Votos em Wladimir serão contabilizados e divulgados, mas só TSE define

 

Wladimir Garotinho e Frederico Paes (Foto: Divulgação)

 

Desde ontem (13), quando foi divulgado (confira aqui) que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) havia negado por 6 votos a 0 o recurso contra o indeferimento da chapa Wladimir Garotinho (PSD) e Frederico Paes (MDB), a prefeito e vice de Campos, surgiu a dúvida: seus votos em 15 de novembro serão contabilizados e divulgados? A resposta é sim. Com base no artigo 195 da resolução 23.611 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a quem caberá definir a questão, os votos de Wladimir e Frederico serão computados e divulgados. Mas com a ressalva “indeferido com recurso”, indicando que ainda não são válidos. A defesa dos candidatos aposta que o TSE possa definir a questão antes de 20 de novembro, quando recomeça a propaganda eleitoral do segundo turno, com pleito no dia 29 deste mês.

A decisão de ontem do TRE se resumiu à formalidade do julgamento dos embargos declaratórios sobre o indeferimento decidido pelo Tribunal (relembre aqui) desde 30 de outubro. A ação contra Frederico, alegando sua desincompatibilização fora do prazo da direção da Hospital Plantadores de Cana (HPC), foi movida pela coligação do candidato Dr. Bruno Calil (SD), coordenada pelo deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD). O indeferimento teve manifestação contrária do Ministério Público Eleitoral em 14 de outubro (relembre aqui), que foi seguida dois dias depois (16) no deferimento da candidatura pelo juízo da 76ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos. Após a candidatura de Bruno recorrer à segunda instância, Frederico teve outro parecer favorável da Procuradoria Regional Eleitoral (relembre aqui) em 24 de outubro. Até que o TRE indeferiu a candidatura no dia 30, por 5 votos a 1, decisão ratificada ontem por unanimidade. O que teria mudado o entendimento no TRE foi o fato de o HPC receber verbas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para um jurista do Ministério Público Eleitoral local, que preferiu se manter sob sigilo, a análise do mérito se resume a dois pontos: 1) a elegibilidade do candidato a vice-prefeito, Frederico Paes; e 2) a unicidade, ou não, da chapa, que poderia também comprometer a candidatura de Wladimir  — e encontra jurisprudência para os dois lados. O prefeitável do PSD poderia ter feito uma mudança, mas preferiu manter quem é considerado o candidato a vice mais forte entre as 11 chapas que disputam a Prefeitura de Campos. Até o prazo para troca na chapa, em 26 de outubro, Frederico tinha sua candidatura deferida pela Justiça Eleitoral de Campos e parecer favorável da Procuradoria Regional Eleitoral. Ao manter o vice que, em tese, soma votos na “pedra” hoje concentrada na 98ª ZE de Campos, o representante dos Garotinho ganharia terreno no bastião historicamente mais refratário ao garotismo.

Líder na eleição a prefeito de daqui a menos de dois dias, em todas as pesquisas registradas, Wladimir joga todas suas fichas no deferimento da candidatura de Frederico no TSE. Ou, caso contrário, que a eventual confirmação do indeferimento do vice não contamine toda a chapa. Se a decisão da instância máxima da Justiça Eleitoral não se der antes do início da campanha do segundo turno, isso gerará um ambiente de incerteza jurídica como o que o ainda presidente dos EUA, Donald Trump, busca criar em seu país após sua derrota eleitoral (relembre aqui) para o democrata Joe Biden. Um jurista da Justiça Eleitoral de Campos, que também preferiu se manter anônimo, esclareceu que para reinseminar todas as urnas, isso levaria um dia para cada uma das quatro ZEs do município, mais outro dia para o transporte destas mesmas urnas. O que levaria o total de cinco dias e poderia gerar o adiamento da eleição do segundo turno em Campos, caso a decisão do TSE saísse do dia 24 em diante. Como geraria incerteza, caso Wladimir vencesse, no voto, ainda no primeiro turno. A maioria das pesquisas aponta Caio Vianna (PDT) em segundo lugar e Dr. Bruno, em terceiro.

Com vasta experiência em Justiça Eleitoral, o advogado João Paulo Granja afirmou que os votos em Wladimir serão contabilizados sub judice, mas vão aparecer normalmente na apuração. Mas o jurista ressalvou que se o candidato terminar o pleito de domingo entre duas primeiras colocações e o plenário do TSE julgar o caso, mantendo o indeferimento, antes do segundo turno, o terceiro colocado será convocado para a disputa. Por outro lado, se o julgamento ocorrer após o segundo turno, e Wladimir tiver sido o vencedor, uma nova eleição será convocada.

Por sua vez, o empresário Frederico Paes se disse confiante no seu deferimento pelo TSE:

— Meus advogados estão confiantes na vitória em Brasília, por que o TSE vem julgando casos similares ao meu concedendo o registro de candidatura. Dessa forma, os argumentos de Bruno Calil e da sua coligação para me impugnar não se sustentam. O que foi apreciado no Rio (ontem) foi um pedido da minha defesa, através de embargos de declaração, para que o Tribunal justificasse melhor os motivos que eles estavam utilizando para alterar a sentença do juiz de Campos, que já havia me garantido o direito de concorrer. Não recorremos ao TRE, só precisávamos que os argumentos fossem claros para que possamos entrar com o recurso (ao TSE) ainda antes da data eleição — explicou o vice de Wladimir.

Por enquanto, o candidato a prefeito dos Garotinho só se manifestou, de forma genérica, através da sua assessoria jurídica:

— Wladimir Garotinho é candidato a prefeito de Campos com registro deferido pela Justiça e nome inseminado nas urnas eletrônicas.

O candidato Bruno Calil e o deputado Rodrigo Bacellar, advogado com atuação no Rio, foram contactados para dar a versão jurídica da coligação Nova Força (SD, DEM, PTC e PV) sobre a ação movida contra a candidatura a vice de Frederico Paes. Assim que retornarem, se o fizerem, ela será aqui acrescida.

 

Com o jornalista Aldir Sales

 

Atualização às 20h22 para colocar o vídeo veiculado ontem nas redes sociais sobre o caso, gravado pela ex-prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (hoje, Pros), mãe de Wladimir:

 

 

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Sociólogo e professor da Uenf projeta 2º turno entre Wladimir e Caio

 

Sociólogo e professor da Uenf, Roberto Dutra apostou no Folha no Ar em segundo turno entre Wladimir Garotinho e Caio Vianna (Foto: Folha da Manhã)

 

“Eu concordo com o que o George (Gomes Coutinho, cientista político e professor da UFF-Campos, entrevistado da quarta, aqui, no Folha no Ar) disse ontem. A pulverização eleitoral das candidaturas majoritárias impossibilita a vitória de um candidato no primeiro turno. Eu acho que tudo caminha para um segundo turno entre Wladimir (Garotinho, PSD) e Caio (Vianna, PDT). Pelo que a gente vê nas ruas, pelos que as poucas pesquisas divulgadas apontam, pelo que a gente na movimentação dos candidatos entre si, acho que o segundo turno entre Wladimir e Caio é o que se desenha hoje. O voto útil para o candidato que está na frente seria um fator que poderia levar o primeiro colocado a uma vitória no primeiro turno. Ontem eu conversei com alguns amigos, com quem eu sempre converso sobre política, que fazem pesquisas internas para partidos com seriedade. Sinceramente, não acredito que o candidato Bruno Calil (SD) esteja disputando uma segunda vaga com Caio, eu acho que a distância entre os dois é grande. Acho que o Bruno Calil talvez consiga superar Rafael (Diniz, Cidadania) para ser o terceiro mais votado. Embora seja improvável, entre a probabilidade de Wladimir ganhar no primeiro turno e Calil ir para o segundo turno, eu acho mais provável Wladimir levar no primeiro turno, do que o segundo turno com a presença de Calil. Se tiver um segundo turno, Caio estará nele”. Foi o que projetou no início da manhã de hoje, no programa Folha no Ar, na Folha FM 98,3, o sociólogo Roberto Dutra, professor da Uenf.

Roberto também lembrou que o debate e exposição da crise financeira de Campos pela Folha (confira a série sobre o tema aquiaquiaquiaquiaqui, aquiaqui, aqui, aquiaqui e aqui) elevou o nível a qualidade das campanhas pela Prefeitura. Que ganharam teflon contra “soluções mágicas” ao grave problema real do município:

— Neste ano, parece ser uma eleição morna, por conta da pandemia. Mas nessa reta final, a disputa ficou mais quente, as tentativas de judicialização aumentam, mas o quadro parece estável. Acho que tudo indica que vamos ter um segundo turno, não uma decisão no primeiro turno. É uma campanha que tem um lado positivo também, apesar do lado negativo de um envolvimento ne rua menor, eu tenho visto um debate um pouco mais qualificado, um debate pelo menos tentando levar em conta o que é possível fazer e o que não é possível fazer. Claro, eu estou tirando principalmente das entrevistas dos candidatos que eu vi aqui, na Folha, e em alguns debates, há a tentativa de não ignorar o problema fiscal de Campos. Eu vejo os políticos já tendo essa preocupação, os principais candidatos mais que os outros, Wladimir e o Caio demonstrando essa preocupação grande: ganhar, sim, mas preocupados com o que vai ser o governo municipal com a situação fiscal. Eu estou levemente otimista, independentemente de quem vai ganhar, me parece que por várias razões nós não corremos o risco de retroceder a uma irresponsabilidade fiscal, e que acabou sendo social também, como nós vivemos no período do governo (municipal) Garotinho e Rosinha, que deixou sequelas muito graves até hoje.

O sociólogo também analisou cada um dos 11 candidatos a governar Campos a partir de 1º de janeiro de 2021:

Wladimir Garotinho — “É um jovem político promissor que tenta se descolar da imagem de filho de um grupo político”.

Caio Vianna — “Um jovem político promissor também, mas ainda muito inexperiente e que não faz um esforço tão grande de se descolar da imagem de filho de um grupo político”.

Dr. Bruno Calil — “Um jovem político sem experiência, mas que representa algo muito promissor no município de Campos, que é a diversidade regional. Eu acho muito interessante haver a mobilização do interior na candidatura dele”.

Rafael Diniz — “Rafael Diniz é uma pessoa respeitável, honesta, honrada. Mas que infelizmente, eu votei nele, fracassou na gestão política das expectativas que ele criou e que se criaram em torno dele. É um governo que ainda aposta que as pessoas vão premiar politicamente a gestão, porque ela foi capaz de racionalizar, de melhorar administrativamente o município, o que é questionável, e combater a corrupção. Isso tudo é fundamental, mas é a preliminar, é a condição para um governo como agenda. E o governo até hoje não tem uma agenda. É um governo que não saiu das preliminares”.

Professora Natália — “É uma jovem política, uma pessoa que eu conheço, gosto muito dela. Acho que é uma liderança promissora, mas que, em algum momento, se quiser se tornar uma liderança popular, vai ter que enfrentar os problemas do seu partido e do seu entorno político universitário, que não é popular, mas acha que é”.

Odisséia — “Odisséia, eu não a conheço pessoalmente, mas conheço politicamente, representa a irrelevância que o PT sempre teve em Campos. Inclusive, ela esteve participação com o PT em governos (municipais) anteriores, apoiou, e representa o fracasso do PT no Estado do Rio e a irrelevância que nos sempre observamos aqui em Campos”.

Tadeu Tô Contigo — “Um candidato com cara moderada de um projeto de uma igreja aliada a um projeto político, aliado a um projeto político nacional do bolsonarismo, que graças a Deus não tem chance de prosperar. Espero não queimar a língua nesses dias que faltam para as eleições”.

Roberto Henriques — “É um político que merece respeito, uma figura controversa, mas apesar disso eu acho que merece algum respeito por sua insistência em participar da política. Eu sou uma pessoa que tende a admirar os políticos, até que eles façam muita coisa errada. O Roberto Henriques não tem a relevância política que ele busca, é um candidato que existe mais para marcar a sua posição. Ele representa alguma coisa que Campos já teve, é um candidato que vem do Muda Campos (movimento político que levou Garotinho à Prefeitura pela primeira vez, em 1989), mas é irrelevante também, sem nenhuma chance no jogo”.

Cláudio Rangel da Boa Viagem — “Considero um candidato irrelevante politicamente, não o conheço como pessoa”.

Jonathan Paes — “É um candidato bolsonarista. Ele até me surpreendeu, é uma pessoa articulada retoricamente, representa bem essa verve agressiva do bolsonarismo, mas mostra também como as eleições municipais são municipais. Campos é uma cidade conhecidamente bolsonarista, que elegeu Bolsonaro, que deu muito voto a Bolsonaro e nem por isso colocou um candidato de Bolsonaro em condições de ganhar, ou de disputar a prefeito agora. Então, eu acho que ele representa o fracasso do bolsonarismo em Campos, como nas eleições como um todo. Se há uma boa notícia nessas eleições é o fracasso do bolsonarismo, espero”.

Dra. Carla Waleska — “Acho que o PSDB em Campos não tem uma candidatura ainda à altura do que o partido buscou ser aqui. E já foi até, como por exemplo com Paulo Feijó (ex-deputado federal e 3º colocado a prefeito de Campos na eleição disputada de 2004). Eu não conheço a candidata Carla, então não tenho como opinar. Mas eu diria que é uma candidatura tentando de algum modo recuperar e manter os ideais do PSDB vivos em Campos. Que já foram relevantes até. Nós já tivemos aqui, como eu falei, o Paulo Feijó como principal candidato de oposição”.

 

Confira abaixo os dois blocos da entrevista com o sociólogo Roberto Dutra, professor da Uenf. O primeiro dedicado ao resultado às eleições presidenciais dos EUA. O segundo, que compôs a matéria acima, sobre as eleições municipais de Campos:

 

 

 

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Reitor do IFF entre as eleições dos EUA e Campos, no Folha no Ar desta 6ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Entre as eleições presidenciais dos EUA e as municipais de Campos, o convidado do Folha no Ar, a partir das 7h15 desta sexta (12), é o professor Jefferson Manhãs de Azevedo, reitor do IFF. Ele falará sobre a eleição do democrata Joe Biden a presidente dos EUA e suas consequências ao Brasil de Jair Bolsonaro (sem partido). E analisará as possibilidades ao pleito deste domingo, a dois dias da urnas a prefeito de Campos.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Cientista político aposta em 2º turno entre Wladimir, Caio, Calil e Rafael

 

Cientista político, sociólogo e professor da UFF-Campos, George Gomes Coutinho projetou hoje, no Folha no Ar, as urnas goitacá daqui a apenas quatro dias (Foto: Divulgação)

 

 

“A lógica, o desenrolar dos acontecimentos, leva (Campos) a um segundo turno. Pela seguinte razão: há um quantitativo de chapas (11) para a Prefeitura que é algo que nós não tínhamos em outras eleições. Para que não tivéssemos primeiro turno, nós teríamos que ter um grande favorito. E o grande favorito, nessas circunstâncias, poderia ser o candidato da situação, seria o prefeito Rafael Diniz (Cidadania), que neste momento tem a máquina. Mas o grande favorito teria que estar muito bem avaliado para que levasse no primeiro turno. Em um cenário em que não há grandes favoritos e, com o quantitativo de candidaturas que nós temos, é lógico e natural que exista a pulverização dos votos, que leve ao segundo turno. A não ser que, com esse grande quantitativo de indecisos, aconteça a migração dos mesmos para algum nome, que pode ser o Rafael Diniz, o Wladimir Garotinho (PSD), o Bruno Calil (SD), o Caio Vianna (PDT), pelo que tem dado nas pesquisas. Eu arrisco esses quatro nomes com possibilidade numérica de chegar ao segundo turno. Dado que esse grau de indecisão, você tem mais de 40% de indecisos, ele pode promover reviravoltas, pode desmentir pesquisas no domingo (15)”. A quatro dias das urnas, foi o que projetou na manhã de hoje o cientista político e sociólogo George Gomes Coutinho, professor da UFF-Campos. Ele falou em entrevista ao vivo no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3.

O cientista político também analisou cada um dos 11 candidatos a governar Campos a partir de 1º de janeiro de 2021:

Wladimir Garotinho — “Wladimir Garotinho é o herdeiro do maior capital político que Campos conseguiu gerar pós-1988 (ano da promulgação da atual Constituição Federal). E não estou fazendo nenhum alinhamento automático de filho com os pais; traz traços genéticos, mas não é a mesma pessoa”.

Caio Vianna — “Caio Vianna me parece uma liderança bastante jovem ainda e, em termos comparativos com Wladimir, me parece com menos experiência. E, neste momento, para a imaginação política local, ele representa as boas memórias que eu acho que parte da população tem do governo Arnaldo Vianna”.

Dr. Bruno Calil — “Bruno Calil me parece um agente político bastante ambicioso. E não estou dizendo ambição negativa ou positiva, não; estou dizendo do agente político que se apresenta neste pleito com bastante ambições. Mas, politicamente, me parece um artefato muito recente ainda, para que eu faça qualquer apontamento”.

Rafael Diniz — “Rafael Diniz, eu acho que é um agente político que teve uma experiência no Legislativo, assumiu a Prefeitura de Campos. Teve pontos de acerto, não vou aqui enumerá-los, mas existem pontos de acerto; eu acho importante que se faça justiça. Nem todas as críticas dão conta da complexidade que foi o governo Rafael Diniz. Mas, ao mesmo tempo, eu acho que ele assumiu demais uma postura gerencialista, demasiadamente gerencialista. Que, sem dúvida alguma, é pauta de parte da classe média e dos grupos empresariais de Campos, mas não é pauta majoritária da população. Campos precisava de algo mais do que um excesso de gerencialismo”.

Professora Natália — “É difícil, pela seguinte razão: ela foi com quem eu tive mais contato profissional. Eu tive o prazer e a honra de ter Natália como estudante na UFF, na graduação; eu fui professor dela. Primeiro, ela é uma excelente estudante, aplicadíssima, apaixonada pelo conhecimento. Ela me parece uma liderança ascendente, uma liderança popular sensível e ascendente, na minha perspectiva”.

Odisséia — “Odisséia é uma liderança também do campo popular. É uma mulher que tem longa tradição sindical no Sepe, ela conhece as questões, os desafios da educação regional. E, neste momento, assume, acho que muito corajosamente, a tarefa de levar o nome do Partido dos Trabalhadores em um momento em que o partido está se reconstruindo nacionalmente. Acho que é um nome, uma interlocutora, assim como todos os outros. Espero que quem venha a levar o pleito, quem for o vencedor, convide vários desses nomes como interlocutores nos próximos quatro anos, porque Campos não tem poucos desafios. E eu acho que a Odisséia é um nome a contribuir também”.

Tadeu Tô Contigo — “Eu acho que o Tadeu Tô Contigo é uma das faces da direita. Do que se chama de bolsonarismo. do que se chama de fenômeno da direita no Brasil, de 2018 para cá, ele é multifacetado, tem vários aspectos. E Tadeu, não o conheço em profundidade, mas me parece que ele faz um pouco da linha dos comunicadores que se lançam, que têm um apelo popular importante e se lançam como nome político. Como o Celso Russomano, por exemplo, em São Paulo, mas com menos capital político que ele. O Russomano vinha com uma trajetória política formal. E Tadeu se lança. Vamos ver o que ele vai angariar”.

Roberto Henriques — “Roberto Henriques é um político profissional. É um remanescente do Muda Campos (movimento político que levou Anthony Garotinho a e eleger prefeito de Campos pela primeira vez, em 1989), é um político experiente, tem uma trajetória de ter circulado em diversos partidos. É um homem que conhece a política local e, assim como eu falei no caso da Odisséia, eu acho que ele seria um interlocutor importante em qualquer governo”.

Cláudio Rangel da Boa Viagem — “Eu acho que ele também é um sintoma desse movimento da direita brasileira. Você criou os comunicadores, você criou a ideia do empresário/político. Eu acho que o Cláudio se apresenta como um nome da ideia: ‘olha, nós temos aqui um empresário e ele vai, necessariamente, vai ser um bom governante’. Eu sempre lembro o eleitor: pode ler Maquiavel, pode ler ‘O Príncipe’, você vai ver que ele não morde, e que não tem nada a ver uma coisa com a outra. Às vezes o cara pode ser muito bem sucedido no âmbito privado e ser um desastre na vida pública”.

Jonathan Paes — “Está aí um nome que eu tenho muito pouca informação. Aí ele me parece um pouco o representante do bolsonarismo avant la léttre (“antes do estado definitivo”). Porque é o tipo de nome que poderia acontecer mesmo, para surfar uma onda. Mas me parece que não colou, não vingou.

Dra. Carla Waleska — “A Carla é um nome muito recente. Mas eu acho que o PSDB e o PT local têm desafios que ainda não conseguiram responder totalmente, dado o tamanho dos dois partidos nacionalmente. Em âmbito local, Campos, o PSDB tem uma agenda ainda a apresentar à altura do tamanho do partido nacionalmente. Isso não é uma crítica destrutiva, é uma reflexão. Tanto o PSDB, quanto o PT, precisam pensar e construir localmente”.

 

Confira abaixo os dois blocos da entrevista com o cientista político George Gomes Coutinho, professor da UFF-Campos. O primeiro dedicado ao resultado às eleições presidenciais dos EUA. O segundo, que compôs a matéria acima, sobre as eleições municipais de Campos:

 

 

 

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Roberto Dutra entre eleições dos EUA e Campos, no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Entre as eleições presidenciais dos EUA e as municipais de Campos, o convidado do Folha no Ar, a partir das 7h15 desta quinta (12), é o sociólogo Roberto Dutra, professor da Uenf. Ele falará sobre a eleição do democrata Joe Biden a presidente dos EUA e suas consequências ao Brasil de Jair Bolsonaro (sem partido). E analisará as possibilidades ao pleito deste domingo, 15 de novembro, a prefeito de Campos.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Reitor da Uenf vê 2º turno a prefeito de Campos entre Wladimir e Caio

 

Professor Raul Palacio, reitor da Uenf, ao microfone do Folha no Ar (Foto: Folha da Manhã)

 

“Eu projeto (a eleição a prefeito de Campos) em dois turnos. Nós temos um percentual muito grande de pessoas que ainda não se decidiram. Mas os candidatos que estão à frente hoje, é inegável, em todas as pesquisas estão aparecendo, são o Wladimir (Garotinho, PSD) e o Caio (Vianna, PDT). Mas a gente não pode esquecer da força que o Rafael (Diniz, Cidadania) está tendo nos últimos momentos, do convencimento de algumas lideranças que poderiam estar ressentidas. Então, talvez, parte desses indecisos possa vir com Rafael. Eu, sinceramente, acho que vamos ter um segundo turno entre esses três candidatos, com uma porcentagem maior entre o Wladimir e o Caio. No segundo turno (em 29 de novembro), vai ser pouco tempo para essa decisão, mas eu acho que vai ser muito acirrado, vai contar mais a rejeição. Neste processo, os candidatos vão ter que ter a capacidade de poder somar. E eu vejo Caio com capacidade de somar mais gente à sua campanha do que Wladimir”. Foi o que projetou para a eleição a prefeito de Campos, em dois turnos o professor Raul Palacio, reitor da Uenf. Ele falou em entrevista ao vivo no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3.

O reitor da maior universidade de Campos e região analisou cada um dos 11 candidatos a governar Campos a partir de 1º de janeiro de 2021:

Wladimir Garotinho — “Está no segundo turno. Tem grande possibilidade de ser o prefeito de Campos”.

Caio Vianna — “A mesma coisa (que Wladimir). Mas é o candidato que eu acho que pode somar todas as outras forças. Pela experiência que tivemos anteriormente na cidade, os Garotinho polarizam isso. Tem gente que gosta muito deles, tem pessoas que não gostam. E eu acho que o Caio, no caso de ir para o segundo turno, vai se colocar como o candidato que pode somar todas aquelas forças”.

Dr. Bruno Calil — “É um candidato que tem um futuro muito promissor na política. Ele agora está, digamos, sendo apoiado por um grupo político, mas ele tem se mostrado uma pessoa muito presente, muito trabalhadora, com propostas. Talvez não seja este o seu momento, mas é uma pessoa que tem futuro na política”.

Rafael Diniz — “O Rafael é, como ele coloca, o prefeito da coragem. Eu concordo com ele. O prefeito que eu acho que todo mundo deveria avaliar o que ele fez. E realmente, em algum momento, entender a situação (financeira) em que está a cidade. Hoje, certamente, é o cara que melhor conhece a cidade. Eu acho que um grupo dos indecisos deve ir para ele, talvez um grupo grande. E daí a possibilidade de Rafael estar no segundo turno”.

Professora Natália — “A Natália talvez seja a melhor candidata que tem neste momento; eu não posso deixar de falar isso. É uma mulher e a cidade precisa de uma prefeita mulher. Infelizmente, o número de votos que tem é muito pequeno. Mas, de fato, é uma pessoa extremamente preparada e que você sente realmente que está com vontade de fazer. Vai ter um futuro político tremendo dentro da cidade. Não vai ser nesta eleição, infelizmente, mas ela vai ter um bom resultado nas próximas eleições. Precisa construir esse caminho, entender que eleição não é só o momento do voto. Ela precisa construir o caminho ao longo dos próximos quatro anos, para na próxima eleição ter um momento bem melhor do que agora. Mas é uma excelente candidata”.

Odisséia — “Ela representa o PT e talvez, no meu ponto de vista, o que o pessoal denomina como a ‘política velha’. Eu a considero uma professora muito boa, uma candidata boa, mas eu teria gostado que o PT trouxesse nomes novos. E esses nomes novos talvez tenham agora os quatro anos para poder se formar para a política de Campos”.

Tadeu Tô Contigo — “Tadeu representa o grupo da Record. Embora ele tenha as suas propostas, eu acho que não tem um futuro político. E acho, sinceramente, que ele já foi vereador e não conseguiu se reeleger. Então, ele está fazendo seu trabalho, a sua responsabilidade social, mas eu não o vejo com futuro na política de Campos dos próximos anos”.

Roberto Henriques — “O Roberto Henriques talvez seja o mais conhecido de todos eles. Eu diria que é o ‘camaleão’ entre todos os candidatos. É uma pessoa excelente de conversa, eu já tive muito relacionamento com ele. Mas, talvez, já tenha passado o tempo dele. Ele poderia colaborar muito em qualquer governo. É isso que está fazendo, se mostrando, se apresentando, para que as pessoas entendam que ele ainda está ativo e que vai contribuir para qualquer governo que venha a ganhar”.

Cláudio Rangel da Boa Viagem — “Como empresário, eu acho que ele demonstra capacidade. Mas, como político, eu acho que ele não se preparou. Mas, de qualquer jeito, eu acho que é um direito de qualquer um se apresentar, de representar um grupo político, e bola para frente. Mas eu não vejo ele participando da política nos próximos anos”.

Jonathan Paes — “Representa, talvez, o pior candidato de todos. É o candidato do ódio, o candidato da agressividade e ele se esforça para poder colocar isso. Ele chega ao ponto de incongruências, quando ele defende o presidente Bolsonaro e, ao mesmo tempo, tenta defender o funcionalismo público. Ou uma coisa ou outra, não tem como fazer as duas coisas. É o que a gente não quer para a política de Campos. Digamos que, pela comparação, poderia ser o Trump de Campos”.

Dra. Carla Waleska — “Ela entrou no último momento, então eu tenho pouca referência em relação a ela. Ela, inclusive, é a esposa de um funcionário que a gente tem contratado na universidade, com o qual eu tenho um certo grau de relacionamento, mas com ela não tenho nenhum. Foi muito conturbado o processo do PSDB: primeiro não tinha (candidato a prefeito), depois tinha, depois não tem mais e, agora, colocaram a Carla Waleska. Se ela quiser ter futuro na política, não sei se ela quer, vai ter que construir esse futuro. Não se faz uma imagem política assim, aos 45 minutos do segundo tempo fica muito difícil”.

 

Confira abaixo os dois blocos da entrevista com o professor Raul Palacio, reitor da Uenf. O primeiro dedicado ao resultado às eleições presidenciais dos EUA. O segundo, que compôs a matéria acima, sobre as eleições municipais de Campos:

 

 

 

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Bolsonaro comemora morte para deixar de salvar vidas de brasileiros

 

(Foto: Rafapress – Shutterstock)

 

Nesta madrugada, o presidente Jair Bolsonaro comemorou nas redes sociais a morte de um voluntário como motivo para a Anvisa suspender os testes da Coronavac. É a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e o instituto brasileiro Butantan, capaz de salvar a vida de dezenas de milhares de brasileiros. Com o país à beira da segunda onda da doença, sem ainda ter saído (confira aqui a situação em Campos) da primeira.

Pois hoje à tarde, poucas horas depois, o IML de São Paulo divulgou que o voluntário, de 33 anos, morreu de suicídio. O que assina o atestado de óbito de qualquer traço de inteligência ou caráter não só do atual presidente do Brasil, caído da mudança na derrota eleitoral nos EUA que (confira aqui) fez sua, como de qualquer um que ainda se preste a apoiar um tipo desse de ser humano:

— Mais uma que Jair Bolsonaro ganha — escreveu o presidente.

E se você não é capaz de enxergar com toda a clareza quem perde, meus pêsames!

 

(Reprodução do Facebook)

 

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George Coutinho entre eleições dos EUA e Campos, no Folha no Ar desta 4ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Entre as eleições presidenciais dos EUA e as municipais de Campos, o convidado do Folha no Ar, a partir das 7h15 desta quarta (11), é o cientista político e sociólogo George Gomes Coutinho, professor da UFF. Ele falará sobre a eleição do democrata Joe Biden a presidente dos EUA e suas consequências ao Brasil de Jair Bolsonaro (sem partido). E analisará as possibilidades ao pleito deste domingo, 15 de novembro, a prefeito de Campos.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Hamilton Garcia: “Não se governa mais Campos com o ‘meu grupo político’”

 

Cientista político e professor da Uenf, Hamilton Garcia analisou os candidatos e a eleição a prefeito de Campos neste domingo (Foto: Folha da Manhã)

 

“Eu andei acompanhando várias entrevistas que vocês fizeram na Folha da Manhã, e o que a gente vê são candidatos (a prefeito de Campos) falando do ‘meu grupo político’. Então eles passam diretamente do seu grupo político para a municipalidade, sem mediação. Isso aconteceu com o próprio Rafael (Diniz, Cidadania), que governou com o grupo político dele. Não é negociar com a Câmara, é negociar com as lideranças políticas da cidade. Isso Rafael não foi capaz de fazer e acho que ele nem se apercebeu disso. E os candidatos alternativos a ele tampouco percebem que a dimensão política da cidade exige uma coalizão de forças. Rafael conseguiu tirar Campos das páginas policias para colocar nas páginas políticas, mas isso ele não conseguiu fazer. Olhando para as lideranças locais, elas ainda estão no tempo do ‘meu grupo político resolve’. Não se governa Campos com o ‘meu grupo político’, é preciso dar um passo além”. Foi o que disse o cientista político Hamilton Garcia, professor da Uenf, em entrevista na manhã de hoje no Folha no Ar, da Folha 98,8 FM.

— Por que que eles (Wladimir Garotinho, PSD, e Caio Vianna, PDT) estão lá em primeiro lugar (nas pesquisas eleitorais)? Por causa das oligarquias familiares. Mas se elas são importantes para ocupar o espaço político que foi deixado com o fracasso do governo Rafael, não são suficientes para se instituir um governo. Sobretudo nos dois primeiros anos do próximo governo, você vai ter que distribuir sacrifícios. Para que as pessoas aceitem, se coloca a questão do pacto: sacrifício para quê? Sacrifício para o “meu grupo”? Não faz sentido. Ou sacrifício que você faz é para todos, ou o que você vai ter são greves, sabotagens, uma Câmara baseada em ‘Chequinho’. E não funciona mais, até porque o ‘Chequinho’ murchou. Ou então vai afundar um pouco mais na crise (financeira) e nas consequências da crise. Porque a gente acha que a situação está muito ruim, mas não há ruim que não possa piorar. A questão é se as pessoas vão correr para um falso porto seguro do passado, que as oligarquias representam. É aquela ideia de que ‘o passado era bom’. Mas, votando nas oligarquias, o passado não volta, não voltam as condições econômicas; voltam só as oligarquias — advertiu o cientista político.

Ao final do Folha no Ar, o professor Hamilton respondeu a um pinga-fogo, com um resumo do seu pensamento sobre cada um dos 11 candidatos a prefeito de Campos para as urnas de 15 de novembro:

 

Wladimir Garotinho — “É o desafio da mudança geracional. Nem sempre a gente tem bons sinais disso. Sérgio Cabral também foi uma mudança geracional importante na política do Estado do Rio do Rio de Janeiro, e deu no que deu”.

Caio Vianna — “Da mesma maneira. Só que tenho a impressão que Caio Vianna também tem o problema da inexperiência política. Wladimir teve a experiência parlamentar (como deputado federal), está mais apetrechado que o Caio Vianna, que me parece muito arrogante”.

Dr. Bruno Calil — “Eu conheço pouco o candidato, mas acho que ele não se preparou adequadamente para essa eleição”.

Rafael Diniz — “Um prefeito que enfrentou a crise, não foi bem sucedido, mas pelo menos ele sabe o tamanho do pepino que ele tem que administrar. E me parece que tem que avançar muito em termos da compreensão do quadro político regional e sair da bolha; porque ainda não furou a bolha onde ele está”.

Professora Natália — “Parece uma candidata conceitual, que mostra essa ideia da possibilidade de um governo mais popular, mais aberto à sociedade, mais dialogal. É uma promessa interessante, mas que ainda não galgou o lugar de uma alternativa política”.

Odisséia — “Uma liderança experimentada no sindicalismo, na Câmara de Vereadores, uma pessoa com a capacidade de interlocução ampla. Mas ainda muito presa à pauta sindicalista e também pouco projetada numa candidatura política ampla da cidade”.

Tadeu Tô Contigo — “Um grande comunicador, que ainda se vale dessa possibilidade da comunicação. Pode vir a surfar ondas como comunicador, com as suas promessas. Mas acho que está distante de entender o que está acontecendo com a cidade”.

Roberto Henriques — “Talvez seja o único candidato com uma consciência muito clara, essa visão; eu não vejo nos outros. Pode ser um cacoete de linguagem, mas eu desconfio que não, que é uma consciência profunda da política. Que, no entanto, vai ter que ser refeita nas condições atuais”.

Cláudio Rangel da Boa Viagem — “Ele me surpreendeu nas entrevistas com vocês (no Folha no Ar). Porque apesar do pouco preparo escolar, de expressão, de mídia, ele surpreendeu pelas boas ideias, pelo entendimento que ele tem da realidade. É um candidato que tem muito pouca chance, pela sua forma, mas é bastante compromissado com a cidade”.

Jonathan Paes — “Esse é o candidato que eu menos observei nesse cenário. É muito impetuoso, mas talvez não tenha condições de assumir responsabilidades maiores”.

Dra. Carla Waleska — “Eu comentaria sobre o antigo candidato (a prefeito do PSDB, que desistiu). Beethoven parecia ter se preparado muito para disputar essa eleição, parecia ser o candidato com chances de, se eleito, fazer alguma coisa. Ela, eu não tenho grandes informações, não saberia dizer. Entrou no final do segundo tempo e não fez aquecimento”.

 

Confira abaixo os dois blocos da entrevista com o cientista político Hamilton Garcia, professor da Uenf. O primeiro dedicado ao resultado às eleições presidenciais dos EUA. O segundo, que compôs a matéria acima, sobre as eleições municipais de Campos:

 

 

 

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Crescimento da Covid ainda não preocupa, mas Unimed suspendeu cirurgias

 

 

Campos vem registrando aumento de casos de Covid-19 nas últimas quatro semanas. Diante do crescimento, o Hospital da Unimed suspendeu na semana passada suas cirurgias eletivas desde o último dia 4. Mas, diferente do que foi divulgado em áudios anônimos de WhatsApp, que viralizaram nas redes sociais locais, o avanço da doença ainda não preocupa. E, por enquanto, não é nada que tire o município da Fase Verde do plano de enfrentamento ao novo coronavírus. A informação é da chefe da Vigilância em Saúde de Campos, a médica infectologista Andreya Moreira. E foram em parte endossadas pelo diretor-médico do Hospital Dr. Beda, o médico oncologista Diogo Neves.

 

Hospital da Unimed suspendeu cirurgias eletivas desde o dia 4, por conta do aumento dos casos de Covid-19

 

Os áudios falavam de uma suposta superlotação da rede privada do município. Andreya explicou que, apesar do aumento de casos, a Unimed abriu em seu hospital seis novas vagas de UTI específicos para Covid. Onde tem hoje dois infectados pela doença, com outros 14, em casos menos graves, internados em leitos clínicos. Em relação ao Dr. Beda, Diogo informou que existem hoje quatro doentes de Covid em leitos de UTI, e outros 13 em leitos clínicos. O médico esclareceu que, pelo menos no Beda, o aumento de casos ainda não preocupa e está longe de atender mesmo número de casos de dois meses atrás.

 

Andreya Moreira, Diogo Neves e Cintia Ferrini (Montagem: Eliebe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Na rede pública, Andreya informou que o Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCC), instalado na Beneficência Portuguesa, tem hoje 15 doentes de Covid internado na UTI, em um total de 29 leitos, além de outros 25 em leitos clínicos, setor que conta ao todo com 60 leitos. “Na rede pública, não temos aumento de ocupação até o presente momento”, refirmou a secretária de Saúde de Campos, Cintia Ferrini.

Devido à viralização dos áudios anônimos de WhatsApp dando conta de uma suposta superlotação de pacientes de Covid na rede privada de Campos, o Gabinete de Crise do município emitiu uma nota, para desmentir a notícia e evitar alarmismos. Confira abaixo:

 

“O Gabinete de Crise de enfrentamento ao Coronavirus está monitorando o aumento de internações na rede particular e informa que na rede pública, até a presente data, 09/11, tem se mantido uma média de 50% de ocupação, com pouca oscilação. Não procede a informação de lotação dos leitos do Centro de Controle, tampouco de unidades hospitalares municipais.

Cabe lembrar que a decisão de mudança ou permanência de fase (Verde) é tomada a partir de avaliação técnica criteriosa da Prefeitura, somada à análise do Departamento de Vigilância em Saúde sobre o cenário epidemiológico.

O modelo matemático e estatístico desenvolvido para avaliar como está a pandemia no município considera os números da última semana no que tange à propagação da Covid-19 e à capacidade do sistema de saúde, além de outros dados, incluindo a ocupação de leitos.

O Gabinete de Crise lembra que é importantíssimo que a população entenda a responsabilidade de permanecer atenta às medidas de enfrentamento à Covid-19 e seguir as orientações”.

 

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Reitor da Uenf entre eleições dos EUA e Campos, nesta terça no Folha no Ar

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Entre a eleição presidencial dos EUA e a municipal Campos, no próximo domingo (15), o convidado do Folha no Ar, a partir das 7h15 da manhã desta terça (10), é o professor Raul Palacio, reitor da Uenf. Ele falará ao vivo na Folha FM 98,3 sobre a eleição do democrata Joe Biden a presidente dos EUA e seus reflexos sobre o Brasil de Jair Bolsonaro (sem partido). E projetará suas perspectivas ao pleito a prefeito de Campos, dentro do conexto da grave crise financeira do município.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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