Felicitações pelos 43 anos da Folha da Manhã

 

Este blog divide com o programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3, um grupo de WhatsApp bastante movimentado. Desde sexta (08), quando se completaram os 43 anos do jornal Folha da Manhã, que batiza o Grupo Folha, houve felicitações pela data. Que, a partir dos seus vários remetentes, evidenciam o caráter plural do grupo de comunicação e do jornal aniversariante que o gerou. A que o grupo de WhatsApp auxilia na sugestão de pautas.

Confira abaixo, na ordem em que foram enviadas, as mensagens pelo aniversário da Folha:

 

Quarenta e três anos da história de Campos, do Norte e Noroeste Fluminense entre as capas da Folha da Manhã de 08 de janeiro de 1978, e de 08 de janeiro de 2021 (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

“Parabéns a Folha da Manhã pelos 43 anos! Foi minha segunda casa por 20 anos. Minha maior escola!!!”

(Dora Paula Paes, jornalista)

 

“Salve a Folha que não é só Manhã, mas sim todos os tempos da nossa vida! Saúde, paz e vida longa para toda a família preto e branca! 👏👏👏👏👏”

(Artur Gusmão, advogado e procurador do município)

 

“Como é bom comemorar mais um ano da Folha! Muito feliz por ter feito parte desta história.”

(Sebastião Carlos Freitas, jornalista)

 

“Parabéns à Folha, aos seus diretores! Orgulho em estar junto e comemorando mais um aniversário. Que alegria! 👏🏽👏🏽👏🏽”

(Arnaldo Garcia, radialista e cronista esportivo)

 

“Parabéns para o grupo Folha 👏👏👏👏”

(Sylvia Paes, historiadora e professora)

 

“👏👏👏👏👏 Parabéns para o grupo Folha e todos os profissionais que fazem desse veículo de comunicação uma referência de qualidade em nossa região!”

(Mário Sérgio Barbosa, arquiteto)

 

“Parabéns ao Grupo Folha, em especial a Diva Christiano e Aluysio Abreu Barbosa. Foi e é uma honra ter participado da primeira edição que foi para as ruas.”

(Celso Cordeiro Filho, jornalista)

 

“Parabéns ao Grupo Folha pelos 43 anos!! Muito me orgulho de ter começado nesta grande escola de jornalismo.”

(Jô Siqueira, jornalista)

 

“Em 1978, eu estudava medicina no Rio e numa de minhas viagens de volta a Campos, papai me entregou um jornal para eu ler no ônibus, como era de meu costume. Subi achando que era o Jornal do Brasil, pela semelhança do estilo. E qual não foi a minha surpresa quando descobri que era um jornal novo em Campos e que o editor era um jornalista do Jornal do Brasil, casado com a minha professora de História do Liceu. Fiquei tão feliz que escrevi uma carta à Folha da Manhã para a seção Cartas do Leitor. Parabéns D. Diva, Aluysio e Christiano.”

(Flávio Mussa Tavares, médico psiquiatra)

 

“Parabéns ao grupo Folha da Manhã pela vitória de irromper no tempo fazendo 43 anos de jornalismo testemunhando e contando o mundo em movimento.”

(Sérgio Cunha, jornalista)

 

“Parabéns pela belíssima história que vem escrevendo ao longo de 43 anos edificando os sonhos de um jornalista além dos seus tempos, Aluysio Barbosa.”

(Elias Rocha Gonçalves, pedagogo e professor da Seduc-RJ e da Rede Faetec)

 

“Ano de 1978, auge dos embates democráticos contra a ditadura militar brasileira, com a memorável eleição da jornalista Heloneida Studart, que aglutinou amplos setores sociais, enfrentou os velhos esquemas fisiológicos e cujo slogan de campanha foi “Uma Mulher pela Democracia”. Em seu gabinete na Alerj, nos chegou às mãos trazido por Ivan Vianna um exemplar do promissor jornal Folha da Manhã. Parabéns Aluysio, Christiano e Diva, extensivo a todos os demais trabalhadores que em equipe, a cada dia, renovam o compromisso da boa e necessária informação.”

(Luciana Portinho, produtora cultural e ex-presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima)

 

“Parabéns Grupo Folha, parabéns Campos e região, pela passagem dessas 43 primaveras!”

(Nicholas Lusitano Esteves, advogado e assessor parlamentar da Alerj)

 

“Parabéns, Folha da Manhã, jornal que mais li na minha vida. Me lembro, que quando estavam na praia, em Grussaí, os patrões dos meus pais liam a Folha. Como eu achava bonito ler jornal, lia quando todos terminavam. A Folha foi o veículo de informação que ajudou na minha formação. Parabéns Grupo Folha, ao saudoso Aluysio Barbosa, Dona Diva, Aluysinho e Christiano!”

(José Vitor Silva, assessor legislativo de São João da Barra e técnico em Edificações)

 

“Parabéns ao Grupo Folha da Manhã e equipe de trabalho, por mais um tempo atuando brilhantemente na informação para nossa região!!”

(Elizabeth Tudesco, médica epidemiologista e servidora estadual)

 

“Parabéns ao Grupo Folha da Manhã pela importante contribuição ao município durante sua trajetória e que isso se estenda a muitas outras gerações”.

(Graciete Nunes, professora, servidora municipal e sindicalista)

 

“Parabéns ao Grupo Folha da manhã, que faz parte não só da história de Campos, mas das nossas vidas. Meu pai não está mais aqui, mas tenho na minha memória ele sentado na mesa todas as manhãs lendo o jornal, comentando as colunas, uma lembrança simples de família, tão boa, obrigado! 🙏🏻❤️❤️❤️”

(João José Batista Barreto, odontólogo)

 

“Realmente o Grupo Folha da Manhã está de parabéns! Informativo, crítico e aberto ao debate sempre em favor da população e da cidade.”

(Raul Palacio, professor e reitor da Uenf)

 

“Parabéns ao Grupo Folha da Manhã! Amigos queridos e competentes que fizeram parte de minha vida! 👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏🙏🔝🤝”

(Raphael Thuin, vereador de Campos, empresário e ex-campeão mundial de natação)

 

“Parabéns ao Grupo Folha. Guardo até hoje o primeiro exemplar da Folha da Manhã. À época fui aluno de Aluysio e Diva. Tenho o maior orgulho disto. Vida longa ao Grupo!”

(Sávio Gomes, jornalista, radialista e psicólogo)

 

“Parabéns ao Grupo Folha. Obrigado a todos a direção e todos os funcionários pelo engrandecimento da imprensa e da esfera pública campista e regional 👏👏👏👏”

(Roberto Dutra, sociólogo e professor da Uenf)

 

“Parabéns à Folha e um grande abraço ao Aluysio!”

(Fabrício Maciel, sociólogo e professor da UFF-Campos)

 

“Parabéns Folha da Manhã e grande equipe. Sucesso sempre! Carinhoso beijo Diva, Aluysio, Christiano. 🌹”

(Sônia Ferreira, empresária)

 

“Parabéns ao Grupo Folha pelo valioso trabalho de bem informar nesses 43 anos, marcados por competência jornalística e espírito democrático.”

(Cristina Lima, professora e ex-presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima)

 

“Parabéns ao Grupo Folha da Manhã pelo comprometimento de informar com responsabilidade!! 👏👏👏”

(Douglas Leonard, advogado e professor da Cândido Mendes e da Faculdade de Direito de Campos)

 

“Abração em todos, direção e equipe da Folha da Manhã, por mais um ano de vitória. Vida longa a vocês! 🎂🎂🎂👏👏👏”

(Cilênio Tavares, jornalista)

 

“Desde seus primeiros exemplares, na sua mais tenra infância, depois sua juventude audaciosa das notícias apresentadas, no amadurecimento ficou colorida, com o aparecimento dos ‘cabelos brancos’, depois dos 40, ficou moderninha e digital. E hoje, completa, formosa e elegante, em seus 43 anos com cara de quem ainda tem ‘muita lenha’ para queimar. Eu afirmo que o dia só começa depois de acessar e ler você, amiga Folha da Manhã. Por isso desejo meus mais carinhosos e sinceros parabéns.”

(José Renato Duarte, advogado e servidor municipal)

 

“Parabéns ao Grupo Folha, em especial, pela forma valorosa e coerente com que trazem as notícias. Sei que não somos isentos e imparciais na totalidade, mas a forma coesa e coerente de trabalho de todo o grupo faz com que as notícias sejam transmitidas de forma muito íntegra. Aliás, tem sido alívio poder contar com as informações da Folha em tempos tão obscuros.”

(Rafaela Machado, historiadora e diretora do Arquivo Público Municipal)

 

“Parabéns à Folha da Manhã e a esse Grupo Folha, que, apesar de não contribuir, aprendo muito e tenho informações em tempo integral. 👏🏻👏🏻👏🏻🥂”

(Vera Marques, médica pediatra e professora da Faculdade de Medicina de Campos)

 

“Sem dúvida a longevidade sadia do grupo Folha é algo a comemorarmos. Abraços, Aluysio, comunidade de jornalistas, funcionários e todos os envolvidos nesse trabalho fundamental de reflexão e informação. Um brinde e que possamos dizer ‘feliz aniversário Grupo Folha’ em inúmeras ocasiões vindouras 🙏🙏🙏”

(George Gomes Coutinho, sociólogo, cientista político e professor da UFF-Campos)

 

“Eu nem preciso escrever, este texto (do José Vitor) resume a inexplicável paixão que todos temos pela Folha. Parabéns ao Grupo, ao grupo (de WhatsApp) e ao autor. Longa vida para a Folha da Manhã.”

Nino Bellieny (jornalista)

 

“Competência, muita dedicação, muito trabalho e amor pelo que faz. Só assim para manter uma empresa funcionando bem por tanto tempo. Parabéns Diva, Aluysio e Christiano Abreu Barbosa Abraços em todos colaboradores do Grupo Folha da Manhã.”

(Frederico Paes, vice-prefeito de Campos, industrial e engenheiro agrônomo)

 

“Parabéns ao Grupo Folha da Manhã, Aluysinho, Cristiano, dona Diva e a toda família. Ao meu saudoso amigo seu Aluysio. saudades…”

(Hervê Lysandro, empresário e produtor rural)

 

“Parabéns ao Grupo Folha e todos os profissionais pela excelência na função de informar! Carinho e admiração pelo jornal que foi uma escola para mim! 🌷”

(Silaine Terra, jornalista)

 

“Parabéns ao Grupo Folha!!!! A responsabilidade na informação é o seu diferencial e o sucesso adquirido ao longo do tempo. 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻”

(Luiz Henrique Barbosa, tenente-coronel da PM e comandante do 8º BPM)

 

“Parabéns ao Grupo Folha, pelos bons serviços prestados à comunidade e à qualidade de seus profissionais. Longa vida e próspera.”

(Carlos Freitas, museólogo)

 

“Nas entrelinhas da História que documenta, a Folha da Manhã deixa inscrita sua História. Parabéns a todo o Grupo.”

(Arlete Sendra, literata, professora e dramaturga)

 

“Parabéns ao Grupo Folha da manhã! 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻🙏🏻”

(Luiz Henrique Guimarães, empresário)

 

“Em meu nome e em nome da Associação de Imprensa Campista quero expressar minha satisfação em acompanhar a trajetória do jornal Folha da Manhã. Esses 43 anos completados em momento tão sombrio da sociedade brasileira, tem muito que ser enaltecido. Em momentos como este que precisamos de uma imprensa forte e atuante, para garantir o direito das pessoas de terem acesso a notícias apuradas com responsabilidade. Parabéns ao grupo Folha, aos diretores e funcionários!”

(Wellington Cordeiro, jornalista e presidente da Associação de Imprensa Campista)

 

“Parabéns ao Grupo Folha, nas pessoas dos amigos Diva, Aluysio e Christiano. Viva!!!!!!”

(Carlos Alexandre de Azevedo Campos, advogado e professor da Uerj e Isecensa)

 

“A Folha da Manhã foi o marco mais importante na história do jornalismo campista. E eu tive, felizmente, o privilégio de acompanhar o seu processo evolutivo de perto. Parabéns, Família Folha da Manhã!”

(Péris Ribeiro, jornalista e escritor)

 

“Mais um ano de lutas e de vitórias. Parabéns aos diretores Diva, Aluysinho e Cristiano Abreu Barbosa, e a toda equipe pelo esforço contínuo, pela informação prestada com seriedade e transparência, e pela trilha luminosa que vem descrevendo sua história, principalmente na região Norte Fluminense. Meus sinceros parabéns!”

(Filipe Estefan, advogado e ex-presidente da OAB-Campos)

 

“Eu sou muito suspeito para falar, a fotografia de nossa região é sempre referendada por uma mídia ativa, responsável e imparcial. Parabéns à Folha. Muito orgulho de vocês!!!!”

(Cléber Glória, médico cirurgião e diretor-clínico da Santa Casa de Misericórdia de Campos)

 

“Estive pensando em uma forma de parabenizá-los sem cair nos clichês. Mas, não há muito jeito de o fazer. Parabéns pelo trabalho que realizam, por conseguirem gerir o grupo de comunicação em família e fazer a tão difícil transição entre gerações e, ainda, obrigado por acreditarem em Campos e nos campistas que tentam tornar a nossa cidade melhor a cada dia.”

(Alexandre Buchaul, odontólogo)

 

“Agradecendo a sua mensagem simples e sincera (de Alexandre Buchaul), estendo o meu muito obrigada a todos que aqui se expressaram sobre os 43 anos da Folha da Manhã! Realmente é uma história de lutas e conquistas, dia após dia! Agradeço em meu nome, de meus filhos, de Aluysio Barbosa, de todos os fundadores, de cada funcionário que tivemos e, ainda temos, dos anunciantes, dos assinantes, de cada um dos leitores, dos colaboradores e, enfim, agradeço em nome da força divina que nos iluminou este caminhar de quase meio século Amém! 🙏🙏🙏🙏”

(Diva Abreu Barbosa, professora de História, empresária e diretora-presidente do Grupo Folha)

 

“Parabéns à Folha da Manhã, Patrimônio Histórico do Norte Fluminense!!!”

(Pedro Sarmet Salomão, médico pediatra, servidor estadual de Roraima e municipal de Boa Vista)

 

“No início da minha adolescência, sem entender muito, eu ficava observando na varanda da minha casa em Grussaí, meu pai, dona Diva, seu Aluysio, Andral (Tavares, fundador da Folha) e outros em uma roda animada, regada a uma bebidinha com quibe, pão árabe e azeitona preta, sentados no chão e batendo um papo entusiasmado em plena criação do jornal Folha da Manhã. Parabéns à família Folha da Manhã.”

(Betinho Bauaire, advogado e ex-prefeito de São João da Barra)

 

“Parabéns à Folha da Manhã e a todos que participaram dessa construção. Em especial ao amigo Aluysio Abreu Barbosa.”

(Roberto Uchôa, policial federal e especialista em Segurança Pública)

 

“Parabéns, Folha da Manhã! Quarenta e três anos de serviços inestimáveis à nossa terra! Destes, 34 anos de parcerias e muito trabalho! Desejo sucesso sempre aos amigos Diva, Aluysio, Cristiano e toda equipe! Que venham outros tantos!”

(Wainer Teixeira, filósofo, empresário e secretário de Administração e Recursos Humanos de Campos)

 

“Parabéns ao Grupo Folha!”

(José Alves de Azevedo Neto, economista e professor da Universo)

 

“Parabéns ao Grupo Folha! Que Deus continue os abençoando!”

(Fábio Ribeiro, vereador e presidente da Câmara Municipal de Campos)

 

“A história da Folha se mistura com a história de Campos de maneira indissociável. Os últimos 43 anos de nossa cidade foram retratados e pautados pelo brilhantismo do preto e branco mais querido da cidade, como disse Artur Gusmão. Desde de Raul Linhares, a Folha mostrou o entra sai da política, com todas as nuances — sui generis — de nossa planície e ainda traduziu em palavras a metamorfose social, urbana e econômica de uma Campos, que flertou com o desenvolvimento urbano, deixou de lado o potencial do agro, se apaixonou pelo petróleo, mas que não conseguiu mudar, efetivamente e positivamente, a realidade dos mais de 500 mil campistas. Por agora, considerando os últimos anos, mais uma vez, a Folha retrata uma nova metamorfose, a partir do fim, já previsto e anunciado, da era do ouro negro, enquanto fonte “inesgotável” de royalties, e necessidade de reinvenção do município, a partir de suas vocações, buscando sustentabilidade econômica e justiça social. Rogamos por mais 43 anos de histórias traduzidas pelo Preto e Branco nas linhas impressas do jornal, ou nas linhas digitais da internet, e que estes anos sejam de retratos de um desenvolvimento sustentável e isonômico para nossa população. Parabéns, Diva, Aluysio e Christiano Abreu Barbosa, muita saúde para vocês continuarem, literalmente, escrevendo essa belíssima história. 👏👏👏👏👏👏👏”

(Felipe Quintanilha, advogado e sociólogo)

 

“Parabéns ao grupo Folha! 👏🏻👏🏻👏🏻 Lembro-me, com nostalgia, da infância e adolescência que a pedido dos pais ou tios íamos a banca de jornal pra trazer um exemplar da Folha da Manhã com notícias da nossa Campos e região. Cumprimento todos os que fizeram e fazem parte na pessoa do jornalista Aluysio Abreu Barbosa. Prosperidade!”

(Felício Laterça, delegado federal e deputado federal)

 

“Parabéns e obrigado pela oportunidade de sempre, Grupo Folha!”

(Júlio Cossolosso, DJ e radialista)

 

“Parabéns ao Grupo Folha! Uma grande escola para os profissionais de comunicação e um veículo que faz a diferença para Campos! Orgulho de ter trabalhado neste jornal, uma experiência que levo sempre em minha vida! 🥰🥰”

(Liliane Barreto, jornalista)

 

“Obrigado a todos pelas mensagens! 🙏🏻🙏🏻🙌🏻”

(Christiano Abreu Barbosa, empresário, blogueiro e diretor do Grupo Folha)

 

“Parabéns a todos!!! Diretoria e funcionários do grupo Folha. Pelos relevantes serviços
prestados à nossa região.”

(Armando Carneiro, engenheiro agrônomo e ex-prefeito de Quissamã)

 

“Não há direito sem liberdade! Não há liberdade sem liberdade de imprensa! À Folha da Manhã, pelos 43 anos de vigilância e lutas pela liberdade, em prol do desenvolvimento regional, por direito e por justiça, nossa reverência, nossa gratidão, nossa oração. Queridos Aluysinho e Cristiano, e a grande líder Diva Abreu Barbosa, com meu abraço mais fraterno e a imorredoura saudade do grande e inesquecível inspirador Aluysio Barbosa, parabéns!!

(Levi Quaresma, procurador de Justiça, professor e ex-diretor da Faculdade de Direito de Campos)

 

“Parabéns ao Grupo Folha que ao longo desses anos foi responsável por informar nossa população de todos acontecimentos relevantes. Mesmo diante da revolução tecnológica com advento da internet e das redes sociais, a Folha se manteve como referência e símbolo
credibilidade. Que Deus abençoe a todos que trabalham no grupo e carregam nos ombros
a responsabilidade de manter esse legado, em especial Christiano, Aluysio e Diva Abreu Barbosa.”

(Thiago Ferrugem, advogado e ex-vereador)

 

“Parabéns para a Folha da Manhã, patrimônio de nossa cidade. Com um jornalismo sério, ético e democrático tem sido um importante instrumento de desenvolvimento regional. Grande orgulho de fazer parte como articulista há sete anos. Parabéns Aluysio, Christiano e a minha
eterna professora Diva pelo brilhantismo na condução de um sonho de um ícone da nossa imprensa campista, Aluysio Barbosa.”

(Nélio Artiles, médico infectologista, professor e ex-diretor da Faculdade de Medicina de Campos)

 

“Parabéns a Diva, Aluysio e Cristiano e a todos do Grupo Folha da Manhã pelos 43 anos, informando com seriedade e competência. Obrigado por ter participado por um tempo com meus artigos, desse jornal que tão bem informa nossa gente. Um abraço fraterno.”

(Nelson Nahim, ex-prefeito e ex-presidente da Câmara Municipal de Campos)

 

“Parabéns à família Abreu Barbosa ao Grupo Folha, onde iniciei minha profissão nos anos 1980 como repórter-fotográfico. Uma escola com grandes profissionais no comando dessa família. Parabéns pelos 43 anos de jornalismo sério.”

(Antonio Cruz, repórter-fotográfico)

 

“Parabéns a Diva, Aluysio, Cristiano e a todos os que fazem este veículo de comunicação ser sucesso há 43 anos!!! Seriedade e compromisso com a verdade, são marcas do legado do saudoso Aluysio Barbosa e deste tradicional veículo de comunicação!!! Parabéns 🎈🍾🎉”

(Marcão Gomes, advogado, servidor federal ex-presidente da Câmara Municipal de Campos e 1º suplente de deputado federal)

 

“Parabéns dona Diva, Aluysio, Cristiano. Que Deus abençoe sempre esse
veículo de comunicação.”

(Helinho Nahim, vereador e empresário)

 

“Em tempo: Parabéns a toda equipe do Grupo Folha, onde externo minha enorme satisfação e honra em fazer parte, de alguma forma, dessa família. Parabéns Aluysio, Christiano e Diva Abreu Barbosa! Vida longa ao Grupo Folha!”

(Edmundo Siqueira, servidor federal e blogueiro)

 

“Parabéns ao Grupo Folha da Manhã, que através das últimas quatro décadas tem realizado o jornalismo, trazendo no dia a dia a informação a nós, campistas, trabalho este de grande relevância. 👏👏👏👏👏”

(Fabiano Santos, tenente-coronel da PM e chefe do estado maior operacional do 6º Comando de Policiamento de Área) 

 

“Parabéns a toda a equipe do tão estimado jornal Folha da Manhã que nos brinda com talento na informação! Uma verdadeira democracia só existe quando há liberdade de expressão e para que essa liberdade seja verdadeira o papel da imprensa é fundamental! Parabéns a todos que
fazem parte dessa linda história há 43 anos!”

(Priscila Marins, advogada)

 

“Parabéns, Folha da manhã! Entre lide e sublide, sempre trazendo para o leitor os acontecimentos da região com muito dinamismo. Sucesso sempre!!”

(Daniela Tinoco, jornalista)

 

“Uma planta que é regada todos os dias, com cuidado, carinho e competência, dará excelentes frutos… Em todos estes anos o Grupo Folha da Manhã diariamente rega nossa sociedade com um jornalismo com seriedade e competência, cuidando com carinho e qualidade, brindando Campos e região com este jornal que é o orgulho para nós, campistas. Obrigado pela oportunidade de fazer parte do grupo como blogueiro há mais de uma década. 💎🤗🤗🤗”

(Marco Barcelos, odontólogo e blogueiro)

 

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De 1789 a 2021 entre Trump, Bolsonaro e Mussolini

 

Entre as fotos dos supremacistas brancos de Donald Trump no Capitólio em Washington, em 6 de janeiro de 2021, e os camisas negras fascistas de Benito Mussolini no Palácio Quirinal de Roma, em 31 de outubro de 1922, qualquer semelhança não é mera coincidência (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

De 1789 a 2021, a História espera o amanhã

 

George Washington

Há alguns anos que marcaram a História. Um deles foi 1789. Mais lembrado pela eclosão da Revolução Francesa, foi também nele que os EUA já elegiam George Washington seu primeiro presidente. Sob a mesma Constituição e no mesmo sistema que elegeu (relembre aqui) Joe Biden à Casa Branca em 3 de novembro de 2020, 231 anos e 46 presidentes depois. Com uma coça de 306 a 232 votos do colégio eleitoral, e mais de 7 milhões de votos populares de vantagem sobre Donald Trump. Que usou seus últimos dias no poder para incitar publicamente seus militantes mais raivosos a invadirem o Congresso (confira aqui) que reconhecia a eleição de Biden, causando cinco mortes (confira aqui) na última quarta-feira (06). E transformou este 2021 ainda no início em outro ano que passará à História.

Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes

Ao Brasil, o pleito dos EUA de novembro e seus desdobramentos foram tão importantes, como prelúdio das nossas próprias eleições presidenciais de 2022, quanto foi o ano de 1789. Nele, a ainda colônia de Portugal pariu seu primeiro movimento de independência: a Inconfidência Mineira. Que teve como um dos líderes e seu mártir o alferes de cavalaria Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Se isso é ensinado aos brasileiros desde crianças, no ensino fundamental, há detalhes históricos menos conhecidos, mas emblemáticos. Ao ser preso, pela acusação de traição à Coroa Portuguesa, Tiradentes tinha consigo uma cópia da Constituição dos EUA.

Foi a mesma Constituição rasgada na quarta. Por Trump e os supremacistas brancos dos EUA, de classe média baixa e pouca escolaridade, que creem nele (confira aqui) como líder de uma guerra secreta contra os pedófilos adoradores de Satanás no alto escalão do governo, no mundo empresarial e na imprensa. E quem crê nisso, ou que a Terra é plana, ou na Cloroquina — “de Jesus”, como cantado no Brasil pelos militantes de Jair Messias Bolsonaro — como cura à Covid-19, ou acredita que as vacinas contra a doença podem matar, ou transformar seres humanos em jacarés, é capaz de acreditar em qualquer coisa. Inclusive nas denúncias de “fraude”, feitas por Trump sem apresentar uma única prova, nas urnas que assinaram sua ordem de despejo da Casa Branca, no próximo dia 20.

 

 

A partir de outra quarta-feira, a segunda daqui em diante, quando será devolvido à condição de cidadão comum, Trump poderá ser responsabilizado pelos crimes que cometeu. E deve, para servir de exemplo ao mundo, inclusive ao seu latin cover no Palácio do Planalto. Com Biden no poder e um Congresso invadido em que conseguiu eleger (confira aqui) a maioria na Câmara e no Senado, acaba a “brincadeira” de golpe do bolsonarismo no Brasil — por bem ou, como foi na quarta, por mal. O mesmo golpe que sua grande referência e inspiração, revelado caudilho de 5ª categoria, tentou dar nos EUA. Com o qual reduziu a mais importante democracia do mundo, pelo menos por um dia, a uma república bananeira.

 

 

Se o dito popular “quem gosta de banana é macaco” está certo, após a invasão do Capitólio, Bolsonaro não perdeu a oportunidade de macaquear mais uma vez as denúncias de “fraude” de Trump. Derrotadas em todas as ações em que ingressou na Justiça do seu país. Na quinta (07), um dia após a tentativa de golpe trumpista na democracia de lá, seu macaco de imitação ameaçou a democracia daqui: “Se não tivermos voto impresso em 2022, vamos ter problemas maiores que o dos EUA”. Coincidência ou não, na segunda (04), dois dias antes do “problema” nos EUA, quem visitou a Casa Branca? Ganha uma bananada quem disser (confira aqui) o deputado federal brasileiro Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), apelidado pelo vice-presidente do seu pai, Hamilton Mourão, de “Bananinha”.

 

 

Por sua condução desastrosa da pandemia da Covid, que na quinta (07) ultrapassou a marca de 200 mil mortos no Brasil, e as consequências econômicas ao país que ainda devem piorar muito nos mais de 11 meses restantes de 2021, Bolsonaro já começa a fabricar a desculpa para sua eventual derrota nas urnas em 2022. E tentar melá-las, caso perca. Mesmo que hoje seja o favorito a elas, enquanto mantiver seus 30% de aprovação popular, 20 pontos percentuais acima da linha histórica do impeachment no Brasil. Mas pesa mais ao capitão sua condição de “macaca de auditório” de Trump. Que meses antes do pleito de novembro passado, já projetando sua derrota, denunciava “fraude” (entenda aqui) por conta dos votos pelos Correios. Estes, incentivados pelos democratas de Biden por conta da Covid, autorizados pela Suprema Corte dos EUA e praticados naquele país desde sua Guerra Civil (1861/1865).

 

 

Ao ser o primeiro presidente dos EUA a atacar sua própria democracia, o primeiro a ter um pronunciamento ao vivo interrompido pelas principais redes de TV, o primeiro (confira aqui)  a ser bloqueado pelas redes sociais, o primeiro (confira aqui) ameaçado pelo segundo processo de impeachment  no mesmo mandato, o primeiro em 152 anos (confira aqui) que não comparecerá à posse do seu sucessor e o primeiro em 28 anos a não ser reeleito, Trump tatuou sobre a própria testa a pecha que sempre teve prazer patológico em atribuir aos outros: “loser” (“fracassado”). Após a vontade popular sentenciá-lo nas urnas com o bordão que ele tornou famoso, ao eliminar os participantes em seu reality show de sucesso: “You’re fired!” (“Você está demitido!”). E, pelo que promoveu na última quarta-feira, agora corre o risco de acabar preso. No que, entre os ex-presidentes do seu país, seria também o primeiro.

 

 

Se ninguém levava a sério a possibilidade de alguém como Bolsonaro ser eleito presidente do Brasil em 2018, antes que alguém como Trump fosse eleito presidente dos EUA em 2016, as cenas dos próximos capítulos, até 2022, prometem.

 

Bolsonaro e Trump trocaram camisas personalizadas das seleções de futebol do Brasil e dos EUA, em visita à Casa Branca de 19 de março de 2020 (Foto: Kevin Lamarque – Reuters)

 

Alguns papeis, no entanto, já estão definidos. Ao usar a violência e a intimidação física como arma política, quem incentivou e invadiu o Congresso dos EUA desvelou sua condição real de fascista, muito além da banalização do adjetivo pela esquerda festiva. Quem dúvida tiver, basta olhar a foto dos supremacistas brancos de Trump diante do Capitólio em Washington, em 6 de janeiro de 2021. E para a foto da marcha dos camisas negras que levaram ao poder o líder fascista Benito Mussolini, diante do Palácio Quirinal de Roma, residência real da Itália em 31 de outubro de 1922. Que fez deste outro ano que passou à História. Assim como 1945, 80 milhões de mortos depois, quando aquela história chegou ao fim. Com o ex-comunista Mussolini e seus últimos seguidores executados e pendurados em praça pública, na cidade de Milão, como gado. Enquanto os EUA se tornavam a grande potência mundial.

 

 

Após serem capturados e executados, o líder fascista Mussolini e seus últimos seguidores tiveram os corpos pendurados como gado na Piazza Loreto de Milão, em 29 de abril de 1945

 

Oxalá, como foi com Trump, a história se defina no voto. E na lei. A História espera o amanhã.

 

Publicado hoje (09) na Folha da Manhã

 

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Charbell: Vacinação contra Covid em Campos deve começar em fevereiro

 

Charbell Kury, subsecretário de Atenção Básica e Vigilância Sanitária do governo Wladimir Garotinho (Foto: Divulgação)

 

A vacinação contra a Covid-19 em Campos deve começar em fevereiro. Mas só deve alcançar a chamada imunidade de rebanho, entre 60% a 70% dos mais de 507 mil campistas, permitindo o retorno à normalidade de antes da pandemia, no final deste ano de 2021. Se os leitos disponíveis aos doentes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na rede pública, contratualizada e privada da cidade tiverem taxa de ocupação de 90% (atualmente está entre 60% e 70%), novas medidas de restrição de circulação serão impostas. A testagem também será intensificada e o combate à doença será descentralizado do Centro de Controle e Combate ao Coronavírus de Campos (CCC). Estas, entre outras novidades no combate à Covid, foram anunciadas no Folha no Ar do início da manhã de hoje, pelo médico infectologista e epidemiologista Charbell Kury, subsecretário de Atenção Básica e Vigilância Sanitária (correspondente à antiga Vigilância em Saúde) do governo Wladimir Garotinho (PSD).

Confira abaixo, nos três vídeos e em suas próprias palavras, o que Charbell revelou à Folha FM 98,3 sobre o combate à Covid em Campos. Os pontos elencados no parágrafo anterior estão no segundo e terceiro blocos da entrevista concedida pela autoridade médica e sanitária, que usou de metáforas cinematográficas para dimensionar o tamanho do desafio que os campistas ainda têm pela frente:

 

 

 

 

Atualizado às 12h05  de 08/01 para correção de informação.

 

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Flávio Mussa Tavares — Nina Arueira, uma heroína campista

 

Nina Arueira, aos 18 anos

 

 

Flávio Mussa Tavares, médico psiquiatra

Nina Arueira, uma heroína campista

Por Flávio Mussa Tavares

 

Maria da Conceição Arueira nasceu no dia 07 de janeiro de 1916 e viveu apenas 19 anos. Desde muito nova tinha pendores artísticos e ainda na infância foi cantora, atriz, artista plástica, poetisa e escritora. Especializou a sua veia literária e ainda adolescente escrevia artigos para o Monitor Campista. Certa vez foi desafiada por ilustres campistas e escrever um texto sobre Educação ali diante deles, sem nenhuma preparação prévia. Ela simplesmente surpreendeu o grupo, que se sentia prestes a desmascarar uma possível fraude. Suas habilidades não se resumiam à palavra escrita. Ela fazia discursos no antigo Teatro Central com ingresso pago. Alguém imagina o que é pagar para assistir a um discurso? Pois Nina Arueira lotava um teatro.

Essa jovem tinha ideais libertários e escrevia contra a opulência, contra a sanha cumulativa do mercantilismo, contra a hipocrisia aristocrática e tocava na ferida aberta da classe dominante de então. Estudante do Liceu de Humanidades, ao lado de meu pai, Clóvis Tavares, de quem enamorou-se, e do jovem Adão Pereira Nunes, conclamaram a classe estudantil e operária de Campos a lutar por seus direitos. Discursava com veemência e destemor, entusiasmando a muitos e incomodando a uns poucos.

Mas a jovem Nina não aceitou a hipótese materialista da vida. Passou a frequentar a casa do professor Virgílio de Paula e realizou um curso por correspondência na Royal Theosophical Society, de Londres. No Museu de Ciro, da Escola Jesus Cristo, temos o seu diploma, além de várias pinturas e esculturas que fez na infância. Escreveu sobre Deus e sobre o Amor transcendental, escreveu sobre a dignidade e a justiça, sobre a ternura e sobre a maternidade.

Nina sonhou em ser mãe. Imaginou um filho, deu-lhe um nome: Lill. Escolheu um pai para ele: Clóvis. Escrevia cartas para seu noivo e dava notícias do filhinho: “Lill está lhe enviando muitos beijos”. Fez recortes de revista de um marinheirinho e emoldurou-o. Lill já tinha uma face. Existiu sem nunca haver nascido. Mas Nina foi caluniada, foi traída e abandonada. Foi proibida de matricular-se em qualquer escola de Campos. Foi relegada ao ostracismo social. Nina adoeceu gravemente. O seu professor Virgílio de Paula recebeu-a em sua própria casa, mesmo sabendo que sua enfermidade era contagiosa. Ela ficou num isolamento doméstico. As únicas pessoas que lhe visitavam eram Virgílio, Clóvis, seu noivo e Adão, um acadêmico de medicina, seu companheiro de ideais.

No seu leito de morte, Nina pediu a Clóvis para dedicar sua vida aos órfãos e lhe disse que o ideal social-cristão está acima do ideal social materialista. Nina morreu, mas semeou a imortalidade no coração de um ex-ateu.

 

Publicado originalmente no grupo de WhatsApp deste blog e do programa Folha no Ar, da Folha FM 98,3

 

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Wladimir, Covid e EUA com Soffiati no Folha no Ar desta 6ª

 

(Arte: Aliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta sexta (08), quem fecha a semana do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o eco-historiador, professor e escritor Arthur Soffiati. Ele analisará as eleições municipais de outubro e esta primeira semana do governo Wladimir Garotinho (PSD).

Soffiati falará também do que a eco-história ensina sobre a pandemia da Covid-19. E tentará colocar em perspectiva histórica o que houve ontem (06) na invasão do Congresso dos EUA (confira aqui), com quatro mortes confirmadas, por militantes de extrema-direita incitados pelo ainda presidente do país, Donald Trump, que será despejado da Casa Branca no dia 20.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta sexta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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O dia em que Trump transformou os EUA em república de bananas

 

Militantes convocados por Donald Trump invadiram o Congresso dos EUA hoje, interrompendo a sessão que reconheceria a vitória do presidente eleito Joe Biden (Foto: Reprodução)

 

Tenho 48 anos. Lembro-me dos presidentes dos EUA desde Jimmy Carter. E dos seus seis sucessores na Casa Branca. Incluindo o atual, derrotado por Joe Biden nas urnas de novembro por 306 a 232 votos do colégio eleitoral, e mais de 7 milhões de votos populares.

Vivi para ver o Congresso dos EUA ser hoje invadido por militantes de um caudilho de 5ª categoria. Para transformar a democracia mais longeva do mundo, que há 232 anos elege pelo voto seus representantes, em uma republiqueta de bananas.

Espero viver para ver o responsável ser acusado, julgado e condenado com todo o rigor da lei. Tão logo seja cumprido seu mandado de despejo do poder, daqui a apenas 14 dias. E que sirva de exemplo abaixo do Equador, ao que espera o Brasil em 2022.

 

Marcha dos camisas negras do líder fascista Benito Mussolini no Palácio Quirinal, residência real em Roma, em 31 de outubro de 1922

 

Presidente eleito dos EUA (relembre aqui), levando também a maioria no Congresso (confira aqui) hoje invadido, Biden disse em pronunciamento: “Isso não é protesto, é insurreição”. Qualquer semelhança com um certo putsch em Munique, ou uma marcha dos camisas negras sobre Roma, não é mera coincidência.

Como não parece ser a visita anteontem (confira aqui) do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) aos ainda ocupantes da Casa Branca.

 

Atualizado às 18h15, após o pronunciamento de Biden.

 

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Charbell Kury e combate à Covid em Campos no Folha no Ar desta 5ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h desta quinta (07), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o médico epidemiologista Charbell Kury, subsecretário de Atenção Básica e Vigilância Sanitária (correspondente à antiga Vigilância em Saúde) do governo Wladimir Garotinho (PSD).

Charbell falará sobre as restrições que foram (confira aqui) e podem ser impostas no combate à Covid-19 em Campos, projetará a início da vacinação contra o novo coronavírus no município e a regulação dos leitos e respiradores disponíveis aos doentes da pandemia nas redes pública, conveniada e privada.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quinta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Com vitória ao Senado na Geórgia, EUA de Biden sepultam Trump

 

Em janeiro de 2020, os candidatos democratas ao Senado pelo estado da Geórgia, Jon Ossoff e Raphael Warnock, com o então presidenciável Joe Biden (Foto: Jonathan Ernst – Reuters)

 

Filmada em 1939, a cena do incêndio da Atlanta escravagista na Guerra Civil dos EUA (1861/1865), em “E o Vento Levou”, continua sendo um dos grandes momentos do cinema, a despeito da toada claramente racista do filme. Atlanta é a capital do estado da Geórgia, além de sede da Coca-Cola, ícone do capitalismo. E foi a sede também das Olimpíadas de 1996, que teria sua pira acesa pelo ex-campeão profissional (e olímpico) de boxe Muhammad Ali, príncipe da luta pelos direitos dos negros nos EUA dos anos 1960. Trêmulo pelo Parkinson, consequência dos muitos golpes que levou na cabeça ao longo da carreira, ainda era “impávido que nem Muhammad Ali”, como cantou Caetano, naquele momento marcante do final do século 20.

 

 

Campeão olímpico de boxe em Roma-1960, antes de jogar fora sua medalha de ouro pelo racismo nos EUA, Muhammad Ali emocionou o mundo ao acender a pira das Olimpiadas de Atlanta-1996

 

Pois foi na Geórgia que se consumou na manhã de hoje o último capítulo das eleições dos EUA de novembro. No segundo turno do estado tradicionalmente conservador ao Senado, o resultado confirmou o tamanho da derrota acachapante do ainda presidente Donald Trump. Além de perder a Casa Branca no voto popular e na decisão do colégio eleitoral, o republicano entregou também aos democratas do presidente eleito Joe Biden o controle da Câmara e do Senado. Este, definido hoje pela vitória do jovem cineasta documentarista e jornalista investigativo Jon Ossoff, de apenas 33 anos, e do pastor Rapahel Warnock, de 51 e primeiro negro eleito senador pela Geórgia.

O Senado ficou com 50 senadores aos democratas e 50 aos republicanos. Mas como, no sistema dos EUA, cabe ao vice-presidente o voto de minerva na Câmara Alta, Biden terá de Kamala Harris a carta branca para aprovar as reformas que quiser em seu início de mandato. Fiha de uma indiana e um jamaicano, ela é a primeira mulher, primeira negra e primeira descendente de asiáticos a ocupar o cargo de vice-presidente da democracia mais longeva do mundo. Não por coincidência, foi a virada democrata na Geórgia que permitiu a este blog e à Folha da Manhã anteciparem (confira aqui), desde 6 de novembro, o resultado da eleição presidencial dos EUA. Que só seria confirmado oficialmente pelo mundo (confira aqui) no dia seguinte.

 

Jor Biden e sua vice Kamala Harris (Foto: Twitter)

 

Para celebrar este dia de confirmação das luzes da democracia, aos EUA e ao mundo, com o tiro de misericórdia da vontade popular na nuca do trumpismo, fica uma homenagem a Geórgia no piano e voz do seu filho mais ilustre:

 

 

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Combate à Covid em Campos sob análise no Folha no Ar desta 4ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta quarta (06), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o médico infectologista Nélio Artiles. Ele analisará a equipe de Saúde (confira aqui, no Blog do Arnaldo Neto, e aqui, no blog De Fato, do Aldir Sales) do governo Wladimir Garotinho (PSD).

Nélio Artlies também analisará a situação das redes hospitalares pública e contratatualizada do município. Assim como a nova política de combate à Covid-19 em Campos (confira aqui, aqui, aqui e aqui).

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Presidente da Câmara, Fábio Ribeiro no Folha no Ar desta 3ª

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h da manhã desta terça (05), o convidado do Folha no Ar é o vereador Fábio Ribeiro (PSD), eleito em 1º de janeiro presidente da Câmara de Campos, como este blog havia adiantado (aqui) desde 15 de dezembro.

Fábio analisará as urnas de novembro e projetará o governo municipal Wladimir Garotinho (PSD), falará da eleição da nova Mesa Diretora (confira aqui como ficou a composição adiantada pelo blog aqui) e do papel do Legislativo diante da crise financeira do município (confira a série da Folha sobre o tema aquiaquiaquiaquiaqui, aquiaqui, aqui, aquiaqui e aqui).

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Pausa no blog com pedido a você, o outro que sou

 

 

Não foi um ano fácil. Dos 48 que tenho de vida, certamente foi o mais difícil ao mundo. E não creio que ninguém abaixo da casa dos 80 e poucos anos, que traga alguma memória de infância da II Guerra Mundial (1939/1945), possa dizer diferente. Foi o ano da Covid-19, doença que data em seu nome o ano em que surgiu. Para parar o mundo no ano seguinte, ainda presente, a menos de 48 horas de se tornar passado.

O blog faz a partir de hoje uma pequena pausa. Para retornar à ativa no dia 4. Enquanto 2021 não vem, o desejo sincero é de que ele chegue com realizações, paz e muita saúde a você, leitor. De coração, que seja um ano menos difícil para todos.

E, especialmente a você, que passou o ano pregando contra o uso da máscara e o isolamento social, que primeiro defendeu a Cloriquina como “cura” à Covid, para depois questionar a vacina como cura, peço, por favor: reflita! Ainda há tempo.

O pedido não é só por você. “I believe in you my soul, the other I am” (“Eu creio em ti alma minha, o outro que sou”) versejaria Walt Whitman, poeta maior dos EUA. É por alguém que sente dor, amor, ódio, alegria, tristeza, desejo, saudade e sofre, exatamente como você.

Caso contrário, você nunca sairá de 2020. Este ano terrível jamais o abandonará, preso como uma bola de ferro acorrentada ao pé da sua alma. Em nome dela, que é o outro, peço mais uma vez: por favor, reflita! Ainda há tempo.

Se Deus quiser, até um ano melhor. Para você, para mim e o outro. Inté!

 

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EUA de Joe Biden e o Brasil de Jair Bolsonaro sem Donald Trump

Página 5 da Retrospectiva de 2020 publicada hoje na Folha da Manhã

A eleição a presidente dos EUA sempre chamou a atenção do mundo. Mas nunca tanto quanto a de 2020, vencida pelo democrata Joe Biden sobre o polêmico republicano Donald Trump — primeiro presidente a perder a reeleição em seu país desde George Bush para Bill Clinton, em 1992, há 28 anos. No Brasil e em Campos, o interesse não foi diferente, e chegou a se igualar ao gerado pelas eleições municipais de 15 de novembro. Doze dias antes, o pleito presidencial estadunidense se deu em 3 de novembro. Mas com cédulas de papel e apuração manual, onde se vota de membro de conselho tutelar a presidente, o resultado só seria confirmado (confira aqui) no dia 7. Ao leitor da Folha da Manhã, a certeza foi dada (relembre aqui) um dia antes (06), desde que a fatura do complexo colégio eleitoral dos EUA foi matematicamente definida com a virada democrata no estado da Geórgia, tradicionalmente republicano. No resultado final, totalizado só em 13 de novembro, a vitória de Biden foi incontestável: 306 votos dos delegados estaduais, contra apenas 232 de Trump. No voto popular, em que Trump já havia perdido em 2016, a diferença quatro anos depois foi ainda maior: 7 milhões de eleitores a mais para Biden.

 

Complexa cédula de votação dos EUA em novembro, de conselheiro tutelar a presidente dos EUA, do estado da Carolina do Norte (Foto: Jonathan Drake -Reuters)

 

O adiantamento de um jornal de Campos à mídia internacional, sobre o resultado da eleição ao cargo mais importante da Terra, não se deu por acaso. Mas, em 6 de novembro, culminou uma cobertura jornalística em tempo real, que se iniciou desde as convenções democrata (confira aqui) e republicana (confira aqui) de agosto. E passou pelos debates presidenciais de 29 de setembro (confira aqui) e 22 de outubro (confira aqui), até chegar à eleição e sua lenta apuração (confira aqui, aqui, aqui e aqui). Prevista em todas as pesquisas, Trump chamou sua derrota de “fraude”, sem apresentar uma única prova e com derrotas em todas suas ações na Justiça.

 

Suprema Corte dos EUA autorizou os votos pelos Correios em 2020, que são utilizados em eleições no país desde a década de 1860

 

O artifício de Trump também era previsível. Sabendo que perderia, ele conclamou seus eleitores a votarem no dia do pleito, expondo-os ao risco de contaminação pela Covid. E acusou de “fraude” os votos antecipados pelos Correios, estimulados pelos democratas para proteger a população, prática do país desde sua Guerra Civil (1861/1865) e que havia sido autorizado por sua Suprema Corte. Como os votos presenciais são contabilizados antes, Trump apostou na vantagem inicial, como de fato se deu, para tentar parar a apuração nos estados com denúncias sem provas de “fraude”, antes de entrarem os votos pelos Correios.

 

Caixa de correio do Serviço Postal dos Estados Unidos em Washington (Foto: Leah Millis – Reuters)

 

A tática trumpista deu tão errado, eleitoral e juridicamente, quanto sua estratégia sanitária de combate à Covid-19, considerada responsável pelos EUA serem o país do mundo mais afetado pela doença. Que, com suas devastadoras consequências também econômicas, foi o principal adversário de Trump, não Biden. Coube a este apostar na esperança e na promessa de enfrentamento franco à pandemia, subordinado à ciência. E não ao seu negacionismo por ideologia política que pode ainda viralizar como fake news nas redes sociais, mas é incapaz de combater um vírus real, no mundo real. Presidente eleito mais velho da história dos EUA, o democrata venceu nas urnas com 77 anos e assumirá a Casa Branca em 20 de janeiro aos 78, após aniversariar em 20 de novembro.

 

Joe Biden e Kamala Harris, primeira mulher, primeira negra e primeira descendente de asiáticos a ser eleita vice-presidente dos EUA (Foto: Twitter)

 

Vice-presidente nos dois mandatos de Barack Obama, Biden elegeu na sua chapa uma ex-adversária dura nas primárias democratas, a ex-senadora da Califórnia Kamala Harris, como a primeira mulher, primeira negra e primeira de ascendência asiática, como vice-presidente dos EUA. Os jovens que tomaram as ruas do país no movimento “Black Lives Matter” (“Vidas Negras Importam”), após a morte do negro George Floyd por um policial branco em 25 de maio, entenderam o recado. E, em um país onde o voto não é obrigatório, compareceram em massa nas urnas de novembro. Assim como os negros, a quem o presidente eleito dos EUA agradeceu por sempre tê-lo apoiado em seu discurso de vitória.

 

Protesto do Black Lives Matter em 1º de junho, em frente à Casa Branca (Foto: Olivier Douliery – AFP)

 

Considerado um moderado em seus 47 anos de vida pública, Biden acenou à diversidade de gênero, além da racial. Tanto no discurso de vitória, quanto na sua equipe de transição, à qual nomeou Shawn Skelly, militar veterana transexual, para um dos setores mais emblemáticos ao poder que os EUA ainda exercem no mundo: seu Departamento de Defesa. Além das questões identitárias, o presidente eleito fez promessas ousadas enquanto candidato: além de enfrentar a Covid, revitalizar o Obama Care dilapidado por Trump em um país sem SUS, taxar as grandes fortunas para bancar a assistência social aos mais pobres e impor um salário mínimo aos EUA de US$ 15 por hora. E o democrata será tão cobrado para implementá-las, quanto se não surtirem o efeito desejado, após assumir a Casa Branca.

 

Emblematicamente, a veterana transgênero Shaw Skelly foi nomeada por Biden para a transição de governo no Departamento de Defesa dos EUA (Foto: Dallas Voice)

 

Fruto da primeira revolução do Iluminismo, com sua mesma Constituição aprovada desde 1787, elegendo George Washington seu primeiro presidente em 1789 — quando só então se deu a Revolução Francesa —, os EUA são a democracia mais longeva do mundo. E, nestes mais de 230 anos, Trump foi seu primeiro presidente a usar a Casa Branca como palco do lançamento da sua candidatura à reeleição. Como foi o primeiro ao não admitir sua derrota nas urnas, o primeiro a atacar sua própria democracia e, ao fazê-lo, o primeiro a ter um pronunciamento ao vivo cortado, por mentir descaradamente, pelas principais redes de TV do seu país. Mesmo com o apoio do governo democrata Lyndon Johnson ao golpe militar no Brasil em 1964, em plena Guerra Fria (1947/1991), Trump também foi o primeiro a permitir tanto a aproximação de um presidente brasileiro: seu fã confesso Jair Messias Bolsonaro (sem partido).

 

 

Estimulado por essa proximidade pessoal com Trump, que só rendeu vantagens comerciais aos EUA e nenhuma ao Brasil, será difícil que Bolsonaro e seus apoiadores voltem, por exemplo, a ameaçar veladamente um golpe militar, como fizeram em manifestações públicas em abril e maio de 2020. Após Biden assumir o poder em 2021, a “brincadeira” bolsonarista de golpe acaba — por bem ou por mal. Sobretudo após o presidente brasileiro ameaçar os EUA com “pólvora” em 11 de novembro. E ser repreendido internamente pelo núcleo militar do seu governo, por ter conseguido ridicularizar as Forças Armadas Brasileiras em todo o mundo.

 

 

A bravata foi uma tentativa de resposta a Biden, já presidente eleito dos EUA, que aventou punir o Brasil com sanções comerciais, caso não cessem as queimadas criminosas da Amazônia. Só que o democrata disse isso quando ainda era candidato, no debate com Trump de 29 de setembro, 43 dias antes da “ameaça” de Bolsonaro. O que não torna tão estranho que o presidente brasileiro só tenha admitido a vitória eleitoral de Biden em 15 de dezembro, 44 dias após seu anúncio oficial. O tempo de reação do capitão teve retardo quase igual.

 

Bolsonaro e Trump trocaram camisas personalizadas das seleções de futebol do Brasil e dos EUA, em visita à Casa Branca de 19 de março de 2020 (Foto: Kevin Lamarque – Reuters)

 

Enquanto comete sucessivos erros que atrasam também a vacinação da população brasileira contra a Covid, que até Trump tentou abreviar nos EUA, Bolsonaro pode ser obrigado a repensar a presença em seu governo de ministros negacionistas como Ernesto Araújo, nas Relações Exteriores, e Ricardo Salles, no Meio Ambiente. Além de reafirmar que seu governo exercerá liderança firme no combate ao aquecimento global, Biden nomeou John Kerry como seu “czar do clima”.

 

Em janeiro de 2020, antes das primárias democratas, John Kerry já apoiava a candidatura de Biden a presidente, de quem será o “czar do clima” (Foto: Andrew Harnik – AP Photo)

 

Ex-governador e ex-senador de Massachusetts, ex-candidato democrata a presidente em 2004 — quando perdeu por diferença inferior a Trump em 2020 — e ex-secretário de Estado do governo Obama, Kerry é também um veterano condecorado por bravura na Guerra do Vietnã (1955/1975). Que se tornou um líder no movimento contra aquela guerra, ao voltar ao seu país e entrar na política. O “czar do clima” de Biden tem o seu aval. E muito mais experiência de fogo que Bolsonaro. A partir de 20 de janeiro, quando mudam os ocupantes e os rumos da Casa Branca, 2021 promete. Aos EUA e ao mundo.

 

Publicado hoje (30) na Folha da Manhã

 

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