Em análise crítica, poeta Adriano Moura defende identitarismo e “lugar de fala”

 

Escrito e publicado no último domingo, com base em poema do mestre pernambucano João Cabral de Melo Neto, o artigo “O identitarismo e seus três mal amados” teve uma repercussão bem acima do esperado. Gerou várias manifestações favoráveis, inclusive dentro do pensamento progressista, onde a política identitária habita “com a pretensão burguesa de transformar o mundo em sua sala de estar”, como já definiu a ensaísta e crítica cultural estadunidense Camille Paglia. Pela polêmica do tema, o texto gerou também discordâncias. Entre elas, a do poeta, dramaturgo professor de literatura Adriano Moura, defensor do identitarismo.

Em respeito ao debate democrático, pedi ao Adriano para publicar seu texto neste Opiniões. Não sem discordar da validação que ele faz ao final do conceito do “lugar de fala”, tão questionado dentro do próprio pensamento progressista. Sobretudo pela oposição de base à essa pretensão binária de dividir a humanidade entre “nós” e “eles”, “bem” e “mal”, em moralismo dogmático mais ao gosto das religiões e regimes autoritários, que do pensamento social. E que, por oposição, tem feito tão bem à extrema-direita, no Brasil e no mundo.

Isso posto, segue abaixo a análise crítica feita pelo Adriano sobre meu texto. Com quem dialogar, mesmo na discordância, é sempre um prazer. Não só por seu embasamento e capacidade de articulação, como pelo fato dele provar que a divergência de opiniões pode ser veemente, sem precisar ser ofensiva ou desonesta. O que, infelizmente, não é a regra para os dois espectros políticos tão afeitos ao tema:

 

Símbolo do movimento identitário
Símbolo do movimento identitário

 

Adriano Moura, poeta, dramaturgo e professor

Discordo que a “divisão das pessoas por raça, gênero e orientação sexual” seja prerrogativa dos movimentos identitários. Ora, muito antes desses movimentos emergirem, a sociedade brasileira já era dividida com base nesses critérios desde sempre. Porém nunca se questionou a exclusão de negros, mulheres, gays e outras minorias do acesso democrático a direitos, cargos, funções e serviços nunca negados à população branca — ou branca apenas para os padrões brasileiros.

Entendo que há alguns radicalismos por parte de certos grupos e lideranças. E que o conceito de identidade é amplo, relativo, contraditório e que precisa ser pensado mais pelo caminho da diversidade e liberdade dos sujeitos do que do dogma. Por outro lado é preciso reforçar uma coisa: héteros, brancos, cristãos, de classe média ou ricos, nunca tiveram suas identidades violentadas, negadas, nem criminalizadas, o que talvez dificulte o entendimento da reação das minorias que veem, a cada dia, um retrocesso em relação às conquistas de espaços dos últimos 30 anos.

Acho que me alonguei um pouco. Seu texto como sempre é primoroso e a alusão ao texto de João Cabral um deleite para quem conhece. Entretanto, mesmo que negue a validade do conceito, seu “lugar de fala”, que eu prefiro chamar
“Enunciação” está bem demarcado. Abração!

 

Vice de Caio, Gilmara tem parecer favorável e é liberada pelos Bombeiros

 

Caio Vianna, Gilmara Gomes e Felicio Laterça (Foto: Divulgação)

 

O procurador do Estado Christiano de Oliveira Taveira deu ontem parecer favorável à liberação da sargento dos Bombeiros e odontóloga Gilmara Gomes (PSL) para se candidatar a vice-prefeita na chapa de Caio Vianna (PDT). O documento foi encaminhado hoje pelo deputado federal Felício Laterça (PSL), que costurou a aliança do seu partido com a candidatura do pedetista a prefeito de Campos. No último dia 28, Gilmara teve indeferido pelo Corpo de Bombeiros (confira aqui) seu pedido de afastamento das funções para concorrer nas eleições municipais de novembro. O que foi contestado pelo parecer endereçado ao coronel e diretor-geral de Pessoal do Corpo de Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ). Também ontem, a corporação voltou atrás e deferiu a liberação da candidata a vice de Caio, como consta no documento abaixo, com o número do processo administrativo:

 

Corpo de Bombeiros Militares voltou atrás e liberou a sargento Gilmara para ser vice de Caio

 

— No presente caso, de militar candidata ao cargo eletivo de vice-prefeita municipal, sem função de comando, seu afastamento do cargo que ocupa obedecerá à regra do art. 14, § 8º, da Constituição Federal, ou seja, não se submete ao prazo legal de afastamento previsto para desincompatibilização exigido aos Servidores públicos em geral, entendendo esta Assessoria pela viabilidade jurídica do pleito quanto à candidatura da militar para o cargo pretendido — concluiu o procurador Christiano de Oliveira Taveira.

O parecer de ontem confirma a manifestação anterior de Caio sobre o caso:

— A sargento Gilmara Gomes continua como candidata a vice-prefeita na chapa de Caio Vianna. É entendimento firmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o militar da ativa que não ocupa cargo de comando não precisa se desincompatibilizar com antecedência. Assim sendo, a candidatura de Gilmara permanece válida. O comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro ainda vai analisar o pedido de afastamento da sargento.

Coordenador do PSL em Campos e outros 17 municípios fluminenses, Laterça também se posicionou sobre o parecer favorável à candidatura da sua correligionária Gilmara, como vice na chapa de Caio:

— Isso só mostra que nós estamos no caminho certo. Foi uma interpretação equivocada por parte do Corpo de Bombeiros. Nossa candidatura e nossa coligação seguem firmes.

 

Confira abaixo, em três páginas, com a conclusão na última, o parecer do procurador do Estado favorável à liberação da sargento Gilmara para concorrer nas eleições municipais de Campos:

 

 

 

 

O identitarismo e seus três mal amados

 

 

 

O identitarismo e seus três mal amados

João Cabral de Melo Neto, poeta e diplomata

“Os três mal amados” é um poema de 1943, do mestre João Cabral de Melo Neto. Nele, o poeta anticonfessional abre uma exceção para falar em prosa poética dos efeitos do amor enquanto paixão. E do monopólio que ela é capaz de exercer sobre o indivíduo, dos seus aspectos mais profundos aos mais cotidianos.

Com seu “lugar de fala” e patrulhamento politicamente correto, o identitarismo se tornou uma paixão para parte do pensamento progressista do mundo. Onde sofre questionamento racional de nomes como o cientista político estadunidense Mark Lilla, ou o filósofo esloveno Slavoj Zizek. E não é preciso grande capacidade de abstração para entender a questão central. Com sua essência de dividir as pessoas por raça, gênero e orientação sexual, como o identitarismo pode ser capaz de unir pessoas diferentes em torno de um projeto comum para chegar ao poder, que é a essência da disputa política na democracia?

 

Cientista político Mark Lilla e filófoso Slavoj Zizek (Montagem: Eiabe de Souza, o Cássio Jr.)
Pensadores progressistas críticos ao identitarismo, o cientista político Mark Lilla e o filófoso Slavoj Zizek (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Yuval Noah Harari, historiador

Outro grande pensador contemporâneo, o historiador Yuval Noah Harari faz a analogia com o budismo, para falar de outras religiões sem Deus, mais recentes. Que se julgam “luzes” da razão, não a partir da iluminação que transformou Sidarta em Buda, mas do Iluminismo do séc. 18, quando a democracia representativa foi criada. Por ser judeu, israelense e homossexual, Harari teve “passe livre” do identitarismo para reunir história, biologia e estatística no entendimento do homem. Pelo que denuncia como “religião”, se fosse cristão, alemão e heterossexual, seria crucificado como “nazista” por dizer o mesmo.

“Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim”. Segundo o evangelho de João (14:06), é o que Jesus responde à dúvida do seu apóstolo Tomé — aquele que, segundo o dito popular, tinha necessidade de “ver para crer”. No versículo bíblico, basta trocar Jesus pelos muitos profetas do identitarismo, além do patriarcal “Pai” pelo suposto “Bem”, e pronto! Está ditado o “Caminho, a Verdade e a Vida” da nova seita, tão fundamentalista, dogmática e irracional quanto qualquer outra. E se a realidade se mostrar contrária, a fé ganha o reforço da arrogância: é a realidade que está errada.

 

 

Os cristãos ainda tem a esperança do “Bem” no outro mundo. Geralmente materialistas e hedonistas, aos identitários resta conduzir todo o pensamento progressista do mundo a ralar a cara contra o muro chapiscado da realidade.

 

O PRIMEIRO MAL AMADO

De volta ao monopólio da paixão descrito no poema de Cabral, o cotidiano das redes sociais cruzou meus caminhos durante a semana com três identitários mal amados pela realidade. O primeiro comentou uma lembrança do Facebook de dois anos repostada em minha linha do tempo. Que analisava (confira aqui) a pesquisa Ibope feita em 29 e 30 de setembro de 2018, para o primeiro turno presidencial de 7 de outubro daquele ano, registrando o crescimento de seis pontos percentuais de Jair Bolsonaro só no voto feminino brasileiro. E alertava o quanto isso era emblemático, já que no mesmo dia 29 de setembro do início da pesquisa, mulheres ligadas ao identitarismo saíram às ruas e praças do Brasil no “Ele Não”. Então, escrevi:

 

“Ele Não” na praça São Salvador, em 29 de setembro de 2018 (Foto: Folha da Manhã)

 

— Tenho respeito, carinho e admiração pelas mulheres (e homens) que foram democraticamente à praça São Salvador no sábado, como em todo o Brasil, para gritar “Ele Não”. Mas, segundo o Ibope, Bolsonaro não só continua a liderar também no voto feminino, como ampliou nele sua vantagem de 18% a 24%. Em outras palavras, uma em cada quatro brasileiras votará no candidato classificado por muitas como machista e misógino. Tratar Bolsonaro como “couso” foi justamente o que transformou um deputado federal de baixo clero no principal opositor do político mais popular do Brasil. E nada indica que o que deu errado até aqui passará a dar certo a cinco dias das urnas.

 

Registro da pesquisa Ibope que revelou o crescimento do voto feminino em Bolsonaro após o “Ele Não”

 

Dois anos depois, o primeiro identitário mal amado pela realidade questionou a previsão racional que seria confirmada pelos fatos, tanto no primeiro, quanto depois, no segundo turno presidencial. Explicado que a crítica era não ao objetivo, mas à estratégia que a pesquisa Ibope antecipou como equivocada, retrucou fatalista: “Porque o fato é que com ou sem manifestação ‘Ele Não’ o Bolsonaro iria ganhar de qualquer jeito”. Ao que foi questionado: “para que, então, o ‘Ele Não’? Aliás, para que eleição? Por que não entronizá-lo (Bolsonaro) vitaliciamente no poder, como Putin na Rússia?”. Com dificuldades com a ortografia e a lógica, respondeu que o debate era uma… “perca de tempo”. E, mediante a concordância aliviada, levou por WO.

 

O SEGUNDO MAL AMADO

O segundo identitário mal amado pela realidade foi convidado para um grupo de WhatsApp, que aceitou e agradeceu. E como quem chega querendo sentar na janela, logo em sua segunda intervenção fez um ataque leviano contra outro membro do grupo. Advertido pela moderação que sua acusação era tão grave quanto fazê-la sem apresentar evidências, não se fez de rogado. E investiu na politicagem barata com a morte do deputado estadual João Peixoto (DC), vítima da Covid-19 (confira aqui) naquele mesmo dia 30 de setembro.

 

Deputados estaduais de Campos mortos pela Covid-19, João Peixoto e Gil Vianna (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Enquanto a perda de João, com seu corpo ainda quente, era lamentada por todos os demais integrantes do grupo, o jovem senhor com complexo de enfant terrible fez questionamentos aos legados políticos dele e de Gil Vianna (PSL), também deputado estadual morto por Covid (confira aqui), em 19 de maio. Por quê? Porque, embora egressos do povo, João e Gil eram políticos conservadores. E a origem popular, para esse tipo de arrivismo identitário, só é virtude com a chancela dos seus dogmas, como Lula. Em caso de ruptura política com ele, deixa de valer mesmo para uma mulher analfabeta até os 16 anos que conseguiu se formar em história, como Marina Silva.

 

Lula e Marina Silva, quando o identitarismo brasileiro beijava a mão da ex-seringueira

 

O TERCEIRO MAL AMADO

Por fim, o terceiro identitário mal amado pela realidade. No mesmo grupo de WhatsApp do qual o segundo foi excluído por não respeitar nem os mortos, seu conterrâneo “importado” cobrou a imposição do próprio ideário entre as lideranças da sociedade civil organizada de Campos. Que teve 34 dos seus representantes ouvidos em uma série de 11 painéis (confira-os aquiaquiaquiaquiaqui, aquiaqui, aqui, aquiaqui e aqui) promovidos pela Folha, de 18 de julho a 26 de setembro, analisando e buscando soluções para a grave crise financeira do município. Onde limites de responsabilidade foram estabelecidos e serão lembrados aos 11 candidatos a prefeito que queiram ultrapassá-los até as urnas de 15 de novembro.

 

Advertência feita em 5 de setembro, no painel com os gestores universitários Edilbert Pellegrini, Inês Ururahy e Jefferson Manhães de Azevedo

 

Talvez a reebertura do Restaurante Popular seja possível. Mas quem prometer resgatar programas sociais como a Passagem Social e o Cheque Cidadão, enquanto o município tiver sérias dificuldades para manter sua folha de pagamento de servidor em dia, estará mentindo. Quem relativizar essa linha no chão da planície goitacá, riscada (confira aqui) por sua sociedade civil, estará praticando estelionato eleitoral. Será tão desonesto quanto um Cavalo de Tróia do Psol no PT de Campos. Ou quanto quem mantém debate em um grupo e, fora dele, dissimuladamente, é capaz de classificar responsabilidade com o dinheiro público como “misoginia”, em seu delírio entre feminismo, misandria e política de botequim. Tão desonesto quanto quem destila o ressentimento da vaidade obesa mórbida e ferida, só por não ter sido um dos 34 ouvidos nos 11 painéis.

 

 

OS AVISOS

Desse terceiro identitário mal amado pela realidade, os avisos vieram dos seus próprios pares: “Desse mato não sai coelho. Minha luta política é pelo debate de ideias sem extremismo. Muitas vezes são ofensivos e mentirosos. Mas isso fala mais deles que qualquer outra coisa. O identitarismo raivoso é característico do pensamento extremista, tanto de esquerda quanto de direita. Ambos carecem de liberdade. Não são movimentos libertadores, não procuram a solução do problema em si”, analisou um. “A radicalidade social abre caminho, simbolicamente falando, para o ‘tudo pelo social’ das oligarquias. Nossa grande reforma cultural como cidadãos será aprender a enfrentar os problemas de frente, sem subterfúgios e escapismos”, advertiu outro.

 

(Foto: Folha da Manhã)

 

Roberto Dutra, sociólogo e professor da Uenf

Pensador de esquerda e professor da Uenf, o sociólogo Roberto Dutra tem se caracterizado pela coragem e veemência com que critica publicamente esse identitarismo mal amado pela realidade. Sem meias palavras, o classifica (confira aqui) como aliado do bolsonarismo nos danos causados: “A esquerda relativista e identitária é perniciosa para a educação pública. Não há dinheiro que seja capaz de compensar a falta de compromisso dessa gente com o trabalho e com os resultados. São uma aberração ética, cognitiva e política, lembrando o dizer de uma famosa filósofa. São aliados de Bolsonaro na destruição do ensino público”.

Na troca da palavra “amor” por sua variante menos feliz da paixão identitária, acrítica como qualquer paixão, o poema “Os três mal amados” de João Cabral seria aberto assim: “O identitarismo comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O identitarismo comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O identitarismo comeu meus cartões de visita. O identitarismo veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome”.

Os três identitários mal amados pela realidade da semana se diferem. O primeiro é limitado intelectualmente. Poetas sofríveis, com os outros dois a limitação é de caráter.

 

Sociedade risca linha no chão aos 11 prefeitáveis contra “soluções mágicas”

 

(Foto: Rogério Azevedo)

 

 

Campos dos Goytacazes tem solução

 

No último sábado (26), a Folha publicou seu último painel sobre a principal questão real de Campos: sua grave crise financeira. Dedicados não só à discussão do problema, como à busca de alternativas, o jornal promoveu 11 entrevistas coletivas (confira a série sobre o tema aquiaquiaquiaquiaqui, aquiaqui, aqui, aquiaqui e aqui) com servidores, sindicalistas, empresários, juristas, jornalistas, gestores universitários e especialistas nas áreas de economia, finanças, ciência política, antropologia e sociologia. A despeito das várias diferenças de formação e visão, todos foram unânimes ao reconhecer a gravidade da situação econômica do município. Que já afeta e continuará a afetar diretamente a vida dos mais de 507 mil campistas.

 

SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA — De 18 de julho a 26 de setembro, em 11 painéis sobre a crise financeira de Campos, a Folha ouviu o cientista político Hamilton Garcia, o especialista em finanças Igor Franco, o advogado João Paulo Granja, o jornalista Ricardo André Vasconcelos, o economista Alcimar Chagas, o antropólogo Carlos Abraão Moura Valpassos, o advogado Carlos Alexandre de Azevedo Campos, os empresários Joilson Barcelos, Renato Abreu e Ricardo Paes Teixeira, o economista José Alves de Azevedo Neto, os sindicalistas Edson Braga, Elaine Leão e José Roberto Crespo, o advogado Cleber Tinoco, o empresário José Francisco Rodrigues, o sociólogo José Luís Vianna da Cruz, o presidente da Câmara Municipal Fred Machado, os ex-presidentes Nelson Nahim, Marcão Gomes e Rogério Matoso, os gestores universitários Beth Landim, Raul Palacio, Roberto Rosendo, Edilbert Pellegrini, Inês Ururahy e Jefferson Manhães de Azevedo, o advogado Cristiano Miller, o promotor Marcelo Lessa, o juiz Rodrigo Rebouças, o defensor público Tiago Abud, o empresário José Roberto de Siqueira, o servidor municipal José Renato Duarte e o sindicalista Tezeu Bezerra (Montagem: Elaibe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Como principal jornal e grupo de comunicação da região, coube à Folha reunir e ecoar essas vozes embasadas, relevantes e múltiplas da aldeia goitacá. E elevá-las sobre os tambores de guerra das eleições de novembro, a todos os 11 candidatos a prefeito de Campos. Aos quais a sociedade não permitirá se fazerem de surdos. Com suas muitas variantes, a questão central é: como administrar um município com orçamento para 2021 estimado entre R$ 1,5 bilhão e R$ 1,7 bilhão, com um total de gastos projetado em R$ 2 bilhões, entre os quais R$ 1,1 bilhão já comprometido só com folha de pagamento de servidor? Quem não souber responder à pergunta, que não é simples, não merece governar a cidade. E, se eleito, agravará o problema.

 

(Foto: Petrobras)

 

Para quem a ficha ainda não caiu, vale a advertência: os meses de atraso no pagamento dos RPAs, os prédios públicos municipais às escuras por contas de luz vencidas, a falta de dinheiro até para tapar os buracos que se multiplicam nas ruas, e os adiamentos no pagamento dos servidores aposentados e pensionistas, podem ser só a ponta do iceberg. Com o R$ 0,00 de participação especial de petróleo em agosto, fato inédito na maior fonte de receita de Campos nos últimos 20 anos; com a partilha dos royalties já aprovada no Congresso e com julgamento marcado no Supremo Tribunal Federal (STF) para 3 de dezembro; com o Estado do Rio acéfalo pelos sucessivos escândalos de corrupção; e com a crise econômica nacional da pandemia da Covid-19, que se espera chegar com força em 2021; o que já está ruim pode se tornar pior.

 

Advertência feita no painel de 5 de setembro com gestores universitários de Campos, e repetida por vários outros

 

 

Ao vivo, Dr. Bruno Calil abre nesta segunda (05) a primeira das duas rodadas de sabatina com os 11 candidatos a prefeito de Campos no Folha no Ar, da Folha FM 98,3 (Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Como frisaram vários dos entrevistados nos painéis promovidos pela Folha: “Não há solução mágica para Campos. E quem disse o contrário, estará mentindo”. Neste sentido, nas páginas 2 e 3 desta edição, o jornal abriu sua série de sabatinas com os 11 candidatos a prefeito da cidade. Que serão também entrevistados ao vivo no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, em duas rodadas quase consecutivas. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio (confira aqui) na última segunda (28), diante do acompanhamento virtual dos representantes das 11 candidaturas. Hoje (03), coube à candidata Professora Natália (Psol) estrear (confira aqui) a série no jornal. Ela analisou a crise financeira, tentou explicar aparentes contradições e apresentou suas propostas de governo. Como será feito a partir das 7h15 da manhã desta segunda (05), quando o candidato Dr. Bruno Calil (SD) estreará a série da Folha FM.

Em um ano que a InterTV não promoverá seu tradicional debate eleitoral no primeiro turno, essas sabatinas individuais com os candidatos, em jornal, rádio e pelo streaming no Facebook, terão importância redobrada. Serão fundamentais na escolha consciente dos mais de 360 mil eleitores de Campos aptos a votar em 15 de novembro. Como a série de painéis sobre a crise financeira do município, promovida pela Folha antes da campanha eleitoral começar, com o peso dos representantes da sociedade ouvidos, tem sido até aqui fundamental para que “soluções mágicas” não sejam apresentadas, na tentativa de enganar o eleitor.

 

Página 2 da edição da Folha de hoje, com a entrevista da candidata a prefeita Professora Natália, do Psol

 

Como frisa hoje Natália: “Não nos enganemos, a crise é bem profunda, não existem soluções mágicas”. Por isso mesmo, é mais difícil acreditar quando ela disse ser possível retomar programas sociais como o Cheque Cidadão e a Passagem Social. A despeito do uso eleitoreiro e até criminoso de alguns desses programas em passado recente, retomá-los em critérios republicanos é um desejo legítimo. Sobretudo em uma candidata de esquerda. E de qualquer um, independente de ideologia política, que não seja cego às gritantes diferenças sociais de Campos como “espelho do Brasil”, na analogia atribuída ao ex-presidente Getúlio Vargas.

 

Com dificuldade financeira para pagar servidores em dia e tapar os buracos das ruas, a impossibilidade de se retomar programas como a Passagem Social e o Cheque Cidadão não é questão de desejo, mas aritmética (Montagem: Elaibe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A questão de Campos não é de desejo, mas aritmética. E ela não se resolverá com uma canetada, como pretendido por Natália: “temos uma proposta de garantir 3% do orçamento para a política de Assistência”. Que também disse: “Campos é uma cidade enraizada com aspectos políticos muito conservadores, patronais e patriarcais. A nossa candidatura representa um rompimento (…) garantirmos um maior espaço para as nossas vozes”. E, se ela está certa, sua contradição entre desejo social e realidade financeira não gera maiores consequências. Mas se repetidas por candidatos a prefeito considerados competitivos, como Wladimir Garotinho (PSD) ou Caio Vianna (PDT), será necessário afirmar: Estão mentindo!

 

Wladimir Garotinho, Caio Vianna e Rafael Diniz (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Como o prefeito Rafael Diniz (Cidadania), a despeito da situação falimentar em que herdou o município após 27 anos de desperdício dos royalties, hoje paga o preço por ter prometido em 2016 o que ninguém poderia cumprir. Contrário ao slogan vencedor de quatro anos atrás, além da gestão, o problema também era dinheiro. E ele se agravou de lá para cá.

Assim que as eleições forem concluídas, ou em 15 de novembro, ou, mais provavelmente, no segundo turno do dia 29 do mesmo mês, vencedores e vencidos, candidatos e eleitores, terão três obrigações intransferíveis. Que serão muito mais importantes que o resultado das urnas: curar as feridas da campanha, sentar e conversar.

 

Estátua do índio goitacá, que ficava na entrada da cidade, abandonada atrás do Arquivo Público Municipal, que já ficou sem energia elétrica por falta de pagamento (Foto: Folha da Manhã)

 

Campos tem solução. Mas não será “mágica”. Como não será rápida, simples ou indolor. Com união, franqueza, diálogo, firmeza e coragem, será difícil. Sem, os bravos índios goitacá, se vivos, não aceitariam devolução.

 

Publicado hoje (03) na Folha da Manhã

 

Sociólogo Fabrício Maciel analisa crise e pleito de Campos no Folha no Ar

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta sexta (02), quem fecha a semana do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o sociólogo Fabrício Maciel, professor da UFF-Campos. Ele falará sobre a perda de representatividade política da cidade e região com as mortes dos deputados estaduais João Peixoto (confira aqui) e Gil Vianna (confira aqui) por Covid-19, sobre a grave crise financeira de Campos (confira a série sobre o tema aquiaquiaquiaquiaqui, aquiaqui, aqui, aquiaqui e aqui)  e dará sua projeção para as eleições municipais de novembro.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Sociólogo José Luís Vianna analisa perda de deputados e Campos no Folha no Ar

 

 

A partir das 7h da manhã desta quinta (01), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o sociólogo José Luís Vianna da Cruz, professor da Candido Mendes. Ele falará sobre a perda de representatividade política da cidade e região com as mortes dos deputados estaduais João Peixoto (confira aqui) e Gil Vianna (confira aqui) por Covid-19, sobre a grave crise financeira de Campos (confira a série sobre o tema aquiaquiaquiaquiaqui, aquiaqui, aqui, aquiaqui e aqui)  e dará sua projeção para as eleições municipais de novembro.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Deputado estadual João Peixoto morre de Covid-19 no Hospital Dr. Beda

 

João Peixoto (Foto: Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

Faleceu na manhã de hoje (30), na UTI do Hospital Dr. Beda, o deputado estadual João Peixoto (DC). Assim como seu ex-colega de bancada, deputado estadual Gil Vianna (PSL), morto em 19 de maio (relembre aqui), João foi mais uma vítima da Covid-19. Ele tinha 75 anos e estava internado no Beda desde 27 de agosto, após apresentar sintomas da doença, tendo passado à UTI em 2 de setembro, após uma infecção bacteriana. O diagnóstico de Covid foi confirmado dois dias depois, quando seu estado de saúde piorou, ele teve que ser entubado e colocado em um respirador mecânico. Cumpria seu sétimo mandato na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A despeito do jeito simples de homem do povo, que nunca perdeu, era considerado um dos maiores conhecedores de eleições em Campos e no Norte Fluminense.

João entrou para a política partidária como líder de classe. Foi presidente do Sindicato dos Taxistas em Campos, de onde se candidatou e ganhou a eleição à Câmara Municipal de Campos em 1992. Dois anos depois, o vereador se candidataria e elegeria a deputado estadual, onde cumpriu sete mandatos quase consecutivos. Ele não se reelegeu ao cargo apenas em 2002, quando saiu temporariamente da Alerj para ser secretário municipal de Agricultura no governo Arnaldo Vianna (PDT). Mas voltaria a se eleger deputado em 2006. E de onde só sairia agora, um quatro de século depois do seu primeiro mandato, não pela força do voto popular, mas da maior pandemia da humanidade nos últimos 100 anos.

Na relação profissional entre repórter e fonte, que muitas vezes, como em outras áreas, acaba derivando em amizade pessoal, João foi para mim, como para vários jornalistas de antes e depois, uma fonte de aprendizado constante. De como um homem do povo pode ser melhor leitor dos processos eleitorais do que muitos PHDs. Camaleônico em termos ideológicos, estava quase sempre ligado aos chefes do Poder Executivo. Mas para trazer, através dessa relação, benefícios à comunidade que o elegeu. Como a Ponte da Integração, ligando os municípios de São João da Barra e São Francisco de Itabapoana sobre o rio Paraíba. Na qual empenhou seus últimos mandatos parlamentares. Mas que, infelizmente, ele morre sem ver entregue, faltando a conclusão da obra apenas em suas cabeceiras.

Desse seu sonho da Ponte da Integração, tão perto da conclusão à luz do sol real, João falou (confira aqui) em sua última entrevista ao programa Folha no Ar, na Folha FM 98,3, em 9 de março deste ano. Confira abaixo, nos três blocos de vídeo, o que o deputado disse na oportunidade ao jornalista Arnaldo Neto, ao radialista Marco Antônio Rodrigues e aos ouvintes da rádio líder em audiência de Campos e região:

 

 

 

 

Debate fraco entre Donald Trump e Joe Biden a presidente dos EUA

 

Debate entre Donald Trump e Joe Biden na noite de ontem (Foto: AP)

 

Acabou agora há pouco o primeiro dos três debates a presidente dos EUA, para as eleições de 3 de novembro. E foi muito ruim. Mais próximo a um bate-boca de bar sobre futebol entre dois senhores de terceira idade, do que pela disputa do cargo mais importante da Terra.

Foram atuações fracas tanto de Donald Trump quanto de Joe Biden. Sem demonstrar seu habitual domínio diante da câmara de TV, o presidente republicano interrompeu quase sempre o tempo de fala do adversário. E foi por isso várias vezes advertido pelo moderador Chris Wallace. Mas não foi capaz de condenar os supremacistas brancos do seu país.

Biden não explorou devidamente a escandalosa sonegação de imposto de renda do bilionário Trump, revelada (confira aqui) no domingo pelo New York Times. O democrata teve sua dispersão acentuada pelas intervenções do adversário. E se deixou abalar pessoalmente com os já esperados ataques ao seu filho caçula Hunter, acusado de corrupção na Ucrânia.

Trump pode se orgulhar de não ter sido engolido pelo escândalo recente da sua sonegação fiscal. E, para quem achava Biden fraco, ele deu mostras de contudência ao chamar o adversário de “pior presidente da história dos EUA”, “palhaço” e “racista”. Nada que deva afetar quem vota em Trump, a despeito de qualquer coisa, ou quem já votaria em qualquer um capaz de tirá-lo do poder.

A questão que pode decidir a eleição são os 14% do eleitorado dos EUA que, segundo as pesquias, ainda não definiram sua escolha a presidente. Para estes, em um país onde o voto não é obrigatório, o debate não estimulou ninguém a sair de casa em 3 de novembro.

 

Coordenador do Sindipetro fala de royalties e crise de Campos no Folha no Ar de 4ª

 

 

A partir das 7h desta quarta (30), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o petroleiro Tezeu Bezerra, coordenador-geral do Sindipetro-NF. Ele falará sobre a queda de arrecadação com as receitas do petróleo e do julgamento da partilha dos royalties marcado para 03 de dezembro no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a grave crise financeira de Campos (confira a série sobre o tema aquiaquiaquiaquiaqui, aquiaqui, aqui, aquiaqui e aqui)  e fará sua projeção para as eleições municipais de novembro.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Folha define entrevistas com candidatos a prefeito de Campos em jornal e rádio

 

Sorteio da ordem das entrevistas em jornal e rádio com os 11 candidatos a prefeito de Campos, no final da manhã de hoje, na sede da Folha da Manhã (Foto: Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

 

Com 11 nomes na disputa pela Prefeitura de Campos, mesmo diante da grave crise financeira do município (veja a série sobre o tema aquiaquiaquiaquiaqui, aquiaqui, aqui, aquiaqui e aqui), o Grupo Folha promoveu na manhã de hoje um sorteio. E, em critério aleatório, ordenou suas entrevistas com os candidatos às urnas de 15 de novembro.

 

Em respeito ao isolamento social da pandemia da Covid-19, o sorteio foi acompanhado pelos representantes dos 11 candidatos no Google Meet (Foto: Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

Diante dos representantes das 11 candidaturas, reunidos virtualmente pela plataforma Google Meet, as entrevistas do jornal Folha da Manhã e do site Folha1 foram marcadas. E serão publicadas, em espaço igual de duas páginas para cada, nos dias 03, 07, 10, 14, 17, 21, 24, 28 e 31 de outubro; além dos dias 04 e 07 de novembro.

Já no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, das 7h15 às 9h15 da manhã, o mesmo espaço de duas horas também será destinado a cada um dos candidatos. Serão duas vezes, em duas rodadas consecutivas de entrevistas. A primeira será de 5 a 20 de outubro. A segunda repetirá a mesma ordem, de 22 de outubro a 06 de novembro.

“A democracia é o pior dos regimes, à exceção de todos os outros”, ressalvava o ex-primeiro ministro britânico Winston Churchill. Eleito para enfrentar e ajudar a derrotar a ameaça do nazifascismo na II Guerra Mundial (1939/1945), ele tinha a noção do trabalho que dá. E que se reforça em um momento como o atual, quando parte considerável da população brasileira perde o constrangimento de se dizer saudosa da ditadura.

Em nome da democracia e em sua defesa intransigente, a Folha espera ajudar a orientar a escolha dos mais de 320 mil eleitores campistas, aptos a votar em 15 de novembro. O que só se faz discutindo os problemas do município, que não são poucos. E as propostas reais daqueles que pedem seu voto para governar mais de meio milhão de almas.

Nesse sentido, confira abaixo a ordem das entrevistas dos 11 candidatos a prefeito de Campos na Folha da Manhã e Folha1, e na Folha FM 98,3:

 

 

 

 

Crise e eleições de Campos com o sociólogo Roberto Dutra no Folha no Ar desta 3ª

 

 

A partir das 7h da manhã desta terça (29), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o sociólogo Roberto Dutra, professor da Uenf. Ele falará sobre o negacionismo nos polos políticos da direita e esquerda, assim como sobre o confronto e características em comum entre o bolsonarismo e o identitarismo. Também analisará a grave crise financeira de Campos (confira a série sobre o tema aquiaquiaquiaquiaqui, aquiaqui, aqui, aquiaqui e aqui)  e fará sua projeção para as eleições municipais de novembro.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

Liberal Cesar Maia e o papel protagonista da URSS na II Guerra

 

Palácio do Reichstag com a bandeira da URSS, conquistadora de Berlim, em 2 de maio de 1945 (Foto: Yevgeny Khaldei)

 

 

Em artigo publicado no último dia 19, fiz uma análise histórica sobre o papel protagonista que a ex-URSS teve na vitória sobre a Alemanha de Hitler, na definição da II Guerra Mundial (1939/1945) na Europa. Que foi feita em extensão a um debate nas redes sociais com um arrivista liberalóide de província. Que, sem nunca ter lido um livro sobre o tema, insistiu em negar o fato histórico com base em artigo buscado às pressas na prateleira sortida do São Google, além da mitologia sobre a II Guerra produzida pelo cinema de Hollywood. E que, com complexo de Jimmy Neutron, buscou vender como… ciência.

 

(Clique na imagem e leia o texto)

 

Além da boa acolhida que o artigo teve de leitura, inclusive de alguns historiadores da cidade, alguém de outra área, que não o leu, escreveu algo muito parecido sobre o mesmo tema na última sexta (25). Como o audiovisual também pode ser uma boa fonte de informação, se baseou no documentário “Libertação”, dirigido por Yuri Ozerov, produzido na URSS de 1971, esquecido nos anos 1980, mas recuperado e remasterizado nos anos 2000. Ao resumi-lo em seu ex-blog, o economista e ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM) provou que nem todo liberal precisa ser um imbecil negacionista. Nem lançar sombra ideológica sobre fatos históricos em busca de holofote.

 

(Clique na imagem e leia o texto)

 

Sobre o papel protagonista da URSS na definição da II Guerra na Europa, leia aqui o artigo publicado no dia 19, na Folha da Manhã e neste blog. E aqui o que Cesar Maia escreveu seis dias depois em seu ex-blog, com algumas referências e conclusões muito semelhantes. A partir da leitura de ambos, tire as suas próprias.