Jornalista e analista político dos jornais Correio Braziliense e Estado de Minas, Luiz Carlos Azedo é o convidado do Folha no Ar desta terça (02), ao vivo a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele dará sua projeção das eleições a governador e senador do Estado do Rio de Janeiro.
Azedo também tentará projetar a eleição a presidente da República. Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Todas indicam a mesma coisa: fora da margem de erro, a vantagem de Lula no primeiro turno. Como, também fora da margem e erro, o segundo turno com vitória de Lula. No primeiro turno das sete pesquisas, Lula lidera entre 41% e 45%, com Bolsonaro entre 31% e 37%. No segundo, Lula venceria entre 47% e 54%, contra Bolsonaro entre 34% e 38%. O favoritismo do petista não é novidade. Mesmo após ser preso por corrupção pela Lava Jato, em 7 de abril de 2018, ele liderava a corrida presidencial. Até ter o registro da sua candidatura indeferido em 31 de agosto. No mesmo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) hoje atacado por Bolsonaro.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Na referência às duas últimas pesquisas presidenciais de 2022, Lula liderava em 2018 com vantagem maior do que tem hoje. Na Datafolha de 20 a 21 de agosto de 2018, tinha 39% das intenções de voto, contra 19% de Bolsonaro. Na BTG/FSB de 25 e 26 de agosto de 2018, tinha 35%, contra 22% de Bolsonaro. Só com Lula tirado do páreo e representado pelo preposto Fernando Haddad, o capitão se elegeu presidente no segundo turno de 2018. Para fazer do ex-juiz Sergio Moro, após condenar Lula, ministro da Justiça. Antes deste sair em abril de 2020 atirando no governo. Chamado de “rato” pelos que antes o aclamavam como “Super-Moro”.
De qualquer maneira, além dos banqueiros que assinaram o manifesto da Faculdade de Direito da USP, a poderosa Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) prepara o seu próprio manifesto em defesa da democracia. Que será lançado em 11 de agosto. Com a democracia no país, sem ruptura institucional e de contratos, inclusive o social, defendida até por banqueiros e pela Fiesp, o comerciante de Campos que apoia Bolsonaro e suas ameaças autoritárias gera um quadro insólito. É como se o Flamenguinho do Piauí avocasse para si o Mundial de Clubes conquistado em 1981 pelo Flamengo da Gávea. E noção de ridículo nunca fez mal a ninguém.
“Lula ladrão!”. É o que bradam os apoiadores de Bolsonaro. Com a mesma convicção dos que, no lado oposto, esgoelam “Bolsonaro fascista! ”, “Bolsonaro homofóbico!”, “Bolsonaro racista!”, “Bolsonaro machista!”, “Bolsonaro genocida!”, “Bolsonaro miliciano!” ou “Fora Bolsonaro!”. De fato, mais do que as intenções de voto, parece ser a rejeição aos dois principais candidatos o fator determinante à definição das urnas presidenciais de outubro. Sobretudo em um eventual segundo turno, onde a rejeição tem por natureza fixar o teto de crescimento aos dois maiores pisos de voto alcançados no primeiro turno.
Bolsonaro é o líder da rejeição em todas as pesquisas. Nas duas últimas de julho, antes da Datafolha, o capitão apareceu com 58% dos brasileiros que não votam nele de maneira nenhuma na XP/Ipespe e na BTG/FSB. Instituído no Brasil com a Constituição de 1988, o segundo turno só existe para que o candidato eleito tenha o mínimo de 50% mais 1 dos votos válidos. Para quem tem 58% de rejeição, como Bolsonaro tem, a eleição é aritmeticamente impossível. Com 43% de rejeição na XP/Ipespe e 42%, na BTG/FSB, Lula também tem que se cuidar. Mas, na batalha entre antibolsonarismo e antipetismo, o primeiro hoje é mais forte.
Criado em 2020, no auge da pandemia da Covid no Brasil, o Orçamento Secreto são emendas com dinheiro público a deputados federais e senadores, sem revelar o nome do parlamentar ou destino da verba, nem fiscalizar sua aplicação. Foi uma ideia do ministro/general Luiz Eduardo Ramos, preocupado com os já mais de 100 pedidos de impeachment contra Bolsonaro na Câmara Federal. Que teve acolhida do Centrão, ao qual Bolsonaro sempre pertenceu em 30 anos de vida parlamentar, e do deputado federal Arthur Lira (PP/AL), presidente da Câmara e aprendiz de Eduardo Cunha (hoje, PTB) que superou o mestre.
Eduardo Cunha e Arthur Lira em sessão da Câmara de 2015 (Foto: Luís Macedo/Câmara dos Deputados)
O fato é que a soma do Mensalão e do Petrolão do PT é de R$ 18,1 bilhões. O Orçamento Secreto de Bolsonaro consumiu 16,5 bilhões do dinheiro público em 2020, R$ 16,9 bilhões em 2021 e já tem reservados R$ 19 bilhões a serem gastos em 2023, também para financiar a reeleição de Lira a presidente da Câmara no próximo ano. Somadas as faturas, as já pagas e a ainda a pagar, o Orçamento Secreto custou aos cofres públicos R$ 52,4 bilhões. Na subtração simples, operação tão praticada nos governos petistas e de Bolsonaro, o PT fica R$ 34,3 bilhões atrás do governo do “acabou a mamata”, apoiado pelos “cidadãos de bem”.
A contar de hoje, faltam 67 dias para as urnas das eleições nacionais de 2 de outubro. Até aqui, todas as pesquisas de julho projetam o 2º turno de 30 de outubro, entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). Assim como para governador do Rio, entre o atual, Cláudio Castro (PL), e o deputado federal Marcelo Freixo (PSB). A diferença está no resultado do 2º turno. A governador, o cenário projetado é a incerteza do empate técnico, na margem de erro. A presidente, fora da margem de erro, todas as pesquisas apontam a vitória final de Lula.
Duas novas pesquisas nacionais
No sábado (23), a coluna analisou três pesquisas: a PoderData e a Exame/Ideia foram nacionais; e a Ipec, só no RJ. Na segunda (25), mais duas pesquisas nacionais foram divulgadas: a XP/Ipespe, feita de quarta (20) a sexta (22); e a BTG/FSB, de sexta a domingo (24). Ao 1º turno, a BTG/FSB deu Lula com 44% das intenções de voto, contra 31% de Bolsonaro. Com a vitória do petista no 2º turno, com 54% contra 36% do capitão. Ao 1º turno, a XP/Ipespe deu Lula com 44%, contra 35% de Bolsonaro. Com a vitória do petista no 2º turno, com 53% contra 36% do capitão.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Vantagem de Lula no 1º e 2º turno
A BTG/FSB e a XP/Ipespe ouviram, cada uma, o mesmo quantitativo de 2.000 eleitores e via Cati (entrevistas telefônicas assistidas por computador). Nas projeções do 1º turno, a vantagem de Lula para Bolsonaro ficou em 13 pontos na BTG/FSB. E em 8 pontos na XP/Ipespe. Nas simulações do 2º turno, a vitória de Lula sobre Bolsonaro se daria por 18 pontos de vantagem na BTG/FSB. E por 17 pontos na XP/Ipespe. Na margem de erro de 2 pontos (FSB) ou 2,2 pontos (Ipespe) para mais ou menos, as duas pesquisas viram coisas próximas no 1º turno. E o mesmo no 2º turno.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Vantagem cresce ou diminui? (I)
Com muitas semelhanças na metodologia e na projeção dos resultados do 1º e 2º turnos presidenciais, ambos com liderança de Lula, BTG/FSB e XP/Ipespe têm também diferenças. Comparada com a XP/Ipespe anterior, de 1º de junho, a de ontem revelou queda de 1 ponto de Lula, que foi de 45% a 44% de intenções de voto no 1º turno. Como o crescimento de 1 ponto de Bolsonaro, de 32% a 33%. Comparada com a BTG/FSB anterior, de 11 de julho, a de segunda registrou crescimento de 3 pontos de Lula, de 41% a 44% no 1º turno. E a queda de 1 ponto de Bolsonaro: de 32% a 31%.
Todas essas diferenças estão na margem de erro das pesquisas, como as evoluções dos demais presidenciáveis, o que demonstra a estabilidade do quadro. O que difere essa eleição presidencial de todas as demais desde 1989, quando passaram a ser em dois turnos e voltaram a ser pelo voto popular, são os altos índices de intenção espontânea desse voto. Que revela como a eleição de outubro já está cristalizada. Da boca do eleitor, sem que lhe sejam apresentados os nomes dos candidatos, ele já dá os mesmos 40% a Lula e 30% a Bolsonaro, na BTG/FSB e na XP/Ipespe espontâneas.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
RJ/Brasil
Tão perto das urnas, o que serve para projetá-las é a consulta estimulada, com os nomes dos candidatos. Na pesquisa Ipec de quinta a governador do Rio, Castro teve 20% de intenção de voto na estimulada do 1º turno, com 14% a Freixo. Já na espontânea, Castro não foi além dos 12%, com 8% a Freixo. A diferença proporcional entre espontânea e estimulada, como geralmente ocorre, ainda é grande. Já Lula, com 40% na espontânea, só chega a 44% nas estimuladas BTG/FSB e XP/Ipespe. Por sua vez, com 30% na espontânea, Bolsonaro só chega a 31% na estimulada BTG/FSB. E a 35% na XP/Ipespe.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
As desvantagens de Bolsonaro
O que as pesquisas revelam, qualquer um pode notar: quem vota em Lula, já vota; quem vota em Bolsonaro, também. Mas o presidente tem três desvantagens. A primeira é o piso eleitoral inferior. A segunda, que fixa o teto de crescimento no 2º turno, é a rejeição. Bolsonaro a lidera na BTG/FSB e na XP/Ipespe, com 58% que não votam nele de maneira nenhuma. Lula tem 42% de rejeição na BTG/FSB, e 43% na XP/Ipespe. A terceira desvantagem são os ataques do capitão à democracia e à urna eletrônica. Que só agradam ao voto que já tem. E crescem quem não vota nele de maneira nenhuma.
Ainda que dentro da margem de erro, de 2 pontos para mais ou menos, cresceu a vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida pelas urnas de 2 de outubro, daqui a exatos 69 dias. Foi o que revelou a pesquisa BTG/FSB feita por telefone com 2.000 eleitores, entre sexta (22) e domingo (24). Comparada com a BTG/FSB anterior, divulgada em 11 de julho, na de hoje Lula cresceu suas intenções de voto de 41% para 44%, enquanto Bolsonaro caiu de 32% para 31%. A diferença entre os dois, que era de 9 pontos há 14 dias, agora subiu para 13 pontos.
Na projeção ao segundo turno de 30 de outubro, apontado por todas as pesquisas presidenciais de julho e confirmado pela nova BTG/FSB, Lula também aumentou sua vantagem para Bolsonaro. Se venceria o turno final por 53% a 37% na pesquisa de 11 de julho, na de hoje o ex-presidente apareceu batendo o atual por 54% a 36%. A diferença entre os dois, que era de 16 pontos na projeção do segundo turno feita há 14 dias, abriu agora para 18 pontos de vantagem do petista sobre o capitão.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Separado fora da margem de erro dos dois líderes da corrida presidencial, a consulta estimulada do primeiro turno da BTG/FSB confirmou o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 9% de intenções de voto, na terceira posição. Ele veio seguido da senadora Simone Tebet (MDB) e do deputado federal André Janones (Avante), com 2% cada; e do influenciador digital Pablo Marçal (Pros), com 1%. Na simulação do segundo turno, Lula bateria também Ciro, por 48% a 32%; assim como a Tebet, por 54% a 25%. Bolsonaro, além de Lula, perderia o segundo turno também para Ciro: 38% a 49%. E ficaria no empate exato com Tebet: 41% a 41%.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
O que explica a projeção de derrota para Bolsonaro no segundo turno contra Lula ou Ciro é a rejeição. O segundo turno só existe para que o candidato vencedor alcance o mínimo de 50% mais um dos votos válidos. Para passar pelo primeiro turno, valem as intenções de voto. Aos dois que chegam ao segundo turno, vale a rejeição. É ela que fixa o teto de crescimento dessas mesmas intenções de voto entre os dois turnos. Pela BTG/FSB de hoje, 58% dos brasileiros que não votariam de maneira nenhuma em Bolsonaro, contra 42% de Lula e 47% de Ciro. Para quem tem 58% de rejeição, como Bolsonaro tem, é aritmeticamente impossível alcançar 50% mais um dos votos.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística pelo IBGE
— No cenário estimulado ao primeiro tunro, Lula cresceu 1 ponto acima da margem de erro de 2 pontos, saindo de 41%, na pesquisa divulgada em 11 de julho, para 44%, na pesquisa publicada hoje, enquanto Bolsonaro, ao cair de 32% para 31%, oscilou numericamente para baixo dentro da margem de erro. O levantamento estimulado para o segundo turno da pesquisa divulgada hoje aponta para estabilidade em relação à pesquisa divulgada em 11 de julho, com Lula oscilando numericamente 1 ponto percentual para cima: de 53% para 54%. E Bolsonaro caindo 1 ponto percentual para baixo: de 37% para 36%. Na rejeição, 58% continuariam a não votar em Bolsonaro de jeito nenhum, o mesmo percentual registrado na pesquisa de 11 de julho, enquanto 42% não votariam em Lula, contra 44% da última pesquisa — analisou o geógrafo William Passos, com especialização doutoral em Estatísticas do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE.
A PoderData e a Exame/Ideia confirmaram todas as demais pesquisas, com a liderança isolada de Lula no primeiro turno. Mas com uma importante diferença: na PoderData, como todas as pesquisas presidenciais de julho, a diferença entre Lula e Bolsonaro diminuiu. Comparada a PoderData desta semana com a anterior, divulgada em 6 de julho, a diferença de Lula a Bolsonaro diminuiu: de 8 pontos (44% a 36%) aos 6 atuais (43% a 37%). Comparada a Exame/Ideia desta semana com a anterior, divulgada em 23 de junho, a diferença de Lula para Bolsonaro aumentou: de 9 pontos (45% a 36%) para os atuais 11 (44% a 33%).
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Reação a mentiras
Na margem de erro das duas pesquisas, as diferenças apontam estabilidade. Mas trazem alerta a Bolsonaro. Embora dentro da margem de erro, o presidente vinha crescendo em todas as pesquisas de julho. E caiu na Exame/Ideia, primeira a pegar de maneira consistente o reflexo das mentiras comprovadas repetidas pelo capitão contra o sistema eleitoral que elegeu ele e seus filhos, diante de embaixadores estrangeiros, na segunda (18). Assim como a reação forte contra a ameaça golpista de Bolsonaro, por várias instituições públicas do país e do mundo. Inclusive o Departamento de Estado dos EUA, na quarta (20), último dia da Exame/Ideia.
O segundo turno também parece ser a única certeza, até aqui, da eleição a governador do RJ. Com os dois primeiros colocados em empate técnico, dentro da margem de erro, no primeiro e segundo turnos. Na Ipec divulgada na quinta (21), Castro apareceu com 20% de intenções de voto, contra 14% de Freixo, na consulta estimulada do primeiro turno. E um segundo turno projetado pela pesquisa em 34% de Castro a 33% de Freixo, quase um empate exato. Freixo tem, no entanto, a desvantagem da rejeição. São 26% os eleitores fluminenses que não votariam nele de maneira nenhuma a governador. Castro tem rejeição bem menor: 15%.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
A senador e presidente no RJ
Na maior vantagem registrada nas pesquisas eleitorais da semana, Romário (PL) caminha até aqui tranquilo em sua tentativa de ficar com a única vaga do RJ ao Senado. No cenário principal da Ipec, ele tem 30% de intenções de voto na consulta induzida. Segundo colocado, sem ainda ter definido se concorrerá a senador, Marcelo Crivella (Republicanos) tem 11%. Romário e Crivella são aliados de Bolsonaro. O que contrasta com a pesquisa Ipec do voto fluminense a presidente. No RJ, Lula lidera fora da margem de erro a corrida ao primeiro turno: 41% a 34% de Bolsonaro. A quem bateria também no segundo turno, por 47% a 39%.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Rufino Gomes de Barros
Comércio de luto
Morreu na quinta (21) e foi sepultado ontem, no Cemitério do Caju, o comerciante Rufino Gomes de Barros. Português de São João do Ver e radicado em Campos, foi fundador e proprietário da Refrigeração Portuguesa, que marcou época no comércio goitacá por 40 anos, na rua Barão de Amazonas, até fechar as portas há seis anos. Ele estava internado há cerca de 15 dias na Santa Casa de Misericórdia de São João da Barra, onde residia, por conta da Covid-19. Que, mesmo com as quatro doses de vacina, evoluiu para pneumonia e parada cardiorrespiratória. A coluna registra seu pesar à família, aos amigos e ex-clientes.
Morreu ontem (21), aos 80 anos, o comerciante Rufino Gomes de Barros. Português de São João do Ver e radicado em Campos, foi fundador e proprietário da Refrigeração Portuguesa, que marcou época no comércio goitacá por 40 anos, na rua Barão de Amazonas, até fechar as portas há seis anos.
Rufino estava internado há cerca de 15 dias na Santa Casa de Misericórdia de São João da Barra, onde residia, por conta da Covid-19. Que, mesmo com as quatro doses de vacina, evoluiu para pneumonia e parada cardiorrespiratória. Seu corpo está sendo velado na capela do Cemitério do Caju, onde será sepultado às 14h de hoje. Ele deixa a esposa Arleta, os filhos Teresa e Marcelo, e os netos João Marcelo, Arthur e Liz.
Conheci Seu Rufino desde a adolescência, através da amizade com seus filhos Marcelo e Teresa. A eles e a toda a família, o mais sincero sentimento de pesar.
Feita entre as últimas sexta (15) e quarta (20), a pesquisa presidencial Exame/Ideia divulgada hoje é a quinta deste mês de julho a apontar o segundo turno entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). Isso depois que as pesquisas de maio e junho vinham apontando a possibilidade de o petista fechar a fatura já no primeiro turno. Segundo a Exame/Ideia, Lula permanece na liderança isolada da corrida, com 44% de intenções de voto na consulta estimulada. São 11 pontos de vantagem sobre os 33% de Bolsonaro. Na projeção do segundo turno de 30 de outubro, o ex-presidente bateria o atual por 47% a 37%. A pesquisa ouviu 1.500 pessoas por telefone, com margem de erro de 3 pontos para mais ou menos.
Na Exame/Ideia estimulada ao primeiro turno, depois de Lula e Bolsonaro, vieram o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 8%; a senadora Simone Tebet (MDB), com 4%; o deputado federal André Janones (Avante), com 2%; e o cientista político Luiz Felipe D’Ávila (Novo) e o empresário Pablo Marçal (Pros), com 1% cada; mais 4% de branco e nulo e 2% de indecisos. Os demais presidenciáveis ficaram abaixo de 1 ponto percentual.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Se as pesquisas de maio e junho, incluindo duas Datafolha, chegaram a indicar a possibilidade de Lula ganhar a eleição já no primeiro turno, todas as pesquisas de julho vinham mostrando, dentro das suas margens de erro, queda de Lula e recuperação de Bolsonaro. Foi o que revelaram as duas últimas pesquisas PoderData, divulgadas em 6 e 20 de julho, assim como a Genial/Quaest de 6 de julho e a BTG/FSB de 11 de julho. Comparado com sua pesquisa anterior de 23 de junho, a Exame/Ideia de hoje registrou queda de 1 ponto de Lula: de 45% a 44%. Mas também registrou queda ainda maior, de 3 pontos, de Bolsonaro: de 36% a 33%.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
A depender de confirmação das próximas pesquisas, essa queda do presidente só na Exame/Ideia pode refletir a reação ao ato promovido por ele no Palácio do Alvorada, com estrutura pública do governo, na última segunda (18). Quando reuniu embaixadores de 70 países estrangeiros para repetir mentiras comprovadas contra o mesmo sistema eleitoral que elegeu Bolsonaro e seus filhos. E mereceu a condenação de quase todas as instituições e pessoas públicas do país. Assim como da embaixada e do Departamento e Estado dos EUA, que reforçaram sua crença na lisura das eleições brasileiras e cobraram respeito ao resultado. Pesquisas internas do próprio PL, partido do capitão, já revelaram que seus ataques sem provas à urna eletrônica que o elegeu em 2018 são encarados como discurso de perdedor em 2022.
— A exemplo do que vem apontando os demais institutos, por diferentes metodologias, a 73 dias das eleições, a Exame/Ideia, divulgada hoje também aponta para um segundo turno entre Lula e Bolsonaro. Lula oscilou 1 ponto percentual para baixo, com 44% das intenções de votos, enquanto Bolsonaro caiu numericamente 3 pontos, para 33%. No levantamento anterior, divulgado em junho, Lula tinha 45% e Bolsonaro, 36%. Na PoderData divulgada ontem, Lula registrou 43% e Bolsonaro 37%. Considerando a margem de erro das duas pesquisas, 2 pontos para cima ou para baixo no caso da PoderData, os resultados são idênticos, reforçando a pouca mudança na intenção de votos dos eleitores e a alta probabilidade de segundo turno — analisou o geógrafo William Passos, com especialização doutoral em Estatísticas do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE.
O fato é que a Exame/Ideia confirmou todas as demais pesquisas de julho. No segundo turno hoje projetado, Lula venceria não só Bolsonaro fora da margem de erro. Mas qualquer outro possível adversário. O ex-presidente bateria Ciro por 44% a 31% e Tebet por 48% a 25%. Por sua vez, o atual presidente venceria Ciro, mas no empate técnico, por 39% a 35%. E, fora da margem de erro, bateria Tebet por 40% a 26%.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
O que explica a derrota do capitão para Lula no segundo turno, como seu empate técnico com Ciro, é a rejeição. Bolsonaro lidera o índice negativo. Pela Exame/Ideia ele tem 46% dos eleitores que não votariam nele de maneira nenhuma. Lula vem logo atrás, com rejeição também muito alta de 40%. Bem atrás, Ciro tem 19%, com apenas 7% para Tebet.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
— No segundo turno entre Lula e Bolsonaro, a Exame/Ideia mostra intenção de voto um pouco menor para Lula, de 47%, em relação à PoderData divulgada ontem: 51%. Mas nada que altere a vitória do petista no segundo turno. Já as intenções de voto de Bolsonaro, dentro da margem de erro, são as mesmas pelas duas pesquisas realizadas por telefone. Na Exame/Ideia de hoje, Bolsonaro alcança 37%. Na PoderData de ontem, 38%. Quanto à rejeição, o cenário se mantém estável nas oscilações entre as duas pesquisas. Na Exame/Ideia, 46% dos eleitores não votariam de forma alguma em Bolsonaro, contra 52% da PoderData. Já 40% na Exame/Ideia não votariam de jeito nenhum em Lula, contra 38% da PoderData — finalizou William.
Romário e Lula (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
O ex-craque Romário (PL) está dando de goleada na disputa pela única vaga para se reeleger ao Senado Federal pelo Estado do Rio. Mas, apesar da preferência pelo senador bolsonarista, o eleitor fluminense dá ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a liderança fora da margem de erro na corrida pelo Palácio do Planalto contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), que fez toda a sua carreira política no RJ. A exatos 73 dias das urnas de 2 de outubro, foi o que revelou hoje a pesquisa Ipec (antigo Ibope), feita entre os últimos sábado (16) e terça (19), com 1.008 entrevistados de 31 municípios.
Ao Senado, Romário apareceu com 30% das intenções de voto na Ipec. São 19 pontos de vantagem sobre segundo colocado, que ainda não confirmou a intenção de concorrer a senador: o ex-prefeito carioca Marcelo Crivella (Republicanos), com 11%.
Por sua vez, na Ipec presidencial estimulada no Estado do Rio, Lula ocupa a liderança isolada, com 41% das intenções de voto. E vem seguido por Bolsonaro, com 34%. São 7 pontos de vantagem do petista sobre o capitão, fora da margem de erro de 3 pontos para mais ou menos da pesquisa.
Na corrida ao Senado pelo RJ registrada pela Ipec, depois de Romário e Crivella, vieram o deputado federal Alessandro Molon (PSB), com 9%; os também deputados federais Clarissa Garotinho (União) e Daniel Silveira (PTB), ambos bolsonaristas, com 6% cada; e o deputado estadual André Ceciliano (PT), com 4%; e o babalaô Ivanir dos Santos (PDT), com 1%.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Na corrida presidencial no RJ registrada pela Ipec, depois de Lula e Bolsonaro, vieram o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 6% das menções; a senadora Simone Tebet (MDB), com 2%; e o deputado federal André Janones (Avante), o influenciador digital Pablo Marçal (Pros) e a socióloga Vera Lucia (PSTU), com 1% de menções cada.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Segundo a pesquisa Ipec, Lula também ganharia o segundo turno presidencial entre o eleitorado fluminense: 47% contra 39% de Bolsonaro. Outros 12% disseram que vão votar em branco ou anular o voto, com 2% de indecisos. Na pesquisa espontânea, a vantagem no Estado do Rio também é do petista: 35% contra 30% do capitão.
Claúdio Castro e Marcelo Freixo (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
O governador Cláudio Castro (PL) lidera a corrida pelo Palácio Guanabara nas urnas de 2 de outubro, daqui a exatos 73 dias, com 20% das intenções de voto. Mas em empate técnico, no limite da margem de erro, com o deputado federal Marcelo Freixo (PSB), que tem 14%. Foi o que revelou a pesquisa Ipec (antigo Ibope), feita entre sábado (13) e terça (19) e divulgada hoje, na consulta estimulada sem o ex-prefeito carioca Marcelo Crivella (Republicanos). A pesquisa incluiu o ex-governador Anthony Garotinho (União), pois já estava sendo feita quando ele anunciou na terça que não vai concorrer mais ao Governo do RJ. Na projeção do segundo turno de 30 de outubro, Castro também ficou na frente, mas em empate técnico ainda mais apertado com Freixo: 34% a 33%. Com 1008 entrevistados de 31 municípios fluminenses, a margem de erro da pesquisa Ipec foi de 3 pontos para mais ou menos.
Embora a eleição a governador do Rio de Janeiro esteja claramente polarizada entre Castro e Freixo, como ocorre na eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), diferente desta, não está cristalizada. Entre o petista e o capitão, as pesquisas presidenciais apontam uma diferença muito pequena, às vezes nenhuma, entre a intenção de voto espontânea (sem a apresentação dos nomes dos candidatos) e a estimulada (com a apresentação dos nomes). O que revela o voto cristalizado entre os dois líderes. Já para govenador do Rio, essa diferença ainda é muito grande. Na Ipec, Castro lidera com 12% na espontânea (oito pontos a mesmo que a estimulada), enquanto Freixo fica com 8% (6 pontos a menos que a estimulada). O que revela um voto ainda não cristalizado entre os dois líderes.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Quando a pergunta não é a intenção de voto, mas quem o eleitor fluminense não votaria de jeito nenhum, a Ipec confirmou a Genial/Quaest divulgada há uma semana. E revelam o principal motivo para o União não ter dado a Garotinho a vaga para disputar mais uma vez a governador. No Ipec, o político de Campos também liderou a rejeição, com 48%. Ele foi seguido no índice negativo por Crivella, rejeitado por 39%; Freixo, por 26%; Cyro, por 17%; Temer, por 16%; Castro, por 15%; Laranjeira, por 14%; Serra e Rodrigo Neves, por 13% cada; e Paulo Ganime por 10%. O entrevistado podia citar mais de um nome de candidato em quem não votaria de maneira nenhuma, por isso a soma ultrapassa 100%.
A vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida pelas urnas de 2 de outubro, daqui a exatos 74 dias, hoje é de 6 pontos. É o que registou a nova pesquisa PoderData, feita entre 17 e 19 de julho e divulgada hoje (20). Na consulta estimulada, Lula lidera com 43% de intenções de voto, contra 37% de Bolsonaro. Atrás, vêm o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 6%; a senadora Simone Tebet (MDB), com 3%; o deputado federal André Janones (Avante), com 2%; e o influenciador virtual Pablo Marçal (Pros), com 1%. No segundo turno de 30 de outubro, o petista bateria o capitão por 51% a 38%.
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em Estatísticas do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE
— A 74 dias das eleições, a distância entre os dois principais antagonistas da corrida presidencial caiu para 6 pontos: 43% a Lula e 37% a Bolsonaro, segundo a pesquisa PoderData divulgada hoje. Na pesquisa anterior, divulgada em 7 de julho, a diferença era de 8 pontos: 44% a Lula e 36% a Bolsonaro. Mesmo dentro da margem de erro, a distância de Bolsonaro diminui para Lula, apontando para um desfecho em segundo turno. E, na simulação do segundo turno, Lula oscilou 1 ponto para cima em relação à pesquisa anterior, de 15 dias atrás, alcançando 51%, enquanto Bolsonaro repetiu os 38% da rodada anterior — analisou o geógrafo William Passos, com especialização doutoral em Estatísticas do Setor Público, da População e do Território na Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence) do IBGE.
— Lula tem melhor desempenho entre mulheres (46%), jovens de 16 a 24 anos (52%) e em famílias que ganham até 2 salários mínimos (50%). Já Bolsonaro pontua melhor entre homens (43%), eleitores de 45 a 59 anos (43%) e nas famílias com renda de 2 a 5 salários (48%) e com 5 salários ou mais (47%) — estratificou William os dados da PoderData entre gênero, idade e renda, confirmando a maior vantagem de Lula entre os pobres.
— No Sudeste, maior colégio eleitoral regional, Lula e Bolsonaro têm o mesmo desempenho que no eleitorado em geral: 43% a 37%. No Sul, Bolsonaro supera Lula por larga vantagem: 48% a 28%. No Centro-Oeste, os dois empatam tecnicamente, considerando a margem de erro regional de 6,9% para cima ou para baixo: 41% a Bolsonaro e 36% a Lula 36%. No Norte, com margem de erro regional de 6,4%, Bolsonaro alcança 50%, contra 44% de Lula. E no Nordeste, Lula segue com larga vantagem, a exemplo das rodadas anteriores: 52% contra 27% de Bolsonaro — finalizou o geógrafo com especialização doutoral em estatística pelo IBGE, com a geografia do voto pela Poder Data.
Para deputado federal, como para estadual, Garotinho dispensa pesquisas para se reconhecer suas grandes chances de se eleger. Sem a mesma densidade eleitoral do pai, Clarissa teria a opção de se candidatar a deputada estadual. Mas, ontem a 75 dias das urnas de 2 de outubro e com outras pré-candidaturas do grupo à Alerj já lançadas, ela preferiu não correr riscos com uma divisão de votos irreversível. E se candidatar ao Senado, num pleito ainda mais difícil, em que só um candidato será eleito. Por sua vez, embora ainda não tenha oficializado sua pré-candidatura a deputado federal, Garotinho já tem uma meta: fazer mais de 100 mil votos.
Opções de Garotinho
Segundo nota da assessoria de Garotinho e Clarissa, que confirmou a pré-candidatura dela a senadora antecipada pela Folha, o ex-governador “decidirá até a próxima sexta (22) se será candidato a deputado federal, estadual ou a nenhum cargo”. Se Garotinho fosse se candidatar a estadual, Clarissa não teria aberto mão da sua vaga natural à reeleição na Câmara Federal. Sobram ao pai duas opções: a deputado federal ou a nenhum cargo. A última só deve se dar se ele não tiver condições jurídicas de se lançar. Se tiver, virá a federal. Eleito, teria também mais instrumentos para tentar enquadrar o governo do filho Wladimir (sem partido) em Campos.
Ministros do STF Alexandre de Moares e Ricardo Lewandowski negaram pedido de Garotinho (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Sem Garotinho e Clarissa a estadual, Bruno Dauaire deve disputar com Rodrigo Bacellar para saber quem será mais votado em Campos (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Bruno beneficiado
Sem Garotinho ou Clarissa para disputar os mesmos votos à Alerj, dentro do mesmo grupo político, o principal beneficiado é o deputado estadual Bruno Dauaire (União), que tentará seu terceiro mandato. Ele agora poderá ter que disputar votos com outra candidatura a deputado estadual do grupo, ou do vereador Juninho Virgílio (União), ou do ex-prefeito de São Fidélis David Loureiro (União). Assim como a dos vereadores aliados Thiago Rangel (Podemos) e Pastor Marcos Elias (PSC), também pré-candidatos à Alerj. Candidato de Wladimir, Bruno terá uma disputa particular com o deputado Rodrigo Bacellar (PL) pela maior votação em Campos.