Garotinho se queixa de Wladimir pelo PL em Campos

 

Wladimir e Anthony Garotinho (Foto: Instagram)

 

“A soberba precede a ruína”. A frase compõe a Bíblia no Livro dos Provérbios (16:18), atribuído a Salomão, rei da antiga Israel e filho do rei Davi. E foi usada em vídeo divulgado nas redes sociais pelo ex-governador Anthony Garotinho (sem partido) em advertência pública ao próprio filho, o prefeito Wladimir Garotinho (PP).

O motivo da nova rusga entre pai e filho é o controle do PL de Campos por Wladimir. Que, no último dia 21, divulgou um vídeo com o senador Flávio Bolsonaro, onde este declarou (confira aqui) seu apoio e do PL à reeleição do prefeito de Campos. O que seria confirmado no último sábado (9), com o ex-vereador Thiago Ferrugem, chefe de gabinete de Wladimir, assumindo (confira aqui) a presidência do PL goitacá.

Em seu vídeo, Garotinho disse que, antes do encontro de Wladimir e Flávio, ele já vinha articulando a vinda do PL ao seu grupo político. E teria conversado sobre por telefone neste sentido com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os deputados federais Altineu Côrtes e Sóstenes Cavalcante, ambos do PL fluminense. Garotinho disse que comunicou isso a Wladimir, que se mostrou surpreso, mas recebeu depois uma ligação de Flávio, para marcar um encontro entre o prefeito e o senador em Brasília.

— E lá, para minha total tristeza e até uma certa indignação, Wladimir acertou, e eu não sei o motivo, que o partido (PL) em Campos ficaria sob o comando dele. E que ele iria escolher os membros da executiva do município de Campos. E assim o fez. Eu não entendo, com toda a sinceridade, por que o meu filho me excluiu mais uma vez da participação política na cidade. Há um provérbio que diz que a soberba precede a ruína — disse Garotinho.

Há alguns aspectos a serem considerados nessa rusga pública entre pai e filho. É fato, por exemplo, que Garotinho falou a verdade quando também disse no vídeo: “Quando iria acontecer a eleição da Câmara (de Campos, em 15 de fevereiro de 2022) antecipada eu disse (a Wladimir): ‘olhe, não antecipe porque vai perder’. Perdeu! E vocês viram as complicações que ele teve que enfrentar na Câmara de Vereadores”.

Mas há outros aspectos. A reação natural à ofensiva verbal e pública de um pai contra um filho, sobretudo quando este não retruca, é de lamento e repúdio ao ataque. Ademais, sobretudo ao eleitor da 98ª Zona Eleitoral de Campos, da classe média e média-alta do Centro da cidade, historicamente refratário a Garotinho, toda mostra de independência política que Wladimir demonstrar do pai será sempre bem vista.

Após a publicação da postagem, o ex-governador complementou ao blog:

— A situação é mais ampla e envolve outros fatores. Eu, Rosinha e Clarissa estamos fechados na reprovação às atitudes políticas de Wladimir. Quanto ao perde e ganha, acho ele perde mais, e independente disso não vale a pena perder o respeito da família — disse Garotinho.

 

Atualizado às 22h25. 

 

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PAC do Lula 3 a Campos e sua “paternidade” sob análise

 

Existem “pais” e “mães” políticos dos R$ 51,41 milhões projetados para Campos dos Goytacazes pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado (confira aqui) na última quinta (7) pelo presidente Lula (PT)? Pré-candidatos à Prefeitura de Campos, o prefeito Wladimir Garotinho (PP), o professor Jefferson de Azevedo (PT), reitor do IFF, e a deputada estadual Carla Machado (PT) tentaram (confira aqui) surfar essa onda na semana passada.

Mas, afinal, o PAC deve ser encarado como um “favor” de políticos com olhos nas urnas, ou uma simples obrigação do Governo Federal (confira aqui), por integralmente custeada pelos impostos do contribuinte? Para tentar responder a essas perguntas, o blog ouviu também a professora, ex-vereadora, presidente do PT em Campos e pré-candidata a vereadora, Odisséia Carvalho; o economista Alcimar das Chagas Ribeiro, professor da Uenf; o presidente do Sindipetro NF, Tezeu Bezerra (PT); e o jornalista Sebastião Carlos Freitas, ex-editor-geral da Folha da Manhã.

Confira abaixo:

 

PAC do governo Lula 3 para Campos sob análise de Odisséia Carvalho, Alcimar das Chagas Freitas, Tezeu Bezerra e Sebastião Carlos Freitas (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Odisséia Carvalho – “A reconstrução de um país após quatro anos de um processo contínuo de desinvestimento, passam por superar as posições partidárias. Campos é mais um exemplo a ser observado. Mesmo com o alinhamento entre o atual prefeito e o ex-presidente Jair Bolsonaro, serão investidos R$ 51,41 milhões no PAC. Estes investimentos serão importantes em uma cidade que, mesmo recebendo vultosos valores advindos do repasse dos royalties, ainda tem graves problemas em áreas como transporte, moradia e um expressivo número de pessoas em situação de vulnerabilidade. Fundamental o reconhecimento pelo prefeito de Campos, Wladimir Garotinho e pela população, deste empenho em retomar o crescimento do país demonstrado pelo Governo Federal neste momento. Campos terá uma candidatura própria do Partido dos Trabalhadores. Ao colocar Campos no PAC, o Governo Federal deixa clara seu compromisso com a cidade”.

Alcimar das Chagas Ribeiro – “Enquanto se discute a importância das poucas dezenas de milhões e os responsáveis pela transferência ao município de Campos, não se investiga o que realmente importa: como os recursos são executados e a favor de quem? Em 2023, dos R$2,9 bilhões de receitas correntes no município, foram executados em investimento só 5,21%. O restante foi para custeio da máquina: 40,23% em pessoal e 46,81% em despesas outras. Apesar do volume representativo de receitas correntes, o município mantém forte dependência das transferências de benefícios sociais do Governo Federal. No ano passado esse volume somou R$ 677,9 milhões. A fragilidade socioeconômica de Campos pode ser confirmada na geração de emprego em 2023: do saldo de 4.151 novas vagas, 68,34% ocorreu no setor de serviços, cujo perfil é de baixo padrão tecnológico e rendimento limitado. A discussão sobre as transferências no contexto do PAC, sua importância e, sua origem, podem não ter a relevância que se imagina”.

Tezeu Bezerra – “Acho que o prefeito tenta navegar na onda do PAC como um bom articulador, mesmo tento uma visão ideológica diferente do PT, ele tem porta aberta com o companheiro André Ceciliano. E a partir disso consegue ter espaço de diálogo do governo Lula. De fato, o papel do gestor municipal é pensar na cidade e acho que bater na porta do governo Lula mostra maturidade. E Lula abre a porta a todos os gestores municipais e estaduais, diferente do candidato perdedor na eleição de 2022, que perseguia e tentava atrapalhar os gestores que pensavam diferente. Vamos ver se o prefeito vai saber retribuir a generosidade do governo Lula e o apoiar em 2026. Os investimentos do PAC são muito importantes. Acho que o prefeito poderia falar como foi a priorização dos projetos, pois o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) existe de 1990 e só agora Campos passa a ter esse programa tão importante à Saúde Pública”.

Sebastião Carlos Freitas – “Com relação ao PAC, tem sempre alguém querendo ser o pai e a mãe da criança bonita. Se todos tivessem consciência política, não teria espaço para esses aproveitadores. Assim como surgiu a desculpa “rouba, mas faz”, slogan criado para definir o ex-governador paulista Ademar de Barros (1901/1969) e sempre reforçado pelos eleitores de Paulo Maluf (PP), no caso do PAC, além da tentativa de aproveitamento eleitoreiro, vem também a narrativa do ‘sim, ele está fazendo o que obrigação, mas os outros não fizeram’”.

 

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Eleições de Campos e SJB em outubro no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Ex-vereador, bacharel em Direito e presidente do Agir em Campos, Thiago Virgílio é o convidado do Folha no Ar desta terça (12), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele falará sobre a operação Chequinho de 2016, sua presidência municipal do Agir e da montagem das nominatas governistas.

Thiago também falará sobre a polêmica recente do PAC para Campos e do apoio dos Bolsonaro à reeleição do prefeito Wladimir Garotinho (PP), e avaliará a possibilidade da ex-governador Rosinha Garotinho (sem partido) concorrer a prefeita em São João da Barra. Por fim, ele analisará o governo Wladimir e, com base nas pesquisas, tentará projetar as eleições municipais de 6 de outubro, daqui a pouco mais de 6 meses.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook, no Instagram e no YouTube.

 

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Elio Gaspari — Por que Lula perde aprovação nas pesquisas?

 

Já disse e escrevi mais de uma vez que considero Elio Gaspari o maior jornalista brasileiro entre os vivos. Mais que qualquer historiador, não se conhece as entranhas da última ditadura militar do Brasil (1964/1985) sem acesso à exaustiva pesquisa reproduzida em seus cinco livros sobre o tema.

Além da vasta cultura e informação, tem requinte de romancista, sem ser afetada ao leitor médio. E não faz favor a nenhum político. Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em seus dois governos, era tratado ironicamente de “FFHH”. Como Lula, nos 13 primeiros anos do PT no poder, era o “Nosso Guia”.

Ao último e novamente presidente, Gaspari acendeu hoje a luz amarela. A partir da queda brusca de aprovação popular do agora “Lula 3.0” nas recentes pesquisas Quaest e Ipec.

Deveria servir de alerta aos petistas capazes de enxergar a realidade para além da passação de pano. Como poderia ser bússola aos bolsonaristas que pretendem ser levados a sério fora da “caverna das sombras” da sua bolha.

 

(Arte: André Mello)

 

 

Elio Gaspari, jornalista e escritor

O lulopetismo tem um problema: Lula 3.0

Por Elio Gaspari

 

As pesquisas do Ipec e da Quaest revelaram que entre agosto e março a aprovação do desempenho de Lula caiu enquanto a reprovação cresceu. As duas linhas se aproximaram, e o resultado confirmou a pesquisa do Ipec de dezembro, que mostrava a boca do jacaré aberta: 50% dos entrevistados não confiavam nele, contra 48% que confiavam. A diferença cabia na margem de erro. Em março, não cabe mais: 51% não confiam, contra 45% que confiam.

Alguma coisa está funcionando mal no governo de Lula 3.0. Não se pode dizer que seja a economia. Anda-se de lado, mas anda-se. Também não é a política, pois em mais de um ano de governo, aprovou-se a reforma tributária e levou-se o andor sem escândalos. Lula restabeleceu a relação civilizada com governadores filiados a partidos da oposição e enfrentou uma crise militar com um desempenho capaz de causar inveja ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a Nelson Jobim, seu ministro da Defesa. Para quem já teve um presidente que falava em “meu Exército” e anunciava que não compraria a vacina adquirida pelo governador paulista João Doria, isso não é pouca coisa.

Num país ainda dividido, seria razoável que algum mau juízo persistisse, mas não precisava crescer. Uma possível explicação para esse crescimento está no próprio Lula. Ele foi o motor da vitória eleitoral, mas há um ano despreza o arco democrático que o elegeu, supondo que foi uma frente de políticos. A diferença entre o arco e a frente pode ser fulanizada: o ex-ministro Pedro Malan esteve no arco, mas não está na frente.

Afora esse enguiço, Lula tem verdadeira paixão por duas cascas de banana. Uma é a falecida Operação Lava Jato, coisa de 10 anos atrás. Outra são as encrencas internacionais, uma logo ali, na Venezuela; outra, a milhares de quilômetros, na Faixa de Gaza. Sua insistência, em ambos os casos, aliena parte do eleitorado que teve ou poderá vir a ter. As bandeiras de Israel na campanha presidencial de Bolsonaro eram presepada. Já as que foram levadas para a Avenida Paulista há duas semanas, tinham real significado.

A República de Curitiba foi primitiva, onipotente e parcial, isso está entendido. Contudo, a Lava Jato detonou roubalheiras documentadas e confessadas. Quando Lula fala dos seus defeitos e esquece o que houve de virtuoso, prega para convertidos, sejam eles petistas ou empreiteiros, mas agride parte do eleitorado, que não aprova o que soa como uma indulgência com os corruptos.

As duas cascas de banana pouco têm a ver com o desempenho do governo. São inutilidades a serviço de uma espécie de autoglorificação presente no Lula 3.0.

Nos dois governos anteriores, Lula foi um presidente que mostrava interesse em dar certo. Afinal, como ele mesmo dizia, um ex-operário tinha chegado à Presidência, não tinha o dinheiro de errar. O terceiro Lula comporta-se de outra forma. Não mostra a humildade de quem quer acertar porque está convencido de estar certo, a respeito de seja lá o que for, da oposição venezuelana, à importância do governo americano na exposição das roubalheiras ocorridas na Petrobras.

Num juízo sereno, a reprovação do governo de Lula não deveria ter crescido, pois nada ocorreu de reprovável, salvo o congelamento de expectativas que eram apenas expectativas. Talvez Lula não tenha percebido, mas como profeta, está maltratando o eleitorado.

 

Publicado aqui em O Globo.

 

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Edmundo Siqueira — Só o primeiro passo do Asilo do Carmo

 

(Foto: Rodrigo Silveira/Folha da Manhã)

 

Edmundo Siqueira, jornalista, servidor federal e blogueiro do Folha1

Asilo do Carmo — Apenas o primeiro passo

Por Edmundo Siqueira

 

Típica construção solarenga do período de maior prosperidade campista, relacionada à cana-de-açúcar, o Solar Santo Antônio — hoje conhecido como Asilo do Carmo — é um dos objetos do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. O programa promete aportar recursos em ações ligadas à educação, esporte, saúde e cultura.

Para o Asilo do Carmo está previsto algo na ordem de R$ 32 milhões. O trâmite, que não será rápido, se iniciou com o envio pela prefeitura de um projeto que envolvia o Solar e seu entorno, o que foi aprovado pelo PAC. A partir dessa aprovação, a prefeitura, em convênio com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), receberá os recursos repassados para cada etapa do projeto.

A primeira e fundamental etapa após a aprovação pelo PAC é fazer cumprir o edital que possibilitará a contratação do projeto que definirá como será feito o restauro e qual será o uso do Solar Santo Antônio e seu entorno.

Não restam dúvidas que o Asilo do Carmo é um patrimônio histórico essencial para entendermos a história de Campos e da região. O tombamento federal feito pelo Iphan comprova essa importância. Porém, o prédio é utilizado por uma instituição que tem por finalidade dar proteção social a idosos. E isso deixa ainda mais sensível qualquer intervenção no solar.

Construído em 1846 por Joaquim Pinto Neto dos Reis, o Barão de Carapebus, o prédio abriga pessoas idosas desde os primeiros anos do século XX. O uso dos seus salões e fachada para festas da sociedade campista deram uma sobrevida ao Asilo do Carmo por um tempo, mas logo a deterioração do patrimônio foi mais forte. A prefeitura, ao longo dos anos, não dedicou a devida atenção, tanto ao prédio, quanto à função assistencialista e humanitária que o local exerce.

Na situação que o Asilo do Carmo se encontra hoje, ele não serve adequadamente e plenamente como patrimônio histórico-cultural, tampouco como instituição de proteção aos idosos. Assim como outras tantas construções de valor arquitetônico e cultural de Campos, carece de manutenção, zelo, pertencimento e conhecimento do poder público e da população campista.

 

Recursos, mas e o uso?

Os recursos que estão prometidos pelo PAC são motivo de comemoração. É uma grande vitória em meio a tanta batalha perdida no patrimônio campista. Mas pela importância do bem e pelos assuntos sensíveis que permeiam o Asilo do Carmo, a definição do que vai ser desse patrimônio é tão fundamental quanto o dinheiro.

Outras intervenções já foram feitas em patrimônios importantes de Campos. O Solar dos Airizes já teve seu telhado reformado, o Olavo Cardoso recebeu intervenções pontuais e o Solar do Colégio, que hoje abriga o Arquivo Público, foi restaurado pela Uenf antes de um novo abandono, e de uma mudança de rumo que possibilitou o uso arquivístico. E, com exceção do Arquivo, esses patrimônios correm sério risco.

Um patrimônio histórico e cultural só se mantém, e se justifica como tal, se dois fatores andarem juntos: pertencimento e uso. Como qualquer construção antiga, uma reforma ou um restauro são sobrevidas, respiros. Mas não se sustentam quando abandonados novamente.

Não se trata de um olhar pessimista sobre o PAC, ou mesmo da iniciativa louvável do governo municipal atual em propor projetos nessa área. São iniciativas dignas de aplausos. Mas é preciso que a definição do uso, para além da necessária questão assistencialista, seja o mais aberta e participativa possível, para que os recursos aplicados deixem legados que se sustentem.

O Asilo do Carmo é um exemplo gritante de descaso, e de como Campos vem tratando seus patrimônios. O PAC é um alento, mas apenas restaurar não é uma solução definitiva, ou pelo menos sustentável. É preciso dar uso, e um uso que se sustente no tempo e dê aos campistas e ao turista, que precisa ser construído na cidade, algo para se orgulhar e frequentar.

Apresentar Campos aos campistas sempre foi essencial, mas nos últimos anos se mostra emergencial, sob pena de perdermos o que restou do descaso do passado e do presente. Que o PAC acelere também o pertencimento.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Debate mesquinho entre “pais” e “mães” do PAC a Campos

 

(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

“Pais” e “mães” do PAC em Campos

No que interessa ao campista tanto quanto sua eleição de prefeito e vereador, na quinta o presidente Lula (PT) anunciou (confira aqui) seu novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Nele foram projetados a Campos investimentos de R$ 51,41 milhões. Destes, R$ 39,92 milhões à restauração (confira aqui) do solar histórico do Asilo do Carmo. E outros R$ 11,49 milhões entre um Centro de Reabilitação, Samu, duas UBS e um espaço esportivo. Bastou para iniciar (confira aqui) uma disputa entre políticos de Campos pela “paternidade” e “maternidade” do PAC. É a escola Dilma Rousseff (PT), eleita presidente em 2010 como “mãe do PAC”. Deu no que deu.

 

George Gomes Coutinho e Natália Soares (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

“Não é favor”

Argumento mesquinho, embora infelizmente natural em ano eleitoral, o “favor” político do PAC integralmente bancado pelo imposto do contribuinte foi desmistificado (confira aqui) pelo cientista político George Gomes Coutinho, professor da UFF-Campos: “Política pública não é uma discussão de vontades ou de favores pessoais. Partir desse princípio é entrar numa discussão de baixa qualidade”. Ele foi endossado no Folha no Ar de ontem (confira aqui) pela professora Natália Soares, pré-candidata do Psol a vereadora: “Em relação ao PAC, é função do Governo Federal também, ou seja, não é essa coisa de ‘nossa, o Lula’. Não é favor, é o papel”.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Rodrigo e Paes podem mudar Campos? Por que sim? E por que não?

 

Rodrigo Bacellar, Eduardo Paes, Wladimir Garotinho, Caio Vianna, Carla Machado, Gilberto Kassab, Antonio Brito e Flávio Bolsonaro (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

As pesquisas, a urna e o quente da cama

Todas as pesquisas de 2023 apontaram o favoritismo do prefeito Wladimir Garotinho (PP) à reeleição (confira aqui) em 6 de outubro, daqui a pouco mais de 6 meses. Com possibilidade de conclusão ainda no primeiro turno. À espera das pesquisas de 2024, uma única certeza, da qual bem se lembram os petistas de 2018 e os bolsonaristas de 2022: quem contesta pesquisa e bravateia “eleição é na urna”, depois desta vai chorar no lugar quente da cama. Como a eleição de prefeito de Campos lecionou em 2020, para haver segundo turno com o líder, geralmente é preciso não só mais um, mas dois outros candidatos com dois dígitos de voto.

 

Rodrigo Bacellar e Eduardo Paes

Wladimir não se elegeu já no primeiro turno de 2020, ficando com 42,94% dos votos válidos, não só porque Caio Vianna (hoje, PSD) fez 27,71%. Mas porque Dr. Bruno Kalil (hoje, a caminho do MDB) fez outros 13,17% dos votos, apoiado por Rodrigo Bacellar (hoje, União). Por essa razão matemática, o encontro na quinta (7) entre Rodrigo — secretário estadual de Governo em 2022 e, hoje, presidente da Alerj — e o prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) tem o potencial para alterar o tabuleiro a prefeito de Campos em outubro. Se Paes, que é o dono de fato do mandato de deputado federal de Caio, forçasse este a concorrer contra Wladimir.

 

Carla Machado e Caio Vianna?

Caso a deputada estadual Carla Machado (PT) se lançasse a prefeita de Campos, além de Caio, seriam dois candidatos com potencial de dois dígitos de voto contra Wladimir neste 2024. O que, em tese, poderia gerar um resultado parecido com o de 2020. A não ser ele próprio, que não deixaria o poder na Alerj, Rodrigo não tem hoje um nome em seu grupo com o mesmo potencial eleitoral local de Carla e Caio. Poderia ser o do seu irmão, Marquinho Bacellar (SD), presidente da Câmara Municipal. Mas ele patinou em curva descendente de 1 dígito em todas as pesquisas de 2023. Só com isso, não abandonará a perspectiva real da reeleição a vereador

 

Os problemas da oposição

Há, porém, problemas de ordem prática para se lançar Carla e Caio em duas chapas de oposição para tentar o segundo turno em Campos. O primeiro e mais difícil? Toda a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) diz que Carla, por já ter sido reeleita prefeita de SJB em 2020, não pode ser candidata a prefeita três vezes seguidas em 2024. Nem em Campos, nem em nenhum outro município brasileiro. O que ela poderia é fazer campanha até 16 de setembro. Mas daria lugar a outro nome no prazo legal de até 20 dias antes da urna. O que levaria ao segundo problema: o PT aceitará isso?

 

Detalhe: busca do partido a vice

Um detalhe significativo? Foi o prefeito carioca quem postou a foto com o presidente campista da Alerj na quinta. Por quê? Porque Paes quer fazer o deputado federal Pedro Paulo (hoje, PSD) vice em sua chapa de reeleição. Que mira em turno único para se lançar candidato a governador em 2026, deixando a Prefeitura do Rio com alguém da sua estrita confiança. Para ampliar seu leque partidário, e como o PT quer sua vice para apoiá-lo, Paes já tentou emplacar Pedro Paulo no PP de Wladimir, sem sucesso. O União de Rodrigo seria não só alternativa, como demonstração de força. Para, em troca, tentar fazer Caio vir a prefeito em Campos.

 

Mais problemas e mais pesquisas

Eleito só terceiro suplente, Caio não quer deixar de ser deputado federal. Para isso, não pode contrariar Paes. Mas, como fez com o PL do senador Flávio Bolsonaro, o acordo de Wladimir com Caio foi costurado por cima, em Brasília. Com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e o líder do partido na Câmara Federal, deputado Antonio Brito (BA). Só depois os dois políticos campistas se reuniram com Paes. Esse é o terceiro problema para se lançar Caio e Carla em chapas distintas de oposição para levar a eleição a prefeito de Campos ao segundo turno. A não ser, óbvio, que as pesquisas mostrem algo diferente nos próximos seis meses.

 

Publicado hoje na Folha da Manhã.

 

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Além do Asilo do Carmo, aonde os R$ 51 milhões do PAC a Campos?

 

Lula anunciou hoje o novo PAC, com R$ 51,41 milhões para Campos (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

 

R$ 51,41 milhões. Esta é a soma total que Campos receberá em investimentos do Governo Federal no Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) divulgado hoje pelo presidente Lula (PT). Mas em que esses recursos serão aplicados no município?

Além dos R$ 39,92 milhões para a restauração do prédio histórico do Solar Santo Antônio do Asilo do Carmo, adiantados no início da tarde (confira aqui) pelo jornalista e servidor federal Edmundo Siqueira em seu blog hospedado no Folha, outros R$ 11,490 milhões estão previstos para Campos em:

Centro Especializado de Reabilitação (CER) Auditiva, Física e Intelectual, com R$ 7,5 milhões

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com R$ 4,5 milhões

Unidade Básica de Saúde (UBS) tipo 1, com R$ 1,206 milhão

UBS tipo 3, com R$ 1,784 milhão

Espaço Esportivo Comunitário com parquinho infantil, com R$ 1,5 milhão

Centro Educacional Unificado das Artes, com R$ 2 milhões

 

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Natália fecha nesta 6ª a semana da mulher no Folha no Ar

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Candidata a prefeita de Campos em 2020 e pré-candidata a vereadora em 2024, a professora Natália Soares (Psol) é a convidada desta sexta (8), Dia Internacional da Mulher, ao vivo, a partir das 7h da manhã. Ela fechará a semana do Folha no Ar integralmente dedicada à mulher, na Folha FM 98,3.

Natália falará sobre a posição do Psol na eleição a prefeito de Campos em 6 de outubro, daqui a pouco mais de 6 meses, e da montagem de nominata do partido. Também analisará a polarização Lula/Bolsonaro do Brasil a Campos, onde a atual Câmara Municipal é composta só de 25 homens. Por fim, ela falará da mulher na política e das políticas públicas para as mulheres.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook, no Instagram e no YouTube.

 

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Wladimir prega diálogo e em análise entre Lula e Bolsonaro

 

André Ceciliano, Lindbergh Farias e Wladimir Garotinho; Flávio Bolsonaro e Wladimir; Gilberto Gomes, George Gomes Coutinho, José Maria Rangel, Sebastião Carlos Freitas e Alcimar das Chagas Freitas (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

“Algumas pessoas têm dificuldade em entender que, como prefeito, eu tenho a OBRIGAÇÃO de dialogar com todos que podem ajudar nossa cidade. Enquanto os extremos não encontram o caminho do equilíbrio, do diálogo e do bom senso, não avançaremos como sociedade. Ter posições e debater sobre elas é democrático, mas rejeitar o convívio saudável ou as oportunidades de ajudar sua cidade seria, no mínimo, pouco inteligente”.

Foi o que postou o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP) na manhã de hoje (confira aqui) no Instagram. Sem fazer menção direta, claramente se referiu à reação da cidade de maioria bolsonarista que governa. Após ele postar ontem vídeo ao lado dos petistas André Ceciliano, secretário especial para Assuntos Federativos da secretaria de Relações Institucionais, e do deputado federal Lindbergh Farias. No qual anunciou que Campos será contemplado no anúncio hoje das obras do PAC pelo governo Lula 3.

Ao registrar ontem o anúncio com o secretário e o deputado próximos ao presidente Lula (PT), o blog ontem o classificou (confira aqui) como “tapa de luva de pelica” do prefeito de Campos às cobranças do PT local de crédito aos investimentos federais ao município. Isso após Wladimir ter recebido em outro vídeo (confira aqui), no dia 21, o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL) à sua reeleição em 6 de outubro.

— Só discordo do termo “tapa com luva de pelica”. Pelo contrário, ele (Wladimir) atendeu justamente aquilo que nós estávamos pleiteando: que ele reconhecesse os investimentos do governo Lula na cidade de Campos. Eu fiz uma cobrança pública que repercutiu muito; repercutiu mal, inclusive, na (parte da) base dele que é eleitora do Lula. E essa cobrança surtiu esse resultado. Inclusive, ele foi chamado a Brasília a partir da nota. Eu estava em Brasília também. Lindbergh ligou para Wladimir, fez uma cobrança a ele de querer ser o candidato bolsonarista. E anunciou em primeira mão a Wladimir os investimentos que a cidade iria receber — questionou Gilberto Gomes, assessor da Câmara de Deputados e secretário de Comunicação do PT goitacá. Que fez a cobrança inicial a Wladimir (confira aqui) em seu blog no Folha1.

Os questionamentos de Gilberto ao prefeito já tinham sido questionados dentro do próprio campo progressista do pensamento político de Campos. Como pelo cientista político e sociólogo George Gomes Coutinho, professor da UFF-Campos (confira aqui e aqui). Que ontem, após a divulgação do vídeo de Wladimir com Ceciliano e Lindbergh, voltou a questionar:

— Quais verbas, das cobradas, seriam derivadas de uma negociação política de Wladimir com o Governo Federal? E o Wladimir deu a resposta (confira aqui): são repasses obrigatórios que todos os municípios do Brasil recebem, não é um favor particular do governo. E endossando o que Wladimir disse, quando ocorresse repasse derivado de uma negociação propriamente política, além do que já seria naturalmente repassado, ele daria o crédito. E assim o fez. Quer dizer: uma polêmica estéril foi levantada — resumiu o cientista político.

Os questionamentos de Gilberto, no entanto, foram reforçados por outras lideranças do PT de Campos. Gerente Executivo de Responsabilidade Social da Petrobras, José Maria Rangel disse:

— Vejo a declaração do prefeito como uma vitória do PT de Campos, pois ele foi “empurrado” a reconhecer os méritos do governo Lula. Como prefeito, ele está certo em capitalizar. Mas, da mesma forma que Wladimir, de forma correta, passa o pires ao Governo federal, deveria ter a mesma desenvoltura para reconhecer que mesmo ele sendo um bolsonarista convicto, o governo libera recursos para o município. Agora, só falta o PT levantar quanto de investimento o governo anterior (do ex-presidente Jair Bolsonaro) trouxe para Campos.

Entre o apoio dos Bolsonaro à sua reeleição e o anúncio do atendimento do PAC do governo Lula a Campos, entre lideranças do PT, a posição de Wladimir também foi considerada correta pelo jornalista Sebastião Carlos Freitas, ex-editor-geral da Folha da Manhã:

— Wladimir parece conduzir muito bem esse seu processo de reeleição. Lula só chegou a presidente quando entendeu que o extremismo não o levaria ao Executivo nacional. Em Campos, como em várias partes do país, tem petista que ainda não entendeu isso. Alguns, inclusive, mudaram de legenda, tendo encontrado eco para seus questionamentos em partidos como Psol. Wladimir mostra, principalmente diante dos fatos desta semana, que tem conseguido equilíbrio nesta balança Lula/Bolsonaro.

Economista e professor da Uenf, Alcimar das Chagas Ribeiro fez outros questionamentos nesse debate:

— Os fatos confirmam o perfil da nossa frágil democracia. Os partidos estão longe das ideias relativas aos fundamentos de direita ou de esquerda, enquanto os grupos mais poderosos politicamente criam barreiras perversas de entrada para novas lideranças. As contradições nos processos eleitorais são visíveis e jogam por terra as retóricas presentes. No esforço estratégico de acender uma vela para Deus e outra para o diabo, a efetividade na construção de projetos transformadores do município é esquecida.

 

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Aproximação de Paes com Bacellar mexe em Campos e SJB?

 

Presidente da Alerj, o deputado campista Rodrigo Bacellar e o prefeito do Rio, Eduardo Paes (Foto: Instagram)

 

“Visitei na manhã de hoje o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União). Boa discussão sobre temas do nosso Rio!” Foi o que disse na manhã de hoje o prefeito carioca Eduardo Paes (PSD), ao postar no Instagram (confira aqui) uma foto sua com o parlamentar campista.

Se a bom entendedor pingo é letra, o encontro de dois dos líderes mais poderosos do estado do Rio pode causar alterações no tabuleiro político/eleitoral. Tanto nas municipais de 6 de outubro deste ano de 2024, daqui a pouco mais de 6 meses, quanto na de governador em 2026.

—Sempre bem-vindo, prefeito! Seguiremos dialogando pelo bem do Rio de Janeiro e de toda a população carioca. Vamos em frente! — pregou Rodrigo em comentário à postagem de Paes, antes de repostar em suas próprias redes sociais a foto dos dois.

— Diálogo importantíssimo para a capital e todo o Estado do Rio de Janeiro! — resumiu a ópera o vereador de oposição Bruno Vianna (PSD), também em comentário à postagem de Paes no Instagram.

Como Paes é o dono de fato do mandato de deputado federal Caio Vianna (PSD), que parecia ter desistido das pré-candidaturas já cogitadas às Prefeituras de Campos e SJB, após se aliar a Wladimir Garotinho (PP), a aproximação do prefeito carioca com o presidente da Alerj pode provocar realinhamentos na política dos dois municípios do Norte Fluminense. Uma fonte do grupo dos Bacellar no Rio resumiu: “Início de um namoro”.

 

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Após apoio dos Bolsonaro, Wladimir anuncia PAC de Lula a Campos

 

Hoje, Wladimir anunciou obras do PAC do Lula 3 para Campos ao lado dos petistas André Ceciliano e Lindbergh Farias, apenas oito dias após receber o apoio de Flávio Bolsonaro e do PL à sua reeleição como prefeito de Campos (Fotos: Reprodução de vídeo/montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Enquanto o PT de Campos vinha questionando o prefeito por receber o apoio de Flávio Bolsonaro (confira aqui) à sua reeleição, sem supostamente (confira aqui e aqui) dar crédito aos investimentos do governo Lula 3 em Campos, o anúncio de hoje é mais conhecido como “tapa com luva de pelica”.

Ao lado dos petistas André Ceciliano, secretário especial para Assuntos Federativos da secretaria de Relações Institucionais do Governo Federal, e do deputado federal Lindbergh Farias, o prefeito de Campos, Wladimir anunciou em vídeo em suas redes sociais, na tarde de hoje:

— Amanhã (7) teremos o anúncio oficial da primeira etapa das obras do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) e Campos foi muito bem contemplado. E queria deixar isso aqui registrado e agradecer ao presidente Lula e à toda a sua equipe, aqui na figura dos amigos Lindbergh e André Ceciliano, no carinho que tiveram na escolha de projetos que pudessem atender ao nosso município.

Entre a notícia nacional (confira aqui) de que poderia importar do Rio o controverso ex-PM bolsonarista Fabrício Queiroz como candidato a vereador em Campos, como paga pelo apoio recebido de Flávio, e as críticas do PT local, Wladimir fura a polarização nacional entre Lula e Bolsonaro. No jogo jogado da política, o prefeito de Campos recebe apoio dos dois lados ao seu favoritismo nas pesquisas (confira aqui) à reeleição em 6 de outubro.

Em caso de dúvida, vale conferir abaixo o vídeo de Wladimir feito hoje, com Ceciliano e Lindbergh, para anunciar obras do PAC do Lula 3 a Campos. Assim como o vídeo feito no dia 21, apenas 14 dias antes, quando o prefeito recebeu o apoio eleitoral dos Bolsonaro e do PL:

 

 

 

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