Ibope: Wladimir tem 57% contra 43% de Caio nos votos válidos

 

 

Wladimir Garotinho (PSD) tem hoje, a quatro dias das urnas do segundo turno a prefeito de Campos, 57% dos votos válidos entre os mais de 360 mil eleitores campistas aptos a votar no domingo (29). Caio Vianna (PDT) estaria 14 pontos percentuais atrás, com 43% das intenções dos votos válidos. A projeção é do Ibope, instituto que é quase sinônimo de pesquisa eleitoral no Brasil. Realizada entre os últimos domingo (22) e terça (24), com 602 entrevistados, a consulta foi contratada pela Rádio Emissora Metropolitana e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo Nº RJ‐09178/2020. Com nível de confiança de 95%, a pesquisa tem margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou menos. Ou seja: Wladimir teria no mínimo 53% dos votos válidos e Caio, no máximo, 47%. Na espontânea, o primeiro liderou por 45% a 32% das intenções de voto.

 

“Sub Judice” e TSE

Na pesquisa induzida, Wladimir apareceu com exatos 50% das intenções de voto, contra 38% de Caio, com 9% de brancos e nulos, e 3% que não souberam ou não quiseram responder. O percentual de 57% das intenções de voto para o candidato dos Garotinho, contra 43% do candidato dos Vianna, é nos votos que serão contabilizados como válidos pelo TSE. Ainda que a instância máxima da Justiça Eleitoral tenha contabilizado os 42,9% dos válidos de Wladimir no primeiro turno de 15 de novembro (quando Caio teve 27,71% dos votos válidos) como “Sub Judice”.  O problema da chapa de Wladimir reside no indeferimento da candidatura do vice, Frederico Paes (MDB), pelo TRE (confira aqui e aqui), por desincompatibilização fora do prazo da direção do Hospital  Plantadores de Cana (HPC).

Cabe ao TSE julgar em última instância o recurso da defesa de Frederico, que teve parecer desfavorável da Procuradoria Geral Eleitoral dia 23 (confira aqui) na ação movida pelo grupo político do deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD). Se não for julgado nesta quinta (26) talvez só seja depois do pleito de domingo. E levará à demanda de outra análise de mérito: se o vice for indeferido, isso contamina ou não toda a chapa? Como se tornou um hábito indesejado da história política recente de Campos, a vontade popular expressa nos votos terá que ser validada pela Justiça. Caso as urnas confirmem no domingo a pesquisa Ibope e o que foi projetado aqui, após o primeiro turno, por uma fonte com profundo conhecimento da Prefeitura de Campos e que nutre igual antipatia pelos dois candidatos que a disputam no segundo turno: “No voto, acho difícil Wladimir não levar”. Todavia, os 11% de indecisos na consulta espontânea Ibope indicam que a eleição ainda está em aberto.

 

Urnas a prefeito nas quatro Zonas Eleitorais de Campos

Na classe média, média-alta e alta de Campos, há a percepção de que o sentimento do antigarotismo cresceu neste segundo turno, com mais força do que se mostrou no primeiro. Se esta percepção aferida em grupos de WhatsApp está correta, seu efeito favorável a Caio se circunscreve à 98ª Zona Eleitoral (ZE), na chamada “pedra”, historicamente refratária aos Garotinho. Das quatro ZEs de Campos, é onde o filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna (PDT) tem mais chances matemáticas de virar sobre Wladimir, que venceu na 98ª ZE por diferença desprezível em 15 de novembro: 28,35% a 28,32%. Nas outras três ZEs, fora da bolha da “pedra”, Wladimir também venceu no primeiro turno, mas por diferenças muito maiores: 50,37% a 25,39% na 76ª ZE, e 53,98% a 23,37% na 129ª ZE. Embora também substancial, a vantagem do filho do ex-governador Anthony Garotinho (sem partido) foi menor na 75ª ZE: 41,24% a 30,62% de Caio.

 

Como a eleição do 1º turno ficou divida entre Wladimir e Caio entre as quatro Zonas Eleitorais (Infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

 

Pesquisas Paraná e seus erros no primeiro turno

Instituto nacional, a Paraná divulgou em 20 de novembro uma pesquisa para o segundo turno favorável a Caio, onde este lideraria a corrida às urnas deste domingo, por 52,6% a 47,4% contra Wladimir. Mas em empate técnico na margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou menos. Aquela consulta ouviu 800 campistas entre 17 e 19 de novembro, foi registrada no TSE sob o protocolo RJ-07084/2020 e teve como contratante o próprio instituto. Mas pesa contra ela, além da liderança de Wladimir no Ibope se dar fora da margem de erro, o fato de uma pesquisa Paraná para o primeiro turno teve suas projeções de votos para Wladimir e Caio desmentidas pelas urnas de 15 de novembro.

 

Liderança de Caio em empate técnico com Wladimir no segundo turno, segundo a pesquisa Paraná divulgada no dia 20 (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

No primeiro turno, a Paraná projetou (relembre aqui) 28,1% de intenções de voto (ou 36,4% dos votos válidos) a Wladimir. E ele teve nas urnas 42,94% dos votos válidos — 6,54 pontos percentuais a mais. Já Caio, recebeu da Paraná no primeiro turno 23,5% das intenções de voto (30,5% dos votos válidos). E ele teve de fato 27,71% dos votos válidos — 2,7 pontos percentuais a menos. A margem de erro daquela Paraná do primeiro turno eram os mesmos 3,5 pontos da sua pesquisa divulgada ontem, para o segundo. Em 15 de novembro, a projeção do instituto ultrapassou esta margem ao errar com Wladimir, para baixo. Com Caio, dentro da margem, errou para cima. Essas contradições entre aquela pesquisa Paraná e as urnas foram detalhadas aqui, quando foi divulgada sua nova pesquisa ao segundo turno.

Sobre os erros do instituto Paraná no primeiro turno da eleição a prefeito de Campos, confira no infográfico abaixo:

 

Contrastes entre a pesquisa Paraná e as urnas do 1º turno: erro fora da margem de erro com Wladimir, para baixo; e erro dentro da margem com Caio, para cima (infográfico: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Reações de prefeitáveis às pesquisas Paraná

A pesquisa Paraná do primeiro turno, que também teve como contratante o próprio instituto, foi questionada pelo candidato Dr. Bruno Calil (SD), do grupo político de Rodrigo Bacellar, que ficaria em terceiro lugar nas urnas de 15 de novembro, com 13,17% dos votos válidos:

— A pesquisa (Paraná) é divulgada por um site que possui publicidade da Prefeitura de Niterói, onde o prefeito já declarou apoio a um candidato a prefeito de Campos.

Já sobre a Paraná divulgada no segundo turno, que apontou a liderança de Caio em empate técnico com Wladimir, este fez as mesmas ilações:

— A relação estreita deles (do instituto Paraná) com o prefeito de Niterói, do PDT, já explica tudo.

 

Prefeito de Niterói e principal apoiador de Caio fora de Campos

Prefeito de Niterói e correligionário de Caio, Rodrigo Neves fez contato com a Folha no sábado (22), retornado pela redação do jornal no domingo (22), que lhe propôs uma entrevista sobre o segundo turno da eleição a prefeito de Campos. Considerado o principal apoiador externo de Caio, cuja eleição seria importante para ele se lançar candidato a governador em 2022, Rodrigo Neves aceitou. Mas após a pauta ser enviada na segunda (23), como tinha sido acordado, ele confirmou o recebimento e preferiu não responder. Na pauta de nove perguntas, duas eram dedicadas às pesquisas Paraná à Prefeitura de Campos:

 

Rodrigo Neves (PDT), prefeito de Niterói que elegeu seu sucessor no 1º turno e é considerado o principal apoiador de Caio fora de Campos (Foto: Fábio Guimarães – Agência O Globo)

 

6 – No primeiro turno, com margem de erro de 3,5 pontos, uma pesquisa Paraná projetou Wladimir com 36,4% dos votos válidos, mas ele teve nas urnas 42,9%, 6,54 pontos a mais, erro fora da margem. E deu Caio com 30,5% de votos válidos, mas ele teve nas unas 27,71%, 2,7 pontos a menos, erro dentro da margem. Isso não põe em dúvida a pesquisa do instituto que projetou no segundo turno uma virada de Caio, com 52,6%, contra 47,4% de Wladimir, na incrível proporção de 5 para 1 sobre os votos dados a outros prefeitáveis em 15 de novembro?

7 – Naquela pesquisa Paraná do primeiro turno, o candidato Bruno Calil (SD), terceiro colocado em 15 de novembro, disse: “a pesquisa é divulgada por um site que possui publicidade da prefeitura de Niterói, onde o prefeito já declarou apoio a um candidato a prefeito de Campos”. Sobre a Paraná do segundo turno, Wladimir disse: “A relação estreita deles (do instituto Paraná) com o prefeito de Niterói, do PDT, já explica tudo”. Como reage a essas acusações?

 

Questionamentos à pesquisa Ibope

Sem as respostas do prefeito de Niterói às perguntas da Folha, a Paraná tem mais uma pesquisa registrada para prefeito de Campos, com divulgação prevista para esta quinta (26), dia seguinte à Ibope de hoje. Que sofreu questionamento em sites locais:

— Chama atenção que a empresa contratante da pesquisa, a Rádio Metropolitana do Rio, pagou R$ 57 mil para contratar o Ibope fazer um levantamento de opinião em um município em que a rádio não tem nenhum alcance. Outro fato curioso é que um dos proprietários da rádio é Paulo Berardo Masseti, que disputou a eleição em coligação junto com Clarissa Garotinho (Pros) com o número 77.555. Além disso, no próprio site da rádio www.metropolitana1090.com.br não consta a divulgação da própria pesquisa que a rádio encomendou. A Rádio Metropolitana fica localizada na Estrada Velha, na Pavuna, nº 3517, na cidade do Rio de Janeiro.

Enquanto a nova Paraná não vem, confira aqui a matéria sobre a pesquisa de hoje no site do Ibope.

 

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Covid — “Necessidade de retorno imediato a medidas de isolamento”

 

 

“Há a necessidade de retorno imediato às medidas de isolamento social”. Foi o que alertou o médico infectologista Rodrigo Carneiro sobre o avanço da Covid-19 em Campos. Ele endossa o que outro médico infectologista da cidade, Nélio Artiles, alertou desde a última quarta (18): “A volta da fase Verde para a Laranja, com adoção do lockdown parcial, é inevitável, vai acontecer”. Até aqui sem medidas concretas para conter o avanço da pandemia, na semana passada o alerta também foi aceso (confira aqui) na rede privada do Hospital Dr. Beda, na rede conveniada da Santa Casa e até (confira aqui) na rede pública do Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCC), montado em 30 de março (confira aqui) em parceria do governo Rafael Diniz com a Beneficência Portuguesa. Hoje, dos 24 leitos de UTI do CCC, 17 estão ocupados — mesmo número de ontem. Já dos 40 leitos clínicos, 30 estão ocupados — ontem eram 28.

 

Médicos Rodrigo Carneiro, Nélio Artiles e Cléber Glória alertam para o crscimento dos casos de Covid em Campos (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Apesar da admissão do poder público municipal de que o aumento nos números da doença, reflexo do avanço da pandemia em todo o país, demandam retroagir a cidade da fase Verde para a Amarela, isso só deve ter reflexo prático (confira aqui) após o segundo turno das eleições a prefeito deste domingo (29). A campanha eleitoral municipal em Campos e no Brasil, com descumprimento das regras de proteção fartamente registrado, é considerado o principal fator para o novo crescimento da Covid. Ainda assim, mesmo se e quando Campos adotar de fato a fase Amarela, a volta ao lockdown parcial considerado necessária pelos infectologistas Nélio Artiles e Rodrigo Carneiro, só se daria se o município voltar à fase Laranja.

— Claro que a velocidade das infecções supera à das notificações. Modelos matemáticos são excelentes para planejamento, porém, em gestão, as mudanças nas ações devem respeitar a realidade dos fatos: aumento exponencial das internações e das complicações por Covid. Nenhuma dúvida quanto à qualidade e seriedade da secretaria de Saúde. Porém, a sensibilidade da ponta de atendimento mostra uma outra realidade — alerta o médico Cléber Glória, diretor-clínico da Santa Casa.

— Ainda não é possível estabelecer categoricamente tratar-se de segunda onda da Covid. O Brasil estabilizou o número de casos e óbitos em um patamar elevado, infelizmente. Agora experimentamos um novo aumento que já partiu desse patamar elevado, o que vai custar um grande número de vidas. Para piorar estamos na época de eleições e a sanha por votos faz com que os candidatos exponham a população, desinformada sobre os riscos, a contaminação pelo SARS-CoV2. E para finalizar a tempestade perfeita, vários locais de votação não estão preparados para receber os eleitores. Se já podemos definir como “segunda onda” ou não, pouco importa. O número de casos e óbitos vai crescer e os candidatos ao pleito municipal pouco ligam para isso, querem os votos para chegar ao Cesec — denunciou o infectologista Rodrigo Carneiro.

 

Atualização às 20h12 para colocar a posição oficial do Sindicato dos Médicos de Campos (Simec). Enviada após a postagem, a entidade que representa todos os médicos do município “recomenda que o atual nível de flexibilização (Nível 2: Fase Verde) seja prontamente retroagido para o nível anterior (Nível 3: Fase Amarela), com a finalidade de minimizar o fluxo de circulação da população”. E alerta: “A não adoção correta das estratégias preventivas e protetivas pode colocar vidas em risco”.

Confira a íntegra abaixo:

 

 

O Sindicato dos Médicos de Campos (Simec), considerando o acentuado crescimento do número de internações relacionadas a infecções causadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), e a tendência de elevação da contaminação da Covid- 19, no município, em comparação com semanas anteriores, recomenda que o atual nível de flexibilização (Nível 2: Fase Verde) seja prontamente retroagido para o nível anterior (Nível 3: Fase Amarela), com a finalidade de minimizar o fluxo de circulação da população, o que poderá contribuir diretamente para o achatamento da curva de transmissão de novos casos e, consequentemente, para a redução da pressão sobre os sistemas de saúde do município.

Vale lembrar que os efeitos positivos das medidas essenciais de contenção, uma vez implementadas, levam de uma até duas semanas para influenciar a desaceleração do índice de crescimento de casos confirmados.

Cabe destacar que a inapropriada execução do isolamento social diverge do que, como
especialistas e representantes desta entidade, recomendamos. A não adoção correta das estratégias preventivas e protetivas pode colocar vidas em risco, tanto da população quanto dos profissionais de saúde que, diariamente, seguem na linha de frente da batalha contra o novo coronavírus.

O Simec recomenda ainda que as medidas de contenção da propagação da Covid-19, dedicadas à redução da taxa de contágio, como isolamento social e o uso de máscaras e álcool em gel pela parcela da população que precisa sair às ruas, devem continuar sendo aplicadas.

Atenciosamente,

Dr. Hélio da Nóbrega Novais Presidente do Sindicato dos Médicos de Campos

 

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Gilmara Gomes, vice de Caio Vianna, no Folha no Ar desta 4ª

 

 

A partir das 7h15 da manhã desta quarta (25), a convidada do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é Gilmara Gomes (PSL), sargento dos Bombeiros, odontóloga e candidata a vice-prefeita na chapa de Caio Vianna (PDT), que disputa o segundo turno deste domingo, 29 de novembro. Ela falará sobre os problemas superados na sua candidatura (relembre aqui) e do papel da vice na chapa e no eventual governo.

Gilmara também falará da grave crise financeira do município (confira a série da Folha sobre o tema aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) e sobre a nova Câmara Municipal, eleita em 15 de novembro. Sobre a eleição majoritária que integra, analisará o resultado das urnas do primeiro turno e fará sua projeção ao segundo.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta quarta pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Após Fátima, prefeita Francimara também declara apoio a Wladimir

 

Francimara Barbosa Lemos e Wladimir Garotinho (Fotos: Facebook de Francimara)

 

Segue a corrida por apoios na região ao segundo turno a prefeito de Campos, que será disputado por Wladimir Garotinho (PSD) e Caio Vianna (PDT) neste domingo, 29 de novembro. E o primeiro candidato vem levando vantagem entre os governantes dos municípios vizinhos sagrados nas urnas de 15 de novembro. Depois de Fátima Pacheco (DEM), de Quissamã (confira aqui), outra prefeita reeleita do Norte Fluminense declarou seu apoio a Wladimir. Foi Francima Barbosa Lemos (SD), que governará mais quatro anos em São Francisco de Itabapoana e hoje declarou em seu perfil do Facebook, aqui e na transcrição abaixo:

— Olá meus amigos e amigas da minha terra natal Campos dos Goytacazes, sou a primeira mulher eleita e reeleita prefeita aqui em nossa São Francisco de itabapoana. Quero aqui manifestar meu apoio a Wladimir, Campos precisa de um prefeito comprometido com a cidade. Como deputado federal, Wladimir já provou que tem competência e ama Campos dos Goytacazes. Nossa região vai desenvolver ainda mais e Campos vai voltar a sorrir, vamos juntos votar em Wladimir 5️⃣5️⃣.

 

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Crescimento da Covid deve esperar eleição para medidas de restrição

 

 

“A volta da fase Verde para a Amarela em Campos, com adoção do lockdown parcial, é inevitável, vai acontecer”. Foi o que alertou (confira aqui), na quarta (18), o médico infectologista Nélio Artiles, quando os casos de Covid-19 voltaram a crescer na procura e internação pela doença na rede privada, no Hospital Dr. Beda, e na conveniada, na Santa Casa. “Medidas restritivas vão ter que voltar a ser tomadas com o aumento nos casos de Covid em Campos. Nós vamos nos sentar com o prefeito Rafael (Diniz, Cidadania) e o comércio da cidade, para evitar prejudicá-lo. Mas aquela projeção inicial de definirmos se sairíamos ou não da fase Verde, não existe mais. Tudo indica que nós vamos ter que voltar à fase Amarela”, foi o que afirmou (confira aqui), no sábado (21) a médica infectologista Andreya Moreira, chefe da Vigilância em Saúde, comandante do enfrentamento à pandemia no município. Ela admitiu que o aumento de casos foi registrado também na rede pública, na quinta anterior (19), no Centro de Controle e Combate ao Coronavírus (CCC).

 

Médicos infectologistas Nelio Artiles e Andreya Moreira (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A reunião aconteceu na tarde de hoje, com Andreya, Rafael e outros membros do gabinete de crise para combater a pandemia. E nenhuma medida concreta foi tomada. A despeito da certeza de que Campos terá que retroagir à fase Amarela, isso só deve ser oficializado nesta quarta (25), com novas medidas de restrição anunciadas só na quinta (26). Além da politização da questão de Saúde Pública, com o negacionismo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) — como seu “mito” e ainda presidente dos EUA, Donald Trump, no que custou sua reeleição no último dia 3, no pleito vencido por Joe Biden —, pesa contra a volta ao lockdown parcial a campanha do segundo turno a prefeito de Campos, que será definida nas urnas do domingo (29). Especialistas apontam o corpo a corpo inevitável à campanha das eleições municipais brasileiras, como o principal motivo para a volta do crescimento da doença no país. E Campos não é exceção.

Hoje, dos 24 leitos do CCC, 17 estavam ocupados com doentes em quadro grave de Covid, mesmo número do sábado. Dos 40 leitos clínicos do CCC, reservados aos doentes em quadro moderado, hoje 28 estavam ocupados — eram 30 no sábado. Passando a funcionar em 30 de março (relembre aqui), em parceria do governo Rafael e a Beneficência Portuguesa que salvou vidas humanas em Campos e de municípios vizinhos aqui atendidos, o CCC é a linha de frente da cidade e região no enfrentamento ao novo coronavírus. Em opinião unânime entre os profissionais das redes pública, privada e conveniada, se o CCC colapsar, todo o sistema de saúde de Campos colapsa junto. Como aconteceu na Itália, na Espanha em cidades brasileiras como Manaus, Belém, Fortaleza e Recife, e até em Nova York.

Na repercussão da postagem nas redes sociais, a servidora federal Sandra Viana deu seu testemunho: “Perdemos um familiar ontem (22) com 60 anos, a população só acredita qdo a doença chega na sua família”.

Confira abaixo o comunicado oficial do gabinete de crise criado em Campos para combater à Covid:

 

Abertura do CCC em 30 de março, fruto da parceria do governo Rafael Diniz com a Beneficência Portuguesa (Foto: Divulgação)

 

COMUNICADO

O Gabinete de Crise de enfrentamento ao Coronavírus esclarece que os índices demonstram que o município caminha para um momento crítico quanto a ocupação de leitos aptos ao tratamento da Covid-19, tanto os públicos quanto os da rede privada de saúde.

A partir de avaliação técnica criteriosa e da análise da Vigilância em Saúde sobre o cenário epidemiológico da semana, o departamento alerta para a necessidade de a população estar atenta às medidas e orientações para evitar a propagação da doença no município.

O gabinete tem se reunido diariamente para avaliações quanto a decisão de mudança ou permanência de fase e algumas medidas já começam a ser divulgadas a partir desta terca-feira (24) — na verdade, só devem ser anunciadas dois dias depois.

Cabe ressaltar que o modelo matemático e estatístico para avaliação da pandemia no município considera os números da última semana no que tange a propagação da Covid-19 e a capacidade do sistema de saúde, além de outros dados, incluindo a ocupação de leitos.

Nesta segunda (23), a ocupação dos leitos públicos de UTI é de 70%. Já a clínica médica está com 46% ocupada.

O Gabinete de Crise lembra que é importantíssimo que a população entenda a responsabilidade de permanecer atenta às medidas de enfrentamento à Covid-19 e siga as orientações de uso de máscara, álcool gel, distanciamento social, além de evitar aglomeração.

O momento é difícil, seguimos juntos nesta luta e ao lado dos pacientes e das famílias que perderam entes querido. Pedimos que cada um faça a sua parte.

 

Atualizado às 20h21.

 

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Vereador eleito, Raphael Thuin no Folha no Ar desta terça

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h15 desta terça (24), o convidado do Folha no Ar, na Folha FM 98,3, é o vereador eleito Raphael Thuin (PTB). Ele falará sobre a eleição ao Legislativo goitacá, renovado pelo voto em 80% para 2021, bem como sobre o pleito da nova Mesa Diretora e a grave crise financeira de Campos (confira a série da Folha sobre o tema aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Também falará sobre sua declaração de apoio (confira aqui) a Wladimir Garotinho (PSD) no segundo turno a prefeito, dos motivos e da reação do seu eleitor.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta terça pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Governador Cláudio Castro pede voto em Wladimir a prefeito

 

Governador Cláudio Castro apoia Wladimir Garotinho a prefeito de Campos (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

Após ganhar de Caio Vianna (PDT) por 7 a 1 (confira aqui) na busca de apoio de vereadores eleitos na campanha de outras candidaturas a prefeito de Campos, Wladimir Garotinho saiu atrás do adversário no segundo turno por apoios fora de Campos (confira aqui). Mas conseguiu um de peso, o governador em exercício do Estado do Rio, Cláudio Castro (PSC). Ele gravou vídeo desde a semana passada, divulgado apenas hoje na propaganda do prefeitável. Ele disse à população campista que “é muito que você escolha alguém alinhado ao Governo do Estado”.

Assista abaixo ao vídeo com a declaração de apoio do governador Cláudio Castro a Wladimir Garotinho no segundo turno a prefeito de Campos:

 

 

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Petistas Godofredo, Wadih e Waldeck, mais Molon, apoiam Caio

 

Petistas Godofredo Pinto, Wadih Damous, Waldeck Carneiro, mais o socialista Alessandro Molon, apoiam Caio Vianna a prefeito de Campos (Montagem: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

Se estava perdendo de 7 a 1 (confira aqui) na disputa pelos apoios de vereadores eleitos por grupos políticos que ficaram fora do segundo turno na eleição majoritária, Caio Vianna (PDT) vem tentando tirar a vantagem na briga por apoios fora de Campos, inclusive de campistas que fizeram carreira política em outra cidade. É o caso do campista e ex-prefeito de Niterói, Godofredo Pinto, que declarou apoio ao pedetista em vídeo.

A despeito da declaração do PT goitacá (confira aqui) do último sábado (21), de neutralidade no segundo turno entre Caio e Wladimir Garotinho (PSD), outros nomes do PT se somaram a Godofredo, como já havia feito no domingo (22) o ex-ministro de Lula Tarso Genro (confira aqui) no apoio ao nome do PDT pela Prefeitura de Campos. Foram os casos do ex-deputado federal do PT Wadih Damous e do atual deputado estadual do partido Waldeck Carneiro. Líder da oposição na Câmara Federal, o deputado Alessandro Molon, cujo PSB local fechou (confira aqui) no segundo turno com Caio, também se manifestou.

Assista abaixo aos vídeos com as declarações de apoio dos petistas Godofredo Pinto, Wadih Damous e Waldeck Carneiro, e do socialista Alessandro Molon, à candidatura de Caio a prefeito de Campos:

 

 

 

 

 

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Vice de Wladimir, Frederico tem parecer desfavorável à candidatura

 

Wladimir Garotinho e seu vice Frederico Paes, que teve paracecer favorável da Procuradoria-Geral Eleitoral ao indeferimento da sua candidatura a vice, que será julgado no Tribunal Superior Eleitoral, talvez ainda esta semana (Foto: Divulgação)

 

O aguardado parecer da Procuradoria Geral Eleitoral, assinado pelo vice-procurador-geral Renato Brill de Góes e datado de sábado (21). foi pelo indeferimento do recurso da defesa do empresário Frederico Paes (MDB), como candidato a vice na chapa de Wladimir Garotinho (PSD) a prefeito de Campos. Foi por conta da pendência jurídica que Wladimir teve a votação de 106.526 eleitores (42,94%) contabilizada e divulgada no primeiro turno de 15 de novembro como “Anulado Sub Judice”. A partir do parecer da PGE, o julgamento da ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tem como relator o ministro Luís Felipe Salomão, deve acontecer amanhã (24) ou na quinta (26). A decisão, se for mantido o indeferimento do vice, colocará em questão a unicidade da chapa: isso afetaria ou não a candidatura a prefeito de Wladimir?

A ação se deu por desincompatibilização fora do prazo de Frederico como diretor do Hospital Plantadores de Cana (HPC) e da presidência do Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Estabelecimentos de Serviços de Saúde da Região Norte Fluminense (Sindhnorte). E foi movida pela coligação Nova Força (SD, DEM, PTC e PV), que teve como candidato Dr. Bruno Calil, terceiro colocado na disputa, com 32.673 votos (13,17%), sob a coordenação do deputado estadual Rodrigo Bacellar (SD), que é advogado.

Em 14 de outubro, o indeferimento teve manifestação contrária do Ministério Público Eleitoral (relembre aqui), que foi seguida dois dias depois (16) no deferimento da candidatura (relembre aqui) pelo juízo da 76ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos. Após a candidatura de Bruno recorrer à segunda instância, Frederico teve outro parecer favorável da Procuradoria Regional Eleitoral (relembre aqui) em 24 de outubro. Ainda assim, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) indeferiu a candidatura do vice (relembre aqui) no dia 30 daquele mês, por 5 votos a 1. E ratificou a decisão a decisão por unanimidade em 12 de novembro (relembre aqui), no julgamento dos embargos. O que teria mudado o entendimento no TRE foi o fato de o HPC receber verbas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS).

— Desse modo, tendo em vista que a premissa jurídica adotada é a exigência de desincompatibilização de presidente de entidade privada que é mantida ou subvencionada pelo poder público e que a premissa fática aponta que o recorrente não se afastou da presidência da entidade que recebe mais da metade dos recursos para sua manutenção do poder público, a decisão regional (do TRE, pelo indeferimento) deve ser mantida. Ante o exposto, o Ministério Público Eleitoral manifesta-se pelo improvimento do recurso especial — foi o que concluiu no sábado, em desfavor da candidatura a vice de Frederico, o vice-procurador-geral eleitoral Brill de Góes.

— O Ministério Público Eleitoral apresentou parecer no meu processo admitindo que a jurisprudência mais recente do TSE é favorável, como eu sempre disse. Apesar disso, sustentaram que o Tribunal precisa voltar atrás. Meus advogados estão muito confiantes e acreditamos que em Brasília vão reestabelecer o deferimento do registro de minha candidatura com base na jurisprudência mais recente do Tribunal — disse Frederico.

— A jurisprudência é sólida com relação ao impedimento nesse caso, tendo uma única decisão mais recente admitindo o registro. Teremos que aguardar a decisão do TSE. Com relação à unicidade me parece claro que, em não podendo mais ter a substituição do vice (cujo prazo se encerrou em 26 de outubro, quando a candidatura de Frederico estava deferida pelo juízo da 76ª ZE de Campos, antes da reversão no TRE) a chapa toda fica contaminada, como ocorre nesse caso. Entendo que essa questão é pacífica, até porque se trata de fato pretérito. Tornando o vice inelegível a cabeça de chapa também ficará — analisou uma fonte da Justiça Eleitoral goitacá que preferiu não se identificar.

— Já dá mesmo para antever o alongamento da discussão sobre a unicidade da chapa, se o indeferimento do vice se mantiver. E isso se fará num ambiente ilustrado pelo resultado das urnas no próximo domingo. Compreensível que não queiram antecipar a discussão. Tudo isso, muito embora o indeferimento da chapa toda seja uma consequência normal. A não ser que o TSE admita uma chapa sem vice — observou uma fonte do Ministério Público Eleitoral local, que também preferiu ficar no anonimato.

— Na manifestação pelo não-provimento do recurso, o Ministério Público Eleitoral confirma a divergência de entendimentos judiciais dentro o próprio TSE acerca de estar ou não a entidade privada equiparada às públicas para efeito de desincompatibilização de seus dirigentes, tanto que o MP conclama o TSE a afastar definitivamente essa contradição. A unicidade da chapa também é tema controvertido, o que assegura que o debate no TSE será empolgante — antecipou o advgado Andral Tavares Filho, com experiência em Justiça Eleitoral e ex-presidente da OAB-Campos.

 

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Folha FM abre semana do 2º turno com a revelação do 1º: Natália

 

(Arte: Eliabe de Souza, o Cássio Jr.)

 

A partir das 7h15 da manhã desta segunda (23), o programa Folha no Ar, carro-chefe da Folha FM 98,3, abre a semana da eleição do segundo turno a prefeito de Campos com quem foi considerada a grande revelação do primeiro: Professora Natália (Psol). Ela falará sobre o crescimento do partido em Campos, que ultrapassou na eleição majoritária siglas mais tradicionais da esquerda como o PT e o PCdoB, e no Brasil, no qual disputará em São Paulo a Prefeitura mais importante do país.

Natália também analisará sua condição de revelação no primeiro turno do pleito goitacá. E falará sobre a neutralidade (confira aqui) que seu partido adotou para o segundo turno, sem poupar críticas a Wladimir Garotinho (PSD) e a Caio Vianna (PDT), como aos grupos políticos de ambos.

Quem quiser participar ao vivo do Folha no Ar desta segunda pode fazê-lo com comentários em tempo real, no streaming do programa. Seu link será disponibilizado alguns minutos antes do início, na página da Folha FM 98,3 no Facebook.

 

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Prefeita reeleita de Quissamã, Fátima apoia Wladimir em Campos

Fátuma Pacheco apoia Wladimir Garotinho (Montagem: Joseli Mathias)

Antes da decisão soberana do eleitor campista nas urnas de 29 de novembro, daqui a exatos sete dias, esquenta a disputa de apoios entre os dois candidatos a prefeito que passaram ao segundo turno: Wladimir Garotinho (PSD) e Caio Vianna (PDT). Prefeita reeleita de Quissamã, com 52,19% dos votos válidos, ou 7.829 eleitores, Fátima Pacheco (DEM) vai de Wladimir. E apontou para formar sua decisão na atuação do prefeitável como deputado federal, considerada boa, independentemente da torcida política. O DEM, em Campos, apoiou e integrou a chapa do candidato Dr. Bruno Calil (SD), terceiro colocado na disputa, que também já se manifestou (confira aqui) sobre o segundo turno.

Assista abaixo ao vídeo em que Fátima declarou seu apoio a Wladimir no segundo turno a prefeito de Campos:

 

 

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Psol de Natália se define ao 2º turno: “Nem Garotinho, nem Vianna”

 

O Psol de Campos divulgou hoje a sua posição ao segundo turno de 29 de novembro, entre os candidatos Wladimir Garotinho (PSD) e Caio Vianna (PDT): “Não aos Garotinho!” e “Não aos Vianna!”. Partido que sai dessas eleições municipais brasileiras ameaçando a condição do PT como legenda de esquerda do país, como na cidade de São Paulo, onde Guilherme Boulos disputa o segundo turno a prefeito com o atual, Bruno Covas (PSDB), O Psol produziu em Campos a grande revelação da eleição a prefeito no primeiro turno. A Professora Natália ultrapassou as candidaturas do PT e do PCdoB para ser a 5ª colocada da disputa, com 4,68% dos votos válidos, ou 11.622 eleitores, apenas 1.728 votos que o atual prefeito Rafael Diniz (Cidadania). Considerado que foi a primeira candidatura da jovem e articulada professora, não é pouca coisa.

 

Natália Soares, revelação da eleição de primeiro turno a prefeito de Campos (Foto: Divulgação)

 

Confira abaixo a manifestação do Psol sobre a posição do partido para o segundo turno a prefeito de Campos, na disputa entre os clãs políticos dos Garotinho e dos Vianna, que sofreram pesadas críticas:

 

 

Nota Partido Socialismo e Liberdade Segundo turno eleições em Campos dos Goytacazes

Hoje é dia 21 de novembro de 2020,  temos um comunicado muito importante para vocês.

 

Iniciamos agradecendo aos 11 mil 622 votos de confiança na campanha de esperança por uma Campos do bem viver e do poder popular, feita pela professora Natália e Bruna Machel . Da mesma forma, agradecemos aos 1.728 votos de credibilidade, depositados na primeira candidatura coletiva e feminina de Campos, a Vamos Juntas, além dos 124 votos do companheiro Cristiano da Matta, o Papel.

Nossa campanha foi feita por voluntárias e voluntários que acreditaram que uma real mudança pode acontecer na nossa cidade e no nosso país. E sim, o resultado das urnas nos mostra que a mudança está cada vez mais perto! Na verdade, ela já começou a se construir, a partida está dada para a transformação desta cidade. Somos a 5º candidatura mais votada, uma das 5 que obteve mais de 10 mil votos, e a única que conseguiu tal expressividade sem aceitar dinheiro de empresários. Sabemos, se a história nos ensina alguma coisa, que essas contas são cobradas depois da eleição. Nossos adversários tiveram para suas campanhas centenas de milhares e até milhões de reais e nós, mesmo com poucos recursos, trouxemos enorme riqueza de ideias e força militante.

E é por essas ideias, por essa fé em mudar o mundo, que move quem acredita no projeto que nós defendemos, que viemos aqui colocar um posicionamento sobre o segundo turno das eleições em Campos dos Goytacazes.

Sei que muita gente tem perguntado por nossa posição, e não poderíamos deixar de expressá- la. Nunca fugimos de debate e não vamos aqui deixar de nos expressar.

NÃO APOIAREMOS NENHUMA OLIGARQUIA POLÍTICA QUE CONCORRE AO SEGUNDO TURNO NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS

NEM GAROTINHO, NEM VIANNA.

DE AGORA EM DIANTE, QUALQUER QUE SEJA O GOVERNO ELEITO, SEREMOS OPOSIÇÃO, NÃO NOS VENDEREMOS POR CARGOS OU VANTAGENS POLÍTICAS.

É importante que  explique nossa posição.

Wladimir Garotinho é representação de um projeto familiar do endividamento da nossa cidade, sua dinastia política vendeu nosso futuro, comprometendo o orçamento da cidade. Além disso, o rombo da PreviCampos, que é um verdadeiro atentado aos nossos aposentados e a marcante corrupção na gestão pública também são características de seu grupo político. Podemos destacar aqui, entre outras, a Operação Chequinho, que fez jogada política e clientelismo com a vulnerabilidade da população mais pobre do município. Não podemos indicar voto em quem destruiu a nossa cidade e vendeu nosso futuro, ou em quem explora e mantém a miséria de forma vil e mesquinha. Não aos Garotinhos!

Caio Vianna, por sua vez, é representação de outro projeto familiar. De um grupo político que governou a nossa cidade nos tempos das chamadas “vacas gordas”, o tempo da bonança financeira dos royalties;e participações especiais. E desse período não fizeram nenhuma reserva, torraram indiscriminadamente o dinheiro público em gastos mal executados e corrupção. E não esqueçamos do Mocaiber, o prefeito que compete com Rafael Diniz ao título de ‘pior prefeito da história de Campos’. Mocaiber era afilhado político de Arnaldo, indicado por ele para sucessão. Arnaldo Vianna é parte responsável da tragédia social que nos encontramos. Caio Vianna, que começou a carreira política sem apoio do próprio pai, buscou para sua vice- prefeitura o PSL, partido vinculado ao bolsonarismo que tem sangue do povo negro, periférico, dos indígenas, dos quilombolas nas mãos. Não faremos coalizão com genocidas. O legado de Brizola é maculado por essa aliança espúria. Não aos Vianna!

Reiteramos que nosso plano de governo é público, construído em conjunto com a população campista e, portanto, representa não uma propriedade do PSOL/UP, mas às demandas e necessidades do povo. Deste modo, convidamos a população campista a conhecer e se apropriar do programa vocalizado pelo PSOL/UP nestas eleições, cobrando ativamente a sua implementação não só ao futuro prefeito eleito, mas sempre que a gestão pública municipal estiver em desacordo com essas demandas.

A democracia permite a liberdade nas urnas, garante o livre voto individual. A população irá decidir como votar no segundo turno, acataremos qualquer decisão popular. Porém, reafirmamos que permaneceremos na oposição a qualquer governo eleito, sempre que este contrariar os interesses da população. Estaremos na linha de frente defendendo a classe trabalhadora, os mais vulneráveis e os direitos sociais aos excluídos das políticas públicas.

 

Pelo Socialismo e a Liberdade, em memória de Marielle Franco, nem um passo atrás na luta pelo poder popular!

Ao povo de Campos, vamos à luta. Nas ruas que a gente se encontra.

 

Confira aqui, a posição de neutralidade também adotada pelo prefeito Rafael ao segundo turno de Campos, divulgada na quinta (18), e aqui a do PT de Odisséia, divulgada na noite de sábado (21). 

 

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