Churrascão do Asilo do Carmo — Opção de almoço no domingo alimenta obra social

 

 

Sempre precisando de ajuda finaceira para manter seu serviço de atendimento aos idosos, o Asilo do Carmo vai promover neste domingo (18), das 11h às 15h, um Churrascão Delivery. O valor é R$ 15 e os interessados em ter uma opção de almoço que alimente também uma importante obra assistencial, devem fazer seus pedidos pelo número: (22) 999812969.

No grupo de WhatsApp deste blog e do programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, o aviso foi do advogado Artur Gusmão, procurador do município. Cristão genuíno, em um tempo de tantos falsos profetas e seus cultuadores do ódio, ele está sempre atento às iniciativas que resgatam o humanismo da cidade.

 

Na lembrança materna e liceísta de 1961, homenagem ao Dia do Professor

 

Clube de História do Liceu de Humanidades de Campos, em 1961 (Foto: Arquivo)

 

Hoje, no Dia do Professor, a homenagem do blog à categoria, fundamental em qualquer lugar do mundo e tão pouco valorizada no Brasil, o que fala muito sobre o país, é feita a partir do registro enviado pela jornalista e ex-liceísta Jane Nunes. A fotografia de 1961 é do Clube de História do Liceu de Humanidades de Campos, formadora centenária de tantas gerações de campistas. Na parte inferior da foto, da esquerda para a direita, estão os professores Aldano de Barros, João Baptista da Hora, Evangelina Guedes, Maria Rita dos Santos Silva e Tarcísio Tupinambá. Depois deles, então com 17 anos, a primeira aluna é Diva dos Santos Abreu.

Pouco depois, Diva sairia dali para se formar em história, na Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro. E, muito antes da Folha da Manhã, voltaria a Campos para ser professora de outras tantas gerações de campistas, inclusive a de Jane, no mesmo Liceu pelo qual se aposentaria como servidora estadual. Na aluna transformada em professora e uma das mulheres mais extraordinárias que conheci — no que há de racional no juízo passional de qualquer filho — fica a reverência ao magistério pelo dia. Que deveria se dar na volarização da classe nos demais 364 dias de todos os anos.

 

Candidatos a prefeito de Campos além do desafio que favorece a Rafael e Wladimir

 

(Foto: Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

Sobre os desafios eleitorais trocados hoje (confira aqui) entre o prefeito Rafael Diniz (Cidadania) e o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD) — para um debate entre os dois e para os dois saírem juntos à rua —  faltou perguntar: o que pensam os demais 9 candidatos a governar Campos, nas urnas de 15 de novembro? Como a resposta é necessária à democracia goitacá, o blog fez a pergunta a todos os que foram deixados de fora da celeuma, em uma polarização em tese favorável apenas aos dois envolvidos.

Na ordem do envio respostas, confira abaixo o que pensam os candidatos a prefeito de Campos Beethoven (PSDB), Jonathan Paes (PMB), Caio Vianna (PDT), Cláudio Rangel do Boa Viagem (PMN), Professora Natália (Psol), Odisséia (PT), Tadeu Tô Contigo (Republicanos) e Roberto Henriques (PCdoB):

 

 

Lesley Beethoven (Foto: Divulgação)

 

— Desafio interessante. Estou curioso com o resultado… Quanto ao debate que será realizado pelo Fidesc (confira aqui) com os 11 candidatos, eu também participarei. Debater ideias em alto nível é fundamental para a democracia! — pontuou Beethoven.

 

 

 

— Rafael Diniz, acabei de assistir a um vídeo seu chamando o candidato Wladimir Garotinho para um debate, para mostrar a verdade. Então, aproveitando o gancho, eu, Jonathan Paes, candidato a prefeito da cidade de Campos, estou te desafiando. Aí que você realmente vai ver quem está falando a verdade. E aproveitando o gancho, eu desafio também o Wladimir Garotinho, o Caio Vianna (PDT) e os demais. Sabe por quê? Porque nós estamos aqui para falar a verdade à nossa população. E é por isso que eu digo: quem quer a verdade, é com Jonathan Paes e Dr. Constantino Ferreira (candidato a vice). Quem quer mentira, continue com eles — disse Jonathan Paes, também em vídeo gravado e divulgado nas redes sociais.

 

 

 

— Acho fundamental termos debate na campanha. É muito importante para a população campista ter a oportunidade de ouvir as propostas de todos e todas e conhecer um pouco mais sobre as irresponsabilidades e falta de competência das últimas gestões. Vamos juntos reviver o que o melhor governo que essa cidade já teve, fez por pela nossa cidade e o que juntos vamos construir para, enfim, retomarmos o caminho do crescimento — pregou Caio Vianna, também em vídeo divulgado nas redes sociais.

 

 

Cláudio Rangel (Foto: Divulgação)

 

— A maior necessidade do mundo é a de homens,  homens que não se comprem nem se vendam; homens que, no íntimo da alma, sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus. A população precisa de homens verdadeiros, honestos e de mãos limpas. A população campista não merece que seus representantes entram em confronto por questões que vem se arrastando há anos, nada se resolve em confronto, mas sim em diálogo e união. É preciso ser um líder para a nossa população campista — manifestou-se Cláudio Rangel.

 

 

Professora Natália (Foto: Divulgação)

 

— Acerca do vídeo divulgado pelo prefeito Rafael Diniz sinalizando o desejo de debater apenas com um candidato de sua escolha, digo que recebo isso com surpresa e decepção, pois estamos em um processo democrático em que ele deveria buscar o mais amplo debate. Esta reação intempestiva mostra que o desespero tomou conta de uma administração que se caracterizou pela retirada de políticas sociais, fechamento de escolas, e pelo desrespeito aos direitos dos servidores municipais. Essa “briguinha” entre os dois, na busca de polarizar e ganhar holofotes, tão só demonstra como o ego e a sociabilidade masculina são destrutivas e até mesmo infantis. De minha parte, estou disponível para debater democraticamente com todos os candidatos, acredito que a população mereça um debate aberto. Fora que assistir a um debate entre Rafael e Wladmir seria ouvir duas faces da mesma moeda: projetos que priorizam grupos específicos em detrimento dos mais pobres — alfinetou Natália Soares.

 

 

Odisséia Carvalho (Foto: Folha da Manhã)

 

— Eu acho que tanto Rafael, quanto Wladimir, eles têm que apresentar, como os demais candidatos, as propostas, o programa de governo. Quem vai julgar, quem vai definir, é a população no voto, no dia 15 de novembro. Então, considero incoerente esse tipo de atitude dos dois. É um comportamento extremamente infantil, no meu entender. Os dois precisam é apresentar propostas à população. Esse tipo de comportamento parece coisa de escola — classificou Odisséia Carvalho.

 

 

Alexandre Tadeu (Foto: Divulgação)

 

— É o sujo falando do mal lavado. São herdeiros de famílias gananciosas, lutando pelo poder para deixar a cidade e os cidadãos cada vez mais pobres e dependentes da Prefeitura. Querem se perpetuar no governo. Vou acabar com isso. Campos vai ficar 10 — criticou Tadeu Tô Contigo, aproveitando para fazer sua propaganda eleitoral.

 

 

 

— A população não está nada interessada nessa briga entre Wladimir e Rafael Diniz, sobre o convite que Rafael fez para que Wladimir debatesse com ele. Sabe o que a população quer? É o grande debate com todos os candidatos. Eu pediria aqui, inclusive, que as principais redes de televisão do nosso município revissem as suas posições de não realizar os debates. Esse debate, sim, é que o povo de Campos está esperando. Agora, quanto que Wladimir fala de Rafael, e o Rafael fala do Wladimir, quando um fala do outro sobre essa questão dos desafios deles, os dois têm razão. Porque realmente Wladimir não aceitou o convite do Rafael. E Rafael também, por sua vez, não aceitou o convite do Wladimir para ir às ruas debater com o povo. Fica esperto! Essas brigas menores, em nada contribuem para uma eleição limpa, democrática, que a população de Campos espera que façamos. Fica esperto! — aconselhou Roberto Henriques, em mais um vídeo sobre a polêmica.

 

As posições dos demais candidatos a prefeito de Campos serão postadas tão logo sejam geradas.

 

Rafael desafia Wladimir a um debate entre os dois e é desafiado para irem à rua

 

Rafael Diniz e Wladimir Garotinho (montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Candidato à reeleição em novembro, o prefeito Rafael Diniz (Cidadania) publicou e divulgou hoje nas redes sociais um vídeo (confira aqui). E nele desafiou o deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), também candidato a prefeito, para um debate a ser organizado pelos dois comitês de campanha. Nele, o neto do falecido ex-prefeito Zezé Barbosa disse ao filho do casal Garotinho:

— Candidato, a gente está vendo aí que infelizmente a Globo (InterTV) e a Record não vão realizar o debate no primeiro turno. Eu acho que seria importante a gente estar debatendo a cidade. Mas já que você fala tanto do futuro, o que pode ou não pode ser feito, e já que sou eu que vivo o presente e a sua mãe (a ex-prefeita Rosinha, hoje Pros) que estava aqui em um passado recente, com todo o respeito a todos os outros (nove) candidatos a prefeito, eu queria propor a você: eu e você num debate presencial. A minha assessoria se junta com a sua, para poder montar as regras e a gente poder debater: o passado recente de Campos, o presente de Campos e o futuro para Campos. E acho que assim a gente vai ter condição de dar oportunidade ao eleitor dizer quem fala a verdade e quem fala a mentira. Te aguardo.

 

Confira o vídeo abaixo:

 

 

Adversário de Rafael nas urnas de 15 de novembro, Wladimir respondeu ao prefeito em duas postagens no Twitter (confira aqui e aqui). Nelas, lembrou que o debate virtual e ao vivo entre os 11 candidatos, promovido pelo do Fórum Institucional de Dirigentes do Ensino Superior de Campos (Fidesc) está marcado (confira aqui) para 5 de novembro. E também fez um desafio, chamando o adversário para os dois saírem juntos às ruas do município cujo governo disputarão:

— Acabei de ver um vídeo onde o prefeito Rafael Diniz me chama pra um debate. Desde o primeiro dia do meu mandato eu me propus a dialogar para ajudar a cidade e ele ignorou. O ofício 001 do meu gabinete foi endereçado ao “prefeito”, que nunca pediu nada pela cidade.

— Você vai ter a oportunidade de debater comigo no debate que vai ser organizado pelas universidades com todos os candidatos. Mas eu queria te propor um outro desafio: VEM PRA RUA!  Vem tentar explicar de perto as pessoas tudo que você destruiu. E aí? Vai?

 

Confira o print das postagens abaixo:

 

(Print do Twitter)

 

Capitão do mato do capitão exclui Marina Silva da Fundação Palmares

 

O capitão do mato e o capitão (Foto: Facebook)

 

“Capitão do mato” (1823), aquarela de Johann Moritz Rugendas

Já externei ressalvas (confira aqui) à baixa inteligência emocional e política do identitarismo e seu “lugar de fala”. Como também orgulho pela identificação pessoal e histórica com minhas origens índia, negra e portuguesa. Entre uma coisa e outra, como reagir ao capitão do mato que o capitão colocou na Fundação Cultural Palmares para perseguir negros que não negam o racismo no Brasil?

Lacaio negro do senhor branco, o tal Sérgio Camargo hoje anunciou no pelourinho bolsonarista das redes sociais que excluiu a ex-senadora Marina Silva (Rede) da lista de personalidades negras da Fundação Palmares. Segundo ele, ela “não tem contribuição relevante para a população negra do Brasil”.

Parida pela avó parteira no Acre de 1958, Marina foi seringueira, empregada doméstica e analfabeta até os 16 anos. Com 26, se formava em história pela Universidade Federal do Acre, em 1984. Em 1988, foi eleita a vereadora mais votada de Rio Branco, capital do seu estado. Em 1990, repetiu o feito ao se eleger deputada estadual. Em 1994, aos 36 anos, foi eleita a senadora mais jovem da história da República. Reeleita ao cargo em 2002, se licenciou para assumir o ministério do Meio Ambiente do primeiro governo Lula. No segundo, em 2008, pediu exoneração e voltou ao Senado, após se desentender com a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

 

O então presidente Lula e Marina Silva, sua ministra do Meio Ambiente (Foto: Celso Junior – Estadão)

 

Marina saiu do PT para se candidatar a presidente da República pelo PV em 2010. E foi a primeira ameaça real à disputa entre PT e PSDB, desde que este chegou ao poder com Fernando Henrique Cardoso em 1994. Dezesseis anos depois, mesmo com 19,6 milhões de votos, a candidata verde teve que assistir ao segundo turno entre sua antiga desafeta Dilma e o tucano José Serra.

 

Marina, José Serra e Dilma Rousseff no debate da Folha de São Paulo e UOL em 18 de julho de 2010 (Foto: Nelson Antoine – Fotoarena – Veja)

 

Em 2014, após ter o registro do seu novo partido negado, aceitou ser vice na chapa do PSB à presidência, encabeçada pelo governador pernambucano Eduardo Campos. Após a morte deste em acidente de avião, assumiu a candidatura e ameaçou ainda mais a polarização entre PT e PSDB. Conquistou 22,1 milhões de votos, mas ficou novamente em 3º lugar. Atacada de forma mentirosa e covarde pelo PT no primeiro turno, Marina apoiou Aécio Neves no segundo. E nunca foi perdoada por quem seria apeado do poder com o impeachment de Dilma em 2016.

 

 

Em 2018 começou bem nas pesquisas, disputando com Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) a vaga para furar a polarização que o PT agora tinha com Bolsonaro. Mas, após a facada levada por este e o impedimento da candidatura de um Lula preso, Marina derreteu nas intenções de voto. Terminou em 8º lugar, com pouco mais de 1 milhão de votos.

Com muita convicção, que se mantém, votei em Marina a presidente em 2010 e 2014. Nesta, se não fossem as fake news que o PT de Dilma e Lula usou para quatro anos mais tarde acusar Bolsonaro de usar, a ex-seringueira tinha chances reais de se eleger. Mas, como definiu o poeta português Fernando Pessoa pela pena do seu heterônimo Álvaro de Campos, isso é “a história do que poderia ter sido”. Não sem depois completar: “A verdadeira história da humanidade”.

 

Antes de receber a facada que o elegeu, em um dos pucos debates presidenciais de que participou em 2018, Bolsonaro foi enquadrado por Marina por “pegar a mãozinha de uma criança e ensinar como é que faz para atirar. É esse o ensinamento que você quer dar? Você acha que pode resolver tudo no grito, na violência?” (Foto: Diego Padgurschi – Folhapress)

 

Em 2018, com o derretimento de Marina, fiz o voto útil em Ciro ainda no primeiro turno. Era o único que as pesquisas antes das urnas apontavam ser capaz de bater Bolsonaro no segundo. No qual bateu o PT, como previsto, e se elegeu presidente em um fenômeno eleitoral talvez sem precedentes. Para colocar na Fundação Palmares um negro que diz que “a escravidão foi benéfica aos negros”.

Na história do que foi — e na que será contada — o capitão do mato do capitão terá menos importância do que a malária, ou as contaminações por mercúrio e leishmaniose a que Marina sobreviveu.

 

Declaração de voto a vereador de Campos entre Edmundo, Uchôa, Thuin e Gilberto

 

Do meu tempo de vida, os melhores jogadores de futebol que vi atuarem foram Zico, Maradona, Zidane e Messi. Não necessariamente nesta ordem, coloco os quatro acima de todos os outros. Por motivos de memória emocional, no par ou ímpar, fico com Zico. Mas, dos anos 1980 para cá, se alguém afirmar que o melhor foi Maradona, ou Zidane, ou Messi, admito que o palpiteiro pode estar certo e eu errado. Certeza, só uma: para qualquer dos lados, não será por muito.

 

Zico, Maradona, Zidane e Messi (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A analogia vale à declaração do meu voto de vereador. Que a isto se resume, minha opção cidadã e pessoal, sem nenhuma influência na linha editorial deste blog e, sobretudo, da Folha da Manhã, do seu portal Folha1, ou da rádio Folha FM 98,3. Claro que há vereadores entre os atuais 25 que, no meu ponto de vista, merecem a reeleição. Entre os quais tenho amigos, critério que não define minha escolha enquanto eleitor. Mas citaria Jorginho Virgílio (DC), nº 27777, por sua independência e trabalho no comando da CPI do Fundecam.

Mas minha opção, diante da urna e de uma Legislatura no geral de pouco brilho, será pela renovação. E esta confluiu entre outros quatro nomes: o servidor federal Edmundo Siqueira (Rede), nº 18718; o policial federal Roberto Uchôa (Patri), nº 51456; o ex-presidente da Fundação Municipal dos Esportes Raphael Thuin (PTB), nº14000; e o estudante universitário Gilberto Gomes (PT), nº 13333.

Respeito as escolhas diversas. Mas creio que o trabalho de Edmundo na defesa embasada da cultura do município, o de Uchôa como especialista sério e gabaritado na área da Segurança Pública, o de Thuin em seu belo legado no esporte e paraesporte de Campos, além do potencial de Gilberto como jovem cabeça pensante da esquerda campista, aberta à autocrítica, mesmo a despeito de eu considerar o governo Dilma Rousseff desastroso, fizeram que a opção se definisse entre os quatro. Que poderiam ser cinco, se o jornalista Rogério Siqueira, do movimento negro e também da cultura, confirmasse sua candidatura a vereador pelo PSB.

 

 

Pelo aspecto pessoal da minha própria militância na cultura goitacá, desde os anos 1990, meu voto a vereador em 15 de novembro será do Edmundo Siqueira. Que, entre as opções listadas no início, obedece ao mesmo paralelo de escolha estabelecido incialmente entre Zico, Maradona, Zidane e Messi. Seja em suas áreas respectivas ou na política, Edmundo, Uchôa, Thuin e Gilberto não alcançaram e muito dificilmente alcançarão o mesmo patamar dos quatro gênios do campo. Mas não tenho dúvida que qualquer um deles, se eleito, baterá um bolão na Casa do Povo.

 

 

P.S. Antes que alguém pergunte, ainda não defini meu voto a prefeito. Certeza, só duas. A primeira? Será alguém que não minta sobre seus próprios erros e deficiências, que todos os 11 candidatos possuem. Como os têm os eleitores da natimorta “nova política”, baseados no “mito” de que políticos são filhos de chocadeira, não da sociedade que igualmente formam. Mas, sobretudo, será o candidato a governar Campos que não minta sobre o grave quadro financeiro que qualquer um deles irá encontrar em 2021. Que já afeta e continuará afentando diretamente a vida dos mais de 507 mil campistas.

Na dúvida, você, leitor, pode ter ciência da realidade aquiaquiaquiaquiaqui, aquiaqui, aqui, aquiaqui e aqui.

 

Futuro de Campos entre a economia e as apostas políticas para novembro

 

Deputado estadual Rodrigo Bacellar (Foto: Folha da Manhã)

 

 

Após os 11 painéis promovidos pela Folha sobre a grave crise financeira de Campos (confira-os aquiaquiaquiaquiaqui, aquiaqui, aqui, aquiaqui e aqui), publicados de 18 de julho a 26 de setembro, ouvindo 34 representantes da sociedade civil organizada, entre especialistas de economia, finanças, ciência política, antropologia e sociologia, além de juristas, jornalistas, gestores universitários, empresários e sindicalistas, restou pouca dúvida racional. Muito mais importante que saber o vencedor das eleições a prefeito de novembro está a necessidade de resposta à principal questão aos mais de 507 mil campistas: com um orçamento para 2021 projetado entre R$ 1,5 bilhão e R$ 1,7 bilhão e gasto previsto de R$ 2 bilhões, entre os quais R$ 1,1 bilhão já comprometido só com folha de pagamento de servidor, como Campos pode fechar essa conta?

 

Grandes pensadores da economia, Adam Smith, John Keynes e Karl Marx (Montagem: Eiabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

É uma pergunta difícil e complexa, feita e refeita pela Folha aos 11 candidatos a prefeito do município. E, com R$ 0,00 de Participação Especial (PE) de agosto, fato inédito desde que a receita petrolífera começou a ser paga em 2000, mais o julgamento da partilha dos royalties no Supremo Tribunal Federal (STF) marcado para 3 de dezembro, a pergunta fica ainda mais difícil e complexa. Mesmo que a resposta coubesse a uma chapa majoritária ao Executivo goitacá composta por Adam Smith a prefeito e John Maynard Keynes de vice — ou Karl Marx, a depender da torcida ideológica, no lugar de um dos dois cânones universais da economia.

 

(Foto: Petrobras)

 

Tão cego quanto quem finge não enxergar a gravidade problema, é não buscar alternativas. Na série de 11 painéis, entre as muitas diferenças de formação e visão que marca a sociedade civil e seus representantes qualificados em diversas áreas, pelos menos três opções foram consensuais: a implantação integral do pregão eletrônico nas compras do município, a parceria do poder público com o polo universitário e a retomada da vocação agropecuária. E na rodada de sabatinas do jornal Folha da Manhã e o programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, com os candidatos a prefeito, pelo menos até aqui, nenhum deixou de se comprometer com as três.

 

 

As possibilidades falam por si. Exigido pelo governo federal no repasse de verbas e integralmente adotado no município vizinho de Macaé, o pregão eletrônico é responsável pela economia de até 30% nas compras públicas. Por sua vez, a parceria com o polo universitário é evidenciada pelo prefeito Rafael Diniz (Cidadania), candidato à reeleição. Em entrevista nas páginas 2 e 3 desta edição, ele conta (confira aqui) a importância que essa união teve no enfrentamento contra a pandemia da Covid. Como poderia ser pela condução do deputado federal Wladimir Garotinho (PSD), também candidato a prefeito, na emenda de bancada (confira aqui) para retomar as obras do novo prédio da UFF-Campos. Ou pelo serviço prestado à democracia goitacá pelo Fórum Institucional de Dirigentes do Ensino Superior de Campos (Fidesc), que promoverá (confira aqui) em 5 de novembro, a 10 dias das urnas, seu debate entre os 11 candidatos a prefeito.

 

 

Já a importância da retomada da vocação agropecuária do município, seu eixo econômico do séc. 17 ao final do séc. 20, quando foi suplantada e abandonada pelo dinheiro fácil do petróleo, é colocada em números na matéria da página 11 desta edição. Nela, o empresário Renato Abreu, presidente do Grupo MPE, que atua na Sapucaia junto à Coagro, revelou (confira aqui) que a safra de cana 2019/2020, com duas usinas, vai movimentar R$ 500 milhões na economia local. É cerca de 1/3 do orçamento de 2021 para Campos. Cujo campo não se resume à cana, nem à agroindústria.

 

Colheita de cana mecanizada da Coagro/MPE/Sapucaia (Foto: Rodrigo Silveira – Folha da Manhã)

 

Para quem sabe fazer contas, o principal problema de Campos é econômico, não eleitoral. Mas, se fosse, pode se enganar quem julga que o poder político real do município estará com quem for eleito prefeito, ou em 15 de novembro, ou, mais provavelmente, no dia 29 do mesmo mês. Na primeira data, com a nova Câmara Municipal e os dois candidatos do segundo turno ao Executivo definidos, o cacife maior poderá estar nas mãos de quem optou por não disputar nenhum cargo eletivo em 2020.

 

Com a Prefeitura de Campos em sérias dificuldades financeiras, independente do prefeito eleito em novembro, poder real de 2021 pode estar na próxima Câmara Municipal

 

Eleito deputado estadual em 2018, Rodrigo Bacellar (SD) trabalha com a maior estrutura de campanha na Campos de dois anos depois. Tentará eleger até sete vereadores por sua coligação. Entre eles, o edil Igor Pereira (SD) é aposta para estar entre os mais votados, o que o cacifaria à disputa pela presidência da Casa do Povo. Além disso, Rodrigo pretende fazer outros dois vereadores, entre os candidatos ligados a outras chapas majoritárias que já pularam ao seu barco. Lógico, é preciso combinar antes com o eleitor. Mas a força na disputa pelos cabos eleitorais impressiona. Ainda que às vezes negativamente, como foi o caso da aglomeração de gente e carros no lançamento da candidatura de Bruno Calil (SD) a prefeito, na casa de shows Multiplace, no último dia 15, que gerou (confira aqui) reação do Ministério Público Eleitoral.

 

Wladimir Garotinho e Caio Vianna (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A despeito da falta de pesquisas e seus critérios estatísticos, como de debates para discussão e enfretamento de ideias, em uma eleição atípica com pandemia e muitos candidatos a prefeito, se o encontro entre eleitor e urna fosse hoje, um segundo turno entre Wladimir e Caio Vianna (PDT) não pagaria muito nas casas de aposta. Mas o pleito é daqui a 36 dias. Até lá, são observadas com atenção as corridas por fora de Rafael, que conseguiu recuperar parcialmente sua força na “pedra” (98ª), mas enfrenta grande rejeição na periferia; e de Bruno, ainda fraco na “pedra”, mas forte na sua 76ª natal e na 75ª, base eleitoral de Igor — como do candidato a vereador Nildo Cardoso (PSL), aliado de Caio. O que não impede nenhum dos outros sete candidatos a prefeito de surpreender. Sobretudo se o clã Bolsonaro colocar sua mão sobre a candidatura de Tadeu Tô Contigo (Republicanos).

 

Rafael Diniz e Bruno Calil (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

No que ninguém aposta, salvo algo fora das condições normais de temperatura e pressão, é um segundo turno sem Wladimir. Se isso se confirmar e Rodrigo eleger algo próximo da bancada que trabalha com a “alavanca no canto” para fazer, sua força nesse hipotético segundo turno pode independer do adversário do filho do casal de ex-governadores. Se for Bruno, o filho do ex-vereador Marcos Bacellar (SD) investirá no tradicional “todos contra os Garotinho”. Mas se for Caio, Rafael ou qualquer outro, a situação pode ser ainda mais cômoda: Rodrigo se transformaria na “noiva mais bonita” para 29 de novembro.

 

Locomotiva a todo o vapor com a “alavanca no canto”, enquanto houver carvão

 

Qualquer que seja o resultado final das urnas a prefeito, a grave situação financeira que este encontrará dará pouca ou nenhuma oportunidade para “voo solo”. Se o apoio do presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), as boas relações com o governador interino Cláudio Castro (PSC), mais o conhecimento dos bastidores do Tribunal de Contas do Estado (TCE), for acrescido de uma bancada expressiva na Câmara de Campos — o que, até 15 de novembro, não passa de uma aposta —, Rodrigo teria contra ele apenas a delação (confira aqui) do ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos. Que já derrubou o governador Wilson Witzel (PSC).

Noves fora o imponderável, o vencedor das eleições de 2020 em Campos talvez não precise disputá-las. A despeito da pouca idade, é um hábil operador da “velha política”, a única que há desde a República de Roma e à qual Bolsonaro sempre pertenceu — e se submeteu para poder governar. Do Planalto Central à planície goitacá, a ver.

 

Publicado hoje (10) na Folha da Manhã

 

Coletânea sobre Didi, que hoje completaria 92 anos, republicada no Ultrajano

 

Em 12 de maio deste ano, quando se completaram 19 anos da morte de Waldir Pereira, o Didi, publiquei uma antologia de textos sobre o maior jogador de futebol da história de Campos e considerado entre os maiores meias da história do futebol mundial. Hoje, quando ele faria 92 anos, um craque de outros campos, o jornalista José Trajano, republicou em seu portal Ultrajano, aquela antologia sobre Didi. Que reuniu textos dos jornalistas Péris Ribeiro, Chico de Aguiar, do falecido Carlos Heitor Cony e meu, sobre o gênio da Folha Seca. Era o nome do chute venenoso que ele criou e que batiza o prêmio entregue anualmente pelo Grupo Folha a um campista que tenha elevado o nome da cidade em plano nacional ou mundial. E que foi entregue pela primeira vez em 2000, ao próprio Didi.

Confira aqui a publicação original do texto neste Opiniões e aqui a sua republicação hoje no Utrajano.

 

(Clique na imagem para ler o texto)

 

Com Centrão e Toffoli, Bolsonaro decreta morte da Lava Jato. E dá prêmio a apoiadores

 

Bolsonaro em abraço caloroso em Dias Tottoli, na noite do último sábado (03), flgarado pela CNN Brasil (Reprodução)

 

“É um orgulho, é uma satisfação que eu tenho, dizer a essa imprensa maravilhosa que eu não quero acabar com a Lava Jato. Eu acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção no governo”. Sim, foi o que o presidente Jair Bolsonaro, eleito na onda da moralização e do antipetismo criada pela Java Jato, disse agora há pouco.

Bolsonaro decretou a morte da Lava Jato quatro dias após ter sido flagrado no sábado em abraço caloroso com Dias Toffoli. Recusado duas vezes em concurso público para juiz de primeira instância, Toffoli foi indicado ministro do Supremo por Lula, após ter sido advogado do PT e advogado geral da União no governo do líder petista.

Se você ainda alega algum motivo moral para apoiar o capitão, que não seja a aliança dele com o Centrão e a banda podre do Supremo para livrar Queiroz e os filhos da cadeia, foi desnecessária a fezinha para tentar ganhar os R$ 103 milhões sorteados hoje na Mega Sena. Seu prêmio já está ganho. É o Mamadeira de Alfafa.

 

Após Nova York, histórias de Atafona chegam à TV da França

 

Foz do rio Paraíba foi novamente fechada em 23 de maio deste ano, pelo avanço do mar (Foto:Marco Antônio Ribeiro da Silva, o Careca)

 

O avanço do mar em Atafona já levou muitas casas, ruas e histórias. Mas também se transformou em outras, contadas pelo mundo. Em outubro do ano passado, o blog registrou (relembre aqui) como as imagens de Atafona, feitas pelo fotógrafo carioca Felipe Fittipaldi, foram reunidas em uma exposição embaixo da famosa Ponte do Brooklin, em Nova York. Mais recentemente, geraram também uma reportagem do canal de TV France Info, gravada na quinta (1º) e veiculada ontem (06) na França. Na matéria televisiva, foram ouvidos o pescador Celso Simas Borges, o geógrafo da UFF Eduardo Bulhões e o coordenador da Defesa Civil de São João da Barra, Wellington Barreto Gonçalves.

Confira a exposição fotográfica sobre Atafona em Nova York e a reportagem da TV francesa:

 

Exposição de fotos de Atafona embaixo da ponte do Brooklin (Foto: Divulgação)

 

 

Geólogos canadense Charles Frederick Hartt e campista Alberto Ribeiro Lamego

 

O primeiro a estudar as interrelações entre o oceano Atlântico e a foz do rio Paraíba do Sul, no litoral de Atafona, foi o geólogo canadense Charles Frederick Hartt. Ele veio ao Brasil integrando a famosa expedição Thayer, entre 1864 e 1865. Em 1945, na sua obra “O Homem e o Brejo”, o geólogo campista Alberto Ribeiro Lamego externou grande parte das suas teses sobre papel protagonista do Paraíba do Sul na formação da planície goitacá. O processo natural passou a sofrer desequilíbrio pela ação humana. Em 1952, a barragem de Santa Cecília foi inaugurada em Barra do Piraí, desviando 2/3 das águas do rio Paraíba ao rio Guandu, para abastecer de água o Grande Rio de Janeiro. Para o eco historiador Arthur Soffiati, esse “foi o golpe final” em Atafona:

 

Historiador Arthur Soffiati no Folha no Ar de 14 de janeiro de 2020 (Foto: Cláudio Nogueira – Folha FM)

 

—  A transposição de Santa Cecília criou dois rios Paraíba. O primeiro começa na sua nascente mesmo, na serra da Bocaina, em São Paulo, e termina na Baía de Sepetiba, na cidade do Rio, através do rio Guandu. O outro rio Paraíba começa no rio Paraibuna, em Minas Gerais, e termina na foz de Atafona. As lagoas de Grussaí, de Iquipari e do Açu não são mais extravasores auxiliares do Paraíba em período de cheia. Se o Paraíba não encher, esses braços não são reativados mais. E agora a gente vê o fechamento de mais um braço entre o Pontal e a Convivência. E ficou só um braço estreitinho, que é o braço de Gargaú — disse Soffiati (relembre aqui) no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, em 14 de janeiro deste ano.

O avanço do mar em Atafona fechou a foz natural do Paraíba em outubro de 2019 (confira aqui), ligando a praia sanjoanense à antiga ilha da Convivência. Que foi momentaneamente reaberta pela cheia do rio em março de 2020 (confira aqui), mas voltou a se fechar em maio (confira aqui). Isso, enquanto o avanço da salinidade marinha sobre o próprio Paraíba tem causado constantes interrupções de captação d’água para São João da Barra, como aconteceu (confira aqui) no mês passado.

 

Neivaldo Paes Soares desapareceu navegando sozinho na foz do Paraíba, na noite fria de 21 de junho de 2015 (Foto: Facebook)

 

A única parte da foz natural do rio ainda aberta está entre a praia de Gargaú, no município vizinho de São Francisco de Itabapoana, e a antiga ilha do Peçanha. Onde o comerciante e “poeta da vida” Neivaldo Paes Soares desapareceu navegando sozinho, sem deixar sem deixar pistas (relembre aqui), numa noite fria de 21 de junho de 2015. Para gerar outras histórias.

 

Universidades marcam debate dos candidatos a prefeito de Campos para 05/11

 

 

Habemus debate. Se este pleito a prefeito de Campos já era atípico, em virtude da pandemia da Covid-19 e da grave crise financeira do município como freio cravado à boca do estelionato eleitoral, a ausência dos debates da InterTV e da Rede Record foi sanada pela iniciativa do polo universitário da cidade. Os 11 candidatos a prefeito serão convidados ao debate virtual a partir das 20h de 5 de novembro, 10 dias antes das urnas, em promoção do Fórum Institucional de Dirigentes do Ensino Superior de Campos (Fidesc). As informações foram confirmadas ao blog pelos reitores da Uenf e do IFF, respectivamente os professores Raul Palacio e Jefferson Manhães de Azevedo.

A transmissão do debate se dará por Facebook, com abertura às emissoras de rádios locais que queiram retransmiti-lo ao vivo. Com projeção de três horas de duração, terá um mediador e será dividido em quatro blocos. O primeiro será dedicado à apresentação de cada candidato. No segundo, cada candidato responderá a uma pergunta formulada previamente pelo Fidesc. No terceiro, subdividido em dois, cada candidato poderá escolher um tema, entre os que também serão previamente definidos, e a partir dele formular uma pergunta ao candidato da sua escolha, com réplica e tréplica. O quarto e último bloco será dedicada às conclusões finais de cada candidato.

Uma comissão julgadora também será formada pelo Fidesc, para analisar eventuais acusações ou ofensas durante o debate que possam gerar direito de resposta. Uma reunião online para fechar os detalhes do evento está marcada para a manhã desta quinta-feira (08).

 

Eleito presidente da Amperj, Cláudio Henrique Viana eleva o nome de Campos

 

Procurador campista Cláudio Henrique da Cruz Viana diante do placar que ontem o elegeu presidente da Amperj (Foto: MPRJ)

 

 

Em meio à sua talvez maior crise financeira em 185 anos de história como cidade, Campos também tem seus motivos de orgulho. Promotor que fez história na sua cidade pela lisura profissional, além da coragem pessoal em passagens de enfrentamento ao crime organizado, o procurador campista Cláudio Henrique da Cruz Viana foi eleito ontem (05) presidente da Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Amperj), que dirigirá pelo biênio 2021/2022. A Chapa União obteve 645 votos de um total de 956 válidos, um percentual de 67,46%. Já a Chapa Azul, liderada pelo promotor de Justiça Cesar Rampazzo da Cruz, obteve 311 votos. No total, foram computados 974 votos, sendo 10 nulos e oito em branco.

Os membros do MPRJ também elegeram os representantes dos Conselhos Consultivo e Fiscal da Amperj, sendo registrados 944 votos para o Conselho Consultivo e 963 votos para o Fiscal.  Cláudio Henrique assumirá a presidência da Amperj no dia 1º de janeiro de 2021, com mandato até o dia 31 de dezembro de 2022. Ele ocupará o lugar do procurador de Justiça Ertulei Laureano, que concorrerá ao cargo de procurador-geral de Justiça este ano, juntamente com os procuradores Leila Machado Costa e Marcelo Rocha Monteiro, e os promotores Luciano Oliveira Mattos de Souza e Virgilio Panagiotis Stavridis, no próximo dia 11/12.

A eleição da Amperj foi realizada, pela segunda vez consecutiva, por meio do Sistema Eletrônico de Votação (SEV) do MPRJ. O sistema permite o voto dos membros por meio da internet, sem que os votantes precisem comparecer presencialmente à Amperj para efetuar seu voto. De Campos fica a torcida por um operador do direito que eleva o nome da sua cidade fora dela.

 

Com informações do portal do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).