Pudim e o presidente da Câmara Federal eleito na madrugada de hoje, Rodrigo Maia (foto: divulgação)
Eleito (aqui) na madrugada de hoje novo presidente da Câmara Federal, o deputado federal fluminense Rodrigo Maia (DEM) recebeu durante o dia um velho conhecido. Deputado estadual e pré-candidato a prefeito de Campos, Geraldo Pudim (PMDB) falou sobre vários coisas com o novo homem forte da República, inclusive da necessidade de união na eleição à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR) em Campos. Com o vereador Nildo Cardoso como pré-candidato a prefeito pelo seu DEM, Rodrigo só ouviu.
Depois, representando a Alerj como seu primeiro-secretário, Pudim também se reuniu com o presidente interino Michel Temer (PMDB), num encontro com representantes das assembleias legislativas de todo o país, para tratar da PEC-47.
Confira amanhã (15) a reportagem completa na edição impressa da Folha
Primeiro foi o Núcleo de Organização Social (NOS), depois as prévias, depois a desistência dos áulicos — como bem lhes definiu em entrevista à Folha, o saudoso ex-governador Leonel Brizola (1922/2004) —, depois o conselhão. Agora eis que surge uma pesquisa para dar “precisão” à definição do candidato governista à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR). Para quem gosta de bater palma para maluco dançar, esse roteiro de ópera bufa é um prato cheio. Já para quem não vê graça na insanidade alheia, como esta coluna tem adiantado (aquie aqui), são dois os nomes de fato: o vice-prefeito Dr. Chicão (PR) e o vereador Dr. Paulo Hirano (PR).
Chicão na pesquisa
Se o candidato fosse definido por pesquisa, ele seria (aqui) Chicão, desde a consulta do instituto Pro4, feita entre 8 e 10 de junho, com 620 eleitores das sete zonas eleitorais do município. Além de liderar (aqui) entre os pré-candidatos rosáceos na espontânea, o vice-prefeito foi o único, em cenário estimulado, a empatar na margem de erro com os três prefeitáveis de oposição que lideram a corrida: Caio Vianna (PDT) e os vereadores Tadeu Tô Contigo (PRB) e Rafael Diniz (PPS).
Rosinha nas pesquisas
Encomendada e divulgada homeopaticamente pela Folha, em suas edições dominicais de 12, 19 e 26 de junho, os números do Pro4 sobre a corrida à Prefeitura teriam sido muito semelhantes aos de uma pesquisa do instituto Precisão que, segundo fontes governistas, foi feita no mesmo período. Mas estes não foram divulgados tanto pelo dolo de não dar vantagem a Chicão, quanto por terem sido ainda mais catastróficos do que os do Pro4 (aqui), no que se refere à avaliação do governo Rosinha — fato depois referendado (aqui) pela pesquisa do instituto Pappel, feita entre 14 e 22 de junho, com 3.150 campistas das sete zonas eleitorais.
Dividir para reinar
Diante do impacto dos números favoráveis a Chicão, houve uma reação dos vereadores governistas. Estimulado por Edson Batista (PTB), presidente da Câmara e primeiro (aqui) a pular fora da disputa à Prefeitura, correu um documento (aqui) entre os edis rosáceos no sentido de pleitear que o candidato governista à sucessão de Rosinha fosse um vereador do PR. Se não há dúvida lógica de que o movimento foi feito (aqui) para beneficiar Hirano, pode existir alguma sobre quem deu a determinação a Edson? Ou de quem tem o prazer patológico de colocar seus seguidores uns contra os outros e depois posar de Salomão capaz de dividir a criança para reinar?
Mauro briga na vice
Há ainda o vereador Mauro Silva (PSDB). Mas ele só teria chance de encabeçar chapa se o governo lançasse duas candidaturas. Diante não só da liderança de Caio, Tô Contigo e Rafael, quanto dos 70,8% dos campistas que o Pro4 identificou dispostos a votar num candidato de oposição, “para que ele faça as mudanças que Campos precisa”, a vice na chapa única governista passou a ser a melhor aposta para Mauro. Neste sentido, suas fichas estão todas empilhadas no generoso tempo de propaganda do PSDB, imprescindível aos governistas, sobretudo numa campanha curta.
Caio “adoçou” João
Enquanto o governo não se decide entre Chicão ou Hirano, com ou sem Mauro na vice, os oposicionistas se movimentam. Bem perto de pegar (aqui, aquieaqui) o PT e seu tempo de propaganda ainda mais generoso que do PSDB, Caio também está a um passo de consumar a aliança com o PSB, tendo o vereador Gil Vianna na sua vice. E o que é ainda melhor ao filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PEN): sem perder o apoio do deputado estadual João Peixoto (PSDC). Após ensaiar (aqui) um “dá ou desço”, Peixoto revelou (aqui) ao jornalista Alexandre Bastos, em matéria na página 3 desta edição, que aceita ceder a vice de Caio a Gil e ainda assim caminhar com os dois na campanha.
Rafael e Rogério
Num encontro casual na ExpoAgro, foram vistos conversando Rafael e o ex-vereador e também pré-candidato a prefeito Rogério Matoso (PPL). Após um estranhamento em redes sociais, pelo qual se chegou a cogitar Matoso como candidatura de apoio aos rosáceos, o papo entre os dois fluiu muito bem, num momento em que Rafael parece ter perdido o vice, Gil, para Caio. À coluna, o ex-vereador reafirmou estar na briga pela Prefeitura, prometeu surpresas partidárias e deixou claro sua posição política nesta eleição: “Gosto muito de Chicão, Hirano e Mauro. Mas como pessoas. Politicamente, esse governo deles é indefensável”.
Aqui, o sempre atento jornalista Arnaldo Neto foi o primeiro na blogosfera goitacá a noticiar a vitória do deputado federal fluminense Rodrigo Maia (DEM) na eleição à presidência da Câmara Federal, no início da madrugada de hoje.
Mas se você quiser entender melhor o significado desse processo eleitoral, seu resultado, suas causas e possíveis consequências, leia a análise em resumo feita aqui, na democracia irrefreável das redes sociais, por um dos seus faróis nestes tempos turvos da vida nacional, o Ricardo Rangel, diretor de operações da Conspiração Filmes, a quem este “Opiniões” pede licença para reproduzir abaixo:
Rodrigo Maia comemora a vitória na eleição a presidente da Câmara (foto de Jorge William – Agência O Globo)
Ricardo Rangel, destaque na ágora das redes sociais
Rodrigo Maia é o novo presidente da Câmara dos Deputados, por 285 x 170.
QUEM PERDEU
Rogério Rosso
Marcelo Castro
Eduardo Cunha
Lula
A neo-oposição
QUEM VENCEU
Rodrigo Maia
Michel Temer
A antiga oposição
A Câmara dos Deputados
O Brasil
A nota dissonante são os 6 votos para Miro Teixeira, sem dúvida, o melhor candidato.
O sorriso revigorado matutino causou espanto. Que se passa com ele, cotidianamente carrancudo, a tromba encolhida a espantar simpatia, bom dias proferidos entre dentes, um impulso de voz mais para dentro dos pulmões que para fora?
Atravessou majestoso a esquina e em efusão saudou os conhecidos. Os passos largos e os braços balançando obliteravam a memória do sujeito entrevado, de articulações densas e enferrujadas. Parecia renascido, ou então evoluído:
— Quero as mais belas flores disponíveis — disse à jovem vendedora da banca na praça — Monte para mim um ramalhete, não qualquer um, mas o mais belo, pois o entregarei à mais linda de todas as mulheres. Não devo dizer a ninguém, mas hoje Silvana volta.
A moça o felicitou sem saber o porquê e entregou o feixe de rosas vermelhas, amarelas e brancas. Pagou e deixou o troco, em um mútuo arfar de contentamento.
Mais adiante, em uma banca de frutas, pediu ao atendente os pêssegos mais amarelos e maduros:
— Silvana retorna hoje e quero agradá-la. Essas são suas frutas preferidos e desejo que tenha a maior das satisfações quando chegar.
Munido do saco e da alegria, ele enfiou-se radiante pelos corredores do prédio até seu cubículo. Do porteiro ao vizinho de área de trabalho, todos se espantaram perante sua nova postura. Nem piou com o barulho da betoneira trabalhando no prédio ao lado, motivo constante de suas reclamações. O mal hálito da supervisora passou desapercebido, até respirável:
— Ué? — essa interjeição coletivamente ditou a tônica dessa jornada.
Uma mais afoita não se conteve e precisou perguntar qual a razão da repentina satisfação, da mudança abrupta de hábitos:
— Hoje Silvana retorna para casa, por isso o meu dia está mais completo e feliz.
Como ninguém sabia de sus vida particular, todos o parabenizaram crentes da ranhetice ser fruto de brigas conjugais e que a estabilidade reencontrada o deixava mais equilibrado e sereno. A menina do RH o analisou ao longe, repassando as aulas da faculdade onde estudou questões de motivação. “Tudo aquilo faz sentido”, concluiu.
Ao fim do expediente, saiu com uma saudação sonora, despedindo-se afetuosamente, indicando a bela noite a lhe aguardar. Parou pelo caminho e comprou um vinho no mercado, dizendo ao caixa que escolheu um chileno de safra especial especialmente para beber com Silvana, que finalmente regressava para casa.
Quando entrou em casa, Silvana estava sentada ao sofá, os pés para cima, a televisão ligada:
— Amor, é tão bom tê-la de volta após todos esses anos. A saudade me matava e espero tudo igual a quando nos conhecemos, prometo ser um homem melhor, mais simpático, mais tolerante. Juro que jamais irei cometer os mesmos erros de antes. Tudo será melhor de agora em diante, sem as mesmas discussões, sem briga nem nada. Quero amá-la pelo resto da minha vida, nada além disso.
Silvana levantou com uma aparência de susto:
— Norberto, do que você está falando? Somo casados há 12 anos e nunca brigamos. Você não é perfeito, mas é um bom marido, apesar dessa cara sempre feia. Mas eu nunca iria embora. Sou feliz contigo. Nem saí hoje, fiquei o dia inteiro à toa. Aconteceu algo com você?
Aquele semblante feliz portado durante todo o dia se perdeu. Colocou o vinho e as flores sobre a mesa, apesar da pulsão por arremessá-los longe. Era um bom marido, conforme ela disse, e não iria praticar um ato de violência. Resignou-se a tomar banho, amofinado em sua própria pequenez aguardando que as flores murchassem.
O que significa de fato a foto tirada e postada ontem, (aqui) nas redes sociais, por Caio Vianna, pré-candidato do PDT à Prefeitura de Campos, de mãos dadas com o folclórico Washington Quaquá, prefeito de Maricá (RJ) e presidente estadual do PT? Pode até significar (aqui) que, além do namoro assumido, as núpcias foram previamente consumadas. Fruto dessa união, a “criança” já pode ter sido até encomendada. Mas as alianças ainda não foram trocadas diante do padre, pastor ou juiz de paz.
Sem dança de maluco
Como esta coluna havia adiantado (aqui) desde o dia 2 deste mês, apesar do seu tremendo desgaste junto ao eleitor e da previsão de debandada interna em novembro, o PT ainda é desejado para disputar as eleições de outubro, por seu generoso tempo de propaganda. Em Campos, vinha sendo cortejado por três pré-candidaturas a prefeito: a de Caio, a do vereador Rafael Diniz (PPS) e a de quem quer que seja o escolhido pelo governo Rosinha Garotinho (PR) — disputa que, excetuado quem bate palma para maluco dançar, sempre esteve restrita (aqui) ao vice-prefeito Dr. Chicão (PR) e aos vereadores Paulo Hirano (PR) e Mauro Silva (PSDB).
Planalto na planície
Mesmo que Mauro hoje talvez tenha chance real (aqui) apenas como vice, a necessidade de ter o tempo de propaganda também generoso do seu PSDB na chapa governista, acabou fazendo os rosáceos desistirem do PT por exigência tucana. E esses reflexos da intestina conjuntura nacional, a partir do afastamento da presidente Dilma Rousseff, passaram também a afetar diretamente os demais pretendentes locais. Rafael, do PPS, partido desde o início à vanguarda do impeachment, foi prejudicado. Em contrapartida, Caio saiu beneficiado por pertencer ao PDT, um dos últimos aliados que restaram à estrela cadente petista.
PT tem Anomal, mas…
Bem verdade que o PT tem pré-candidato à sucessão de Rosinha. Mas Hélio Anomal teria ainda menos chance a prefeito do que Dilma de voltar à presidência. Presidente municipal da legenda, André Oliveira defende, no entanto, a candidatura própria, para marcar uma posição com vistas a 2018, na esperança do improvável retorno messiânico de Lula. Mas admite que as negociações presentes com o PDT, que reserva o intempestivo Ciro Gomes como opção presidencial para daqui a dois anos, estão bastante avançadas em nível regional, a favor da aliança com Caio para 2016.
De novo 2004?
Como esta coluna também revelou (aqui), tanto Rafael quanto Caio foram sabatinados pela executiva municipal do PT, respectivamente, nos dois últimos sábados (02 e 09). E embora o segundo impressione pela articulação em alguém que nunca exerceu cargo público, o desempenho do vereador chegou a fazer muita petista goitacá lamentar sua pré-candidatura ser pelo PPS. Ainda assim, é quase certo que, prevalecendo a tendência de aliança oficial com Caio, vá se repetir entre ele e Rafael a mesma divisão do PT no pleito municipal de 2004, quando parte do partido apoiou Carlos Alberto Campista e a outra, caminhou com Paulo Feijó.
HGG em choque
Fundado para ser a referência no atendimento de quem vive na margem esquerda do rio Paraíba do Sul, o Hospital Geral de Guarus (HGG) há anos passa por um processo de sucateamento e é alvo constante de denúncias, tanto de quem frequenta o local, como de quem trabalha. São inúmeros os descasos, mas nenhum supera as mortes ocorridas e atreladas à falta de estrutura, como a mostrada (aqui) na página 8 desta edição.
Choque no HGG?
Dias desses, o marido da prefeita Rosinha disse que, a pedido dela, ia dar plantão nos hospitais públicos, citando o HGG e sem poupar crítica à administração da unidade. Prometeu um choque de gestão e que “não adianta ter dinheiro se não tiver uma boa administração”. Discurso de quem teve quase oito anos para fazer isso, mas, só agora, às vésperas da eleição, dá dica a quem vai às urnas: “não adianta ter dinheiro se não tiver uma boa administração”.
Entre as várias falas do filme “Tropa de Elite” (2007, de José Padilha) que se transformaram em bordão nacional, está a ressalva do Capitão Nascimento, imortalizado pelo ator Wagner Moura, feita ao aspirante a oficial do Bope Neto Gouveia, interpretado por Caio Junqueira (reveja a cena aqui). Após este tentar tomar uma posição que não se mostrou capaz de sustentar, ouviu do superior: “Você não é Caveira, você é moleque!”. Nascimento esbofeteia Neto antes de repetir mais uma vez, com o dedo em riste na cara do fanfarrão desmascarado: “Você é moleque!”.
Ficção na vida real
Da ficção baseada na realidade, às ficções reveladas no mundo real, ontem foi categoricamente desmentido pelo deputado federal Hugo Leal (PSB) a informação de que ele teria ligado para o marido e secretário de Governo da prefeita Rosinha Garotinho (PR), Anthony Garotinho (PR), na última sexta-feira (08) para “oferecer” o vereador Gil Vianna à chapa governista. Repassada por Garotinho aos seus comandados, essa versão foi registrada (aqui) ontem (11) nesta coluna de opinião.
Na verdade
Na verdade, foi Garotinho quem teria ligado a Leal, pré-candidato do PSB à presidência da Câmara Federal, na eleição de amanhã (13), para tentar saber dos grandes debates nacionais e tentar ainda posar de ator relevante, mesmo neles hoje reduzido a “papagaio de pirata”. Mais ou mesmo como fez na votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara Federal, quando, segundo (aqui e aqui) a mídia nacional, negociou a ausência da filha grávida do neto pela terceira “venda do futuro” de Campos, no valor de R$ 367 milhões, junto à Caixa Econômica Federal, consumada (aqui) no apagar das luzes do governo federal petista.
Na mentira
Na ocasião, além de apequenar nacionalmente uma deputada federal promissora como Clarissa Garotinho (PR), seu pai não conseguiu convencer (aqui e aqui) nem mesmo o correligionário Paulo Feijó (PR). Ao votar com convicção pelo impeachment de Dilma, o experiente parlamentar não só recusou qualquer oferta do líder, como ainda foi obrigado a desmentir uma nota em sentido contrário, numa “barriga” (notícia inverídica, no jargão jornalístico) dada (aqui) pelo jornalista carioca Fernando Molica, plantada pelo próprio Garotinho.
Quem decide é Gil
Segundo Hugo Leal, após sondá-lo sobre a eleição da Câmara Federal, sonhando com um cenário que não é mais seu, Garotinho pousou à própria realidade e perguntou: “E Campos?”. Ao que o deputado federal respondeu ao ex: “Quem decide é Gil”. Como este já revelou (aqui) que seguirá a decisão da executiva estadual, próxima de uma aliança com o PDT de Caio Vianna à sucessão de Rosinha, Garotinho parece ter repetido um velho hábito, cada vez mais manjado: tentar diminuir o valor daquilo (ou de quem) não tem mais cacife para barganhar.
Uso do cachimbo
Se tem razão o dito popular “o uso do cachimbo faz a boca torta”, não custa lembrar que é a segunda vez que Garotinho é desprezado por Leal em suas tentativas de atrair o PSB. Em abril, numa reunião para definir nominatas, o marido da prefeita ligou (aqui) ao deputado. Para mostrar “força” diante da sua tropa, como o Neto de “Tropa de Elite”, Garotinho colocou a ligação no viva voz, sem informar ao interlocutor. Assim que soube da atitude de fanfarrão pela qual fôra exposto, Leal ficou muito bravo. Não entendeu como um ex-governador poderia ter feito o que classificou de “coisa de garoto”, dizendo que “a chance de aliança não é zero, é menos um”.
Se trabalhar numa redação de jornal é para muita gente uma coisa uma coisa meio mágica, na ebulição de gestos e vozes entre todos produzindo e trocando informações, ao mesmo tempo, sobre os fatos da cidade, da região, do estado, do Brasil e do mundo, esse clima de mercado persa tem também sua versão mais intimista. Se dá nos feriados e finais de semana, onde a equipe é reduzida e se revelam os grandes vazios daqueles grandes espaços abertos e coletivos das redações.
Trabalhei no Jornal do Brasil, em meados dos anos 1990, na sua antiga e imensa sede no prédio da Av. Brasil nº 500, em frente ao Cais do Porto, às margens da Baía de Guanabara. Um plantão ali, isolado em meio àquele bando de mesas, cadeiras e computadores abandonados de gente, lembrava cenas de um filme pós-apocalíptico.
Numa redação média como a da Folha, mesmo sendo a maior de Campos em espaço e número de profissionais, o contraste dos plantões não chega a ser tão fantasmagórico. Ao contrário, com menos gente, as pessoas tendem a se aproximar e a contar mais umas com as outras, reforçando a essência do jornalismo: o trabalho coletivo.
Pois ontem, ocupando a função de editor geral à frente de uma equipe que geralmente não é a que me cabe nos plantões, esse sentido de coletividade fluiu de maneira tão natural e produtiva, que me senti impelido a fazer aqui o registro.
Encarregado da edição das páginas internas, trocando ideia com o jornalista Mário Sérgio Junior sobre o que de mais forte tínhamos de factual, ele me disse que juntaria os cinco feridos à bala em Campos no domingo, entre eles um médico atingido na nuca enquanto guiava seu HR-V emplacado no Espírito Santo, com um morador de rua morto também a tiros, na av. XV de Novembro, à luz do dia e em pleno Centro da cidade, embaixo da ponte Leonel Brizola, no local popularmente batizado de “Sovaco da Rosinha”.
No contraste do médico e o morador de rua como alvos indistintos da mesma barbárie, Mário me disse que estava pensando sua manchete interna, alertando à generalização da violência em Campos. E fiquei com aquela sugestão de paradoxo na cabeça
Diante de tantas ocorrências policiais, estávamos espremidos de espaço nas páginas do primeiro caderno para noticiar a feliz iniciativa do “Dia do Lazer”, no qual o entorno da Praça do Liceu foi fechado no domingo para atividades recreativas, ao ar livre, de crianças, adolescentes e suas famílias. Como o assunto tinha “pegada” mais leve, argumentei com a jornalista Paula Vigneron, que já tinha redigido e editado na capa da Folha Dois uma outra matéria atemporal, para aproveitar em seu lugar a reportagem factual do “Dia do Lazer”.
Se ela gostou da ideia, tanto mais o jornalista Jhonattan Reis, que havia feito tanto o evento no Liceu, quanto a cobertura dos seis baleados naquele mesmo dia, entre eles o médico ferido e o morador de rua executado. Após coordenar essas ações, passei a ligar a minhas fontes para apurar e produzir o “Ponto Final”. Equilibrado pelas novidades mais leves da ExpoAgro nas notas finais feitas pela jornalista Channa Vieira, produzia o resto da coluna de opinião no sentido de me ofertar uma alternativa de manchete política, caso o dia fosse fraco de acontecimentos.
Concluído o “Ponto Final”, dei nele uma última olhada com a foto do velho Barbosa no cabeçalho, antes de partir ao momento que sempre julgo mais prazeroso na edição da capa: escolher as fotos do dia.
Com o casal brasileiro José Aldo e Amanda Nunes conquistando cinturões de campeões mundiais no UFC, na madrugada de domingo, além da inédita conquista de Portugal na Euro, na tarde do mesmo dia, mesmo após Cristiano Ronaldo sair contundido da final contra a França, tínhamos expressivas opções de imagens internacionais.
Todavia, ao conferir a produção local dos repórteres-fotográficos Tércio Teixeira, na cobertura do “Dia do Lazer”, com crianças brincando tanto com a bola redonda das peladas, quanto com a oval do futebol americano, mais a do Rodrigo Silveira, também editor de fotografia, retratando com sutiliza a tragédia da violência urbana de Campos, sobretudo na foto do morador de rua executado, num ângulo baixo sob o fundo do carro que revela apenas as pernas horizontais do morto e dos vivos em pé ao redor, a ideia dada lá atrás pelo Mário foi se ampliando.
Assim, quando fui editar a capa junto ao designer gráfico João Vitor Marques, com sua ajuda, aquilo que já vinha se desenhando na minha cabeça, mediante tantas trocas, ganhou vida própria na capa de hoje da Folha, no eco dos versos da música “Brasis”, de Seu Jorge, Gabriel Moura e Jovi Joviniano:
“Tem um Brasil que é próspero outro não muda Um Brasil que investe outro que suga um de sunga outro de gravata tem um que faz amor e tem o outro que mata”
Na certeza de que jornalismo é trabalho coletivo, ou não é nada, ficam aqui meus agradecimentos sinceros ao Mário, ao Jhonattan, a Paula, a Channa, ao Tércio, ao Rodrigo, ao João Vitor e ao prestador de serviço Diego Silva, que também aprovou, como os demais, a cara dada ao corpo do esforço e da criatividade de todos.
Abaixo, para eles e sobretudo a você, leitor, o vídeo da música e a capa que ela ecoou sobre novos fatos da velha antítese humana, um domingo de plantão em Campos dos Goytacazes:
A valer o documento, revelado (aqui) neste “Ponto Final”, que define como um vereador pré-candidato a prefeito do PR o nome governista à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR), resta pouca ou nenhuma dúvida (aqui) de que a bola da vez é Paulo Hirano. Ontem, numa pajelança na casa do vereador Mauro Silva (PSDB) para atender aos demais edis da base, o secretário de governo e prefeito de fato, Anthony Garotinho (PR), quando indagado sobre a definição da chapa, disse que iria fazê-lo até 23 de julho, no segundo sábado daqui em diante.
Barbante pocou
Apelidado carinhosamente de “Iô-iô” pelos colegas de Câmara, bem verdade que, só para constar, existe outro vereador do PR pré-candidato a prefeito. Mas devido à sua falta de medida na contratação desenfreada de RPAs — com potencial análogo ao que, em 2005, levou à cassação do prefeito Carlos Alberto Campista, já após eleito e empossado — e pelo desastrado vazamento de um áudio sobre o tal documento nas redes sociais, o barbante do “Iô-iô”, num neologismo tipicamente campista, pocou de vez. E nem Garotinho, nem Rosinha, parecem dispostos a emendar.
Mauro a vice
Emblemático, no último sábado, no aniversário do secretário de Saúde Geraldo Venâncio, a mesa composta pelos vereadores governistas Hirano, Mauro Silva (PSDB) e Thiago Virgílio (PTC). Este, que gostava de brincar de “Iô-iô”, parece já ter percebido que Hirano é o nome para se ficar ao lado na hora de falar sério. E o fato de Mauro e Hirano estarem e se fazerem ver tão próximos, reforça o que esta coluna tem afirmado (aqui) há algum tempo: até pelo generoso tempo de propaganda eleitoral em rádio e TV do PSDB, o líder de Rosinha na Câmara Municipal caminha a passos largos para ser o vice na chapa governista.
Rafael e Gil
Quem também apareceu no aniversário de Geraldo Venâncio foi o vereador e pré-candidato a prefeito de oposição Rafael Diniz (PPS). Ele chegou a tempo de cumprimentar o aniversariante e seus prováveis adversários no pleito de outubro. Só falta agora arrumar seu vice, após esta coluna ter revelado (aqui) que o vereador Gil Vianna (PSB) está bem perto para compor a chapa com outro pré-candidato a prefeito: Caio Vianna (PDT). E fontes governistas ainda deram conta que o deputado federal Hugo Leal (PSB) ligou a Garotinho, na última sexta, para também oferecer-lhe Gil como vice, o que o marido secretário de Rosinha teria recusado.
E Chicão?
Depois que Rafael, Hirano, Mauro e Thiago já tinham saído, quem chegou ao aniversário de Geraldo, acompanhado dos irmãos, foi o vice-prefeito Dr. Chicão Oliveira (PR). Pré-candidato governista bem à frente dos demais em intenções de voto — como a pesquisa Pro4 deixou bem evidenciado aqui e aqui —, Chicão foi o principal prejudicado com esse documento dos vereadores, engendrado debaixo dos panos por seu próprio primo Garotinho. Considerado, não sem razão, um gentleman, diante da possibilidade de ser preterido por alguém com menos densidade eleitoral, o vice-prefeito filosofou: “De repente o objetivo pode ser perder. Mas Deus sabe de todas as coisas!”
Thiaguinho aqueceu
O primeiro fim de semana da 57º Exposição Agropecuária e Industrial do Norte Fluminense superou a expectativa de quem esteve pela feira agropecuária. Nos quatro dias de festa, a multidão tomou conta do Parque de Exposições e do campo principal durante os shows. No sábado, dia mais prestigiado do evento, nem o frio impediu que o público dançasse o famoso “pagodinho” ao som do cantor Thiaguinho. O agito continuou após as apresentações, já que no lugar existe um variado número de bares e boates, dando possibilidade de uma esticada na noite.
Anitta fecha ExpoAgro
A segunda semana da 57º ExpoAgro promete superar o sucesso dos primeiros dias. Com uma programação diversificada, a ideia é atrair todos os tipos de público para o evento. Na próxima quinta-feira (14), o pop rock do grupo Jota Quest esquenta a noite. Na sexta-feira, a dupla sertaneja João Bosco e Vinícius, especialmente para a turma do chapéu. Já no sábado, o grupo Biquini Cavadão canta seus mais de 30 anos de carreira. Para fechar os dez dias de festa, a cantora Anitta apresenta o “Show das Poderosas”.
Com a colaboração da jornalista Channa Vieira
Publicado na edição de hoje (11) da Folha da Manhã
Em conversas francas e reservadas, não há governista que não admita: a eleição para prefeito de Campos será difícil ao governo. Mesmo que a máquina municipal saia da condição natural de favoritismo, afinal, só perdeu duas eleições nos últimos 30 anos, o quadro falimentar da Prefeitura só pode ser curado pelos R$ 367 milhões da terceira “venda do futuro” do município, a ser paga até 2026, como um band aid faria sobre a fratura exposta de um ser humano amontoado num dos corredores diariamente superlotados do hospitais Ferreira Machado (HFM) e Geral de Guarus (HGG).
Se alguém tem dúvida que Anthony Garotinho (PR) é o prefeito de fato de Campos, se baseia na mesma certeza de que, por direito, a Justiça seja capaz de fazer alguma coisa contra a usurpação marital do direito de governar delegado duas vezes pelo povo a Rosinha Garotinho (PR). Grandes guerreiros da Antiguidade, os espartanos — mais famosos pelo filme “300” do que pelo livro “História” de Heródoto (484/425 a.C.) — pregavam que não se deve empreender muitas campanhas contra um mesmo adversário, porque este, mesmo nas derrotas, apreende as técnicas e táticas que acabarão igualando-os em campo de batalha.
Foi assim que, após vencer em sequência o Império Persa e depois sua ex-aliada Atenas, berço da democracia, Esparta acabaria derrotada pela Tebas de Epaminondas.
Mesmo para quem assiste ao campo de batalha sem dele participar, com a função meramente “herodotiana” de narrar seus acontecimentos, não tem sido difícil marcar os movimentos de Garotinho. Leitor aplicado dos clássicos “A arte da guerra”, do chinês Zun Tzu (544/496 a.C.), e de “O príncipe”, do florentino Nicolau Maquiavel (1469/1527), o senhor de 56 anos ainda é capaz de alguns lances brilhantes, como de usar o poder comercial da Prefeitura sobre a direção da TV Record, para colar sua imagem (aqui e aqui) sobre a do vereador “independente” Tadeu Tô Contigo (PRB), pré-candidato a prefeito que mais tira votos do garotismo.
Todavia, todos os movimentos rumo à definição da candidatura governista, pendendo-a primeiro (aqui) para o vice-prefeito Dr. Chicão (PR), depois forjando o João Bobo em direção (aqui) ao vereador Paulo Hirano, foram facilmente antecipados e divulgados (aqui, aqui e aqui) pela editoria de Política, blogs e a coluna “Ponto Final”, da Folha da Manhã. E a confirmar sua opção por Hirano, médico ligado por estreitos laços de amizade, família e negócio a um dos maiores empresários da cidade, Garotinho reforça por tabela a impressão de que o maior problema da Prefeitura de Campos, hoje e possivelmente por muitos amanhãs, é dinheiro.
Descobrir para onde foi todo esse dinheiro (público) e para onde irá a partir de 1º de janeiro de 2017, ano em que nada indica que a recessão econômica brasileira vá melhorar, sobretudo em Campos, deveria talvez ser o principal questionamento de quem hoje elege como prioridades áreas aparentemente abandonadas, como Saúde, Educação, Transporte e Infraestrutura. Trocar isso, junto com o voto, por R$ 200 no bolso dia da eleição, é ser burro o bastante para não aprender com seu próprio inimigo.
Ainda antes de Heródoto, Sun Tzu ensinou a generais e soldados: “A primeira coisa para quem quer vencer é sair da posição em que se pode perder”.
Ainda sem saber da resposta com jeito de “dá, ou desço” do deputado estadual João Peixoto (PSDC), publicada (aqui) na matéria da página 2 desta edição, o pré-candidato pedetista a prefeito de Campos, Caio Vianna, respondeu com muita tranquilidade sobre as costuras que tem cerzido para vestir sua campanha. O filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PEN) admitiu as negociações (aqui) com o PSB, cuja aliança foi dada como certa ontem por um integrante da executiva estadual socialista — desde que seu vereador Gil Vianna seja o vice na chapa encabeçada pelo PDT, como esta coluna revelou ontem (aqui) com exclusividade.
O reforço é Romário
Ao falar ontem à Folha, Caio buscou contemporizar: “Essa condição não é apenas de Gil, nem de João, nem de Caio, mas também da importância que senador Romário (PSB) trará a qualquer campanha num estado em que foi mais votado que o governador eleito (Luiz Fernando Pezão)”. O raciocínio não parece incorreto, se lembrado que, mesmo sem nenhuma estrutura, Romário teve quase 107 mil votos dos campistas em 2014, impressionantes 48,96% dos votos válidos do município para senador.
Adoçando João
O discurso apaziguador, mesmo antes de conhecer a resposta dura de João, ameaçando correr contra Caio a prefeito, se este o preterir por Gil na chapa, também se destinou ao parlamentar do PSDC: “É plausível que ele pleiteie ser o que quiser em Campos. Qualquer um com cinco mandatos de deputado estadual ganhou do eleitor esse direito. João é importantíssimo no cenário. E tenho certeza que continuará sendo, como candidato a prefeito, a vice ou mantendo seu trabalho na Alerj, onde é o representante mais ativo de Campos e da região”.
Sabatinas do PT
Ontem, antes de falar com a Folha, Caio foi sabatinado pela executiva municipal do PT. Uma semana antes, tinha sido a vez do vereador e também pré-candidato a prefeito Rafael Diniz (PPS). Ambos querem o apoio do partido, importante (aqui) pelo tempo de propaganda eleitoral, apesar do grande desgaste junto ao eleitor. Com a pré-candidatura própria sem chance real de Hélio Anomal, o PT entre a disputa de Caio e Rafael sugere vantagem partidária ao primeiro, já que o PDT é um dos poucos aliados que restou à legenda da presidente afastada Dilma Rousseff, enquanto o PPS esteve sempre à vanguarda do seu pedido de impeachment.
Coragem ou inexperiência?
Pelas costuras que tem conseguido nos níveis municipal, estadual e federal, quem encarava Caio só como filho de alguém, talvez devesse zerar a conta e abrir uma nova. Enquanto, por exemplo, os governistas se digladiam (aqui) para saber quem será o cabeça de chapa na sucessão de Rosinha, a briga, em relação ao jovem pedetista, parece ser para saber quem será seu vice. Em contrapartida, ao ficar perto de tirar Gil Vianna (e Romário) da chapa de Rafael, Caio pode gerar consequências imprevisíveis. Pode ser coragem, mas também inexperiência, afunilar tanto o jogo ao ponto de forçar uma aliança entre Rafael e o vereador Tadeu Tô Contigo (PRB).
“Não vou atrapalhar Caio (PDT) e Gil Vianna (PSB). Se for bom para os dois formarem uma dobradinha, que assim seja. Só que, então, eu serei candidato a prefeito de Campos. Não tenho como recuar mais”. Foi o que o deputado estadual João Peixoto (PSDC) afirmou à reportagem da Folha, após saber do acordo costurado entre os diretórios estaduais do PDT e PSB para formar uma chapa com Caio Vianna candidato a prefeito com o vereador Gil de vice — como foi revelado (aqui) na sexta pelo blog Opiniões, hospedado na Folha Online, e ontem (aqui) na coluna “Ponto Final”.
Como a coluna também lembrou ontem, embora não fosse segredo para ninguém que acompanha os bastidores da política goitacá, havia um acordo prévio entre João e Caio para que quem ficasse atrás nas pesquisas fosse vice do outro. E na última pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob número 00696/2016, feita pelo instituto Pro4 entre 8 e 10 de junho, ouvindo 620 pessoas nas sete zonas eleitorais do município, ecomendada e divulgada (aqui, aqui e aqui) pela Folha, o filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna ficou bem na frente do deputado estadual.
Na consulta espontânea do Pro4, Caio ficou com 4,4%, contra 1,3% de João. Já em cenário estimulado, com o vice-prefeito Dr. Chicão (8,4%) como candidato do PR, o pedetista bateu 15,2%, contra 5,6% do parlamentar do PSDC. Essa ampla vantagem foi só um pouco reduzida, de 15,5% a 6,3% pró-Caio, quando o candidato do PR apresentado na consulta foi o vereador Paulo Hirano — que apesar do pífio 1,1% nas intenções de voto, tudo indica, será mesmo o nome governista à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR). Não bastasse, também na rejeição, os números foram piores para Peixoto, em quem 6,9% dos campistas não votariam de jeito nenhum, número reduzido para 4,8%, quando se trata do filho de Arnaldo.
Ocorre que, à parte as pesquisas e os acordos firmados nos seus números, um integrante da executiva estadual do PSB, partido de Gil, que por enquanto preferiu não se identificar, garantiu na sexta pelo telefone, ao lado do senador Romário de Souza Faria: “Se o vice na chapa de Caio Vianna (PDT) for Gil Vianna (PSB) o acordo está feito. Não é nem nome de dupla, mas de uma só candidatura a prefeito de Campos: Caio Gil Vianna”. O dirigente do PSB confirmou os contatos há uma semana com seus pares do PDT, tendo à frente o ex-ministro do Trabalho Brizola Neto, sobre a aliança entre os dois partidos na eleição a prefeito de Campos.
— Não vou jogar a toalha. Se Arnaldo pudesse ser candidato, eu o apoiaria, como sempre fiz. Como ele não pode, fiz o acordo com o filho dele. Sou deputado estadual eleito cinco vezes. Não posso ser cabo eleitoral de uma chapa da qual fui dispensado, até porque, nessa mesma pesquisa do Pro4, eu fiquei na frente de Gil na espontânea (1,3% a 1,1%) e nas estimuladas (5,6% a 3,4%, com Chicão; e 6,3% a 4,0%, com Hirano). Se não puder compor chapa com Caio, não tem problema: concorremos separados. E que o eleitor decida. Só espero que, com tanta divisão na oposição, o governo não leve essa eleição no primeiro turno — advertiu Peixoto.