Reviravolta: Rodrigo Bacellar secretário de Governo de Cláudio Castro

 

Deputado estadual Rodrigo Bacellar (Foto: Divulgação)

 

Deputado estadual de Campos, Rodrigo Bacellar (SD) será o secretário estadual de Governo. Foi o que anunciou agora à tarde (confira aqui) a jornalista Berenice Seara, do jornal carioca Extra. Segundo ela, a nomeação será publicada amanhã em Diário Oficial. A se consumar, será uma reviravolta, depois de veículos que cobrem a política do Rio (confira aqui e aqui) terem anunciado ontem que o secretário de Governo seria outro deputado estadual: Márcio Pacheco (PSC). Segundo Berenice, ele “abriu mão e preferiu continuar como líder do governo na Assembleia Legislativa”.

Rodrigo recusou a oferta da secretaria estadual de Cidades e, ao que parece, ganhou a queda de braço no governo Cláudio Castro (PSC). Com isso, os vereadores de Campos Igor Pereira (SD), Helinho Nahim (PTC), Maicon Cruz (PSC), Thiago Rangel (Pros), Rogério Matoso (DEM) e Anderson de Matos (Republicanos), que perderam seus cargos de DAS na administração Wladimir Garotinho (SD), após votarem contra seu pacote de projetos (confira aqui e aqui), agora podem ter suas indicações políticas abrigadas no governo estadual. O que reforça a oposição ao governo municipal.

Demandado pelo blog na terça (25) e na quarta (26) sobre a exoneração dos seus DAS no Executivo goitacá, o edil Igor Pereira só retornou hoje, poucos minutos depois do Extra noticiar a confirmação de Rodrigo na secretaria de Governo de Cláudio Castro. Antigo aliado político dos Bacellar e presidente da Fundação Municipal da Infância e Juventude de Wladimir até a última segunda (24), Igor disse três dias depois: “O jogo só está começando. Vamos que vamos”.

 

Fábio Ribeiro fecha semana política tensa no Folha no Ar desta 6ª

 

(Arte: Joseli Mathias)

 

A partir das 7h da manhã desta sexta (28), no Folha no Ar, da Folha FM 98,3, quem fechará a conturbada semana política goitacá será um dos seus protagonistas: o vereador Fábio Ribeiro (PSD), presidente da Câmara Municipal de Campos. Ele analisará o racha na base governista (confira aqui, aqui, aqui e aqui) por conta da votação do pacote do prefeito Wladimir Garotinho (PSD).

Fábio falará também sobre a polêmica das contas de 2016 da ex-prefeita Rosinha Garotinho (Pros), cuja rejeição na Legislatura passada (confira aqui) foi anulada pela atual (confira aqui) e que agora deve esperar momento mais favorável para ser novamente votada. Por fim, analisará a exoneração dos DAS dos vereadores (confira aqui e aqui) que votaram contra o pacote, além do papel do deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD, confira aqui) e do ex-candidato a prefeito Caio Vianna (PDT, confira aqui) no episódio.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Vereadores perdem DAS, com menos chance de abrigá-los no RJ

Wladimir Garotinho, Rodrigo Bacellar, Igor Pereira, Helinho Nahim, Rogério Matoso, Thiago Rangel e Anderson de Matos (Montagem: Joseli Mathias)

Como o blog adiantou ontem (confira aqui) os vereadores governistas que votaram contra (confira aqui) o pacote do governo Wladimir Garotinho (PSD) tiveram seus indicados políticos em cargos de DAS exonerados da Prefeitura. Entraram na guilhotina do Diário Oficial do município as indicações dos vereadores Igor Pereira (SD), Helinho Nahim (PTC), Rogério Matoso (DEM), Thiago Rangel (Pros) e Maicon Cruz (PSC). Amanhã (27), são esperadas as exonerações dos DAS indicados por Anderson de Matos (Republicanos). O único poupado será Marcione da Farmácia (DEM), que estrategicamente se ausentou da votação.

 

Bacellar preterido no governo Cláudio Castro

Como o blog também revelou ontem, especulava-se nos bastidores que esses vereadores contavam em abrigar os demitidos por Wladimir no governo estadual Cláudio Castro (PSC), se o deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD) assumisse a secretaria estadual de Governo. Mas tudo indica que a cobiçada pasta ficará (confira aqui) com o também deputado estadual Márcio Pacheco (PSC). A Rodrigo teria sido oferecida a menos prestigiada secretaria estadual das Cidades, mas ele teria declinado.

O jornalista Robson Bonin, da revista Veja, informou hoje (confira aqui) que “a mudança nas indicações (entre Bacellar e Pacheco) teria sido acertada em uma conversa do governador com o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), que, por sua vez, negou que tenha feito força para derrubar o nome de Bacellar na disputa”. Antigos aliados, como o blog registrou aqui, Rodrigo e Ceciliano bateram boca em plena sessão da Alerj no último dia 28.

 

Fábio x Rodrigo

Após ser acusado no sábado (22), pelo presidente da Câmara de Campos, Fábio Ribeiro (PSD), de fazer (confira aqui) “carga pesada para desestabilizar o governo Wladimir”, Rodrigo Bacellar respondeu ao blog na segunda (24):

— O presidente da Câmara de Campos me acusou de ser contra aumento de impostos e de medidas contra os servidores públicos? Isso foi uma crítica ou um elogio? (…) Enquanto o presidente da Câmara de Campos está defendendo aumento de impostos e cortes contra servidores da Saúde, nosso grupo tem debatido sobre geração de empregos com a chegada de novos investidores, parcerias e desenvolvimento para Campos e região.

 

Posição dos vereadores

— Não existe nenhuma conversa nesse sentido. Não tenho aproximação com o deputado Rodrigo. Reitero que o nosso movimento é apenas para que o Executivo respeite nosso mandato — disse Thiago Rangel sobre sua posição na Câmara Municipal.

— A minha postura na Câmara Municipal é pautada exclusivamente nos interesses da população. Meu voto não é negociado. Não almejo nenhum cargo no governo do Estado — garantiu Maicon Cruz.

— Não tomei nenhum posicionamento por conta do deputado. O que houve foi uma união de pensamentos para impor respeito ao prefeito. Não irei votar contra minhas convicções por DAS e RPAs — reafirmou Helinho Nahim.

Além dos DAS, os RPAs indicados pelos vereadores que votaram contra o pacote do governo também têm suas exonerações esperadas.

 

Atuaização às 20h26: demandas foram geradas também aos vereadores Igor Pereira, Rogério Matoso e Marcione da Farmácia, que não retornaram até o presente momento. Já o edil Anderson de Matos preferiu não se pronunciar.

 

Volta às aulas na visão dos pais de alunos no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Joseli Mathias)

 

A partir das 7h da manhã desta quinta (27), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, será o advogado Hanania Monjan, presidente da Associação de Pais de Alunos de Escolas Particulares de Campos (Apaep). Ele falará sobre o dilema entre imunização dos professores e volta às aulas, das discrepâncias nas condições para o ensino híbrido entre escolas públicas e privadas, e do impacto da pandemia da Covid-19 na formação de crianças e adolescentes.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Cristovam Buarque dá nota 0 a Bolsonaro e prega união da oposição

 

Cristovam Buarque (Foto: Twitter)

“Eu dou nota 0 ao governo Jair Bolsonaro (sem partido). E olha que, no começo, eu pensava que daria nota 2 ou 3, porque achava que eles iriam ter responsabilidade fiscal, mas nem isso estão tendo. É um desastre e dou 0 porque não se pode dar uma nota negativa. Mas, na verdade, o governo Bolsonaro é um retrocesso tremendo, que vai ficar como uma marca muito, muito negativa, na história do Brasil. E, sobretudo, porque foi eleito. Ele não chegou em cima de tanques de guerra, chegou em cima de urnas. E, portanto, nós, brasileiros, somos responsáveis: os que votaram nele e os que não conseguiram se opor a ele a ponto de impedir sua vitória”. Foi a avaliação feita na manhã de ontem (25), no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, feita pelo professor Cristovam Buarque (Cidadania), ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), ex-governador de Brasília, ex-senador por dois mandatos e ex-ministro da Educação do governo Lula (PT).

Apesar da sua ligação histórica com o PT, do qual saiu em 2005, e com o meio universitário, Cristovam também cobrou de ambos a autocrítica que considera tão devidas, quanto ignoradas:

— Eu não fulanizo e nunca acusei o Lula de corrupção. Agora, houve corrupção no governo dele. Se não, não teríamos visto aquelas malas de dinheiro, dinheiro voltando de contas na Suíça. Um governo do PT aqui em Brasília (onde reside e deu a entrevista via Skype) construiu um estádio (o Mané Garrincha) que custou R$ 2 bilhões, em uma cidade que praticamente não tem futebol. Só quem joga nesse estádio são o Flamengo e o Corinthians, quando vêm aqui. E a Universidade de Brasília não fez uma manifestação contra isso. E o mais grave é que, ao não fazer, prejudicou o PT; tinha que alertar. Esse erro das universidades não é só em relação à corrupção do dinheiro, mas está concentrado na acomodação ideológica. As universidades foram cooptadas ideologicamente pelas esquerdas, não é nem só o PT, e perderam a perspectiva de crítica. Nós, de esquerda, não percebemos as mudanças que ocorreram na história. Não adianta ficar mais naquela polarização de Rússia, ou China, com os Estados Unidos. Houve a globalização. A inteligência artificial e a robótica vieram para ficar. Não adianta querer manter as leis trabalhistas (da CLT) de 1943. Naquela época, todo o elevador tinha ascensorista, hoje temos avião sem piloto. Não entenderam essas mudanças, não entenderam a queda do Muro de Berlim (em 1989) plenamente. Houve o acomodamento dos intelectuais, especialmente nas universidades.

 

Ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, em almoço no último dia 12m promovido pelo ex-ministro Nelson Jobim (Foto: Handout/AFP)

 

Apesar das críticas, Cristovam viu com bons olhos o encontro entre os ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Lula, em almoço promovido no dia 12 por Nelson Jobim, ex-ministro dos governos de ambos, mas cujo registro só foi revelado no dia 21. Ele também revelou um episódio parecido do passado, que testemunhou. E advertiu que o encontro mas recente precisa ter mais convidados à mesa:

— Vi com muita satisfação essa aproximação. Porque explicita ao Brasil que existem hoje dois temas: os que querem continuar a tragédia do Bolsonaro e os que querem um novo tempo. Nele, tem que estar o PT e têm que estar os outros também; temos que estar juntos. Eu até estava lembrando esses dias de um encontro em que eu fui testemunha, entre os dois. Era novembro de 1998, Lula tinha acabado de perder a eleição (presidencial, ainda no primeiro turno) e Fernando Henrique (reeleito) o chamou ao Palácio da Alvorada, e pediu que eu intermediasse. E fomos eu e Lula, ficamos umas duas ou três horas, em um apartamento dentro do Alvorada. Fernando Henrique abriu a porta e disse: “Lula, venha conhecer o lugar em que um dia você vai morar”. Mas o que saiu daquele encontro? Nada! Porque não houve um acordo. Ali tinha que ter um acordo pelas reformas que o Brasil precisa. Não só a trabalhista e a previdenciária, mas a educacional e a bancária. Eu temo que esse almoço não se transforme em um grande acordo, e aí vai ficar só gastronômico, não histórico. Eles tinham que convidar os outros (pré-)candidatos, Ciro Gomes (PDT), (João) Doria (PSDB). E definir alguns compromissos. Nessa conversa, tem que ficar definido que o candidato pode, sim, ser Lula; mas pode ser outro também. Não pode ser já o Lula, nem todos menos o Lula. Tem que incorporar os outros atores. Tem que ser considerando, sim, o PT e o Lula, nesse grande bloco; mas o PT e Lula têm que entender que talvez seja melhor outro, por conta da grande rejeição que ainda há ao PT. Mas o PT tem uma grande rejeição, mas tem voto. Os outros não têm tanta rejeição, mas não têm voto.

 

Confira abaixo, em três blocos, os vídeos com a íntegra da entrevista de Cristovam Buarque ao Folha no Ar de ontem:

 

 

 

 

Governo desliga DAS de vereadores que saíram da base

 

Wladimir Garotinho, Rodrigo Bacellar, Igor Pereira, Helinho Nahim, Rogério Matoso, Marcione da Farmácia, Thiago Rangel e Anderson de Matos (Montagem: Joseli Mathias)

Vários governistas vinham insistindo na tese de que era preciso fazer uma depuração na base de apoio do prefeito Wladimir Garotinho (PSD) na Câmara Municipal. Com a formação de um novo bloco “independente” de vereadores (confira aqui e aqui), que contabiliza entre sete a 10 vereadores contrários ao pacote de 13 projetos do Executivo, que deve ser votado e aprovado (confira aqui) hoje (25) ou amanhã (26) no Legislativo, as posições geraram reações por parte do governo.

No Diário Oficial (DO) de ontem (24) DAS ligados politicamente aos edis Igor Pereira (SD), Helinho Nahim (PTC) e Rogério Matoso (DEM) foram exonerados. Hoje, DAS indicados ao governo pelos edis Marcione da Farmárica (DEM), Thiago Rangel (Pros) e Anderson de Matos (Republicanos) devem ter o mesmo fim. Uma “limpa” do governo nos RPAs ligados a esses parlamentares também está no radar.

Considerado pelo governo Wladimir como principal articulador da oposição (confira aqui e aqui), o deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD) poderá ser cobrado pelos vereadores a abrigar esses cabos eleitorais agora desempregados. Para atender à demanda, facilitaria se Rodrigo assumisse a secretaria de Governo do governador Cláudio Castro (PSC), cargo ao qual está cotado (confira aqui) e que disputa com seu colega de Alej Márcio Pacheco (PSC).

Especificamente em relação a Helinho Nahim, queimar pontes pode não ser a tática mais inteligente dos garotistas, quando a Câmara for votar as contas de 2016 da ex-prefeita Rosinha Garotinho (Pros), cuja rejeição na Legislatura passada foi anulada na atual. Como o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) foi pela rejeição, seriam necessários 17 vereadores para tentar aprovar retroativamente. E apesar de contrário ao pacote do primo Wladimir, Helinho já declarou que votaria pela aprovação das contas da tia Rosinha.

— Só tenho a dizer que estamos sofrendo retaliações por nos manter ao lado da população. O meu lado é o povo. Até pelo fato de ter explicado ao governo que não éramos oposição, ele que está nos colocando. Por temos posicionamentos divergências, acho que devemos respeitar a democracia — comentou o vereador Thiago Rangel.

— Tomei a decisão com as minhas convicções. Na realidade, o que aconteceu foi uma convergência de pensamento entre os colegas. Rodrigo (Bacellar) não participou de nada, nunca me ligou para falar sobre isso, nunca me pediu nada. O meu voto (contra o pacote) está fechado. E acredito que eles nem tentem me dissuadir disso, porque tenho a minha convicção — afirmou Rogério Matoso.

— É mais um equívoco por parte do governo. Não houve articulação nenhuma do deputado Rodrigo Bacellar quanto à reprovação desse pacote. O que houve foi a união de pensamento de vereadores que discordam desse absurdo, que era muito maior e que hoje chegou à Casa de Leis menor. Mas que continua com coisas erradas, principalmente o aumento de alíquota do ITBI. E outras coisas horríveis, que não deveriam ser pautadas neste momento de pandemia. Mas cada assunto tem que ser tratado de maneira separada. O que mais me assusta é o ato covarde do governo, de exonerar pessoas sem sequer avisá-las — condenou Helinho Nahim.

 

Atualizado às 14h08: Além de Thiago Rangel, Rogério Matoso e Helinho Nahim, demandas foram geradas aos edis Igor Pereira, Marcione da Farmácia e Anderson de Mattos. Assim como à assessoria do deputado Rodrigo Bacellar.

 

Wladimir ameniza pacote e consegue vereadores para aprová-lo

 

(Infográfico: Joseli Mathias)

 

Com as mudanças no pacote de cortes em benefícios do servidor, adiantados na noite de ontem (24) com exclusividade aqui pelo blog, o pacote de 17 projetos do prefeito Wladimir Garotinho (PSD) deve ser enviado e aprovado hoje ou amanhã na Câmara Municipal. O governo tinha 12 vereadores, precisava do mínimo de 13 e, após a reunião da noite de ontem na Prefeitura, que se estendeu até o início da madrugada de hoje, passou a ter 15. Foram somados mais três votos, que antes estavam em dúvida: Raphael Thuin (PTB), Bruno Vianna (PSL) e Fred Machado (Cidadania).

Thuin, Bruno e Fred confirmaram ao blog a decisão de votar pela aprovação do pacote. Marcione da Farmácia (DEM), que também chegou a participar da reunião na Prefeitura, foi o único edil que até agora não antecipou a sua posição.

O pacote foi anunciado primeiro pelo Blog do Arnaldo Neto, que descreveu (confira aqui) em linhas gerais o que era pensado na última terça (18):

—  Wladimir Garotinho vai enviar oficialmente à Câmara um pacote, com cerca de 15 projetos (…) algumas medidas são consideradas amargas, já que atingem servidores da Saúde, mas renderiam uma economia mensal de R$ 4,5 milhões. Entre os cortes, estão os adicionais de substituição e gratificação, além da insalubridade.

Após forte reação do Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos (Siprosep), do Sindicato dos Médicos de Campos (Simec) e de vereadores que já estavam descontentes com o governo, e aproveitaram o episódio para abrir um grupo “independente” (confira aqui e aqui), o governo recuou. E o pacote ficou como foi detalhado ontem pelo blog:

— As mudanças levadas à Câmara serão: 1) o auxílio-alimentação, no valor de R$ 200, que atualmente é pago a quem tem salário base de até R$ 3.400, terá este limite como ganhos totais do servidor que continuar a receber o auxílio; 2) em relação às substituições, a ideia é fazer valer a lei que regulamenta o benefício, pagando-o em período de até seis meses, não por cinco ou seis anos, como acontece em alguns casos; e 3) a insalubridade continuará a ser paga aos servidores que tiverem sua condição atestada por laudo, o que hoje não ocorre com 80% dos que recebem o benefício. Com as três alterações, é prevista a economia de até 13 milhões/ano.

Outra “maldade” do pacote, que seria o aumento do ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis) de 2% para 3%, ganhou uma proposta alternativa na reunião do governo com os vereadores da base: aumentaria para 2,5%, mas só em 2022, após a pandemia da Covid.

 

Cortes aos servidores de Campos serão menores que os anunciados

 

(Foto: Divulgação)

 

“As possibilidades de projetos de lei só me foram entregues ontem (23) pela equipe técnica. Alguns são impossíveis de serem implementados em período de pandemia. Não seria justo com quem esteva a frente do combate ao Covid. Os ajustes que serão feitos terão impactos mínimos sobre a vida do servidor”. Foi o que garantiu na noite de hoje, tão recebeu alta do Hospital São Lucas, no Rio de Janeiro, o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PSD).

Fontes de alto escalão do governo municipal garantem que as mudanças levadas à Câmara serão: 1) o auxílio-alimentação, no valor de R$ 200, que atualmente é pago a quem tem salário base de até R$ 3.400, terá este limite como ganhos totais do servidor que continuar a receber o auxílio; 2) em relação às substituições, a ideia é fazer valer a lei que regulamenta o benefício, pagando-o em período de até seis meses, não por cinco ou seis anos, como acontece em alguns casos; e 3) a insalubridade continuará a ser paga aos servidores que tiverem sua condição atestada por laudo, o que hoje não ocorre com 80% dos que recebem o benefício. Com as três alterações, é prevista a economia de até 13 milhões/ano.

Já o adicional da gratificação aos servidores da Saúde, ele não será alterado enquanto durar a pandemia da Covid-19.

Na versão do governo, que inicialmente aventou (confira aqui) a possibilidade de cortes na gratificação, substituições e insalubridade dos servidores da Saúde, na ordem de 4,5 milhões/mês, teria sido colocado como “bode na sala”. Seria para depurar a base governista na Câmara Municipal. Para analistas, no entanto, foi a reação dos servidores reunidos no Sindicato dos Profissionais Servidores Públicos Municipais de Campos (Siprosep) e no Sindicato dos Médicos de Campos (Simec), acolhida e reverberada por vereadores que já vinham demonstrando insatisfação com o governo, que fizeram a administração municipal recuar.

 

Após passar mal, Wladimir faz exames e tem alta de hospital no Rio

 

Wladimir Garotinho

Após ser internado na tarde de hoje para exames no Hospital São Lucas, no bairro carioca de Copacabana, o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PSD), já recebeu alta e está na casa dos seus pais, na cidade do Rio de Janeiro. Ele teve pico de pressão, sudorese e dor no peito, irradiando para as costas, quando saía da Palácio Guanabara, onde estava em audiência. Ao chegar ao hospital, recebeu um calmante, colheu enzimas e fez exames de eletrocardiograma e ecocardiograma.

Os médicos queriam com que fizesse também uma angiotomografia. Mas como ele já tinha feito este mesmo exame há cerca de 6 meses, uma conversa do seu cardioologista, em Campos, com os colegas do hospital do Rio, bastou para liberar o prefeito. Ele não precisou fazer um cateterismo nas artérias conronárias, como chegou a ser especulado.

Após seu marido receber alta, a primeira-dama Tassiana Oliveira postou nota em suas redes sociais, agradecendo pelas manifestações de apoio e pela rápida recuperação do marido:

Tassiana Oliveira (Foto: Divulgação)

“Quero agradecer cada ligação e mensagem de apoio e carinho. Peço desculpas por não conseguir responder a todos.

Depois de sair de uma reunião no Palácio Guanabara, quando estávamos retornando a Campos , Wlad começou sentir uma intensa dor no peito e a suar frio. Mesmo contra a vontade dele, senti a necessidade de lavá-lo com urgência para o hospital. Foram feitos vários exames.

Depois do susto, Graças a Deus ele teve alta. Agora está de repouso na casa dos pais, a meu pedido não está recebendo mensagens.

Gostaria mais uma vez de agradecer o carinho e compreensão de todos.

Deus está no controle. 🙏
Boa noite 💙
Tassiana”

 

Rodrigo responde a Fábio e diz que defende servidor e contribuinte

 

No sábado (22), o presidente da Câmara Municipal de Campos, vereador Fábio Ribeiro (PSD) declarou: “Existe uma carga pesada do deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD) para desestabilizar o governo Wladimir (Garotinho, PSD)”. Desde que a nota foi postada aqui, o blog gerou demanda imediatamente a Rodrigo. Hoje (24) à noite, dois dias depois, o deputado cotado (confira aqui) para assumir a secretaria de Governo do governador Cláudio Castro (PSC) enviou sua resposta ao presidente do Legislativo goitacá.

Confira abaixo:

 

Deputado estadual Rodrigo Bacellar (Foto: Divulgação)

 

O presidente da Câmara de Campos me acusou de ser contra aumento de impostos e de medidas contra os servidores públicos? Isso foi uma crítica ou um elogio?

Na atual conjuntura de Campos, todo mundo deveria ser contra aumento de impostos e medidas contra servidores, sobretudo da Saúde, em plena pandemia.

Mas ao contrário dele, em nosso grupo político os aliados têm algo que ele não conhece: liberdade.

Inclusive, muitos que caminham comigo votaram nele para a presidência da Câmara, assim como outras matérias importantes para o governo.

Enquanto o presidente da Câmara de Campos está defendendo aumento de impostos e cortes contra servidores da Saúde, nosso grupo tem debatido sobre geração de empregos com a chegada de novos investidores, parcerias e desenvolvimento para Campos e região.

 

Vereadores “independentes” emitem nota contra pacote de Wladimir

 

No sábado, o blog anunciou (confira aqui) que um grupo “independente” de vereadores estava sendo montado na Câmara Municipal de Campos. O motivo seria se opor ao pacote com 17 projetos do governo Wladimir Garotinho ao Legislativo, com cortes aos benefícios dos servidores da Saúde e aumento no ITBI.

O grupo ganhou força depois que Igor Pereira (SD) decidiu hoje (confira aqui) sair da Fundação Municipal da Infância e Juventude para reassumir uma cadeira na Câmara, substituindo o suplente Beto Abençoado (SD), que era contabilizado como governista. E saiu do governo com o objetivo assumido de derrubar o pacote do governo. Na nota, assinada por 10 vereadores, vários deles confirmaram estar de acordo com o seu teor. O que, até o presente momento, não foi feito pelos edis Fred Machado (Cidadania) e Marcione da Farmácia (DEM).

Fred e Marcione, neste momento, participam de uma reunião na Prefeitura, em que o governo pretende somar mais um voto aos 12 que já tem para chegar à minoria simples de 13, mínimo necessário para aprovação do pacote. Além de Fred e Marcione, também estão em dúvida os vereadores Bruno Vianna (PSL) e Raphael Thuin (PTB). Até o final da noite, é aguardada a definição.

Confira abaixo a nota do grupo “independente” dos vereadores de Campos:

 

(Foto: Genilson Pessanha/Folha da Manhã)

 

NOTA AOS CIDADÃOS CAMPISTAS

 

Tendo em vista as informações veiculadas na mídia campista acerca de um pacote de projetos a ser votado na Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes, entre os mais polêmicos os cortes nos benefícios dos servidores da saúde e aumento da alíquota do ITBI, os vereadores Nildo Cardoso, Abdu Neme, Helio Nahim, Maicon Cruz, Rogério Matoso, Thiago Rangel, Igor Pereira, Fred Machado, Marquinho Barcellar e Marcione da Farmácia receberam várias manifestações de diversas categorias, inclusive por seus sindicatos, nas ruas, em seus e-mails, telefones pessoais e pessoalmente na Câmara.

Diante da aclamação pública pedindo intercessão dos vereadores e informações acerca desse pacote da maldade, como eles mesmos denominam, os vereadores reuniram-se para buscar maiores informações, uma vez que não haviam tomado conhecimento oficialmente dos projetos.

Apesar da mídia ter veiculado que há tratativas em troca de votos a favor do pacote, estes vereadores enfatizam que, em momento algum, estão subordinados ou se curvando em troca de nomeações em secretarias. No entanto, sabe-se que nos bastidores do cenário político está sendo amplamente negociado para determinados vereadores assumirem cargos no governo para fugirem do desgaste de votar contra o servidor que tanto luta por este município.

Cargos de DAS e RPA, inclusive nomeações em secretarias e postos de saúde, estão sendo oferecidos também, para que os suplentes assumam suas cadeiras garantindo o voto a favor do objetivo almejado pelo prefeito.

Os vereadores comungam de um mesmo pensamento e são contrários a qualquer tipo de dano ao servidor público, pois nenhuma justificativa apresentada pelo Executivo irá superar o grande esforço e dedicação dos servidores neste momento de enfrentamento à pandemia. Os bons profissionais da saúde não podem e não devem pagar essa conta.

Importante destacar que em momento algum os vereadores receberam documentos oficiais sobre a tramitação do pacote para apreciação de seu teor, como de praxe nos procedimentos a serem votados nesta casa de leis. Neste sentido, buscaram informações junto à presidência da Câmara na tarde desta segunda, 24.

O prefeito desta cidade busca êxito em seus projetos pessoais e familiares, e esta busca deixa comprometida a idoneidade do município e do procedimento, enquanto estes vereadores estão estritamente comprometidos com o Município de Campos dos Goytacazes.

 

Nildo Cardoso – PSL

Abdu Neme – AVANTE

Helio Nahim – PTC

Maicon Cruz – PSC

Rogerio Matoso – DEM

Thiago Rangel – PROS

Igor Pereira – SOLIDARIEDADE

Fred Machado – CIDADANIA

Marquinho Barcellar – SOLIDARIEDADE

Marcione da Farmácia – DEM

 

Caio orienta voto contra pacote de Wladimir e contas de Rosinha

 

Caio Vianna (Foto: Folha da Manhã)

 

Antecipada neste blog desde sábado (confira aqui), hoje Caio Vianna, na condição de presidente a executiva do PDT em Campos, divulgou comunicado oficial. E nele orientou os três vereadores do partido no Legislativo goitacá — Luciano Rio Lu, Marquinho do Transporte e Leon Gomes — a votarem contra o pacote com 17 projetos do governo Wladimir Garotinho (PSD), que conta com os edis pedetistas em sua base. Ex-candidato a prefeito de Campos em 2016 e 2020, e hoje secretário de Ciência e Tecnologia de Niterói, Caio também orientou os parlamentares do PDT a votarem contra a aprovação das contas de 2016 da ex-prefeita Rosinha Garotinho (Pros), segundo a recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) pela reprovação.

No sábado, quando indagado sobre a posição de Caio, confirmada hoje oficialmente, o presidente da Câmara Municipal de Campos, vereador Fábio Ribeiro (PSD), pareceu não dar muita importância:

— Respeito a posição de Caio, mesmo se ela realmente se consumar contra os projetos do governo e a aprovação das contas da ex-prefeita. Mas a executiva municipal do PDT é provisória. Caio também se manifestou contrário ao decreto de calamidade financeira do município pelo prefeito Wladimir. E, ainda assim, o decreto foi ratificado pelos três vereadores do PDT — lembrou Fábio.

Abaixo, segue a íntegra do comunicado de Caio aos seus três vereadores: