Oito prefeitos da região chegam à urna favoritos à reeleição

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Oito prefeitos favoritos à reeleição hoje

Hoje é o dia da decisão soberana e secreta do voto. Até ele, tudo pode mudar. Mas a partir da análise de mais de 30 pesquisas eleitorais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de consumo interno das principais campanhas, é possível projetar: os prefeitos Wladimir Garotinho (PP) em Campos, Carla Caputi (União) em São João da Barra, Welberth Rezende (Cidadania) em Macaé, Geane Vincler (União) em Cardoso Moreira, Léo Pelanca (PL) em Italva, Valmir Lessa (Cidadania) em Conceição de Macabu, Marcelo Magno (PL) em Arraial do Cabo e Fábio do Pastel (PL), em São Pedro da Aldeia, chegam hoje como favoritos à reeleição.

 

Aprovação de governo = intenção de voto

Com mais ou menos vantagem nos números, esses 8 prefeitos da região têm seu favoritismo à reeleição baseado em premissa simples: todos têm governos bem avaliados pela maioria da população, com reflexo direto em intenção de voto nas consultas estimulada e espontânea de todas as pesquisas. Reforçada por outro fato estatístico: nenhum deles lidera na rejeição. Não é exclusividade das eleições a prefeito do Norte e Noroeste Fluminense e Região dos Lagos. Tende à regra em qualquer outro pleito do Brasil ou democracia representativa do mundo, na qual seja permitida a reeleição: aprovação de governo = intenção de voto.

 

Oposição favorita em C. Frio e Rio das Ostras

A equação se reforça em confirmação ou por antítese. Entre os municípios com pesquisas eleitorais analisadas pela Folha, há dois em que a desaprovação popular ao governo faz com que o favorito a prefeito seja da oposição. Em Cabo Frio, quem lidera com folga a corrida é o deputado estadual Dr. Serginho (PL), contra a candidatura à reeleição da prefeita Magdala Furtado (PV), com governo reprovado pela maioria da população. E em Rio das Ostras, onde o favorito é o ex-prefeito Carlos Augusto Balthazar (PL), contra o candidato Maurício BM (União), apoiado pelo governo Marcelino Borba (sem partido), também reprovado por maioria popular.

 

Tendência cristalizada em 18 meses

Entre esses 10 municípios da região, só Campos tem mais de 200 mil eleitores, condição necessária à existência do 2º turno. A não ser que um candidato tenha, já no 1º turno, o mínimo de 50% + 1 voto entre os válidos — descontadas abstenções, votos em branco ou nulos. Tudo até aqui leva a crer que será o caso de Wladimir. Que tem o mínimo para definição em turno único projetado em todas as pesquisas eleitorais feitas em Campos, desde a GPP de março de 2023. Com mais duas pesquisas no ano passado e outras seis pesquisas registradas no TSE em 2024, é tendência cristalizada em 1 ano e meio de levantamentos.

 

Independe do adversário

Nestes últimos 18 meses medidos por 9 pesquisas, Wladimir foi apontado como favorito, com aprovação da maioria da população ao seu governo refletida na liderança isolada das intenções de voto, em todas. Desde que seus possíveis principais adversários eram o ex-deputado federal Caio Vianna, hoje no MDB e aliado do prefeito; o presidente da Câmara, vereador Marquinho Bacellar (União); e a deputada estadual Carla Machado (PT). Até a que foi confirmada em convenção: Delegada Madeleine (União). São quatro nomes bem diferentes. E Wladimir permaneceu favorito à reeleição em turno único nas pesquisas contra todos.

 

Tendências ao turno único

Nada disso valerá se da urna surgir um eventual 2º turno. Mas isso parece improvável. Não só por Madeleine não ter chegado até aqui aos 20% de intenção em nenhuma pesquisa, contra mais de 60% a Wladimir. Mas também pelo fato de que nenhum outro candidato a prefeito, entre Professor Jefferson (PT), Thuin (PRD), Fabrício Lírio (Rede), Dr. Buchual (Novo) e Pastor Fernando (PRTB), chegou sequer próximo aos 2 dígitos de intenção de voto em nenhuma das 9 pesquisas eleitorais de Campos. Que, no conjunto dessas tendências, dão hoje à urna do 1º turno a aparência de impossibilidade matemática a turno extra.

 

Big Data, Paraná e Quaest

Pesquisas não são infalíveis ou bola de cristal. Mas revelam tendências, como retratos do tempo presente de um filme em movimento. Cujo “the end” só vem com a totalização da apuração pelo TSE. Mas, negadas, sonegadas, desaparecidas e até fraudadas na atual corrida a prefeito de Campos, pesquisas são a forma mais objetiva e impessoal de se acompanhar o processo eleitoral. Sobretudo quando feitas por institutos sérios e de conceito nacional, como Real Time Big Data, Paraná e Quaest. Este, com três pesquisas, inclusive uma fechada ontem, sem registro no TSE. O fato é que nenhuma delas projetou surpresa para hoje.

 

Tetos de Wladimir, Madeleine e Jefferson?

Sem o mesmo conceito que Big Data, Paraná e Quaest, a Prefab Future sempre apontou, desde 2023, os maiores índices de intenção de voto a Wladimir em 2024. Inclusive no seu último levantamento, divulgado ontem, em que deu 77,8% de intenção de voto válido ao prefeito. No cruzamento das pesquisas Big Data, Paraná e Quaest (mesmo sem poder revelar os números desta), o resultado mais factível parece ser a reeleição entre 64% a 74% dos votos válidos. Como Madeleine entre 17% e 27%. E, com base no resultado da eleição de Campos em 2020, projetar o teto de 7% dos válidos a Jefferson. Daqui a pouco saberemos.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Projeção da eleição a prefeito de Campos e outros 9 municípios

 

(Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Até que os votos sejam depositados na urna amanhã, na decisão soberana e secreta do eleitor, tudo pode mudar. Mas a partir da análise de mais de 30 pesquisas eleitorais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de consumo interno das principais campanhas, o que é possível projetar hoje, sem paixão ou expressão de desejo, sobre as eleições a prefeito de Campos e de outros 9 municípios do Norte e Noroeste Fluminense e Região dos Lagos:

 

CAMPOS (onde um teto, se alcançado, achata os demais)

Prefeito Wladimir Garotinho (PP) — Reeleito com piso de 64% dos votos válidos e teto de 74%.

Delegada Madeleine (União) — Piso: 17% dos votos válidos. Teto: 27%.

Professor Jefferson (PT) —  Teto: 7% dos votos válidos.

Os 4 demais candidatos a prefeito, cada um — Teto: 3% dos votos válidos.

 

SÃO JOÃO DA BARRA

Prefeita Carla Caputi (União) reeleita.

 

MACAÉ

Prefeito Welbert Rezende (Cidadania) reeleito.

 

CARDOSO MOREIRA

Prefeita Geane Vincler (União) reeleita.

 

CABO FRIO

Dr. Serginho (PL) eleito prefeito.

 

RIO DAS OSTRAS

Carlos Augusto Balthazar (PL) eleito prefeito.

 

ITALVA

Prefeito Léo Pelanca (PL) reeleito.

 

CONCEIÇÃO DE MACABU

Prefeito Valmir Lessa (Cidadania) reeleito.

 

ARRAIAL DO CABO

Prefeito Marcelo Magno (PL) reeleito.

 

SÃO PEDRO DA ALDEIA

Prefeito Fábio do Pastel (PL) reeleito.

 

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Nova pesquisa: prefeito Welberth favorito à reeleição em Macaé

 

 

Prefeito de Macaé, Welberth Rezende (Cidadania) ampliou seu favoritismo à reeleição na urna do domingo (6), daqui a apenas 2 dias. Nas duas pesquisas do instituto Paraná, realizadas em agosto e no início deste mês de outubro, ele oscilou 1,6 ponto para cima na consulta estimulada, de 70,3% aos atuais 71,9% de intenção de voto. Na consulta espontânea, que revela o voto cristalizado, Welberth oscilou 2,8 ponto para cima, de 43,2% a 46% de intenção.

Dados da nova pesquisa — A nova pesquisa Paraná ouviu 680 eleitores macaenses entre os dias 30 de setembro (última segunda-feira) e 3 de outubro (última quinta), com grau de confiança de 95% e margem de erros de 3,8 pontos para cima ou para baixa. E foi registrada como RJ-09601/2024 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Consulta estimulada — Bem atrás dos 71,9% de Welberth na intenção de voto, vieram na estimulada o ex-prefeito Dr. Aluizio (PDT), com 11,2%; o ex-vice-prefeito Danilo Funke (PSB), com 4,7%; o ex-deputado federal Felício Laterça (PP), com 1,5%; e Fábio Pereira Passos (Avante), com 0,7%. Outros 5,6% disseram que votarão em nenhum/branco/nulo, enquanto 4,4% não souberam responder.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Consulta espontânea — Também bem atrás dos 46% do prefeito na intenção de voto cristalizada, vieram na espontânea Dr. Aluizio, com 4,1%; Danilo Funke, com 1,5%; Felício Laterça, com 0,3%; e Fábio Pereira Passos, com 0,1%. Outros 41%, no entanto, disseram não saber responder em quem votarão, enquanto 5,9% optaram por nenhum/branco/nulo.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Rejeição — Em 2º lugar nas consultas estimuladas e espontânea, Aluizio lidera na rejeição: 43,8% dos macaenses não votariam nele de jeito nenhum. Bem atrás no índice negativo vieram Danilo, com 20,6%; Laterça, com 19,1%; Fábio, com 14,1%; e Welberth com a menor rejeição: apenas 10,3%. Outros 19,1% não souberam responder, enquanto 7,2% poderiam votar em todos os cinco candidatos a prefeito.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística pelo IBGE

Análise do especialista — “A Paraná Pesquisas entregou um trabalho com alta excelência técnica. Para as urnas do próximo domingo, dia 6 de outubro, o instituto projetou a reeleição do prefeito Welberth, que aparece com 46,0% de intenção de voto espontâneo, subindo a 71,9% na estimulada. A pesquisa não mediu a aprovação do governo do atual prefeito do segundo maior município do Norte Fluminense, mas apontou que, na comparação com os concorrentes, de todos os candidatos, Welberth é o que tem a menor rejeição: apenas 10,3% dos eleitores entrevistados afirmaram não votar nele de jeito nenhum. Com 182.529 eleitores habilitados a votar no próximo domingo, Macaé não tem 2º turno”, ressaltou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.

 

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Outra pesquisa fake a prefeito de Campos barrada pela Justiça

 

(Foto: Rodrigo Silveira/Folha da Manhã)

 

Outra pesquisa fake a prefeito de Campos foi barrada pela Justiça Eleitoral. Após a Iguape suspensa na terça (1º) por adulteração metodológica (confira aqui) para tentar projetar o 2º turno à eleição, hoje foi a vez do juiz Leonardo Cajueiro D’Azevedo, da 76ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos, suspender a pesquisa do desconhecido F & N Empreendimentos Comerciais Ltda. Que tem como sócio o cunhado do deputado estadual Thiago Rangel (PMB), apoiador da candidata a prefeita Delegada Madeleine (União).

Como foi com a Iguape, adulteração da margem de erro foi novamente destacada pela magistrado para deferir liminar favorável a suspensão da nova pesquisa. Que não tinha nem estatístico registrado Conselho Regional de Estatística (Conre) no Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro (TRE-RJ)  à frente do levantamento:

— Temos pesquisa eleitoral com equivocada declaração de margem de erro ao TRE (3,7%) não correspondendo à margem explicitada na metodologia (3,0%). Temos pesquisa eleitoral modelada por profissional sem registro na área de jurisdição do TRE-RJ. Estamos na semana imediatamente anterior à votação e temos pesquisa com discrepâncias entre o questionário e o plano amostral, bem como divulgação de margem de erro equivocada maior até que a margem metodologicamente comunicada ao TSE — detalhou o juízo da 76ª ZE de Campos.

Embora não tenha considerado em sua decisão, a lminar citou outra pesquisa impugnada do instituto e o fato desse não ter atuação pregressa em pesquisa eleitoral:

— Afirma (o pedido de impugnação da pesquisa), ainda, que a empresa representada, F & N Empreendimentos Comerciais Ltda, tem como sócio cunhado de notório apoiador de candidato inserido na pesquisa o que representaria abalo na lisura da pesquisa (…) Sem prejuízo, há também, notícia nos autos que o mesmo instituto de pesquisa foi alvo de impugnação no
Processo n.º 0600550-86.2024.6.19.0156, em pesquisa na qual se constataram falhas metodológicas e de coleta de dados. As alegações de que a empresa responsável pela pesquisa existe há 15 anos e nunca atuou na área, sua composição societária e seu objeto social vasto e variado, não serão levadas em conta para fins da presente liminar uma vez não amparadas em documentos anexos à inicial. Facultando-se os interessados em providenciarem a juntada posterior — projetou o magistrado.

 

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Bispos e eleição a prefeito do Rio, São Paulo, Campos e região

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Campos tem a singularidade de ter dois bispos da Igreja Católica Romana. Um diocesano, o progressista Dom Roberto Ferrería Paz, e um da Administração Apostólica São João Maria Vianney, o conservador Dom Fernando Rifan. Os dois são os convidados para encerrar a semana do Folha no Ar nesta sexta (4), ao vivo, a partir das 7h, na Folha FM 98,3.

Dom Roberto e Dom Fernando falarão sobre do papel da religião na política dentro do Estado laico. Com base nas pesquisas, eles também tentarão projetar as eleições a prefeito de São Paulo, Rio de Janeiro, Norte e Noroeste Fluminense e Região dos Lagos. Como as eleições a prefeito (confira aqui e aqui) e vereador de Campos do domingo (6), daqui a apenas 3 dias.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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A prefeito em Campos, região, Rio e São Paulo no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE, William Passos é o convidado do Folha no Ar desta quinta (3), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Como base nas últimas pesquisas, ele analisará as eleições a prefeito do Rio de Janeiro (confira aqui) e de São Paulo (confira aqui).

Com base nas pesquisas, William também tentará projetar as eleições a prefeito em municípios (confira aqui) do Norte e Noroeste Fluminense e na Região dos Lagos. Como, sempre com base nas pesquisas, tentará projetar as eleições a prefeito (confira aqui, aqui e aqui) e vereador de Campos.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Por que votarei em Cláudia Eleonora 44044 a vereadora?

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Desde o início do ano, decidi que votaria em uma mulher à Câmara Municipal de Campos. Pois mesmo que tenha restrição ao identitarismo, julgo um absurdo que o Legislativo goitacá seja composto apenas de 25 homens.

Nesse sentido, cogitei algumas candidaturas, como a da Professora Natália (Psol), nº 50123; e da ex-vereadora Odisséia (PT), nº 13613. Mas acabei me definindo pela Cláudia Eleonora (União), nº 44044.

Mesmo que a legenda de direita não agrade a quem se vê na centro-esquerda, Cláudia é mulher, negra e mãe. O que, identitarismo à parte, personifica na minha geração a cara majoritária do povo campista e brasileiro.

Também conta, admito, o espírito de corpo. Não no sentido de votar, necessariamente, numa jornalista. Mas porque gostaria de ver sua sólida ética profissional, testada e aprovada, também sob o teste de pedra à vidraça.

Ademais, com o favoritismo do prefeito Wladimir Garotinho (PP) à reeleição em todas as pesquisas, creio no equilíbrio entre Poderes independentes. E no sistema de freios e contrapesos da democracia. À qual seria salutar ao município, penso, eleger uma bancada de oposição de bom nível.

Por fim, mas não menos importante, minha declaração de voto a vereadora é uma questão de foro estritamente pessoal enquanto cidadão. Que nada tem ou terá com minha atuação profissional em jornal, rádio, TV, blog e/ou site. Nessa divisão sempre necessária. E que Cláudia Eleonora entende tão bem.

 

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Falta de aviso não foi: “pesquisa fantasiosa” barrada na Justiça

 

(Foto: Rodrigo Silveira/Folha da Manhã)

 

 

Pesquisa fraudada Iguape barrada na Justiça

“Temos pesquisa eleitoral divulgada antes mesmo que se iniciasse a coleta de dados. Pior, há divulgação de margens de erro que não correspondem àquelas que existiram se fosse seguida a metodologia declarada ao TSE. Não passou despercebido ao juízo que a equivocada margem de erro (4,9%) ampara suposições quanto ao resultado da eleição em 1º ou 2º turno. Entretanto, a pesquisa aponta margem de erro estimada em 3,1%”. Foram as gritantes contradições elencadas pelo juiz titular da 76ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos, Leonardo Cajueiro D’Azevedo, para suspender a divulgação de pesquisa Iguape a prefeito de Campos.

 

Falta de aviso não foi (I)

Falta de aviso não foi. Antes da divulgação da pesquisa pela rede de veículos controlados pela oposição, encomendada pela rádio Hits para tentar enganar o eleitor campista, esta coluna advertiu no sábado (28): “a Iguape, registrada no TSE para divulgação na terça (1º). Seria para achar à 2ª colocada, Delegada Madeleine (União), algo próximo aos 30% de intenção de voto, cerca do dobro do que ela de fato tem em todas as pesquisas (…) Esse número entre 20% e 30% de intenção a Madeleine teria sido achado numa pesquisa interna. O Iguape foi escalado de última hora para tentar bisá-lo e criar uma guerra de narrativas na semana da eleição”.

 

“Pesquisa manifestamente fantasiosa”

Como reza o dito popular, “não há nada pior que burro com iniciativa”. A falta de inteligência, capaz de pasmar criança do ensino fundamental, fica patente no tosco contorcionismo descrito ontem pelo juízo da 76ª ZE: “Estamos na semana imediatamente anterior à votação e temos pesquisa manifestamente fantasiosa (resultado antes da coleta de dados !?!?) e divulgação de margem de erro equivocada maior até que a margem metodologicamente comunicada ao TSE (…) Por fim, há indícios de abuso de poder econômico (caso provada pesquisa com propósito de ludibrio ao eleitorado) e uso indevido dos meios de comunicação”.

 

Falta de aviso não foi (II)

De novo, falta de aviso não foi. Antes da “pesquisa fantasiosa” de ontem, na mesma fantasia que inunda as ruas de Campos com bandeiras pagas de uma candidatura, a coluna também advertiu no sábado: “Paraná e Big Data têm nome a zelar. Não se prestariam a achar intenção de voto artificial a um candidato, muito além da margem de erro, do que de fato tem. O que, se acontecer na Iguape de terça, fará com que o instituto cumpra o papel que a Brasmarket tentou fazer por Bolsonaro em 2022 (…) com o mesmo resultado prático: ser desmascarado pela urna. Mesmo com a derrama de ‘aspectos menos metodológicos’ na reta final da eleição”.

 

Sob pena de R$ 100 mil/dia

Outro dito popular reza que “quem avisa, amigo é”. Mas como os avisos da coluna não adiantaram, a Justiça Eleitoral de Campos agiu de maneira célere para provar que há o limite da lei à tentativa de se instalar um vale-tudo na disputa do orçamento bilionário da cidade. Determinou a cinco perfis de quatro veículos que servem de linha de transmissão ao mesmo grupo político, além do perfil da candidata Madeleine, a remoção, no prazo de 24 horas, da divulgação da “pesquisa fantasiosa” Iguape a prefeito de Campos. “Sob pena de multa diária no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais)”, estipulou o juízo da 76ª ZE.

 

Histórico das pesquisas a prefeito de Campos

Vinda de carreira brilhante como delegada de Polícia Civil, Madeleine teve, a olhos vistos, uma rápida evolução como política. O problema não parece estar com ela. A coluna fez um histórico das pesquisas a prefeito de Campos e 2024, antes de advertir mais uma vez no sábado: “Em 2023, desde a pesquisa GPP de março, passando pela Iguape de julho e a Prefab de agosto, Wladimir tinha intenção de voto para projetar a reeleição em 1º turno. Essa tendência foi confirmada pela Prefab de abril, as Big Data de agosto e setembro e a Paraná de agosto de 2024, antes da Paraná de setembro desaparecer”.

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Falta de aviso não foi (III)

A coluna de sábado seria confirmada ontem, três dias depois, hoje a apenas quatro da urna: “a coordenação da oposição parece mais perdida que cego em tiroteio. No terraplanismo da negação das pesquisas e no malabarismo com a Paraná de agosto, antes do desaparecimento da Paraná de setembro. Ou quando omitiu as Big Data de agosto e setembro, para lembrar que as duas existiram só… quatro dias depois da última. Quem nega e sonega pesquisas, no compromisso político e doloso com a desinformação, agora pode ter achado uma Iguape para chamar de sua”.

 

Decisão correta contra campanha de Wladimir

No mesmo compromisso com a desinformação, as pesquisas anteriores Paraná e Real Time Big Data foram acusadas na segunda de “conter erros”. O que é uma deslavada mentira dos veículos que divulgaram a Iguape “fantasiosa” na terça. O erro foi da campanha de Wladimir, que divulgou as duas pesquisas sem período de realização, margem de erro, número de entrevistados, nível de confiança, contratante e registro no TSE. Na Folha, com todas essas informações, a Paraná e a Big Data estão onde sempre estiveram. A decisão correta do juiz Marcio Roberto da Costa, da 75ª ZE, só impôs o Art. 10 da resolução 23.600/2019 do TSE.

 

Tiro de festim pela culatra

Entre a Paraná divulgada em 26 de agosto e a que desapareceu misteriosamente após ter divulgação prevista no TSE para 27 de setembro, como as duas Big Data divulgadas em 27 de agosto e 23 de setembro, Wladimir variou entre 63% e 65% das intenções de voto na consulta estimulada — fruto da aprovação de governo entre 73% e 76,3%. Enquanto Madeleine variou de 14% a 17,9%, com teto projetado entre os 23,6% e os 26% que não aprovam a atual gestão municipal. O tiro de festim pela culatra, advertido e ainda assim disparado ontem com a Iguape, pode ter atrapalhado a principal candidata da oposição, no lugar de ajudar. A ver.

 

Publicado hoje (2) na Folha da Manhã.

 

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Psol e esquerda na eleição de Campos no Folha no Ar desta 4ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Profissional da psicologia, estudante de Ciência Econômicas na UFF-Campos e secretário geral do Psol goitacá, Johnatan França de Assis é o convidado do Folha no Ar desta quarta (02), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Que falará sobre o papel do Psol (confira aqui e aqui) entre as candidaturas a prefeito de Campos de Fabrício Lírio (Rede) e Professor Jefferson (PT).

Johnatan também analisará a nominata da Federação Psol/Rede na busca de uma cadeira numa Câmara Municipal  hoje composta por 25 homens. E, com base nas pesquisas (confira aqui, aqui e aqui), tentará projetar as eleições a prefeito de Campos em 6 de outubro, daqui a apenas 5 dias, e o papel que a esquerda terá nessa disputa.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Antes e após o velório do Bicho André — Sob os três acordes do blues

 

 

Morto na manhã de hoje por complicações pulmonares, aos 59 anos, André Luiz Pinto da Silva, o Bicho André, tem seu velório acontecendo, desde o final da tarde de hoje (30), na Capela F do Campo da Paz. Onde será sepultado às 10h da manhã desta terça (1º).

Conheci o Bicho André, bar e dono homônimo, nos anos 1990. Jovem, fui a algumas apresentações de rock e no espaço da rua Lacerda Sobrinho, mesmo local que manteria nas três décadas seguintes. Antes, era em área bem maior que a atual, com espaço para shows e mesas de sinuca, que cederia lugar a um estacionamento.

Na segunda metade daquela década marcada pelos meteoros na música do Nirvana e de Cássia Eller, como pelo surgimento de Quentin Tarantino no cinema, namorava a jornalista Dora Paula Paes. A quem levei a um show de cover do Legião Urbana no Bicho André, já após a morte de Renato Russo em 1996.

Não lembro bem o ano, mas nossa presença naquele show parece ter marcado o André. Com quem perderia contato nos anos seguintes. Até que meu filho único, Ícaro, após sair da casa da mãe para morar comigo na pandemia da Covid-19 em 2020, foi depois morar sozinho em um flat no Soho, na Conselheiro Otaviano. E, por questão de proximidade física e identificação musical, passou a frequentar o Bicho André.

A partir do convívio entre os dois, que derivou numa grande amizade, apesar da diferença de idade, foi André quem contou a Ícaro que eu frequentava o mesmo bar quando jovem. Inclusive quando, antes do meu filho nascer e eu namorava a sua mãe, sobre aquele cover do Legião Urbana que fomos juntos. Como na música de Belchior: “Ainda somos os mesmos e vivemos/ Como os nossos pais”.

Entre janeiro e fevereiro de 2023, quando Ícaro e eu viajamos pelos três continentes do Velho Mundo, entre Holanda, Egito, Israel, Palestina e França, no convívio mais estreito do mesmo quarto durante quase dois meses, percebi o quão íntima era a relação do meu filho com o André. Como com aqueles que compunham o multifacetado universo do Bicho André.

Aluysio e André ao lado da fato de Ícaro no Bicho André, em 27 de maio de maio de 2023

Diferenças de fuso horário à parte, a comunicação virtual de Ícaro com André e os amigos do Bicho André era tão constante quanto com a sua própria família. Depois que meu filho morreu precocemente, em 13 de maio de 2023, André me procurou e chamou para conversar. Falou que inauguraria no Bicho André uma foto de Ícaro, homenagem que colocou na parede entre duas placas de Amsterdã que meu filho trouxe da viagem para ele.

Cerca de um mês e meio após a morte de Ícaro, na fase mais difícil da minha vida, como penso ser para qualquer ser humano, a homenagem de André foi marcada para o sábado de 27 de maio de 2023. Pediu que eu chegasse antes dos demais, para que pudéssemos conversar a sós em sua casa, anexa ao bar. Quando me contou da sua relação com meu filho e as histórias dele no bar. E repetiu várias vezes: “Você era o grande ídolo, o herói de Ícaro”.

André reforçaria esse testemunho mais particular no Folha no Ar que gravamos em 6 de junho do ano passado, com seis entrevistados, entre fontes, colegas de trabalho e amigos de Ícaro, para falar dele como homem e jornalista. Como sempre teve as mesmas palavras de carinho para com Dora, mãe do meu único filho. Dedicou a pais dilacerados de luto, de certa maneira atenuando-o, uma generosidade e um carinho ainda maiores que os seus 1,87m e 110 kg.

Da importância de André para o cenário do rock e blues de Campos, uso o testemunho do músico e cientista político e George Gomes Coutinho, professor da UFF-Campos:

André e George no aniversário de 24 anos da vida de Ícaro, em 15 de julho de 2023

“André foi uma peça crucial na história do rock e do blues em Campos dos Goytacazes. Seu bar, justamente o Bar Bicho André, foi palco de diferentes manifestações culturais e subestilos do rock, indo do metal extremo até experimentos de blues em jam sessions intermináveis.

André organizou, sediou, bancou, com sua cultura pessoal anti-manager e maluco beleza, nada menos que até mesmo mini-festivais em seu bar, animando uma cultura underground com tão poucos espaços cativos para se manter pulsante na planície. Portanto, jovem rocker que me lê, se você tem lugares a frequentar e curtir hoje em Campos, é por conta de malucos como o André que seguraram a marimba permitindo a transmissão desta cultura rebelde contra diferentes modismos que sempre se impuseram sobre a cidade.

Andrezão, Rest In Power, meu querido! Podes crer, dentre outras tantas coisas, sua canja de galinha, feita com um tempero maluco com alfavaca, sal, pimenta, alho, tudo batido no liquidificador, segue incomparável! Obrigado por tudo!”

Nessas coincidências que não há, soube do estado de saúde grave de André no domingo, pouco antes de voltar do Rio, onde tinha ido assistir na quinta (26) ao show de Eric Clapton. O quarto dele no Brasil. Que já tinha testemunhado em 1990 e 2001, no palco do samba da Apoteose. E, em 2011 e em 2024, na mesma casa de espetáculos de Jacarepaguá, HSBC Arena 13 anos atrás e hoje rebatizada Farmasi Arena. Onde, como tínhamos planejado ir juntos, pensei várias vezes em Ícaro.

Escrevi até a linha de cima, quando parei para ir ao velório de André, no final da tarde de hoje. Fui o primeiro a chegar e ajudei um funcionário da funerária e outro do Campo da Paz a trasladar seu caixão do rabecão ao carrinho do cemitério. Que, após eu falar algumas breves palavras, o conduziu à mesma Capela F em que meu filho foi velado. Depois de mim, chegou o Márcio Merreca, baterista de rock e amigo há 40 anos de André.

Márcio me disse que conheceu Ícaro no Bicho André. Informei a ele para onde o corpo tinha sido levado, para ser velado, e que visitaria meu filho. Caminhei sozinho até o seu túmulo, em trajeto já bem decorado, onde contei o que havia acontecido com André e do show de Clapton. Que, se não pudemos ir juntos, fui com sua camisa que compramos num dos bazares em que judeus, árabes e cristãos convivem na Cidade Velha de Jerusalém.

 

 

Só após verbalizar os dois acontecidos a Ícaro, lembrei que tinha gravado vídeos de cortes do show de Clapton. E, como tinha postado na noite anterior no Instagram, com André ainda vivo, coloquei para rolar no celular trechos da execução dos blues “Hoochie Coochie Man”, de Willie Dixon para Muddy Waters, e de dois outros do mestre Robert Johnson: “Kind Hearted Woman”, onde Clapton trocou a Fender Stratocaster pela viola, e “Crossroads”.

 

 

Despedi-me para retornar, entre encruzilhadas de humanos mortos, azaleias e anuns galegos vivos, ao velório de André. Mais do que grande amigo, ele foi um “pai adotado” por Ícaro. O que faz dele meu irmão. Se algo depois daqui houver, e espero sinceramente que haja, arrefece a tristeza pensar em Carô recebendo o Bicho André para colocarem o papo em dia e comungar uma gelada. Que Deus guarde a ambos. Sob os três acordes do blues.

 

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Jefferson fecha série com prefeitáveis no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ex-reitor do IFF e candidato a prefeito de Campos, Professor Jefferson (PT) é o convidado do Folha no Ar desta terça (1º), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Na semana da eleição do domingo de 6 de outubro, ele fechará a série de entrevistas do Grupo Folha com todos os candidatos a prefeito Campos, com ordem estabelecida em sorteio (confira aqui) no último dia 22, diante da presença dos representantes de todas as candidaturas.

Jefferson avaliará os erros e acertos da gestão Wladimir, o cenário apontado pelas pesquisas eleitorais (confira aqui e aqui), sua nominata de vereadores e do apoio da deputada estadual petista Carla Machado (confira aqui e aqui) à candidatura de Delegada Madeleine (União) à prefeita. Também falará das suas propostas para saúde, educação, transporte público e segurança. Como à revitalização do Centro, à retomada da agropecuária, à geração de empregos e à construção do futuro de Campos para além dos royalties do petróleo.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook e no YouTube.

 

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Edmundo Siqueira — Campos e reeleição entre passado e futuro

 

(Foto; Rodrigo Silveira/Folha da Manhã)

 

Edmundo Siqueira, jornalista da Folha FM 98,3 e servidor federal

Campos e a Arte da Reeleição: entre o passado e o futuro

Por Edmundo Siqueira

 

Se há algo que a política municipal ensina com precisão é que prefeitos, quando tentam a reeleição, jogam com a máquina a seu favor. E se bem utilizados, os benefícios do poder incumbente transformam-se em vantagens eleitorais que os oponentes dificilmente conseguem superar. As estatísticas não mentem: incumbentes, ou seja, aqueles que já estão no cargo, têm altas probabilidades de sucesso quando decidem concorrer novamente. Mas, como disse o cientista político Vitor Peixoto, não são os números que definem as eleições — é a forma como interpretamos esses números.

Em Campos dos Goytacazes, no coração do Norte Fluminense, o cenário não é diferente. A cidade, que viveu momentos de profunda crise financeira nos últimos anos, especialmente com o colapso das receitas do petróleo, agora assiste à tentativa de reeleição de Wladimir Garotinho, herdeiro de uma dinastia política local. Em meio a um contexto econômico mais favorável e com o rescaldo das dificuldades do governo Rafael Diniz ainda frescas na memória dos eleitores, a campanha de Wladimir ganha fôlego. Não se trata apenas de números ou obras visíveis. É sobre como os eleitores enxergam o progresso em relação ao caos pré-existente.

Esse mesmo cenário se repete em outros municípios da região, como São João da Barra, onde a prefeita Carla Caputi também busca um novo mandato. Em ambos os casos, a pergunta-chave é: o que eles fizeram com o que tinham em mãos? E, mais importante, será que essa gestão convenceu o eleitorado?

Foi justamente sobre esses temas tratados com o cientista político Vitor Peixoto, cientista político e professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), em uma entrevista na Folha FM 98,3 nesta quinta (26), que navegou pelas intricadas águas das eleições municipais de 2024.

A seguir, um trecho dessa conversa:

 

Reeleição do incumbente

Vitor Peixoto — “Prefeitos que tentam a reeleição, eles têm uma nova chance de se reeleger, certo? Os dados dizem isso [incumbentes que tentam a reeleição têm alta probabilidade de reeleição], mas a forma de interpretar é que muda.Trazendo para Campos, e para os municípios da região, que tem prefeitos e prefeitos que estão tentando a reeleição, como é o caso de São João da Barra, por exemplo, onde uma prefeita [Carla Caputi] que tenta a reeleição, eles têm mais chance que seus oponentes, isso é claro. Até pelo fato de manterem a máquina e, obviamente, por estarem no governo, em um contexto econômico muito propício, para a realização de obras, prestação de serviço público, quando a gente é quando faz sobre um município específico, a gente tende a iniciar comparando o que aquela gestão fez diante daquilo que ela pegou”.

“Se você for analisar Campos, você tem que se perguntar: como Vladimir pegou a Prefeitura e como ele entregou exatamente. Eu acho que a primeira avaliação que as pessoas fazem é avaliar com aquilo que o prefeito encontrou quando começou a governar. Wladimir em Campos tem uma vantagem eleitoral muito grande, devido a penumbra que se encontrou no governo Rafael Diniz e aquilo que ele fez no município nos últimos anos”.

“Não é nada absolutamente extraordinário, mas diante de um cenário, que era de completo caos econômico e administrativo como o que Campos viveu com a crise do petróleo em 2016, etc. e o que foi o governo Rafael. Mas o fato é, Wladimir pegou a Prefeitura em completo caos econômico e administrativo e ele colocou aquilo para rodar. Então são esses dados, de 70% de aprovação, [refletem] esse quadro de avaliação que o eleitor faz da da administração Wladimir”.

 

O teto de Wladimir e as campanhas de oposição?

Vitor Peixoto — “Eu não gosto de falar de teto, o teto nos remete muito a uma questão fixa, que normalmente é a aprovação [de governo]. Então qual o teto, os 74% da aprovação? Isso pode aumentar e pode diminuir. Então você qual é o teto? O capital eleitoral dele é o teto da aprovação, obviamente, mas a aprovação pode aumentar ou diminuir de acordo com a avaliação das campanhas. As campanhas existem por isso. Ou vocês acham mesmo que os oponentes, Madeleine, Jefferson, Buchaul [completam o cenário Fabrício Lírio, Fabrício Lírio e Thuin], estão saindo de casa todos os dias acreditando, eles têm que acreditar que podem mudar. Para o candidato à reeleição, é hora de defender o governo, defender seus feitos e prometer novos feitos para frente”.

“Então você tem uma avaliação retrospectiva, que avalia o passado e tem, obviamente, as promessas, que é aquilo que o eleitor vai avaliar, como prospectivo. No caso das campanhas [de oposição], é tentar mudar isso, dizer que não foi tão bom assim que Wladimir pegou o governo que não é, que não fez o que deveria fazer com as condições que tiveram”.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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