Francimara Barbosa Lemos e Wladimir Garotinho (Fotos: Facebook de Francimara)
Segue a corrida por apoios na região ao segundo turno a prefeito de Campos, que será disputado por Wladimir Garotinho (PSD) e Caio Vianna (PDT) neste domingo, 29 de novembro. E o primeiro candidato vem levando vantagem entre os governantes dos municípios vizinhos sagrados nas urnas de 15 de novembro. Depois de Fátima Pacheco (DEM), de Quissamã (confira aqui), outra prefeita reeleita do Norte Fluminense declarou seu apoio a Wladimir. Foi Francima Barbosa Lemos (SD), que governará mais quatro anos em São Francisco de Itabapoana e hoje declarou em seu perfil do Facebook, aqui e na transcrição abaixo:
— Olá meus amigos e amigas da minha terra natal Campos dos Goytacazes, sou a primeira mulher eleita e reeleita prefeita aqui em nossa São Francisco de itabapoana. Quero aqui manifestar meu apoio a Wladimir, Campos precisa de um prefeito comprometido com a cidade. Como deputado federal, Wladimir já provou que tem competência e ama Campos dos Goytacazes. Nossa região vai desenvolver ainda mais e Campos vai voltar a sorrir, vamos juntos votar em Wladimir .
“A volta da fase Verde para a Amarela em Campos, com adoção do lockdown parcial, é inevitável, vai acontecer”. Foi o que alertou (confira aqui), na quarta (18), o médico infectologista Nélio Artiles, quando os casos de Covid-19 voltaram a crescer na procura e internação pela doença na rede privada, no Hospital Dr. Beda, e na conveniada, na Santa Casa. “Medidas restritivas vão ter que voltar a ser tomadas com o aumento nos casos de Covid em Campos. Nós vamos nos sentar com o prefeito Rafael (Diniz, Cidadania) e o comércio da cidade, para evitar prejudicá-lo. Mas aquela projeção inicial de definirmos se sairíamos ou não da fase Verde, não existe mais. Tudo indica que nós vamos ter que voltar à fase Amarela”, foi o que afirmou (confira aqui), no sábado (21) a médica infectologista Andreya Moreira, chefe da Vigilância em Saúde, comandante do enfrentamento à pandemia no município. Ela admitiu que o aumento de casos foi registrado também na rede pública, na quinta anterior (19), no Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCC).
Médicos infectologistas Nelio Artiles e Andreya Moreira (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
A reunião aconteceu na tarde de hoje, com Andreya, Rafael e outros membros do gabinete de crise para combater a pandemia. E nenhuma medida concreta foi tomada. A despeito da certeza de que Campos terá que retroagir à fase Amarela, isso só deve ser oficializado nesta quarta (25), com novas medidas de restrição anunciadas só na quinta (26). Além da politização da questão de Saúde Pública, com o negacionismo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) — como seu “mito” e ainda presidente dos EUA, Donald Trump, no que custou sua reeleição no último dia 3, no pleito vencido por Joe Biden —, pesa contra a volta ao lockdown parcial a campanha do segundo turno a prefeito de Campos, que será definida nas urnas do domingo (29). Especialistas apontam o corpo a corpo inevitável à campanha das eleições municipais brasileiras, como o principal motivo para a volta do crescimento da doença no país. E Campos não é exceção.
Hoje, dos 24 leitos do CCC, 17 estavam ocupados com doentes em quadro grave de Covid, mesmo número do sábado. Dos 40 leitos clínicos do CCC, reservados aos doentes em quadro moderado, hoje 28 estavam ocupados — eram 30 no sábado. Passando a funcionar em 30 de março (relembre aqui), em parceria do governo Rafael e a Beneficência Portuguesa que salvou vidas humanas em Campos e de municípios vizinhos aqui atendidos, o CCC é a linha de frente da cidade e região no enfrentamento ao novo coronavírus. Em opinião unânime entre os profissionais das redes pública, privada e conveniada, se o CCC colapsar, todo o sistema de saúde de Campos colapsa junto. Como aconteceu na Itália, na Espanha em cidades brasileiras como Manaus, Belém, Fortaleza e Recife, e até em Nova York.
Na repercussão da postagem nas redes sociais, a servidora federal Sandra Viana deu seu testemunho: “Perdemos um familiar ontem (22) com 60 anos, a população só acredita qdo a doença chega na sua família”.
Confira abaixo o comunicado oficial do gabinete de crise criado em Campos para combater à Covid:
Abertura do CCC em 30 de março, fruto da parceria do governo Rafael Diniz com a Beneficência Portuguesa (Foto: Divulgação)
COMUNICADO
O Gabinete de Crise de enfrentamento ao Coronavírus esclarece que os índices demonstram que o município caminha para um momento crítico quanto a ocupação de leitos aptos ao tratamento da Covid-19, tanto os públicos quanto os da rede privada de saúde.
A partir de avaliação técnica criteriosa e da análise da Vigilância em Saúde sobre o cenário epidemiológico da semana, o departamento alerta para a necessidade de a população estar atenta às medidas e orientações para evitar a propagação da doença no município.
O gabinete tem se reunido diariamente para avaliações quanto a decisão de mudança ou permanência de fase e algumas medidas já começam a ser divulgadas a partir desta terca-feira (24) — na verdade, só devem ser anunciadas dois dias depois.
Cabe ressaltar que o modelo matemático e estatístico para avaliação da pandemia no município considera os números da última semana no que tange a propagação da Covid-19 e a capacidade do sistema de saúde, além de outros dados, incluindo a ocupação de leitos.
Nesta segunda (23), a ocupação dos leitos públicos de UTI é de 70%. Já a clínica médica está com 46% ocupada.
O Gabinete de Crise lembra que é importantíssimo que a população entenda a responsabilidade de permanecer atenta às medidas de enfrentamento à Covid-19 e siga as orientações de uso de máscara, álcool gel, distanciamento social, além de evitar aglomeração.
O momento é difícil, seguimos juntos nesta luta e ao lado dos pacientes e das famílias que perderam entes querido. Pedimos que cada um faça a sua parte.
A partir das 7h15 desta terça (24), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o vereador eleito Raphael Thuin (PTB). Ele falará sobre a eleição ao Legislativo goitacá, renovado pelo voto em 80% para 2021, bem como sobre o pleito da nova Mesa Diretora e a grave crise financeira de Campos (confira a série da Folha sobre o tema aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Também falará sobre sua declaração de apoio (confira aqui) a Wladimir Garotinho (PSD) no segundo turno a prefeito, dos motivos e da reação do seu eleitor.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Governador Cláudio Castro apoia Wladimir Garotinho a prefeito de Campos (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Após ganhar de Caio Vianna (PDT) por 7 a 1 (confira aqui) na busca de apoio de vereadores eleitos na campanha de outras candidaturas a prefeito de Campos, Wladimir Garotinho saiu atrás do adversário no segundo turno por apoios fora de Campos (confira aqui). Mas conseguiu um de peso, o governador em exercício do Estado do Rio, Cláudio Castro (PSC). Ele gravou vídeo desde a semana passada, divulgado apenas hoje na propaganda do prefeitável. Ele disse à população campista que “é muito que você escolha alguém alinhado ao Governo do Estado”.
Assista abaixo ao vídeo com a declaração de apoio do governador Cláudio Castro a Wladimir Garotinho no segundo turno a prefeito de Campos:
Petistas Godofredo Pinto, Wadih Damous, Waldeck Carneiro, mais o socialista Alessandro Molon, apoiam Caio Vianna a prefeito de Campos (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Se estava perdendo de 7 a 1 (confira aqui) na disputa pelos apoios de vereadores eleitos por grupos políticos que ficaram fora do segundo turno na eleição majoritária, Caio Vianna (PDT) vem tentando tirar a vantagem na briga por apoios fora de Campos, inclusive de campistas que fizeram carreira política em outra cidade. É o caso do campista e ex-prefeito de Niterói, Godofredo Pinto, que declarou apoio ao pedetista em vídeo.
A despeito da declaração do PT goitacá (confira aqui) do último sábado (21), de neutralidade no segundo turno entre Caio e Wladimir Garotinho (PSD), outros nomes do PT se somaram a Godofredo, como já havia feito no domingo (22) o ex-ministro de Lula Tarso Genro (confira aqui) no apoio ao nome do PDT pela Prefeitura de Campos. Foram os casos do ex-deputado federal do PT Wadih Damous e do atual deputado estadual do partido Waldeck Carneiro. Líder da oposição na Câmara Federal, o deputado Alessandro Molon, cujo PSB local fechou (confira aqui) no segundo turno com Caio, também se manifestou.
Assista abaixo aos vídeos com as declarações de apoio dos petistas Godofredo Pinto, Wadih Damous e Waldeck Carneiro, e do socialista Alessandro Molon, à candidatura de Caio a prefeito de Campos:
Wladimir Garotinho e seu vice Frederico Paes, que teve paracecer favorável da Procuradoria-Geral Eleitoral ao indeferimento da sua candidatura a vice, que será julgado no Tribunal Superior Eleitoral, talvez ainda esta semana (Foto: Divulgação)
O aguardado parecer da Procuradoria Geral Eleitoral, assinado pelo vice-procurador-geral Renato Brill de Góes e datado de sábado (21). foi pelo indeferimento do recurso da defesa do empresário Frederico Paes (MDB), como candidato a vice na chapa de Wladimir Garotinho (PSD) a prefeito de Campos. Foi por conta da pendência jurídica que Wladimir teve a votação de 106.526 eleitores (42,94%) contabilizada e divulgada no primeiro turno de 15 de novembro como “Anulado Sub Judice”. A partir do parecer da PGE, o julgamento da ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tem como relator o ministro Luís Felipe Salomão, deve acontecer amanhã (24) ou na quinta (26). A decisão, se for mantido o indeferimento do vice, colocará em questão a unicidade da chapa: isso afetaria ou não a candidatura a prefeito de Wladimir?
A ação se deu por desincompatibilização fora do prazo de Frederico como diretor do Hospital Plantadores de Cana (HPC) e da presidência do Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Estabelecimentos de Serviços de Saúde da Região Norte Fluminense (Sindhnorte). E foi movida pela coligação Nova Força (SD, DEM, PTC e PV), que teve como candidato Dr. Bruno Calil, terceiro colocado na disputa, com 32.673 votos (13,17%), sob a coordenação do deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD), que é advogado.
Em 14 de outubro, o indeferimento teve manifestação contrária do Ministério Público Eleitoral (relembre aqui), que foi seguida dois dias depois (16) no deferimento da candidatura (relembre aqui) pelo juízo da 76ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos. Após a candidatura de Bruno recorrer à segunda instância, Frederico teve outro parecer favorável da Procuradoria Regional Eleitoral (relembre aqui) em 24 de outubro. Ainda assim, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) indeferiu a candidatura do vice (relembre aqui) no dia 30 daquele mês, por 5 votos a 1. E ratificou a decisão a decisão por unanimidade em 12 de novembro (relembre aqui), no julgamento dos embargos. O que teria mudado o entendimento no TRE foi o fato de o HPC receber verbas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS).
— Desse modo, tendo em vista que a premissa jurídica adotada é a exigência de desincompatibilização de presidente de entidade privada que é mantida ou subvencionada pelo poder público e que a premissa fática aponta que o recorrente não se afastou da presidência da entidade que recebe mais da metade dos recursos para sua manutenção do poder público, a decisão regional (do TRE, pelo indeferimento) deve ser mantida. Ante o exposto, o Ministério Público Eleitoral manifesta-se pelo improvimento do recurso especial — foi o que concluiu no sábado, em desfavor da candidatura a vice de Frederico, o vice-procurador-geral eleitoral Brill de Góes.
— O Ministério Público Eleitoral apresentou parecer no meu processo admitindo que a jurisprudência mais recente do TSE é favorável, como eu sempre disse. Apesar disso, sustentaram que o Tribunal precisa voltar atrás. Meus advogados estão muito confiantes e acreditamos que em Brasília vão reestabelecer o deferimento do registro de minha candidatura com base na jurisprudência mais recente do Tribunal — disse Frederico.
— A jurisprudência é sólida com relação ao impedimento nesse caso, tendo uma única decisão mais recente admitindo o registro. Teremos que aguardar a decisão do TSE. Com relação à unicidade me parece claro que, em não podendo mais ter a substituição do vice (cujo prazo se encerrou em 26 de outubro, quando a candidatura de Frederico estava deferida pelo juízo da 76ª ZE de Campos, antes da reversão no TRE) a chapa toda fica contaminada, como ocorre nesse caso. Entendo que essa questão é pacífica, até porque se trata de fato pretérito. Tornando o vice inelegível a cabeça de chapa também ficará — analisou uma fonte da Justiça Eleitoral goitacá que preferiu não se identificar.
— Já dá mesmo para antever o alongamento da discussão sobre a unicidade da chapa, se o indeferimento do vice se mantiver. E isso se fará num ambiente ilustrado pelo resultado das urnas no próximo domingo. Compreensível que não queiram antecipar a discussão. Tudo isso, muito embora o indeferimento da chapa toda seja uma consequência normal. A não ser que o TSE admita uma chapa sem vice — observou uma fonte do Ministério Público Eleitoral local, que também preferiu ficar no anonimato.
— Na manifestação pelo não-provimento do recurso, o Ministério Público Eleitoral confirma a divergência de entendimentos judiciais dentro o próprio TSE acerca de estar ou não a entidade privada equiparada às públicas para efeito de desincompatibilização de seus dirigentes, tanto que o MP conclama o TSE a afastar definitivamente essa contradição. A unicidade da chapa também é tema controvertido, o que assegura que o debate no TSE será empolgante — antecipou o advgado Andral Tavares Filho, com experiência em Justiça Eleitoral e ex-presidente da OAB-Campos.
A partir das 7h15 da manhã desta segunda (23), o programa Folha no Ar, carro-chefe da Folha FM 98,3, abre a semana da eleição do segundo turno a prefeito de Campos com quem foi considerada a grande revelação do primeiro: Professora Natália (Psol). Ela falará sobre o crescimento do partido em Campos, que ultrapassou na eleição majoritária siglas mais tradicionais da esquerda como o PT e o PCdoB, e no Brasil, no qual disputará em São Paulo a Prefeitura mais importante do país.
Natália também analisará sua condição de revelação no primeiro turno do pleito goitacá. E falará sobre a neutralidade (confira aqui) que seu partido adotou para o segundo turno, sem poupar críticas a Wladimir Garotinho (PSD) e a Caio Vianna (PDT), como aos grupos políticos de ambos.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta segunda pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Antes da decisão soberana do eleitor campista nas urnas de 29 de novembro, daqui a exatos sete dias, esquenta a disputa de apoios entre os dois candidatos a prefeito que passaram ao segundo turno: Wladimir Garotinho (PSD) e Caio Vianna (PDT). Prefeita reeleita de Quissamã, com 52,19% dos votos válidos, ou 7.829 eleitores, Fátima Pacheco (DEM) vai de Wladimir. E apontou para formar sua decisão na atuação do prefeitável como deputado federal, considerada boa, independentemente da torcida política. O DEM, em Campos, apoiou e integrou a chapa do candidato Dr. Bruno Calil (SD), terceiro colocado na disputa, que também já se manifestou (confira aqui) sobre o segundo turno.
Assista abaixo ao vídeo em que Fátima declarou seu apoio a Wladimir no segundo turno a prefeito de Campos:
O Psol de Campos divulgou hoje a sua posição ao segundo turno de 29 de novembro, entre os candidatos Wladimir Garotinho (PSD) e Caio Vianna (PDT): “Não aos Garotinho!” e “Não aos Vianna!”. Partido que sai dessas eleições municipais brasileiras ameaçando a condição do PT como legenda de esquerda do país, como na cidade de São Paulo, onde Guilherme Boulos disputa o segundo turno a prefeito com o atual, Bruno Covas (PSDB), O Psol produziu em Campos a grande revelação da eleição a prefeito no primeiro turno. A Professora Natália ultrapassou as candidaturas do PT e do PCdoB para ser a 5ª colocada da disputa, com 4,68% dos votos válidos, ou 11.622 eleitores, apenas 1.728 votos que o atual prefeito Rafael Diniz (Cidadania). Considerado que foi a primeira candidatura da jovem e articulada professora, não é pouca coisa.
Natália Soares, revelação da eleição de primeiro turno a prefeito de Campos (Foto: Divulgação)
Confira abaixo a manifestação do Psol sobre a posição do partido para o segundo turno a prefeito de Campos, na disputa entre os clãs políticos dos Garotinho e dos Vianna, que sofreram pesadas críticas:
Nota Partido Socialismo e Liberdade Segundo turno eleições em Campos dos Goytacazes
Hoje é dia 21 de novembro de 2020, temos um comunicado muito importante para vocês.
Iniciamos agradecendo aos 11 mil 622 votos de confiança na campanha de esperança por uma Campos do bem viver e do poder popular, feita pela professora Natália e Bruna Machel . Da mesma forma, agradecemos aos 1.728 votos de credibilidade, depositados na primeira candidatura coletiva e feminina de Campos, a Vamos Juntas, além dos 124 votos do companheiro Cristiano da Matta, o Papel.
Nossa campanha foi feita por voluntárias e voluntários que acreditaram que uma real mudança pode acontecer na nossa cidade e no nosso país. E sim, o resultado das urnas nos mostra que a mudança está cada vez mais perto! Na verdade, ela já começou a se construir, a partida está dada para a transformação desta cidade. Somos a 5º candidatura mais votada, uma das 5 que obteve mais de 10 mil votos, e a única que conseguiu tal expressividade sem aceitar dinheiro de empresários. Sabemos, se a história nos ensina alguma coisa, que essas contas são cobradas depois da eleição. Nossos adversários tiveram para suas campanhas centenas de milhares e até milhões de reais e nós, mesmo com poucos recursos, trouxemos enorme riqueza de ideias e força militante.
E é por essas ideias, por essa fé em mudar o mundo, que move quem acredita no projeto que nós defendemos, que viemos aqui colocar um posicionamento sobre o segundo turno das eleições em Campos dos Goytacazes.
Sei que muita gente tem perguntado por nossa posição, e não poderíamos deixar de expressá- la. Nunca fugimos de debate e não vamos aqui deixar de nos expressar.
NÃO APOIAREMOS NENHUMA OLIGARQUIA POLÍTICA QUE CONCORRE AO SEGUNDO TURNO NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS
NEM GAROTINHO, NEM VIANNA.
DE AGORA EM DIANTE, QUALQUER QUE SEJA O GOVERNO ELEITO, SEREMOS OPOSIÇÃO, NÃO NOS VENDEREMOS POR CARGOS OU VANTAGENS POLÍTICAS.
É importante que explique nossa posição.
Wladimir Garotinho é representação de um projeto familiar do endividamento da nossa cidade, sua dinastia política vendeu nosso futuro, comprometendo o orçamento da cidade. Além disso, o rombo da PreviCampos, que é um verdadeiro atentado aos nossos aposentados e a marcante corrupção na gestão pública também são características de seu grupo político. Podemos destacar aqui, entre outras, a Operação Chequinho, que fez jogada política e clientelismo com a vulnerabilidade da população mais pobre do município. Não podemos indicar voto em quem destruiu a nossa cidade e vendeu nosso futuro, ou em quem explora e mantém a miséria de forma vil e mesquinha. Não aos Garotinhos!
Caio Vianna, por sua vez, é representação de outro projeto familiar. De um grupo político que governou a nossa cidade nos tempos das chamadas “vacas gordas”, o tempo da bonança financeira dos royalties;e participações especiais. E desse período não fizeram nenhuma reserva, torraram indiscriminadamente o dinheiro público em gastos mal executados e corrupção. E não esqueçamos do Mocaiber, o prefeito que compete com Rafael Diniz ao título de ‘pior prefeito da história de Campos’. Mocaiber era afilhado político de Arnaldo, indicado por ele para sucessão. Arnaldo Vianna é parte responsável da tragédia social que nos encontramos. Caio Vianna, que começou a carreira política sem apoio do próprio pai, buscou para sua vice- prefeitura o PSL, partido vinculado ao bolsonarismo que tem sangue do povo negro, periférico, dos indígenas, dos quilombolas nas mãos. Não faremos coalizão com genocidas. O legado de Brizola é maculado por essa aliança espúria. Não aos Vianna!
Reiteramos que nosso plano de governo é público, construído em conjunto com a população campista e, portanto, representa não uma propriedade do PSOL/UP, mas às demandas e necessidades do povo. Deste modo, convidamos a população campista a conhecer e se apropriar do programa vocalizado pelo PSOL/UP nestas eleições, cobrando ativamente a sua implementação não só ao futuro prefeito eleito, mas sempre que a gestão pública municipal estiver em desacordo com essas demandas.
A democracia permite a liberdade nas urnas, garante o livre voto individual. A população irá decidir como votar no segundo turno, acataremos qualquer decisão popular. Porém, reafirmamos que permaneceremos na oposição a qualquer governo eleito, sempre que este contrariar os interesses da população. Estaremos na linha de frente defendendo a classe trabalhadora, os mais vulneráveis e os direitos sociais aos excluídos das políticas públicas.
Pelo Socialismo e a Liberdade, em memória de Marielle Franco, nem um passo atrás na luta pelo poder popular!
Ao povo de Campos, vamos à luta. Nas ruas que a gente se encontra.
Confira aqui, a posição de neutralidade também adotada pelo prefeito Rafael ao segundo turno de Campos, divulgada na quinta (18), e aqui a do PT de Odisséia, divulgada na noite de sábado (21).
Tarso Genro e Caio Vianna (Montagem: Joseli Mathias)
Se o PT de Campos, através da sua presidente e prefeitável em 15 de novembro, Odisséia Carvalho, declarou na noite de ontem (confira aqui) a neutralidade do partido para o segundo turno que será disputado daqui a 7 dias, entre Wladimir Garotinho (PSD) e Caio Vianna (PDT), o mesmo não se deu entre uma das maiores lideranças petistas em âmbito nacional. Ex-governador do Rio Grande do Sul, prefeito da capital Porto Alegre duas vezes e ministro do governo Lula nas pastas da Educação, Relações Institucionais e Justiça, Tarso Genro gravou dois vídeos de apoio à candidatura de Caio Vianna a prefeito de Campos.
Se, para o PT de Campos “Caio Vianna busca usar a imagem do governo de seu pai para fazer promessas, ainda que não demonstre embasamento de suas propostas, dentro da atual realidade do município. Além disso, a candidatura é apoiada por grupos da extrema direita de Campos (PSL, com a vice na chapa), favoráveis ao bolsonarismo, e que se associam a projetos retrógrados que em nada contribuem para o desenvolvimento do município”, Tarso Genro teve visão diferente para declarar seu apoio ao filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT). O que deve gerar dúvida entre os 4.664 eleitores que votaram no PT a prefeito no primeiro turno.
Assista abaixo aos dois vídeos com a declaração do apoio de Tarso Genro a Caio:
O PT de Campos ficará neutro no segundo turno a prefeito, disputado no dia 29 entre Wladimir Garotinho (PSD) e Caio Vianna (PDT). A informação veio por WhatsApp da presidente municipal e prefeitável do partido até o dia 15, Odisséia Carvalho. Educadora, tive a chance de acompanhá-la como sindicalista, vereadora, candidata a prefeita e mãe. Naquilo que pensa, Odisséia está entre as políticas mais coerentes.
Ela terminou em 7º lugar na disputa do primeiro turno, com 1,88% dos votos válidos, ou 4.664 eleitores. Que teve ao assumir uma missão pelo seu partido. Antes de Odisséia, o PT deu outro belo mandato ao Legislativo goitacá, com a vereadora Ivete Marins. Na prática, o partido hoje libera seus militantes para apoiar um, outro ou nenhum. Confira abaixo o manifesto petista sobre o segundo turno da eleição a prefeito de Campos:
Odisséia Carvalho, Wladimir Garotinho e Caio Vianna (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
MANIFESTO PARTIDO DOS TRABALHADORES CAMPOS DOS GOYTACAZES
A Direção Municipal do Partido dos Trabalhadores de Campos dos Goytacazes, em respeito a todos que votaram e construíram nossas candidaturas nas eleições deste ano, vem, por meio desta, se posicionar perante as opções colocadas para concorrer à Prefeitura de nossa cidade no segundo turno das eleições 2020.
Campos vive uma situação extremamente delicada para seus habitantes, na qual é preciso escolher entre o retorno de dois grupos políticos/familiares que já governaram a cidade.
De um lado temos o Wladimir Garotinho, cuja família, durante muitos anos, protagonizou manchetes em casos de corrupção e lançou Campos a uma crise sem precedentes, mesmo após repasses bilionários de royalties durante suas gestões. Um rosto jovem que retrata a velha política coronelista da cidade. Do outro lado, Caio Vianna busca usar a imagem do governo de seu pai para fazer promessas, ainda que não demonstre embasamento de suas propostas, dentro da atual realidade do município. Além disso, a candidatura de Caio Vianna é apoiada por grupos da extrema direita de Campos, favoráveis ao bolsonarismo, e que se associam a projetos retrógrados que em nada contribuem para o desenvolvimento do município.
O Partido dos Trabalhadores disputou as eleições municipais por entender que cumpre ao papel de ser uma opção de renovação e que nenhum dos candidatos colocados representa nosso projeto político. Projeto esse, que visa o bem estar dos campistas e busca melhor atendê los através de políticas públicas para toda a sociedade, em especial, a classe trabalhadora. Diante disso, não existe a possibilidade de abrir mão dessas pautas para apoiar candidatos que prometem em tempos de eleições, mas servem de base para aprovar projetos contra os trabalhadores depois de eleitos.
Por isso, reforçamos nossas principais bandeiras de luta e nelas continuaremos a atuar. Seguiremos combatendo o fascismo, a não-aliança de partidos progressistas com a direita e extrema direita, o combate à privatização dos órgãos, empresas, fundações e entidades públicas, a geração de empregos, o fortalecimento da Petrobrás na bacia de Campos, capacitação e espaços de convivência para a juventude, o fortalecimento da cultura, transporte, investimento na agricultura familiar, plano municipal de resíduos sólidos, economia solidária, moeda social, desenvolvimento econômico com justiça social, investimentos para educação e saúde pública, gratuita e de qualidade, bem como as políticas públicas para o combate ao racismo, a proteção à mulher, quilombolas e a comunidade LGBTQ+.
Qualquer candidato que não compartilhe dessas bandeiras de luta não terá o apoio do Partido dos Trabalhadores. Seguimos na luta por uma política que respeite e valorize a inclusão de toda a nossa população e promova o merecido reconhecimento da classe trabalhadora que move, dia-a-dia, essa cidade. Fora Bolsonaro, fora Mourão, seus admiradores e suas políticas contra a classe trabalhadora.
“Medidas restritivas vão ter que voltar a ser tomadas com o aumento nos casos de Covid em Campos. Nós vamos nos sentar com o prefeito Rafael (Diniz, Cidadania) e o comércio da cidade, para evitar prejudicá-lo. Mas aquela projeção inicial de definirmos se sairíamos ou não da fase Verde, não existe mais. Tudo indica que nós vamos ter que voltar à fase Amarela”. Foi o que revelou agora a comandante do combate à pandemia do novo coronavírus em Campos, a médica infectologista Andreya Moreira, chefe da Vigilância em Saúde do município.
Comandante do enfrentamento à Covid em Campos, a médica infectologista Andreya Moreira, chefe da Vigilância em Saúde (Foto: Folha da Manhã)
A revelação surgiu depois que o blog teve notícia de um aumento exponencial de casos no Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCC), que começou a operar (confira aqui) em 30 de março, em parceria do governo Rafael com a Beneficência Portuguesa. Na quinta (19), após o registro de aumento de procura e internações por Covid registrado na Santa Casa e no Dr. Beda (confira aqui) no dia anterior (18), Andreya disse (confira aqui) que a decisão da mudança de fase diante de uma aparente segunda onda da pandemia, ou recrudescimento da primeira, seria tomada na semana que vem. Mas, segundo a chefe da Vigilância em Saúde revelou hoje, na própria quinta houve um aumento no número de internações no CCC.
Abertura do CCC em 30 de março, fruto da parceria do governo Rafael Diniz com a Beneficência Portuguesa (Foto: Divulgação)
Com a diminuição do número de casos entre setembro e outubro, algumas equipes foram desmobilizadas para atender outras demandas da saúde. O que reduziu o número de 29 leitos de UTI do CCC para 24, assim como os leitos clínicos, de 60 para 40. Só que os casos voltaram a crescer em novembro, em virtude do relaxamento das pessoas e dos contatos físicos e aglomerações do período eleitoral. Primeiro na rede privada do Dr. Beda e do Hospital da Unimed, chegando à rede conveniada, como a Santa Casa, e esta semana ao CCC. Hoje, dos seus atuais 24 leitos de UTI, a referência do município no atendimento à Covid tem 17 ocupados. Já entre os leitos 40 clínicos do CCC, a taxa de ocupação atual é de 30.
Se o CCC colapsar com o novo crescimento da pandemia no município, toda sua rede pública, conveniada e privada viria a reboque. Mas, segundo Andreya, isso ainda não está para acontecer. Na rede pública, o Hospital Geral de Guarus (HGG) tem quatro leitos de UTI para Covid, com um ocupado; e quatro leitos clínicos, com dois ainda vagos. No Hospital São José, que atende à Baixada, há 10 leitos clínicos reservados aos infectados pela doença, todos ainda vagos, e mais 10 leitos de UTI, com apenas um ocupado. Na rede conveniada, mista o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e privado, o Hospital Álvaro Alvim conta com quatro leitos de UTI, com dois ocupados, mais 10 leitos clínicos, sete deles ocupados. Sem adotar novas medidas de restrição diante do aumento de casos, a rede correria o risco de colapsar, como ocorreu na Itália e na Espanha.
Na quarta, dia anterior ao aumento na procura no CCC, o médico infectologista Nélio Artiles, entre os mais respeitados na região em sua área, tinha advertido: “A volta da fase Verde para a Amarela em Campos, com adoção do lockdown parcial, é inevitável, vai acontecer”.