A partir das 7h da manhã desta sexta (19), o convidado para fechar a semana do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, será o economista Alcimar Robeiro, professora da Uenf. Ele falará sobre alternativas à crise financeira de Campos (confira a série da Folha sobre o tema, em 11 painéis publicados entre junho e setembro de 2020, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui).
O economista analisará também sobre o quadro da economia nacional, com volta da inflação, queda do PIB e aumento do dólar e dos juros Selic. Por fim, Alcimar falará das restrições que a pandemia da Covid-19 tem imposto à atividade produtiva de Campos, sobretudo ao comércio.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Na manhã de hoje, no aeroporto Bartholomeu Lyzandro, ao receber 10.450 doses da vacina Coronavac, maior lote já enviado a Campos, o secretário de Saúde Adelsir Barreto confirmou que novas medidas de restrição devem ser adotadas para frear o avanço da Covid-19. Mas descartou o lockdown. Ele confirmou que a decisão será tomada nesta sexta (19), em reunião do comitê de crise, como o blog adiantou com exclusividade (confira aqui) na última terça (18). Se isso significará, ou não, o fechamento do comércio nos serviços não essenciais, o governo Wladimir Garotinho (PSD) já adotou a medida (confira aqui e aqui), mas sem chamá-la de lockdown (“confinamento” em inglês), entre os dias 19 e 24 de janeiro. O avanço da doença já colapsou o sistema de saúde do Noroeste Fluminense (confira aqui), enquanto Macaé (confira aqui) e São João da Barra (confira aqui) anunciaram medidas de restrição.
Por conta do desgaste político da palavra “lockdown”, sobretudo entre comerciantes e grupos bolsonaristas, o governo Wladimir evita usar a palavra desde que assumiu o poder. O secretário Adelsir Barreto disse hoje que “lockdown, a gente só começa a pensar quando entra em Fase Vermelha”. No entanto, foi na mudança da Fase Amarela para a Laranja que o prefeito e seu comitê de crise decretaram o fechamento do comércio de Campos, nos serviços não essenciais, por uma semana em janeiro. O que, anteriormente, o governo Rafael Diniz (Cidadania) também fez em maio de 2020 (confira aqui) e chamou de lockdown.
O fato é que, com a presença online dos promotores de Justiça Maristela Naurath e Marcelo Lessa, o que se definirá na reunião desta sexta, com base em critérios estatísticos e epidemiológicos, é novamente a passagem de Campos da Fase Amarela à Laranja da pandemia. Com o objetivo de tentar frear o avanço da doença no município e evitar o colapso da sua rede de saúde pública, conveniada e privada. O Hospital da Unimed, por exemplo, desde terça não conta mais com nenhuma vaga em seus 17 leitos de UTI reservados aos pacientes com Covid.
Confira abaixo o vídeo feito na manhã de hoje, no aeroporto Bartholomeu Lyzandro, com o secretário de Saúde de Campos, Adelsir Barreto:
Nélio Artiles, referência em infectologia na medicina de Campos e região (Foto: Folha da Manhã)
“Se você não tem vacina o suficiente para todo mundo, você tem necessidade de restrição maior, sim, de circulação das pessoas. Vários países demonstraram a eficácia disso. Se não tem vacina, nós temos que diminuir a circulação. A questão da máscara, falta muito na cidade de Campos, assim como no país todo, a questão fiscalização. Você recomenda, mas as pessoas continuam fazendo aquilo que querem fazer. Eu preciso tomar as atitudes que sei que funcionam, se não com a vacina, que não chega, com ações que tenham efeito semelhante, de diminuir a circulação e evitar um colapso (do sistema de saúde de Campos) que está à vista, que provavelmente vai acontecer daqui a algumas semanas”. Foi o que disse no início da manhã de hoje ao Folha no Ar, da Folha FM 98,3, o médico infectologista Nélio Artiles, professor e referência de vários colegas que atuam na sua especialidade em Campos. Incluindo Charbell Kury, à frente do combate à pandemia da Covid no governo Wladimir Garotinho (PSD).
Noticiado ontem com exclusividade pelo blog Opiniões, o novo fechamento do comércio de Campos, nos serviços não essenciais, deve ser definido em reunião nesta sexta (19), com possibilidade de passar a vigorar a partir da próxima terça (23). O objetivo é não deixar que a rede de saúde da cidade entre em colapso, como já acontece em todos os municípios do Noroeste Fluminense, que desde ontem registram 100% de ocupação dos leitos para Covid:
— Não sou contra o fechamento do comércio por um período, com muita sensibilidade e muita dor, porque a gente sabe como o comércio de Campos está sofrendo com isso. Mas eu não consigo ver de outra forma, porque as perdas serão inevitáveis. A gente ouve muitas pessoas do comércio que falam que se as lojas tomam cuidado, fazem uma restrição do número de pessoas dentro, as chances (de contaminação) são menores. Mas é a logística do comércio funcionando, esse movimento que envolve comércio, escola, templo religioso. Deve haver uma restrição de todas as possibilidades de aglomeração. Se tem fila para internação por Covid, e na UTI da Unimed já tem, mas não tem vacina, então nós precisamos fechar, precisamos diminuir, aumentar a fiscalização. Se tivesse vacina para todo mundo, estava resolvido; mas não tem — alertou Nélio.
O infectologista também advertiu para a inutilidade do tratamento precoce para a Covid, que ainda é defendido pelo governo Jair Bolsonaro (sem partido) e até por colegas médicos, geralmente alinhados politicamente ao presidente:
— Eu ainda estou ouvindo falar, gente discutindo que tem que fazer azitromicina, cloroquina e ivermectina. Ainda estou ouvindo; colegas meus! Coisa que já acabou, que já está mais que comprovado que não funciona. E as pessoas continuam indo na farmácia, comprando ivermectina, porque acham que vai proteger. E isso é um problema grave, porque leva as pessoas a acharem que estão livres (da Covid). É preciso ter bom senso e fazer aquilo que está comprovado. Uma das primeiras coisas que a gente precisa fazer é filtrar a orelha, precisa perceber o que se ouve hoje em dia. As fake news ainda estão por aí. Não criticar a imprensa. A voz da ciência está na imprensa. E tem muita gente ignorante, que não sabe o que fala, mas falando com “certeza” do que está falando. E tudo que nós já sabemos é lavar as mãos, distanciamento social, evitar circulação e uso de máscara de forma adequada.
Com o programa à participação dos ouvintes e telespectadores, pelo streaming ao vivo do Folha no Ar pelo Facebook, muitos deles fizeram críticas às filas formadas não só para vacinação da população de Campos na Uenf, com para obtenção de senhas no Hospital Plantadores de Cana (HPC), embaixo de sol. Nélio não se furtou a responder, garantindo que Charbell seria sensível às críticas, mas endossando algumas delas:
— Os questionamentos têm pertinência. Eu tenho certeza que o Dr. Charbell tem sido sensível a essa questão. Quando se faz um planejamento, tem que se mudar a cada momento. Não é só a população que está percebendo; eles (do governo municipal) também estão. O Charbell já fez um posicionamento, de que vai haver uma descentralização, vai ampliar esses pontos de vacina. Há todo um contexto logístico que envolve isso. Nós sabemos que as vacinas são hoje alvo de roubos. Então você precisa ter a Polícia, para fazer isso com segurança; não pode ser em qualquer lugar. Mas eu concordo plenamente: com todo o sofrimento que a população está passando, não há que ofertar mais esse, de ficar esperando ao sol, principalmente pessoas idosas. E fazer isso de uma forma mais racional. Não é simplesmente chamar todos, durante a semana. Mas fazer isso de uma forma estratégica e seriada. A cada dia, um quantitativo, para que as pessoas não fiquem na esperança de tomar a vacina e não ter a vacina para receber.
Confira abaixo, em três blocos, os vídeos da entrevista do médico infectologista Nélio Artiles ao Folha no Ar da manhã de hoje:
A partir das 7h da manhã desta quinta (18), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, será o produtor rural Tito Inojosa, presidente da Associação Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan). Ele falará do lançamento do projeto Fênix (confira aqui, aqui e aqui), que vida reunir e fortelecer os produtores rurais e industriais da região. Ele falará também da luta pela mudança do clima do Norte e Noroeste Fluminense para semiárido, projeto como deputado federal (confira aqui) do atual prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PSD), que facilitaria linhas de acesso a crédito aos produtores rurais de 22 municípios.
Por fim, o presidente da Asflucan vai analisar as parcerias da sua categoria com o Governo do Estado, com universidades e outras entidades públicas e privadas. Que visam retomar da secular vocação agropecuária de Campos, abandonada nos tempos das “vacas gordas” das receitas do petróleo, como alternativa à crise financeira do município (confira a série da Folha sobre o tema, em 11 painéis publicados entre junho e setembro de 2020, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui).
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Segundo fonte do alto escalão do governo Wladimir Garotinho (PSD), Campos deve fechar novamente o comércio dos serviços não essenciais do município, por conta do aumento rápido da ocupação dos leitos clínicos e de UTI das redes pública e privada para Covid-19. Uma reunião do comitê de crise será convocada emergencialmente para esta sexta-feira (19), quando a decisão deve ser oficializada, com base em critérios estatísticos e epidemiológicos que indicam a volta da Fase Amarela à Laranja. Para dar tempo aos comerciantes de se prepararem, ela deve passar a vigorar a partir da próxima terça (23).
Com a mudança de fase, a previsão inicial é de parar por uma semana, como aconteceu (confira aqui e aqui) entre 19 e 24 de janeiro. O objetivo será tentar achatar a curva de contaminação da doença, que voltou a explodir com a chegada à cidade de variantes mais agressivas do vírus, e evitar o colapso da rede de saúde do município, para não deixar doentes morrerem sem direito a atendimento. No hospital da Unimed, por exemplo, com todos seus 17 leitos de UTI, hoje já não há mais vaga para pacientes de Covid.
O crescimento exponencial da doença em Campos, é também registrado no hospital privado Dr. Beda; além dos públicos Ferreira Machado, Geral de Guarus e São José; e dos conveniados Santa Casa de Misericórdia, Álvaro Alvim, Plantadores de Cana e Beneficência Portuguesa, onde está instalado o Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCC). No programa Folha no Ar de ontem (15), da Folha FM 98,3, o presidente da Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, Renato Faria, já tinha alertado (confira aqui) sobre a rápido aumento da demanda de internação de doentes de Covid no CCC nestes primeiros 15 dias de março.
— Campos não é uma ilha. Com os 100% de ocupação de leitos para a pandemia no Noroeste (confira aqui) e com Macaé à beira da Fase Vermelha, Campos, que está entre os dois, tem que se preparar para não entrar também em colapso da sua rede de saúde — explicou a fonte do governo Wladimir.
Confira a taxa de ocupação dos leitos clínicos e de UTI para Covid, na rede pública, conveniada e privada de Campos:
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Leia a reportagem completa na edição da Folha da Manhã desta quarta (17).
Procurador Cláudio Henrique da Cruz Viana, presidente da Amperj (Foto: Bruno Ribeiro – Codcom/MPRJ)
“A Lava Jato teve uma grande contribuição ao país, uma grande contribuição no combate à corrupção. Seus acordos de delação que trouxeram ao país mais de R$ 4 bilhões. Isso é incontestável, independente do julgamento que se possa fazer, se o sujeito é culpado, se o sujeito é inocente. É incontestável que houve corrupção, que houve irregularidades”. Foi o que ressaltou o procurador de Justiça campista Cláudio Henrique da Cruz Viana, presidente da Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Amperj), na manhã de hoje no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3. Muito embora ele também tenha feito críticas ao ex-juiz federal Sergio Moro, por ter aceitado ser ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (hoje, sem partido), após condenar seu principal adversário nas urnas presidenciais de 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tirando este da disputa que liderava em todas as pesquisas.
Cláudio Henrique também questionou a captura e divulgação de conversas nas redes sociais, grampeadas por hackers e divulgadas inicialmente no site Intercept Brasil, que parecem evidenciar a quebra de isenção de Moro como juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, ao trabalhar em parceria com o Ministério Público Federal na investigação e denúncia de vários políticos e empresários durante os governos do PT. Entre eles o ex-presidente Lula, que teve todas suas condenações na Lava Jato anuladas pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 8. Para o procurador, mesmo que as conversas sejam verdadeiras, elas contaminam mais a atuação do então juiz federal, do que dos procuradores da República:
— Essas gravações que acabaram circulando (no caso que ficou mais conhecido como Vaza Jato), tem duas coisas que acho importante dizer. Primeiro na forma. É muito grave que conversas privadas, seja lá de qualquer pessoa, possam ter seu sigilo telefônico violado. E por aí a gente pode pensar inúmeras hipóteses, pois hoje, em um telefone celular, quanta informação existe ali pessoal? E isso vir à tona e ser usada publicamente. Deixando as paixões de lado, e hoje a gente vive uma polarização muito grande, aquela coisa do Fla-Flu, mas de uma forma objetiva, isso é muito grave. Representa uma quebra de regra do que está no artigo 5º da Constituição e trata das garantias fundamentais, da proteção do cidadão contra o arbítrio do Estado. O segundo ponto é o conteúdo das conversas, que ninguém sabe se é totalmente verdadeiro, ou se há alguma edição ali. Agora é claro que, a se interpretar alguns trechos das conversas, eles contaminam muito mais o juiz, do que os procuradores.
O presidente da Amperj criticou a individualização da Lava Jato na figura de Sergio Moro, que condenou Lula à prisão, tirando-o da disputa presidencial de 2018 pela Lei da Ficha Limpa, após a ratificação da sentença pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). E considerou mais grave, em prejuízo à Lava Jato, Moro ter largado a magistratura para aceitar ser ministro da Justiça do principal beneficiado político-eleitoral da sua decisão enquanto juiz, o presidente Jair Bolsonaro (hoje, sem partido). O procurador concordou com a associação do fato à ultima fala do filme “Advogado do Diabo” (1997, de Taylor Hackford), onde Lúcifer diz pela boca do ator Al Pacino: “De todos os pecados que inventei, a vaidade sempre foi o meu preferido”:
— Não podia o juiz que estava à frente de um processo com essa envergadura, com essa importância, com a repercussão política tinha naquele momento, um ex-presidente da República, que era um candidato forte naquela eleição, ele foi tirado do processo político. Independentemente do mérito, se merecia ou não (a condenação). E aí aquele juiz, o grande responsável por isso, em seguida se mostra aliado do grande opositor, do grande interessado, para não dizer o grande beneficiado da retirada do outro candidato, e assume um cargo. A gente costuma dizer no Direito que um juiz, ele não basta ser honesto; ele tem que parecer honesto. Igual à mulher de César (que cunhou o ditado, em 63 a.C.). Então as causas de suspeição de um juiz, pelas regras do Código de Processo, passam por aí. É preciso que fique clara a posição do juiz, no sentido de ser imparcial. Acho que aquilo foi muito prejudicial, sim, à credibilidade da Lava Jato. Eu também gosto muito dessa parte do filme: a vaidade; a vaidade realmente é uma questão do ser humano. E, por causa dela, muitas vezes se desvia totalmente do melhor caminho.
Ainda assim, para Cláudio Henrique, não é verdadeira a tese da esquerda brasileira, sobretudo da lulopetista, de que a Lava Jato teria “matado o cachorro, para matar as pulgas”. A afirmação se dá como crítica pela punição também às empresas, não apenas às pessoas físicas dos donos das principais empreiteiras do país, que se organizaram em cartel para movimentar um gigantesco esquema de corrupção nos governos do PT. Sobre a pergunta se seria possível condenar apenas o CPF, da pessoa física, preservando o CNPJ, da pessoa jurídica, o procurador respondeu:
— A grande corrupção, inevitavelmente, ela passa pelo CNPJ. Não é um cidadão que, isoladamente, está nos grandes esquemas de corrupção do país. A gente não pode generalizar, demonizar os empresários como um todo. Às vezes a gente ouve alguns empresários reclamando do próprio Ministério Público, das regras do Estado, questões tributárias. E, quanto mais burocrático o Estado, isso favorece também a corrupção. Não que justifique, óbvio, mas acaba favorecendo. Eu não acho, sinceramente, que a Lava Jato tenha quebrado empresas. O que pode ter quebrado empresas foram as opções que os dirigentes delas fizeram. Tanto que você percebe que hoje, mais do que nunca, ganham força os sistemas de compliance (“estar em conformidade com as leis”). Talvez a Lava Jato tenha ajudado nisso também, nessa consciência dos rumos que as empresas precisam ter sob o ponto de vista da legalidade e da ética.
Confira abaixo, em três blocos, os vídeos da entrevista do procurador Cláudio Henrique da Cruz Viana, presidente da Amperj, ao Folha no Ar:
A partir das 7h da manhã desta quarta (17), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o médico infectologista Nélio Artiles. Ele falará sobre a terceira troca no ministério da Saúde (confira aqui, aqui e aqui) durante a pandemia da Covid, com a esperada manutenção da política anticiência do presidente Jair Bolsonaro na condução da crise sanitária. Que já matou quase 280 mil brasileiros até o presente momento, com média móvel de 1.841 mortos/dia.
Nélio falará também das mutações do vírus orginal Sars-CoV-2, inclusive no Brasil, que hoje é o epicentro da doença no mundo, e das consequências desta condição a Campos. Por fim, o experiente infectologista analisará a falta de vacinas no país, fruto da desorganização do governo federal na sua aquisição dos diferentes fornecedores, além da política de vacinação adotada (confira aqui) para os campistas.
Confira abaixo o vídeo feito na manhã de hoje, que mostra impressionante extensão da fila para vacinação dos idosos de Campos, entre 79 e 75 anos, na Uenf:
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Renato Faria, presidente da Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos (Foto: Folha da Manhã)
A Beneficência Portuguesa de Campos não vai demitir funcionários para atender à demanda do Hospital Geral de Guarus (HGG), que passará por obras de reforma, ainda sem data definida. E, instalado desde 30 de março de 202o (confira aqui) no centenário hospital filantrópico, o Centro de Controle e Combate e Controle do Coronavírus de Campos (CCC) serve para medir o rápido avanço que a pandemia da Covid teve na cidade em março, com a chegada de variantes mais agressivas do vírus original. No dia 1º do mês, o CCC tinha 10 dos seus 40 leitos clínicos ocupados, com 10 internados também nos seus 26 leitos de UTI. E hoje, apenas 15 dias depois, a ocupação já chegou a 31 leitos clínicos, restando nove vagas, enquanto a UTI já tem 23 internados, com espaço para receber só mais três. Foi o que revelou no início da manhã de hoje, no programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, o empresário Renato Faria, presidente da Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos:
— Nenhum funcionário da Beneficência será demitido em virtude da chegada dos pacientes do HGG. Essa confusão toda surgiu de uma situação em que a administração nova (Wladimir Garotinho, PSD) precisa dar uma solução ao que está acontecendo no HGG, que segundo o relato deles é muito grave. Mas qualquer coisa que implicasse em desativar serviço médico e demissão de funcionário (na Beneficência), a gente não queria. Colocamos isso para a Prefeitura e a Prefeitura ouviu. Eles reformularam a proposta para que essa demanda do HGG, em casos de internação, seja redistribuída a todos os hospitais contratualizados. Estamos aguardando a Prefeitura para discutir a parte técnica com os hospitais — explicou Renato.
Ele também falou sobre o agravamento da pandemia da Covid com as novas variantes do vírus, com características diferentes e, que segundo ele, estariam só começando a chegar em Campos. E de como a taxa de ocupação dos leitos clínicos e de UTI do CCC, revela o crescimento da doença na cidade nos últimos 15 dias:
— Estamos em um momento muito preocupante em relação ao coronavírus. Porque essa dita nova onda tem características próprias de maior virulência, ela atinge pessoas mais novas, tem uma gravidade maior. Na primeira onda (com o vírus original, antes das mutações registradas na África do Sul, no Reino Unido e no Brasil), o máximo que teve foi 1.800 mortes por dia (no país). Agora nós estamos vendo morrer 2.300 pessoas em um único dia no Brasil. E está começando a chegar em Campos. É importante a gente se preparar para esse aumento e falar para a população se cuidar. A vacina está chegando, devagar, mas está chegando. Esta semana (Campos) vai estar vacinando as pessoas de 79 a 75 anos, que é um grupo de risco. A gente tem que se preservar, fazer distanciamento social, usar máscara, lavar as mãos. No CCC, nós temos 40 leitos clínicos. No dia 1º de março, tinham 10 pessoas internadas e 30 leitos vagos. Hoje, temos 31 leitos clínicos ocupados e nove leitos vagos. Isso em 15 dias. De UTI, dos 26 leitos, nós tínhamos 10 leitos ocupados (em 1º de março). E hoje temos 23, com apenas três vagas de UTI. É muito rápido! — alertou o presidente da Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos.
Confira abaixo os três blocos da entrevista de Renato Faria, da Beneficência Portuguesa de Campos, ao Folha no Ar da manhã de hoje:
A partir das 7h desta terça (16), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o procurador de Justiça campista Cláudio Henrique da Cruz Viana, presidente (confira aqui) da Associação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Amperj). Ele falará do papel do Ministério Público no combate à pandemia da Covid-19 e como entende que vem sendo desempenhado, no país e no Estado do Rio.
Cláudio Henrique também analisará a ascensão, apogeu e declínio da operação Lava Jato. Sobretudo após o ex-juiz federal Sergio Moro ter aceito (confira aqui) ser ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro (sem partido), no qual foi fritado até pedir para sair (confira aqui), fazendo denúncias de tentativa de interferência do presidente na Polícia Federal (PF). Além da recente decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulando (confira aqui) as condenações da Lava Jato ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Por fim, o procurador vai falar da sua trajetória promotor de Justiça de Campos ao Rio, da sua promoção a procurador, do papel da Amperj que preside e da possibilidade de se candidatar mais uma vez à Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Rio. Ele concorreu ao cargo em 2016 (confira aqui), ficando em segundo lugar, atrás do atual procurador-geral fluminense, Eduardo Gussem.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
A partir das 7h da manhã desta segunda (15), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o empresário Renato Faria, presidente da Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos. Ele falará do papel que o Centro de Controle e Combate ao Coronavíruus (CCC), que passou a funcionar no Hospital de Beneficência Portuguesa de Campos em 30 de março do ano passado (relembre aqui), teve e tem no combate à Covid-19 entre os governos municipais Rafael Diniz (Cidadania) e Wladimir Garotinho (PSD).
Renato também falará sofre a situação real do enfretamento à pandemia em Campos. E falará de uma possibilidade que tem criado polêmica, sobretudo entre a categoria médica da cidade: a possibilidade de ocupação de parte da Beneficência (confira aqui), por parte da saúde pública municipal, com os pacientes do Hospital Geral de Guarus (HGG), que deve ser fechado para reformas ainda sem data de início em sua estrutura física.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta segunda pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.
Esperava entrar de férias só a partir desta quinta (11). Mas devido a problemas técnicos inesperados e indesejados, tanto no IPhone, quanto no lap top, a opção foi iniciar desde hoje a pausa nas atividades profissionais em rádio, jornal e no blog. A partir da segunda semana de março, se Deus quiser, a gente se reencontra. Inté!
Entre os várias equívocos cometidos pelos bolsonaritas, como antes pelos petistas, é cobrar a suposta insenção jornalística em textos de opinião. Que, por textos de opinião — a repetição é necessária a quem parece ignorar o óbvio —, serão sempre parciais, frutos da análise pessoal dos fatos. Da narração impessoal destes, é composto o noticiário. E qualquer órgão de imprensa divide sua produção entre noticário e opinião. Nesta, para se buscar o equilíbro, é necessário abrir espaço às visões constrastantes. Muito antes do alemão Johannes Gutenberg criar a prensa de tipos móveis, no séc. 15, foi a partir dessa mesma multiplicidade de opiniões, com paridade no direito de se manifestar em sua ágora, que os gregos antigos inventaram a democracia.
A despeito das revoluções tecnológicas, seja a imprensa de Gutenberg há mais de meio milênio, seja a da Internet e das redes sociais, entre o final do séc. 20 e este início do 21, o contraste entre opiniões distintas continua sendo fundamental à democracia. Que vive e se alimenta da discordância, sem transformar quem pensa diferente em “inimigo”. Os argumentos, que precisam se fundamentar para além das meras opiniões, podem e devem se confrontar dialeticamente. Mas não as pessoas.
Não por outro motivo, antes de publicar (confira aqui) no sábado (06) a crônica “Petistas e bolsonaristas sob o juízo da mesa de bar”, com críticas frontais ao que o lulopetismo e o bolsonarismo têm de comum, sobretudo em sua radicalidade e intolerância, franqueei previamente o texto a dois jovens estudantes universitários de Campos. E pedi que o petista Gilberto Gomes e o bolsonarista Eraldo Duarte também se manifestassem. Abaixo, com meu respeito e minhas discordâncias, seguem os textos dos dois:
Lula e Ciro Gomes, na imagem escolhida pelo Gilberto Gomes para ilustrar seu texto
Gilberto Gomes, estudante da Uenf
Petistas x Bolsonaristas: a verdade absoluta da falsa simetria
Por Gilberto Gomes
Fui convidado pelo amigo Aluysio a discorrer sobre sua crônica publicada ontem, a despeito de uma suposta relação entre petistas e bolsonaristas.
Desde o resultado catastrófico das eleições de 2018, teses e mais teses buscavam tentar explicar a ascensão de um projeto conservador e negacionista no Brasil.
E uma das teses de maior adesão, sem dúvidas, é a de que o PT teria optado pela manutenção de sua hegemonia, em detrimento do bem estar social do país, defendida principalmente por figuras que há muito tempo tentam jogar o PT a um extremo que nunca lhe coube, visando a vacância de representação para o centro liberal, outrora representado por Marina, hoje por Ciro, há quem diga que até por Doria ou Huck.
E é ao lançar o PT a um extremo que o partido jamais frequentou, que o maior equívoco dessa tese encontra abrigo: a falsa simetria com o outro extremo, o bolsonarismo. Essa tese é, claramente, uma visão distorcida de quem não conhece, por óbvio, dos debates e disputas internas do maior partido de esquerda da América Latina. Lança Lula a um extremo que ele sequer ocupa dentro do próprio partido, onde seu grupo político é considerado dos mais moderados e conciliadores.
A superficialidade desta simetria vem se tornando mantra e “verdade absoluta” para aqueles que apenas fingem não possuir interesses políticos em 2022, condenando o PT por seu próprio motivo de existência enquanto partido político: disputar os rumos da sociedade brasileira, não somente através de eleições, mas principalmente através delas para a projeção de um programa democrático-popular ainda muito atual.
Na crônica, Aníbal acerta que nós, petistas, somos geralmente muito mais inteligentes que bolsonaristas, a quem eu agradeço o elogio, mas não trata essa constatação com a devida importância. Afinal, qualquer pessoa que não pense com o fígado poderia identificar as fragilidades desta falsa simetria tida como verdade absoluta, uma vez que nossa militância jamais tocou nos extremos que o bolsonarismo toca.
Embora como petista e socialista que sou eu desejasse, jamais houveram passeatas pela por revolução ou pela “ditadura do proletariado” durante a década passada, incentivadas pelo governo ou que fossem consenso entre a militância. No máximo, era um tema acadêmico ou aventada por correntes minoritárias do partido. Nunca houve qualquer discurso de ruptura da democracia, enquanto os bolsonaristas, incentivados pelo presidente e seus filhos, só falam a todo momento em fechar o Congresso, o STF e decretar AI-5.
O PT fortaleceu a democracia brasileira e suas instituições, teve as experiências mais exitosas de participação popular, ascendeu camadas
da sociedade historicamente desprezadas nos projetos nacionais, combateu a fome e a miséria. Muito, mas muito distante do obscurantismo bolsonarista que nega até mesmo a pandemia que vivemos.
A crônica tem um ato falho revelador quando diz que o que está jogo, de verdade, são os 60% da sociedade “espremidos” entre os polos PT x Bolsonaro. E revelaria mais ainda se viesse assinada pela visão oportunista liberal de Hannah Arendt (pausa para um riso e um gole na mesma Eisenbanh que compartilho com a crônica).
É nesta massa definidora que reside o principal interesse e a principal frustração do “centro”, pautado convenientemente como solução para a crise de representação que nossa jovem democracia enfrenta.
Se há alguma similaridade entre o PT e o fenômeno que elegeu Bolsonaro, é que este último foi a primeira experiência de massas posterior à eleição de Lula e Dilma, cooptando principalmente os emergentes que outrora viam no “lulismo” a afirmação de sua dignidade através da inclusão social e com o passar do tempo se tornaram empreendedores fomentados a compreender o Estado como um obstáculo. A própria Fundação Perseu Abramo identificou recentemente este perfil liberal entre parcelas mais vulneráveis da sociedade brasileira.
Sem conseguir estabelecer qualquer diálogo com esta massa que ainda busca transformação, cabe ao “centro” lançar o PT a um extremo que jamais lhe coube, torcendo para que a principal experiência democrática das últimas décadas seja apagada pela corrupção sistemática nacional, injustamente atribuída quase que exclusivamente a este único partido, que mais fortaleceu mecanismos e instituições de combate à corrupção, ao contrário de Bolsonaro que assumidamente interfere na chefia de investigações policiais.
No fundo, a falsa simetria traz um grande problema, que é reduzir o debate político ao ponto de, na prática, colocar o próprio centro liberal como um dogma, único caminho e verdade absoluta, nada aberto a projetos de mudança e transformação reais necessários e ainda desejados pela população brasileira.
Acaba por se estabelecer como o velho conservadorismo tradicional do Brasil, já rejeitado por mulheres e jovens, principalmente, maioria crescente na população brasileira.
A falsa simetria é tão nociva para a oposição ao bolsonarismo quanto qualquer erro estratégico que o PT possa ter cometido algum dia. É frágil e perde tempo ao não apresentar um projeto político ao país que não necessite destroçar o petismo para garantir viabilidade.
Acontece que defender essa tese poderá custar caro se a ideia é conquistar — e reconquistar — novas mentes para um projeto alternativo ao bolsonarismo.
Essa alternativa liberal do centro incorre no erro fatal de igualar um adversário político, mas aliado na luta democrática, como o PT, a um inimigo da própria democracia, como Bolsonaro, oferecendo em troca apenas a conservação de uma institucionalidade esgotada e rejeitada pelos mesmos milhões de brasileiros que elegeram Bolsonaro.
“Primeira Missa no Brasil” (1860), óleo sobre tela de Victor Meirelles, imagem escolhida por Eraldo Duarte para ilustrar seu texto
Eraldo Duarte, estudante da UFF-Campos
Bolsonaro é uma das possibilidades de reencontramos a história do Brasil
Por Eraldo Duarte
Para o filósofo e professor John N. Gray (*), a história política contemporânea se enquadra perfeitamente como um capítulo da história das religiões. Em sua análise esboçada no livro “Missa Negra — Religião Apocalíptica e o Fim das Utopias” (Ed.Record, Rio de Janeiro, 2007), o autor sintetiza que as correntes políticas contemporâneas se apegaram a versões seculares de crenças religiosas.
Gray não endereça esse comentário apenas aos apologetas de ideologias e partidos revolucionários, mas o estende até mesmo aos supostos luminares da razão, isto é, às manifestações políticas e filosóficas cujo berço são o humanismo, o racionalismo e outras crenças oriundas ou subsidiárias do Iluminismo.
Concordo com o pensador britânico e desejo introduzir, com algumas alterações, sua análise aos leitores deste blog a fim de defender que tanto o bolsonarismo quanto o lulopetismo são fenômenos similares ao descrito no livro supramencionado. Todavia há entre eles uma grande diferença que torna um mais defensável que o outro, ao menos em minha perspectiva
Em uma época em que o individualismo e o agnosticismo ganham tremendo destaque na sociedade, o pertencimento a uma instituição tradicional — família, igreja, associações, etc — começam a ser substituídos por outras organizações. O espaço que antes era ocupado pelos símbolos e instituições formadoras da nossa cultura e pátria foram escanteados e substituídos pelas “maravilhas” tecnológicas, programas de televisão, canais de YouTube, times de futebol, cantores e webcelebridades.
Tal situação acarretou uma lenta mudança em nossos valores éticos e morais que agora refletem a religião secular progressista, cujo cerne “igualitarista” busca incinerar qualquer ideia ou força que lhe faça oposição, ainda que timidamente.
Nesta realidade, a política desempenhará papel de grande organizador social e atuará na criação de comunidades unidas em torno de projetos de poder. Com a dissolução e enfraquecimento de outras instituições tradicionais, a política será a principal mediadora na relação entre o indivíduo e o Estado, e o caminho para a reação dos defensores das antigas instituições.
Não é por menos que pululam extensa iconografia e relatos que conferem aos líderes destes dois grupos políticos brasileiros uma aura messiânica. O espaço que estes ocuparam era antes destinado a santos, beatos e outros personagens comuns da nossa religião cristã que foi substituída por políticos, celebridades, etc.
Se há semelhança entre o bolsonarismo e o lulopetismo no sentido de nadarem em um rio de significância religiosa e teológica, firmando-se como religiões seculares, como pode ser extraído em analogia aos escritos de Gray, há também uma grande diferença no conteúdo desses movimentos cujas proposições são antípodas.
Enquanto o lulopetismo se fia no progressismo e busca reorganizar toda a estrutura social tradicional, valores e instituições de modo que sirvam para acelerar o processo de desestruturação de nossa tradição e história, garantindo-lhes a hegemonia a perpetuação do seu líder; o bolsonarismo, malgrado seus defeitos, serve como cabeça de ponte para ideais que exaltam nossa tradição cristã, a família tradicional e nossa pátria, valores que os primeiros julgam eurocêntricos, racistas, machistas entre outras adjetivações que nós, conservadores, conhecemos bem.
É óbvio que Bolsonaro tem capacidade e perfil inferior do que muitos conservadores desejam, todavia seu valor está mais no fato de servir como cabeça de ponte para um movimento organizado que visa aquilatar devidamente nossa história e reconectar o brasileiro com formas de pensar e falar que lentamente lhe estavam sendo retiradas pelos arautos progressistas.
Nesse sentido é preciso conceber o bolsonarismo como antessala de um movimento conservador que não pode se fiar num indivíduo, tampouco num político, mas na história e cultura do nosso povo, cujo legado é, novamente, a fé cristã, a família tradicional e nossa pátria. Sendo assim, as articulações do presidente, seus erros e acertos servem apenas como meio de sua continuidade no poder, questão minúscula em comparação com a sua maior tarefa, que foi defender — ao menos em alguns discursos — e trazer de volta à agenda política uma perspectiva que muitos brasileiros já haviam esquecido ou tinham medo de defender.
Sem nenhuma necessidade de Messias políticos ou de “fim da história”, é preciso que os conservadores estejam atentos a isso ao votarem no atual presidente. Afinal, ele é o semeador deste movimento, não seu fruto.
(*) Professor de Filosofia na Universidade de Oxford