Marcão ainda não definiu entre Alerj ou Câmara Federal em 2018

Pré-candidato de Rafael
Entre situação e oposição goitacá, há pouca gente que não aposte: mesmo com outras eventuais pré-candidaturas governistas, o atual presidente da Câmara Municipal, vereador Marcão Gomes (Rede), será o candidato da administração Rafael Diniz (PPS) nas eleições legislativas de 2018. Se a deputado estadual ou federal, é que ainda não se sabe. Embora o próprio Marcão admita que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) seria seu destino de preferência, ele colocou a decisão nas mãos do seu grupo político e seu líder natural: o atual prefeito, seu ex-companheiro na bancada de oposição aos Garotinho.
Momento de ajudar a cidade
Marcão, no entanto, acha que o momento de se discutir as pré-candidaturas será o segundo semestre do ano, não agora: “primeiro porque o a reforma política que começa a ser discutida em Brasília pode mudar tudo. Para valer em 2018, tem que ser aprovada até setembro de 2017. Se não conhecemos as regras do jogo, não podemos dizer como vamos jogar. O momento é de tentar achar soluções ao quadro caótico em que o governo passado deixou as finanças do município. Em todas as conversas que mantenho com lideranças políticas e comunitárias, digo que a hora é de nos unirmos para tentar ajudar o prefeito e a cidade”.
Opção única do Rede
Se há pouca dúvida de que, para deputado estadual ou federal, Marcão contará com o apoio político de Rafael, tampouco parece haver de que, independente da opção, o presidente da Câmara Municipal será o único pré-candidato do seu partido no município. “Fui o vereador mais votado de Campos. Nossa candidatura pelo partido deve acontecer de maneira natural”, justificou.
Mesma dúvida
A mesma dúvida de Marcão, entre disputar uma vaga à Alerj ou a Câmara Federal, foi abordada (aqui) em outra possível pré-candidatura nas eleições legislativas de 2018. Diferente do vereador, cujo nome na disputa para certo, o jovem médico e empresário Diogo Neves não confirmou sua intenção em se lançar em 2018. Mas também não descartou a possibilidade, confirmada pelos três principais nomes do PSDC em Campos: o deputado estadual João Peixoto e os vereadores José Carlos e Cláudio Andrade.
Efeito Marcão
Sem definir se será ou não pré-candidato, Diogo também não decidiu se poderia postular uma vaga de deputado estadual ou federal. E nesta incerteza, os interesses dos quadros do PSDC goitacá parecem ser distintos, alguns deles também ligados aos destinos de Marcão. Seu primeiro vice-presidente da Câmara Municipal, Zé Carlos confirmou a própria pré-candidatura a deputado federal. E comenta-se que ele poderia tentar fazê-lo em dobrada com Marcão, caso este concorresse à Alerj, deixando o João Peixoto na saudade, em sua tentativa do sexto mandato de deputado estadual.
Interesses
Assim, diante do risco de perder o apoio de Zé Carlos para Marcão, interessaria a Peixoto estimular a pré-candidatura de Diogo a deputado federal pelo PSDC, para tentar contra-atacar a “deserção” do antigo aliado. Por sua vez, Cláudio Andrade defende a candidatura do médico a deputado estadual. E nisto também trabalha politicamente pelos próprios interesses. Se Diogo desistir de se lançar na política, a vaga deixada poderia sobrar ao vereador. Por outro lado, caso o primeiro decida se candidatar, Andrade seria seu principal cabo eleitoral em Campos, reforçando os laços com um dos grupos empresariais mais fortes do município.
Como previsto
O blog do jornalista Lauro Jardim, hospedado no site do jornal O Globo, confirmou (aqui) na noite de ontem uma informação já divulgada por esta coluna (aqui) na edição de domingo: a delação de Jonas Lopes de Carvalho, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro, traz pouco ou quase nada sobre Anthony Garotinho (PR). Jardim salientou que a colaboração também isenta Rosinha Garotinho (PR), ex-governadora e prefeita de Campos por dois mandatos.
Com a colaboração do jornalista Arnaldo Neto
Publicado hoje (04) na Folha da Manhã






