descasos, mas nenhum supera as mortes ocorridas e atreladas à falta de estrutura, como a mostrada (aqui) na página 8 desta edição.
Choque no HGG?
Dias desses, o marido da prefeita Rosinha disse que, a pedido dela, ia dar plantão nos hospitais públicos, citando o HGG e sem poupar crítica à administração da unidade. Prometeu um choque de gestão e que “não adianta ter dinheiro se não tiver uma boa administração”. Discurso de quem teve quase oito anos para fazer isso, mas, só agora, às vésperas da eleição, dá dica a quem vai às urnas: “não adianta ter dinheiro se não tiver uma boa administração”.
Com a colaboração do jornalista Rodrigo Gonçalves
Publicado hoje (13) na Folha da Manhã









