Rafael e Caio aparam arestas, enquanto Rosinha e Garotinho posam com Chicão
Se os pré-candidatos a prefeito Caio Vianna (PDT) e Rafael Diniz (PPS) tiveram que intervir (aqui) para conter as provocações públicas entre alguns de seus principais correligionários, a atitude parece ser oposta no seio do garotismo. No paralelo estabelecido aqui pelo “Ponto final”, coluna de opinião da Folha, ontem, mesmo dia que o estranhamento se dava entre duas das principais pré-candidaturas de oposição, tanto a prefeita Rosinha Garotinho (PR), quanto seu secretário de Governo e marido, Anthony Garotinho (PR) posavam com fotos com quem, como foi antecipado aqui, caminha a passos largos para ser o candidato governista a prefeito: o atual vice Dr. Chicão (PR).
Na dúvida, confira abaixo as fotos de Chicão feitas ontem com Rosinha, quando esta anunciou (aqui) o início do agendamento na Prefeitura para legalização de imóveis, e com Garotinho, poucas horas depois, na inauguração (aqui) da primeira etapa do Bairro Legal Jóquei II:


Guerra e paz: Caio e Rafael pacificam provocações entre Bacellar e Sérgio

Por Aluysio Abreu Barbosa
“Desde o início, tenho dito que todos os pré-candidatos têm que ser respeitados. Vou continuar me pautando nisso e assim caminharei até o fim, como estamos fazendo nessa pré-campanha”, assegurou o vereador e pré-candidato a prefeito Rafael Diniz (PPS). “No Facebook se fala muita coisa. Sérgio (Mendes) é só mais um. Ele responde por Rafael? Acho que ele (Rafael) não compactua com esse tipo de ação. Estamos agora preocupados em montar uma boa plataforma de governo, não na disputa eleitoral. Campos precisa ser pacificada”, pregou Caio Vianna (PDT), também pré-candidato a prefeito.
O discurso pacificador dos dois jovens políticos endossa o acordo de não agressão na disputa eleitoral de outubro, selado (aqui) no começo de fevereiro. No encontro há quatro meses, ambos posaram para fotos e ensaiaram o discurso comum:
— A maturidade tem que prevalecer. Campos é maior do que desejos pessoais.
Mas se maturidade é sinônimo de união, sobretudo na oposição comum a um grupo que está no poder do município há 27 anos, os aliados mais experientes de Rafael e Caio parecem querer caminhar em sentido contrário. E o palco dessa disputa tem sido as redes sociais. Foi nelas que o ex-prefeito Sérgio Mendes, presidente municipal do PPS de Rafael, aproveitou a última segunda (20) para desejar (aqui) uma boa semana e, mesmo sem nomes, fazer a clara provocação:
— Marido mandando na prefeitura no lugar da mulher: basta! Mulher mandando no lugar do ex ou do rebento: nem pensar! Penso que carecemos de alguém com vôo próprio, ética, coragem, competência, determinação, sobretudo independência, para uma efetiva mudança. Boa semana amigos!
Conhecido por seu estilo combativo e direto, o ex-vereador Marcos Bacellar (PDT), aliado de Caio, esperou um dia para reagir duramente, também em seu perfil de Facebook. Nele, escreveu (aqui) ontem:
— O ex-prefeito Sérgio Mendes, um político local que foi varrido para a tumba em 1996, é um dos zumbis a desfilar pela rede social escrevendo asneiras. Agora mesmo está agredindo gratuitamente pré-candidatos de oposição. Tenta agir em nome do vereador Rafael Diniz. Resta saber se tem procuração para essa empreitada suja. Saiu da Prefeitura pela porta dos fundos. Dois anos depois teve menos de quatro mil votos ao postular um mandato na Alerj. Não conseguiu eleger a esposa como vereadora e, mais recentemente, no governo Mocaiber (quem diria!), foi parar na Codemca para cuidar dos cemitérios da cidade.
Depois do contravapor de Bacellar, Mendes ontem tentou (aqui) baixar a corda:
— Campos precisa de serenidade, bom senso e um projeto alternativo para seu desenvolvimento sem a dependência dos royalties. No mais, no que me cabe, não quero, nem vou transformar esse pleito em uma luta de UFC.
Resta saber se esse “combate” pré-campanha foi mesmo de UFC, ou do seu antecessor telecatch, onde as lutas são coreografadas.

Publicado hoje (22) na Folha da Manhã
Ocinei Trindade — Entre a morte e o perdão

— Estava em Orlando me divertindo, na terra da magia e da fantasia. De repente, eu e um grupo de amigos, além de muitos desconhecidos amigáveis, decidimos entrar na Boate Pulse. Lugar daqueles que a gente vai para ser igual a todo mundo e ver se há alguém diferente para dividir os dias, pois sabe como é, né? Todos nós queremos alguém para viver uma eternidade, nem que seja por umas horas, uma noite, uma semana. Ah, tá bom, eu quero alguém sim pra chamar de meu. E se o amor da minha vida estiver na boate? Bem, caso não esteja, pelo menos a gente desfila e pega geral. Vai que dá certo? Fico enlouquecido quando toca Lady Gaga. Não sei o que me dá. No último dia 12, tinha um cara bem gato na boate. Não sei se era latino ou grego. Depois disseram que era do Afeganistão. Aí, lembrei daquele lugar cheio de gente doida, do Talibã, e daquelas mulheres vestidas de burca. Muito louco, né. Só sei que gostei do afegão, baby. Achei que ele também gostou de mim, mas assim, do nada, o cara surgiu com uma bazuca na mão (e que bazuca, honey). Depois o bofe-escândalo desatou a atirar. Gritei feito bicha histérica e corri. Tive que fugir, mas não sabia pra onde. Me deu uma tristeza, um vazio, uma solidão. Lembrei da minha família e dos meus amigos. Eu quis estar com eles — disse o jovem de vinte e dois anos.
— Nossa, eu tinha muita coisa para estudar, mas estava de saco cheio e meio deprimida. Faz um mês que terminei meu namoro com um guri. Pensei que a gente fosse voltar, mas que nada. Soube até que ele está ficando com uma talzinha aí. Me disseram que é bonita. Eu disse que não estava nem aí mais para aquele imbecil. Pior que eu menti. Se ele quisesse voltar, eu acho que não resistiria mentir por muito tempo. Então, voltando à conversa anterior, eu tinha prova de geometria supercomplicada no dia seguinte, mas optei dar um tempo e me fazer feliz por algumas horinhas. Minhas amigas me convidaram para ir na boate Kiss de Santa Maria, tinha uma banda que adoro, a Gurizada Fandangueira, e sei que meu ex também adora. Vai que eu encontrasse ele lá? Me produzi toda e fui mais linda possível, pois se ele estivesse com a periguete, eu não podia estar de baixo, veja só. Era janeiro de 2013. Lá pelas tantas, uma gritaria, uma confusão com fogo e fumaça na boate. Não entendi nada. — comentou a linda morena de vinte anos apenas.
— Já eu adoro o rock do Callejeros. O quê? Você não conhece a banda argentina? Hombre, tienes que conocir. Outro dia, nem faz tanto tempo assim, foi em 2005, fui assistir a Callejeros na boate República Cromagnon. Não sabe onde fica? Carajo, pelo visto você nunca esteve em Buenos Aires, não é? Melhor lugar da América do Sul, quiçá, de toda a América. Vivo na melhor cidade do mundo. Tierra de gente inteligente y guapa. Buenos Aires é grandiosa. Temos os melhores vinhos, as melhores carnes, o melhor futebol, temos um deus que se chama Diego Maradona e agora um Papa. Hombre, Jorge Bergoglio é tudo de bueno, Temos a música mais envolvente, a dança mais apaixonante que é o tango, além do tango eletrônico, lógico. Somos evoluídos, o casamento gay é normal, plantar maconha em casa e fumar marihuana na rua é normal. Bem, só para lembrar que eu estava naquele exato dia na Cromagnon e algo estranho aconteceu. Também acho que sinais de fogo apareceram. Fue mucho loco — lembrou o portenho passional de dezenove anos.
— Eu tenho dezoito anos. Acho que já faz seis anos, se eu não me engano, era junho de 2008. Fui a ao aniversário de um amigo na Baronetti, em Ipanema, boate supermaneira, mermão. Pô, brother, tava cheio de gatinha naquela noite. Zuamo tudo, tá ligado? Pegamu xeral. Foi bem irado, alto astral. Me amarrei de montão. Aí, por volta das cinco horas da madruga, decidimos sair. Cara, pintou uma confusão de repente do outro lado da rua. Quando dei por mim, eu estava caído no chão apanhando. Levei muita porrada. De repente, o segurança da boate que era policial militar mas não estava de serviço, deu dois ou três disparos para apartar a galera. Cara, não vou te negar não, parada sinistra aquela. Demorei um pouco pra perceber que um dos tiros pegou em mim, mermão. Muito over aquela parada, um tiro bem no meio do meu peito — lamentou o jovem lindo e louro.
— Vocês são todos velhos. Eu tenho seis anos apenas, mas sou uma menina muito inteligente. Sei tudo o que gente grande fala em faz. Eu presto atenção em tudo. Nasci em Aurora, no Colorado. Onde fica? Well, well, let me say: United States of America, of course. Yes, I am American. Bem, eu gosto de fazer muita coisa. Gosto de brincar com minhas bonecas, jogar videogame com meu pai e adoro quando ganho dele. Sei que ele finge perder pra mim às vezes, mas é que ele não gosta de me ver triste. Como eu vim parar aqui? Isso eu não sei direito. Minha cabeça às vezes mistura fantasia e realidade. Sabe coisas da Disney, da Pixar, da Marvel? Então, é meio assim. Só sei que eu estava no cinema para ver Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Adoro o Homem-Morcego. Eu queria morar em Gotham City. Naquele dia, em julho de 2012, lembro bem o ano, um homem muito estranho entrou no cinema e atirou na direção de todo mundo. Eu contei direitinho: os tiros atravessaram doze pessoas. Saiu muito sangue e elas ficaram caídas no chão — contou a garotinha.
— Eu sou pedreiro. Nasci no Rio de janeiro. Não sei ler, nem escrever. Não sei ao certo minha idade. Meus pais tiveram doze filhos. Sou o sétimo. Nasci e cresci na Rocinha. Sou casado e tenho seis filhos. No dia 13 ou 14 de julho de 2013, mais de trezentos policiais fizeram operação na favela. Era pra prender bandido e suspeito de bandidagem. O tráfico de drogas come solto nos morros. Fizeram uma tal de UPP. Chamam de Polícia Pacificadora. Naquele dia me confundiram com traficante. Sabe como é. preto e favelado já não têm muito cartaz com a sociedade. E o pessoal da polícia parece ter mais raiva ainda de preto e favelado. Prenderam um bocado de gente, mas nem sei no que deu. A polícia prende, mas tem advogado pra soltar, aí já viu. A polícia no Brasil tem fama de violenta e corrupta. Mas como eu posso subornar policial se nem tenho onde cair morto? Só sei que eu desapareci. Não voltei mais pra Rocinha, nunca mais vi meus filhos e minha mulher. Eu sumi. É só o que me lembro. Eu sumi — relatou o perturbado pedreiro.
— Voilá! Très bien! Acho que sou o mais velho dentre todos aqui. Tenho 42 anos e sou francês. Nasci e sempre vivi em Paris. Trabalhava no prédio do jornal Charlie Hebdo. Não, eu não sou chargista, nem cartunista, nem jornalista. Eu cuidava da zeladoria do prédio onde funciona o jornal. Era tenso trabalhar ali. Havia muitas críticas às publicações. Religiosos de todo gênero torciam o nariz com as piadas que faziam. Ah, judeus, cristãos em geral, mas sobretudo os muçulmanos que não gostavam que criticassem o profeta Maomé. Acho meio esquisito não poder fazer piada de um profeta, já que fazemos piada direto sobre Jesus Cristo, Santa Maria e do próprio Deus. Entretanto, não dá para saber o que passa na cabeça das pessoas. Havia um grupo extremista do Estado Islâmico que estava bastante furioso com o pessoal do jornal e fizeram ameaças. Nós franceses estamos mais que acostumados com a liberdade de expressão, mas tem árabes que não sabem o que é democracia, por exemplo. Só sei que no dia 7 de janeiro de 2015, bem recente, Paris ficou em choque. Terroristas entraram na sede do jornal e atiraram pra todo lado. A França e a Europa entraram em alerta. Disseram que mataram doze e feriram muitos — comentou o funcionário do edifício alvejado.
— Eu sou Ocinei Trindade. Tenho 46 anos, sou jornalista, estou fazendo pós-graduação para dar aulas futuramente na universidade, e tentar sobreviver no Brasil que está um caos política e economicamente. Estudar é preciso. Pensar e refletir idem. Estou sem trabalho fixo. Milhões de brasileiros também estão. Eu escrevo para meu blogue quando estou inspirado e estou colaborando com a coluna Opiniões do jornal Folha da Manhã por uma temporada. Eu converso com mortos. Sim, com mortos. Converso com Freud, Shakespeare, Machado de Assis, Clarice Lispector, Schopenhauer, Marx, Sócrates, Aristóteles, Platão e companhia. Converso até com meus pais, avós e amigos mortos. Eu penso muito. Sofro muito por pensar muito, mas sofro também quando a mente está vazia e não há inspiração para escrever. Bem, minha memória não cabe tudo e nem me lembro de tudo. Eu queria dizer a vocês sete que estão aqui nestes relatos, que eu não sei o nome de vocês com certeza, mas poderia dar um nome qualquer para que não ficassem no anonimato. Sei que de fato, vocês existem na frágil e falível história humana. Eu recorri à Internet para recriar alguns fatos marcantes dos últimos tempos, como incêndios em boates, atentados frequentes nos Estados Unidos, crimes bárbaros no Brasil, ataques terroristas na Europa e no mundo. Não deu pra falar de todas as atrocidades na Venezuela, Síria, África, América Latina. O mundo está bastante complicado, apesar dos avanços tecnológicos. Bem, quero dizer aos sete que, além de eu falar com mortos, eu invento e reinvento mortos. Vocês sete, por exemplo, não sobreviveram a essas tragédias. Vocês e outros tantos morreram, não existem mais. Vocês são mortos, por isso converso com vocês também. Mas há resquícios de memórias. Vocês deixaram famílias e amigos de luto. Alguns ainda choram a ausência de vocês. A vida é muito curta e passa muito rapidamente. Quero dizer que a maioria da Humanidade não soube da existência, nem da morte de vocês. Milhões e milhões, bilhões e bilhões de pessoas morreram também, antes de vocês. Morreram por coisas mais estúpidas, como por exemplo, guerras e governos corruptos, organizações criminosas como tráfico de drogas, de mulheres e crianças. Morreram por doenças banais, fome, desnutrição, falta de comida, moradia e assistência médica. O pior é que em pleno século XXI, com todo o avanço e conquistas, milhões de pessoas continuam morrendo por esses mesmos motivos e por qualquer tipo de violência (sexual, inclusive) e imbecilidade. Ainda há gente sendo escravizada. Há intolerância e desrespeito de todo tipo. As pessoas continuam morrendo por falta de amor, respeito e compaixão. Holocaustos não cessam. Acho que a humanidade é um projeto que não tem dado certo há milênios, desde que aprendemos a escrever e a registrar a História. Pensando bem, eu não sei quem está em melhor situação. Se vocês que estão mortos, ou se nós que pensamos estarmos vivos. Tenho a sensação de que nós já morremos também, mas ainda podemos inventar histórias e sonhar com final feliz. Não sei bem a quem pedir perdão e a quem perdoar. Viver e morrer são coisas confusas e doloridas. Só sei que todos nós temos que seguir sobrevivendo. Até o fim.
Caio e Rafael botam panos quentes na polarização Sérgio/Bacellar

Os pré-candidatos a prefeito Rafael Diniz (PPS) e Caio Vianna (PDT) se posicionaram sobre a troca de farpas entre o ex-prefeito Sérgio Mendes (PPS) e o ex-vereador Marcos Bacellar (PDT), tratada aqui e aqui, nas postagens abaixo, com relação às eleições municipais de outubro:
— No Facebook se fala muita coisa. Sérgio é só mais um. Campos precisa ser pacificada — pontuou Caio.
— Desde o início, tenho dito que todos os pré-candidatos têm que ser respeitados — lembrou Rafael.
Leia amanhã a íntegra da matéria na edição impressa da Folha
Com oposição sob ameaça de divisão, Bacellar parte para dentro de Sérgio

Em seu estilo combativo de sempre, hoje o ex-vereador Marcos Bacellar (PDT) respondeu aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, à provocação velada feita ontem (aqui) pelo ex-prefeito Sérgio Mendes (PPS) à pré-candidatura de Caio Vianna (PDT) à Prefeitura de Campos.
Ainda ontem, o blog já havia registrado aqui a posição de Bacellar em defesa de Caio contra o ataque dos Garotinho. Bem como as provocações inominadas de Sérgio contra a situação da prefeita Rosinha Garotinho (PR) e a oposição representada pelo filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PEN).
Enquanto Bacellar defende Caio, Sérgio é presidente do PPS, que tem no vereador Rafael Diniz seu pré-candidato a prefeito. Rafael e Caio selaram um pacto de não agressão em 10 de fevereiro, noticiado aqui, pelo jornalista Alexandre Bastos.
Passados mais de quatro meses e faltando pouco mais de três para a eleição, os dois jovens pré-candidatos de oposição, lideram a corrida em empate técnico com o vereador Tadeu Tô Contigo (PRB) e o vice-prefeito Chicão Oliveira (PR).
Conforme registrado aqui, na última pesquisa do instituto Pro4, em consulta estimulada, Caio ficou em primeiro, com 15,2%, seguido de Tadeu (13,4%), de Rafael (11,3%) e de Chicão (8,4%). A margem de erro é de 3,9% para mais ou para menos.
Dentro dessa disputa voto a voto, fontes dão conta de que o acordo entre Caio e Rafael, até pelos perfis aparentemente semelhantes, estaria sendo desrespeitado já durante a pré-campanha, antes mesmo da homologação das candidaturas nas convenções partidárias. Isso teria gerado a reação pública, mas velada de Sérgio, que por sua vez mereceu a resposta sempre direta de Bacellar.
Abaixo vamos a ela:
— Abriram as portas do cemitério. Com isso, as múmias despertaram. O ex-prefeito Sérgio Mendes, um político local que foi varrido para a tumba em 1996, é um dos zumbis a desfilar pela rede social escrevendo asneiras. Agora mesmo está agredindo gratuitamente pré-candidatos de oposição. Tenta agir em nome do vereador Rafael Diniz (PPS). Resta saber se tem procuração para esta empreitada suja. Mas vamos ao histórico da personagem: Com a prefeitura que ganhou do seu mentor Anthony Garotinho, hoje desafeto, o máximo que Sérgio Mendes conseguiu foi andar trôpego nos verões do Farol de São Thomé, urinar em via pública e atrasar salários de servidores. Saiu da prefeitura pela porta dos fundos. Dois anos depois teve menos de quatro mil votos ao postular um mandato na Alerj. Não conseguiu eleger a esposa como vereadora e, mais recentemente, no governo Mocaiber (quem diria!), foi parar na Codemca para cuidar dos cemitérios da cidade. Sua gestão na Codemca foi deprimente. Não suportaria cinco minutos de auditoria. Não custa deixar uma pergunta no ar: de que estaria vivendo Sérgio Mendes, já que nunca conseguiu exercer a profissão de jornalista?
Da lua cheia que subiu o Paraíba com dois urubus até a rabiola de uma pipa

Ontem, tive a sorte de estar no lugar certo, na hora certa. Mas, sem o equipamento apropriado, tive que improvisar. Numa das mesas externas do Restaurante do Ricardinho, ao lado da Igreja Nossa Senhora da Penha, em Atafona, à beira da foz do Paraíba do Sul, a lua cheia nasceu antes mesmo do sol se pôr.
Havia deixado minha Canon SX 510 HS em Campos. Não que seja uma máquina profissional, mas me daria mais recursos de zoom, fotometria, definição e agilidade do que a câmera do iPhone. Foi com esta, na ausência de alternativa, que passei a enquadrar lua, rio, cerca, barcos e casario, enquanto marcava o voo aleatório dos pássaros ao redor, à caça do instante de intersecção com um cenário já deslumbrante, mas ao qual tentava imprimir também a vertigem e a velocidade da vida animal.
Acabei dando a sorte de pegar dois urubus batendo suas asas em sentido oposto, como o sol que ainda não conhecera seu jazigo do oeste, na Serra do Imbé, enquanto a lua cheia já rompêra seu cordão umbilical com o leste, abandonado no Atlântico. Mesmo sem a vista do oceano, foi a mesma lua que o jornalista Aldir Sales fotografou no mesmo momento, do terraço do seu apartamento em Campos, na Pecuária.
Capturada com mais recurso material, numa Sony HX 300, mas também mais técnica humana, segue abaixo a mesma lua que subiu o rio nas asas dos urubus, à velocidade da luz refletida do sol, até Aldir flagrá-la (aqui e aqui) no flerte com a rabiola de uma pipa:

Fogo amigo: defesa de Auxiliadora com ataque à educação e cultura

Não é só a oposição que anda se estranhando (aqui) com a oposição em Campos. Dentro de um governo municipal com 10 pré-candidatos anunciados, as divisões internas são ainda mais intestinas. Algumas foram evisceradas nos comentários da matéria publicada aqui, sobre a pesquisa do instituto Pro4 que deu larga margem de vantagem ao vice-prefeito Chicão Oliveira (PR) na disputa governista tentar suceder a prefeita Rosinha Garotinho (PR).
O mais curioso é que, na defesa dos seus candidatos, com a radicalidade típica do garotismo, alguns militantes acabam revelando não só as cisões presentes em relação à eleição do próximo governo, mas aquelas fizeram a diferença — em alguns casos para pior — nos oito últimos anos da administração Rosinha.
Senão, vejamos o comentário feito aqui por Walker Pessanha, defensor a pré-candidatura a prefeita da vereadora Auxiliadora Freitas (PHS):
— (…) Qdo o senhor diz do desgaste da professora Auxiliadora em relação à educação ao meu ver é um grande equívoco. Penso que o senhor não deve ter acompanhado o mandato e a vida pública da professora. Pelo contrário ele teve maus desgaste com o governo justamente por defender as idéias dela pela educação. Teve que lutar para ter seus projetos colocados em pauta na câmara e atendidos. Se houve algum avanço e conquista para a categoria foram as leis e indicações que ela fez e lutou. A lei orgânica do município da educação e cultura avançaram por ela. Foi a melhor secretaria de educação. Ela fez política de educação e não eventos. Ela representa o segmento por causa. Infelizmente ela não e executivo senão a educação e cultura estariam com muito mais conquistas (…)
Aos olhos do leitor um pouco mais perspicaz e informado, na defesa de Auxiliadora, secretária municipal de Educação (2009) e presidente da Fundação Trianon (2010/12) durante o primeiro governo Rosinha, fica clara a crítica do seu defensor à situação atual da educação — avaliada aqui como a antepenúltima entre os 92 municípios do Estado do Rio — e à cultura públicas de Campos. Esta última, entregue pessoalmente por Rosinha ao questionado comando da presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Patrícia Cordeiro.
Não por outro motivo, o “Ponto final”, coluna de opinião da Folha, afirmou aqui, na edição do último dia 7 de junho:
— Patrícia não tem intenção ou substância para romper com a política dos shows de pouca qualidade e altos cachês, na prioridade “cultural” dos oito anos de gestão da prefeita Rosinha Garotinho (PR). Por tragicômico que possa parecer, ter Patrícia ali, para manter as coisas como estão, é uma das poucas coisas que restou a Rosinha dentro do governo Rosinha.
E, no mesmo dia 7, a afirmação foi confirmada aqui, em publicação no próprio Diário Oficial (DO) do município, no qual Rosinha liberou R$ 450 mil, mesmo em tempo de crise, para “eventos culturais” sob responsabilidade de Patrícia Cordeiro. Tanto pior que foram recursos oriundos da terceira “venda do futuro” feita pelos Garotinho, para ser paga até 2026, pelas três próximas gestões municipais. Se não bastasse, hoje a presidente da FCJOL foi aquinhoada com mais R$ 33,5 mil, segundo publicação de hoje (aqui) do DO.
Destinado sempre ao mesmo fim, de Rosinha à amiga Patrícia, os cofres públicos do município já sangraram em quase R$ 1 milhão só neste ano. Sempre segundo dados do DO, foram mais R$ 149 mil (aqui) em 23 de março, R$ 55,9 mil (aqui) em 18 de maio, R$ 52 mil (aqui) em 24 de maio e R$ 204,6 mil (aqui), no dia 31 do mesmo mês.
E tudo isso sob reprovação severa de quem defende a vereadora governista para suceder Rosinha: “Ela (Auxiliadora) fez política de educação e não eventos”. Isso quer dizer que hoje se faz?
Fogueira das vaidades: oposição x governo, oposição x oposição

Se as eleições serão daqui a pouco mais de três meses, o caldo já começa a ferver na sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR). Divulgada com exclusividade aqui e aqui, na Folha e neste blog, a pesquisa mais recente do instituto Pro4, feita entre 8 e 10 de junho, com 620 eleitores, nas sete zonas eleitorais de Campos, colocou lenha na fogueira não só entre oposição e um governo cada vez mais agarrado ao vice-prefeito Chicão (PR) como tábua de salvação, mas também entre oposição e oposição.
No primeiro caso, como o jornalista Alexandre Bastos registrou aqui, assustado com a liderança de Caio Vianna (PDT) tanto na consulta espontânea, quanto nos dois cenários estimulados pelo Pro4, o garotismo já começa a bater no filho do seu principal dissidente, o ex-prefeito Arnaldo Vianna. Aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, o sempre combativo ex-vereador Marcos Bacellar (PDT) já começou a semana alfinetando:
— O alto índice de aceitação do pré-candidato Caio Vianna nas pesquisas para as eleições municipais em Campos dos Goytacazes tem deixado o Coronel Bolinha de cabelo em pé.
Bem, mas se essa era a parte esperada, a novidade ficou por conta do ex-prefeito Sérgio Mendes (PPS). Tão ligado ao vereador e pré-candidato a prefeito Rafael Diniz (PPS), quanto Bacellar a Caio, Sérgio foi mais sutil ao evitar nomes e apelidos, mas não menos contundente. Aqui, ele também usou seu perfil no Facebook para rasgar o verbo antes mesmo de desejar uma boa semana:
— Marido mandando na prefeitura no lugar da mulher: basta! Mulher mandando no lugar do ex ou do rebento: nem pensar! Penso que carecemos de alguém com vôo próprio, ética, coragem, competência, determinação, sobretudo independência, para uma efetiva mudança. Boa semana amigos!!!
Pelo visto, mal saiu a primeira pesquisa e já começa a perigar o acordo de paz entre Caio e Rafael, anunciado em 10 de fevereiro, aqui, também no Blog do Bastos. Na ocasião, os dois jovens e promissores políticos posaram para foto e ensaiaram o discurso conjunto:
— A maturidade tem que prevalecer. Campos é maior do que desejos pessoais.
Bem, às certezas de que haverá segundo turno e de que o candidato governista, independente de quem for, estará nele, ameaça se repetir uma terceira: apostar na divisão da oposição é o segredo do sucesso de Garotinho.
Lua ainda suja de placenta pra começar bem a semana

Para começar bem a semana, nem que seja por uma câmera de celular, a lua cheia ainda suja de placenta do final da tarde de ontem (19), no Cais do Ricardinho, ao lado da Igreja Nossa Senhora da Penha, em Atafona.
Nascida ontem entre os coqueiros da foz do Paraíba do Sul, subiu o rio e voou hoje à capa da Folha:

Chicão bem na frente para ser o candidato a prefeito dos Garotinho

Por Aluysio Abreu Barbosa
Se a nomeação (aqui) para a presidência do PreviCampos, no meio da última semana, do empresário e procurador Nelson Afonso Oliveira, irmão de Dr. Chicão Oliveira (PR), foi visto por analistas políticos como claro indicativo de que o vice-prefeito deve ser o candidato governista à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR), essa tendência é aprovada pela maioria da população campista. Em consulta estimulada do instituto Pro4, feita entre 8 e 10 de junho, nas sete zonas eleitorais do município, com 620 eleitores, a partir de um disco com os nomes de todos os 10 pré-candidatos governistas, Chicão liderou com folga. Além da margem de erro de 3,9 pontos percentuais para mais ou menos, o vice deveria ser o candidato dos Garotinho para 17,7%, seguindo do presidente da Câmara Municipal Edson Batista (PTB), com 7,4%, e de Thiago Ferrugem, ex-secretário de Desenvolvimento Humano, que ficou com 6,3%.
Mas se Chicão é o mais popular na dezena de pré-candidatos rosáceos, nem para ele deve ser fácil superar o desejo majoritária do campista por mudanças na maneira de governar o município. Em outra consulta estimulada, quando exposto às alternativas “O melhor é votar no candidato apoiado pela prefeita Rosinha, porque o trabalho dela precisa de continuidade” e “Ou o melhor é votar em outro candidato, para que ele faça as mudanças que Campos precisa”, sete entre cada 10 campistas ficaram com a segunda opção. Se 24,8% preferem a continuidade, 70,8% acham que um candidato de oposição seria o melhor.
Independente do desejo popular por mudança em relação aos oito últimos anos de governo Rosinha, na mesma pesquisa do Pro4, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 000696/2016 e cuja primeira parte foi noticiada (aqui) pela Folha no último domingo, Chicão já havia surgido como pré-candidato governista com mais intenções de voto, hoje, entre os campistas. No cenário estimulado em que seu nome foi colocado junto aos demais pré-candidatos, ele ficou em quarto lugar, com 8,4%, mas em empate técnico com os três primeiros da oposição: o vereador Rafael Diniz (PPS), em terceiro, com 11,3%; o também vereador Tadeu Tô Contigo, em segundo, com 13,4%; e Caio Vianna, em primeiro, com 15,2%.
Como nos cenários estimulados do Pro4 estava ainda Mauro Silva, líder governista na Câmara Municipal e já lançado pré-candidato próprio do PSDB, o 1,9% do vereador poderia ser transferido a Chicão, caso os rosáceos decidam lançar apenas um candidato. A hipótese se reforça com a não divulgação de outra pesquisa, do instituto Precisão, que várias fontes governistas informaram ter sido feita em período próximo à do Pro4. As prévias garotistas marcadas ontem para 23 de julho, portanto, podem ser uma mera formalidade.

Pubicado na edição de hoje (19) da Folha da Manhã


