Juninho Virgílio fala da nova Mesa Diretora no Folha no Ar desta 4ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cásio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta quarta (23), quem fecha a semana do Folha no Ar, encurtada pelo Natal, será o vereador eleito Juninho Virgílio (Pros). Na Folha FM 98,3, ele analisará as eleições municipais de novembro, assim como a renovação do Legislativo goitacá, alguns, como ele, representando nomes conhecidos da política local.

Por fim, Juninho falará da principal disputa política de Campos após o segundo turno a prefeito da cidade: pela nova Mesa Diretora da Câmara. Que tem ele como candidato garotista a 1º vice-presidente, cargo que gerou o racha entre os grupos políticos do prefeito eleito Wladimir Garotinho (PSD) e do deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD). Para entender o caso, da tentativa de aliança à ruptura entre os Garotinhos e os Bacellar, leia aqui, aqui, aqui e aqui.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Secretário Bruno com prefeita Geane para levar Ciam a Cardoso

 

Secretário estadual Bruno Dauaire com a prefeita e o vice-prefeito eleitos de Cardoso Moreira, Geane Vincler e Wladmir Lopes (Foto: Divugação)

 

O secretário estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, deputado estadual Bruno Dauaire (PSC), visitou nesta segunda-feira (21) a prefeita eleita de Cardoso Moreira, Geane Vincler (PSD). Na ocasião, ele prometeu instalar na cidade um Centro Integrado de Atendimento à Mulher (Ciam).

Nesse novo local, as mulheres vítimas de violência doméstica terão acolhimento e acompanhamento especializados. O Ciam contará com psicólogos, advogados e assistentes sociais, que também fazem o acompanhamento nas audiências e visitas domiciliares. Além disso, serão ofertadas palestras e campanhas de sensibilização.

O secretário ainda se colocou à disposição como facilitador na interlocução entre o município e o Governo do Estado, abrindo as portas para outros investimentos, principalmente na área social.

 

Da assessoria do governo eleito de Cardoso Moreira

 

Covid, lockdown e vacinação em Campos no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta terça (22), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, será o médico e secretário de Saúde confirmado do governo eleito Wladimir Garotinho (PSD), Geraldo Venâncio. Ele falará sobre o aumento dos casos de Covid-19 em Campos e dos sinais de colapso da rede de saúde pública e privada para atender à crescente demanda.

Geraldo analisará também as consequências do contato maior entre as pessoas no Natal e Réveillon, que fazem janeiro de 2021 ser aguardado (confira aqui) como o pior mês da pandemia no Brasil, e da necessidade de adoção imediata do lockdown de Campos, defendida (confira aqui) por ele. Por fim, o secretário falará do compromisso do prefeito eleito Wladimir (confira aqui) com a compra da vacina Coronavac, desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, e da projeção de início da vacinação dos campistas.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Nildo vê indefinição na disputa da Câmara entre Garotinho e Bacellar

 

Disputa do controle da Câmara de Campos entre os grupos políticos do prefeito eleito Wladimir Garotinho e do deputado estadual Rodrigo Bacellar, para o experiente vereador Nildo Cardoso, estaria hoje indefinida (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Um dos vereadores mais experientes da nova Câmara Municipal de Campos, na qual inicia seu quarto mandato a partir de 1º de janeiro de 2021, para Nildo Cardoso (PSL) a eleição da Mesa Diretora do Legislativo goitacá estaria hoje (21) indefinida. Pelo menos até o momento, a reunião ontem (20) entre o prefeito Wladimir Garotinho (PSD) e seu adversário no segundo turno, o ex-prefeitável Caio Vianna (PDT), ainda não surtiu o efeito desejado: a confirmação do apoio dos vereadores pedetistas Marquinhos do Transporte, Luciano Rio Lu e Leon Gomes à candidatura do garotista Fábio Ribeiro (PSD) à presidência da Casa. Para Nildo, o placar na disputa dos Garotinho contra o grupo do deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD) pelo controle da Câmara (entenda aqui a disputa) hoje estaria empatado em 12 a 12. E o ausente nesta conta entre os 25 vereadores poderia definir a questão.

Após já ter sido contabilizado pelos garotistas como fechado com eles, após o racha com os Bacellar por conta da 1ª vice-presidência, Nildo não confirmou essa informação. Ele disse que, para isso, teria que se reunir primeiro com o prefeito eleito Wladimir, o que até agora não teria acontecido. Para o veterano edil, a questão ainda vai sofrer muitas idas e vindas dos dois lados, sobretudo entre os vereadores de primeiro mandato — 17 dos 25 eleitos. Sobre os quais os dois grupos políticos tentam demonstrar sua força e capacidade de articulação nas negociações. A definição da nova Mesa Diretora, para Nildo, só se dará mesmo no último dia 30 deste ano, na quarta-feira da próxima semana. “Até lá, seguirá como está, com vereador almoçando com um grupo político e comendo a sobremesa com o outro”, ironizou o político da Baixada Campista.

 

Segundo alta fonte garotista, Nildo seria uma opção mais apaziguadora dos Bacellar à presidência da Câmara, do que Marquinho Bacellar e Abdu Neme (Montagem: Eliabe de Souza o Cássio Jr.)

 

Atualização às 13h15: Após a postagem com a análise de Nildo sobre a disputa do controle da Câmara Municipal, uma alta patente dos Garotinho, que preferiu se manter na garantia constitucional do sigilo de fonte, disse que o veterano vereador do PSL estaria buscando, na verdade, a presidência da Câmara, caso feche com o grupo dos Bacellar. Segundo a fonte do governo eleito Wladimir Garotinho, Nildo teria a capacidade de apaziguar o Legislativo goitacá, que os demais nomes dos Bacellar à presidência da Casa do Povo, Marquinho Bacellar (SD) e Abdu Neme (Avante), não teriam. Indagada se o vereador Igor Pereira (SD) também não estaria nessa disputa, a fonte garotista de alto escalão nada respondeu.

 

Vice-prefeito e infectologista se posicionam sobre combate à Covid

 

Noticiada desde o período eleitoral (confira aqui, aqui, aqui e aqui), o aumento do número de casos e mortes causadas pela Covid-19 em Campos tem preocupado médicos e autoridades da Saúde Pública da cidade. Que só ontem (19) registrou oficialmente (confira aqui) mais três mortes e 22 novos casos da doença.

Por conta dessa tendência de alta, que deve se agravar após o contato entre as pessoas no Natal e Réveillon, o médico infectologista Rodrigo Carneiro foi categórico (confira aqui) em entrevista ao Folha no Ar, na Folha FM 98,3, na última quinta (17): “janeiro será o pior mês da pandemia, em Campos e no Brasil”. Para tentar atenuar isso, o especialista foi enfático na rádio mais ouvida de Campos: “fase Vermelha, lockdown, é o que a gente necessita (para Campos)”.

Também médica infectologista e chefe da Vigilância em Saúde do município, Andreya Moreira discordou do colega: “Precisamos da conscientização da população, que está sendo bem difícil, com ou sem lockdown. A decisão (de não adotar o lockdown) não foi política”. Só que, no dia seguinte (18), Rodrigo teria seu alerta endossado (confira aqui) pelos colegas Nélio Artiles, também infectologista; e Cléber Glória, diretor-clínico da Santa Casa de Misericórdia; além do secretário e do subsecretário de Saúde (confira aqui) do governo eleito Wladimir Garotinho (PSD), respectivamente os também médicos Geraldo Venâncio e Paulo Hirano. O primeiro foi contundente: “Lockdown em Campos tinha que ser decretado agora”.

Antes de o governo municipal eleito assumir em 1º de janeiro, é grande a expectativa pela atuação que o vice de Wladimir, Frederico Paes (MDB), terá também na Saúde Pública, já que além de industrial do açúcar e álcool, ele também vem de uma experiência exitosa como dirigente hospitalar, no Hospital Plantadores de Cana (HPC). A pedido do blog, ele também se posicionou sobre o enfrentamento do município ao novo coronavírus, que já matou 520 campistas. Frederico garantiu: “Nossa equipe está preparada em adotar as medidas necessárias para minimizar os danos da pandemia”. E também falou sobre o comprometimento de Wladimir (confira aqui) com a compra de vacinas do Instituto Butantan: “Nossa equipe técnica já fez contato com o Instituto Butantan, para informar o desejo do prefeito Wladimir Garotinho em comprar a vacina para imunizar a população”.

No dia seguinte à sua entrevista ao Folha no Ar, que causou grande repercussão, o infectologista Rodrigo Carneiro usou as redes sociais (confira aqui) para voltar a se posicionar sobre o enfrentamento do município à Covid. E fez uma proposta ao prefeito Rafael Diniz (Cidadania) e ao seu sucessor a partir de 2021: “Nenhum político fica confortável em implementar o chamado ‘lockdown’. É uma medida impopular, a curto prazo faz perder apoiadores e consequentemente votos. Por isso a minha sugestão é que o prefeito Rafael Diniz, com apoio público e irrestrito do prefeito eleito Wladimir Garotinho, decrete o aumento do rigor das medidas de isolamento. Isso salvará vidas e ambos serão lembrados pelo posicionamento”.

Confira abaixo a íntegra do posicionamento de Frederico Paes sobre o combate à pandemia, além da proposta feita por Rodrigo Carneiro de uma ação conjunta entre os prefeitos Rafael e Wladimir, por Campos e contra a Covid:

 

Vice-prefeito eleito de Campos, Frederico Paes, e o médico infectologista Rodrigo Carneiro se posicionaram sobre o combate à pandemia da Covid-19 em Campos (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr)

Frederico Paes — A orientação do prefeito Wladimir Garotinho é no sentido de sempre ouvirmos os nossos técnicos. Nossa equipe está preparada em adotar as medidas necessárias para minimizar os danos da pandemia. Temos médicos experientes, como Dr. Geraldo Venâncio, Dr. Paulo Hirano e Dr. Charbell Kury, em uma força tarefa para as primeiras medidas do novo governo. Também estamos em contato com os técnicos do atual governo para que a transição não prejudique os trabalhos de combate ao coronavírus.

Na quinta (17) uma equipe nossa esteve no Rio com o secretário estadual de Saúde para termos apoio do Estado do Rio para a nossa cidade. O ainda deputado federal Wladimir, já solicitou ao ministério da Saúde a doação de 20 respiradores, que deverão chegar já para janeiro de 2021.

Vamos começar uma campanha forte de conscientização da população já que a pandemia ainda está ceifando vidas.

Nossa equipe técnica já fez contato com o Instituto Butantan, para informar o desejo do prefeito Wladimir Garotinho em comprar a vacina para imunizar a população.

 

Rodrigo Carneiro — Sou médico infectologista na cidade de Campos, atuo no Hospital Geral de Guarus (HGG). Ontem, em entrevista ao programa “Folha no Ar”, expressei minhas preocupações com o avanço desenfreado da pandemia do novo coronavírus em nossa região. Os casos voltaram a subir vertiginosamente. Com isso, as internações e óbitos também subiram muito. Piorando a situação os leitos para internação diminuíram, trazendo o caos ao município. Já estamos vivendo uma situação dramática. Hoje (na sexta, dia 18), só no HGG, há 13 pacientes com diagnóstico de Covid-19 e 11 com suspeita da infecção, alguns bastante graves. Não conseguimos transferir os pacientes para os leitos específicos (na Beneficência/CCCC, HEAA, Santa Casa…) pela falta de vagas.

Usei termos duros ao me referir às condutas atuais da Prefeitura frente a esse cenário. Termos duros, porém, necessários, exatamente para provocar a discussão. O prefeito Rafael Diniz em sua resposta hoje, no mesmo programa, optou por “jogar a responsabilidade” para o competente corpo técnico da Secretaria Municipal de Saúde, capitaneado pela minha colega de especialidade Dra. Andreya Moreira.

O objetivo principal da minha fala foi alertar a população para os riscos que todos estamos correndo, e também explicitar a necessidade imediata de endurecer as medidas de distanciamento social, essas já demonstradas como as mais eficazes para diminuição do número de casos.

Exatamente por isso farei um novo convite à reflexão. Nenhum político fica confortável em implementar o chamado “lockdown”. É uma medida impopular, a curto prazo faz perder apoiadores e consequentemente votos. Por isso a minha sugestão é que o prefeito Rafael Diniz, com apoio público e irrestrito do prefeito eleito Wladimir Garotinho, decrete o aumento do rigor das medidas de isolamento. Isso salvará vidas e ambos serão lembrados pelo posicionamento.

 

Garotinhos, Bacellar e Mesa Diretora na história política de Campos

 

Câmara Municipal de Campos, entre os Garotinho e os Bacellar, deve ser presidida por Fábio Ribeiro (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Garotinhos, Bacellar e Mesa Diretora na história política de Campos

 

Tinha uma 1ª vice no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma 1ª vice. Quem acha a eleição presidencial do colégio eleitoral dos EUA complexa, é porque nunca acompanhou os bastidores da eleição de uma Mesa Diretora da Câmara Municipal de Campos. Se ninguém tem muita dúvida de que o novo presidente do Legislativo goitacá será Fábio Ribeiro (PSD), as outras quatro vagas tinham sido divididas salomonicamente pelo prefeito eleito Wladimir Garotinho (PSD) e o deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD).

Amarrado pessoalmente por Wladimir e Rodrigo em encontros na quinta (08) e no sábado (10) da semana passada, na cidade do Rio, o acordo dava a 1ª vice-presidência e a 2ª secretaria da Mesa para vereadores dos Garotinho, ficando a 1ª secretaria e a 2ª vice-presidência para os edis dos Bacellar. Que ainda levariam a Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca) e Fundação Municipal da Infância e Juventude (FMIJ).

Com a Codemca e a FMIJ, Rodrigo tentaria relocar um dos dois edis eleitos do DEM, Rogério Matoso ou Marcione da Farmácia. E poderia cumprir seu acordo com o ex-vereador Marcos Alexandre, cuja esposa Néia, eleita primeira suplente do DEM, assumiria uma cadeira na Câmara. Livrando esta do constrangimento de não ter nenhuma mulher entre seus novos 25 ocupantes. Na mesma Casa do Povo que elegeu ainda nos anos 1970 suas duas primeiras vereadoras: as saudosas Hermeny Coutinho e Antônia Leitão.

Tudo muito bom, tudo muito bem. Estaria pacificada politicamente a cidade, após a eleição de segundo turno a prefeito mais disputada da sua história. E de um primeiro turno em que Rodrigo gravou e veiculou nas redes socias um vídeo com ataques pessoais abaixo da linha da cintura contra Wladimir. O que custou ao primeiro a censura do seu padrinho na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o presidente André Ceciliano (PT).

Mas vai daí que, na noite de segunda (14), mudou a pedida dos Bacellar. Eles agora queriam a 1ª vice-presidência da Câmara, mais a 2ª secretaria da Mesa. Quem conhece o Legislativo campista, sabe que o cargo de 1º secretário tem mais relevância efetiva na condução dos seus trabalhos do que a 1ª vice. Por que, então, a inversão na pedida no acordo? Elementar, caro leitor!

Caso a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) por fake news na campanha chegue à inelegibilidade por oito anos contra Wladimir e seu vice, o empresário Frederico Paes (MDB), como foi pedido pelo Ministério Público Eleitoral, assumiria a Prefeitura o presidente da Câmara Municipal. E esta seria assumida por quem? Ele mesmo! Seu primeiro vice-presidente.

Assim, nesta mera conjectura, os Bacellar poderiam tentar emparedar o prefeito dos Garotinho. Como o ex-vereador Marcos Bacellar (SD), pai de Rodrigo e combativo chefe do clã, fez quando presidiu a Câmara e o prefeito era Alexandre Mocaiber (hoje, sem partido). Boa pessoa, seu temperamento dócil arruinaria seu governo, a despeito de legados importantes como a Estrada dos Ceramistas, a ponte Alair Ferreira e parte da avenida Arthur Bernardes.

Fábio Ribeiro tem temperamento bem distinto de Mocaiber. Ainda assim, se governasse com os Bacellar de volta ao comando da Câmara, teria uma enorme pedra no sapato. Se isso hoje não passa de mera conjectura, foi por um mero detalhe técnico, a desincompatibilização fora do prazo de Frederico da direção do Hospital Plantadores de Cana (HPC), que Rodrigo levou a decisão das urnas de Campos ao “terceiro turno” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Que, nos dois turnos a prefeito, havia contabilizado os votos de Wladimir como sub judice.

Com um olho nas possibilidades do futuro e o outro nos exemplos do passado, os Garotinho negaram no presente a 1ª vice-presidência da Câmara aos Bacellar. Que escolheram o mensageiro mais indicado, seu vereador Helinho Nahim (PTC), primo e amigo de Wladimir, para levar a este uma nova proposta na quarta (16). A pedida não eram mais dois cargos na Mesa Diretora, mas apenas um. Ganha um pote e chuvisco, em calda ou cristalizado, quem disser: a 1ª vice. A fixação no alvo explicitou ainda mais a intenção. E gerou outro não.

Na noite de quinta (17), com a possibilidade de perder os seis vereadores dos Bacellar, os Garotinho reuniram, além dos nove edis que elegeram, outros cinco: Pastor Anderson (Republicanos), Bruno Vianna (PSL), Bruno Pezão (PL), Raphael Thuin (PTB) e o atual presidente da Câmara, Fred Machado (Cidadania). Para definir o próximo, todos se reuniram na tradicional foto em torno de Fábio Ribeiro. Ela só não foi divulgada porque outro vereador esperado, Nildo Cardoso (PSL), não esteve presente.

Enquanto os Garotinho “namoram” outros edis para fechar a conta da Mesa Diretora, sem precisar rachá-la com os Bacellar, estes, que nunca desistem de uma luta antes do fim, têm em Abdu Neme (Avante) seu principal arauto para tentar diminuir a diferença desfavorável. E os alvos, além do Nildo ausente na quinta, são os lá presentes Bruno Pezão e Fred Machado. Este, porém, a despeito do histórico antigarotista, é um político raro, daqueles que não rompem a palavra empenhada.

O ex-deputado federal Paulo Feijó cunhou uma frase que se tornou bordão: “Na política de Campos, só falta boi voar”. Caso nenhum bovino alce voo na planície, Fábio Ribeiro será o presidente da Câmara Municipal. E deve ter como 1º vice-presidente Juninho Virgílio (Pros). Thiago Rangel (Pros) diz também querer o cargo, mas deve se contentar com o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT). Mais do que de Wladimir, Fábio e Juninho são nomes do pai do prefeito eleito, o ex-governador Anthony Garotinho (sem partido).

De qualquer maneira, como se tratam dos Bacellar do outro lado, cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém. E é sempre bom lembrar que, antes de ser deputado federal por cinco mandatos e cunhar sua frase mais famosa, Feijó derrotou um Garotinho no auge. Foi em 1993, em seu único mandato de vereador, quando o então tucano surpreendeu a todos ao se eleger presidente da Câmara de Campos. E causou problemas ao governo do então prefeito Sérgio Mendes (hoje, Cidadania), um dos tantos garotistas depois feito opositor.

 

Publicado hoje (19) na Folha da Manhã

 

Covid — “Lockdown em Campos tinha que ser decretado agora”

 

Aglomeração no Boulevard Francisco de Paula Carneiro, na manhã de hoje, cujos reflexos na explosão de casos de Covid aparecerão daqui a 15 dias, em uma cidade cujo sistema de saúde já começa a dar sinais de colapso pela pandemia (Foto: Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

“O lockdown em Campos (por conta do agravamento da pandemia da Covid) tinha que ser decretado agora. E sem besteiras como lockdown parcial. Até semanticamente, lockdown (“confinamento”) parcial não cabe. Lockdown, ele existe ou não. Eu penso que o prefeito Rafael Diniz (Cidadania) deveria ter a determinação de implementar essa medida radical agora. Porque nós estamos em Campos com uma situação que nós não tivemos em abril, maio, junho: pessoas sentadas em poltronas, com falta de ar, esperando vaga. Só ontem (17), na rede privada e pública, foram em torno de 14 pacientes de Covid esperando vaga. Então está se tentando, inclusive para se atender a demanda judicial (confira aqui), a abertura de mais 20 ou 30 leitos. Já foram feitos contratos para o município receber monitores ou respiradores e já tem dois, talvez três hospitais, que possam disponibilizar esses 30 leitos. Até fevereiro, nós vamos ter tempos duros e difíceis, como o Rodrigo Carneiro mencionou”. Foi o que afirmou ao blog o médico Geraldo Venâncio, secretário de Saúde confirmado (confira aqui) pelo governo eleito Wladimir Garotinho (PSD). Geraldo comentou o alerta feito ontem (confira aqui) no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, o médico infectologista Rodrigo Carneiro:

 

Médicos Geraldo Venâncio, Rodrigo Carneiro, Nélio Artiles, Cléber Glória e Paulo Hirano cobram o isolamento social em Campos (Montagem: Eliabe de Souza,o Cássio Jr.)

 

— Janeiro será o pior mês da pandemia em Campos e no país. A gente vai ter o Natal, o Réveillon, as festas de final de ano. Se não houver o distanciamento, a tendência é que essa aceleração de casos se mantenha por mais um mês, 40 dias. Provavelmente vai ser pior do que foi no meio deste ano. Voltamos a ter 900 mortes por dia de Covid no país. Em Campos, estão morrendo três, quatro pessoas todo dia, há vários dias. Os números estão aí para quem quiser ver. Essa medida, por exemplo, da Prefeitura, de abrir as lojas abertas 24 horas (confira aqui) para tentar diluir o movimento, a gente sabe o que vai acontecer. O pessoal não vai querer ir para a loja de noite, de madrugada; as pessoas vão se aglomerar no horário comercial. E a gente teve o exemplo claro nas eleições. A gente corre o risco de ter uma nova exposição em massa de pessoas e, com isso, teremos o retardamento da queda do número de casos. E aí, milhares e milhares de vidas humanas serão perdidas — alertou ontem Rodrigo, na rádio mais ouvida de Campos. Hoje, 24 horas depois, a aglomeração intensa de pessoas no Boulevard, para as compras de Natal, foi registrada (confira aqui) pela reportagem da Folha da Manhã. E tem se repetido diariamente.

O alerta do médico infectologista no Folha no Ar não contou só com o endosso do secretário municipal de Saúde que assume em 1º de janeiro. Vários colegas de ambos na área médica de Campos também são da mesma opinião:

— Concordo com Rodrigo que em duas semanas não haverá mudanças no comportamento e conduta das pessoas, não só em Campos, mas em todo país. As taxas estão em crescente e a tendência é de crescimento, sim, principalmente considerando as perspectivas de aglomerações de fim do ano. Sinto falta neste momento de maiores ações da gestão pública tanto nas ações de restrições, como campanhas de prevenção. Sendo assim, cabe a nós profissionais de saúde e da imprensa tentar uma maior conscientização da população — convocou Nélio Artiles, também médico infectologista.

— Estamos dentro de um ônibus correndo contra uma parede de concreto. E o nosso último motorista simplesmente pulou do ônibus. Estamos exaustos, estou sendo bem sincero. A situação da saúde do município, pública ou privada, está no limite. O nível de esgotamento está elevadíssimo. A população não coopera, mas cobra tudo de todos os profissionais de saúde de uma forma desmedida. As instituições realmente estão no limite. Tenho conversando com outros diretores de hospitais e todos estão sendo unânimes: não sei por quanto tempo vamos aguentar tudo isso. Irresponsabilidade de governantes, preços abusivos de medicação, insensibilidade da população. Até quando? — questionou Cléber Glória, diretor-clínico da Santa Casa de Misericórdia de Campos.

— Eu assino embaixo de tudo que o Rodrigo falou na entrevista à Folha. A previsão é realmente de termos um aumento expressivo no número de casos de Covid no início do ano, por contas das festas de Natal e Réveillon. Se hoje as pessoas já estão como estão, sem respeitar o distanciamento social, não usando máscara, o pior é que essas coisas agora vão acontecer dentro das famílias. Nas reuniões familiares, se tiver um, será todo mundo contaminado. Então, a previsão é de uma explosão de casos em janeiro no país inteiro, e aqui, em Campos, não vai ser diferente. A gente está sempre um pouco atrás do que acontece lá fora, com a Europa fechando tudo por conta da contaminação em massa. E, aqui, a gente vai chegar nisso. A única saída é a vacina. Eu só acho que deveria ter uma comunicação mais forte, incisiva, em relação à conscientização da população dessa responsabilidade consigo mesma e com o próximo. É simples, são três coisas: ter o distanciamento social, usar as máscaras e higienizar as mãos. É isso que as pessoas têm que fazer até chegar a vacina. E mesmo depois que começar a vacinação, vamos ter que continuar durante um bom período com o distanciamento. Isso é inevitável — decretou o médico Paulo Hirano, subsecretário de Saúde do governo eleito de Campos.

 

CONTRADITÓRIO

Médica infectologista e chefe em Vigilância em Saúde do governo Rafael, Andreya Moreira ontem respondeu à cobrança do colega Rodrigo Carneiro. Que cobrou a adoção imediata do lockdown em Campos para tentar conter o avanço da pandemia em uma cidade cujo sistema de saúde começa a colapsar:

 

Andreya Moreira, chefe da Vigilância em Saúde do governo Rafael

 

— Ninguém lavou as mãos. Temos um trabalho muito sério. Todos os epidemiologistas e infectologistas estão tendo a mesma visão em relação às festas do fim de ano. O cenário é drástico. Medidas restritivas estão sendo feitas, ampliação do comércio para evitar aglomeração é importante nesta época do ano. E sabemos que medidas extremas de fechamento geram graves consequências. Precisamos da conscientização da população, que está sendo bem difícil, com ou sem lockdown. A decisão não foi política. Estamos orientando sobre a necessidade de distanciamento nas reuniões de Natal e Ano Novo para diminuir a circulação viral. A Fiocruz lançou um material sobre isso, que estamos utilizando para orientação. E a questão da vacinação não tem segredo. Temos um dos melhores programas de imunização do mundo, com uma boa estratégia, equipe capacitada e locais apropriados. É só a vacina chegar. Nosso ritmo tem sido muito intenso. Precisamos conviver com o vírus. Trabalho com o Rodrigo Carneiro. Concordo que não é um problema que acabará com a chegada da vacina. Levará um tempo para imunizarmos todos os grupos — disse Andreya.

 

Infectologista alerta: janeiro será pior mês da Covid em Campos e no país

 

 

Médico infectologista Rodrigo Carneiro projetou “janeiro negro” da Covid em Campos, na região e no Brasil

“Todo dia, caem no Brasil quatro aviões cheios (de passageiros, com os mortos diários pela Covid-19 no país). E a população continua na fila para embarcar. Eu entendo perfeitamente a realidade econômica que motiva as flexibilizações (do isolamento social). A alternativa seria, primeiro, nós termos o registro emergencial das vacinas que já estão disponíveis e adquirir essas vacinas. A que é mais fácil é a que já é produzida em solo nacional, que é a Coronavac (em parceria com o instituto Butantan, em São Paulo). E elas devem começar a ser aplicadas imediatamente, de preferência antes do final do ano. Se você já tem o Reino Unido aplicando, os EUA aplicando, por que o Brasil não pode começar a aplicar? Por que esperar 25 de janeiro? O que alguns epidemiologistas colocam é que o janeiro vai ser negro se continuar assim; o janeiro será o pior mês da pandemia”. O alerta foi dado no início da manhã pelo médico infectologista Rodrigo Carneiro, no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3.

 

CONSEQUÊNCIAS DO NATAL E RÉVEILLON

O especialista também explicou porque os casos de Covid devem aumentar no Brasil:

— A projeção não é boa. A gente vai ter o Natal, o Réveillon, as festas de final de ano. Se não houver o distanciamento, a tendência é que essa aceleração de casos se mantenha por mais um mês, 40 dias. Provavelmente vai ser pior do que foi no meio deste ano porque a estrutura hospitalar que nós tínhamos, o Brasil e a região não têm mais, o número de leitos (para Covid) foi reduzido. Após o Natal e o Réveillon, o número de casos vai acelerar ainda mais. Nós podemos ter, então, grande parte da população doente e, o pior, aumentar o número de óbitos. Comemorem o seu Natal, o seu Ano Novo, basicamente com a sua família, que não passe de quatro, cinco, seis pessoas. Porque se houver aglomeração, já está demonstrado: vai aumentar o número de casos. Quando a gente conseguiu fazer um distanciamento razoável, a gente já viu a diminuição do número de casos que houve, no país e na cidade. E quando a gente parou com isso, principalmente por causa das campanhaz eleitorais, os casos voltaram a subir.

 

PROJEÇÃO DE 237 MIL MORTOS PELA COVID NO BRASIL

O médico infectologista também explicou que, até que a vacinação comece e possa fazer algum efeito real, o número de óbitos pela doença no país, que hoje ultrapassa os 181 mil, deve chegar a 237 mil:

— Quem vai vacinar primeiro é o Estado de São Paulo (que fez a parceria com a Coronavac, chamada pelos bolsonaristas de “vacina chinesa”). A previsão é 25 de janeiro, daqui a pouco mais de um mês. Até que a gente possa imunizar, na melhor das hipóteses, uma quantidade razoável de pessoas, vamos colocar mais 60 dias. E aí a gente tenta fazer uma mediana do número de óbitos. Hoje estamos tendo entre 850 a 900 por dia, provavelmente vai subir para mil, mil e poucos óbitos (diários no Brasil), para depois voltar a cair. Com 800 óbitos/dia, por 60 dias, se tudo ocorrer muito bem com a vacinação, a gente chega a esse número. Agora, a gente falar: “Ah, 237 mil óbitos!”. A gente já está com mais de 180 mil, que nós conversávamos em abril. E ficava todo mundo: “Meu Deus, 180 mil óbitos!”. E a gente hoje já passou.

 

VACINAÇÃO COM NOVAS MEDIDAS DE ISOLAMENTO

Rodrigo Carneiro também explicou porque, para tentar minimizar esse genocídio da população brasileira, as medidas de isolamento terão que ser adotadas mesmo depois de iniciada a vacinação:

— Vai ser necessário continuar com as medidas de isolamento mesmo após o início da vacinação. Você imagina um absurdo de eficiência, em que a gente conseguisse vacinar 2 milhões de pessoas por dia. Isso estatisticamente não representa muita coisa. A gente vai levar 20 dias para vacinar 40 milhões de pessoas, e nestes 20 dias o vírus continuará circulando, até porque a vacina leva de duas a três semanas para estimular a produção de anticorpos. A gente, além de tentar que encurtar a vacinação, vai ter que ter rigor com as medidas de distanciamento, no mínimo por mais dois, três meses. Isso para que a gente consiga frear essa subida e não tenhamos um número de casos tão grande. A gente já tem uma quantidade de casos bastante parecida com que a gente tinha no meio do ano, mas com menos leitos, e nós estamos ainda em aceleração. Por isso os epidemiologistas apontam que nós teremos em janeiro o pior mês da pandemia no Brasil.

 

COMPROMISSO DE WLADIMIR COM COMPRA DE VACINAS

Na questão local do combate à Covid, o especialista também analisou o anúncio feito ontem (confira aqui) pelo prefeito eleito Wladimir Garotinho (PSD), em resposta (confira aqui) à cobrança da Folha, de se comprometer com a compra de vacinas para o município. E criticou o atual governo, do prefeito Rafael Diniz (Cidadania), por não ter feito o mesmo antes e por conta própria:

— Voltamos a ter 900 mortes por dia de Covid no país. Em Campos, estão morrendo três, quatro pessoas todo dia, há vários dias. Os números estão aí para quem quiser ver. Com relação à vacina (para Campos), antes tarde do que nunca. Já era para a gente ter uma previsão de compra da vacina, de preferência antes do governo atual acabar, para a gente já entrar no próximo governo com essa intenção de compra. Eu espero que no dia 2 de janeiro, o prefeito já esteja com isso tudo pronto para assinar o contrato de compra e que, o mais rápido possível, a vacina chegue. Se a gente for depender do Governo Federal, do ministério da Saúde, do Governo do Estado, a gente só vai vacinar lá para fevereiro, março. Campos foi abandonada pelo Governo Estadual, a Prefeitura teve que se virar sozinha. A gente tem que vacinar e tem que fazer o isolamento.

 

GOVERNO RAFAEL LAVOU AS MÃOS?

Sobre essa necessidade do isolamento social, apesar do bom papel no começo da pandemia, quando inaugurou em 30 de março (relembre aqui) o Centro de Controle e Combate ao Cororavírus (CCC) de Campos e decretou o lockdown da cidade em maio (relembre aqui), o governo Rafael, segundo o médico infectologista, teria “lavado as mãos”:

— Essa medida, por exemplo, da Prefeitura, de abrir as lojas abertas 24h (confira aqui) para tentar diluir o movimento, a gente sabe o que vai acontecer. O pessoal não vai querer ir para a loja de noite, de madrugada; as pessoas vão se aglomerar no horário comercial. Então, a única coisa que a gente pode pedir é que a população se conscientize. Se não vai piorar. E a gente teve o exemplo claro nas eleições. A gente corre o risco de ter uma nova exposição em massa de pessoas e, com isso, teremos o retardamento da queda do número de casos. E aí, milhares e milhares de vidas humanas serão perdidas. A impressão que eu tenho é: a Prefeitura de Campos lavou as mãos. “Eu vou fazer essa medida, eu agrado aos lojistas e eu empurro a batata quente para a população”. Foi isso que a Prefeitura fez. Eu entendo, mas discordo. O fato é: a Prefeitura cedeu mais do que deveria aos interesses econômicos. Se o prefeito saindo, no apagar das luzes, ele tomasse uma medida mais impopular, que é fase Vermelha, lockdown, que é o que a gente necessita, acho que ele interpreta talvez como a pá de cal na sua carreira política. A história vai julgar. Nós, campistas, daqui a alguns anos, poderemos julgar se foi o correto ou não. Eu tenho certeza que a área técnica dele falou que o correto é retroagir, fazer o isolamento social.

 

CHEFE DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE: “NINGUÉM LAVOU AS MÃOS”

À noite, informada pelo blog da matéria feita da entrevista ao Folha no Ar pela manhã com Rodrigo Carneiro, sua colega médica infectologista e chefe da Vigilância em Saúde do governo Rafael, Andreya Moreira se manifestou. Ela garantiu que ninguém na atual gestão “lavou as mãos” no combate à pandemia da Covid em Campos, que comanda desde o primeiro momento. E que a decisão de não adotar o lockdown no município “não foi política”. No entanto, a infectologista confirmou o “cenário drástico” previsto para janeiro em consequência das festas de final de ano:

 

Andreya Moreira, chefe da Vigilância em Saúde do governo Rafael

 

— Ninguém lavou as mãos. Temos um trabalho muito sério (que Rodrigo endossou e elogiou em sua entrevista). Todos os epidemiologistas e infectologistas estão tendo a mesma visão em relação às festas do fim de ano. O cenário é drástico. Medidas restritivas estão sendo feitas, ampliação do comércio para evitar aglomeração é importante nesta época do ano. E sabemos que medidas extremas de fechamento geram graves consequências. Precisamos da conscientização da população, que está sendo bem difícil, com ou sem lockdown. A decisão não foi política. Estamos orientando sobre a necessidade de distanciamento nas reuniões de Natal e Ano Novo para diminuir a circulação viral. A Fiocruz lançou um material sobre isso, que estamos utilizando para orientação. E a questão da vacinação não tem segredo. Temos um dos melhores programas de imunização do mundo, com uma boa estratégia, equipe capacitada e locais apropriados. É só a vacina chegar. Nosso ritmo tem sido muito intenso. Precisamos conviver com o vírus. Trabalho com o Rodrigo Carneiro. Concordo que não é um problema que acabará com a chegada da vacina. Levará um tempo para imunizarmos todos os grupos.

 

Confira abaixo nos vídeos os três blocos da entrevista do médico infectologista Rodrigo Carneiro ao Folha no Ar:

 

 

 

 

Legado de Gil Vianna diplomado vereador com seu filho Bruno

 

Só conheci Bruno Vianna (PSL) após a morte do seu pai, o ex-deputado estadual Gil Vianna (PSL). Que a relação entre fonte e repórter, através de amizades comuns, acabou convertendo também em um amigo, daqueles de tomar cerveja junto. Por isso, senti bastante e pessoalmente ao ser o primeiro a noticiar em 19 de maio (confira aqui) sua morte precoce, com apenas 54 anos, por Covid-19. E foi só a partir dali que passei a conhecer seu filho.

Em respeito à memória de Gil, rompi com Bruno a relação repórter/fonte ao aconselhá-lo quando ele perdeu o controle do PSL em Campos. Para acabar conquistando o mais importante: a eleição à Câmara Municipal em 15 de novembro, em um surpreendente 6º lugar, com 3.085 votos. Além de ser um dos mais novos vereadores da história de Campos, com apenas 24 anos, ele ultrapassou nas urnas nomes bem mais experientes, inclusive do seu partido.

Por saber da grande dificuldade que é tentar crescer à sombra de um grande pai, sobretudo na mesma área de atuação, desejo a Bruno toda a sorte do mundo em seu mandato. Que terá que seguir mirando as pegadas fundas deixadas antes, mas com sua próprias pernas. E suas próprias decisões — e riscos — a cada novo passo.

Confira abaixo em imagem em palavras o registro da diplomação hoje de Bruno como vereador:

 

Bruno Vianna hoje em sua diplomação como um ods vereadores eleitos mais jovens da história de Campos (Foto: Divulgação)

 

— Hoje iniciamos a realização de um sonho. Um projeto idealizado com o meu pai, que infelizmente não está mais entre nós para vivenciar esse momento, mas que será para sempre o nosso líder, o motivo de seguimos nessa caminhada. É uma grande honra ter a oportunidade de dar continuidade ao legado dele, principalmente fazer parte da renovação que a nossa cidade tanto necessita.

 

Por batida de mão do meu voto, Raphael Thuin diplomado vereador

Em 13 de outubro, declarei meu voto a vereador (confira aqui) no Edmundo Siqueira (Rede), servidor federal e blogueiro do Folha1. Mas ressalvei que o fazia na dúvida entre outros três candidatos, entre eles Raphael Thuin (PTB), ex-presidente da Fundação Municipal dos Esportes e ex-campeão mundial de natação.

Além da minha lembrança, Thuin teria no mesmo dia 13 de outubro uma declaração de voto mais qualificada por parte de um diretor do Grupo Folha, a do empresário e blogueiro Christiano Abreu Barbosa (confira aqui). Que se revelou mais “pé quente” eleitoralmente, a despeito de torcedor do Fluminense no futebol.

Acima e abaixo, segue o registro em imagem e palavras da diplomação hoje de Thuin. A quem, com respeito a todos os demais eleitos, foi entre os 25 vereadores do novo Legislativo goitacá o que mais se aproximou — não que isso signifique grande coisa — de conquistar meu voto como cidadão:

— Estou muito feliz ao ser diplomado vereador de minha cidade, que tanto amo. Fruto de um trabalho honesto e sério que começou lá atrás e que agora estamos colhendo os frutos. A nossa campanha foi limpa e honesta e agradeço a todos os amigos que acreditaram em mim e juntos trabalhamos para estar aqui representando nossa cidade. Ainda existe esperança de uma política limpa e honrada neste país — disse Thuin.

 

Legado dos Nahim diplomado na Câmara com homenagem a Nélia

 

Numa cidade em que o prefeito foi definido na disputa entre dois clãs políticos, a diplomação dos novos integrantes da Câmara Municipal traz alguns filhos de ex-presidentes do Legislativo que marcaram época. Também ex-prefeito de Campos, em dois períodos em que sua cunhada Rosinha Garotinho (hoje, Pros) foi afastada da Prefeitura por problemas com a Justiça, Nelson Nahim (MDB) hoje acompanhou a diplomação do seu filho, Helinho Nahim (PTC), na Casa do Povo. À qual foi eleito em 15 de novembro com 2.171 votos.

Como ocorreu com o clã Bacellar (confira aqui), confira abaixo a foto de Nelson e Helinho, na diplomação deste, dedicada pelo pai à sua falecida esposa, mãe do novo vereador:

 

Nelson e Helinho Nahim, que levou a foto da sua falecida mãe em homenagem (Foto: Divulgação)

 

— Agradeço a Deus , Maria Santíssima e a todos que colaboraram na campanha de Hélio por essa sua nova missão. Nélia, meu amor, esse diploma é pra você.

 

Legado de Marcos Bacellar diplomado vereador com Marquinho

 

Já fiz críticas a alguns métodos, por vezes extremados e raivosos, da atuação do clã Bacellar na política de Campos. Como já reconheci a coragem e a capacidade de articulação que o ex-vereador Marcos Bacellar (SD) legou aos filhos. Além do deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD), espera-se que também ao outro filho Marquinho Bacellar (SD). Este, terceiro candidato mais votado à Câmara Municipal (4.836 eleitores) em 15 de novembro, foi hoje diplomado como vereador goitacá.

Confira abaixo as palavras de Marcos a Marquinho, com a foto unindo o filho diplomado na Casa em que o pai já marcou época como presidente:

 

Marcos e Marquinho Bacellar (Foto: Divulgação)

 

— Quero com esta foto agradecer a todos os amigos que sempre me acompanham na luta que sempre travamos com a presença de vocês. Sem vocês, amigos da família sinônimo de luta, nada disso teria acontecido. A luta continua, com Marquinho Bacellar. Obrigado a todos!