Ministério Público, Bacellar, Garotinhos, decoro e fuligem

 

Rodrigo Bacellar, Anthony Garotinho, Marcos Bacellar, Rosinha Garotinho, George Coutinho, Hamilton Garcia, Igor Franco, Frederico Paes, Marquinho Bacellar e Wladimir Garotinho (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

MP pede esclarecimento a Bacellar

“A Procuradoria-Geral de Justiça instaurou, na última quinta-feira, 17/08, procedimento preliminar de investigação para apurar informações veiculadas em matéria do site Metrópoles (do dia 10, confira aqui), sobre imóveis relacionados ao presidente da Alerj (deputado Rodrigo Bacellar), a quem foi dirigido ofício para prestar esclarecimentos”. Foi o que a assessoria do Ministério Público (MP) informou à reportagem da Folha. Globo, G1, UOL e Veja (confira aqui, aqui e aqui) também repercutiram as denúncias contra Rodrigo. Publicada no mesmo dia 17 pelo Metrópoles (confira aqui) com título: “MP abre investigação sobre imóveis milionários do presidente da Alerj”.

 

Resposta de Rodrigo

Em nota, Rodrigo disse ter determinado aos seus “advogados, antes mesmo de ter ciência de qualquer investigação, que fosse peticionado ao MP, colocando-se à disposição para qualquer tipo de informação”. Garantiu ter “total disposição em revelar, de forma transparente e objetiva, todos os documentos e contratos que comprovam a legalidade em relação aos imóveis e sua conduta pública”. O político de Campos afirmou que todas suas movimentações estão declaradas no Imposto de Renda. E que “repudia tentativa de condenação midiática sem fundamento, baseada em denúncia política, como vimos recentemente na história do país”.

 

Guerra e paz

As denúncias contra o deputado campista na grande imprensa foram antecipadas pelo ex-governador Anthony Garotinho. Desde 2 de agosto, ele tem feito ataques a Rodrigo. Pai deste, o ex-vereador Marcos Bacellar reagiu no dia 13, com ataques pessoais ainda mais pesados contra Garotinho e a ex-governadora Rosinha. Após esta denunciar a agressão verbal à Deam de Campos, o ex-parlamentar recuou e pediu desculpas. Em meio à guerra dos patriarcas dos clãs, a pacificação entre Garotinhos e Bacellar tem sido, até aqui, mantida (confira aqui) pelos chefes dos Poderes goitacá: o prefeito Wladimir (PP) e o presidente da Câmara, vereador Marquinho (SD).

 

Ciência política adverte políticos

Nos 30 anos de fundação da Uenf, Campos lhe deve sua condição de polo universitário. E seus políticos, sobretudo os mais experientes, de quem se espera mais maturidade, têm o que aprender com a academia. No Folha no Ar do dia 8, o cientista político George Coutinho, professor da UFF, lecionou (confira aqui): “A disputa de adversários é legítima no âmbito democrático. Agora, sem utilizar de recursos vis como a ameaça, a intimidação”. No dia 15, outro cientista político, Hamilton Garcia, professor da Uenf, advertiu (confira aqui): “O mesmo Garotinho que está flechando o Bacellar, por acusações que têm que ser provadas, também respondeu à Justiça”.

 

Onde riscar a linha no chão

No Folha no Ar da manhã de ontem (22), foi a vez do especialista em finanças Igor Franco, professor do Uniflu, engrossar o coro pelo decoro na política de Campos. “Ofensas pessoais são linhas a não ser cruzadas, por qualquer uma das duas searas. Principalmente a manifestação de (Marcos) Bacellar (contra Rosinha) tem que ser rechaçada. Ele voltou atrás, percebeu que se excedeu. Esse passo atrás deveria ser a linha no chão. Quando você tem notícias que lançam suspeitas sobre um agente público, isso não é ultrapassagem de limites. O que você não pode é atribuir uma responsabilidade que não está comprovada”, ponderou.

 

 

Proibida por lei estadual, fuligem continua a incomodar os campistas (Foto: Kátia Macabu)

A revolta da fuligem (I)

Advinda da queimada de cana proibida pela lei estadual nº 5990, de 2011, a queda de fuligem voltou a incomodar os campistas nos últimos dias. Em vários pontos da cidade, são vários os registros de residências, comércios, carros, calçadas e ruas sujos. No grupo de WhatsApp do programa Folha no Ar e do blog Opiniões, hospedado no Folha 1, também têm sido muitas as reclamações. “A fuligem está prejudicando a saúde das pessoas e não se restringe ao espaço delimitado aqui. Até no Alphaville e na Pecuária está ocorrendo o mesmo. Ninguém se move para resolver isso”, cobrou a diretora de teatro e servidora federal Kátia Macabu.

 

Mais um flagrante da fuligem em ponto distinto da cidade (Foto: Sávio Gomes)

A revolta da fuligem (II)

“É um absurdo ainda se fazer queima de cana em Campos. Os criminosos fazem isso escancaradamente! Todos sabem quando há queima, até porque todos somos infernizados com a fuligem. Que, para além de ser o corpo de delito desse crime ambiental gravíssimo, é um tormento à população em suas casas. Tudo fica imundo! Até quando as autoridades públicas em Campos fingirão nada ver?”, questionou o advogado criminalista Felipe Drumond. “O silêncio das autoridades públicas! Há total desrespeito e conivência, tornam-se cúmplices e igualmente criminosos pela omissão”, completou o jornalista e psicólogo Sávio Gomes.

 

A causa da fuligem

Entende-se a revolta. E é papel do jornalismo registrá-la. Como a causa do problema secular da fuligem em Campos, à margem da lei há 12 anos. “Não há defesa para a queimada de cana. Que hoje só é feita pelos pequenos produtores. Não compensa financeiramente a eles a colheita mecanizada. Uma colheitadeira custa cerca de R$ 2 milhões. Toda a colheita da cana própria da Coagro é mecanizada. E podemos moer toda a cana dos fornecedores crua, com palha. A fuligem vem do Carvão e da Baixada, no vento sul; e da margem esquerda do Paraíba, no vento nordeste”, explicou o presidente da Coagro, Frederico Paes, vice-prefeito de Campos.

 

Mulher debate mulher nesta 5ª

De cor mais leve que o negro da fuligem, o Agosto Lilás é celebrado pelas mulheres da terra da heroína Benta Pereira contra a violência de gênero. Neste sentido, será realizada uma roda de conversa com o tema “Mulheres Unidas contra a Violência”, às 18h desta quinta (25), na Santa Paciência Casa Criativa, na rua Barão de Miracema, nº 81. Sob mediação de Magnólia Carvalho, representante em Campos da Marcha Mundial de Mulheres, as debatedoras serão a graduanda em psicologia Artemis Rezende, a assistente social Jessica Gomes e a advogada Mariana Ribeiro. O evento terá entrada franca. Todas e todos serão bem-vindos.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Da economia à ética, Lula a Wladimir no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Especialista em finanças e professor do Uniflu, Igor Franco é o convidado do Folha no Ar desta terça (22), ao vivo, a partir das 7 da manhã, na Folha FM 98,3. Pela economia e política, ele analisará estes quase sete meses do Lula 3 (PT), além do bolsonarismo, com o cerco de várias investigações se fechando (confira aqui) sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Também aos olhos das finanças e da política, Igor avaliará os governos Cláudio Castro (PL) e Wladimir Garotinho (PP). Ele também analisará a pacificação entre Garotinhos e Bacellar em meio a tambores de guerra, e os limites do decoro na política goitacá (confira aqui e aqui), além de tentar projetar as eleições a prefeito e vereador de Campos em 6 de outubro de 2024.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Na gravidade de Atafona, a casa de Bolsonaro entortou

 

Preamar da Atafona de 2 de março de 2015 (Foto: Aluysio Abreu Barbosa)

 

Ao contrário do juízo da maioria, não é o avanço do mar que derruba casas em Atafona. Progressivamente mais alta nos períodos da lua cheia, a preamar escava os alicerces das construções. Entortado seu ângulo, é a gravidade que acaba por soçobrá-las ao chão. Raul Seixas ecoa ao marulho das ondas castanhas: “José Newton já dizia/ Se subiu tem que descer”.

A casa caiu! É o que ecoa sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) desde o depoimento de Walter Delgatti na CPMI dos Atos Golpistas, na manhã de quinta. Conhecido como “hacker de Araraquara”, ganhou fama em 2019 com a Vaza Jato. Que evidenciou a promiscuidade ilegal do ex-juiz federal Sergio Moro com os procuradores da Lava Jato, que prendeu Lula em 2018.

Na CPMI, Moro chamou Delgatti de “estelionatário”. O que de fato é. E, ainda assim, foi recebido pelo então presidente Bolsonaro no Palácio Alvorada. Que lhe franqueou acesso ao ministério da Defesa para comandar teorias da conspiração contra a urna eletrônica e o TSE. E, em troca de indulto presidencial, assumir um suposto grampo ilegal de Alexandre de Moraes, ministro do STF.

Em resposta, Delgatti lembrou a Moro que leu suas conversas privadas, quando era o símbolo nacional da Lava Jato. E, com base nesse conhecimento, chamou o hoje senador do Paraná de “criminoso contumaz”. Mas a parte mais contundente do depoimento veio com as respostas do hacker de Araraquara ao deputado federal Pastor Henrique Vieira (Psol/RJ):

— Quem pediu para o senhor tentar fraudar esse sistema (das urnas eletrônicas)?

—  Carla Zambelli (deputada federal bolsonarista do PL/SP), por ordem do presidente Bolsonaro, do ex-presidente Bolsonaro!

— Quem pediu para o senhor assumir a autoria de um suposto grampo contra o ministro Alexandre de Moraes?

— O presidente Bolsonaro!

— Quem te convidou para fazer propaganda eleitoral para sugerir ao povo uma suposta fraude no sistema eleitoral?

— O marqueteiro (de Bolsonaro) Duda (Lima) e também o presidente Bolsonaro!

— Quem te encaminhou ao ministério da Defesa para elaborar questionamentos ao TSE sobre o sistema de votação?

— O presidente Jair Bolsonaro!

— Quem te disse que se o senhor cometesse um ilícito, receberia um indulto?

— O presidente Bolsonaro!

— Quem te deu carta branca para agir mesmo na ilegalidade?

— O presidente Bolsonaro!

Na noite da mesma quinta, advogado do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Cezar Bittencourt disse à Veja que seu cliente preso vendeu nos EUA, para o ex-presidente do Brasil, as famosas joias sauditas. Que são patrimônio público do povo brasileiro. Embora, ontem, o jurisconsulto tenha redito que se referiu a apenas uma joia: um relógio Rolex. Em seguida, a Veja liberou as gravações da entrevista em que o entrevistado falou claramente no plural, no dia anterior: “as joias”.

Brilha como ouro saudita o jogo de morde e assopra do experiente criminalista. O mesmo que, à época da prisão de Lula, declarou publicamente que o líder em todas as pesquisas a presidente de 2018, até ter sua candidatura indeferida pelo TSE, foi condenado por Moro sem provas. Para depois servir ao vencedor daquele pleito como ministro da… Justiça.

Ainda na noite de quinta, Alexandre de Moraes atendeu ao pedido da Polícia Federal e decretou a quebra dos sigilos bancários e fiscal de Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle, no Brasil e no exterior. Assim como o de Mauro Cid e seu pai, o general da reserva Mauro César Lorena Cid. Que recebeu a PF em sua casa no dia 11. Quando teve apreendida e divulgada uma selfie com seu reflexo na caixa das joias sauditas.

Personagem coadjuvante dos quatro Trapalhões, o Sargento Pincel parece ter sido promovido a general de quatro estrelas. Para a vergonha cada vez maior das Forças Armadas Brasileiras.

Com alicerces desnudos pela maré alta dos fatos, o ângulo da casa bolsonarista se inclinou ainda mais na manhã de ontem. Quando a PF e a Procuradoria-Geral da República — até tu, Aras? — prenderam cinco coronéis, um major e um tenente da cúpula da PM de Brasília.

Com imagens a provar, os sete militares facilitaram dolosamente o acesso dos vândalos travestidos de “patriotas” que invadiram e depredaram as sedes dos três Poderes na capital da República, em 8 de janeiro. Por isso, os sete oficiais bolsonaristas são acusados de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e por infringir a Lei Orgânica e o Regimento Interno da PM.

Na vanguarda aberta por vários de seus colaboradores, em veredas variadas, se pavimenta o caminho para Bolsonaro também ser denunciado, julgado, condenado e preso. Não será amanhã. Não servirá para pacificar o país. Mas ninguém pode dizer que, se ocorrer, será surpresa.

Se de fato acontecer, como foi na prisão de Lula, será um dia triste na história da República. Como será qualquer dia em que um seu ex-presidente for preso. Mas, ainda assim, talvez seja necessário à democracia. Contra a qual Bolsonaro foi longe demais, deixou rastros demais, foi desqualificado, desinteligente, inconsequente e arrogante demais.

O capitão não chegou lá sozinho. Só o fez por conta de gente que fingia não ver ou passava pano em suas reincidentes estultices. Enquanto erigia a própria em nome do antipetismo. Com motivos justos de críticas ao PT no poder, sobretudo ao catastrófico governo Dilma Rousseff, quem optou por curar a dor de cabeça cortando a cabeça que a costure no lugar.

Daqui em diante, é só a gravidade. Como o mar com as construções humanas em Atafona.

 

Publicado hoje na Folha da Mnhã.

 

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Prefeita de SJB, Carla fecha a semana do Folha no Ar nesta 6ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Prefeita de São João da Barra, Carla Caputi (sem partido) é a convidada para encerrar a semana do Folha no Ar nesta sexta (18), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ela falará sobre empregabilidade, saúde e educação no município, bem como sobre a importância econômica do Porto do Açu em contraste com os 47% dos sanjoanenses em situação de extrema pobreza.

Carla também falará da sua relação com a Câmara Municipal, do percentual de apenas 5% de remanejamento orçamentário e da recente aproximação política dela, assim como da deputada estadual Carla Machado (PT) que lhe passou o cargo de prefeita, com o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União). Ela também tentará projetar a eleição a prefeita e vereador de SJB em 6 de outubro de 2024, daqui a pouco mais de 14 meses.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Darcy em livro e eleições 2024 no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ex-deputado estadual e professor, Waldeck Carneiro (PSB) é o convidado do Folha no Ar desta quinta (17), a partir das 7h da manhã, ao vivo, na Folha FM 98,3. Ele falará sobre o livro “Tributo ao Centenário de Darcy Ribeiro — Intelectual, Político e Gestor Insubmisso”, que organizou e lança na Casa de Cultura Villa Maria, da Uenf, às 18h desta sexta (18).

O político progressista também analisará o governo Lula 3 (PT), o bolsonarismo e a gestão Cláudio Castro (PL) no RJ. Por fim, ele tentará projetar as eleições a prefeito nos municípios do Rio de Janeiro e Campos dos Goytacazes, em 6 de outubro de 2024, ambos com possibilidade de segundo turno.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Ciência política de Campos leciona decoro aos políticos

 

Hamilton Garcia, Wladimir Garotinho, Rodrigo Bacellar, Anthony Garotinho, Jefferson Manhães, Almy Junior e Campos dos Goytacazes (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Política de Campos por sua ciência política

“Nós, fazedores de opinião pública, mídia, intelectuais, professores, temos que buscar elevar o nível do debate, manter a serenidade dos políticos com poder, para melhorar a governança. Mas somos apenas um elo da cadeia de legitimação das práticas políticas. Não obstante o alcance do Grupo Folha, a importância da Uenf e da UFF na região”. Foi o que pregou na manhã de ontem (15), no Folha no Ar, o cientista político Hamilton Garcia, professor da Uenf. Que reforçou a cobrança de limites éticos na política goitacá feita no Folha no Ar da terça passada (confira aqui), por outro cientista político, George Gomes Coutinho, professor da UFF-Campos.

 

Sarrafo lá embaixo

“A partir da eleição (presidencial) de 1989, refletindo na despolitização da ditadura militar (1964/1985), aquela acusação do (Fernando) Collor de que Lula teria incentivado o aborto da própria filha, naquele debate da Rede Globo, o decoro político foi seguindo um plano inclinado que deu até o (Jair) Bolsonaro. Um elemento muito importante para a delimitação do decoro político é o comportamento do eleitorado. E vamos lembrar que Collor ganhou a eleição de 1989, como Bolsonaro a de 2018. O sarrafo, do ponto de vista do eleitor, está muito lá embaixo”, avaliou o professor da Uenf.

 

“Minha boquinha, minha vida”

“Outro elemento para entender esse quadro de exacerbação política é a confusão entre o público e o privado, numa competição sem teias pelo poder. Eu vejo aqui, em São João da Barra, quando tem eleição, às vezes as pessoas saem no tapa. Mas não porque estão discutindo os rumos da cidade. Saem no tapa pelas boquinhas, pela vaga no programa ‘minha boquinha, minha vida’. Onde os políticos e os seus acólitos querem chegar ao poder só para dele usufruir, não para servir à comunidade. Isso também enseja violência e rebaixa o decoro político”, exemplificou Hamilton, que trabalha em Campos e reside em Atafona.

 

Wladimir como estadista

“Há um conjunto de coisas que conspira contra a intenção do George, a minha e, com certeza, a do Grupo Folha. Por isso, Wladimir está agindo de maneira correta, quando tenta se colocar distante (confira aqui) desse recrudescimento da briga oligárquica. E se afirma como liderança que quer pacificar o convívio político em prol da cidade. Ele faz bem. Faz pouco tempo que Campos saiu da crise do declínio do preço do petróleo, em 2014, depois emendou na pandemia. Wladimir tem consciência do papel dele neste momento. Explica, inclusive, a expectativa sobre a reeleição dele. Porta-se como um estadista”, analisou o cientista político.

 

Flechadas trocadas

“Para usar aquela metáfora do (ex-procurador-geral da República Rodrigo) Janot, ‘se tem bambu, tem flecha’ (contra o governo Michel Temer), a gente tem que se perguntar por que tem tanto bambu, para a turma sair se flechando. É recíproco e o eleitor tem que tomar consciência disso. Porque o mesmo (ex-governador Anthony) Garotinho que está flechando o (presidente da Alerj, Rodrigo) Bacellar, por uma série de acusações que têm que ser provadas, também respondeu à Justiça. Como a gente viu vereadores governistas (confira aqui) desmancharem há poucos dias uma manifestação pública no Boulevard”, advertiu o professor da Uenf.

 

 

Onde o debate deve estar (I)

Fora do denuncismo e da simples ofensa, com que os patriarcas dos clãs Garotinho e Bacellar têm feito tremer a pacificação dos seus filhos com mandatos, o debate sobre Campos tem se dado no plano das ideias, dados técnicos e propostas por atores mais responsáveis. Reitor do IFF e provável candidato do PT a prefeito de Campos em 2024, no Folha no Ar de 28 de julho, o professor Jefferson Manhães fez a provocação: “Em dados recentes do Nuperj, núcleo de pesquisa da Uenf, Campos tem o dobro da área agricultável de São Francisco. Mas tem a produção econômica da agricultura igual à de São Francisco”.

 

 

Onde o debate deve estar (II)

Duas semanas depois, Wladimir respondeu no Folha no Ar da última sexta (11): “Jefferson disse que Campos tem o dobro da terra agricultável de São Francisco, e que São Francisco tem mais volume de negócios. Isso é uma inverdade! Só da cana-de-açúcar vai movimentar este ano R$ 700 milhões em Campos”. Na segunda (14) o petista contra-argumentou: “Os dados por mim apresentados dos setores agrícolas de Campos e de São Francisco têm como fontes o Nuperj da Uenf e o IBGE. Chama atenção é a confusão de informações econômicas do prefeito, misturando dados do setor agrícola com os do setor industrial”.

 

 

Onde o debate deve estar (III)

Ex-reitor da Uenf, secretário de Agricultura de Campos e quadro técnico muito respeitado da academia à política, o professor Almy Junior deu ontem a tréplica do governo Wladimir: “Não podemos buscar comparações com nossa região, cuja agropecuária não está entre as melhores do país. Precisamos pensar grande e buscar exemplos de municípios que fizeram da agropecuária uma alavanca para a geração de riquezas. A renda obtida pela agropecuária em Campos é maior do que a de São Francisco. Precisamos é atuar, e estamos atuando, em consonância, para sanar os gargalos que dificultam os avanços que sonhamos”.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Lula, Bolsonaro, Garotinhos e Bacellar no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Cientista político e professor da Uenf, Hamilton Garcia é o convidado do Folha no Ar desta terça (15), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele analisará os seis primeiros meses do governo Lula 3 (PT), a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível por 8 anos e com ex-assessores alvos de investigações da Polícia Federal, e o bolsonarismo.

Hamilton também avaliará os governos Cláudio Castro (PL) e Wladimir Garotinho (PP), falará dos limites éticos levantados por seu colega, o cientista político George Gomes Coutinho (confira aqui), e ignorados nos tambores de guerra (confira aqui) da pacificação entre Garotinhos e Bacellar. Por fim, tentará projetar as eleições a prefeito e vereador de Campos, em 2024.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Prefeitáveis de 2024, Jefferson e Wladimir debatem economia

 

Wladimir e Jefferson em encontro amistoso no lançamento da 6ª Feira de Oportunidades, no auditório da Firjan, em 31 de julho (Foto: César Ferreira/Secom)

 

“Os dados que foram por mim apresentados sobre o comparativo dos setores agrícolas de Campos e de São Francisco têm como fontes o Núcleo de Pesquisa Econômica do Rio de Janeiro (Nuperj) da Uenf e o IBGE. O que nos chama atenção é a confusão de informações econômicas apresentada pelo prefeito (Wladimir Garotinho), misturando dados do setor agrícola com os do setor industrial”. Foi o que questionou hoje o professor Jefferson Manhães de Azevedo, reitor do IFF e provável candidato do PT a prefeito de Campos em 6 de outubro de 2024, daqui a pouco mais de 14 meses.

Em entrevista ao programa Folha no Ar, da sexta-feira de 28 de julho, Jefferson já tinha usado dados do Nuperj da Uenf para fazer questionamentos. Mais precisamente, na comparação entre os municípios de Campos e São Francisco de Itabapoana, no que se refere à terra agricultável e produção:

— Nós temos que defender um projeto de retomada da industrialização desse município, investir muito na agricultura. Em dados recentes do Nuperj, que é o núcleo de pesquisa do Alcimar, do José Alves, aqui da Uenf, Campos tem o dobro da área agricultável de São Francisco, mas tem a produção econômica da agricultura igual à de São Francisco. Campos tem 60% da área agricultável da região, é o dobro de São Francisco, mas, do ponto de vista da agricultura, as receitas (se equivalem). Então, significa que Campos tem que aprender isso. Eu não estou aqui, de forma alguma, desmerecendo o nosso secretário de Agricultura (professor Almy Júnior, ex-reitor da Uenf), longe de mim. Mas, eu quero dizer que nós temos que reativar a economia desse município, e tenho certeza absoluta de que esse é o compromisso do presidente Lula, do vice-presidente Alckmin, da reindustrialização do país — disse Jefferson ao microfone da Folha FM 98,3. Confira no vídeo abaixo:

 

 

Exatas duas semanas depois, a resposta ao petista foi dada pelo prefeito Wladimir Garotinho (PP), no Folha no Ar da última sexta, dia 11:

— Falar de fora, é muito fácil. Estar dentro, com coragem para fazer acontecer, é outra (…) Então, os dados que o Jefferson passou aqui, que eu acho que podem ter sido passados pelo irmão dele (o economista José Alves de Azevedo, que integra o Nuperj), vou dar dois exemplos apenas: ele disse que Campos tem o dobro da terra agricultável de São Francisco, e que São Francisco tem mais volume de negócios do que Campos. Isso é uma inverdade! Se a gente for falar só da cana-de-açúcar… Poderia falar de outros aqui, mas só a cana-de-açúcar esse ano vai movimentar em Campos R$ 700 milhões. Desculpa, mas São Francisco não vai movimentar nem perto disso com todas as suas culturas que tiver lá. Nem perto disso! Então, não sei de onde é que ele tirou esse dado de que São Francisco movimenta mais do que Campos com metade da terra agricultável. Eu não sei, sinceramente. É um questionamento apenas — contra-argumentou Wladimir. Confira no vídeo abaixo:

 

 

Com base nos dados do Nuperj e do IBGE, Jefferson fez hoje sua tréplica ao prefeito de Campos, aprofundando questionamentos:

— O plantio, a colheita e a comercialização da cana-de-açúcar, por exemplo, estão associados ao setor agrícola da economia municipal; já a rentabilidade da produção de açúcar e álcool está associada ao setor industrial. O município de São Francisco, mesmo com seus já conhecidos desafios socioeconômicos, apresenta uma atividade agrícola muito mais diversificada, com metade da área colhida com cana-de-açúcar e a outra metade com variados cultivos, como abacaxi, mandioca, aipim, etc. Campos, por sua vez, concentra 98% de sua área colhida com cana-de-açúcar, tendo a diversificação de sua produção de alimentos localizada em pequenas propriedades familiares, cerca de 1 mil famílias. Por isso, a produtividade agrícola em São Francisco, por hectare (R$/ha), é o dobro da campista. É bom ressaltar que parte expressiva da produção de açúcar e álcool em Campos é obtida a partir da cana-de-açúcar cultivada em São Francisco — explicou Jefferson, enviando infográfico com os dados do Nuperj e do IBGE:

 

(Infográfico: Nuperj-Uenf/IBGE)

 

O reitor do IFF e provável candidato a prefeito de Campos em 2024, usou outros dados para fazer mais questionamentos sobre a posição econômica de Campos no cenário regional:

— Quando analisamos os setores econômicos em conjunto, seja pelo Valor Adicionado Fiscal, um indicador da geração da ‘riqueza local’ calculado pela secretaria de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro, ou seja, pela Dinâmica Econômica Local, mensurada pelo Nuperj-Uenf, o município de Campos dos Goytacazes também não se mostra bem colocado, quando comparado aos demais municípios da região Norte-Fluminense, estando em 5ª posição entre os municípios no primeiro indicador e na 6ª posição no segundo. Desafios que precisamos superar! — pregou Jefferson, também enviando infográfico com os dados das questões que levantou:

 

(Infográfico: Nuperj-Uenf)

 

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Documentário “Ícaro Voador” na Feijoada da Folha

 

Dora Paula, Aluysio, Christiano e Diva assistem à exibição do documentário “Ícaro Voador”, em homenagem ao jornalista Ícaro Barbosa, na 45ª Feijoada da Folha (Foto: Genilson Pessanha/Folha da Manhã)

 

Ontem (12), na 30ª edição da tradicional Feijoada da Folha, foi exibido o média-metragem de documentário “Ícaro Voador”, em homenagem ao jornalista Ícaro Barbosa, falecido precocemente em 13 de maio, véspera do Dia das Mães, com apenas 23 anos. Com roteiro meu, baseado em matéria (confira aqui) do Matheus Berriel, jornalista da Folha, o vídeo teve direção do jornalista Antunis Clayton e produção do Paulo Marques, da Plena TV.

 

Exibição do documentário sobre Ícaro concentrou no telão a atenção dos 900 participantes da Feijoada da Folha (Foto: Genilson Pessanha/Folha da Manhã)

 

Hoje (13), neste Dia dos Pais de significado inteiramente novo, o primeiro em 24 anos sem meu único filho, se completam exatos três meses que ele ficou encantado. Celebrar a vida de Ícaro, tão breve quanto intensa e marcante aos que o conheceram, é não só honrá-lo, como sobreviver à sua perda física. Sem perder de perspectiva que sobreviver ao filho, na inversão da ordem natural das coisas, é tudo que nenhuma mãe ou pai jamais desejaria fazer.

Fechado com o depoimento da sua mãe, a jornalista da Folha Dora Paula Paes, dolosamente não há eco da minha própria voz no documentário. Sobre Ícaro, a voz da sua paternidade é expressa, não sem orgulho, na multiplicidade de vozes em testemunho sobre uma vida que, em busca do sol, prevaleceu sobre a morte. E fica de exemplo, como Cruzeiro do Sul, a referenciar em luz o céu na noite da saudade.

 

Na exibição do documentário como homenagem da Feijoada da Folha de 2023, o registro de Ícaro trabalhando como jornalista, ao lado da sua mãe, Dora, na cobertura da Feijoada de 2022 (Foto: Genilson Pessanha/Folha da Manhã)

 

O primeiro registro da homenagem a Ícaro na Feijoada da Folha foi feito ainda ontem (confira aqui), pelo jornalista Rafael Khenaifes Abud, no site “Diário da Planície”. Abaixo, em seus 16 minutos, com açúcar e muito afeto, o documentário “Ícaro Voador”:

 

 

 

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Diva e Ícaro Abreu Barbosa — A história de uma avó e seu neto

 

Companheiros de viagem, Ícaro e Diva Abreu Barbosa, neto e avó, nas escadarias da Casa e Museu do escritor Victor Hugo, no entorno da Place des Voges, na Paris de 11 de fevereiro deste ano (Foto: Aluysio Abreu Barbosa)

Navegar (e voar) é preciso, viver não é preciso…

Por Diva Abreu Barbosa(*)

 

 

Parafraseando Fernando Pessoa, ainda estamos buscando um sentido. Ainda mais agora, neste momento. Mais do que nunca. A vida não permite previsões ou planejamentos imutáveis. Nem regras determinadas e inflexíveis. Tudo pode mudar. A todo momento. Esse é o segredo.

A vida, com os seus mistérios, nos reserva imprevisíveis e inimagináveis realidades, como as preconizadas, por exemplo, na mitologia, notavelmente, advindas da longínqua Grécia. E cujo panteão revelou Ícaro, tão perto de nós… e agora tão longe.

Para fugir do labirinto em que estava preso, na ilha de Creta, aquele Ícaro usou asas feitas de penas de aves para voar, construídas pelo seu pai, Dédalo. Que o havia alertado sobre o perigo de chegar muito perto do sol, já que o calor poderia derreter a cera que unia as penas.

Todavia, no mundo real, entre as lendas, mitos e deuses, transitam pessoas com seus sonhos, encantos, desejos, sentimentos e existências. Algumas, genuínas, passam voando pela vida, com a pressa dos que são intensos, sagazes e impetuosos, como o menino, o rapaz, o jovem, o meu neto, Ícaro Paes Pasco Abreu Barbosa.

Seu nome, dado pelo pai, Aluysio, enraiza-se na palavra grega “ikaos”, que significa “seguidor”, ou “aquele que alcança o céu”. E essa também foi a sua escolha: subir ao céu para estar mais próximo do sol, fazer parte do seu brilho.

“Carô”, o autoapelido que se deu, cresceu… e chegou aos 23 anos de idade! Recentemente, convivemos inesquecíveis e intensíssimos momentos com ele e seu pai, meu filho, passando e passeando por Paris, assim como o fizemos no México anos atrás.

Quanta doçura, quantas peraltices e quantas inefáveis e indeléveis lembranças e compartilhamentos, que hoje também me remetem ao seu nascimento, infância e adolescência, criando-se e desenvolvendo-se na redação da Folha da Manhã. Onde iniciava com sucesso e, prematuramente, sua vida profissional como jornalista.

Amante de História, como essa hoje dolorida e machucada avó, estudou e cursou a disciplina. Mas decidiu ser jornalista, como o seu pai, a sua mãe, Dora, e o seu avô Aluysio. E, assim, alcançou reconhecimento pessoal e profissional, raras vezes atingida tão cedo, mas reconhecida por todos.

Pelo seu dinamismo, dedicação e determinação, passou também a integrar a diretoria do jornal. Foi admirado pelos colegas e amigos pela sua simpatia, vivacidade, empatia, doçura, despojamento de vaidades e alegre brejeirice.

Na rotina do dia-a-dia, e nos anos de sua vida, descobriu heróis, mitos e talentos. Os reconheceu em sua leitura de Homero, Heródoto, Tucídides, Plutarco, William Shakespeare, Mark Twain, Edward Giggon, Friederich Nietzsche, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, William Faulkner, Jack Kerouac, Hunter Thompson e muitos outros, que curtiu e admirava.

Na música, também influenciado pelo pai, tornou-se fã de Robert Johnson, BB King, Aretha Franklin, Janes Joplin, Beatles, Eric Clapton, Buddy Guy, Raul Seixas, Rita Lee, Barão Vermelho, Cazuza, Legião Urbana, Nirvana, The Doors… quantas portas abertas, Carô.

Quanta vida! Quantos sonhos! Quantas alegrias! Quanta intensidade permearam a trajetória desse irreverente e plural Ícaro, que tinha pressa de alcançar o céu… tudo, muito rapidamente! Mas cuja brevidade nunca apagará entre nós o seu brilho, o seu calor moreno de pele exposta ao sol de Atafona e Ítaca. Que nos aqueceu e aquece.

Assim o amamos, sempre. Porque, mesmo com muita dor, “navegar (e voar) é preciso, viver não é preciso…”. Como mulher, mãe e sua avó orgulhosa, sei que um dia nos reencontraremos. Onde você estiver, meu doce príncipe, nessa vida que segue.

 

(*)Diretora-presidente do Grupo Folha, empresária e professora de História

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Lula, Jefferson e Caio se encontram no Rio de Paes

 

Lula hoje no Rio com o reitor do IFF e provável candidato do PT a prefeito de Campos em 2024, Jefferson Manhães de Azevedo (Foto: Divulgação)

Desde 3 de junho, na coluna Ponto Final, de opinião da Folha da Manhã, republicada neste blog, foi adiantado (confira aqui):

— O prazo para filiação partidária vai até 6 de abril do próximo ano, com convenções em julho, a todos que quiserem disputar as eleições municipais de 6 de outubro de 2024, daqui a 16 meses. Mas, em Campos, as movimentações já começaram às disputas a vereador e prefeito. Nesta, salvo o imponderável, dois nomes hoje parecem certos: Wladimir Garotinho (PP), na tentativa natural de reeleição, e o professor Jefferson Manhães de Azevedo (PT), reitor do IFF (…) Além destes, todos os demais nomes dependem da conjuntura.

Após Jefferson admitir a possibilidade de se candidatar a prefeito de Campos no Folha no Ar do último dia 28 (confira aqui), mesmo programa da Folha FM 98,3 que amanhã recebe o prefeito Wladimir, o reitor do IFF apareceu hoje na Globo News, em rede nacional, com o presidente Lula (PT), na cidade do Rio de Janeiro. Como adiantou (confira aqui) o secretário de Comunicação do PT de Campos, Gilberto Gomes, em seu blog hospedado no Folha1, o encontro se deu nas assinaturas do acordo do Porto Maravilha, do ato de coordenação de Aeroportos do Rio e da parceria com o Impa Tech, a Faculdade de Matemática.

Lindbergh Farias, Caio Vianna, Jefferson Manhães de Azevedo e João Mauricio de Freitas hoje no Rio (Foto: Divulgação)

Além do encontro com o presidente do Brasil, que demonstrou entusiasmo com a possibilidade de Jefferson se candidatar pelo PT a prefeito de Campos, o reitor do IFF aproveitou a oportunidade para afinar aproximações políticas. Além do deputado federal Lindbergh Farias e do presidente fluminense do PT, João Mauricio de Freitas, Jefferson também se reuniu com o deputado federal Caio Vianna (PSD).

O filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT) apoiou Lula em Campos no segundo turno presidencial de 2022. Não está descartada uma aliança sua com o PT numa chapa majoritária goitacá em 2024. Que serviria para Eduardo Paes (PSD), responsável pelo mandado assumido por Caio na Câmara de Deputados, espelhar em Campos a união que pretende montar para tentar sua reeleição como prefeito da cidade do Rio.

 

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Wladimir fecha a semana do Folha no Ar nesta sexta

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

O prefeito Wladimir Garotinho (PP) é o convidado para fechar a semana do Folha no Ar nesta sexta (11), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele analisará o que considera os principais acertos e erros dos seus dois anos e meio do governo de Campos.

Wladimir também falará da pacificação entre Garotinhos e Bacellar na Câmara Municipal, em meio a troca de ataques entre lideranças dos dois grupos políticos. Por fim, ele tentará projetar as eleições a prefeito, na qual aparece como favorito em todas as pesquisas até aqui, e vereador de Campos, em 6 de novembro de 2024, daqui a menos de 15 meses.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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