Ronaldo Junior — Junho com 85 anos da história de Campos na ACL

 

(Foto: Folha da Manhã)

 

Ronaldo Junior, poeta, professor de Letras e presidente da Academia Campista de Letras (ACL)

85 anos de história

Por Ronaldo Junior

 

O mês de junho marca a passagem dos 85 anos de fundação da Academia Campista de Letras, o que me leva a fazer um convite e uma reflexão.

Primeiro, o convite: ao longo deste mês, a ACL vai receber cinco eventos que marcarão as comemorações dessa data. A começar no dia 8 de junho, às 16h, quando será aberta a exposição de ilustrações do grupo Urban Sketchers Campos, com curadoria de seu coordenador, o arquiteto Ronaldo Araújo. Para marcar esse momento, ouviremos o coordenador do USk Campos e, também, seremos agraciados com uma palestra da professora Maria Catharina Reis Queiroz Prata, do IFF Campos-Centro, responsável pelo projeto Patrimônio Goitacá. O tema será “A cidade no espelho”.

O segundo dia será 13 de junho, às 19h, quando receberemos uma mesa redonda para homenagear a Livraria Ao Livro Verde por seus 180 anos de fundação. Participarão a professora Valéria Crespo — autora de uma pesquisa sobre a Livraria — e os acadêmicos Genilson Soares e Sylvia Paes (mediadora), que possuem reconhecida atuação na preservação de nossa memória. Na ocasião, após a mesa redonda, receberemos o lançamento e a afiliação de membros da Associação de Amigos de Ao Livro Verde (Asalve), que tem como principal pilar a preservação da Livraria enquanto patrimônio cultural, com enfoque em salvaguardar o que ela representa para a nossa cultura. A Associação será fundada a partir da Campanha SOS Ao Livro Verde, da qual a ACL é signatária.

O terceiro evento ocorrerá em 17 de junho, às 19h, quando receberemos uma conferência em homenagem aos 95 anos de fundação da Associação de Imprensa Campista — instituição parceira da ACL —, ministrada pelo acadêmico e jornalista Herbson Freitas. Na ocasião, o evento será aberto por mim e pelo presidente da AIC, Wellington Cordeiro.

Em 21 de junho, dia que marca a fundação da ACL, celebraremos, às 19h, o aniversário da instituição com uma homenagem aos acadêmicos e acadêmicas, que receberão a Comenda da Academia Campista de Letras. Logo após, será apresentado o site oficial da instituição. Nesse dia, ainda, seremos brindados com a presença da Sociedade Musical Lira de Apolo, que fará uma apresentação, seguida de um coquetel.

O encerramento da programação será no dia 29 de junho, às 17h, quando teremos a honra de receber um dos maiores nomes da antropologia brasileira: o professor e escritor Roberto DaMatta, que fará um bate-papo com o acadêmico Carlos Augusto Souto de Alencar.

Durante os dias de evento, o público poderá visitar a exposição do grupo USk Campos — que estará aberta até o final do mês de junho — e, ainda, poderá conhecer peças artesanais do grupo Arte e Identidade do Artesanato Campista. Que tem como proposta valorizar a cultura de Campos por meio do artesanato.

Agora que fiz o convite, quero aproveitar para refletir sobre o que esse momento significa.

Os últimos 85 anos da história campista foram, de alguma maneira, presenciados pela ACL. Seus membros, muitas vezes, participaram de forma ativa dessa história e permitiram que a instituição resistisse ao longo dos anos, para seguir participando da vida cultural, política e intelectual do município.

Mas, para visitar esses anos, entendo ser necessário contar uma história conjunta, que passa por outros olhares e pela história de outras instituições, que também trabalham em prol da preservação da nossa memória. Neste mês de junho de 2024, portanto, celebramos nossa história também sob a ótica de outras entidades que vivenciaram a Campos das últimas décadas, pois entendemos que o papel da ACL passa por salvaguardar nosso patrimônio cultural, o que exige diálogo e trabalho conjunto num mesmo objetivo.

Isso me faz pensar no fundamento da imortalidade evocada pelas Academias de Letras: somente a memória nos permite ao menos simular a perenidade. E isso vale para os nossos símbolos, lugares, fatos e pessoas. Precisamos lembrar para imortalizar. Precisamos lembrar para reconhecer. Precisamos lembrar para refletir sobre os significados. E, com isso, preservar o que compõe nossa identidade campista.

Assim, encerro reiterando o convite para celebrarmos, a partir do dia 8 de junho, em nossa sede (localizada no Pq. Dr. Nilo Peçanha, o Jardim São Benedito), a cultura campista e nossas instituições, responsáveis por contar parte da história de quem somos e fomos.

A programação completa pode ser acessada no perfil da ACL no Instagram: @academiacampistadeletras ou no site: academiacampista.org.br.

 

Folha Letras publicada hoje na Folha da Manhã

 

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Brasil e Vasco em busca da história de grandeza no futebol

 

Vini Jr. levantou a Champions da Europa pela segunda vez, novamente marcando o gol do título ao Real Madrid, na véspera do domingo do Vasco 1 a 6 Flamengo no domingo do Maracanã (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Na Europa, Vini é esperança ao Brasil

Eleito o melhor jogador da Champions League da Europa decidida no sábado (1º), que conquistou com o Real Madrid pela segunda vez marcando o gol do título, feito inédito a qualquer jogador brasileiro, o atacante Vini Jr. é a esperança mais concreta do “melhor futebol do mundo” sair da bravata. Já era desde a Copa do Mundo de 2022, quando a Seleção Brasileira talvez não tenha passado das quartas-de-final porque o jovem atacante, preso pelo técnico Tite na ponta esquerda, não brilhou. Após ser o 6º colocado na Bola de Ouro de 2023, Vini hoje aparece com chance de conquistar o prêmio em 2024, entregue em novembro. A ver.

 

Futebol contra o racismo   

Na Bola de Ouro de 2023, Vini Jr. ganhou o troféu Sócrates — um dos craques da inesquecível Seleção Brasileira de 1982 e conhecido pela militância política — por sua luta contra o racismo no futebol. Exato um século antes, essa luta tinha sido encampada no Brasil em 1923, pelo Vasco da Gama. Que, com um time que aceitava negros e pardos, diferente do Flamengo, Fluminense e Botafogo, venceu estes três para ser campeão da 19ª edição do Campeonato Carioca de Futebol. Logo em seu ano de estreia, na principal divisão do esporte da então capital da República, não há exagero em dizer que o Vasco já nasceu gigante.

 

Vasco: apogeu e decadência

Do “Expresso da Vitória”, que dominou o futebol carioca e nacional entre 1942 e 1953, dando a base do Brasil vice-campeão mundial em 1950, o Vasco cedeu jogadores à Seleção nas conquistas das Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1994. E teria suas maiores glórias com a Libertadores da América em 1998 e seus quatro Brasileiros: 1974, 1989, 1997 e 2000. Também ganharia a Copa do Brasil em 2011. Mas esta veio para atenuar a decadência em que o clube já tinha entrado a partir de 2008, quando foi rebaixado a primeira vez à Série B do Brasileirão. Voltaria à Série A, onde hoje está. Mas seria também rebaixado em 2013, 2015 e 2020.

 

6 a 1 e 7 a 1 x história de grandeza

No domingo (2) seguinte à conquista da Europa por Vini Jr, o Vasco abriu o placar contra o Flamengo, no Maracanã, pela Série A do Brasileiro. Foi esperança apagada na virada de 6 a 1. Para figurar entre os maiores vexames do futebol brasileiro recente, com os 7 a 1 da Alemanha na Copa do Mundo de 2014 ou a inverossímil pipocada do Botafogo no Brasileirão do ano passado. Para piorar, no futebol feminino, o Rubro-Negro já tinha dado, em 9 de março, outro 6 a 1 no Cruz-Maltino. Que aplicou, porém, a maior goleada do clássico: 7 a 0 no Flamengo, em 1931. Como o Brasil, o Vasco precisa reencontrar a sua história de grandeza no futebol.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Direita e esquerda em Campos entre urnas e pesquisas

 

Wladimir Garotinho, Cláudio Castro, Lula, Rodrigo Bacellar, Madeleine Dykeman, Alexandre Buchaul, Clodomir Crespo e Carla Machado (Montagem: Eliabe de Souza)

 

 

Governos Wladimir, Castro e Lula em Campos

No segundo bloco do programa Folha no Ar de ontem (4), além dos números já conhecidos da aprovação do eleitor de Campos ao governo do prefeito Wladimir Garotinho (PP), foram também revelados os relativos aos do governador Cláudio Castro (PL) e do presidente Lula (PT). Enquanto a gestão de Wladimir é aprovada por 70,5% (com 14,9% que desaprovam e 14,6% que não souberam avaliar), a de Castro tem aprovação de 41,4% (com 20,8% que desaprovam e 37,8% que não souberam avaliar) e a de Lula é aprovada pela minoria de 28,9% (com reprovação majoritária de 59,5% e 11,6% que não souberam avaliar).

 

Antilulismo goitacá

Enquanto Wladimir tem na alta aprovação ao seu governo a melhor chance de se reeleger em 6 de outubro, daqui a 4 meses e 1 dia, e o de Castro ficou na conta do chá, a reprovação ao Lula 3 entre os campistas é hoje mais que o dobro da aprovação. Foi o cenário desenhado pelos números da pesquisa Prefab Future, que ouviu 1.002 eleitores de Campos em 26 de abril, com base no IBGE e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RJ-04536/2024. Se não dá para cravar que o eleitor de Campos é conservador, parece não haver dúvida matemática de que ele hoje tem expressiva maioria antipática ao Governo Federal.

 

Direita lidera na pesquisa

No debate se o eleitor campista se posiciona mais à direita ou à esquerda, uma pergunta mais específica da pesquisa foi feita: “Você se considera ideologicamente um eleitor de?” A direita liderou com 39,6%, com 28,0% se identificando como moderado, 23,7% como apolítico, cabendo a identificação com a esquerda a apenas 8,7% do eleitorado campista. São números que não se traduzem necessariamente em eleições municipais. Sobretudo quando polarizadas por políticos como Wladimir e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), ideologicamente camaleônicos em suas vitoriosas e ainda relativamente curtas trajetórias políticas.

 

Esquerda à frente na urna

Pode ser que prefeitáveis de direita como a Delegada Madeleine (União), o odontólogo Alexandre Buchaul (Novo) e o empresário Clodomir Crespo (DC) tentem capturar esse eleitor ideológico. Que deu ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) 64,87% dos votos válidos de Campos no 2º turno de 2018 e 63,14%, no 2º turno de 2022. Entre estes dois pleitos nacionais, dois candidatos tentaram surfar o bolsonarismo local no 1º turno da eleição a prefeito de 2020: o ex-vereador Tadeu Tô Contigo levou 2,17% dos votos válidos, e o empresário Jonathan Paes, 0,51%. Candidata estreante do Psol, Professora Natália teve quase o dobro dos dois: 4,68%.

 

Ideologia a prefeito?

Como, pela única pesquisa até aqui registrada neste ano de nova eleição municipal, Madeleine já saiu de 6,8% de intenções de voto na consulta estimulada, isso pode ser tanto voto conservador, quanto moderado e apolítico que admira sua brilhante trajetória como delegada de Polícia Civil. Bem como pelo apoio dos Bacellar. Assim como os 18,7% de Carla Machado, quase certamente, se devem mais aos seus quatro mandatos como prefeita de São João da Barra do que por ser deputada estadual do PT. Com apoio declarado do senador Flávio Bolsonaro (PL) e bom trânsito com o Lula 3, Wladimir liderou a pesquisa com 53,7%.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Edinho Black, redes sociais e marcenaria no Folha no Ar desta 4ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Marceneiro conceituado e figura querida na cidade, Edinho Black é o convidado desta quarta (5) no Folha no Ar, ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele falará como consegue viver e produzir sem celular ou redes sociais. E do papel da marcenaria em Campos e nos dias de hoje.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook, no Instagram e no YouTube.

 

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Patrimônio, direita/esquerda e eleição no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A preservação do patrimônio histórico de Campos e a estátua de Tiradentes há 10 meses decapitada (confira aqui) no Centro. Com base nos últimos pleitos (confira aqui e aqui) e pesquisas (confira aqui), o eleitor campista é de direita ou esquerda? E, por fim, a projeção das eleições a prefeito e vereador (confira aqui, aqui e aqui) de 6 de outubro, daqui a 4 meses e 3 dias.

Esses serão os assuntos em debate no Folha no Ar desta terça (4), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Que serão debatidos pela bancada do programa: os jornalistas Aluysio Abreu Barbosa e Edmundo Siqueira e o radialista Cláudio Nogueira, gerente da Folha FM e âncora do Folha no Ar.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook, no Instagram e no YouTube.

 

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O basquete, como a vida, para além do preto e branco

 

Embora ainda sem título, que disputará contra a excelente equipe do Boston Celtis, uma das melhores duplas de armadores já vista na NBA: o veterano craque Kyrie Irving e o gênio esloveno Luka Dončić, do Dallas Mavericks

 

Era terça, dia 28, quando à tarde chegaram pelos Correios as duas camisas da seleção da Croácia de futebol. Que comprou para si e ao primo materno mais novo, meio filho adotado pelo mais velho.

Uma camisa era a branca, salpicada do tradicional quadriculado vermelho. No padrão croata que o saudoso Bussunda chamava de “toalha de cantina”. A outra era a versão azul marinho do mesmo uniforme.

As duas, a pedido, vinham com o número 10 ao peito e às costas. Nestas, também estava o nome do craque, corretamente escrito, com acento agudo no “c”, que indica a palatização fraca na língua croata: Modrić.

Quem comprou as camisas tinha o jogador franzino, pequeno e narigudo, sem titubeio, como o melhor volante e um dos mais cerebrais meias que vira jogar desde que passou a acompanhar futebol. Como já o acompanhava há 44 anos, não julgava pouca coisa.

 

Modrić sob a marcação do seu então colega de Real Madrid Casemiro, nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, no Qatar, em que a Croácia eliminaria o Brasil

 

Acompanhava o basquete da NBA há menos tempo, 37 anos. Desde 1987, quando tinha 15, e a Band fez a primeira transmissão, ainda em VT, das finais de 1986. Que foram vencidas pelo Boston Celtics. Foi o terceiro e último título do seu astro, o ala Larry Bird.

Em 1987 e 1988, nos dois últimos títulos dos cinco dos Los Angeles Lakers do armador Earwing Magic Johnson, reconheceu seu time e ídolo na NBA. Negro, Johnson foi o antagonista de Bird, um típico red neck — como se designa nos EUA os brancos de origem pobre e do interior.

Na popularidade da oposição racial entre o ala dos Celtas e o armador dos Lakers, bem como pela exuberância técnica de ambos, não há exagero em dizer que uma decadente NBA foi salva naqueles anos 1980. Enquanto, fora das quadras, Bird e Johnson se tornaram grandes amigos.

 

Larry Bird e Magic Johnson na rivalidade de disputa racial que salvaria a NBA nos anos 1980, mas grande amigos fora da quadra

 

Quatro décadas depois, veria o Boston varrer na noite de segunda (27) o Indiana Pacers, pelo placar de 105 a 102. E, por 4 jogos a 0, vencer a final da Conferência Leste. Não mais com Bird, natural de Indiana. Mas com um quinteto muito homogêneo e nivelado por cima.

Entre o armador Derrick White, o ala-armador Jrue Holiday, o ala Jaylen Brown, o ala-pivô Jayson Tatum e o veterano pivô dominicano Hal Horford, a surpresa veio na escolha do MVP (“Most Valuable Player”, ou “Jogador Mais Valioso”) do Leste.

Não Tatum, considerado o melhor jogador do Boston desde que lá estreou como profissional, em 2017. Mas Brown, que em 2014 ouviu da professora: “Vou procurar você na prisão daqui a 5 anos”. Dez anos depois, como MVP do Leste, o jogador negro recebeu o troféu Larry Bird.

 

Jaylen Brown e Jayson Tatum formam a principal dupla do Boston Celtics

 

Dever de casa feito, o Boston e o mundo do basquete voltaram os olhos para a noite do dia seguinte, terça. Na qual o Dallas Mavericks, vencendo a Conferência Oeste por 3 jogos a 0, enfrentaria novamente o Minnesota Timberwolves.

Após eliminar por 4 a 3 o atual campeão Denver Nuggets, do revolucionário pivô sérvio Nikola Jokić, o Minnesota passou à final do Oeste com ares de favorito. E liderado por uma grande promessa, o explosivo Anthony Edwards, de apenas 22 anos.

 

Anthony Edwards e Nikola Jokić, antes de o primeiro protagonizar a eliminação do Denver Nuggets, atual campeão na NBA

 

Só esqueceram de combinar com o Dallas. E com sua dupla de armadores de qualidade poucas vezes vista na NBA: o veterano Kyrie Irving e o esloveno Luka Dončić. Preparado para encarar o Denver, o Minnesota embaralhou a vista com os Mavericks. Que abriram 3 jogos a 0 na série.

Após vencerem os três primeiros jogos, Dončić e Irving foram também vencidos. Sobretudo por conta da atuação apagada do segundo no jogo 4. No qual Edwards e o ala-pivô Karl-Anthony Towns comandaram a primeira vitória do seu time na série.

Quem assistia de casa, mesmo torcendo pelo Dallas, por conta do basquete diferente de Dončić, escasso em explosão e abundante em técnica, passou a torcer pelo Minnesota do explosivo Edwards. Porque o jogo estava tão bom, mas tão bom, que merecia outro.

Como a Eslovênia de Dončić, a Sérvia de Jokić e a Croácia de Modrić compunham a antiga Iugoslávia, usava a camisa azul do terceiro que recebera pelos Correios, por acaso, naquele dia. Para, trajado do futebol croata, acompanhar o gênio esloveno do basquete nos EUA.

Marechal Josip Broz Tito participando da segunda sessão do Conselho Antifascista de Libertação Nacional da Iugoslávia, em novembro de 1943, contra a invasão da Alemanha nazista

Sempre admirou aquele povo balcânico, ao norte da Antiga Grécia. Que ajudou a formar com os dóricos e os macedônios de Alexandre. Como sua resistência ao nazismo de Hitler na II Guerra, sob o comando de Tito. Comunista que não se submeteria depois à União Soviética.

Após a morte de Tito, em 1980, a Iugoslávia se esfacelaria em guerras fraticidas nos anos 1990. Mas ainda via no presente essa história milenar e secular refletida numa maneira comum de se expressar pelo esporte. Embora incomum aos demais.

Como um jogador de futebol sem explosão, velocidade ou força, como o croata Modrić, pode ter sido o único a furar o monocórdio revezamento entre o argentino Lionel Messi e português Cristiano Ronaldo, na década passada, como melhor boleiro da Terra?

Como dois jogadores de basquete sem explosão, velocidade ou impulsão, como o sérvio Jokić e esloveno Dončić, podem ter tanto destaque num esporte inventado nos EUA, dentro dos EUA? E  que tem no voo de Michael Jordan a sua referência mais elevada?

Quem realmente duvida que o esporte, enquanto expressão também de arte, tem tanto ou mais de intelecto e cultura do que de força física, que veja o primeiro tocar uma bola com os pés. Ou os outros dois com as mãos. E depois dê o braço, ou a perna, a torcer.

Após dar a camisa azul de Modrić ao primo na quinta (30), vestiu a branca para assistir à noite ao jogo 5 entre Dallas e Minnesota. Enquanto refletia se não era jogo de cena a fala de Dončić após o jogo 4: “Acho que a culpa da derrota é minha. Não consegui dar energia suficiente”.

A cena se revelou na abertura do jogo 5. Com apenas 2 minutos e meio, Dončić já havia marcado 10 pontos. Aos adversários e companheiros, deu de cara uma prova da tal energia. Ele terminaria com 20 pontos o 1º quarto. No qual o time do Minnesota, junto, marcou 19.

No placar de 35 a 19, se a vantagem do Dallas ao fim do 1º quarto era confortável, quem a ampliou no 2º foi Kyrie Irving. Quando anotou 15 pontos. Para partir ao 3º quarto com 69 a 40. Nos quais Dončić e Irving marcaram, juntos, 44. Sozinhos, bateram todo o Minnesota.

A vantagem chegaria a ultrapassar os 30 pontos, mas seria reduzida com tentativas de reação do Minnesota, comandadas tardiamente por Towns e Edwards. Nada que impedisse a vitória do Dallas pelo inapelável placar final de 124 a 103. Tanto quanto o de 4 jogos a 1 na série.

Se Dončić e Irving empataram ao marcar, cada um, 36 pontos na conquista da Conferência Oeste, não houve na eleição do MVP a dúvida do Leste entre Jaylen Brown e Jayson Tatum. Também de cara, o anúncio nos EUA foi claro: “O MVP é da Eslovênia”.

Assim como Brown havia recebido três dias antes o troféu Larry Bird, o branco Dončić recebeu o troféu Earwing Magic Johnson. O basquete, como a própria vida, guarda sempre arremessos mais precisos a quem é capaz de distinguir além do preto e branco. Que venham as finais!

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Obra de José do Patrocínio contra a escravidão é relançada

 

Armado da pena da sua escrita na luta contra a escravidão negra no Brasil, o campista José do Patrocínio retratado em charge de Pereira Neto, publicada em 29 de outubro de 1888, cinco meses após a abolição da escravatura no Brasil Império

José do Patrocínio (1853/1905) talvez seja o filho mais ilustre de Campos, ao lado do ex-presidente Nilo Peçanha (1867/1924) e do ex-craque de futebol Didi (1928/2001). Frutos da mãe de obra trazida escrava de África aos canaviais do “viridente plaino goitacá”, os três eram negros.

Jornalista e político, Patrocínio ficou mais famoso como abolicionista. Embora também tenha sido figura de proa na proclamação da República — como outro jornalista de Campos, o Edmundo Siqueira, lembrou aqui.

Parte da  luta de Patrocínio, o “Tigre da Abolição”, pela emancipação dos negros no Brasil e perenizada em seus escritos, está sendo resgatada. Em publicação das editoras britânica Penguin e brasileira Companhia das Letras.

Com o título “Panfletos abolicionistas”, o lançamento será em 11 de junho, na versão impressa (R$ 69,90) e em Kindle (R$ 39,90).  Em ambas, sua pré-venda já está sendo feita aqui, pela Amazon.

O livro reúne textos de Patrocínio com outro negro abolicionista, o engenheiro André Rebouças (1838/1898). Além do diplomata, político, advogado e historiador aboliconista Joaquim Nabuco (1849/1910), o “Leão do Norte”.

São publicações de 1883, cinco anos antes da libertação dos escravos negros no Brasil Império. De Patrocínio e Rebouças, “O Manifesto da Confederação Abolicionista”. De Nabuco, “Reformas nacionais: o abolicionismo”.

No texto que a Amazon disponibiliza na pré-venda do livro, sua melhor definição e relevância: “são documentos de uma época, mas ainda falam de um Brasil que, em muitos pontos, permanece o mesmo”.

Abaixo a sua íntegra:

 

Abolicionistas José do Patrocínio, André Rebouças e Joaquim Nabuco (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

“A campanha pela abolição foi mais longa e arriscada do que em geral se imagina, envolvendo muita ação e política, mas nunca prescindiu da propaganda escrita. Os textos aqui reunidos resgatam essa imensa mobilização, tão distante da idílica imagem da canetada da ‘princesa redentora’.

De 1868 a 1888, centenas de homens e mulheres se engajaram em ações antiescravistas, criando associações civis, fazendo viagens de propaganda, promovendo eventos artísticos, lançando candidaturas eleitorais e pensando rotas de fugas para os cativos. Também escreveram um sem-número de poemas, romances, peças, artigos… e panfletos — dois dos quais coligidos neste volume.

Produzidos no calor do momento e publicados em 1883, ano de grande aceleração da mobilização abolicionista, esses textos defendem o fim do trabalho escravo. O primeiro, de Joaquim Nabuco, ganhou muitas edições subsequentes, tornando-se um clássico. Ficou conhecido por ‘O abolicionismo’, ainda que originalmente tenha sido publicado como ‘Reformas nacionais: o abolicionismo’, título recuperado aqui.

O segundo é assinado por André Rebouças e José do Patrocínio, outras duas figuras resplandecentes da campanha abolicionista. O ‘Manifesto da Confederação Abolicionista’, nunca republicado, apresenta as questões debatidas por quinze associações abolicionistas do Rio de Janeiro, reunidas em assembleia em maio de 1883.

Obras abertas a interpretações, estes ‘Panfletos abolicionistas’ são documentos de uma época, mas ainda falam de um Brasil que, em muitos pontos, permanece o mesmo”.

 

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Felipe Fernandes — Ponto alto da franquia “Mad Max”

 

 

Felipe Fernandes, cineasta publicitário e crítico de cinema

Areia, selvageria e vingança

Por Felipe Fernandes

Criado por George Miller e lançado em 1979, Mad Max se passa em um futuro próximo onde a sociedade ruiu em uma guerra por petróleo e nesse contexto, um policial rodoviário entra em uma insana jornada de vingança contra uma gangue de motoqueiros que matou sua família. É um filme bem direto, feito com baixo orçamento, que trabalha pouco seu subtexto e impressiona mais pela forma artesanal como tudo é feito.

O filme gerou uma franquia, lançou o diretor George Miller e o ator Mel Gibson ao estrelato e muitas das características mencionadas também estão presentes nos outros filmes. Em 2015, após um hiato de 30 anos, George Miller retornou ao universo distópico e desértico e criou um dos maiores filmes de ação já realizados. “Mad Max: Estrada da Fúria” é um filme frenético, repleto de momentos brilhantes, que além de encantar o público, ganhou 6 Oscars, um feito inimaginável quando pensamos em cinema de ação.

O fascínio do público foi tão grande que gerou um prequel, novamente comandando por George Miller, que retoma a franquia, mas não para seguir na jornada de Max. A protagonista agora é Furiosa, a personagem do longa de 2015 que roubou a cena e se provou uma das melhores personagens femininas do gênero.

“Furiosa: Uma Saga Mad Max” abre com um tom de fábula, característica presentes no segundo e terceiro longas. Que retorna para contar a história da jovem Furiosa, que assim como Eva, foi atrás do fruto proibido e aqui, acaba raptada por uma gangue de motoqueiros. O filme é dividido em capítulos, que reforçam esse tom fabulesco e traz neste primeiro momento uma história que busca situar o espectador dentro daquele universo.

Ao contrário de “Estrada da Fúria”, que era um filme de situação e soltava elementos da história em meio a ação, aqui Miller resolve estabelecer muito do que foi visto no longa anterior: apresentar toda uma nova gangue de motoqueiros e contar a origem de Furiosa. Tudo isso sem perder mão da ação e sem precisar alterar fatos previamente estabelecidos.

Essa decisão torna o filme diferente e enriquece o universo do longa anterior, criando uma ligação forte entre os dois últimos filmes da franquia e fazendo de Furiosa um filme com mais respiros e uma história mais trabalhada. Grande parte do filme narra a história de Dementus (Chris Hemsworth), líder de uma violenta gangue de motoqueiros que é responsável pelo rapto de Furiosa e na busca por gasolina e suprimentos entra em guerra contra Immortal Joe (Lachy Hulme), conflito este que vai permear toda a narrativa.

Dementus se mostra um personagem interessante, que ganha uma história pregressa simples, que com um único elemento narrativo conseguimos entender suas motivações e de certa forma, como ele chegou até ali. É uma espécie de Max, que seguiu por caminhos completamente opostos.

Essa simplicidade narrativa presente desde o primeiro longa faz muito sentido na franquia. Que busca mais trabalhar seus subtextos e questões sociais dentro daquele universo, do que propriamente construir e desconstruir personagens.

A jornada de Furiosa tal qual a de Max no longa original, é uma jornada de vingança. Mas aqui, a jovem precisa mostrar força em um universo dominado por homens, ela precisa provar ser digna de andar por aquelas estradas. Seu crescimento dentro do conflito entre os poderosos acontece de forma exponencial, com ela quebrando etapas, até alcançar sua autonomia e enfim começar sua vingança.

Miller é um cineasta experiente que conhece o jogo. Ele não busca refazer seu longa anterior ou nenhum dos outros longas da franquia, mas ele respeita e reverencia tudo o que foi construído até aqui. O filme não tem a ação desenfreada do longa anterior, mas trabalha um quadro maior, dando profundidade a aquele universo, elemento que enriquece a franquia como um todo.

A ação do filme mantém o nível de excelência de “Estrada da Fúria” e mesmo que o CGI seja mais notório aqui, as cenas de ação entregam momentos marcantes. O longa resgata um nível de selvageria e violência que remetem ao início da franquia. Dementus é um personagem mais cruel e instável, mistura que torna tudo mais perigoso e violento.

“Furiosa” é mais um ponto alto na franquia e na carreira de George Miller. O filme constrói uma origem satisfatória que engrandece uma das personagens femininas mais marcantes do cinema de ação, expande muito dos elementos apresentados no longa anterior, uma questão que inclusive engrandece o filme de 2015. Algo raro quando pensamos em prequels e continuações.

É uma das melhores experiências cinematográficas de 2024. Fruto de um diretor que faz cinema de autor dentro de um blockbuster com uma desenvoltura impressionante, coisa de artista grande.

 

Publicado na Folha da Manhã.

 

Confira o trailer do filme:

 

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Voto entre esquerda e direita em Campos enrijeceu com bolsonarismo

 

Ambos servidores federais, o jornalista Edmundo Siqueira e o cientista político George Gomes Coutinho, professor da UFF-Campos (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Campos é conservadora?

Integrante da bancada do Folha no Ar que ontem entrevistou Christiano, o jornalista e servidor federal Edmundo Siqueira escreveu um artigo sobre o comportamento pendular do eleitor de Campos, entre esquerda e direita. Com o título em instigante indagação, “Campos é mesmo conservadora?”, foi publicado no último sábado (25) na Folha da Manhã. Nele, dialogou com outro artigo, do cientista político George Gomes Coutinho, professor da UFF-Campos. Que, com o título “O campista, este swing voter! – ou, da insustentável natureza conservadora do eleitor goytacá”, tinha publicado na última terça (21) em seu blog, “Autpoiese e virtu”.

 

Eleitor pendular

Com base no conceito do “swing voter” (“eleitor pendular”), criado nos EUA para designar o mesmo voto que se alterna entre Democratas (mais progressista) e Republicanos (mais conservador) e geralmente decide as eleições presidenciais daquele país, George fez um recorte da votação do eleitor campista nos últimos 13 pleitos. Inquestionável no levantamento dos números das urnas, o cientista político concluiu: “Se nos ativermos a todas as eleições majoritárias de 2000 até 2022, o que totalizou 13 eventos eleitorais variando entre eleições locais e gerais, o eleitor (de Campos) deu vitória aos dois lados do espectro político”.

 

Voto à esquerda do campista

Por sua vez, Edmundo registrou em seu artigo que, na manhã do mesmo dia em que George publicaria o seu, “o jornalista Aluysio Abreu Barbosa, lembrou que ‘Campos já votou majoritariamente em Lula e Dilma’, citando o fato de que se ‘o primeiro turno presidencial (em 2014) fosse em Campos, o segundo turno seria entre Dilma e Marina (Silva, hoje ministra do Meio Ambiente do governo Lula 3)’”. Foi durante o Folha no Ar ao vivo com o petroleiro Tezeu Bezerra, presidente do Sindipetro NF e pré-candidato do PT a vereador. Que era entrevistado por Edmundo, Aluysio e Cláudio Nogueira, gerente da Folha FM 98,3 e âncora do programa.

 

Voto goitacá enrijecido à direita

Na polarização muitas vezes acéfala das redes sociais, o diálogo gerou questionamentos em comentários de quem, de direita ou de esquerda, é igualmente incapaz de enxergar a realidade política além da sua visão binária de mundo. Como a espremida entre os antolhos dos muares que ainda puxam carroças diariamente nas ruas de Campos. O movimento pendular do eleitor goitacá nas eleições presidenciais é, sim, válido no recorte mais amplo de 2000 a 2022. No mais curto, de 2018 para cá, as urnas e todas as pesquisas mais recentes provam, no entanto, que a cintura ideológica de expressiva maioria do eleitor campista está enrijecida à direita.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Christiano: “Acho muito difícil tirar essa eleição de Wladimir”

 

Christiano Abreu Barbosa, Wladimir Garotinho e Rodrigo Bacellar (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Aprovação de governo = reeleição

“Comparando (a corrida eleitoral a prefeito de Campos) com a prova de Ironman, Wladimir (Garotinho, PP) está indo para completar a prova em 9h e o segundo, em 11h. Acho muito difícil tirar essa vitória dele, porque o governo é bem avaliado. Cada um está na sua bolha, mas no meu entorno e de todos com que converso, o governo é amplamente aprovado. Essa pesquisa (Prefab, de 26 de abril, registrada no TSE sob o nº RJ-04536/2024) deu a ele 70% de avaliação positiva”. Foi o que disse no Folha no Ar de ontem (28) o empresário, blogueiro, radialista, diretor do Grupo Folha e campeão brasileiro de triathlon, Christiano Abreu Barbosa.

 

A força de Rodrigo e a de Wladimir

O atleta de alto rendimento reconheceu, no entanto, a força do principal opositor do prefeito de Campos: “Normalmente, a intenção de voto acompanha a aprovação de governo (quando o governante é candidato à reeleição). Então, acho muito difícil para a oposição. Acho que o trabalho de Rodrigo Bacellar (União, presidente da Alerj), que alcançou uma dimensão enorme e está indo muito bem no estado, é tentar diminuir a vitória de Wladimir. Vai ganhar com 70%, vai ganhar com 60%, vai ganhar com 50% (dos votos válidos)? Mas não vejo como tirar a vitória de Wladimir, no meu ponto de vista”.

 

Retomada do setor imobiliário

Com seu blog, Ponto de Vista, dedicado à atividade empresarial da planície, Christiano também apostou no reaquecimento da economia: “Estão voltando os lançamentos imobiliários. Campos, desde 2014, sentiu muito a crise quando Dilma (Rousseff, PT, ex-presidente) quebrou o país. O estado (do Rio) teve muita dificuldade também, atrasou salários, e a Prefeitura perdeu muita arrecadação pela queda dos royalties. Vários imóveis hoje têm valor nominal igual ou mais baixo do que tinham em 2014. Mas hoje há uma retomada do mercado imobiliário na cidade. O que é sempre positivo porque movimenta e gera emprego”.

 

A idade de recomeçar

Após conquistar o Ironman Brasil, na categoria age group, com quebra de recorde, no último dia 19, em Florianópolis (SC), Christiano também deu seu testemunho de que nunca é tarde para retomar a prática de atividade física: “A idade não é um obstáculo nenhum. Isso foi um paradigma quebrado nessa prova: eu fui a primeira pessoa no Ironman Brasil, em seus 24 anos de existência, a fazer sub-9 (abaixo de 9h). Há 10 anos, esse era o tempo do ganhador profissional. O que motivou muita gente na nossa faixa etária (50 anos), porque viu que é possível. A idade é um número; depende de como você encara ele”.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Campeão de triathlon e empresário no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Atleta e campeão brasileiro de triathlon, empresário, blogueiro, radialista e diretor financeiro do Grupo Folha, Christiano Abreu Barbosa é o convidado do Folha no Ar desta terça (28), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele falará da sua conquista (confira aqui) do Ironman Brasil na sua categoria, com quebra de recorde pessoal, no dia 19, em Florianópolis (SC).

Christiano também falará da sua experiência mais recente como radialista, no programa “Interação”, das 18h às 19h de toda terça, na Folha FM, e dará um panorama empresarial de Campos e região. Por fim, com base nas pesquisas (confira aqui, aqui e aqui), ele tentará projetar as eleições a prefeito e vereador de Campos em 6 de outubro, daqui a exatos 4 meses e 10 dias.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook, no Instagram e no YouTube.

 

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Elaine Leão na chapa a prefeita de Campos com Carla Machado?

 

Petistas Elaine Leão, Carla Machado, Jefferson de Azevedo e Helinho Anomal (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Elaine a prefeita pelo PT?

Presidente do Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos dos Goytacazes (Siprosep), Elaine Leão pode ser a candidata do PT a prefeita? No caso, viria inicialmente como vice na chapa encabeçada pela deputada estadual Carla Machado (PT). E, se esta for obrigado a se retirar da disputa até o prazo legal de 16 de setembro, por toda a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) que impede uma terceira candidatura consecutiva a Executivo municipal, Elaine assumiria a chapa. É a possibilidade que vem sendo ecoada nos bastidores políticos da planície ao PT estadual.

 

Elaine ou Jefferson?

À coluna, Elaine confirmou que já ouviu a possibilidade, junto a contatos seus no PT do Rio. “Mas não recebi o convite. Se vier, estudo a possibilidade. Por ora, o que há de concreto é a minha pré-candidatura pelo PT a vereadora de Campos”, disse a presidente do Siprosep. Oficialmente, o PT tem três pré-candidaturas à Prefeitura de Campos: de Carla, do professor Jefferson de Azevedo e do sindicalista Helinho Anomal. Ao comando goitacá do partido, o mais provável, hoje, seria uma chapa encabeçada por Carla, com Jefferson de vice. Que assumiria se a ex-prefeita reeleita de SJB em 2020 não puder concorrer a prefeita de Campos em 2024.

 

Densidade eleitoral de Carla Machado em Campos

Tanto Jefferson quanto Helinho são petistas orgânicos. Diferente de Carla, nunca integraram nenhum outro partido. Só que a ex-prefeita de quatro mandatos em SJB, cujo último renunciou para concorrer à Alerj em 2022, se elegeu com 34.658 votos, 17.936 deles só em Campos. E, na única pesquisa até aqui registrada no TSE neste ano eleitoral de 2024, feita pelo instituto Prefab Future em 26 de abril, Carla foi a única, à exceção do prefeito Wladimir Garotinho (PP), a pontuar (confira aqui) com dois dígitos na consulta estimulada. Onde ela teve 18,7% de intenção de voto, contra 53,7% de Wladimir. Por sua vez, Jefferson ficou no 0,6%.

 

Para juristas, Carla não pode vir a prefeita

Embora todas as pesquisas de 2023 (confira aqui) e a única de 2024 apontem à possibilidade de Wladimir se reeleger já no 1º turno de 6 de outubro, daqui a 4 meses e 12 dias, a candidatura de Carla é encarada, até dentro do grupo dos Bacellar, como a única possibilidade real de levar a eleição ao 2º turno. Em entrevista ao Folha no Ar de 7 de dezembro, o advogado Cleber Tinoco (confira aqui) foi assertivo: “Uma mudança que libere a candidatura da Carla Machado não vai acontecer. A prefeita, não pode”. Ele endossou o que já tinham dito (confira aqui) a esta coluna, na edição de 28 de outubro, os advogados Pryscila Marins, João Paulo Granja e Gabriel Rangel, e o promotor Victor Queiroz.

 

Troca de nome a 20 dias da urna?

Sem ligação com nenhum grupo político, Cleber desnudou o que entende ser a intenção real da oposição com a candidatura de Carla a prefeita de Campos: “Por que alguém se arriscaria a colocar um candidato correndo risco de se tornar inelegível e ter os votos anulados? Isso pode ser uma estratégia, porque a legislação eleitoral permite a alteração do candidato até 20 dias antes (16 de setembro) do pleito. Você teria o nome (de Carla), que faria toda a campanha, e outro candidato assumiria o posto dela”. Indagada diretamente sobre essa fala em entrevista que deu ao Folha no Ar em 17 de maio, Carla não confirmou ou negou a possibilidade.

 

Nova Pracinha do Sossego

A Pracinha do Sossego, que tem nela e em seu entorno alguns dos melhores botequins da cidade, vai receber uma grande reforma, sendo repaginada e ganhando um “mini” boulevard, com a pequena rua situada entre a Álvaro Tâmega e Luís sendo fechada ao tráfego de carros. A informação é do Blog Ponto de Vista, assinado por Christiano Abreu Barbosa na Folha 1. Ele destaca que a rua, desde 2019, recebe o nome do saudoso veterinário Maron El Kik Jr, o Kiko. A obra está em fase de licitação e a previsão é que até o final do ano a praça esteja remodelada. O Quiosque do Sossego também será amplamente modernizado.

 

Reeleito

A Associação Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan) terá Tito Inojosa como presidente e Frederico Veiga como vice-presidente por mais três anos. A eleição para a composição da mesa diretora aconteceu na semana passada, quando o nome de Tito foi referendado por unanimidade. Ele diz que o trabalho será de continuação e focado nas ações que contribuem para a modernização do setor sucroalcooleiro. “Nosso sentimento é continuar realizando e trazendo coisas novas para o setor. Inclusive, em 25 de junho, faremos um evento na Coagro para apresentar uma cana mais resistente à seca”.

 

Saúde da mulher

Neste sábado (25), a Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia (SFMC), com apoio da secretaria municipal de Saúde, por meio do programa Hiperdia, vai promover a Caminhada da Vitalidade, um evento focado na saúde cardiovascular feminina. A concentração será às 9h, na sede da SFMC, localizada na Faculdade de Medicina. A caminhada terá como destino a Praça do Liceu. No local, a equipe do Hiperdia irá oferecer diversas ações gratuitas, como aferição de pressão arterial, glicose, peso, além de orientações nutricionais e sobre mudanças de estilo de vida. Para incentivar a prática de exercícios, será oferecida uma aula de ginástica ao ar livre.

 

Com a jornalista Joseli Matias.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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