Arthur Soffiati, historiador, escritor e crítico de cinema
Assassinato no parque de diversões
Por Arthur Soffiati
Entre os filmes que marcaram o jovem Quentin Tarantino entre 1968 e 1981, figuram “Bullit”, “Perseguidor implacável”, “Amargo pesadelo”, “Os implacáveis”, “A quadrilha”, “Irmãs diabólicas”, “Daisy Miller”, “Taxi driver”, “A outra face da violência”, “A taberna do inferno”, “Alcatraz: fuga impossível”, “Hardcore: no submundo do sexo” e “Pague para entrar e reze para sair”.
Quero me deter no último, dirigido por Tobe Hooper e com lançamento em 1981. Ele já tinha lançado “O massacre da serra elétrica” (1974), que Tarantino considerou um filme perfeito, sem explicar seu conceito de perfeição, e “Devorado vivo”, de 1976, que também mereceu elogio do diretor de “Cães de aluguel” em seu livro “Especulações cinematográficas” (Rio de Janeiro: Intrínseca, 2023). Para ele, o roteiro é excelente, mas a direção de Hooper merece rasgados elogios.
Já nos créditos iniciais, Hooper desfila as figuras que costumavam ilustrar os parques de diversões antigamente. São figuras canhestras, primárias, mas, ao mesmo tempo, assustadoras. O início é marcado por um quarto com instrumentos de tortura e a exibição de “A noiva de Frankenstein”, de 1935, filme que surfou na onda de sucesso de “Frankenstein” (1931). Então, uma jovem entra no banheiro, tira a roupa e se prepara para o banho. Em termos de sexo, parece que seios femininos são a obsessão dos homens dos Estados Unidos. Hooper não exibiu seios nus em “O massacre”, mas não os economizou em “Devorado vivo”. Enquanto ela se banha, um mascarado invade o banheiro com uma faca e avança para ela tentando atingi-la. É a cena famosa do chuveiro de “Psicose”. Hitchcock está sendo homenageado. A moça consegue segurar o pulso do esfaqueador, mas ele alcança a barriga dela. A faca, de borracha, se curva. Era seu irmãozinho desejando assustá-la.
É motivo suficiente para ela não levar mais o irmão ao parque. Na verdade, ela pretendia mesmo ir ao cinema com o namorado e um casal amigo. Mas acabam todos no parque. O irmão foge de casa e também vai ao parque. O filme mostra as diversões: roda gigante, carrossel, carrinhos que trombam, trem fantasma, vidente, animais com deformação, teste de força etc.
Eles se divertem e decidem passar a noite escondidos naquele parque mambembe de última categoria, onde duas moças tinham sido assassinadas anteriormente sem que o assassino tivesse sido encontrado. No meu entendimento, este é o senão maior do roteiro. Uma coisa é os dois casais ficarem presos nos domínios do parque. Outra é escolher dormir num lugar escondido para se divertirem à noite, fumando maconha e transando. Novamente, seios aparecem. Mas os quatro acabam sendo também testemunhas de um assassinato. O simpático Frankenstein mascarado paga à vidente por um sexo rápido que se resume a uma masturbação. Por baixo da máscara, escondia-se uma aberração humana assustadora.
O irmão da moça é salvo por um funcionário do parque, que telefona para seus pais. Mas os dois casais são perseguidos pelo “monstro” assassino a mando de seu pai. Os quatro vivem uma noite alucinante, em que um por um é assassinado sempre de forma bizarra. A gente já espera o final: todos morrerão, salvando-se apenas a mocinha, que deixa o parque de manhã, espandongada e descalça. A cena contrasta com a paz dos empregados desmontando o parque. O final pedia a moça chamando a polícia.
“Pague para entrar em reze para sair” (“Funhouse”) é um típico filme B: baixo orçamento, artistas inexperientes, efeitos especiais não convincentes, fotografia meio desbotada. É um típico filme norte-americano para público pouco exigente. O que não significa que não tenha qualidades. Tobe Hooper trabalhava com baixo orçamento propositalmente. Ele foi reconhecido por seus pares como um grande diretor. Assisti a quase todos os seus filmes. Só gostaria de saber qual seria a reação de uma pessoa que eu convidasse a assistir a ele. Ou qual seria a postura de um admirador de Tarantino diante desse filme. Admiramos Tarantino, mas não o seu gosto.
Campos dos Goytacazes, Marielle Franco, Domingos e Chiquinho Brazão (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Quem mandou matar Marielle?
Quem mandou matar Marielle? A pergunta ecoava há seis anos, desde que a ex-vereadora carioca Marielle Franco (Psol) e seu motorista, Anderson Torres, foram executados a tiros em 14 de março de 2018. E ficou mais próxima da resposta no último domingo (24). Quando foram presos como mandantes o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, seu irmão e deputado federal Chiquinho Brazão (União), e o ex-chefe de Polícia Civil do RJ Rivaldo Barbosa. Este, indicado ao cargo dois dias antes do crime pelo então interventor federal na Segurança Pública do RJ, general Walter Braga Netto.
Quem deu voto a quem matou Marielle?
Não é segredo que Braga Netto depois seria ministro da Casa Civil e da Defesa do governo Jair Bolsonaro (PL). Como depois seria, em 2022, candidato a vice do ex-presidente em sua chapa derrotada à reeleição. O que não evidencia nenhuma ligação com o crime. Seu mentor, antes de assumir como conselheiro do TCE, Domingos Brazão foi eleito cinco vezes consecutivas deputado estadual. E Domingos conquistou belíssimas votações em Campos dos Goytacazes nas três últimas. O que ecoa outra pergunta a quem, desde domingo, lembra dessa conexão goitacá de Domingos: quem deu tantos votos em Campos a quem mandou matar Marielle?
“Milagre” da multiplicação em Campos
Carioca, Domingos Brazão foi eleito as duas primeiras vezes à Alerj com votações pífias em Campos. Em 1998, dos seus 27.287 votos, apenas 49 foram de Campos. Em 2002, dos seus 68.300 votos, apenas 60 foram de Campos. Até que o “milagre” da multiplicação de votos passou a se operar às margens do Paraíba do Sul a Domingos Brazão. Em 2006, dos 73.263 votos do seu terceiro mandato de deputado estadual, 2.637 foram de Campos. Em 2010, dos seus 91.774 votos, 2.905 foram de Campos. Em 2014, quando se elegeu pela última vez à Alerj, dos seus 70.314 votos, manteve a constância: 2.464 foram de Campos.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
De Domingos a Chiquinho
A reprodução de votos aos Brazão em Campos, no entanto, minguaria na primeira das duas eleições de Chiquinho a deputado federal. Em 2018, pouco mais de seis meses após a morte de Marielle, o irmão de Domingos se elegeu com 25.817 votos, mas só 95 de Campos. O que houve? Domingos estava afastado do TCE desde abril de 2017, por corrupção. De volta ao cargo de conselheiro em 2021, por decisão do ministro Nunes Marques, indicado do Supremo Tribunal Federal (STF) por Bolsonaro, Domingos voltou a operar “milagre” em 2022 às margens do Paraíba: dos 77.367 votos que reelegeram seu irmão Chiquinho, 4.935 foram de Campos.
O voto e a conta
Após apoiarem a reeleição de Dilma Rousseff (PT) a presidente em 2014, que sofreria impeachment em 2016 sem deixar saudade, os irmãos Domingos e Chiquinho apoiaram Bolsonaro na vitória de 2018 e na derrota de 2022. Um operador dos “milagreiros” da multiplicação dos votos aos Brazão na planície goitacá, mesmo que prefira atuar nas sombras, também assumiu voto em Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial de 2022. Nas redes sociais, disse que era “contra a corrupção”. Foi a pregação de quem, desde 2006, faz conta de multiplicar votos em Campos a quem mandou matar Marielle.
Brasil 3 a 3 Espanha
O Brasil arrancou um empate emocionante no 3 a 3 do início da noite de ontem (26) contra a Espanha. Que jogou melhor, embora tenha marcado dois gols em pênaltis inexistentes, num jogo sem VAR e com árbitro português visivelmente inseguro para apitar lances decisivos por conta própria. O maestro espanhol Rodri, que não tem nada a ver com isso, converteu os dois. Os brasileiros também tiveram um pênalti ao seu favor, mas real, aos 51’ da etapa final. Convertido com direito a paradinha pelo volante Lucas Paquetá, que deu números finais ao amistoso no Santiago Bernabéu, em Madri.
A estrela de Endrick
Os lances mais belos, após Rodri abrir o placar aos 12’, vieram de bola rolando. Aos 35’, o camisa 10 Dani Olmo driblou dois marcadores brasileiros na área para fazer 2 a 0 com um golaço. A reação veio aos 39’, em outro lance de categoria, quando Rodrygo encobriu o goleiro espanhol, após interceptar sua saída de bola com o pé. Aos 4’ do segundo tempo, Endrick concluiu em lance de oportunismo na área. E de estrela, após já ter marcado, aos 17 anos, o gol do 1 a 0 sobre a Inglaterra, dentro de Wembley, em Londres, no sábado (24). Três dias depois, no Bernabéu, Rodri e Paquetá fecharam o placar em cobranças de pênalti.
Roteiro do Brasil de Dorival
O fato é que foi o segundo jogo do treinador Dorival Júnior no comando do Brasil. E foram dois jogos sem perder contra seleções europeias fortes. Em 6º lugar nas Eliminatórias Sul-Americanas à Copa do Mundo de 2026, onde o Brasil vem do ineditismo histórico de três derrotas em sequência, a Copa América nos EUA a partir de junho servirá para testar o time em jogos oficiais. Antes de retomar as Eliminatórias em 5 de setembro. Até aqui, após a vitória sobre a Inglaterra e o empate com a Espanha em amistosos, dá para dizer que é um começo. Sem previsão do retorno do pop-star Neymar, já aos 32 anos, talvez um recomeço. A ver.
Médico ortopedista, subsecretário e secretário de Saúde em exercício de Campos, além de pré-candidato vereador, Maninho Gonçalves (PP) é o convidado do Folha no Ar nesta terça (26), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele falará da Saúde Pública do município, apontada nas pesquisas de 2023 (confira aqui e aqui) entre os principais problemas e virtudes do governo Wladimir Garotinho (PP).
Maninho também falará do atendimento ao desabrigados (confira aqui) no distrito de Santo Eduardo e demais afetados pelas fortes chuvas do final de semana no município. E, por fim, tentará projetar as eleições a prefeito e vereador de Campos em 6 de outubro, daqui a exatos 6 meses e 9 dias.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook, no Instagram e no YouTube.
Prefeitos Marcelo Magno, de Arraial do Cabo, e Fábio do Pastel, de São Pedro da Aldeia, são favoritos à reeleição; enquanto o deputado estadual Dr. Serginho lidera a prefeito em Cabo Frio (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
O favoritismo à reeleição dos prefeitos Marcelo Magno (PL), em Arraial do Cabo, e Fábio do Pastel (PL), em São Pedro da Aldeia. E a dificuldade para a prefeita Magdala Furtado (PV) se reeleger em Cabo Frio. Foi o que o Paraná Pesquisas, instituto de renome nacional, projetou em levantamentos nos três municípios da Região do Lagos, realizados entre janeiro e fevereiro à eleição de 6 de outubro, daqui a 6 meses e 16 dias.
ARRAIAL DO CABO — A maior vantagem é a de Magno em Arraial. Na consulta estimulada, com a apresentação dos nomes dos pré-candidatos, o prefeito teve 62% de intenções de voto, seguido de Andinho (15,2%), Ton Porto (4,8%) e Arlete Schuindt (3%). Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº RJ-00824/2024, foi feita com 540 eleitores do município entre 31 de janeiro e 5 de fevereiro, com margem de erro de 4,3 pontos percentuais.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
SÃO PEDRO DA ALDEIA — Em São Pedro, a consulta estimulada deu uma vantagem só um pouco menor a Fábio. Com 57,2% de intenções de voto, o prefeito foi seguido por Bia do Guga (13,5%), Chumbinho (13,5%) e Elizangela Lobo (6,8%). Registrada no TSE sob o nº RJ-05962/2024, foi feita com 600 eleitores do município entre 1 e 6 de fevereiro, com margem de erro de 4,1 pontos percentuais.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
CABO FRIO — A vantagem dos incumbentes só não se repetiu em C. Frio. Lá, quem lidera a prefeito é o deputado estadual Dr. Serginho (PL). Ele teve 38,2% de intenções de voto, seguido do ex-prefeito Marquinho Mendes (23,9%), da prefeita Magdala (12,9%) e de Rafael Pessanha (5,6%). Registrada no TSE sob o nº RJ-00578/2024, foi feita com 720 eleitores do município entre 30 de janeiro e 4 de fevereiro, com margem de erro de 3,7 pontos percentuais.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
APROVAÇÃO DE GOVERNO = INTENÇÃO DE VOTO — A vantagem à reeleição dos prefeitos de Arraial e São Pedro, como a desvantagem da prefeita de C. Frio, está diretamente ligada à aprovação de cada governo. O de Magdala no último município só é aprovado por 34,6% da população cabrofriense, contra a maioria de 60,3% que desaprovam, com 5,1% que não souberam ou opinaram.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Em direção inversa, a gestão Magno em Arraial é aprovada por 79,8% da população e desaprovada por 16,5%, com 3,7% que não souberam ou opinaram. Enquanto a administração Fábio em São Pedro é aprovada por 73,8% e desaprovada por 23,7%, com 2,5% que não souberam ou opinaram.
ELEIÇÕS AINDA ABERTAS NA ESPONTÂNEA — As consultas espontâneas, no entanto, apontam que as três eleições ainda estão matematicamente abertas. Na consulta espontânea, onde o eleitor fala da própria cabeça, sem apresentação de nomes, 49,1% dos eleitores de Arraial não souberam dizer em quem votarão a prefeito. Em São Pedro, o percentual subiu para 51,3%. E para 65,6% em C. Frio.
(Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
No entanto, as tendências das consultas estimuladas a prefeito nos três municípios da Região dos Lagos se confirmaram na espontânea: Marcelo Magno lidera com 35,4%, em Arraial do Cabo; Fábio do Pastel com 35,2%, em São Pedro da Aldeia; e Dr. Serginho com 14%, em Cabo Frio.
William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE
ANÁLISE DO ESPECIALISTA — “Em São Pedro da Aldeia e Arraial do Cabo, a tendência registrada nas pesquisas Paraná é de reeleição dos prefeitos. Respectivamente, Fábio do Pastel, que tem avaliação considerada ótima ou boa por 57,2% do eleitorado; e Marcelo Magno, considerado ótimo ou bom por 67,0% do eleitorado apto a votar no dia 6 de outubro. Já em Cabo Frio, o cenário é desfavorável à reeleição da prefeita Magdala Furtado, que tem avaliação considerada ótima ou boa por apenas 22,1% do eleitorado; e ruim ou péssima por 50,1% dos eleitores aptos a votar em outubro”, avaliou William Passos, geógrafo com especialização doutoral em estatística no IBGE.
Prefeito de Campos e pré-candidato à reeleição em 2024, na qual pontuou como favorito (confira aqui) em todas as pesquisas de 2023, Wladimir Garotinho (PP) é o convidado para fechar a semana do Folha no Ar nesta sexta (22), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele falará sobre os principais acertos e erros dos seus quase três anos e três meses de governo.
Na relação com a Câmara Municipal, o prefeito analisará também o saldo da LOA de 2024 (confira aqui) e a CPI da Educação (confira aqui). Assim como o afastamento de seis vereadores (confira aqui) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por fraude na cota de mulheres na eleição de 2020.
Por fim, Wladimir falará das rusgas públicas recentes com seu pai (confira aqui, aqui, aqui e aqui), o ex-governador Anthony Garotinho (REP), e do apoio que recebeu (confira aqui, aqui e aqui) do PL dos Bolsonaro. Além de analisar os novos nomes (confira aqui) na disputa pela Prefeitura de Campos na urna de 6 de outubro, daqui a exatos 6 meses e 16 dias.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook, no Instagram e no YouTube.
Pré-candidatos a prefeito de oposição em São João da Barra e Campos, Danilo Barreto e Alexandre Buchaul discursaram no palco principal do encontro estadual do Novo (Fotos: Reprodução de vídeo)
“Pessoal, sabe por que eu estou aqui com vocês e pretendo ficar por muito tempo, talvez para o resto da vida? Porque aqui, olhando no rosto de todo mundo, ninguém tem etiqueta de preço. Aqui, no Novo, todos têm valores. Tudo para ver o Brasil crescer, sem etiqueta de preço na testa”. Foi o que disse o odontólogo Alexandre Buchaul, pré-candidato a prefeito de Campos (confira aqui) pelo Novo, quando subiu ao palco do encontro estadual do partido no último sábado (16). Que foi realizado no Centro de Exposições Expo Mag, na cidade do Rio.
Também presente ao evento do Novo, o administrador público Danilo Barreto, até aqui o único pré-candidato a prefeito de oposição em São João da Barra, foi mais enfático e local em sua fala:
— Hoje é um dia de festa, mas, infelizmente, na minha cidade (SJB) não é. Porque esta semana teve localidade pedindo água potável. Em pleno 2024, localidades inteiras sem água encanada numa cidade que arrecada quase R$ 1 bilhão por ano. E a cidade do maior porto da América Latina, que é o Porto do Açu. Professores que fizeram parte da minha formação tendo que fazer vaquinha para comprar folha. O lápis e a borracha não chegam na escola. E é pior: esta semana, a Câmara de Vereadores discutiu água potável nas escolas. Faltam professores, faltam escolas, falta compromisso com a educação. E é por esse motivo que eu me movi: para fazer diferente, para fazer minha cidade se desenvolver de uma vez por todas. Eu me sinto muito feliz em estar num partido que respeita o Brasil, assim como eu respeito São João da Barra.
Confira no vídeo abaixo as falas dos pré-candidatos a prefeito de Campos e SJB, no palco principal do encontro estadual do Novo:
Cientista político, sociólogo e professor da UFF-Campos, George Gomes Coutinho é o convidado do Folha no Ar desta quinta (21), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele analisará a queda de popularidade do presidente Lula (PT) nas pesquisas (confira aqui) e o indiciamento (confira aqui) do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela Polícia Federal (PF).
George também analisará a polêmica sobre a cobrança do PT local (confira aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui e aqui) ao prefeito Wladimir Garotinho (PP) por crédito das verbas federais a Campos. Por fim, com base nas pesquisas (confira aqui), ele tentará projetar as eleições a prefeito e vereador em Campos e SJB de 6 de outubro, daqui a exatos 6 meses e 17 dias.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook, no Instagram e no YouTube.
Flávio Bolsonaro, Wladimir Garotinho, Filippe Poubel, Alfredo Dieguez, Jober Brito e Thiago Ferrugem (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
Tubo de ensaio para incomodar
Fenômeno típico do bolsonarismo, que usa a truculência e o smartphone para tentar converter engajamento nas redes sociais em voto, o deputado estadual Filippe Poubel (PL) nunca foi um pré-candidato sério a prefeito de Campos. A não ser a quem suponha que um município de tradição política nacional desde o ex-presidente Nilo Peçanha (1867/1924) daria palco a um aventureiro de Maricá. Aliado do presidente campista da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), Poubel só serviu para incomodar o governo Wladimir Garotinho (PP). E, de fato, incomodou a ponto de trocar o comando do PL em Campos, trazido ao arco de apoio à reeleição do prefeito.
No PL, entra Alfredo e sai Ferrugem
Na última segunda (18), o blog Opiniões revelou que o PL goitacá passaria a ser presidido pelo empresário Alfredo Dieguez, secretário municipal de Abastecimento e ligado aos grupos de direita da cidade. Ele era o vice municipal da legenda, cargo que passa ao médico Jober Brito, bolsonarista raiz. Chefe de gabinete de Wladimir, o ex-vereador Thiago Ferrugem chegou a ocupar a presidência do PL em Campos. Em certidão emitida pela Justiça Eleitoral, datada do último dia 7. Com as mudanças, ele passou a assumir a coordenação dos partidos no arco de apoio à reeleição de Wladimir.
“L” de Lula, mulher e alvo
Enquanto Rodrigo trabalhava no Rio com seus aliados bolsonaristas da Alerj, Wladimir costurou em Brasília. No dia 21, ele apareceu em vídeo ao lado do senador Flávio Bolsonaro, que declarou seu apoio e do PL à reeleição do prefeito de Campos. Contornado por cima, Poubel passou a fazer ataques em suas redes sociais a membros do governo Wladimir pelo apoio a Lula no segundo turno presidencial de 2022. Nem que este tivesse sido dado pela esposa, como ocorreu com a de Ferrugem, exposta por Poubel em foto fazendo o “L”. No que há de mais abjeto no bolsonarismo: sempre eleger mulheres como alvos preferenciais.
Ataque e defesa
Com a foto da esposa de Ferrugem, Poubel escreveu: “Em destaque, a esposa do atual presidente do PL Campos, fazendo o L. Peço atenção das lideranças do partido”. Como o aluno do ensino fundamental que dedura à “tia”, após a ausência desta, quem teria feito bagunça na sala de aula. Ferrugem reagiu: “Lamentável o comportamento do deputado que, ao invés de vir para o debate, se esconde atrás de bravatas. Agora, usar a imagem da minha esposa, mãe dos meus filhos, só demonstra o caráter desse rapaz. Tenho muito orgulho da minha esposa. Diferente desse sujeito, ela é forte, corajosa e livre para tomar suas próprias decisões”.
Posição de Alfredo
O fato é que a “tia” deu ouvidos à fofoca. Para o PL colocar internamente Poubel de cara virada à parede, o partido em Campos passou a ser liderado por militantes orgânicos de direita. “A gente vem trabalhando para fortalecer a nominata do PL. Mas, para isso, temos que alinhar o todo, pois tem os outros partidos. Já tínhamos conversado na semana passada que Ferrugem poderia, sim, assumir a coordenação de todos os partidos da aliança para a campanha. Enquanto eu vou trabalhar com a ala de direita no PL, conversando com lideranças bolsonaristas da cidade para fortalecer o grupo à eleição”, disse Alfredo Dieguez.
Posição de Jober
Novo vice-presidente do PL goitacá, Jober Brito também se posicionou: “Sempre fui bolsonarista. Acho que a política deve ser assim, porque tem muita gente que pula de um lado ao outro. Acho honroso ter um pensamento e mantê-lo. Seguir uma linha não passa a imagem de falsidade. Sempre mantive a minha como bolsonarista e me associei às ideias do Partido Liberal de Bolsonaro. E continuo até hoje, perdendo ou ganhando. A política tem que ser assim, não esse pula-pula. Isso mostra que muitos não são verdadeiros no pensamento. E seguem a onda do momento. Fico feliz de ter sido lembrado e de estar ajudando com o PL”.
Elísio tem convite, mas fica com Caputi
“Estou fechado com a prefeita Carla Caputi (União). Recebi, sim, na última quarta (13), numa ligação telefônica, o convite de Washington Reis (presidente estadual no MDB) e de Garotinho (pré-candidato a vereador carioca pelo Republicanos) para me candidatar a prefeito de São João da Barra pelo MDB. Respondi que o movimento de oposição perdeu força no município e que esse convite teria que ser feito lá atrás. Vou concorrer à reeleição a vereador em apoio à prefeita Caputi”. Foi o que garantiu na segunda o edil sanjoanense Elísio Rodrigues (PL). Após a versão de que seria candidato de oposição a prefeito ter sido ventilada no final de semana.
Analiel vai ou fica?
Mesmo antes de Caputi assumir a Prefeitura em 5 de abril de 2022, após a renúncia de Carla Machado (PT) ao cargo, Elísio já era considerado o candidato natural da oposição a prefeito em SJB. Mas, como esta coluna adiantou desde 6 de março, o edil de SJB compôs politicamente com a prefeita. Também foi adiantado que o outro vereador de oposição, Analiel Vianna (Cidadania) poderia seguir os mesmos passos, no apoio à reeleição de Caputi. Mas isso ainda continua a demandar conversa entre a prefeita e Analiel. Em Brasília, Elísio se encontrará com o deputado federal Altineu Côrtes (PL). Com quem decidirá se permanece no PL para outubro.
Uma pesquisa do PT para abril e a vinda de Lula a Campos, ainda a ser confirmada. Foi o que o assessor da Câmara de Deputados e secretário de comunicação do PT goitacá, Gilberto Gomes, projetou no Folha no Ar de ontem (19) a este ano eleitoral de 2024. Com objetivo às urnas de 6 de outubro, daqui a exatos 6 meses e 17 dias. Tanto na disputa pela Prefeitura de Campos, em que o jovem petista projeta um segundo turno ainda não indicado em pesquisa, quanto pela Câmara Municipal. Nesta, o próprio Gilberto é pré-candidato e aposta na conquista de duas cadeiras petistas: uma direto e outra na sobra.
Na eleição majoritária, o jovem petista moderou sua fala de 13 de dezembro, quando afirmou aqui: “não há a menor possibilidade de uma estratégia que busque lançar uma candidatura virtual, sem chances de se eleger, para ser substituída às vésperas”. À época, referiu-se à postulação da deputada Carla Machado (PT), que toda a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) dizem não poder se candidatar a prefeita de nenhum município brasileiro em 2024, por já ter sido reeleita prefeita de São João da Barra em 2020. Três meses depois, Gilberto incluiu ontem o nome de Carla entre os três pré-candidatos petistas à Prefeitura de Campos, junto ao professor Jefferson de Azevedo, reitor do IFF, e ao sindicalista Helinho Anomal.
Gilberto Gomes (Foto: Divulgação)
Três pré-candidaturas do PT a prefeito de Campos — Com a confirmação da (pré-)candidatura (a prefeita) da Madeleine (Dykeman, União), uma surpresa para muitos, a candidatura do PT, na forma como está sendo construída, vai ser a grande novidade dessas eleições, principalmente porque nós temos Lula presidente. Nós temos três pré-candidaturas no PT. A Carla Machado, quando o Tezeu (Bezerra, presidente do Sidipetro NF) usa o termo “nuances”, a gente sabe que tem essas questões jurídicas que ainda precisam ser analisadas. Mas, eu sempre pontuo que a Carla Machado, com seus quatro mandatos de prefeita de São João da Barra, como deputada estadual, tem currículo mais que suficiente. O que se precisa aguardar é, realmente, se ela teria essa condição. Mas, independente da condição de Carla ou não, a gente também tem na figura do professor Jefferson (de Azevedo) um quadro extremamente qualificado, técnico, competente, que elevaria o nível do debate em nossa cidade e poderia trazer uma série de soluções alternativas que a cidade de Campos merece e precisa. E na figura do Helinho Anomal, eu sempre pontuo o seguinte: ele é um soldado à disposição do nosso partido. Ele se colocou em 2020 à disposição, como pré-candidato (a prefeito) junto a Zé Maria e Odisséia, e se coloca novamente à disposição agora, ao lado de Carla e de Jefferson.
Peso da máquina e dos RPAs — A gente vai ter, naturalmente, uma presença da máquina municipal muito intensa nessa disputa. Eu venho pontuando que a gente fechou 2021 com um orçamento previsto de R$ 16 milhões para os RPA’s. Nós tivemos agora, em 2023, uma dotação de R$ 88 milhões para os RPA’s. É um crescimento muito considerável. Nós estamos com quase 10 mil RPA’s na cidade. O prefeito avançou, de fato, num ajustamento para que possa, eventualmente, depois terceirizar e a questão dos concursos. Mas, eu acho preocupante também a questão da terceirização, porque aumenta ainda mais esses custos. A própria questão sobre como os RPA’s podem ser utilizados no processo eleitoral, para mim, é muito preocupante. Os RPA’s, naturalmente, têm uma relação de dependência financeira, porque são pessoas muito simples, muito humildes, muito vulneráveis na maior parte das vezes. Se cria, sim, uma relação de dependência financeira com a Prefeitura, e a gente sabe que a relação política que constitui essa dependência financeira pode ter um peso significativo nessas eleições. Tenho estimulado o próprio Jefferson, com quem mantenho mais contato, falando que nós precisamos ter muita atenção com esse debate. Quando a gente fala de quase 10 mil RPA’s, a gente está falando talvez mais de 50 mil pessoas, porque as famílias desses RPA’s são impactadas por essa relação de dependência financeira.
Calcanhar de Aquiles do governo Wladimir — Você vai conversar com a população no dia a dia, você vê críticas muito intensas ao Transporte Público, que é o grande calcanhar de Aquiles do governo Wladimir, porque ao longo desses quatro anos não conseguiu apresentar nenhuma solução. Hoje, a única possível solução que resta para Wladimir resolver a questão do transporte é se for atendida a solicitação dele para o PAC, de R$ 500 milhões, para aquisição de 350 novos ônibus. É uma solicitação muito considerável para o governo Lula. É até difícil, é um valor muito alto para ser contemplado no PAC a uma cidade do interior. Eu torço para que ele tenha sucesso no pleito, para que o Governo Federal possa ajudar a cidade de Campos, mas acho muito difícil. Essa é a única solução que resta. Então, se você conversa com a população sobre o Transporte, sobre a Saúde, a população tem muitas críticas. É onde reside, talvez, a maior rejeição no sentido do governo. A gente precisa de novas pesquisas, claro, para confirmar isso; pesquisas um pouco mais até qualitativas, para a gente ter um pouquinho mais dessa percepção.
Geração de emprego — A gente tem hoje o município de Campos gerando pouquíssimos empregos. Eu fiz uma matéria para a Folha, no nosso blog, comparando a geração de emprego de Campos com uma cidade da Bahia, em que há uma pujança industrial muito maior do que a cidade de Campos, que poderia estar pleiteando esse desenvolvimento, gerando mais emprego, mais renda. Hoje, o maior empregador da cidade de Campos é a Prefeitura. É muito grave quando a gente vê que quem mais emprega na cidade é a Prefeitura, com seus quase 10 mil RPA’s, sem falar dos outros cargos comissionados, que são naturais para a operação e para o funcionamento da máquina pública, dos cargos técnicos que precisam ser ocupados nas secretarias, naturalmente. E eu acredito que o PT pode apresentar soluções, principalmente nesses dois eixos: emprego e renda, e mobilidade urbana. Nós temos currículo e histórico nessas áreas. Se a gente observar a cidade de Maricá, nós temos hoje um sistema de transporte que é exemplo para qualquer cidade média no Brasil, onde a gente consegue operar transporte gratuito. E aí, algumas pessoas podem falar que Maricá está recebendo muitos royalties. E Campos não recebeu muitos royalties por muito tempo? Campos ainda não recebe muitos royalties? É claro que não recebe tanto como já recebeu, mas já recebeu muito. Qual foi o legado de político estruturante que a nossa cidade teve desses royalties? Nenhum!
Segundo turno — Não acredito em vitória (de Wladimir) no primeiro turno. Eu acho que o segundo turno é um fato, dado inclusive agora o número de (pré-)candidatos confirmados que nós temos. Com um número mais enxuto de candidatos que a gente tinha até pouco tempo atrás, talvez o Wladimir pudesse pensar em primeiro turno. Mas, agora, eu acho que o segundo turno começa a se mostrar um pouco mais inevitável. E a gente quer estar nesse segundo turno debatendo a cidade de Campos com a candidatura do PT, qualificando principalmente essas áreas em que nós já temos experiência: qualificando o debate sobre emprego, qualificando o debate sobre Transporte Público na nossa cidade. Eu acho que vão ser bandeiras essenciais, inclusive para qualquer candidato debater. Mas, nós temos currículo e bagagem nesses pontos.
Atrás dos 100 mil votos de Lula em Campos — Os 100 mil votos para o Lula no segundo turno (de 2022) aqui em Campos não foram somente de petistas; muitos foram votos contrários ao bolsonarismo, É por isso que eu acho, inclusive, que a gente pode ter na nossa cidade o efeito de uma grande votação para a candidatura que mais rejeite o bolsonarismo, que eu acredito que vai ser a candidatura do PT. Uma resolução do PT estadual, inclusive, deixa claro que o PT não estará nem irá compor, nem terá qualquer proximidade, nem receberá nas suas nominadas qualquer tipo de candidato que esteja no mínimo próximo ao bolsonarismo. Não terá! Então, a gente consegue explorar um pouco, para o bem e para o mal, essa polarização na nossa cidade. A candidatura da Madeleine surge nesse momento, de fato, como essa candidatura que o Bacellar já teve com o (Dr. Bruno) Calil (em 2020), que tende a desidratar a candidatura do Wladimir, principalmente nesse voto bolsonarista. Inclusive com a Madeleine desidratando esse voto bolsonarista de forma mais qualificada. Muita gente esperava um bolsonarista mais radical, alguém como o (deputado estadual Filippe) Poubel (PL de Maricá). Não, pelo contrário! Acho que isso também vai contribuir com o debate na cidade. E entre essas três a quatro candidaturas, eu acho que o PT vai conseguir correr por fora. O nosso objetivo é chegar no segundo turno; é capturar o máximo possível desses votos que o Lula teve na cidade. Pesquisa do PT — O PT-RJ vai encomendar uma pesquisa agora para o mês de abril, em que a gente vai fazer alguns testes, dessa correlação da votação do Lula com a nossa candidatura. A gente vai poder ter uma boa métrica disso para poder falar isso até com mais propriedade. Mas, eu acredito que a gente vai ter um processo eleitoral que pode repetir, sim, esse cenário. Existe a possibilidade de Caio (Vianna) concorrer novamente, a gente tem observado isso voltando para o debate. Acredito que se isso ocorrer, pode contribuir ainda mais para esse cenário, se de fato concorrer. E a gente tem aí a possibilidade da candidatura do PT, além de Madeleine, possivelmente Caio. Eu acho que, das outras candidaturas bolsonaristas, o Clodomir não acredito que vai ter algum desempenho muito considerável. O Sérgio Mendes gravou um vídeo ontem (18) dizendo que permanece pré-candidato.
Lula em Campos? — Eu estive com a Gleisi (Hoffmann, presidente nacional do PT), o Tezeu esteve com a Gleisi (na sexta, dia 15) e tudo o que ouvimos é que realmente o diretório nacional vai ter uma presença significativa nas eleições aqui. A gente quer trazer o Lula a Campos antes da eleição para uma agenda importante. Estamos construindo para ele vir. Tivemos uma reunião há pouco tempo, muito breve, em Brasília. A gente está propondo. O que eu posso dar de informação é que a gente vai apresentar uma proposta de agenda solicitada pelo (deputado federal) Lindbergh (Farias, PT/RJ). Ele vai fazer contato com a assessoria da presidência da República apresentando essa proposta de agenda, que dialoga com uma tarefa que o Lula tem seguido, que é visitar territórios mais marcados pela presença do bolsonarismo. Ele já fez isso com os governadores, quando ele fez aquela série de agendas passando pelo Tarcísio (Freitas, Republicanos), pelo Cláudio Castro (PL), pelo (Romeu) Zema (Novo), que são governadores eleitos ainda muito aliados ao bolsonarismo. Isso faz parte de uma estratégia de ampliar o próprio campo do PT, e com as prefeituras a tendência é repetir essa estratégia. A gente acredita que dá para trazer ele a Campos. É muito difícil a gente bater o martelo agora. Mas a gente tem prédio novo da UFF para inaugurar. Não tenha dúvida de que Wladimir (que conduziu, como deputado federal, a emenda de bancada para conclusão da obra) estará convidado a estar ao lado de Jefferson, Carla, Helinho.
Nominata do PT — O objetivo é fazer duas cadeiras, estamos focados nisso. Acho que isso é reconhecido. Eu sou pré-candidato nessa nominata. Acredito que a gente faz as duas cadeiras; uma cadeira e uma na sobra. É a conta que o professor Luciano D’Ângelo (ex-diretor da antiga Escola Técnica Federal de Campos, atual IFF, e articulador do PT local) vem conduzindo. A gente está com uma montagem de uma nominata muito competitiva, muito equilibrada. A gente passou por um momento muito ruim em 2020. Em 2016, foi por muito pouco que a gente não elegeu o Professor Alexandre (atual, PDT). Odisseia, o ex-reitor da Uenf Raul Palacio, o próprio professor Alexandre, se não confirmados, estão próximos. O caso da Natália (Soares, Psol), o PT sempre deixou as portas abertas, mas, de fato, passa muito pelas discussões que ela vai ter com a própria base, com o próprio Psol. Há, de fato, um compromisso não somente pragmático, mas ideológico dela com o Psol. Então, eu acredito que é um peso e que deve ter nesse processo. Mas, independente da candidatura de Natália ou não com o PT, a gente tem muita clareza da possibilidade dessas duas cadeiras. A partir do dia 6 de abril, vão começar a surgir alguns nomes que, por uma questão até de estratégia, estarão conosco nessa nominata e não ventilamos ainda, para não dar tanto do nosso mapa. Vamos sair este ano, se Deus quiser, com a nominata completa, junto com os nossos companheiros do PCdoB e do PV, que também compõem a Federação conosco, estão apresentando também os seus nomes. O PT ontem fez uma atividade muito boa de formação com os seus pré-candidatos da nominata. Fui candidato em 2020 e serei candidato agora, em 2024. Há uma diferença muito grande realmente no trabalho. Em 2020, no meio do governo Bolsonaro, a gente estava com um pouco mais de dificuldade. Zé Maria (Rangel, atual gerente executivo de Responsabilidade Social da Petrobras) e eu ainda fizemos uma boa votação, mas, infelizmente, o restante do nominata não teve as condições necessárias. A nominata saiu com menos de 1/3 do que poderia lançar. Esse fato não vai se repetir. Acho que 2020 é um ano para se esquecer do ponto de vista de montagem de nominata. Em 2020, a gente disputou com mais de 800 candidatos a vereador. A gente já vai ter um número mais enxuto nessa eleição, e acho que isso também vai ampliar um pouco o campo que a gente tem de disputa. Inclusive, há a necessidade de a gente eleger mulheres para essa Câmara, que tem 25 homens. A gente precisa diversificar, precisa qualificar. A gente precisa que essa Câmara reflita um pouco mais a cidade de Campos.
Página 2 da edição de hoje da Folha da Manhã
No vídeo abaixo, a entrevista do Gilberto Gomes, na manhã de ontem, ao Folha no Ar:
Engenheiro civil formado pela Universidade de Coimbra, onde fez mestrado em estruturas, e sócio da startup Exo Innovation and Sustainability, José Heitor Soares é o convidado do Folha no Ar desta quarta (20), ao vivo, a partir das 7h da manhã, na Folha FM 98,3. Ele analisará a mudança do perfil dos brasileiros que, como ele, foram estudar e trabalhar em Portugal na última década.
José Heitor também falará da sua experiência da engenharia civil à startup que fundou com outros brasileiros seu colegas em Coimbra (confira aqui na matéria de Ícaro Barbosa), dedicada à sustentabilidade dos ambientes urbanos no conceito de smart cities (“cidades inteligentes”). Por fim, falará da imagem do Brasil na Europa e de como esta foi vista por 10 anos pelos olhos de um campista.
Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça poderá fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, nos domínios da Folha FM 98,3 no Facebook, no Instagram e no YouTube.
Anthony, Rosinha e Wladimir Garotinho (Foto: Instagram)
“Rosinha sendo um algodão entre cristais”. Foi o que o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) postou hoje, aqui, em seu perfil no Instagram, para resumir em palavras a foto entre ele, sua esposa, a ex-governadora Rosinha (sem partido), e seu filho e prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP).
Se, para bom entendedor, pingo é letra, para quem precisar de mais pistas, basta conferir aqui a queixa pública de Garotinho a Wladimir, na segunda passada (11), por este ter sido deixado fora do controle do PL em Campos. O que foi desmentido aqui, no dia seguinte (12), com a notícia de que o veto a Garotinho teria sido do PL nacional.
Com todos os predicados que Rosinha possa ter como esposa e mãe, a pacificação entre o pai ex-governador e o filho prefeito começou a se dar na última quarta (13). Quando o ex-governador se filiou aqui ao Republicanos (REP) do prefeito de Belford Roxo, Waguinho, para ser pré-candidato a vereador carioca. E foi saudado por Wladimir:
— Parabéns, Pai! Sua trajetória é brilhante e tenho certeza que será o vereador mais votado da cidade do Rio, fazendo um trabalho espetacular. Como seu filho fico muito feliz com essa notícia e como pessoa pública tenho muita honra de carregar o seu sobrenome, que tem muito serviço prestado em todo o Estado do Rio. Mesmo com discordâncias pontuais, normais por sermos de gerações diferentes, saiba que eu te amo muito.
Flávio Bolsonaro, Wladimir Garotinho, Alfredinho Dieguez, Jober Brito e Thiago Ferrugem (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)
O empresário Alfredinho Dieguez, secretário de Abastecimento do governo Wladimir Garotinho (PP) e ligado aos grupos de direita da cidade, assumirá a presidência do PL em Campos. Ele terá como vice o médico Jober Brito, considerado um bolsonarista raiz.
Chefe de gabinete de Wladimir, o ex-vereador Thiago Ferrugem chegou a ocupar a presidência do PL em Campos (confira aqui) em certidão emitida pela Justiça Eleitoral, datada do último dia 7. Ele agora vai assumir a coordenação dos partidos no arco de apoio à reeleição de Wladimir.
Alfredinho, que passa de vice-presidente a presidente do PL goitacá, falou ao blog:
— A gente vem trabalhando para fortalecer a nominata do PL. Mas, para isso, temos que alinhar o todo, pois tem os outros partidos. Já tínhamos conversado na semana passada que Ferrugem poderia, sim, assumir a coordenação de todos os partidos da aliança para a campanha. Enquanto eu vou trabalhar com a ala de direita no PL, conversando com lideranças bolsonaristas da cidade para fortalecer o grupo à eleição.
Novo vice-presidente do PL em Campos, o médico bolsonarista Jober Brito também comentou:
— Eu sempre fui bolsonarista, sempre segui uma linha. Acho que a política deveria ser assim, porque tem muita gente que pula de um lado para o outro. Acho honroso você ter um pensamento e mantê-lo, independente do seu lado político. Seguir uma linha não passa a imagem de falsidade. Sempre mantive a minha como bolsonarista e me associei às ideias do Partido Liberal de Bolsonaro. E continuo até hoje, perdendo ou ganhando. A política tem que ser assim, não esse pula-pula que vemos muito por aí. Isso acaba mostrando que muitos não são verdadeiros no pensamento. E acabam seguindo a onda do momento. Fico feliz de ter sido lembrado e de estar ajudando com o PL.